FMO

24/01


2020

À Época, Antônio diz que PE pode virar PB

A revista Época que chega às bancas hoje traz também uma ampla  reportagem sobre a cisão na família Arraes, com base, dentre outras fontes, na entrevista que a ministra Ana Arraes, do TCU, concedeu ao blog dando um puxão de orelha no neto, o deputado João Campos, por este ter agredido seu filho Antônio Campos na Comissão de Educação da Câmara dos Deputados. 

Como fato novo dessa contenda, a revista informa que o conteúdo da documentação que Antônio Campos tem para esquentar a briga pode levar a um desfecho de uma operação policial em Pernambuco muito maior do que o estourado na Paraíba, culminando com a prisão do ex-governador Ricardo Coutinho, uma das lideranças até então mais promissoras do PSB. Veja abaixo o texto da revista: 

Brigas, ciúme e divergências políticas marcam a rotina da casta de Miguel Arraes em Pernambuco após a morte de seu neto e herdeiro político. A escadaria de mármore no centro do salão de entrada do Palácio do Campo das Princesas separa duas placas afixadas em homenagem a governadores que comandaram Pernambuco daquele prédio quase bicentenário, no Recife.

Do lado esquerdo, Eduardo Campos inaugurou em 2009 o símbolo da reverência ao avô materno: “Neste palácio, o governador Miguel Arraes de Alencar resistiu ao golpe militar de 1º de abril de 1964, sendo deposto, preso e exilado, por se recusar a renunciar ao mandato popular que lhe fora outorgado pelos pernambucanos”. 

À direita, o próprio Eduardo foi o homenageado com a menção à data em que ele deixou o governo para concorrer à Presidência, meses antes de morrer num acidente aéreo no dia 13 de agosto de 2014. 

Na sombra da ausência do patriarca e de seu maior herdeiro, rachaduras no clã que há décadas comanda o poder no Estado já cindiram os Arraes-Campos em três linhagens.

O clima era de confraternização naquele 23 de junho de 2014, dia de jogo do Brasil na Copa do Mundo. A casa de campo do advogado e escritor Antônio Campos em Gravatá, cidade que ganhou o apelido de Suíça pernambucana, estava cheia de convidados ilustres para comemorar seu aniversário de 46 anos, a exemplo dos anteriores. 

Em campanha, Eduardo, seu único irmão, compareceu com a mulher, Renata, que levava o filho Miguel a tiracolo. A mãe, Ana Arraes, ministra do Tribunal de Contas da União (TCU) e ex-deputada federal, divertia-se abraçada à cantora Fafá de Belém.

O prefeito do Recife, Geraldo Julio, subira a serra para prestigiar o aniversariante, assim como Paulo Câmara, que viria a ser eleito governador de Pernambuco naquele ano. Encontros como esse rarearam após a morte de Eduardo.

Missas em sua memória ou aniversários passaram a ser marcados por cumprimentos protocolares e alguns constrangimentos.

Renata e Antônio nunca foram próximos, mas conviviam cordialmente em razão do elo familiar. Em janeiro de 2015, a presença do cunhado na celebração do primeiro ano de Miguel, caçula do casal Renata e Eduardo, incomodou particularmente a viúva.

Uma testemunha contou que Antônio chegou ao evento aparentando embriaguez, com um grupo de amigos que não haviam sido convidados por Renata. O tio afirmou não se recordar desse episódio, mas revela que aquela foi a última vez em que compareceu ao aniversário do sobrinho.

Miguel completará 6 anos na próxima terça-feira. A irritação da ex-primeira-dama já se sedimentava à medida que Tonca, como Antônio é conhecido no Recife, atuava como uma espécie de porta-voz da família no decorrer das investigações sobre a queda do avião, sem seu consentimento. 

Ele, por sua vez, reclama o direito de, como irmão, saber “a real causa” da tragédia sem precisar de autorização da cunhada. Avessa à imprensa, Renata não quis falar com ÉPOCA.

"ELA ORIENTOU O PSB A AGIR CONTRA MIM EM OLINDA. E A ORIENTAÇÃO DELA FOI SEMPRE ME ISOLAR, DESQUALIFICAR E ALIJAR’, DISSE ANTÔNIO, IRMÃO DE EDUARDO CAMPOS, SOBRE A CUNHADA E VIÚVA RENATA”

Marília Arraes, hoje deputada federal, estava em seu segundo mandato na Câmara de Vereadores do Recife em 2014. Neta de Miguel Arraes e prima do então governador Eduardo, era também correligionária de ambos, no PSB. Sua intenção declarada de disputar uma vaga em Brasília já naquele ano não encontrou guarida nos planos do líder da legenda, que já pensava em emplacar seu filho, João Campos, na política. 

A articulação de Eduardo para colocar o jovem de 20 anos no comando da Juventude Socialista Brasileira em Pernambuco, contra o grupo defendido por Marília, foi a gota d’água para que ela se insurgisse publicamente contra o primo e deixasse a sigla, migrando para o PT.

Ganhou fama de “desagregadora”.

Foram os primeiros sinais externos de fissura no clã — ainda com Eduardo Campos, um notório conciliador, vivo. Renata nunca perdoou Marília pela rebeldia. Hoje, as duas mal se cumprimentam.

No ano retrasado, Marília e João se elegeram para a Câmara dos Deputados — ele, o mais votado da história do Estado, com mais de 460 mil votos, e ela, a segunda, com menos da metade. Em outubro deste ano, os dois poderão se reencontrar nas urnas na disputa pela Prefeitura do Recife. 

João é o pré-candidato do PSB ao pleito, apesar de seu nome não ser consenso dentro do partido. Marília, por sua vez, tenta viabilizar sua candidatura em uma trama que envolve mágoas do passado e a busca pelo aval do ex-presidente Lula.

A cizânia seguia em fogo baixo até as eleições municipais de 2016. Tonca sempre ficara de fora da política, graças à hábil intervenção de Eduardo. Sua função era cuidar do escritório de advocacia da família e dos livros que escrevia. Em respostas por escrito, condição que impôs para falar com a reportagem, Antônio classificou o relacionamento fraternal como bom, mas apontou que vinha discordando do entorno de Eduardo nos últimos dois anos de seu governo. 

Após a morte do irmão, resolveu enfrentar as urnas contra a “terceirização do nome Campos e Arraes”, especialmente para Geraldo Julio e Paulo Câmara. “Achei necessário entrar nessa luta. Pode-se querer argumentar que foram escolhas dele, Eduardo, mas isso é um cenário com ele vivo, tendo o controle”, disse Tonca.

Pelo PSB, ele disputou a Prefeitura de Olinda, valendo-se da imagem da família. Chegou ao segundo turno com quase 10 mil votos de dianteira sobre o segundo colocado, mas levou uma virada e perdeu por mais de 30 mil votos.

Com a derrota, Antônio mergulhou em um poço de mágoas. Ressente-se principalmente do que considera falta de apoio e traição do partido e da cunhada Renata na eleição. “Ela orientou o PSB a agir contra mim em Olinda. E a orientação dela foi sempre me isolar, desqualificar e alijar”, reclamou o cunhado a ÉPOCA. 

Segundo um amigo, ele hoje nutre verdadeiro ódio pela viúva de Eduardo. “A família dela (Renata) é um caso de sucesso de desemprego zero. E quem não rezar na cartilha, ela manda para o pelourinho político”, atacou. Na cúpula da legenda em Pernambuco, a justificativa é mais prosaica: o irmão não tem, nem de longe, o carisma de Eduardo e passou a campanha atacando o então candidato da sigla à reeleição no Recife, Geraldo Julio.

Em 2018, dessa vez pelo Podemos, sigla em que o senador Álvaro Dias era o presidenciável, Tonca queria tentar uma vaga no Senado. Na última hora, no entanto, registrou o nome como candidato a deputado estadual e chegou a fazer campanha nas ruas de Olinda ao lado da prima Marília Arraes, com quem disse ter boa relação. 

Arrepende-se hoje de não ter retirado a própria candidatura. Recebeu apenas 3.658 votos, ou 0,08% dos válidos, ficando na 153ª colocação para 49 vagas. Alocado à direita do campo político, acabou sendo alçado em junho do ano passado à presidência da Fundação Joaquim Nabuco, órgão ligado ao Ministério da Educação.

E ele não nega a convergência com o governo de Jair Bolsonaro. O neto de Miguel Arraes, que foi preso pela ditadura da qual o presidente faz vocal apologia, se disse um “liberal”, não fez críticas à defesa do regime militar e afirmou que seu avô “sempre teve uma relação respeitosa com as Forças Armadas, quando voltou do exílio”.

O distanciamento pessoal, as divergências políticas e a falta de uma figura conciliadora, como Eduardo Campos, para equalizar os ímpetos e arroubos de uma das castas mais antigas da política brasileira culminaram na cena que se viu na Câmara dos Deputados em dezembro do ano passado, quando, durante uma audiência com o ministro da Educação, Abraham Weintraub, o deputado João Campos atacou o chefe da pasta. 

Levou uma rápida invertida de Weintraub, que mencionou a proximidade de seu tio com o governo: “Se eu sou uma pessoa tão maligna, por que ele trabalha comigo?”, questionou. “Eu nem relação tenho com ele, ministro. Ele é um sujeito pior que você”, devolveu o jovem de 26 anos. 

A tréplica pegou de surpresa o círculo mais íntimo da família Campos, porque expôs ressentimentos que não habitavam a superfície da vida pública do clã. A fala de João contrariou a orientação recebida pelo deputado de não tornar a relação com o tio mais inflamável.

 Horas antes de jogar luz sobre o rompimento com o tio, João havia almoçado com a avó Ana em seu apartamento, em Brasília, e aproveitado para conhecer as instalações do TCU. O deputado se recusou a receber ÉPOCA no Recife. 

Não queria falar sobre “questões familiares”, informou sua assessoria. Após o episódio na Câmara, Antônio divulgou uma nota acusando o filho de seu irmão de ter sido “nutrido na mamadeira da empresa Odebrecht, entre outras, estando com os bens patrimoniais dos quais é herdeiro bloqueados”.

Desde o ano passado, o espólio de Eduardo Campos está bloqueado em ação de improbidade administrativa da Lava Jato. A ÉPOCA, Antônio afirmou que havia “preponderância excessiva da Odebrecht em Pernambuco”.

O irmão de Eduardo disse ainda ter procurado as “autoridades competentes” — ele não confirma se foi ao Ministério Público Federal (MPF) ou à Polícia Federal — para contar o que sabe sobre a cunhada e integrantes do PSB. Ele alegou que não pode dar mais detalhes para “não invalidar e frustrar atos”, mas antecipou que o que houve na Paraíba com o PSB — onde o ex-governador Ricardo Coutinho foi preso no fim do ano passado, na Operação Calvário — é pequeno diante do que poderá ocorrer em Pernambuco se as investigações sobre seus relatos forem levadas adiante.

Antônio disse que a relação com Renata era harmônica, especialmente até o primeiro governo de Eduardo, de 2007 a 2010, e afirmou nunca ter discutido pessoalmente com a cunhada ou um sobrinho. Lembrou que é, inclusive, padrinho da primogênita do casal, Maria Eduarda. 

Com João, a última conversa foi antes das últimas eleições municipais, há quatro anos. Ana Arraes não só concordou que o filho foi traído em 2016, como foi a primeira a apoiá-lo no embate com João. Ela reagiu declarando que não admite grosseria e que o neto a estava desrespeitando e “dividindo a família sem razão”. 

“Liderança se consegue construindo. O desrespeito fica para quem não tem argumentos”, escreveu, na ocasião. Em janeiro, voltou à carga e disse estar “indignada” e “revoltada” com a prepotência de João, com quem não se encontrou mais desde o episódio. “Espero que ele me peça desculpa. Se ele não me pedir e nem me procurar, o problema é dele. Quem me agrediu foi ele, eu nunca agredi nenhum neto. Pelo contrário, sempre fui avó”, declarou Ana a um blog local.

Num gesto que pode ser entendido como tentativa de desidratar o entrevero familiar, Ana Arraes insinuou ter a intenção de se candidatar ao governo do estado em 2022. “Eu sou filha de Miguel Arraes e mãe de Eduardo Campos. O nascedouro é meu”, disse, ao reclamar para si o espólio político do clã.

Um antigo auxiliar de Miguel Arraes contou a ÉPOCA que o patriarca adotava a máxima que aprendeu de um amigo argelino, durante o exílio, quando era instado a responder qual de seus dez filhos era o preferido: “Aquele que mais estivesse precisando dele”. Interlocutores do clã apontam que Antônio, de temperamento irascível e explosivo como o do pai, o poeta Maximiano Campos, sempre ocupou esse posto para Ana. 

“Mãe é mãe. Ela já perdeu um filho. Vai sempre ficar do lado do outro”, disse um amigo de Eduardo. No fim da década de 1980, por exemplo, o filho caçula foi protegido quando deu um tiro para cima dentro de um famoso bar do Recife, episódio que ele lamenta. 

“Foi um arroubo de um jovem, numa briga de bar, de que me arrependo. Não saiu ninguém ferido”, disse Tonca.

João ainda cursava engenharia civil na Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) quando o pai morreu. No primeiro aniversário da tragédia, o jovem, então com 21 anos, roubou a cena ao discursar e citar o bisavô na inauguração da placa em homenagem a Eduardo no Campo das Princesas. 

“Ele foi um jovem de 49 anos que viveu mais do que tanta gente que tem o dobro da idade dele. Aprendeu com doutor Arraes a fazer política, a sentir o prazer de andar pelo interior e apertar a mão do trabalhador rural, dar um abraço numa professora do primário, gostar de sentir o cheiro de povo”, declarou. 

Em fevereiro de 2016, já formado — exigência da mãe —, assumiu a chefia de gabinete de Paulo Câmara (PSB). Era o primeiro passo para se viabilizar como o herdeiro político do clã. Até nisso procurou seguir o exemplo de Eduardo, que foi auxiliar do avô no mesmo palácio, no fim da década de 1980. No cargo, João aproveitou a experiência acumulada durante as campanhas do pai para receber, na antessala do governador, políticos e empresários pernambucanos.

Deputado mais votado de Pernambuco, ele namora a colega de Câmara Tabata Amaral. 

Quando está no Recife, o deputado fica na casa da mãe, onde cresceu com os quatro irmãos. Desde a morte de Eduardo, assumiu o papel de “homem da casa”. O segundo mais novo, Pedro, passou em um concurso para a Companhia de Saneamento de Pernambuco em 2018, mas já é tido como sucessor natural do irmão mais velho, em caso de vitória em outubro. 

“Tem mais inteligência, talento e habilidade que João”, alfinetou Antônio. A primogênita, a arquiteta Maria Eduarda, foi nomeada em 2016 para o Instituto Pelópidas Silveira, da Prefeitura do Recife, na gestão do ex-secretário do pai.

Filho de produtores rurais e egresso do interior do Ceará, onde nasceu em 1916, Miguel Arraes foi três vezes eleito para governar Pernambuco, em diferentes décadas, e morreu em 2005, aos 88 anos. Amigos lembram que Miguel Arraes nunca lançou nenhum dos filhos para a política, apesar de ter nomeado um deles e, na sequência, o neto Eduardo para ser seu chefe de gabinete no Palácio do Campo das Princesas. 

O edifício histórico, inaugurado em 1841, só ganhou esse nome anos depois, em homenagem à visita das filhas do imperador Dom Pedro II e em deferência à família real. Pernambuco ainda era uma província.


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Governo de PE - Redução nos Homicídios

24/01


2020

Vem bomba atômica no jornalismo por ai

Essa dupla - o blogueiro Magno Martins e o publicitário e analista politico José Nivaldo Júnior - traz, em breve, uma novidade que vai impactar a comunicação online no País, tendo Pernambuco como laboratório inicial. Não custa nada aguardar. Afinal, a expectativa faz parte do prazer.


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acolher

24/01


2020

Coluna da sexta-feira

Marília volta candidata de São Paulo

O PT de Pernambuco – leia-se o manda-chuva Humberto Costa – não tem mais razões que embasem um novo veto ao plano majoritário e viável em torno do potencial eleitoral de Marília Arraes, desta feita na disputa à Prefeitura do Recife. Em 2018, ela teria amplas chances de chegar ao segundo turno e ganhar a eleição para o Governo do Estado, mas o projeto nacional, pelo qual a candidatura de Fernando Haddad ao Planalto precisaria do respaldo do PSB, atrapalhou.

Rifada, só restou a então favorita ao Palácio das Princesas, conforme atestavam todas as pesquisas de intenção de voto, buscar um mandato federal, arrebatado nas urnas com o aval de mais de 193 mil pernambucanos, a segunda mais votada entre os 25 deputados federais eleitos, abaixo apenas de João Campos. Respaldada, Marília buscou se aproximar em Brasília dos cardeais e mandarins do PT. Deu certo.

Ganhou a confiança da presidente Gleisi Hoffman (PR), do líder na Câmara, José Guimarães (CE), e, principalmente, do ex-presidente Lula, personagens com os quais estará frente a frente na próxima terça-feira, em São Paulo, ao lado do senador Humberto Costa, o presidente estadual do PT, Doriel Barros e o presidente do diretório municipal de Recife, Cirilo Mota. Do encontro, não pode sair outra decisão a não ser a de candidatura própria no Recife.

Na última sexta-feira, reunido em São Paulo, o diretório nacional do PT, sob a coordenação do próprio Lula, anunciou candidatura própria em dez capitais, entre elas a própria São Paulo, Belo Horizonte, Salvador, Fortaleza e Manaus, deixando Recife de fora, o que derivou para interpretações de que Marília estava, novamente, fritada.

Mas não vai acontecer isso. Precisando recuperar espaços de poder arrastados pelas urnas nas últimas eleições, o que respaldaria a direção nacional a impor um novo veto à candidatura de Marília Arraes? Nada. A história não se repete em política. Vetar Marília lá atrás, vereadora do Recife, foi fácil. Deputada federal, são outros quinhentos.

Além disso, Humberto já ganhou o que queria: a renovação do seu mandato, que ameaçava virar letra morta não fosse o casamento com o PSB e o poder das duas máquinas, a do Estado e da Prefeitura do Recife. Humberto não tem mais resistência dialética e voz ativa no diretório nacional para barrar, por conveniências paroquiais, um projeto real de poder para o PT numa das capitais mais importantes do Nordeste.

Fora da disputa – Interlocutores de partidos de oposição que estiveram com o deputado Raul Henry, nos últimos dias, se convenceram de que não será candidato a prefeito num voo solo pelo MDB, tendo arquivado o projeto de se contrapor à aliança que o seu partido mantém no Estado e no Recife com o PSB. Henry não deseja romper o ciclo histórico com os socialistas e tem dito que não tem mais idade para entrar em aventura.

Vice de João – Não se surpreenda, caro leitor, se Raul Henry virar o vice na chapa do pré-candidato do PSB a prefeito do Recife, João Campos. Ele daria um ar de mais maturidade à chapa socialista, pela pouca idade do herdeiro político do ex-governador Eduardo Campos, com apenas 26 anos. Outro fator que tem levado o PSB a se convencer da necessidade de levar Henry a vice de João passa pelo seu currículo – já foi vice de Roberto Magalhães e vice-governador, também, tendo, além disso, perfil de um político urbano, com cara de Recife.

Viés doméstico – O deputado Alberto Feitosa, que tem atuado com viés de oposição, surge na mesa de negociação entre os partidos que combatem o PSB à sucessão do prefeito Geraldo Júlio. É visto como uma boa alternativa, mas pode esbarrar na má vontade do seu partido, o Solidariedade, cujo presidente, Augusto Coutinho, tem dito que a prioridade é reeleger o filho Rodrigo, vereador na capital. O SD é um partido doméstico.

Não quer – Sondado para voltar à Secretaria de Turismo, o deputado Felipe Carreras (PSB) não aceitou e por isso mesmo o governador não encontrou ainda a saída para o imbróglio da gestão na pasta entregue ao deputado licenciado Rodrigo Novaes, escolhido como cota do PSD, mas longe de contar com o respaldo do presidente estadual André de Paula, líder do partido na Câmara Federal.

CURTAS

MUDANÇA NA ILHA – Ao desembarcar, ontem, em Fernando de Noronha, o governador Paulo Câmara se deparou com um protesto de taxistas contra o decreto que proíbe, a partir de 2022, a entrada de carros a diesel na ilha. Câmara inaugurou a área requalificada do porto e entregou o novo centro de imagens do hospital São Lucas. Pode ter sido a última aparição pública ao lado do administrador Guilherme Rocha, ventilado para assumir outro cargo na gestão estadual.

O CONSULTOR – Está envolto num grande mistério o papel que o ex-ministro de Defesa, Raul Jungmann, cumpre na condição de consultor navegando entre os mares do Governo Federal e também estadual. Na passagem do ministro Osmar Terra, ontem pelo Recife, se apresentou como principal conselheiro e assessor. E essa tem sido uma rotina com todos os ministros de Bolsonaro que pisam o solo pernambucano. Até a Dias Toffoli, presidente do STF, o ex-ministro bateu continência, há 15 dias.

O CARONEIRO – Dias após exibir a ficha de filiação ao MDB, o ex-prefeito itinerante da Região Metropolitana, Yves Ribeiro, pega carona na popularidade da deputada estadual bombada de votos Gleide Ângelo. Acertou com ela um evento em Paulista, município que tentará governar pela segunda vez, no combate ao prefeito socialista Júnior Matuto, o até então queridinho do Palácio das Princesas.

Perguntar não ofende: Com Raul Henry fora do páreo, qual candidato no Recife terá o apoio da banda do MDB do senador Fernando Bezerra?


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Comentários

Fernandes

marluxa, o Queiroz de Flávio que matou Marielle,

marcos

Qual Queiroz mortadela o de Flávio ou o de Lindbergh Farias que matou Marielle?

Fernandes

Agora tá explicado: Rita Lee diz que teve caso com Bolsonaro e que ele não era muito chegado na coisa. Por isso ele só anda o Hélio Negão. Será que agasalha ?

Fernandes

Aparece mais dinheiro do Queiroz na conta de Michelle Bolsonaro - E agora?

Fernandes

Bolsonaro Amarela E Mostra Que Moro É Quem Manda Na Birosca Porque Tem Na Manga Os Casos Marielle E Queiroz


Prefeitura de Serra Talhada

24/01


2020

Petrolina qualifica guardas em centro especial

Petrolina será a primeira cidade do Sertão de Pernambuco a contar com um centro para qualificar os guardas civis. O núcleo foi inaugurado, ontem, pelo prefeito Miguel Coelho (MDB). O Centro de Ensino e Pesquisa em Segurança Pública vai funcionar no Parque Municipal Josepha Coelho e se soma a outras iniciativas da gestão municipal para fortalecer a política de prevenção à violência em Petrolina.

O espaço tem três salas para cursos, auditório, banheiros e alojamentos masculino e feminino. O centro de ensino ainda está estrategicamente situado próximo à sede da corporação, na área central da cidade. Isso possibilitará maior integração e praticidade para o órgão de segurança.

O equipamento já está em uso para a formação e preparação dos alunos aprovados no concurso público e que integrarão em breve a Guarda Civil. Também já foi fechado um acordo de cooperação técnica com Polícia Rodoviária Federal para outras capacitações no local.

Além de capacitar a Guarda, a estrutura será utilizada para a Defesa Civil e a equipe de ordem pública.

Nos últimos dois anos, a gestão municipal investiu na compra de equipamentos de proteção (farda, coletes, entre outros); ampliou de 7 para 36 viaturas da Guarda Municipal; realizou concurso para contratar novos agentes; e implantou a Ronda Ostensiva Municipal (ROMU). "Petrolina foi uma das cidades que mais diminuíram os indicadores de violência no ano passado e isso é resultado de uma série ações das forças de segurança, das polícias e de nossa guarda. Este centro pioneiro vai permitir ainda mais avanços porque é um investimento em nossa corporação, que terá ainda mais competência para cuidar da vida de nossa população", disse  Miguel.


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24/01


2020

Inveja, diz presidente da ABIH-PE sobre Centro de Convenções de Salvador

Segundo Eduardo Cavalcanti, o novo equipamento baiano preocupa os hoteleiros locais e "á está tirando hóspedes de Pernambuco"

Do JC On Line
 

“Só tenho uma palavra pra dizer: inveja”. Foi assim que o presidente da seccional pernambucana da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis (ABIH-PE), Eduardo Cavalcanti, classificou seu sentimento ao ser questionado sobre o impacto da inauguração do Centro de Convenções de Salvador no turismo de eventos e negócios do Estado. “Eles já estão praticamente com a agenda de 2020 lotada. É um espaço com gestão profissional de quem entende do setor”, justifica.

Segundo Cavalcanti, o novo equipamento baiano preocupa os hoteleiros locais e “já está tirando hóspedes de Pernambuco”. “O nosso centro, apesar de ter um bom tamanho, esbarra na falta de manutenção”, reclama.

Com quase 41 anos de funcionamento, o Centro de Convenções de Pernambuco (Cecon-PE) tem sido alvo recorrente de queixas do trade e de organizadores de feiras por falhas nas instalações elétricas e hidráulicas, problemas nos banheiros e na climatização e estrutura das salas, além de falta de acessibilidade e de tecnologia de ponta, entre outras questões.

Em função do pleito, o governo do Estado anunciou que iria incluir a cada ano no orçamento R$ 20 milhões para obras de retrofit. “É pouco e muito parcelado para resolver o problema”, sentencia Cavalcanti.

Associação reforço o coro

A presidente da divisão local da Associação Brasileira de Empresas de Eventos (Abeoc), Tatiana Marques, reforça o coro das queixas. “Perdemos competitividade, porque não temos mais diferenciais para mostrar num equipamento que já fez congressista usar até contêiner como banheiro. Descuidamos e agora estamos sofrendo as consequências.” Tatiana também destaca que desde a reforma do Palácio do Campo das Princesas, há setores do governo funcionando dentro do Cecon-PE que não têm relação com eventos. “São salas e áreas perdidas, que não se pode oferecer para as convenções.”

Tanto Tatiana quanto Eduardo Cavalcanti lembram que a GL Events, gestora do centro de Salvador, já estiveram no Recife em busca de negociar uma parceria para assumir o Cecon local. “Sabiam que o Nordeste tinha mercado, mas não conseguiram aqui e foram para Salvador”, comenta Tatiana.

A GL Event, por meio de nota, diz que a vinda ao Estado teve o objetivo de apresentar a empresa. “Essas visitas de apresentação tanto aos setores públicos quanto ao mercado regional fazem parte da rotina da companhia e acontecem com frequência em diversos locais do Brasil e exterior.”

Já o Governo de Pernambuco, também via nota, afirma que “não tem conhecimento de nenhuma negociação e que nada foi firmado com a empresa (GL Events)”. Ainda segundo a nota, o Cecon-PE tem 24 congressos e feiras programados para 2020, entre eles a Hospital Med 2020, com público estimado de 35 mil pessoas, além de um show internacional (Maroon 5), em 5 de março.

Em dezembro, o Estado lançou um edital para um estudo de estruturação que possa subsidiar futura parceria com a iniciativa privada para gestão do Cecon-PE. O valor estimado da licitação é de R$ 838.982,26. "O Cecon já está sendo objeto de licitação pela Central de PPP do Estado instalada na Seduh. Tal processo se destina à contratação de empresa competente para desempenhar o estudo de modelagem de uma futura exploração pela iniciativa privada, buscando tornar o Cecon mais atrativo e competitivo", prossegue a nota.

"Não é concorrente, mas parceiro" 
O governo ainda diz que "a abertura de novo centro no Nordeste é importante para consolidar a região como polo forte de negócios no País". "Não vemos como concorrente, mas como parceiro. Isso está de acordo com todas as ações que vêm sendo pensadas para a região como parte do Consórcio Nordeste."

O diretor executivo de turismo do Recife, Mustafá Dias, diz que “enxerga a inauguração do Centro de Convenções de Salvador com bons olhos”. “O turismo tem que ser entendido a médio e longo prazo como regional e o Nordeste é diferenciado nesse quesito. Cada Estado tem sua peculiaridade.” Sobre a necessidade de requalificação do Cecon-PE, ele afirma que a prefeitura está “ciente de que há uma necessidade de atualização, de modernização, mas isso está sendo tramitando”.

Somente no Pavilhão de Feiras, de 18.670 metros quadrados, a capacidade do Cecon-PE é de 30 mil pessoas. Mas em 2019, apenas a Fenearte movimentou esse público. O governo do Estado destaca, em nota, que "o Cecon de Pernambuco conta ainda com o teatro de maior plateia do Nordeste, com capacidade para 2.400 pessoas. Em 2019, o Teatro Guararapes passou por obras de requalificação em camarins, iluminação e urdimentos (cortinas)".

Entre 2014 e 2018, o faturamento do Cecon pernambucano caiu 40,4% de R$ 8,9 milhões para R$ 5,3 milhões. Em 2019, o volume até outubro era de R$ 5,9 milhões.

Detalhes do novo Centro de Convenções de Salvador

O formato geométrico remete à pomba símbolo da bandeira soteropolitana. Não por acaso. Construído todo em alumínio e vidro autolimpante, numa área de 103,2 mil m2 de frente para o mar, o novo Centro de Convenções Salvador Antônio Carlos Magalhães. A estrutura representa uma redenção para o setor, após cinco anos sem um equipamento de grande porte, desde que o centro de convenções estadual foi fechado em 2015 e desabou parcialmente em 2016. O novo espaço já nasce com pelo menos 30 eventos confirmados, entre mais de 100 prospectados.

“É um equipamento preparado pela Prefeitura para reposicionar a capital baiana como um dos principais destinos do turismo de negócios de todo o Brasil”, disse o prefeito de Salvador, ACM Neto, em entrevista nessa quarta-feira (22) à Rádio Jornal.

Já considerado um dos mais versáteis e charmosos do País, o novo centro multiuso incorpora tecnologia de ponta para receber até 14 mil pessoas simultaneamente em congressos e feiras, além de 20 mil em shows na arena externa. No próximo domingo, ocorre a abertura para o público geral, com shows gratuitos de Cláudia Leitte e Lore Improta, desta vez ao ar livre, com vista para a praia da Boca do Rio.

A estrutura

De surpreender até organizadores experientes de feiras, a estrutura contempla dois andares totalmente climatizados divididos em duas alas, separadas por foyers centrais, além de um terceiro andar com restaurante e terraço a céu aberto. Na parte de trás, está o espaço para grandes shows. Já o estacionamento conta com 1,46 mil vagas. No total, a área construída é de mais de 34 mil m², que demandaram investimentos de R$ 130 milhões do município.

Na avaliação da presidente da Associação Brasileira de Empresas de Eventos (Abeoc), Fátima Facuri, o novo centro reinsere Salvador na rota internacional das grandes convenções, feiras e shows, “com potencial de liderar o setor no Nordeste”.

Perfil do turista em Salvador

Quantidade - 9,9 milhões em 2019 e 9,3 milhões em 2018

Brasileiros - 96,8% 

Estrangeiros - 3,2%

Principal Faixa Etária: 36 a 50 anos - 40,6%

Renda Mensal (média) - R$ 6.922

Sexo Feminino - 33,4%

Sexo Masculino - 66,6%

Principal Meio de Hospedagem: Hotel - 49,6%

Tempo médio de permanência - 8 noites

Gasto Total na Viagem (média) - R$ 909,19

Fonte: Secretaria de Cultura e Turismo de Salvador (Secult)

O mercado de eventos e turismo

R$ 32 trilhões gerados por ano no mundo

R$ 936 bilhões por ano movimentados no Brasil 

Participação de 12,93% no PIB brasileiro

25 milhões de empregos gerados no País, um de cada 4 empregos diretos ou indiretos 

590 mil eventos por ano são realizados no Brasil, cerca de 1.600 por dia

Eventos são o terceiro principal motivo da visita de turistas estrangeiros ao País

Também são a razão principal das viagens de 60% dos passageiros em voos domésticos e internacionais

43% de todas de todas as viagens de negócios são estendidas por razões de lazer pessoal 

As viagens de negócios cresceram 14,7% no primeiro semestre de 2019, comparado com o mesmo período de 2018

Gastos tiveram alta de 14,8%, saindo de R$ 4,85 bilhões para R$ 5,57 bilhões 

Fontes: Abeoc; Ubrafe e Ministério do Turismo  


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Prefeitura de Limoeiro

24/01


2020

Bolsonaro tem medo de Moro e quer destruí-lo, diz Bebianno

Imagem: Reprodução/Instagram

Por Tales Faria, do UOL

Bastou o ministro da Justiça, Sérgio Moro, despontar em quarto lugar em pesquisas de intenção de voto e o presidente Jair Bolsonaro já anunciou que pensa em esvaziar o poder do auxiliar, retirando de sua pasta as atribuições sobre Segurança Pública, que passariam para um novo ministério.

O blog procurou o ex-ministro-chefe da Secretaria Geral da Presidência Gustavo Bebianno, para saber como ele acha que Sérgio Moro será tratado daqui para a frente.

Bebianno era amigo e advogado de Bolsonaro. Foi seu braço-direito na campanha presidencial de 2018, designado pelo candidato para presidir o partido (PSL) a fim de vigiar as contas. Assumiu o comando do fortíssimo ministério no Planalto, mas entrou em choque com o filho Zero-2 do presidente, Carlos Bolsonaro, e acabou demitido.

Sobre Moro, Bebianno acha que o ex-super-ministro já entrou na linha de tiro do presidente:

"Infelizmente, o Jair só pensa em reeleição. A sorte do país é que há alguns ministros que efetivamente trabalham pelo Brasil, e para o Brasil, a exemplo do Sérgio Moro e do ministro da Economia, Paulo Guedes. Essa obsessão pelo poder, combinada com as paranoias de traição, se sobrepõe ao excelente trabalho desses auxiliares. Como o Jair morre de medo do Moro nas urnas, fará de tudo para acabar com ele até 2022.".

Então esse raciocínio também vale para o ministro Guedes?

"Se ele desconfiar que o Paulo Guedes também tem pretensões políticas, fará o mesmo. Os interesses do país pouco importam para o Jair. O foco é ser reeleito, custe o que custar. É idêntico ao Lula", respondeu Bebianno.

Segundo ele, há "um grande perigo de curto prazo", que merece a atenção de todos com a transferência da Polícia Federal para o tal Ministério da Segurança Pública, a ser criado:

"Até agora, Moro foi o freio que inibiu o uso político da Polícia Federal, o que, com toda certeza, irrita bastante o Jair. Sem o Moro, as chances de a PF ser utilizada como ferramenta de opressão contra os desafetos serão grandes. Isso poderá gerar um clima muito pesado no país."

Bebianno manda um conselho para o ministro da Justiça:

"Se o Moro me pedisse um conselho, diria a ele o seguinte: saia desse governo o quanto antes, mantenha-se o mais longe possível da família Bolsonaro e volte no início de 2022 como pré-candidato à presidência da república. Jair não terá a mínima chance contra você. Quando muito, convide-o para ser seu vice."

Bem, é esperar para ver.


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24/01


2020

Olinda, bom exemplo na Educação

Se há uma pasta que funciona bem, sempre  apontando soluções inteligentes em Olinda é a da Educação, sob o comando do ex-vereador do Recife, o professor Paulo Roberto, hoje atuando no SD, aliado do deputado e presidente estadual da legenda, Augusto Coutinho.

Está sempre buscando conhecimento e parcerias para melhorar e requalificar o ensino em Olinda, como o I Seminário de Educação Infantil e Anos Iniciais da UNDIME, aberto, ontem, no hotel Estação Cruzeiro, em Pesqueira, a terra do doce, no Agreste pernambucano.

Reúne dirigentes municipais de Educação e equipe técnica de todo o Estado, uma oportunidade para refletir sobre o currículo escopra no Estado, alinhado com a BNCC, com foco na Educação Infantil e Anos Iniciais do Ensino Fundamental.


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24/01


2020

No seu centenário, Clarice Lispector receberá título de cidadã pernambucana

No seu centenário, Clarice Lispector receberá título de cidadã pernambucana

Do Diario de Pernambuco

Neste ano de centenário de nascimento de Clarice Lispector, o presidente da Fundação Joaquim Nabuco, Antônio Campos, solicitou à Assembleia Legislativa de Pernambuco o pedido de título de cidadã pernambucana à escritora. Também enviou pedido à Santa Casa para assumir a recuperação do imóvel  onde residiu a escritora, localizado na Praça Maciel Pinheiro, na Boa Vista. A instituição pretende revitalizar o espaço e oferecer atividades culturais.


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24/01


2020

Aena afina detalhes para assumir aeroporto do Recife

Foto: Guga Matos/Setur-PE/Divulgação

Por Luciana Morosini, do Diario de Pernambuco

Representantes da Aena se reúnem hoje com o governador de Pernambuco, Paulo Câmara, e a expectativa é que eles apresentem o plano de investimentos para o Aeroporto Internacional do Recife/Guararapes - Gilberto Freyre. Neste momento, o terminal recifense passa pelo processo de transição da gestão da Infraero. Segundo a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), os trâmites correm sem nenhum entrave baseados na documentação apresentada ao órgão e a Aena estará apta a assumir integralmente as operação no dia 11 de fevereiro. Apesar da data oficial, a previsão é que a gestora passe a operar o aeroporto do Recife no dia 3 de março.

De acordo com Bruno Schwambach, secretário de Desenvolvimento Econômico de Pernambuco, a expectativa é que os representantes da Aena mostrem ao governador o plano de investimentos. "A reunião será com as pessoas da gestora que já estão morando no Recife, então existe essa perspectiva deles apresentarem o cronograma de quando assumires, como serão as etapas, de já externar sobre os investimentos. Pelo menos será pedido. Mas haverá ainda um segundo encontro, mais próximo do dia 11 de fevereiro, e esse com representantes que virão da Espanha, então talvez a gente tenha mais notícias sobre os investimentos mais para frente", explicou o secretário, que não estará presente na reunião já que tem agenda a cumprir em Brasília.

A Aena já conta com uma base no Recife porque a empresa espanhola elegeu a capital pernambucana para instalar o seu escritório-sede, com perspectiva de empregar 70 funcionários, além dos que serão contratados na operação do aeroporto. A gestora espanhola deve investir cerca de 80 milhões de euros para melhorar a infraestrutura, seja na área de pista e de terminais, além de mais portões e fingers. Além disso, a Aena também pode atrair novas companhias aéreas com rotas para Pernambuco, já que ela tem relação com várias empresas, principalmente da Europa.

Em leilão realizado em março do ano passado, a Aena arrematou por R$ 1,9 bilhão o Bloco Nordeste de aeroportos, que inclui o do Recife, João Pessoa (PB), Aracaju (SE), Maceió (AL), Juazeiro do Norte (CE) e Campina Grande (PB) para administrar por um período de 30 anos. E a gestora espanhola já deu início à operação no Brasil, já que dois dos seis terminais já passaram a ser administrados por ela em janeiro. A primeira operação que a Aena iniciou no Brasil foi no aeroporto Orlando Bezerra de Menezes, em Juazeiro do Norte, no último dia 13. Já o aeroporto Presidente João Suassuna, em Campina Grande, veio logo na sequência, no último dia 16.


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24/01


2020

Heleno defende Bolsonaro de críticas

Segurança Pública de Moro

Foto: Estadão

Por Estadão Conteúdo

O ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), Augusto Heleno, saiu em defesa nesta quinta-feira, 23, nas redes sociais do presidente Jair Bolsonaro, afirmando que não é dele a proposta de recriar o Ministério da Segurança Pública.

Segundo ele, a ideia foi de secretários estaduais de Segurança. “Em nenhum momento o presidente disse apoiar tal iniciativa”, escreveu Heleno. “Apenas, educadamente, disse que enviaria a seus ministros, para estudo, entre eles o Ministro Sérgio Moro”, emendou.

A proposta de recriar a Segurança Pública retira poderes do ministro Sérgio Moro, que hoje comanda esta área, além da pasta da Justiça. Moro perderia o comando da Polícia Federal, por exemplo, se o ministério da Segurança Pública fosse refeito aos moldes daquele que existia no governo do ex-presidente Michel Temer (MDB).

“O que alguns não entendem é que o presidente é o capitão do time. Ele escalou seus 22 ministros. As decisões são tomadas, ouvindo os ministros, mas cabe a ele, como comandante, dar a palavra final, mesmo que isso contrarie alguns dos seus assessores ou eleitores”, afirmou Heleno nas redes sociais.

Na última de uma série de publicações, Heleno afirmou que “ou vocês confiam no capitão Jair Bolsonaro” ou “continuarão atacando-o e devolverão o Brasil à esquerda, em 2023”. “A Argentina está aí para provar que estou certo”, alertou o ministro.


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