FMO

20/01


2020

Rorró sinaliza candidatura em Floresta

A ex-prefeita do município de Floresta, Rorró Maniçoba, quebra o silencio e se manifesta oficialmente em relação à política local. Mãe de todos nós, como é conhecida pela população do município sertanejo, Rorró esteve em vários lugares, conversou com populares e ouviu suas queixas. Diante do que viu e ouviu, a ex-gestora resolveu se manifestar e por meio de carta falou de seu sentimento, sobre tudo, alimentou a esperança do povo de que ela vai entrar na disputa pela prefeitura no pleito eleitoral de outubro deste ano.

Leia a integra da carta:

Povo do meu coração, Escrevo esta carta para revelar o sentimento que hoje habita o meu interior, o meu coração. Em primeiro lugar, quero renovar meu compromisso com todos os filhos desta terra.

Sempre dediquei o meu melhor à Floresta, todas as minhas energias e todo o meu amor.

Realizamos obras por toda cidade, calçamento, asfalto, estradas, garantimos remédios e médicos nos postos de saúde, educação de qualidade, assistência ao homem e à mulher do campo, investimos na juventude, na capacitação e no social, onde sempre distribuímos esperança e crença no amanhã.

No entanto, tenho caminhado nas praças, nos bairros, nas ruas. Na cidade e na zona rural. E em cada esquina, em cada lugar, em cada casa que visito, tenho ouvido e sentido o quanto a nossa cidade está esquecida, abandonada, mal administrada. Confesso que o meu coração se enche de tristeza com a forma como estão tratando nossa querida cidade.

Neste ano que se inicia, assumo o compromisso de, mais uma vez, com a ajuda de vocês, resgatar a autoestima, recuperar o que foi perdido, reconstruir o que foi destruído, e apontar para a construção de novas conquistas. Assumo o compromisso com o futuro. Com as novas idéias e com a esperança em dias melhores que estão por vir.

Em meu coração não há espaço para ódio, perseguição e muito menos medo.

Temos força, temos garra, perseverança e fé em Deus para construir a volta do cuidado, com carinho. A volta do respeito e do trabalho por Floresta.

Com Carinho e de Coração,

Rorró – Floresta, janeiro de 2020


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Governo de PE - Redução nos Homicídios

20/01


2020

Meta do CO2 do Brasil está ameaçada

Impacto do clima em áreas protegidas ameaça meta de CO2 do Brasil. Cientista mapeou fragilidade de terras indígenas e unidades de conservação, que podem absorver menos carbono.

Queimadas próximo a reserva indígena Uru-Eu-Wau-Wau, em Rondônia Foto: Gabriel Monteiro / Agência O Globo
O Globo - Por Rafael Garcia

A ameaça da mudança climática às áreas protegidas do Brasil pode comprometer os esforços do país para reduzir suas emissões de CO2, afirma o ecólogo David Lapola, da Unicamp.

Após mapear a fragilidade de terras indígenas e unidades de conservação diante do aquecimento global, o cientista diz que a crise do clima provavelmente já está causando distorções nas emissões que o Brasil reporta internacionalmente. Isso porque a quantidade de CO2 que a floresta Amazônica consegue absorver, na avaliação do cientista, pode já estar sendo afetada.

O problema ocorre porque, ao relatar as suas emissões de gases do efeito estufa, o Brasil subtrai a remoção de CO2 do ar que, supostamente, está sendo feita pela floresta em crescimento nas áreas protegidas. Em 2018, por exemplo, o país emitiu 1,9 gigatonelada de CO2, sobretudo com desmatamento, mas reportou apenas 1,4 gigatonelada, porque descontou 0,5 de remoções.

O aquecimento global em si, porém, implica uma grande incerteza sobre esse valor, porque não se sabe exatamente quanto as florestas continuarão crescendo se a emissão de CO2 continuar subindo.

A alta concentração de CO2, por si só, é benéfica para a floresta, porque aumenta a quantidade de carbono disponível no ar, que a planta captura via fotossíntese e usa para produzir biomassa vegetal. É o fenômeno que cientistas chamam de “fertilização de carbono”. Ninguém sabe bem ainda, porém, se essa vantagem será anulada por problemas que a mata vai enfrentar no clima, como estresse hídrico e eventos como grandes incêndios.

Experimentos de “fertilização de CO2” já mostraram que, em florestas de clima temperado, é possível que as plantas se beneficiem do CO2. Numa floresta tropical como a Amazônia, porém, fatores como a pobreza de nutrientes no solo podem impedir a mata de capturar todo o carbono que se espera.

Confira a íntegra aqui: Impacto do clima em áreas protegidas ameaça meta de CO2 ...


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acolher

20/01


2020

BNDES encerra linha de R$ 4 bilhões para segurança

O repasse biliionário não liberou sequer um real. Lançado em 2018, programa esbarrou em falta de interesse, entraves burocráticos, desinformação e mudança nos governos estaduais.

Foto: Gabriel Monteiro / Agência O Globo

O Globo - Por Marco Grillo

Uma ação do BNDES que previa o repasse de R$ 4 bilhões para estados e municípios investirem em segurança pública foi encerrada, depois de um ano e meio, sem liberar sequer um real. A nova gestão do banco decidiu mudar o eixo de atuação na área, trocando a oferta de recursos bilionários por ações direcionadas, cujos resultados possam ser acompanhados mais de perto.

Lançado em maio de 2018, ainda no governo do ex-presidente Michel Temer (MDB), o programa BNDES Pró-Segurança Pública tinha o objetivo de oferecer crédito para que estados e municípios comprassem equipamentos de segurança. A lista do que poderia ser adquirido foi determinada pelo Ministério da Justiça. O projeto, no entanto, fracassou após não ser endossado por governadores e prefeitos.

Entraves burocráticos — como a demora de um ano na publicação de uma portaria para regulamentar o programa — e de comunicação atrapalharam o desempenho.


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Prefeitura de Serra Talhada

20/01


2020

Fuga de presos: desconexão entre Brasil e Paraguai

Análise: Fuga de integrantes de facção revela desconexão entre Brasil e Paraguai

Ações de combate ao crime na fronteira entre os dois países são objeto de queixas

Foto: Terceiro / Agência O Globo
O Globo - Por Chico Otavio

RIO - A fuga da penitenciária de Pedro Juan Caballero expõe o descompasso entre os governos do Brasil e do Paraguai no combate às organizações criminosas que atuam na fronteira.

Autoridades paraguaias se queixam de que o país vizinho alega falta de vagas para rejeitar sempre a extradição de presos brasileiros pertencentes a uma das principais facções criminosas nacionais.

No Brasil, porém, a fuga reforça a suspeita de que as instituições paraguaias estão contaminadas pela corrupção. Os presos abriram um túnel, mas poderiam facilmente ter escapado à luz do dia pela porta da frente do presídio.

Em novembro, na “Operação Patrón”, a força-tarefa da Lava Jato do Rio de Janeiro identificou uma extensa lista de agentes e autoridades paraguaias que teriam recebido propina para fazer vista grossa ao megaesquema de tráfico de cocaína e pasta-base envolvendo o empresário brasiguaio Antônio Joaquim da Mota, o Tonho, em Pedro Juan Caballero. Tonho foi acusado de dar cobertura à fuga do doleiro Dario Messer. Essa operação, na qual foi pedida a prisão de Horário Cartes, ex-presidente paraguaio, abriu uma crise diplomática e aprofundou as desconfianças mútuas na tentativa de definir estratégias conjuntas.


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20/01


2020

"Se houve sabotagem, foi de forma contínua", diz delegado

Cervejaria Backer

Reportagem do "Fantástico" mostrou que 500 mil litros da bebida estão parados na Cervejaria Backer

Cervejaria Backer em Belo Horizonte, Minas Gerais Foto: DOUGLAS MAGNO / AFP

O Globo

O delegado responsável pelas investigações na cervejaria Backer, Flávio Grossi, da Polícia Civil de Minas Gerais, disse à reportagem do “Fantástico” que foi ao no domingo que “se houve uma sabotagem, ela foi realizada em longo prazo, de forma contínua”.

Segundo ele, que disse não descartar nenhuma linha de investigação no momento, isso justificaria o fato de vários lotes terem sido contaminados com o dietilenoglicol em tempos diferentes — a substância foi parar em 32 lotes de 11 rótulos produzidos pela Cervejaria Backer, em Belo Horizonte.

Devido aos riscos à saúde humana, o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) e a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) anunciaram a interdição de todas as cervejas produzidas pela empresa com data de validade igual ou posterior a agosto de 2020.

Na fábrica

O “Fantástico” também entrou na fábrica da Backer e constatou que 500 mil litros estão parados dentro das instalações da marca, que tem 70 tanques de fermentação e 140 funcionários.

Segundo a reportagem, em 2019, a Backer produziu cinco milhões de litros de cerveja para suas 18 marcas. A Belorizontina, onde inicialmente foi detectada a substância tóxica, representava 70% das vendas.

Na última quinta-feira, foram confirmadas outras duas mortes em decorrência do consumo da cerveja contaminada. Ao todo, são quatro mortes e 15 pessoas internadas em estado grave.

A síndromenefroneural, como é chamada a intoxicação provocada pela ingestão do dietilenoglicol, começa com sintomas como mal-estar e dores abdominais. Logo, os rins param de funcionar, e o paciente não consegue mais urinar.

Depois aparecem sintomas neurológicos, como problemas de visão e paralisia facial, que pode evoluir e chegar a todo o organismo. Nos casos mais graves, a pessoa só respira com a ajuda de aparelhos.

Uma das vítimas, o professor universitário Cristiano Mauro Assis Gomes, de 47 anos, teve os primeiros sinais de recuperação registrados na reportagem do “Fantástico”. Internado desde o dia 23 de dezembro do ano passado, ele chegou a perder todos os movimentos do corpo, mas já conseguia mexer as pernas na cama do hospital.

— Ele sempre foi praticante de atividade física diária, uma pessoa muito forte mesmo, e você vê ele ali numa cama de CTI, um sofrimento do outro mundo, não podendo mais falar, se mexer — diz sua mulher, Flávia Schayer Dias, que mantém as esperanças: — Hoje eu tenho a certeza que ele vai sair curado, apesar de a equipe médica, alguns médicos virem falar que ele realmente vai ficar com sequela, eu tenho certeza de que ele não vai. Existe milagre.


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Prefeitura de Limoeiro

20/01


2020

Guedes participa hoje da abertura do Fórum em Davos

Foto: José Cruz/Agência Brasil

Por Agência Brasil

Representante do governo brasileiro no Fórum Econômico Mundial, que reúne líderes, chefes de Estado e empresários em Davos, na Suíça, o ministro da Economia, Paulo Guedes, participará nesta segunda-feira (20) à noite (horário local) da abertura do evento. De terça-feira (21) a quinta-feira (23), o ministro falará em painéis e terá encontros com presidentes de multinacionais.

Segundo o Ministério da Economia, as apresentações de Guedes se concentrarão em dois aspectos: a redução do déficit fiscal no primeiro ano de governo e o aprofundamento das reformas estruturais que, segundo ele, ajudarão a economia a recuperar-se e acelerará a criação de empregos.

O ministro chegou à Suíça na sexta-feira (17) e passou o fim de semana em Zurique, sem compromissos oficiais. Na quinta-feira (16), Guedes participou de reunião na Mont Pelerin Society, na Universidade de Stanford, na Califórnia. A entidade é conhecida como um centro de pensamento de ideias liberais. Ele partiu dos Estados Unidos diretamente para o Fórum Econômico.

O presidente do Banco Central (BC), Roberto Campos Neto, não participará da edição deste ano do encontro em Davos. O BC não informou os motivos para a decisão. No ano passado, Campos Neto, que só tomou posse no comando do Banco Central em março, dois meses depois do Fórum Econômico Mundial, integrou a delegação brasileira na condição de convidado.

Da Suíça, o ministro deverá ir para Nova Délhi, capital da Índia, onde se encontrará com o presidente Jair Bolsonaro, que visitará o país asiático entre os dias 24 e 27. O Ministério da Economia ainda não confirmou se Guedes emendará as duas viagens. Caso vá à Índia, o ministro só retornará a Brasília no dia 28. Segundo o Itamaraty, a viagem terá como destaque a assinatura de 10 a 12 acordos comerciais entre Brasil e Índia.

O presidente Jair Bolsonaro tinha anunciado, no início do mês, que iria ao Fórum Econômico. Segundo o porta-voz da Presidência da República, Otávio Rêgo Barros, o cancelamento da viagem não foi provocado exclusivamente por questões de segurança. Aspectos econômicos, políticos e internacionais, como o agravamento das tensões no Oriente Médio, contribuíram para a decisão.


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20/01


2020

Fuga de presos: brasileiros no Paraguai relatam preocupação

Estudantes que moram em Pedro Juan Caballero afirmam que se trata da primeira fuga em massa, mas consideram cidade segura.

Sacos de areia encontrados em cela, após fuga de integrantes do PCC no Paraguai – Reprodução

Por Ludmila Honorato, do Estadão

Brasileiros que estudam em Pedro Juan Caballero consideram a cidade que faz fronteira com Ponta Porã, no Mato Grosso do Sul, tranquila. Essa rotina de aparente calmaria, porém, foi interrompida neste domingo, 19, com a fuga de 75 presos ligados ao Primeiro Comando da Capital (PCC) da Penitenciária Regional.

Embora o presídio fique distante do centro, eles relatam que a população tem medo de que residências sejam invadidas. Morando no Paraguai há quatro ou cinco anos, os jovens vivenciaram hoje a primeira fuga em massa de presos e a maioria fala à reportagem do Estado sob anonimato com receio dos desdobramentos do caso.

Esses estudantes integram um grupo de pelo menos 12 mil pessoas que saíram do Brasil para cursar Medicina no país vizinho. O movimento transformou Pedro Juan Caballero nos últimos dois anos.

"Por enquanto, está tudo normal, mas a população está com medo de invasão nas residências ou assaltos. Geralmente, quem faz isso aqui são essas pessoas que estavam presas, porque na cidade não tem assalto nem nada, é seguro. Mas agora que estão soltos, fica a insegurança", conta uma estudante de 21 anos que há quatro mora na cidade. Ainda assim, ela saiu de casa na tarde deste domingo para ir ao centro do município.

O policiamento foi reforçado e a estudante conta que havia muitas viaturas policiais na região. Outro estudante brasileiro relatou que poucas pessoas estavam nas ruas da cidade na tarde deste domingo. "Mas muitas não têm medo, a cidade é muito segura e dificilmente acontece algo com quem não tem envolvimento com tráfico", afirma.

A interna do curso de Medicina Lilian Batista de Oliveira, de 25 anos, reforça que, no geral, Pedro Juan é uma cidade bem tranquila e só se torna perigosa para quem "se envolve com coisa errada". "Eu nunca vejo [essas situações] afetarem de maneira direta. Quando acontece alguma coisa na fronteira, a gente fica com medo, mas nunca vi algo diretamente", diz. Ela conta que mora há cinco anos no município sem ter tido qualquer problema relacionado à segurança local. "No meu apartamento não tem garagem, meu carro ficou na rua durante cinco anos e nunca tocaram nele."

Do lado brasileiro da fronteira, o medo também existe diante desse cenário, segundo conta a estudante Vanessa Sibely, de 21 anos. "A população fica assustada, sim, mas não é muito comum acontecer coisas desse tipo que tenha grandes mobilizações", diz. Ela mora na divisa dos países há quase cinco anos e afirma nunca ter passado por uma situação de perigo. "Evito sair muito à noite, não vou dizer que a cidade não tem seus perigos, mas me sinto segura onde moro. Ao sair, seja para onde for, sempre tento ser cuidadosa."

De férias com a família no Brasil, um estudante de 26 anos que cursa Medicina em Pedro Juan Caballero relata que, para ele, o cenário quase não afeta a rotina acadêmica. "Mas para a população que convive com isso diariamente, assusta por aumentar o número de crimes devido à disputa entre facções pela fronteira. Mas ficamos preocupados, sim, porque é um grande número de fugitivos e, como sabemos que é uma área muito disputada, os riscos aumentam", conta.

No dia a dia, ele afirma que, apesar de toda a segurança da cidade, prefere se reunir com os amigos em casa. "Assim temos controle e segurança em saber quem frequenta nossa casa e não nos causará problemas."


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20/01


2020

Davos: Trump e Greta estarão no centro das atenções

O presidente americano, Donald Trump - AFP

Por Conteúdo Estadão

O presidente americano, Donald Trump, e a ativista climática Greta Thunberg irão protagonizar a partir de terça-feira o Fórum de Davos 2020, encontro anual da elite política e econômica mundial, que realizará este ano sua 50ª edição.

O Fórum Econômico Mundial (WEF) reúne desde 1971 empresários e líderes políticos na pequena estação de esqui suíça, com o objetivo de se tornar um “centro de reflexão” sobre os problemas do mundo. Mas a reunião também é um ponto de encontro das elites mundiais e reflexo das divisões econômicas e geopolíticas do momento, como mostra este ano a presença simultânea de Greta e Trump.

A ativista sueca, 17, participará de Davos pelo segundo ano consecutivo, com um discurso aguardado na terça-feira para convencer a comunidade internacional e o mundo dos negócios a agirem com urgência frente às mudanças climáticas.

Já Donald Trump, um crítico de Greta conhecido por seu ceticismo em relação às mudanças climáticas, falará no dia seguinte, quando, em Washington, os senadores colocarão em andamento seu processo de destituição.

A agenda de Trump no fórum será marcada pela tensão com o Irã, após a morte, por um drone americano, do general iraniano Qasem Soleimani, à qual se seguiram medidas de represália de Teerã, e a derrubada de um avião comercial ucraniano por um míssil do Irã. O chanceler iraniano, Mohamad Zarif, cancelou sua presença em Davos, mas estará presente o presidente do Iraque, Barham Saleh.

O fórum, que será realizado até sexta-feira, também abordará a tensão comercial entre Estados Unidos e China, que fecharam na última semana um acordo preliminar após dois anos de guerra tarifária. A delegação chinesa em Davos será liderada pelo vice-premier Han Zheng.

"Guerra Fria" tecnológica 

A lista de magnatas em Davos, muitos deles de grandes empresas de tecnologia, inclui Ren Zhengfei, fundador da gigante chinesa Huawei, vetado nos Estados Unidos, no que alguns classificam de nova “Guerra Fria tecnológica”.

A Europa será representada pela presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, a chanceler alemã, Angela Merkel, e o presidente espanhol, Pedro Sánchez, que formou um governo de coalizão com o partido de esquerda radical Unidas Podemos.

Entre os líderes latinos, destacam-se os presidentes de Colômbia e Equador. Jair Bolsonaro cancelou sua participação e será respresentado pelo ministro da Economia, Paulo Guedes.

As outras duas grandes economias latinas – México e Argentina – mantêm um perfil baixo em Davos. No primeiro caso, com a presença da secretária de Economia, enquanto o governo do peronista Alberto Fernández decidiu não enviar um representante oficial.

Em relatório recente, o WEF aponta como “desafios-chave para a humanidade” o descontentamento popular causado pela instabilidade econômica, as mudanças climáticas, o desaparecimento acelerado da biodiversidade e o acesso desigual à internet e aos sistemas de saúde: “O mundo não pode esperar que desapareça a névoa de incertezas geopolíticas e geoeconômicas.”

Apesar disso, não se espera que Trump modere em Davos sua posição protecionista em matéria de comércio ou sua política para as mudanças climáticas, assinala o ex-diplomata americano e atual vice-presidente da consultoria IHS Markit, Carlos Pascual. “Provavelmente, ele mandará uma mensagem para os americanos, não para a comunidade internacional”, indicou. Com o foco em sua reeleição nas eleições de novembro, o objetivo de Trump será “insistir em que sua prioridade em política internacional continua sendo ‘America First'”.


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20/01


2020

Inep apura possíveis inconsistências nos dois dias de prova

Enem

Inep diz que apura "possíveis inconsistências" também na correção do 1º dia do Enem 2019. Ministério da Educação identificou falhas na correção do segundo dia de provas. Resultado da investigação sai nesta segunda-feira, diz instituto.

Presidente do Inep, Alexandre Lopes, fala sobre a apuração de 'inconsistências' no Enem 2019 //Reprodução

Por G1

O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) afirmou que apura "possíveis inconsistências na correção" tanto do primeiro dia quanto do segundo dia de provas do Enem 2019.

Até então, o ministro da Educação, Abraham Weintraub, havia confirmado o erro apenas no segundo dia do exame (leia mais no fim da reportagem). Por enquanto, não há conclusão se houve falha também na primeira prova — os resultados da investigação vão ser divulgados nesta segunda-feira (20).

As provas do Enem 2019 aconteceram nos dias 3 e 10 de outubro. No primeiro dia, os inscritos realizaram as provas de Linguagens e Códigos e de Ciências Humanas, além da redação. No segundo, as questões eram de Matemática e de Ciências da Natureza.

"A força-tarefa realizada pelo Inep busca identificar as possíveis inconsistências na correção das provas do Enem2019, tanto do primeiro quanto do segundo dia. Na segunda-feira, 20, o instituto divulgará os resultados da ação", diz uma mensagem do Inep publicada na tarde deste domingo.

"Inconsistências" na correção do Enem 2019

Na manhã deste sábado (18) Weintraub afirmou que foram encontradas "inconsistências na contabilização e correção da segunda prova do Enem do ano passado", referindo-se ao Enem 2019.

Segundo Weintraub, o erro atingiu "alguma coisa como 0,1%" dos candidatos que prestaram o exame. Já Alexandre Lopes, presidente do Inep, afirma que a falha "não vai chegar nem a 9 mil pessoas” e que a revisão das notas ainda está em andamento.

O Inep criou um email para os candidatos que se sentirem prejudicados enviarem suas dúvidas, diz Lopes. O endereço é [email protected]


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19/01


2020

Nunca dependi, diz filósofa sobre pensão paga pelo Congresso

Helena Hirata é uma entre as 194 mulheres que recebem pensão por serem filhas solteiras de ex-parlamentares.

Por Estadão Conteúdo

Entre as 194 mulheres que recebem pensão por ser filhas solteiras de ex-parlamentares e de ex-servidores – caso revelado neste sábado, 18, pelo jornal O Estado de S. Paulo -, está uma filósofa que vive há quase meio século em Paris, onde estabeleceu uma carreira voltada a pesquisar, entre outras coisas, discrepâncias salariais na remuneração entre homens e mulheres. Helena Hirata alega nunca ter dependido da pensão mas, mesmo assim, aceita receber a benesse há 46 anos.

Filha do ex-deputado federal por São Paulo João Sussumu Hirata, a pesquisadora de 73 anos admitiu ao jornal O Estado de S. Paulo que recebe o benefício de R$ 16,8 mil mensais – R$ 218,4 mil por ano – pagos pelos cofres da Câmara. Apesar de não considerar o privilégio justo, alega aceitar o pagamento por ter sido orientada por seu advogado nesse sentido.

Helena optava por repassar os valores à mãe, falecida em 2016. Além da pensão, a filósofa contou que recebe aposentadoria como pesquisadora. “Nunca dependi dessa pensão, pois sempre tive bolsa ou trabalho remunerado e hoje sou aposentada do CNRS (Centro Nacional de Pesquisa Científica da França).”

Para efeito de comparação, somente o que ela recebe por seu pai ter sido deputado por três mandatos é quase o triplo do teto da aposentadoria do INSS para 2020, de R$ 6.101,06 por mês.

Helena recebe a pensão desde que o pai faleceu, em 1974. Militante feminista e autora de estudos sobre a remuneração desigual recebida por mulheres, ela reconhece que o benefício expõe a desigualdade dentro do universo feminino no Brasil. “As mulheres chefes de famílias, dentre as quais um número significativo de mães solteiras, são hoje mais de 40% no Brasil. Elas não recebem, embora sejam mulheres, solteiras e sem pai ou marido para sustentá-las, auxílio do tipo que a Câmara concede às filhas solteiras de deputados falecidos”, comparou.

O privilégio está previsto em uma lei de 1958, que dispôs sobre o Plano de Assistência ao Funcionário e sua Família. Filhas de funcionários públicos ganharam o direito de manter pensões mesmo após os 21 anos de idade, desde que se mantivessem solteiras. Bastava o deputado ter cumprido um mandato para garantir o sustento para a filha pelo resto da vida.

A legislação, em vigor até 1990, estabelecia que a pensão se aplicava para aquelas que não eram casadas e nem ocupavam “cargo público permanente”, mas não especificava a natureza ou espécie dos cargos abrangidos. Na época em que a lei foi aprovada, em 1958, a ideia era oferecer amparo financeiro a mulheres que eram dependentes dos pais. Passados 62 anos, quase 200 mulheres ainda recebem esse benefício.

O dispositivo foi suspenso por uma outra lei, de 1990, mas quem já recebia a pensão manteve direito ao benefício. O pagamento não era restrito ao Legislativo, mas, no caso de congressistas, quem assumia um mandato tinha a opção de acolher as filhas.

O jornal O Estado de S. Paulo apurou que, após ler a reportagem no portal do Estadão, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), encomendou à direção da Casa um estudo sobre eventuais maneiras de acabar com os pagamentos.


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