FMO janeiro 2020

20/05


2020

Retransmita a entrevista de Bolsonaro ao Blog

Às emissoras de rádio do País que têm o interesse em reproduzir a entrevista que o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) concedeu, ontem, ao Instagram deste blog, disponibilizamos o link abaixo para acesso ao programa Frente a Frente especial de hoje. O programa vai ao ar das 18h às 19h, pela Rede Nordeste de Rádio, tendo como cabeça de rede a Rádio Hits 103,1 FM, no Recife. A entrevista está imperdível e fica à disposição de todos os dirigentes de emissoras de rádio do País, a partir das 18h, quando o programa começa a ser transmitido.

Link: http://acessaradios.com.br/flash/redepernambucana


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Detra maio 2020 CRLV

20/05


2020

Repercussão da live com Bolsonaro no “El País”

Confira a repercussão da live feita com o presidente Jair Bolsonaro, ontem, no Instagram deste blog, agora no Portal El País.

“Quem tem comorbidade, fica em casa. Quem não tem, vai trabalhar, pô!”, disse o presidente Jair Bolsonaro ao criticar, nesta terça-feira, as medidas de isolamento social, no mesmo instante em que o Ministério da Saúde divulgava a pior cifra da pandemia do novo coronavírus no Brasil: 1.179 óbitos registrados em 24 horas. Ainda que o número não signifique que todas as mortes se concentraram num único dia, mas sim a velocidade em que as autoridades concluem as investigações sobre as causas do falecimento, trata-se de, pelo menos, uma marca simbólica e preocupante. O país tornou-se o quinto a contabilizar mais de mil vítimas fatais em um único dia, depois dos Estados Unidos, França, Reino Unido e China. Nos próximos dias, todas as atenções estarão voltadas para os balanços, para verificar se o patamar alto se sustentará no tempo ou não. O presidente participava de uma live com o jornalista Magno Martins quando saíram os números que indicam que o país já soma 17.971 mortes por covid-19 e 271.628 casos da doença.

Bolsonaro afirmou que o Ministério da Saúde publicará nesta quarta-feira um novo protocolo para autorizar o uso da hidroxicloroquina no tratamento de casos de covid-19 já nos estágios iniciais da doença, quer dizer, quando aparecerem os primeiros sintomas. O atual protocolo recomenda o uso da medicação, sem eficácia comprovada e com riscos de efeitos colaterais, apenas para tratar casos graves de infecção pelo novo coronavírus. Na segunda-feira, a Sociedade Brasileira de Imunologia (SBI) publicou uma série de diretrizes sobre o tratamento farmacológico da covid-19, desaconselhando o uso da substância, “visto que diferentes estudos mostram não haver benefícios para os pacientes” que a utilizaram e devido aos efeitos colaterais (principalmente problemas cardíacos) que podem levar à morte dos pacientes.

“Minha mãe tem 93 anos e está sendo cuidada pelos meus irmãos no interior de São Paulo. Eu estou aqui com minha caixinha de cloroquina em Brasília. Se depender de mim, se ela precisar, vai tomar”, disse Bolsonaro, lembrando que seu homólogo estadunidense, Donald Trump, afirmou tomar cloroquina preventivamente há duas semanas. “Quem é de direita toma cloroquina, quem é de esquerda toma Tubaína”, arrematou o presidente brasileiro, que insiste em polarizar o uso do medicamento que levou à queda de dois ministros da Saúde.

Durante a live, Bolsonaro deixou claro que não tem previsão para nomear um substituto de Nelson Teich, que pediu exoneração na última sexta-feira (16/05), no Ministério da Saúde. “Deixa o Pazuello lá por enquanto. Ele está bem”, disse, referindo-se ao general Eduardo Pazuello, secretário-executivo da pasta, que assumiu como ministro interino. O presidente afirmou ainda que “Teich tem ligado para Pazuello” para “dar dicas”. “Diferentemente do outro lá, que fica criticando”, acrescentou, referindo-se, implicitamente, a Luiz Henrique Mandetta, que foi demitido por ele no dia 16 de abril.

Bolsonaro também comentou os embates políticos com os governadores que têm determinado medidas de isolamento social em seus estados, incluindo lockdown (bloqueio total), mas negou gerar atritos com esses gestores. "Eu nunca provoquei governador”, disse quando perguntado se não ofereceria uma “trégua em favor da economia e da saúde”. O presidente convidou, em suas próprias palavras, os governadores para uma reunião na quinta-feira, em que será discutido um Projeto de Lei que viabilizará 60 bilhões de reais para os Estados".


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Fernandes

Deus está castigando o Brasil por ter posto Jair Bolsonaro na Presidência.

marcos

Vamos aguardar a repercussão do \" EL PAÍS\" pela fala de Lula agradecendo a Natureza pela criação do Corona Vírus!


Abreu e Lima - Maio

20/05


2020

Regina Duarte vai conduzir a Cinemateca


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Prefeitura do Ipojuca

20/05


2020

Repercussão da live com Bolsonaro no NSC Total

Confira a repercussão da live feita com o presidente Jair Bolsonaro, ontem, no Instagram deste blog, agora no Portal NSC Total.

“O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) afirmou que o ministro interino da Saúde, general Eduardo Pazuello, assinará na manhã da quarta-feira (20) novo protocolo que permitirá a utilização da cloroquina em pacientes em estágio inicial de contágio do coronavírus.

Em live com o jornalista Magno Martins nesta terça (19), o presidente ressaltou que o documento não obrigará nenhum paciente a ser medicado com a substância, mas dará a liberdade para que ele faça uso do remédio caso julgue necessário.

"O que é a democracia? Você não quer? Você não faz. Você não é obrigado a tomar cloroquina", disse. "Quem é de direita toma cloroquina. Quem é de esquerda toma Tubaína", ironizou, referindo-se a uma marca de refrigerante.

Nesta terça-feira, o Brasil registrou pela primeira vez mais de mil mortes em 24 horas. Ao todo, são 17.971 óbitos e 271.628 casos confirmados da doença no país.

O presidente ressaltou que se fosse o governador de Pernambuco, Paulo Câmara, tomaria a substância. O político do PSB, que tem criticado a postura de Bolsonaro diante da crise sanitária, anunciou na segunda-feira (18) que foi diagnosticado com a doença.

"Eu acho que quem falou que era veneno, não pode tomar [cloroquina]. Eu sou cristão. O governador pode tomar a cloroquina. Pode ser que não precise. Mas, no seu lugar, eu tomaria", afirmou.

Bolsonaro reconheceu que, no futuro, podem concluir que a substância serviu apenas como uma espécie de placebo no combate à doença. Ele, no entanto, observou que a comunidade médica também pode chegar à descoberta de que ela foi útil na cura de pacientes.

A utilização da cloroquina para o tratamento do coronavírus ainda não tem evidências científicas que apontem eficácia e vai na contramão de estudos recentes.

Atualmente, o protocolo adotado pela pasta prevê o uso do medicamento apenas por pacientes graves e críticos.

A divergência em torno do uso da cloroquina é apontada como o principal motivo da saída do oncologista Nelson Teich do comando da Saúde, na semana passada.

Na live desta terça, o presidente também voltou a criticar os governos estaduais que não seguiram decreto assinado por ele aumentando a lista de atividades essenciais durante a crise sanitária.

Segundo ele, os gestores estaduais não podem agir como ditadores não cumprindo a iniciativa. E, caso não concordem com a reabertura de salões de beleza e academias de ginástica, devem recorrer ao Legislativo ou ao Judiciário para alterar a medida.

"Agora, quando fala que não vai cumprir, está agindo como ditador", disse. "Eu nunca provoquei governador. Tem um do Sudeste que está o tempo todo provocando e falando abobrinha. É o tranca-rua. O estado dele está com problemas", acrescentou, referindo-se ao governador de São Paulo, João Doria (PSDB).

O presidente disse ainda que a Saúde tem preparado outro protocolo de saúde com orientações para uma retomada das partidas de futebol no país. Ele ressaltou que a cúpula de clubes, como a do Flamengo, tem solicitado um retorno sem a presença de público.

"Eles querem voltar a jogar futebol. Falei com a Saúde para ter um protocolo para abrir. Começa sem ninguém nas arquibancadas", afirmou”.


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Fernandes

Deus está castigando o Brasil por ter posto Jair Bolsonaro na Presidência.

marcos

Lula dá graças a natureza pela criação do Corona Vírus. Filho da puta.



20/05


2020

Mario Frias é cotado para lugar de Regina Duarte

O ator Mario Frias, segundo o blog da Andréia Sadi apurou, é cotado para assumir o lugar da atriz Regina Duarte na secretaria de Cultura.

Mario, assim como Regina, é entusiasta e defensor do presidente Jair Bolsonaro em suas redes sociais.

Regina deixou o cargo hoje. Segundo Bolsonaro, ela assumirá a Cinemateca, também vinculada à pasta.

A secretaria da Cultura está sob ataque da ala ideológica do governo desde que Regina assumiu, no dia 4 de março.


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Fernandes

Regina sem arte , peidou e pediu para sair!

Fernandes

Pense numa mulher que jogou sua carreira de atriz no lixo, entrou num desgoverno e saiu sem ter feito absolutamente nada.


Banco de Alimentos

20/05


2020

O que falta para Bolsonaro ser denunciado às cortes internacionais?

Por Ayrton Maciel*

Adversário do isolamento social e das medidas restritivas de circulação dos governadores, tomadas para conter o Covid-19, o presidente Jair Bolsonaro é o maior  responsável pela rápida curva de ascensão da doença. Tentou desacreditar os governadores e liquidar suas medidas, no que não teve sucesso, mas fez o suficiente para confundir e dificultar a vida da população mais vulnerável, negando o perigo do vírus e jogando as pessoas nas ruas e nas filas para receber um auxílio financeiro cercado por obstáculos. 

Fez ainda mais, desdenhando das pesquisas para satisfazer seu ego autoritário, ao buscar impor a cloroquina como tratamento padrão, remédio sem comprovação científica de eficácia para Covid-19. Depois de demitir dois ministros da Saúde, por estarem se guiando pela ciência, Bolsonaro tenta, agora, mais uma cartada para fazer valer a sua obsessão, obrigando o general Eduardo Pazuello - interino no ministério - a assinar um novo protocolo de tratamento na rede pública de saúde que inclui a cloroquina para todos.

O que o Brasil está assistindo, a partir do comportamento de Bolsonaro, e o que pode acontecer nas próximas semanas - com o controle da infecção - pode ser enquadrado como genocídio ou crime contra a humanidade. A indiferença, a negligência, a prevaricação - por tardar o socorro e se contrapor às medidas de contenção - e a desumanidade matam. Bolsonaro quer apenas que a economia rode, mesmo que sobre cadáveres. 

Mas, por que Bolsonaro insiste na cloroquina? Porque sabe que, em um momento não distante, a pandemia vai chegar ao pico,  resistirá, mas em seguida as taxas começarão a cair. O que quer Bolsonaro é propagar, recorrendo às suas redes sociais, que a contaminação e as mortes começaram a cair a partir do tratamento com cloroquina. Um embuste que as máquinas de fakenews tratarão de multiplicar.

O mal já está feito. Muitas vidas poderiam ter sido salvas se, nos últimos dois meses, o governo federal tivesse assumido um papel republicano e se aliado a governadores e prefeitos, com o Ministério da Saúde liderando um enfrentamento à pandemia, com ações  articuladas, integradas e agregadas da União, Estados e municípios. 

O que falta para Jair Bolsonaro ser denunciado às cortes  internacionais? Às entidades de direitos humanos? Aos fóruns sociais mundiais? Ele e seus operadores do governo. Bolsonaro sabe  que, na condição de  presidente, as suas posições, decisões e omissões têm consequências legais e éticas, e efeitos na população. Esses lhe serão cobrados. Em Haia, em Genebra, em Nova York ou São José.

*Jornalista


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Fernandes

Deus está castigando o Brasil por ter posto Jair Bolsovírus na Presidência.

Aurelio

Magno vc é um jornalista demagogo. Ganhou cargo de político não foi?

Aurelio

Jornalista canalha, a roubalheira que se instalou no Brasil nenhum veículo de imprensa foi firme em denunciar e isso causou um mal que durará séculos, a conta monstruosa a ser paga pelo povo a custo da fome , morte , miséria. A MAMATA DA IMPRENSA ACABOU . BOLSONARO ATE 2026. CHOREM CANALHAS.

Fernandes

Deus está castigando o Brasil por ter posto Jair Bolsovírus na Presidência.

joao carlos da silva

Estão desesperados porque o toco acabou né. Não adianta, quem manda é o povo e o povo quer Bolsanaro para acabar com essa putaria toda ok. desista .


Prefeitura de Serra Talhada

20/05


2020

Após piada com cloroquina, Bolsonaro lamenta mortes

Do UOL

O presidente da República, Jair Bolsonaro (sem partido), postou nas redes sociais uma mensagem na qual lamenta as mortes em decorrência da covid-19 e fala em "dias difíceis".

Ontem, o boletim do Ministério da Saúde apontou 1.179 óbitos em 24 horas por causa da doença, recorde no Brasil desde o início da pandemia.

A declaração ocorre depois de Bolsonaro receber críticas por fazer uma piada dizendo que "quem é de direita toma cloroquina, quem é de esquerda toma Tubaína". Na mesma entrevista, em live com o jornalista Magno Martins, o presidente não fez menção ao recorde de mortes diárias no país.


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Fernandes

Nos EUA já morreram mais de 90 mil pessoas com o covid-19. Por que o Hidroxicloroquina não funciona lá para salvar vidas?

Fernandes

Deus está castigando o Brasil por ter posto Jair Bolsonaro na Presidência.


O Jornal do Poder

20/05


2020

Não se muda regra no meio do jogo, diz Fernando Filho

O deputado federal Fernando Filho (DEM-PE) afirmou, ontem, que as eleições municipais serão realizadas em 2020 e afastou a hipótese de prorrogação dos atuais mandatos de prefeitos e vereadores. Após conversa com o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), o parlamentar pernambucano explicou que o primeiro turno das eleições, marcado para 4 de outubro, pode ser adiado para novembro ou dezembro, assegurando a posse dos eleitos em 1º de janeiro de 2021.

“A ideia é que vamos ter sim eleição em 2020. O que deve ser decidido em junho é uma mudança de data, mas dentro do ano de 2020, ou seja, o que seria em 4 de outubro vai para meados de novembro ou início de dezembro. Mas nada de prorrogar mandatos ou jogar a eleição para o ano que vem. Isso é o que defendo e trabalho com essa hipótese. Não se pode mudar a regra no meio do jogo. Os prefeitos e vereadores foram eleitos para um mandato de quatro anos”, disse Fernando Filho durante live com lideranças políticas do município de Machados, no Agreste Setentrional. 

Em outra live, o deputado defendeu que o setor da construção civil lidere a retomada da economia brasileira após a pandemia do coronavírus. Segundo ele, no momento, o esforço é para preservar o maior número de vidas, mas, passado o pico do contágio da Covid-19, o País deve adotar medidas para enfrentar a crise.

“A retomada da economia será muito difícil e, por isso, defendo um programa de investimentos liderados pelo governo federal para que a gente possa ver obras pelo Brasil. Aposto na construção civil, que sozinha não vai resolver, mas responde rapidamente, com a contratação de mão de obra, transporte, material, movimentando uma série de cadeias produtivas”, ressaltou Fernando Filho durante live com lideranças de Serra Talhada, no Sertão do Pajeú.


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Shopping Aragão

20/05


2020

Leia na íntegra a live de Bolsonaro ao blog

Durante a entrevista que concedeu a este blog, a Rede Nordeste de Rádio e ao jornal O Poder, ontem, em uma live pelo Instagram, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) anunciou, com exclusividade, que o ministro interino da Saúde, Eduardo Pazuello, irá assinar, hoje, o novo protocolo da pasta a respeito do uso da cloroquina no combate ao coronavírus.

Ainda sobre o uso da cloroquina, Bolsonaro aconselhou que o governador Paulo Câmara (PSB), diagnosticado com a Covid-19, usasse a medicação, apesar de não achar necessário pela idade do gestor. “Ele é jovem, não vai precisar. Se ele achar que vai fazer bem, que tome, se achar que é veneno, não tome”, disse o presidente para completar: “Quem é de direita toma cloroquina e quem é de esquerda toma tubaína”, afirmou, entre risos.

Segundo Bolsonaro, o uso do medicamento trata-se de "democracia", porque só irá tomar quem quiser. “O que é democracia? Você não quer, você não faz. Quem quiser tomar, que tome”. O presidente também disse que manterá Pazuello interinamente no cargo, mesmo ele não sendo um profissional da área de Saúde.

“Por enquanto, deixa lá o general Pazuello, está indo muito bem. É um gestor de primeira linha. É um tremendo de um gestor, está fazendo um excepcional trabalho lá”.

Bolsonaro também comentou sobre a atuação da Polícia Federal na fiscalização do dinheiro enviado aos municípios no combate ao coronavírus. Segundo o presidente, no Rio de Janeiro pessoas já foram presas por desvio de verba e a fiscalização vai aumentar. Confira abaixo a entrevista com o presidente na íntegra:

Blog do Magno – Ex-presidentes como Lula, FHC e Collor reclamaram da imprensa, da mídia. O senhor sente que a oposição da mídia é mais forte no seu governo?

Bolsonaro – Eu nunca tentei controlar a mídia. Lula, por exemplo, tentou. E até hoje tem peso pesado do PT que diz que eles erraram em não controlar a mídia. Eu, como deputado, só estourei graças ao efeito das redes sociais. A oposição da mídia comigo é muito mais forte. Resolvemos fazer um governo de austeridade. Se gastava um bilhão por ano com mídia, hoje é 10%. Aí o pessoal acusou. O fato de eu ser militar e meu vice também, pesa. A maioria da imprensa é de esquerda e não conseguem entender história. O filho da Miriam Leitão, que está fazendo um livro sobre ditadura, veio me entrevistar e não sabia nem a data do golpe. Não sabia que Ranieri Mazzili foi o presidente depois de João Goulart. Então, você pode até criticar o regime militar, mas vamos começar a dar o primeiro passo certo. Teve coisa errada? Teve. Mas até em casa a gente comete erros. Não queremos repetir. Vamos fazer a coisa certa.

Magno – O senhor tem participado de manifestações, principalmente aos domingos. Lá, aparecem pessoas pedindo intervenção militar. O senhor não poderia evitar participar?

Bolsonaro – Veja só, eu estou dentro da minha casa, dentro do Palácio e eu não convoquei ninguém, foi espontânea. O pessoal vai na rua, pedindo apoio. Não teve AI-5, ou "fecha isso" ou "fecha aquilo. O pessoal está amadurecendo, estão favoráveis a mim.  Não teve nenhuma faixa que atentasse à Constituição. Em outras manifestações tinham faixas, que não concordo com elas. Eu perguntei a um sujeito que estava com a faixa de intervenção militar: "Quem é o militar que vai entrar no meu lugar?". Os atos existiam no passado, agora não existe. Nós chegamos aqui pra dizer que respeitamos os poderes e que eles são independentes. Não indico ninguém pra ser chefe de gabinete de parlamentar. Assim como não é justo chegar ninguém indicando meus ministros. E nossa relação com o parlamento agora está boa. O que eu quero que parlamentares façam? É cobrar eficiência do governo, aplicação dos recursos que existam. E nós temos maioria dentro do parlamento.

Você pode ver o caso dessa pandemia... o Supremo decidiu dar liberdade aos governos. A minha liberdade é escolher dentro do total de atividades, quais são as essenciais, por decreto. Fora isso, cabe aos governadores e prefeitos. Nós só temos aumentado o número de atividades essenciais. Foi primeiro a construção civil e indústria. Na semana passada, foi academia e salão de beleza. O governador que não queira cumprir meu decreto, tudo bem. Ele tem dois caminhos: pega um parlamentar do seu Estado e entra com um projeto na Câmara no Senado. Se eu perder, perdi. Ou entra na justiça.  Agora, quando o governador fala que não vai cumprir, está agindo como ditador. Tem artigo da Constituição que eu detesto, mas o que eu posso fazer?

Magno – Dói muito no Senhor tomar uma decisão e o Supremo contraria sua decisão?

Bolsonaro – Dói, mas eu tenho que me curvar ao Supremo. Mas não pode haver abuso. Algumas pessoas acham que devo tomar medidas extremadas. Mas a gente vai partir pra onde dessa forma? Vamos ter problemas internacionais, vai ser uma brigalhada muito grande. O pessoal quer que eu chegue sozinho e levante a espada lá e esteja tudo resolvido. Calma lá, muita coisa boa está vindo... de preservar valores, de crianças terem conteúdo de sala de aula que os pais concordem. A questão do armamento, eu mudei a portaria por decreto. Aumentamos o limite da compra de cartuchos por ano. O povo de bem armado, é um povo que nunca será escravizado. Sem falar nos abusos que estão acontecendo. Prendendo senhora na praça, Polícia Militar correndo atrás de surfista, não tem necessidade. Surfista é até bom pro Estado, porque dessa forma ele vai ter uma saúde boa. Por isso que eu abri as academias. A mídia me coloca como ditador, mas não sou eu que estou prendendo surfista e idosa na rua.

Magno – O senhor vai convidar os governadores para uma reunião. Não seria a oportunidade de pacificar, criar uma trégua?

 

Bolsonaro – Eu nunca provoquei nenhum Governador. Tem um de um Estado aqui do Sudeste que está sempre falando abobrinha. É o "tranca tudo", e o Estado dele está sofrendo problemas. O que vai ser discutido é um projeto de lei de 60 bilhões para os Estados. É pra compensar a não-arrecadação de ICMS. Estamos nos endividando. Nós conseguimos baixar a taxa de juros Selic 3%. Juros a longo prazo também caiu. Nós vamos pagar esse ano menos 120 bilhões de juros em relação ao ano anterior. Pra onde vai o dinheiro? Nós queremos jogar mais pra Estados e Municípios. Melhor até pros Municípios. Por isso que eu discuto o isolamento. Eu estou com 65 anos de idade e sei que 70% das pessoas vão contrair. Precisamos tomar medidas para evitar, mas o isolamento tem que ser mais pra idosos e quem tem doenças. Está aumentando violência no brasil. Violência doméstica cresceu 30%. E ainda vão querer botar na minha conta. O efeito colateral das medidas restritivas vai ser muito pior. Nós reconhecemos que o vírus vai trazer um mal muito grande, mas o que vira manchete é quando eu falo "E daí?".

Magno – O senhor liberou muitos recursos pros Estados e alguns estão sendo usados de forma indevida, pois não tem licitação. Nós estamos vivendo no Recife, onde compraram respiradores numa empresa veterinária, não tem controle.

Bolsonaro – É, mas no Rio de Janeiro já tem gente presa. As investigações estão a todo vapor. Eu não tenho informações privilegiadas, nunca pedi, mas a PF vai pra cima desses caras. Não é porque não tem licitação que vai poder fazer coisa errada. Falei até com o chefe da PF, Rolando Alexandre, indicado por mim e pedi pra ele agilizar e abrir a Academia da Polícia Federal. São 500 jovens que vão estar na rua para nos ajudar. 600 policiais rodoviários federais também. Eles são o nosso exército no combate à corrupção. A gente está atento, por que se você bobear tudo que foi de ruim, volta.

Essa história do auxílio emergencial, por exemplo, de 600 reais. Está muito acima do previsto. Já vai em 51 milhões. Entra a mãe solteira, outras pessoas e aí extrapola. E ainda querem prorrogar. Podem até prorrogar, agora paguem a conta depois. Subam de 600 para 10 mil reais e aí ninguém trabalha. Querem rodar dinheiro, mas aí depois vem a inflação.

Magno – Tenho falado com microempresários que reclamaram das dificuldades de crédito na caixa, que o banco não libera. Há muita burocracia. O que o senhor tem a dizer? 

Bolsonaro – Pedro Guimarães, presidente da Caixa explica isso muito bem, mas realmente existe uma burocratização. Mas uma parte desses pequenos conseguiram recursos, uma parte dos salários está sendo paga pela Caixa. E isso evitou 7 milhões de demissões. Nos Estados Unidos são 300 milhões de habitantes e lá foram 26 milhões de demissões. Nós aqui, 1 milhão. Mas a grande pancada quem levou foi o trabalhador informal. Eu sei que é pouco, 600 reais, mas é o que o governo pode. Agora em relação à Caixa, também tem o pessoal que preenche errado, aí não dá pra aprovar, além dos golpista também. Eu tenho que seguir as normas do programa da Caixa. Temos que lembrar que o Brasil estava decolando. Crescimento de quase 2%. Mas aí veio a pandemia e o pânico gerado pela grande mídia.

Magno – O senhor acha que errou em andar pelas ruas?

Bolsonaro – Eu sou um general e fui ver como o povo estava. Eu tenho que estar no meio do povo. Ou devo só usar o povo para me eleger e depois me afastar? Não é certo. Não é porque estou no Palácio que vou entrar numa redoma. Inclusive já convidei a imprensa. Vamos em casas mais humildes e quero falarem de isolamento social para uma família com 8 pessoas dentro da casa.

Magno – O Governador de Pernambuco, Paulo Câmara, testou positivo para a COVID. Você indicaria que ele tomasse a Cloroquina?

Bolsonaro – Ele é jovem, tem só 47 anos, mas no lugar dele eu tomaria (risos). Vamos assinar amanhã (quarta) o novo protocolo. Antes era só de casos graves, agora já pode ser usada nos primeiros sintomas. Agora, se você não quer, não faz o uso. Tem médico conhecido que falou que já tomou, Donald Trump disse que está tomando de forma preventiva... é a mesma coisa de você pular de paraquedas e não usar só porque ele ainda não foi aprovado pelo Inmetro. No que depender de mim, minha mãe se precisar vai tomar. Vai esperar sem entubada?

Magno – Quando o Ministro da Saúde vai ser nomeado?

Bolsonaro – Por enquanto deixa lá. O general Pazuello é um gestor de primeira linha. Graças a ele tivemos Olimpíadas, ele acolheu o pessoal da Venezuela e é um grande nome. O que saiu (Teich) continua meu amigo, não vou entrar em detalhes. Estou quase apaixonado por ele. Ele teve muita dignidade. Pazuello tem falado com ele (Teich), inclusive. Foi um cara que agiu discretamente, sem aparecer, diferente do anterior (Mandetta), que está criticando. Não vou polemizar, que ele continue sua carreira, vai ser feliz, mas a saúde é uma coisa grave. Parece que no brasil só tem problema de vírus. A pessoa está sentindo dor no peito, não vai pro hospital.

Magno – Acusaram o senhor de interferir na Polícia Federal. Aqui em Pernambuco, pelo que me consta, a Superintendência tem segurado alguns processos em relação ao PSB. Lava Jato, Casa de Farinha, entre outros. O senhor pretende mudar por aqui?

Bolsonaro – Eu indiquei o Superintendente, Rolando Alexandre, e ele tem carta branca pra fazer qualquer troca. O que eu falei é que tinha que ter liberdade. Mas sei que há problema de produtividade em alguns estados. No Rio de Janeiro já tem gente sendo presa.

Agora você veja... o Ministro Celso de Mello assistiu ontem a fita da reunião ministerial. Eu não tinha obrigação de entregar, mas entreguei. Eu costumo filmar e depois destruir. Só não destruí porque Sérgio Moro foi dar um depoimento e disse que existiam provas naquela fita. Então não destruí pois depois todos iam dizer que destruí porque continha prova. Só pedi que partes sensíveis não fossem divulgadas. Foram dois pedaços, um que falei sobre política internacional, outro que falei um palavrão. Às vezes a gente fala um palavrão, chama um ministro pelo apelido, nos expressamos de maneira informal. Eu só pedi que não divulgassem isso, o resto pode mostrar.

Magno – Sérgio Moro é um Judas para você?

Bolsonaro – Não vou polemizar. Só lamento que o final da carreira dele seja dessa forma. Ele não pediu demissão. Se demitiu numa coletiva e logo depois foi na Globo entregar o telefone para William Bonner. E ele não tem nada contra mim.

Magno – Mandetta também tem relação com a Globo, não é?

Bolsonaro – (Risos). Ele passou os últimos quinze dias descendo a lenha em mim. No Fantástico ele disse que o povo ia ter que escolher se ia ouvir ele ou a mim. Ali ele criou um clima para não ter mais clima. Mas eu não me considero inimigo do Mandetta.

Magno – A relação com a Globo é de ódio?

Bolsonaro – É porque o que eles querem não vou dar, que é dinheiro público. Não gostam de mim porque sou militar. E lá são esquerda. Agora, quando eu fui lá e perguntei se Roberto Marinho era um democrata ou um ditador por ter apoiado o Regime Militar em um editorial publicado, os filhos negam.

Magno – O senhor sente que há conspiração de setores da mídia e do Congresso para provocar um processo de Impeachment?

Bolsonaro – Olha, o ser humano quer sempre mandar. Quer o poder. Uns usam pela regra, outros não interessa como. Alguns pensam em eleição em 22, outros pensam em tirar agora. Está na cabeça do ser humano. Não vou falar que tem conspiração contra mim, mas tem gente que grita "Fora Bolsonaro", que quer que o vírus me pegue, que quer que eu morra.  É que hoje em dia não se tem liberdade para se discutir as coisas. O politicamente correto envenenou a cabeça das pessoas. Por exemplo, pode ser que lá na frente a Cloroquina seja placebo. Mas pode ser que resolva. Quem for de direita toma cloroquina. Quem for de esquerda toma tubaína.

Magno – Para encerrar, como o Brasil vai sair dessa?

Bolsonaro – Politicamente, da minha parte, está resolvido. Na saúde, estamos fazendo o possível. Poucos locais faltaram respiradores ou leito de UTI. É sinal de que se a pessoa não tem uma boa saúde, vai ter problema. Agora, a grande crise, é de economia, mas o Paulo Guedes já apresentou um plano que passa pelo Parlamento brasileiro. Agora, os governadores têm que ouvir todo mundo. Aqui o povo está fazendo carreata que quer trabalhar. Tem que ouvir a maioria. Se a economia continuar afundando, não sai mais do buraco.


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Fernandes

Deus está castigando o Brasil por ter posto Jair Bolsovírus na Presidência.

Fernandes

É muito difícil lutar contra a pandemia de imbecis.

marcos

Pior que um analfabeto Ladrão, Condenado, Genocida é o idiota útil que o defende.

marcos

É muito difícil lutar contra um Cotó Genocida e seus jumentos.

Fernandes

Deus está castigando o Brasil por ter posto Jair Bolsovírus na Presidência.



19/05


2020

Bolsonaro: De direita toma cloroquina, de esquerda, Tubaína

Correio Brasiliense

O presidente Jair Bolsonaro falou, na noite de hoje, sobre o uso da cloroquina para os pacientes que apresentarem sintomas leves de coronavírus. Ele afirmou em entrevista ao Blog do Magno que "toma o remédio quem quer".

“Pode ser que lá na frente digam que foi placebo. Mas pode ser que digam que curava. Na minha consciência, não vai ter isso. Toma quem quiser. Quem não quiser, não toma”, afirmou.

"Quem for de direita toma cloroquina, quem for de esquerda toma Tubaína", completou o presidente.


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Fernandes

Deus está castigando o Brasil por ter posto Jair Bolsovírus na Presidência.

marcos

Lula dá graças a natureza pela criação do Corona Vírus, Filho da puta.

Fernandes

Nos EUA já morreram mais de 90 mil pessoas com o covid-19. Por que o Hidroxicloroquina não funciona lá para salvar vidas?

Fernandes

Eu tomo tubaína não Cloroquina.

Fernandes

Deus está castigando o Brasil por ter posto Jair Bolsonaro na Presidência.