De volta à Câmara dos Deputados para um mandato tampão, a dirigente da Rede Sustentabilidade e ex-senadora Heloísa Helena evita cravar o apoio da sigla à reeleição do presidente Lula (PT). Em entrevista ao podcast Direto de Brasília, ela se resumiu a declarar que o partido vem debatendo internamente o conteúdo programático, para só depois definir o nome que apoiará ao Palácio do Planalto.
“A gente ainda está debatendo na Rede, não tem uma condição de falar, até porque eu também sou dirigente nacional do partido. Estou estabelecendo também junto com o Paulo Lamarck, que é o novo porta-voz nacional da Rede, que corresponde ao presidente. Então a gente vai debatendo isso internamente, discutindo o programa e depois vamos discutir os nomes que serão apresentados”, resumiu.
Leia mais“Eu não vou poder falar sobre isso (apoio a Lula) porque sou dirigente nacional de um partido. Nós estamos estabelecendo tratativas relacionadas ao programa de governo que queremos que seja apresentado, porque muitas questões que foram apresentadas na campanha eleitoral de 2022 foram realmente engavetadas, ou queimadas, ou deixaram de existir. Então não pode ser só assim. Para nós, da Rede, o que é de fundamental importância é debater o conteúdo programático, o programa que deve ser apresentado para que a gente possa fazer a escolha política que é necessária na próxima eleição presidencial”, complementou.
Federação
Segundo Heloísa Helena, um dos temas que entrarão no debate é renovar a federação com o PSOL, firmada desde 2022. A sigla depende de uma costura para garantir que ultrapasse a cláusula de barreira, que será de 13 federais — a Rede elegeu apenas Marina Silva em São Paulo e Túlio Gadelha por Pernambuco. A própria Heloísa Helena assumiu como suplente até junho, em função do afastamento de Glauber Braga (PSOL).
“A gente não tem ainda nem a discussão em relação à nossa federação. Possivelmente será com o PSOL. Estou entre os que trabalham para que essa federação continue. Na verdade, é uma federação importante, tirou a Rede da clandestinidade política. Estamos estabelecendo quais os pontos de programa que temos obrigação de defender e depois se fazem as escolhas dos nomes que serão apresentados. Para nós agora é debater o programa, o que significa a apropriação do subsolo, das áreas agricultáveis, a política específica dos bancos públicos, a relação com o capital financeiro, questões relacionadas à educação, saúde, segurança pública e sustentabilidade ambiental. O mais importante é debater programa agora; depois se fazem as escolhas das candidaturas que mais se identificam com esses programas”, finalizou Heloísa Helena.
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