Por Osvaldo Matos*
A eleição de Gilson Machado para deputado federal, com mais de 155 mil votos, e de Gilson Machado Filho para deputado estadual, com mais de 132 mil, revela a força política de uma parceria construída com identidade, presença e capacidade de mobilização.
Os dois disputaram uma parcela do eleitorado que, além de minoritária no estado, estava dividida entre várias candidaturas de direita. Nesse cenário, conquistar duas votações tão expressivas demonstra a capacidade de transformar reconhecimento e confiança em voto.
Leia maisDo ponto de vista do marketing político, a campanha teve uma escolha clara: integrar marcas, discurso e posicionamento. Pai e filho caminharam juntos, com fidelidade a Jair Bolsonaro e uma identidade que o eleitor reconhecia de imediato. Essa coerência deu força à comunicação e ajudou a consolidar a dobradinha.
O apoio da família Bolsonaro também tem uma história por trás. Gilson construiu essa relação com capacidade de gestão, articulação e, sobretudo, lealdade. Esteve presente nos momentos de força e também nos mais difíceis. Quem acompanha essa convivência sabe o espaço de confiança que ele ocupa junto ao ex-presidente.
Em Pernambuco, onde a esquerda mantém forte presença eleitoral, o resultado dos Gilsons ganha ainda mais relevância. Mostra uma direita capaz de se mobilizar e reconhecer lideranças com posicionamento firme.
Acompanhei de perto essa caminhada. Desde a primeira campanha do presidente Bolsonaro, passando pela famigerada facada, a sua participação ativa na transição e os cargos de confiança dados a Gilson como missão da cota pessoal do presidente. Testemunhei o empenho dos dois, a construção da campanha e o reconhecimento de Bolsonaro por Gilson Machado como um nome de sua confiança pessoal.
Gilson Filho chega à Alepe depois de um trabalho que já vinha ganhando reconhecimento na Câmara Municipal do Recife. A juventude, somada à experiência que começa a acumular, abre espaço para uma trajetória política de longo prazo.
Gilson Machado, por sua vez, leva à Câmara Federal a experiência de quem foi secretário nacional, presidiu a Embratur e comandou o Ministério do Turismo e Cultura. Tem condições de ocupar um papel relevante em um eventual governo de direita e de entrar no debate sobre a futura sucessão estadual.
Os Gilsons saem dessa eleição fortalecidos como referências do bolsonarismo em Pernambuco. Agora, o desafio é levar à Alepe e à Câmara Federal a mesma sintonia demonstrada na campanha, transformando a confiança recebida nas urnas em atuação, entregas e representação para os pernambucanos.
*Publicitário e Cientista Social e Político
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