É possível contratar dois seguros para o mesmo veículo?

O mercado segurador brasileiro segue em expansão e reforça a crescente preocupação dos brasileiros com a proteção patrimonial. Dados da Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg) mostram que o setor arrecadou R$ 376,7 bilhões no primeiro semestre de 2025, crescimento de 4,2% em relação ao mesmo período do ano anterior. No mesmo intervalo, foram pagos R$ 268 bilhões em indenizações, benefícios, resgates e demais coberturas, numa alta de 8,7%.
O segmento de seguros de danos e responsabilidades, que inclui boa parte dos seguros automotivos, também apresentou desempenho positivo. Em 2025, a arrecadação alcançou R$ 144,5 bilhões, representando crescimento de 7,5% frente ao ano anterior, em reflexo da maior conscientização da população sobre gestão de riscos e proteção financeira. Com o aumento da procura por soluções de proteção, surge uma dúvida frequente entre proprietários de veículos: é possível contratar dois seguros para o mesmo carro? E mais importante: isso traz alguma vantagem financeira ou maior segurança ao proprietário?
Segundo especialistas do setor, a resposta exige atenção às regras de indenização e ao objetivo de cada cobertura. “Muitas pessoas acreditam que, ao contratar duas proteções para o mesmo veículo, terão direito a receber duas indenizações em caso de perda total ou roubo. Isso não acontece. O sistema de seguros existe para reparar um prejuízo, não para gerar lucro ao segurado”, explica Hugo Jordão, especialista em proteção veicular e presidente da Atos Proteção Veicular.
Leia maisSem vantagem – Do ponto de vista legal, não há impedimento para que um proprietário contrate mais de uma proteção para o mesmo automóvel. O problema surge quando ambas possuem exatamente a mesma finalidade, como cobertura para colisão, furto ou perda total. Na prática, em caso de sinistro, o segurado continuará tendo apenas um veículo para reparar ou uma única indenização referente ao bem perdido.
Além disso, ele estará pagando mensalmente duas apólices ou contribuições, elevando significativamente seus custos sem obter um benefício proporcional. Especialistas destacam que a lógica do mercado segurador é a recomposição patrimonial, e não o enriquecimento do segurado por meio de múltiplos recebimentos referentes ao mesmo evento.
Quando faz sentido? – Apesar de não ser recomendável contratar duas proteções idênticas, existem situações em que a combinação de diferentes produtos pode ser estratégica. Um exemplo é quando uma seguradora oferece apenas cobertura para perda total, roubo ou furto, enquanto outra entidade disponibiliza proteção para danos parciais, terceiros ou assistência ampliada. Nesse cenário, cada contrato cobre riscos distintos e complementares.
Dessa forma, o consumidor consegue ampliar sua proteção sem sobrepor garantias. A recomendação dos especialistas é que todas as empresas envolvidas sejam informadas sobre a existência das demais coberturas, evitando conflitos contratuais e eventuais questionamentos futuros durante a análise de um sinistro.
“O mais importante é a transparência. Se o cliente possui duas proteções para coberturas diferentes, isso deve estar claro para todas as partes. O problema começa quando alguém tenta utilizar dois contratos para obter vantagem financeira sobre o mesmo prejuízo. Além de poder perder o direito à indenização, essa conduta pode configurar fraude”, conclui Hugo Jordão.

MG4 Urban: elétrico de R$ 130 mil desafia outros chineses – Mais um produto chinês chega ao mercado brasileiro com requisitos de sobra para enfrentar outros conterrâneos na faixa dos R$ 130 mil a 160 mil. Agora, é a vez do MG4 Urban abrir disputa com o BYD Dolphin SE, o GWM Ora 5, o Geely EX2 e, claro, modelos a combustão de marcas tradicionais. O MG4 Urban tem 4,39m de comprimento e 2,75 metros de entre-eixos — medidas mais generosas do que os concorrentes.
Só para reforçar: o porta-malas (até o teto) do MG4 Urban tem capacidade de até 479 litros. Bem maior do que todos os citados acima. O MG4 Urban chega em três versões. A primeira, a Comfort, custa R$ 130 mil — e tem bateria de 43 kWh, 299 quilômetros de autonomia e 150 cv. A Luxury também com bateria de 43 kWh tem preço sugerido de R$ 140 mil. A outra Luxury, porém com bateria de 54 kWh, custa R$ 150 mil. Esta versão eleva a potência para 160 cv (118 kW) e garante uma autonomia de 358 km(Inmetro).
As rodas, neste caso, são de liga leve de 17 polegadas. Em todas elas, o torque é de 25,5kgfm. Vale lembrar: torque em carro 100% elétrico é imediato, sem atraso algum. A aceleração de 0-100 km/h desse conjunto leva 9,6 segundos nas versões de 45 kWh e 9,5 na de 54 kWh. Outro diferencial do modelo para os concorrentes: o pacote de segurança. Ele inclui freios ABS com EBD, assistente de freio de emergência , assistente de partida em rampa, controle de estabilidade eletrônico e um conjunto com 7 airbags (frontais duplos, laterais de tórax, cortina e central). São 15 recursos de segurança ativa como alerta de colisão frontal, alerta de colisão traseira, monitoramento de ponto cego etc.
E mais
Sotaque cearense – O modelo será produzido no Ceará ainda este ano. Será na na Planta Automotiva (independente, sem vínculos com marcas) conhecida como Pace e localizada em Horizonte.
Carregamento otimizado – As três versões têm tecnologia de carregamento rápido DC, com potência máxima de 82 kW (para 43 kWh) e 87 kW (para 54 kWh), permitindo que a bateria atinja de 10% a 80% da carga em 28 a 30 minutos
Dirigibilidade – O trio de versões têm suspensão dianteira independente McPherson e traseira com barra de torção, além de direção elétrica assistida e Modo de Condução One-Pedal.
Garantia: Como é uma marca que ainda busca ser conhecida, a MG Motor aposta na confiança na durabilidade do modelo. Por isso, dá garantia de 7 anos ou 150 mil quilômetros para o veículo.
Conectividade: A central multimídia é de 12,8 polegadas com conexão sem fios com Apple CarPlay e Google Android Auto
Versões
Comfort 43 kWh – Faróis, lanternas e DRL em LED, spoiler traseiro com luz em LED, rack de teto, roda de alumínio de 16″ com calota aerodinâmica, painel de instrumentos de 7″, central multimídia de 12.8″, freio a disco nas 4 rodas, 7 airbags, Adas, sensor de estacionamento traseiro, ar-condicionado digital com saída de ar traseira, modo One-Pedal, vidros elétricos one-touch, retrovisores com desembaçador automático, acendimento automático dos faróis, banco traseiro bipartido 60/40, câmera de ré com linhas dinâmicas, USB frontal (x2) e traseira (x1), alto-falantes dianteiros (2 frontais + 2 tweeter), controles de áudio e bluetooth no volante, Wi-Fi hotspot.
Luxury 43 kWh – Acrescenta rodas de liga leve de 17″, bancos e volante com aquecimento, volante revestido em couro, luz ambiente (64 cores), câmera 360°, banco do motorista elétrico (6 posições), vidro traseiro escurecido, rebatimento elétrico e automático, alto-falantes traseiros, comandos de voz em inglês e carregador wireless para celular.
Luxury 54 kWh – Soma apenas a bateria maior, com 10cv a mais de potência.

Jeep, 85 anos: de carro militar a ícone cultural – A Jeep é uma líder global no segmento off-road ou um ícone cultural? Ao completar 85 anos de história, a marca de grades de sete fendas e de fama nas trilhas esconde segredos de bastidores, curiosidades de design e fatos históricos que poucos conhecem. A trajetória da marca, que nasceu sob a urgência das Forças Armadas dos Estados Unidos e hoje celebra o sucesso no Brasil, é repleta de episódios fascinantes que moldaram o nosso próprio vocabulário e estilo de vida.
Para começar, o próprio nascimento do veículo foi um feito quase inacreditável, já que o primeiro protótipo foi desenhado, construído e entregue para testes em impressionantes 49 dias pela pequena American Bantam Car Company. Esse esforço de engenharia provou-se vital para o desfecho da II Guerra Mundial, a ponto de o general Dwight Eisenhower classificar o Jeep como uma das três ferramentas fundamentais para a vitória aliada. Mas a própria origem do nome “Jeep” guarda mistérios.
Muitos acreditam que a palavra vem da pronúncia da sigla militar “GP” (General Purpose, ou Propósito Geral, numa tradução literal). Mas a teoria mais aceita nos bastidores é que o nome foi inspirado em “Eugene the Jeep”, um personagem místico dos quadrinhos do Popeye criado em 1936, famoso por sua habilidade de ir a qualquer lugar e resolver qualquer problema. Anos mais tarde, soldados americanos na Coreia criaram um acrônimo bem-humorado para definir a simplicidade genial do carro: Just Enough Essential Parts (o mínimo de peças essenciais).
Histórias – O design da Jeep também é repleto de soluções engenhosas que possuem histórias nem sempre conhecidas pela maioria do público ao longo das décadas. Poucas pessoas sabem que a icônica grade frontal de sete fendas nasceu de uma necessidade puramente prática no modelo civil CJ-2A de 1945, já que o modelo militar anterior possuía nove fendas; a redução foi necessária para acomodar faróis civis maiores.
Outro detalhe militar fascinante que foi herdado pelos primeiros modelos civis estava nos pneus, que possuíam uma banda de rodagem perfeitamente simétrica para garantir que os inimigos não conseguissem identificar a direção que o veículo estava seguindo ao olhar para os rastros na lama. Até mesmo a icônica Rural e o Willys Wagon guardam segredos industriais curiosos, pois, devido à escassez de maquinário de estamparia pesada no pós-guerra, o modelo de 1946 foi desenhado de forma que suas chapas de aço pudessem ser moldadas por fabricantes de geladeiras, limitando suas curvas e profundidades. No Brasil, o design nacionalizado da Rural trouxe uma homenagem sutil à nossa arquitetura, com a divisão da grade dianteira inspirada diretamente nas colunas do Palácio da Alvorada, em Brasília.

Apelidos e versões – A versatilidade da marca também gerou criações surpreendentes ao redor do mundo. Na Colômbia, os modelos antigos ganharam o apelido carinhoso de “Yipao” e se tornaram o principal meio de transporte de cargas agrícolas, dando origem a um festival com desfiles impressionantes de carros decorados. Nas Filipinas, as carcaças deixadas pelas tropas americanas foram esticadas e decoradas com cores vibrantes, transformando-se nos famosos “Jeepneys”, o principal transporte público do país. A marca também é pioneira em conceitos revolucionários, como o inusitado protótipo Jeep Hurricane de 2005, que era equipado com dois motores V8 Hemi e um sistema de direção independente que permitia ao veículo andar lateralmente, como um caranguejo, ou girar 360 graus sobre o próprio eixo sem sair do lugar.
A influência cultural da Jeep vai muito além das estradas e trilhas históricas, como a expedição liderada por Mark A. Smith em 1978, que cruzou o temido e quase intransponível Fosso de Darien na Colômbia em apenas 31 dias. A marca é uma estrela da cultura pop, figurando em milhares de filmes de Hollywood, incluindo papéis de destaque em blockbusters como Jurassic Park e Batman vs Superman.
No mundo dos videogames, a Jeep já marcou presença em mais de 400 jogos, servindo de veículo até mesmo para o personagem Donkey Kong em Mario Kart DS. Tamanha é a força de sua identidade no Brasil que a Jeep conquistou um feito linguístico único, sendo a única fabricante de automóveis a se transformar em verbete de dicionário na língua portuguesa, com o termo aportuguesado “jipe” definindo qualquer veículo utilitário voltado para terrenos acidentados.
Ligada ao Brasil
A marca Jeep tem um capítulo especial no Brasil que teve início em 1947, quando as primeiras unidades do CJ-2A passaram a ser importadas e montadas em um galpão em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense. Fabricados em Toledo, Ohio, os carros chegavam ao porto do Rio semi desmontados e dentro de caixotes. Quase sempre pintados de “cinza-verde” (picket gray), os bravos modelos eram vendidos aqui em quatro opções de equipamentos: as versões A, B, C e D. Poucos anos depois, a Jeep iniciou a montagem do modelo CJ-3B, em São Bernardo do Campo (SP).
A versão tinha grade frontal e capô mais altos que o antecessor militar, a fim de acomodar o novo motor de quatro cilindros Hurricane. Anos depois, em 1966, era inaugurada em Jaboatão dos Guararapes, na Região Metropolitana do Recife, a primeira fábrica da Jeep no Nordeste, então operada pela Willys-Overland do Brasil. A unidade representou um marco para a industrialização regional e para a história da marca no país, ao aproximar a produção dos veículos Jeep dos consumidores, trabalhadores e instituições do Norte e Nordeste. O maior emblema desse período foi o Jeep Chapéu de Couro.
Espírito vivo – Atualmente, o espírito inovador da marca de 85 anos permanece vivo nas estradas e nas linhas de montagem, no Polo Automotivo de Goiana, em Pernambuco, e também na planta de Porto Real (RJ), produzindo veículos altamente tecnológicos que continuam a carregar essas heranças históricas. O consagrado Jeep Renegade e Novo Jeep Avenger, por exemplo, trazem em suas lanternas traseiras o icônico desenho em “X”, uma homenagem direta ao formato estampado nos galões de combustível que os soldados americanos carregavam na traseira dos primeiros utilitários na década de 1940.
“A história da Jeep nasceu da necessidade de superar desafios e rapidamente passou a representar liberdade, aventura e capacidade de chegar onde poucos conseguem. No Brasil, essa trajetória ganhou contornos próprios, como fazer parte até do vocabulário dos brasileiros”, afirma Hugo Domingues, head da marca Jeep para a América do Sul.

Trail Boss, a S10 personalizada da Chevrolet por R$ 340 mil – A costumização de picapes no Brasil virou moda. Atenta a esse movimento, a Chevrolet acaba de lanãr a S10 Trail Boss, classificando-a como a versão mais bruta da história da caminhonete.Ela foi desenvolvida em parceria com a divisão de performance da própria GM e sai da fábrica pronta para encarar trilhas mais severas, já com suspensão elevada e pneus especiais.
O pacote visual, exclusivo, mantém a estrutura do projeto original. O diferencial técnico da S10 Trail Boss está na suspensão assinada pela Ironman, exclusiva dessa configuração. Mola e amortecedor foram recalibrados em conjunto com a geometria da picape, elevando a dianteira em cerca de 30 mm dentro dos limites de dinâmica e segurança definidos pela engenharia. Assim, a caminhonete atinge vão livre de 324 mm, ângulo de ataque de 32,5° e ângulo de saída de 22,9°, números que ampliam a confiança em valas, degraus, costelas de vaca e rampas íngremes. Os pneus Pirelli Scorpion All-Terrain de 18 polegadas completam o pacote, com banda de rodagem pensada para oferecer tração em terra, cascalho e lama sem comprometer o comportamento em asfalto.
Ironman – A General Motors não trata o processo de desenvolvimento da Ironman como a simples instalação de um kit de prateleira. O amortecedor usado na Trail Boss é um componente codesenvolvido com a GM, calibrado e homologado como peça original, com validação em três laboratórios — de materiais da própria Chevrolet, estrutural e externo. Isso inclui testes de impacto de pedra, durabilidade e corrosão cíclica que seguem os mesmos 26 ensaios do índice global de corrosão da companhia.
As mudanças de altura e postura foram acompanhadas pela recalibração de módulos eletrônicos, sensores e da câmera frontal, garantindo o funcionamento adequado dos sistemas de assistência ao motorista. Recursos como alerta de colisão com frenagem automática de emergência, assistente de permanência em faixa e controle eletrônico de estabilidade foram novamente validados com o novo acerto de suspensão, preservando o nível de segurança da linha S10 mesmo em trilhas mais exigentes.
Visual externo – Neste quesito, a Trail Boss ganha personalidade, digamos assim. A grade dianteira com gravata Black Bowtie em preto brilhante, o para-choque traseiro preto, as molduras de para-lama mais pronunciadas, as rodas escurecidas de desenho específico e o estribo tubular que conversa com o estilo do santantônio estendido reforçam a postura da picape. Adesivos exclusivos, o nome Chevrolet em relevo na caçamba e emblemas Ironman aproximam o modelo do universo das preparações profissionais.
Em conectividade, a S10 Trail Boss oferece o pacote completo da Chevrolet. O sistema OnStar integra Wi-Fi nativo, serviços de proteção e conveniência e atualização remota de sistemas eletrônicos, enquanto o aplicativo permite acionar funções do veículo à distância, como travamento das portas e partida remota em situações de calor intenso ou frio extremo. Entradas USB do tipo A e C, carregador sem fio e integração com smartphones, incluindo Android Auto compatível com o assistente de IA do Google, o Gemini, mantêm todos a bordo conectados durante deslocamentos longos, viagens de aventura ou trajetos até pistas de motocross.
Mesmo motor – No conjunto mecânico, a S10 Trail Boss traz o motor 2.8 turbodiesel de 207cv e 52 kgfm de torque, associado ao câmbio automático de oito marchas e à tração 4×4 com reduzida. Sua calibração prioriza respostas progressivas e aproveitamento de torque em baixa rotação, favorecendo arrancadas em terrenos de baixa aderência, retomadas em subidas de serra e deslocamentos em estradas rurais, sem abrir mão da economia de combustível em rodovias.
Segundo o Inmetro, a S10 Trail Boss registra consumo de 8,3 km/l na cidade e 10,5 km/l na estrada, resultado positivo para um veículo com forte apelo off-road. A lista de equipamentos de segurança inclui seis airbags (frontais, laterais e de cortina), controles avançados de tração e estabilidade, alerta de ponto cego, alerta de tráfego cruzado traseiro, monitoramento de pressão dos pneus, faróis em LED com regulagem de altura, luzes diurnas em LED e câmera de ré de alta definição, entre outros recursos. O seletor eletrônico de tração permite alternar entre 4×2, 4×4 e reduzida por meio de um comando rotativo, facilitando a adaptação ao tipo de piso.
Os 10 carros de até R$ 50 mil mais buscados no Brasil – Levantamento do Webmotors Autoinsights, ferramenta que fornece dados e informações sobre o mercado automotivo brasileiro, acaba de fazer um ranking dos carros usados de até R$ 50 mil mais buscados no Brasil. O levantamento considerou as buscas e visitas na plataforma entre janeiro e junho em todo o país para os modelos nessa faixa de preço. A liderança ficou com o clássico Volkswagen Gol, o veículo usado mais vendido do Brasil em 2025, segundo dados da Federação Nacional das Associações dos Revendedores de Veículos Automotores (Fenauto). Na segunda posição aparece o Fiat Palio, seguido por Honda Civic (3º), Fiat Uno (4º) e Ford Ka (5º). A lista é completada por Ford Fiesta (6º), Chevrolet Celta (7º), Honda Fit (8º), Chevrolet Corsa (9º) e Volkswagen Fox (10º).


Caminhões a hidrogênio – A GWM Brasil inaugura um novo ciclo da sua estratégia de mobilidade a hidrogênio no país. O primeiro caminhão da GWM Hydrogen powered by FTXT realizou seu primeiro abastecimento com hidrogênio verde produzido no próprio Centro de Referência em Tecnologias de Baixo Carbono e Hidrogênio Verde, recém-inaugurado no Senai Cimatec Park, em Camaçari (BA). O marco coincide com o início das primeiras negociações comerciais do veículo no país, que devem se traduzir nas primeiras vendas do caminhão a hidrogênio da marca na América Latina.
A GWM Brasil estima R$ 20 milhões em vendas de caminhão e outras soluções que utilizam célula a combustível a hidrogênio no Brasil ainda em 2026. O número já é considerado conservador: a empresa mantém negociações em curso no país com sete empresas privadas e centros de tecnologia, cujo valor combinado supera essa projeção, além de uma negociação adicional com uma empresa responsável por negócios sustentáveis na América do Sul — o primeiro passo da tecnologia para fora do território brasileiro. Para 2027, a meta sobe para R$ 200 milhões, reforçando o Brasil como mercado prioritário da marca fora da China, onde está instalada a única unidade da GWM Hydrogen além da matriz.
As 10 cores de carro mais buscadas no 1º semestre – A cor também pesa na decisão dos brasileiros ao comprar um carro. Um levantamento da Webmotors revela quais tonalidades despertaram maior interesse dos consumidores no primeiro semestre de 2026, considerando os veículos novos e usados anunciados na plataforma. Os dados são do Webmotors Autoinsights, ferramenta que fornece dados e informações sobre o setor automotivo brasileiro.
Entre os automóveis 0km, os modelos de cor preta foram os que mais receberam visitas, com 28,77% do total de acessos entre as 10 cores mais procuradas. Na sequência, aparecem a cinza (23,46%), branca (20,17%), prata (9,57%), azul (8,92%), vermelha (4,94%), verde (2,57%), laranja (0,70%), amarela (0,56%) e roxa (0,34%). Em relação aos usados, os modelos de cor preta também foram os mais pesquisados, com 23,24% do total de acessos entre as 10 cores mais buscadas. Na sequência, aparecem a branca (21,80%), cinza (18,58%), prata (16,81%), azul (8,01%), vermelha (6,69%), verde (2,28%), marrom (0,95%), amarela (0,86%) e bege (0,77%).

Carregar o carro elétrico todo dia estraga a bateria? – “E se a bateria acabar rápido?” “Será que ela dura poucos anos?” Essas ainda estão entre as principais dúvidas de quem pensa em comprar um carro elétrico. Mesmo assim, a demanda por esse tipo de veículo segue em alta no mundo todo. Prova disso é que um modelo elétrico liderou o ranking global de vendas em 2025, segundo levantamento da consultoria MarkLines, mostrando como essa tecnologia está cada vez mais presente no dia a dia dos consumidores.
Para Alan Ladeia, CEO da Carflix, parte dessa insegurança acontece porque muitos consumidores ainda tentam comparar os carros elétricos com os hábitos praticados com os veículos a combustão. “É uma tecnologia relativamente nova para boa parte dos brasileiros. Mas a verdade é que os sistemas atuais são muito mais inteligentes e seguros do que as pessoas imaginam. Hoje, os próprios veículos possuem mecanismos que ajudam a preservar a bateria automaticamente”, afirma.
Mas afinal, quais são os mitos e verdades sobre os cuidados com a bateria do carro?
1 – Carregar todos os dias vicia a bateria?
Mito – Os carros elétricos modernos utilizam baterias de íon-lítio com sistemas avançados de gerenciamento eletrônico. Isso significa que carregar diariamente não cria vício nem compromete drasticamente a durabilidade da bateria.
2 – Manter a carga entre 20% e 80% ajudam na preservação
Verdade – No uso diário, muitos fabricantes recomendam evitar deixar o veículo constantemente em 100% de carga. Isso porque manter níveis extremos por longos períodos pode acelerar o desgaste natural da bateria ao longo dos anos.
3 – Calor excessivo pode impactar o desempenho
Verdade – Temperaturas muito altas influenciam a eficiência térmica das baterias. Por isso, sempre que possível, o ideal é evitar deixar o veículo exposto ao sol intenso por muitas horas, especialmente durante o carregamento.
4 – Carregamento rápido estraga imediatamente a bateria
Mito – O carregamento ultrarrápido não estraga a bateria, mas o uso excessivo e frequente pode gerar maior aquecimento do sistema. Por isso, é recomendável alternar entre carregamentos rápidos e convencionais na rotina.
5 – Deixar a bateria zerar com frequência não é recomendado
Verdade – Ao contrário do que muita gente acredita, esperar a bateria descarregar totalmente para recarregar não traz benefícios. Descargas profundas constantes podem acelerar o desgaste natural.
6 – Carro elétrico não exige manutenção
Mito – Apesar de terem menos componentes mecânicos que os veículos tradicionais, os carros elétricos também precisam de acompanhamento periódico. Pneus, sistema de arrefecimento da bateria, freios e atualizações de software continuam exigindo atenção.
Além dos cuidados com a bateria, outro ponto importante é observar a infraestrutura de carregamento disponível na rotina do motorista. Hoje, muitos condomínios, shoppings, supermercados e até empresas já oferecem pontos de recarga, o que tem ajudado a tornar os elétricos mais acessíveis no dia a dia.
“Existe muito mito em torno do carro elétrico, principalmente sobre autonomia e durabilidade da bateria. Mas a tecnologia evoluiu rápido nos últimos anos e os modelos atuais já oferecem uma experiência muito mais prática para o consumidor”, ressalta Alan Ladeia.
Renato Ferraz, ex-Correio Braziliense, tem especialidade em jornalismo automobilístico.
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