O Jornal do Poder

20/10


2020

A nova placa de mamãe

Em comum acordo com meus oito irmãos, encomendei ao meu amigo Silvio Amorim, presidente do Instituto Arqueológico, Histórico e Geográfico de Pernambuco, uma placa especial para ser afixada na rua em Afogados da Ingazeira que homenageia mamãe Margarida Martins, que Deus fez seu sequestro celestial há sete anos, com 86 anos de idade.

Ex-vereador do Recife, Silvio Amorim já foi meu chefe. Fui seu coordenador de Imprensa no Projeto Rondon, em Brasília. Juntos, viajamos o Brasil do Oiapoque ao Chuí. Corremos sérios riscos de vida em viagens usando mono motor, por várias vezes, para alcançar Tefé, no Amazonas, já na divisa com a Colômbia, onde havia uma base do Projeto. Certa vez, tomamos um susto, com a explosão de um balde com combustível sobre uma pequena embarcação numa verdadeira aventura no Rio Amazonas.

Numa outra viagem, levando uma equipe da TV Globo, assisti e ajudei o repórter Leonel da Mata a socorrer um garoto picado por uma cobra em Benjamin Constant, já em território colombiano. Foi uma operação de emergência. Saiu na matéria de Leonel no Jornal Nacional. Grande Leonel da Mata, nunca mais o encontrei. Muito tempo depois, já fora da Globo, ele abriu um restaurante em Brasília maravilhoso e também uma agência de TV e Rádio.

Não sei por onde anda, mas fez grandes reportagens para o Globo Repórter. Silvio Amorim virou personagem de várias reportagens na Globo e nos jornais nacionais graças ao meu trabalho de garimpagem de pautas. Lembro que a Veja e a revista Manchete também fizeram belas matérias sobre as ações do Rondon. O repórter da Manchete foi meu amigo Fernando da Câmara Cascudo, já na eternidade. Baixinho, super engraçado, tinha um texto maravilhoso.

Quanto à placa, decidimos, nós, irmãos, prestar uma homenagem a mamãe em Afogados da Ingazeira, em novembro. Estamos apenas fechando uma data na qual todos possam estar presentes no seu descerramento. Reunir nove filhos, todos espalhados pelo mundo, não é fácil, mas com certeza faremos uma bela e emocionante homenagem a quem nos deu à vida, nos educou e cuidou com zelo, amor e muito carinho até seu último suspiro.

Mamãe Dó, como assim era tratada pelas irmãs - eram mais seis, das quais só Tia Lila ainda cumpre com a graça de Deus a sua missão na terra, residindo em Vitória da Conquista, sul da Bahia  - era uma mulher valente. Personalidade forte, nunca levou desaforo para casa. A gente tinha mais medo do chinelo dela do que das chicotadas de papai. Aí do filho que desobedecesse uma ordem dela!

Criou os filhos com muita dedicação. Como escrevi na placa, foi devotada à família, seu grande legado. Tudo que somos hoje devemos a ela. Mãe nunca deveria morrer. Minha mãe está presente todos os dias da minha vida. Não morreu, nem morrerá nunca. É minha vida, o melhor colo, a minha melhor amiga. De lá do céu, fica cuidando de mim, me orientando, me protegendo, traçando meus caminhos.

O mundo pode mudar de cor, os rios e os mares secarem. A lua pode até desaparecer, o sol perder o seu brilho, nada me fará deixar de amar a minha flor Margarida.


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Abreu no Zap

20/10


2020

Coluna da terça-feira

Efeito Bolsonaro na eleição

Única região onde o presidente Jair Bolsonaro saiu derrotado no segundo turno das eleições de 2018, o Nordeste presencia uma multiplicação de candidaturas bolsonaristas no pleito de 2020. Utilizando fotos, jargões e mesmo citando o presidente em peças publicitárias, candidatos a prefeito na maioria das capitais tentam aproximar suas imagens à de Bolsonaro para conquistar parte do eleitorado.

Antes de a campanha começar, o presidente declarou que não participaria ativamente do primeiro turno. Bolsonaro, no entanto, mudou de ideia e interferiu diretamente na formação da chapa de Celso Russomanno, fazendo a ponte entre o candidato do Republicanos e o PTB, que aceitou a vaga de vice em São Paulo. Sem a declaração formal de apoio do presidente, os candidatos se anteciparam e fizeram o movimento inverso, dizendo-se apoiadores de Bolsonaro.

Catorze candidatos em oito capitais nordestinas fazem campanha usando referências ao chefe do Executivo federal. Exatamente pelo fato de Bolsonaro ter perdido as eleições no Nordeste, setores ligados a ele, ou que querem se ligar a ele, tentam criar uma alternativa que não existia até então. É uma iniciativa política que quer criar uma nova realidade e se apóia no prestígio do presidente para penetrar em uma área em que ele ainda está enfraquecido.

Essa tendência identificada nos Estados nordestinos neste ano é um fenômeno que se repete na política brasileira. Quando se tem um político, uma força política ou mesmo um movimento político que tem uma capacidade de implantação muito grande, por ter vencido eleições, ou que está em uma crescente de popularidade, quem está tentando chegar ao poder tenta 'colar' nessas figuras para crescer, principalmente candidatos novatos.

Cola expressa – Enquanto alguns candidatos optaram por menções explícitas, publicando materiais de campanha ao lado do presidente e criando slogans no estilo "BolsoDoria" - como o candidato do Avante em Aracaju, Lucio Flavio, que publicou uma arte com os slogans "LucioNaro" e "BolsoFlávio" –, outros preferiram uma abordagem indireta. Candidatos pelo PSL, ex-partido de Bolsonaro, em Natal e Recife, delegado Leocádio e Carlos 17 tentam captar o eleitorado bolsonarista recorrendo à associação com o número da sigla. A propaganda eleitoral de ambos menciona que "quem votou 17 para presidente em 2018 vai votar 17 para prefeito em 2020".

Legado eleitoral – Apesar da tentativa de associar seus nomes ao do presidente, a estratégia dos candidatos varia de acordo com o município em questão. Em Maceió, João Pessoa e Natal, por exemplo, Bolsonaro obteve maioria nas eleições de 2018. Nesses casos, a luta dos candidatos é tentar herdar o legado eleitoral construído pelo presidente no pleito anterior. Nas três capitais citadas, cinco candidatos "se declararam" bolsonaristas. Ampliando o recorte, se contabilizarmos declarações públicas em que outros candidatos manifestaram simpatia ou proximidade ao presidente, o número sobe para pelo menos oito.

Ajuda emergencial – O fenômeno não se restringe apenas às cidades em que Bolsonaro foi maioria. Em Recife, Salvador, Aracaju, Teresina e São Luís, nove candidatos fazem campanhas apoiadas, de algum modo, no presidente. Em nenhuma dessas cidades Bolsonaro conquistou mais de 48% dos votos em 2018. Dois aspectos gerais são apontados como possíveis fatores a justificar a escolha dos candidatos: o sucesso do auxílio emergencial de R$ 600 - que coincide com a crescente popularidade do presidente em pesquisas na região - e a própria pandemia da covid-19, que acabou por acirrar a disputa entre o governo federal e governos estaduais e municipais, fazendo com que grupos políticos tentem se aproveitar da situação de conflito.

Avaliação negativa – De acordo com uma pesquisa Ibope, divulgada em setembro, a avaliação positiva do presidente cresceu de 21% para 33% em nove meses. Mesmo assim, o Nordeste continua sendo a região do País onde o governo é mais mal avaliado. Apesar do apelo do presidente como figura política nacional, o caráter local das eleições municipais acaba por sofrer com a influência direta de lideranças estaduais e inseridas dentro do contexto de cada cidade. Não é possível, entretanto, analisar qual fator terá mais influência na disputa de 2020 sem um aprofundamento no cenário de cada município.

CURTAS

CARONA EM DINO – Um exemplo claro da influência regional nos candidatos, contudo, pode ser visto em São Luís. A cidade tem um único candidato bolsonarista declarado, Sílvio Antônio (PRTB), enquanto pelo menos quatro candidatos apóiam suas campanhas na figura do governador do Estado, Flávio Dino (PCdoB), que conta com boa avaliação entre os maranhenses. Nas propagandas exibidas no horário eleitoral obrigatório de 9 de outubro, os candidatos Bira do Pindaré (PSB), Duarte Júnior (Republicanos), Neto Evangelista (DEM) e Rubens Júnior (PCdoB) citaram suas relações com Dino.

EXCEÇÃO – Fortaleza é a única capital nordestina sem uma candidatura abertamente bolsonarista até o momento. No caso da capital cearense, dois candidatos foram apontados por adversários como aliados do presidente: Heitor Freire (PSL) e Coronel Wagner (PROS). Nenhum deles, contudo, declarou-se como o candidato de Bolsonaro para o pleito até aqui. Durante uma live no dia 8 de outubro, Bolsonaro chegou a afirmar que estaria apoiando um "capitão" nas eleições da capital cearense. No entanto, o candidato do PROS não repercutiu a declaração ou utilizou o presidente como cabo eleitoral.

Perguntar não ofende: Bolsonaro vai aparecer em alguma capital do Nordeste para pedir voto?


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Comentários

marcos

Caso Chico Rodrigues mostra que a corrupção não acabou no governo de Roraima. Agora estamos a hum ano e dez meses Sem corrupção no governo Federal. A esquerda Corrupta até que tenta, mas o nosso presidente mito Jair Bolsonaro é Limpinho e Blindado. Tchau queridos

marcos

Bom dia povo de Deus, só lembrando que quem começou com essa cachorrada de esconder dinheiro Roubado no Cu foi o líder do PT Deputado José Guimarães. O nosso Capitão Cueca.

Fernandes

Bolzonaro é uma mistura de tudo que não presta, na raça humana.

Fernandes

Caso Chico Rodrigues vice-líder do governo Bozonaro mostra que Lava Jato não eliminou corrupção. Esse episódio do dinheiro na cueca prova que o presidente Bozonaro estava errado quando falou que a corrupção acabou no governo.

Fernandes

Bozonaro é Ladrão. Miliciano e corno Bom Dia!


Banco de Alimentos

19/10


2020

Ibope: Geraldo é o prefeito mais desaprovado do NE

JC Online

Após sete anos e 10 meses de gestão, o prefeito do Recife, Geraldo Julio (PSB), se despede do cargo amargando o título de gestor mais mal avaliado do Nordeste e o quinto com a maior desaprovação entre as capitais de todo o Brasil. De acordo com a pesquisa Ibope/JC/Rede Globo, o socialista tem 55% de desaprovação, ante aprovação de 40% dos recifenses.

Na outra ponta, o prefeito de Salvador, ACM Neto (DEM), obteve o melhor desempenho entre as 26 capitais pesquisadas pelo Ibope, que ouviu eleitores para saber quem eram os melhores prefeitos. Ele tem 85% de aprovação e 12% de desaprovação.

Assim como Geraldo e ACM Neto, o prefeito de Fortaleza, Roberto Cláudio (PDT), não pode concorrer à reeleição, pois já está no segundo mandato. O pedetista é aprovado por 66% dos fortalezenses e desaprovado por 29%. Com isso, no Nordeste, ele fica atrás apenas do gestor soteropolitano.

Apesar do resultado favorável, Roberto não consegue transferir sua popularidade para seu candidato, o deputado estadual José Sarto (PDT), que tem 16% das intenções de voto e está em terceiro lugar no Ibope. Situação parecida vivem os prefeitos de Teresina, no Piauí, Firmino Filho (PSDB), e de São Luiz, no Maranhão, Edivaldo Holanda Júnior (PDT). Com aprovação superior a 55%, os gestores veem seus indicados à sucessão correrem o risco de ficarem de fora da disputa de um eventual segundo turno.

Em João Pessoa, na Paraíba, o cenário é ainda mais adverso para a candidata do prefeito Luciano Cartaxo (PV), que não pode concorrer à reeleição por estar já há quase oito anos à frente da administração municipal. Lá, Edilma Freira (PV) não empolgou e vem patinando nas pesquisas, com apenas 5% das intenções de voto.

De acordo com o cientista político e professor da Faculdade Damas Elton Gomes, isso acontece porque a transferência de popularidade é mais difícil se comparada à transferência de rejeição.

Além disso, conta ele, outros fatores podem se impor na hora do eleitor decidir em quem votar, como uma eventual união do candidato com outras forças políticas que podem ser consideradas impopulares.

"Há uma maior facilidade de repassar o lado negativo para quem recebe o apoio de quem está na cadeira de prefeito. Isso porque, certamente, aquela pessoa já tem uma posição demarcada em relação à gestão, que pode ter mais de 40% de aprovação, mas, por outro lado e ao mesmo tempo, acumular um considerável índice de reprovação", explica o professor. "O eleitor que rejeita quem está na cadeira de prefeito tende a rejeitar também quem recebe seu apoio. O oposto não necessariamente é verdade", completa.

Mesmo com essa tendência, o prefeito do Recife não tem atrapalhado o voo do seu candidato, o deputado federal João Campos (PSB). O filho do ex-governador Eduardo Campos está entre os três candidatos com maior percentual de intenção de votos nas capitais do Nordeste, atrás apenas de Bruno Reis (DEM), em Salvador, com 42%. Segundo a pesquisa Ibope/JC/Rede Globo, João tem 33% das intenções, número idêntico ao obtido pelo candidato à reeleição em Natal, no Rio Grande do Norte, Álvaro Dias (PSDB). Na capital potiguar, o índice de aprovação de Dias chega a 63%.

Quem também concorre à reeleição aprovado pela maioria dos eleitores é o prefeito pedetista de Aracaju, Sergipe, Edvaldo Nogueira. O gestor tem 58% de aprovação e tem 32% das intenções de voto, o que o torna líder da disputa, segundo aponta pesquisa Ibope. Ele é seguido por Delegada Danielle (Cidadania), que tem 21%.

Para o cientista político e sociólogo Antônio Lavareda, a avaliação do prefeito Geraldo Julio não tem influenciado negativamente o desempenho de João Campos porque o parlamentar tem focado sua campanha em si e na figura do pai. "A campanha de João Campos está fortemente centrada na sua figura, na figura pessoal, apresentando o jovem deputado. Além disso, rearma muito a escola política que teve com o ex-governador Eduardo Campos, que, das lideranças políticas de Pernambuco, é a que tem a melhor avaliação retrospectiva. Tudo isso contribuiu para levá-lo à condição de líder nas pesquisas", afirmou o especialista.

Desaprovado por 49% da população de Maceió, em Alagoas, o atual prefeito da cidade, Rui Palmeira (sem partido), também não tem sido empecilho para o candidato apoiado pela gestão, Alfredo Gaspar de Mendonça (MDB). O emedebista divide o primeiro lugar da disputa pela prefeitura com JHC, que fora derrotado por Palmeira em 2016. Mendonça tem 26% das intenções de voto, enquanto o socialista registra 25%.


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19/10


2020

Vice vira problemão para delegada

Em obediência a uma determinação judicial, este blog retirou a matéria "Vice de delegada é investigado pelo MP e TCE", publicada com exclusividade na última sexta-feira (16), sobre o produtor cultural Leonardo Salazar (Cidadania), vice da chapa encabeçada pela delegada Patrícia Domingos (Podemos) no Recife. A decisão, contudo, não é definitiva. Por isso, nosso departamento jurídico já recorreu à Justiça para que a reportagem volte a ser compartilhada com os nossos leitores e público em geral.

O blog aproveita para perguntar ao juiz responsável pela determinação se ele também mandará que o Blog Edmar Lyra e o Diário de Pernambuco removam as mesmas informações sobre Leonardo Salazar, que foram publicadas neste espaço em primeira mão, com base em documentos que atestam nossas informações.

Leia as matérias ao clicar abaixo:

Blog Edmar Lyra (19/10): MPPE investiga vice da Delegada Patrícia por possíveis irregularidades em licitações – https://www.edmarlyra.com/mppe-investiga-vice-da-delegada-patricia-por-possiveis-irregularidades-em-licitacoes/

Diário de Pernambuco (17/10): Delegada Patrícia defende vice investigado pelo MPPE e TCE – https://www.diariodepernambuco.com.br/noticia/politica/2020/10/delegada-patricia-defende-vice-investigado-pelo-mppe-e-tce.html

Diante dos fatos apresentados por este blog a partir de um grande trabalho de apuração, ferramenta primária do Jornalismo, só nos resta confiar e esperar que a Justiça Eleitoral reveja a decisão.


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19/10


2020

Jornalista esmiúça detalhes inéditos da vida de Pelé

Por Hylda Cavalcanti

Detalhes inéditos da vida do Pelé, que está completando 80 anos agora em 2020, foram contados, hoje, pelo jornalista Silvestre Gorgulho, que lança na próxima sexta-feira (23) o livro intitulado “Casaca e chuteiras”, sobre a trajetória do Rei do futebol. Em live para o Blog do Magno, o jornalista contou que a publicação não consiste numa biografia e sim numa contextualização do talento de Pelé a partir de três acontecimentos que marcaram o país, na década 50, época destacada por transformações nos mais variados cenários – do esporte à política e à literatura.

O primeiro fato, citado por ele, foi 31 de janeiro de 1956, quando Juscelino Kubitscheck tomou posse como presidente do Brasil. O segundo foi 18 de abril, quando JK enviou um projeto de lei ao Congresso Nacional pedindo autorização para transferir a capital federal para o Planalto Central e inaugurar Brasília em 1960.

Por fim, Gorgulho destacou setembro do mesmo ano, quando o menino Pelé, com apenas 15 anos, entrou em campo para participar do seu primeiro jogo profissional, pelo Santos. “Ele já iniciou fazendo gol”, contou animado.

Gorgulho afirmou que a década foi importante para a história do país não apenas pela construção de Brasília e pelo despontar do futebol brasileiro lá fora, como também pelo lançamento, na literatura, de duas grandes obras. Foram estas “Grande Sertão, Veredas”, clássico de Guimarães Rosa, e “Encontro Marcado”, de Fernando Sabino.

“Mostro todos esses acontecimentos até 1977, quando Pelé se aposentou do futebol”, relatou o jornalista. De acordo com Gorgulho, o jogador chama a atenção até hoje pelo jeito simples e humilde.

Segundo ele, Pelé sempre viveu bem financeiramente, mas nunca foi um homem rico, como muitos pensam. Em parte, devido ao fato de sempre ter trabalhado com sócios que administraram seu nome ao longo da carreira. Algumas destas parcerias deram certo, outras não.

Foi esse motivo inclusive, contou o autor, que levou Pelé a aceitar o convite para jogar no Cosmos, nos Estados Unidos. Na época, o jogador tinha dívidas a quitar em função de uma parceria frustrada e precisava receber um bom salário.

Gorgulho também informou que os jogadores da seleção brasileira da década de 50, ao contrário dos integrantes das seleções que ganharam o tetra e o pentacampeonato nas décadas de 90 e de 2000, nada receberam com a copa do mundo e que o valor estipulado para cada jogador foi de 1 dólar para cada um, por jogo.

Silvestre explica, ainda, um trecho considerado polêmico até hoje da biografia do rei: sua relação conflituosa com a filha Sandra, já falecida, fruto de um relacionamento casual, com quem ele nunca foi próximo e que teria demorado para assumir.

De acordo com o jornalista, a história verdadeira, nunca contada, é que o marido de Sandra tentou chantagear o jogador o que levou ao seu afastamento de Sandra. “Ela não soube, como filha, conquista-lo”, disse o escritor.

Mineiro, Silvestre Gorgulho migrou para Brasília em 1975, onde trabalhou em vários ministérios, no Congresso Nacional, na Embrapa e nos jornais Correio Braziliense e Jornal de Brasília, dentre outros veículos. Também foi secretário de Comunicação e de Cultura do Distrito Federal.

O livro do jornalista será lançado inicialmente no Rio de Janeiro, no Museu do Futebol. Posteriormente, seguirá para lançamento em outras capitais do país, incluindo Recife nesta programação. Em sua avaliação, a obra é resultado de uma pesquisa feita por ele ao longo dos últimos dez anos com o olho e faro apurados de quem sempre admirou Pelé. “A vida vale pelo número de momentos que nos tiram o fôlego e o Pelé é responsável por muitos destes momentos que nos tiraram o fôlego”, afirmou.


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19/10


2020

Gilvandro Estrela realiza carreata em Belo Jardim

Organizada pela coligação “Juntos em Defesa de Belo Jardim”, a carreata do candidato a prefeito Gilvandro Estrela (DEM) e seu vice, Dr Maneco, foi realizada ontem. O evento teve concentração na Cohab1 e contou com a manifestação espontânea de amigos, correligionários e candidatos a vereadores.

Gilvandro e Maneco desfilaram em carro aberto com suas respectivas famílias e responderam as manifestações de carinho por onde passaram. “Receber o apoio, carinho e energia dos belo-jardinenses durante essa motocada foi maravilhoso e extremamente empolgante. Isso mostra que há pessoas engajadas em construir um futuro responsável para nossa cidade. Estou muito feliz, sem palavras, para descrever a emoção em ver Belo Jardim pintado de verde, o verde da esperança. Prometo fazer minha parte e corresponder às expectativas”, agradeceu Gilvandro Estrela.


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19/10


2020

Caxangá Ágape homenageia Mendonça e Priscila em jantar

O Caxangá Ágape promove um jantar festivo em homenagem a Mendonça Filho, ex-ministro da Educação e candidato a prefeito do Recife. O evento ocorre na quarta-feira (21), às 19h30, no restaurante Alphaiate, localizado no primeiro andar do Espaço Califórnia, na Avenida Boa Viagem.

Na ocasião, a deputada estadual Priscila Krause, vice da chapa de Mendonça, também será homenageada com o título de Cidadã Agapeana. Para participar, o valor da adesão é R$ 250.

SOBRE O CAXANGÁ ÁGAPE – Mais antiga confraria da América Latina em atividade, o Caxangá Ágape chega aos 75 anos de existência em 2020 e celebra o Jubileu de Diamante. A instituição, que foi fundada por Jack Ayres, hoje tem Kennedy Barreto como presidente executivo.


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Comentários

Fernandes

Sem sombra de dúvida que Mendonça Filho, votou a favor da reforma trabalhista prejudicou os trabalhadores brasileiros, por isso tem que levar lapada dos Recifenses

Rafael C.Soares Quintas

Sem sombra de dúvida que Mendonça Filho é o mais preparado para gerir o Recife, o povo do Recife tem que entender isso; é Mendonça Filho Prefeito, o Recife só tem a ganhar com ele, acordem povo recifense!!!



19/10


2020

Os 80 anos de Pelé na live de hoje

Autor do livro “Casaca e chuteiras”, que trata da trajetória do Rei Pelé, o jornalista mineiro Silvestre Gorgulho, com quem trabalhei no Jornal de Brasília, é o convidado da live deste blog, hoje, às 19 horas, pelo Instagram.

Trata-se de resultado de uma pesquisa ao longo dos últimos dez anos com o olho e faro apurados do grande e talentoso repórter que é o Gorgulho. Imperdível.


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19/10


2020

Lula reforça apoio a Marilia Arraes em mensagem

O ex-presidente Lula compartilhou, hoje, um vídeo da campanha de Marília Arraes à Prefeitura do Recife. Por meio de sua página oficial no Facebook, o líder petista escreveu: “Voto em São Bernardo, mas em Recife sou Marília Arraes. #Vote13.”

Marília tem destacado, nos últimos dias, o apoio dado por Lula a sua campanha no guia eleitoral e em publicações nas redes sociais.


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