Faltando dez dias das eleições, pesquisa Datafolha de intenção de voto para governador de Pernambuco mostra disputa acirrada entre a governadora, Raquel Lyra (PSD), e o ex-prefeito de Recife, João Campos (PSB), ambos seguem tecnicamente empatados e com taxas estáveis em comparação ao levantamento anterior, do início do mês.
Raquel Lyra tem 48% (tinha 47% no início do mês e em agosto) e João Campos, 44% (tinha 42% e 40%). E, com 1%, cada um, estão Professora Camila (UP), Ivan Moraes (PSOL) e Renan (Missão) (mesmo índice anterior). Victor Assis (PCO) e Guilherme Fonseca (PSTU) foram citados, mas não alcançaram 1%. Brancos ou nulos são 4% (eram 6%) e indecisos, 2% (mesmo índice anterior). As informações são da Folha de S. Paulo.
Leia maisConsiderando o período do final de agosto até agora, João Campos ganhou 4 pontos (de 40% para 44%) e Raquel Lyra 1 ponto (de 47% para 48%).
Na análise por segmentos, observam-se taxas mais altas de intenção de voto em Lyra entre os mais instruídos (58%, ante 42% entre os menos instruídos), entre os moradores do interior do que entre os moradores da Região Metropolitana (53%, ante 41%), entre os evangélicos (58%, ante 48% entre os católicos) e entre os que estão satisfeitos com o seu governo (78%).
Já Campos tem taxas de intenção de voto mais altas entre os menos instruídos do que entre os mais instruídos (47%, ante 35%), entre os católicos do que entre os evangélicos (45%, ante 33%) e entre os que estão insatisfeitos com o governo Lyra (88%).
Nos votos válidos, os candidatos apresentam taxas de intenção de voto estáveis: Lyra tem 51% (mesmo índice anterior), Campos, 46% (mesmo índice anterior), e com 1%, cada um, Camila, Moraes e Renan. Os candidatos Victor Assis e Guilherme Fonseca não alcançaram 1%. A contabilidade de votos válidos exclui votos brancos, nulos e indecisos.
Nesse levantamento, nos dias 22 a 24 de setembro de 2026, foram realizadas 1.204 entrevistas presenciais, em 48 municípios, com eleitores de Pernambuco de 16 anos ou mais, de todas as regiões do estado. A margem de erro da pesquisa é de 3 pontos percentuais para mais ou para menos considerando um nível de confiança de 95%. A pesquisa está registrada no TSE, sob os números: PE-08125/2026 e BR-05465/2026.
Na pesquisa de voto espontânea, quando não se apresenta o cartão com os nomes dos candidatos, Raquel Lyra lidera com 41% (mesmo índice anterior), seguida por Campos, com 33% (tinha 30%). Outros nomes citados foram Eduardo Campos (1%) e “filho do Eduardo Campos” (1%), entre outras respostas (5%). Brancos ou nulos são 3% (eram 5%) e indecisos, 16% (eram 19%).
Entre o levantamento realizado no final de agosto até agora, Campos ganhou 7 pontos na espontânea (de 26% para 33%) e Raquel 2 pontos (de 39% para 41%). A intenção de voto espontânea revela a consolidação do voto.
Lyra apresenta taxa de voto consolidado mais alta do que Campos. Entre os que pretendem votar na governadora na pergunta estimulada, 81% a citaram na pergunta espontânea. Já entre os que pretendem votar no ex-prefeito de Recife, 73% o citaram de forma espontânea.
64% INFORMARAM CORRETAMENTE O NÚMERO DO CANDIDATO ESCOLHIDO PARA GOVERNADOR
Índice é próximo entre os eleitores de Raquel Lyra (65%) e de João Campos (64%)
Da parcela que citou o nome de algum candidato na pergunta estimulada de intenção de voto para governador, 64% informaram corretamente o número do candidato, 3% informaram incorretamente e 33% não souberam informar o número.
Na análise por intenção de voto para governador no 1º turno, observa-se índice semelhante de menções corretas entre os eleitores de Lyra (65% informaram corretamente, 4% informaram incorretamente e 31% não souberam informar) e de Campos (64% informaram corretamente, 1% informou incorretamente e 34% não souberam informar).
84% ESTÃO TOTALMENTE DECIDIDOS SOBRE O VOTO PARA GOVERNADOR
Raquel Lyra e João Campos são os nomes preferidos como segunda opção de voto
Para os eleitores que pretendem votar em algum candidato ou que pretendem votar em branco ou nulo, o Datafolha perguntou sobre a decisão do voto, 84% declararam estar totalmente decididos (eram 81%) e 15% que ainda podem mudar o voto (eram 19%).
Na análise por intenção de voto para governador, as taxas de eleitores totalmente decididos são próximas entre os eleitores de Lyra (86%) e de Campos (85%). Daqueles que pretendem votar em branco ou nulo, 74% estão totalmente decididos e 26% ainda podem mudar o voto.
Da parcela que ainda pode mudar de voto para governador, o Datafolha perguntou qual candidato teria mais chance de ser votado como segunda opção. Nessa situação, João Campos e Raquel Lyra dividem a preferência, com respectivamente, 38% e 36%. E, com taxas mais baixas estão Renan (7%), Professora Camila (4%), Ivan Moraes (2%) e Guilherme Fonseca (1%). Uma parcela de 6% votaria em branco ou nulo e 5% não opinaram.
RAQUEL LYRA, JOÃO CAMPOS E RENAN SÃO OS CANDIDATOS MAIS REJEITADOS
Taxas de rejeição à Lyra e Campos estão estáveis, já a taxa do candidato do Missão cresceu no período
Quando questionados sobre quais dos possíveis candidatos não votariam de jeito nenhum no primeiro turno da eleição para governador de Pernambuco, Raquel Lyra, João Campos e Renan são os mais citados, com respectivamente, 31%, 31% e 26% de menções. A candidata do PSD e o candidato do PSB apresentam taxas de rejeição estáveis (tinham respectivamente, 29% e 32% no início do mês e em agosto), enquanto Renan apresenta crescimento (tinha 22% no início do mês e 20% em agosto).
Num patamar mais baixo de rejeição estão Ivan Moraes, com 23% (tinha 20%), Guilherme Fonseca, com 20% (tinha 18%), Victor Assis, com 17% (mesmo índice anterior) e Professora Camila, com 17% (tinha 13%). Uma parcela de 3% votaria em qualquer um (mesmo índice anterior), 2% rejeitam todos os candidatos (eram 3%) e 6% não opinaram (mesmo índice anterior).
EM POSSÍVEL CENÁRIO DE 2º TURNO, RAQUEL LYRA SEGUE NA LIDERANÇA E DERROTA JOÃO CAMPOS POR 51% A 45%
No possível cenário de 2º turno entre Raquel Lyra e João Campos, a candidata do PSD mantém a liderança, com vantagem estável sobre o candidato do PSB. Lyra tem 51% (mesmo índice anterior), Campos, 45% (tinha 44%), brancos ou nulos são 3% (eram 4%) e indecisos, 1% (mesmo índice anterior).
As taxas de intenção de Lyra e Campos estão no limite da margem de erro da pesquisa e nesses casos o Datafolha avalia a situação de empate como estatisticamente pouco provável, e por isso, considera a candidata do PSD à frente.
Lyra obtém maiores vantagens sobre Campos entre os homens (respectivamente, 55% a 43%), entre os que têm 35 a 44 anos (57% a 38%), entre os mais instruídos (57% a 37%), entre os que têm renda familiar mensal de mais de 5 salários mínimos (57% a 36%), entre os moradores do interior (55% a 43%) e entre os evangélicos (60% a 35%).
Os melhores resultados de Campos sobre Lyra são entre os que têm 60 anos ou mais (52% a 43%), entre os moradores da Região Metropolitana (49% a 44%) e entre os autodeclarados como pretos (56% a 38%).
ESTÁVEIS, MARÍLIA ARRAES (PDT) E HUMBERTO COSTA (PT) DIVIDEM A LIDERANÇA PARA O SENADO
Na pergunta espontânea, 58% dos votos estão indefinidos
A disputa por uma das duas vagas do Senado por Pernambuco segue acirrada, com os candidatos mais bem colocados apresentando taxas de intenção de voto estáveis. Tecnicamente empatados na liderança estão Marília Arraes (PDT), com 19% (tinha 18% no início do mês e 15% em agosto) e Humberto Costa (PT), com 17% (tinha 16% e 14%).
Mendonça Filho tem 13% (tinha 12% no início do mês e em agosto) e está no limite da margem de erro da pesquisa em relação à Marília, e nesse caso o Datafolha avalia a situação de empate como estatisticamente pouco provável, por isso, considera que a candidata com o maior percentual está de fato à frente.
Na sequência estão Eduardo da Fonte (PP), com 10% (mesmo índice anterior), Túlio Gadêlha (PSD), com 6% (tinha 5%), Carlos Sant’Anna (Novo), com 2% (mesmo índice anterior), e com 1%, cada um, Pastor Gilvan Costa (Democrata), Mariano Macedo (PSTU), Paulo Rubem Santiago (Rede) e Samuel Timoteo (UP). Mailson da Silva Neto (PCO) e Gorett Bitu (UP) foram citados, mas não alcançaram 1%. Branco ou nulo são 19% (eram 22%) e indecisos, 10% (mesmo índice anterior).
Entre os que pretendem votar em Lyra no 1º turno da eleição para governador de Pernambuco, Mendonça Filho (20%) e Eduardo da Fonte (14%) são os mais citados, entre outros nomes, brancos ou nulos são 19% e indecisos, 10%.
Já entre os que pretendem votar em João Campos, Marília Arraes (29%) e Humberto Costa (25%) são os mais citados, entre outros nomes, brancos ou nulos são 15% e indecisos, 10%.
Na pergunta espontânea, quando não se apresenta o cartão com os nomes dos candidatos ao Senado, 58% dos votos estão indefinidos (mesmo índice anterior) e brancos ou nulos são 10% (eram 14%). Os nomes citados foram os de Humberto Costa (9%, tinha 8%), Marília Arraes (9%, tinha 8%), Mendonça Filho (6%, tinha 5%), Eduardo da Fonte (3%), Túlio Gadêlha (2%) e Carlos Sant’Anna (1%), entre outras respostas (3%).
TAXAS DE APROVAÇÃO E DESAPROVAÇÃO AO TRABALHO DA GOVERNADORA RAQUEL LYRA FICARAM ESTÁVEIS
Após três anos e oito meses de governo, dois em cada três eleitores (65%) aprovam o trabalho da governadora Raquel Lyra (mesmo índice anterior), 31% o reprovam (mesmo índice anterior) e 4% não opinaram (mesmo índice anterior).
A taxa de aprovação do trabalho da governadora é mais alta entre os moradores do interior (73%, ante 55% entre os moradores da Região Metropolitana) e entre os seus eleitores (98%, ante 31% entre os eleitores de João Campos).
A metade dos eleitores (50%) avalia o governo Lyra como ótimo ou bom (eram 48%), 30% como regular (mesmo índice anterior), 19% como ruim ou péssimo (eram 20%) e 1% não opinou.
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