O prefeito eleito de Arcoverde, Zeca Cavalcanti (Podemos), já definiu a equipe que irá comandar a transição de governo junto à administração do prefeito Wellington Maciel (MDB), que deixa a administração municipal no próximo ano.
Segundo a Folha das Cidades, são quatro pessoas atuando na transição: Dr. Pedro Melchior, na área jurídica, lidera o grupo. Miguelito Júnior, responsável pela coleta das informações contábeis, ao lado da ex-tesoureira dos governos Zeca, Jucineide Melo, e o engenheiro César Augusto, responsável pelos dados dos convênios de obra da Prefeitura.
Durante seu discurso no ato de oficialização da aliança do PT com o PSB, colocando o nome de Humberto Costa (PT) como um dos candidatos ao Senado na chapa da Frente Popular, o prefeito do Recife, João Campos (PSB), garantiu seu apoio irrestrito ao presidente Lula.
Na fala, o pré-candidato a governador lembrou um questionamento da imprensa sobre sua chapa estar muito “lulista”. O prefeito rebateu: “ainda bem que está lulista, porque eu sou lulista e não tenho problema em afirmar isso”. As informações são do Blog Cenário.
O pré-candidato ainda assegurou que os partidos que integram a frente popular estarão unidos em torno do projeto encabeçado por ele em Pernambuco e pela reeleição do presidente Lula. “A frete popular vai estar presente em todas as cidades e estará de forma unida e inegociável no palanque do presidente Lula, do senador Humberto Costa, da senadora Marília, do candidato a vice, Carlos Costa, porque quem não sabe onde quer chegar, todo caminho serve, mas esse time aqui sabe onde quer chegar”, declarou João.
O pré-candidato a governador pelo PSB, prefeito João Campos, chegou ao Teatro Beberibe tão logo o Diretório Estadual do PT aprovou a aliança nas eleições deste ano. Em seu discurso, ele destacou a importância da Frente Popular marchar unida em torno das suas candidaturas e para reeleger o presidente Lula. Diante dos petistas, João Campos previu a maior vitória de um candidato a governador na história de Pernambuco. As informações são do Blog Dantas Barreto.
Reeleição de Lula
“É importante consolidar a reeleição do presidente Lula, buscarmos construir os palanques mais fortes possíveis em cada estado para que a gente garanta a reeleição do maior presidente que a democracia brasileira já produziu, Luiz Inácio Lula da Silva. Para isso, é fundamental que a gente exerça o nosso trabalho, a nossa militância, respeitando a condução de cada partido os ritos, o formato, o procedimento, ouvindo a todos, fazendo a discussão programática. Mas é fundamental ter propósito, ter coragem.”
“É inegociável ter lado, dentro da história. Fiquei muito feliz quando eu cheguei aqui e vi o PT do lado do povo de Pernambuco. Porque o lado da Frente Popular, o lado do PT, o lado do PSB é o lado das causas populares do povo de Pernambuco. Que a gente possa materializar isso, ao longo dos próximos meses, ouvindo as pessoas, buscando entender as angústias, compreender as preocupações e que a gente mais uma vez bote a política como alternativa para construir a solução na ponta, por quem pode estar desesperançado e quem está esperando que um tempo melhor chegue.”
Parceria com Humberto
“Eu quero aqui, Humberto, agradecer a nossa parceria. Nós tivemos a oportunidade de conversar muito. Eu disse de forma reservada, e eu quero dizer de forma pública, que você é uma pessoa muito correta, íntegra, que tem lado, que tem posição, que joga dentro do conjunto, dentro de time. Fico muito feliz de saber que nós construímos juntos um time que vai fazer o bom debate, que vai construir o jogo de forma correta e que vai representar aquilo que precisa e que deve ser representado nesse momento.”
Vitória
“Não tenho nenhuma dúvida, e podem anotar, que nós teremos uma eleição vitoriosa, que vai demarcar um campo político no Estado de Pernambuco. Que nós vamos fazer a campanha do presidente Lula em todas as cidades. Eu fui questionado pela imprensa, perguntaram ‘prefeito, a chapa não está muito lulista?’. Eu disse ‘ainda bem que está lulista, porque eu sou lulista’ e não tem nenhum problema em afirmar isso. Eu não tenho nenhuma dúvida que essa construção vai fazer com que a gente tenha a maior votação numa eleição de dois da história de Pernambuco. Porque nós selamos uma coerência de campo político.”
Senado
“Há uma prioridade clara da eleição do presidente Lula, mas há uma prioridade institucional inegociável com o Brasil, que é a eleição do Senado. Todo mundo sabe como é importante essa eleição. Todo mundo sabe como é desafiador a gente construir Brasil afora a eleição do Senado para ter uma maioria, não de campo político, mas ter uma maioria democrática dentro do Senado Federal. Não é só uma luta por uma vitória bonita, mas é ganhar com o melhor time e ganhar pensando na governabilidade do presidente Lula no seu quarto mandato e como presidente do Brasil.”
Candidato
“Quero dizer aqui a minha profunda alegria e reafirmar como pré-candidato ao Governo do estado de Pernambuco. Como alguém que vai ter a missão honrosa de liderar a Frente Popular de Pernambuco. Todo o nosso time do Recife, dos altos da zona norte, passando pelo Ibura, entrando na zona oeste, chegando até poção de Afrânio, no extremo de Pernambuco, que a Frente Popular vai estar presente em todas as cidades e estará de forma unida e inegociável com o palanque do presidente Lula, do senador Humberto Costa, da senadora Marília, do candidato a vice Carlos Costa de forma unida. Porque quem não sabe onde quer chegar, todo o caminho segue. Todo o caminho serve. Mas esse time daqui sabe onde quer chegar.”
Interferência estrangeira
“Todos sabem do momento importante da vida nacional, da interferência que essa eleição pode sofrer de potências estrangeiras e que isso não é brincadeira. E que, se nós não tivéssemos a maturidade de construir isso o Brasil afora, a gente correria um risco de dentro de casa atrapalhar a construção do presidente. É por isso que vocês vão ver, no Brasil inteiro, a aliança com o presidente Lula. Eu fiz questão de dizer, no dia em que eu assumi a presidência nacional do PSB, estava na presença do presidente Lula, e o primeiro ato que eu fiz questão de fazer com o presidente nacional do nosso partido foi reafirmar que o Brasil precisa confirmar a aliança do PSB e do PT e que em qualquer circunstância, qualquer circunstância, o PSB seria o primeiro partido a apoiar a reeleição do presidente Lula. Não importa composição de governo, discussões entre lideranças, posições divergentes, mas na vida tem muita coisa que é inegociável e vocês sabem e são testemunhas que a eleição de 2022, construção que foi feita entre Geraldo Alckmin e Lula, a aliança naquele momento. E se todos nós não tivéssemos ido literalmente buscar o presidente Lula, nenhum outro brasileiro teria tido a capacidade de vencer aquelas eleições.”
Respeito aos adversários
“Me sinto no dever e na obrigação de apresentar de forma verdadeira como nós estamos tocando o nosso partido para dizer a todos os pré-candidatos a deputado, deputada, os dirigentes partidários, que nós faremos um movimento pelo Estado de Pernambuco, gastando sola do sapato, gastando saliva, tendo a capacidade de ouvir, de juntar as pessoas e de poder mostrar como se vence uma eleição respeitando os adversários, mas não abrindo mão de defender aquilo que é certo e aquilo que o povo de Pernambuco como aqui diz espera de nós.”
A Revista Veja trouxe, na capa de sua última edição, a seguinte manchete: “O velório da terceira via”. Na imagem, um velório. No centro da cena, Gilberto Kassab aparece como um padre, cercado pelos governadores Eduardo Leite e Ronaldo Caiado, que seguram velas e encaram o leitor, enquanto Ratinho Júnior se apresenta cabisbaixo. Ao meio, um caixão coberto por um manto, escrito “centro”.
A reportagem argumenta que, nas últimas duas eleições presidenciais, a polarização entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Jair Bolsonaro (PL) impediu a consolidação de uma candidatura alternativa competitiva. Em 2018, o ex-ministro Ciro Gomes, então no PDT, até superou a marca de dois dígitos no primeiro turno, mas ficou na terceira colocação com 12,47% dos votos. Em 2022, o desempenho da pretensa terceira via foi ainda pior. Concorrendo pelo MDB, Simone Tebet terminou em terceiro lugar com apenas 4,16%, enquanto o próprio Ciro registrou 3,04%.
Diante do alto nível de rejeição aos principais polos, partidos voltaram a ensaiar uma alternativa de centro. Comandado por Kassab, o PSD chegou a apresentar três governadores como possíveis candidatos. O nome mais competitivo, Ratinho Júnior, era apontado como opção viável, mas desistiu da disputa às vésperas do lançamento, frustrando mais uma tentativa de construção de uma candidatura fora da polarização.
O levantamento da Veja descreve esse movimento como mais um capítulo do enfraquecimento da chamada terceira via, marcada por dificuldades de articulação, baixo desempenho eleitoral e migração de apoios. Para a revista, o cenário reforça a tendência de manutenção de uma disputa concentrada entre os dois principais polos políticos do país.
O senador Humberto Costa (PT) falou à imprensa logo após a aprovação da aliança com o PSB, por 85% no diretório estadual. Segundo o parlamentar, já havia indicativo da direção nacional para que ele fizesse parte da chapa formada pelo prefeito do Recife e pré-candidato a governador, João Campos (PSB); pelo pré-candidato a vice, Carlos Costa (Republicanos); e pela pré-candidata ao Senado, Marília Arraes (PDT). As informações são do Blog Cenário.
“A reunião aconteceu dentro do que era esperado. Ao longo desta semana, tivemos reunião da direção nacional, que apontou uma sinalização, e aqui também a maioria dos nossos companheiros do diretório estadual entendeu que o melhor caminho para o PT de Pernambuco é a aliança com o PSB nessa chapa formada pelo prefeito João Campos, por Marília Arraes para o Senado e por Carlos Costa para a vice”, disse Humberto.
O senador avaliou que não ficaram arestas das duas últimas semanas, apontando que, diferentemente de outros partidos, o PT tem um processo específico e precisa ouvir seus diretórios. Questionado se o próprio presidente Lula precisou entrar no circuito para contornar a insatisfação sobre o anúncio inicial da chapa, Humberto Costa negou. “Essa questão do anúncio que foi feito foi uma estratégia política que nós respeitamos, mas dissemos que tínhamos nosso próprio tempo político, mesmo que fosse para chegar à mesma solução”, finalizou o senador.
Com exceção da deputada estadual Dani Portela, que migrou recentemente para o PT, a bancada petista, formada por Doriel Barros, João Paulo e Rosa Amorim, faltou à reunião do diretório estadual da legenda e também não esteve presente no anúncio de apoio a João Campos (PSB) para o Governo de Pernambuco, em ato que acontece neste sábado (28). O evento foi aberto pelo deputado federal e presidente do PT em Pernambuco, Carlos Veras, que se mostrou confiante na vitória do aliado. 85% da direção do PT consolidou a aliança com João para o pleito estadual deste ano.
O trio petista integra a base governista da governadora Raquel Lyra (PSD) na Assembleia Legislativa de Pernambuco, e a ausência indica que os parlamentares não concordam com os rumos do partido no estado. Até pouco tempo atrás, crítica ao governo João Campos no Recife, Portela foi escalada para fazer uma fala representando os deputados estaduais. As informações são do Blog Cenário.
A aprovação do apoio do PT à candidatura de João Campos (PSB) garantiu, agora, a formação da chapa majoritária completa da Frente Popular, como disse o senador Humberto Costa. “Tivemos uma reunião com Direção Nacional do PT, que apontou também um posicionamento, uma sinalização e aqui também a maioria dos nossos companheiros do diretório estadual entendeu que o melhor caminho para o PT de Pernambuco é a aliança com o PSB, nessa chapa formada pelo prefeito João Campos, Marília Arraes (PDT) para o Senado e Carlos Costa (Republicanos) para a vice-governadoria”, comentou o petista. As informações são do Blog Dantas Barreto.
Segundo ele, a reunião aconteceu dentro do que era esperado ao longo dessa semana. Apesar de 12 membros do Diretório Estadual tenham votado contra a aliança com o PSB, Humberto acredita no amplo engajamento durante a campanha eleitoral.
“O PT sempre tem uma característica importante que é a de quando toma uma decisão todos os seus militantes filiados marcham naquele sentido. Obviamente, que nós vamos fazer um trabalho de convencimento, de convocação, de demonstração que a grande força da campanha do presidente Lula e da nossa campanha também é a unidade política em torno desse projeto que nós estamos abraçando”, ressaltou.
Em reunião realizada neste sábado (28), durante o ato de anúncio “PT do lado do povo de Pernambuco”, no Centro de Convenções, o Diretório Estadual do PT decidiu declarar apoio à candidatura de João Campos (PSB), por ampla maioria. O encontro ocorre de forma reservada, e a expectativa é pela chegada do socialista ao Teatro Beberibe, onde a aliança deve ser oficializada. A decisão foi aprovada com 59 votos a favor e 11 contrários.
O presidente do partido no estado, deputado federal Carlos Veras, afirmou que a decisão teve alinhamento com federação PT-PV-PCdoB. “Vamos apoiar João Campos para governador, na chapa com o Marília, na chapa com o Carlos Costa, essa é a chapa que o PT vai fazer parte. É o que nós vamos construir aqui para poder eleger os nossos senadores, os nossos deputados, eleger o governador e eleger o presidente Lula. É o que o PT vai estar fazendo parte aqui, junto com a Federação Brasil da Esperança”, declarou Veras. Com informações do Blog da Folha.
Além do apoio à candidatura de João Campos, o diretório estadual também definiu como prioridade a reeleição do senador Humberto Costa (PT). Em resolução aprovada no encontro, o partido afirmou ser missão “reforçar a reeleição do mandato pela sua importância política para Pernambuco e o país”. O texto também prevê ampliar as bancadas do PT na Assembleia Legislativa e na Câmara Federal.
Leia na íntegra texto da resolução:
A ação política mais importante nesse momento é a mobilização social para reeleição do presidente Lula, o Partido dos Trabalhadores, por meio de seus militantes e apoiadores, vai organizar, orientar e implementar as ações de mobilização no Estado Pernambuco em defesa do governo, suas realizações e a necessidade de continuidade do projeto nacional conduzido pelo presidente Lula.
A missão do governo Lula é seguir mudando a vida do povo brasileiro e, nesse contexto, Pernambuco se insere e é fundamental na estratégia eleitoral para a reeleição de Lula. O PT de Pernambuco somará forças para garantir mais uma vez vitória robusta no Estado e contribuir de forma decisiva para o projeto nacional nas eleições de 2026.
O Partido dos Trabalhadores tem compreensão do momento que o país atravessa. E, é nesse contexto que as lideranças partidárias refletem sobre a necessidade de dialogar com as demais forças políticas do Estado para a formação de uma frente democrática e popular para a reeleição do Presidente Lula, tendo por base a orientação nacional do Partido. Nosso compromisso é a elaboração de conteúdos programáticos para Pernambuco que busquem o fortalecimento da democracia, justiça social, cidadania, crescimento econômico com distribuição de renda, defenda a soberania do Brasil e a garantia dos direitos sociais.
A trajetória do PT em Pernambuco tem sido de compromisso com o povo, consolidando-se como o principal interlocutor do presidente Lula no Estado. E, outra vez, é tempo de o PT mostrar sua unidade, organização e capacidade de mobilização.
O PT tem contribuído de forma decisiva para a formação da aliança nacional. Nossa estratégia é parte do esforço para a manutenção de um bloco nacional capaz de vencer a extrema-direita e impedir o avanço do fascismo. Aqui em Pernambuco, essa aliança se expressa no histórico de apoio e de participação do PT na Frente Popular de Pernambuco, que tem contribuído diretamente para a construção de governos populares no Estado numa frente de partidos liderada pelo PT e o PSB, refletindo a aliança, que conta com a presença do vice-presidente, Geraldo Alckmin, na chapa.
Na agenda eleitoral do Estado devemos destacar e reforçar a missão partidária de reeleger o mandato do senador Humberto Costa pela sua importância política para o Estado Pernambuco e o país. E, ainda, formular estratégia para fazer crescer as bancadas do PT de Pernambuco na Assembléia Legislativa e na Câmara Federal, para além das reeleições dos nossos parlamentares em mandato.
A decisão do PT para eleições no Estado considera a orientação e a estratégia nacional do partido para a eleições, a qual busca a forma de uma frente ampla para a reeleição do Presidente Lula e, é nesse contexto a decisão do Diretório Estadual do PT Pernambuco sobre as eleições para o Governo do Estado, a qual considera ainda a importância de unir o campo democrático e popular do Estado no enfrentamento à extrema-direita para aprovar a presente resolução de apoio à pré-candidatura a governador de João Campos,do Partido Socialista Brasileiro, ao Governo de Pernambuco, com Humberto Costa Senador.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aparece à frente do senador Flávio Bolsonaro (PL) entre eleitores que se autoidentificam como de centro (posição 4 numa escala de 1 a 7) nos cenários de primeiro turno testados pelo Datafolha no início de março de 2026. Num dos cenários sem Ratinho Junior, Lula tem 31% e Flávio, 17%, seguidos por Romeu Zema (Novo), com 9%, e Ronaldo Caiado (PSD), com 6%. A margem de erro é de cinco pontos porcentuais. As informações são do Estadão.
A pesquisa também mostra que, na espontânea entre eleitores de centro, 15% citam Lula, 2% Flávio e 2% Jair Bolsonaro (PL). No segundo turno entre Lula e Flávio nesse grupo, Lula marca 41% e Flávio 32%, com empate técnico; 24% votariam em branco e 3% não sabem.
No eleitorado total, Lula também lidera Flávio no primeiro turno por cinco ou seis pontos, e os dois ficam tecnicamente empatados no segundo turno (46% para Lula e 43% para Flávio). Já entre os que não se identificam nem como bolsonaristas nem como petistas (posição 3 numa escala de 1 a 5), Lula e Flávio também empatam tecnicamente no primeiro e no segundo turno (40% a 35%), com alta proporção de brancos (23%). Em rejeição, eles também ficam próximos: no centro, 45% dizem que não votariam em Lula e 51% em Flávio; entre os não alinhados, 48% rejeitam Lula e 50% rejeitam Flávio.
A pesquisa foi feita entre os dias 3 e 5 de março, com 2.004 entrevistas em 137 municípios. Está registrada no TSE sob o número BR-03715/2026.
A direção estadual do Partido dos Trabalhadores (PT) em Pernambuco se reúne neste sábado (28), para definir os rumos da legenda nas eleições de outubro no estado. O ato de anúncio, nomeado “PT do lado do povo de Pernambuco”, será às 11h, no Teatro Beberibe, Centro de Convenções. Em debate, está principalmente a posição do partido em relação ao projeto político do prefeito do Recife, João Campos (PSB).
A orientação da direção nacional do PT é que a sigla apóie a reeleição de João Campos, reproduzindo em Pernambuco a aliança nacional entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB). No cenário local, essa estratégia é vista por setores do partido como mais um movimento de subordinação ao PSB, em linha com uma tendência que, segundo essas correntes, se aprofundou nas últimas eleições e transformou o PT em um “puxadinho” do PSB no estado. As informações são do Blog do Nill Júnior.
A avaliação predominante é de que a maioria da direção estadual deve seguir a orientação nacional e se alinhar ao projeto de João Campos, ainda que com um percentual de insatisfeitos, outros constrangidos com o movimento e um grupo não totalmente convicto da decisão.
Da bancada estadual do PT, é esperada a presença da deputada Dani Portela, recém-filiada ao partido e considerada mais próxima politicamente do prefeito do Recife.
Já os deputados Doriel Barros, João Paulo Lima e Silva e Rosa Amorim podem não participar do encontro. Eles são apontados como afinados com o palanque oposto, vinculado à governadora Raquel Lyra (PSD), o que evidencia a divisão interna em torno da estratégia eleitoral.
Na reunião on-line realizada ontem (27) com o presidente nacional do PT, Edinho Silva, dirigentes pernambucanos ouviram que o PT “tem sua tática no estado, mas o presidente Lula é livre para buscar apoios”. A fala foi interpretada como um recado de que, mesmo havendo uma estratégia estadual definida, o presidente poderá dialogar com outros palanques, sem afastar completamente a hipótese de mais de uma frente de apoio no estado.
Fatores a favor de João Campos
Entre os elementos que pesam a favor do prefeito do Recife na correlação de forças interna estão o fato de assumir publicamente o voto em Lula; sua atuação, como uma das principais lideranças nacionais do PSB, na articulação de alianças em 17 estados; a leitura, compartilhada por parte expressiva da direção do PT, de que divisões internas tendem a prejudicar a reeleição de Lula.
Nesse raciocínio, uma eventual derrota do presidente é vista por esses grupos como um retrocesso político, argumento utilizado para defender a manutenção e o fortalecimento da aliança com o PSB também em Pernambuco. A reunião deste sábado, porém, deve evidenciar o conflito entre a lógica de “frente ampla” nacional em torno de Lula e as disputas locais por protagonismo e identidade partidária no estado.
Os superpoderes conferidos à Secretaria estadual da Casa Civil do Rio na segunda-feira (23), último ato do ex-governador Cláudio Castro antes de renunciar, permitiram que o grupo ligado a ele continuasse fazendo uso político da máquina para influenciar na sucessão da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) e na disputa para o mandato-tampão no Palácio Guanabara. Anteontem à noite (26), a Justiça suspendeu o decreto de Castro, ao alegar que a medida dava à pasta competências exclusivas do governador, como um amplo controle de nomeações e exonerações no Executivo.
De segunda-feira até ontem, no entanto, já tinham sido publicadas em Diário Oficial 125 exonerações assinadas pelo secretário Marco Simões, muitas delas em órgãos como a Secretaria de Educação e o Detran-RJ, que concentravam indicações do deputado cassado Rodrigo Bacellar (União), que voltou a ser preso ontem. Nomeado na segunda-feira, Simões substituiu Nicola Miccione, homem de confiança de Castro. As informações são do jornal O Globo.
Fontes do governo confirmam que os superpoderes à Casa Civil tinham o objetivo de permitir uma espécie de troca no loteamento dos órgãos do estado, sem que necessariamente passasse pelo governador em exercício, Ricardo Couto, presidente do Tribunal de Justiça. Seguiu em curso uma limpa dos cargos atribuídos a Bacellar. E, no dia seguinte à eleição relâmpago que por algumas horas levou o deputado Douglas Ruas (PL) à presidência da Alerj, parlamentares, especialmente da esquerda, relataram também uma onda de exonerações e movimentações administrativas interpretadas como represália aos que não votaram a favor do candidato do governo.
Enquanto isso, as vagas abertas estariam sendo distribuídas à base governista e ao sabor das negociações para angariar votos para Ruas. Levantamento feito pelo O Globo com base nos atos do secretário da Casa Civil nos diários oficiais desta semana mostra que, do total de exonerações, a mais afetada foi a Secretaria de Energia e Economia do Mar, com 26, uma a mais apenas que as 25 da Educação, onde Bacellar tinha influência, inclusive com a indicação da ex-secretária Roberta Barreto. Houve alterações ainda em outros redutos do ex-deputado, como a Secretaria de Governo (5), o Detran (4) e o Detro (1).
Prefeitos na mira
O deputado Vitor Júnior (PDT), autor de um dos pedidos judiciais que resultaram na suspensão da votação de quinta-feira (25) na Alerj, afirmou que os cargos nas secretarias, autarquias e fundações viraram moeda de troca. A pressão, segundo ele, chegou também aos prefeitos, para que garantissem que seus aliados na Casa votassem em Ruas. Nas retaliações contra os que não cederam, diz ele, além de mudanças no Executivo, indicados de seu partido foram exonerados na própria Alerj.
“Há uma corrida para assumir o controle da máquina do estado. A presidência da Alerj coloca o deputado na linha sucessória do governo, o que amplia esse poder. O que estamos vendo é o uso dessa estrutura para pressionar deputados e prefeitos”, disse Vitor Júnior.
Em nota, o governo do Estado do Rio negou que qualquer exoneração tenha sido motivada por eventual vinculação de servidores a indicações do deputado Vitor Junior ou por qualquer tipo de retaliação de natureza política. Na mesma nota, a Secretaria da Casa Civil afirmou que todos os atos de nomeação e exoneração “seguem um fluxo administrativo rigoroso e padronizado” e de acordo com as necessidades da gestão.
Pelo decreto da semana passada, o titular da Casa Civil só não podia nomear secretários e presidentes de fundações e autarquias. Para todos os demais cargos, no entanto, ele tinha o poder da caneta. Ele também poderia fazer a gestão orçamentária e financeira do estado, como transferência de crédito entre órgãos. A medida, no entanto, foi suspensa pela Justiça na noite de quinta-feira, em decisão assinada pela desembargadora Cristina Tereza Gaulia, do Tribunal de Justiça do Rio.
Ela destacou que a condução da política orçamentária, por exemplo, é parte do “núcleo essencial” das atribuições do governador e não pode ser delegada de forma genérica por meio de ato infralegal. Em um dos trechos da liminar, a magistrada mencionou o momento de instabilidade institucional vivido pelo Rio. “Tal cenário de transição recomenda especial prudência na apreciação de atos normativos que interfiram diretamente na gestão orçamentária, a fim de evitar prejuízos à coletividade”, afirmou a magistrada na decisão.
Fontes apontam, porém, que nos últimos dias deputados que se comprometeram a votar a favor de Ruas já receberam cargos em ao menos dois órgãos: no Detran-RJ e na Secretaria de Educação. Parlamentares dizem ainda que, no mesmo dia da convocação da eleição, deputados foram reunidos em um almoço no restaurante Assador Rios, no Flamengo, onde teriam ouvido que perderiam espaços no governo caso não apoiassem Ruas.
Caciques afirmaram ainda que os parlamentares que não declararam apoio a Douglas Ruas foram comunicados de corte de asfaltamento feito pela Secretaria de Cidades, onde o pré-candidato era o titular até semana passada. Membros do governo não confirmam a pressão, mas dizem ser “natural” que caso se confirme a ascensão de Ruas ao governo, deputados que não o apoiaram percam espaço político, como indicações em secretarias e obras.
Defesa de voto secreto
Diante das denúncias, o PDT junto a outros partidos da esquerda articulam novas medidas judiciais. A intenção é aprofundar as investigações sobre o suposto uso da máquina pública e pedir que a próxima eleição para a presidência da Alerj ocorra com voto secreto, como forma de evitar retaliações.
Em paralelo, a Alerj iniciou um processo de desmonte da estrutura ligada a Bacellar ao exonerar, de uma só vez, dezenas de assessores comissionados que atuavam em seu gabinete. A medida foi formalizada ontem no Diário Oficial.
Além disso, foram exonerados 34 assessores de Bacellar, atingindo toda a engrenagem do gabinete — da chefia às funções administrativas e parlamentares. A decisão foi assinada pelo presidente em exercício, Guilherme Delaroli (PL), em cumprimento à determinação da presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministra Cármen Lúcia, que ordenou a execução imediata da perda de mandato.
Um deles foi Márcio Bruno Carvalho de Oliveira, homem de confiança de Bacellar na Casa, que havia sido exonerado em dezembro, no mesmo dia em que a Polícia Federal deflagrou a primeira fase da Operação Unha e Carne, em que prendeu o parlamentar. À época, Márcio Bruno ocupava uma função estratégica no gabinete do então presidente e foi desligado horas após a ação policial. Ele também chegou a ser alvo de mandado de busca e apreensão. Posteriormente, Márcio Bruno foi reconduzido a pedido do próprio Bacellar, assumindo novamente posição de confiança.
Tantos e tantos anos depois, lembro em detalhes dos acontecimentos no Recife, que culminaram com o golpe militar de 1964. Como está acontecendo atualmente, a cidade estava dividida. Naqueles últimos dias de março, os primeiros movimentos do golpe militar pareciam mais uma das tantas escaramuças que o recifense assistira nos últimos anos. Parte da sociedade civil queria a intervenção militar para combater o comunismo e a corrupção. A outra pedia o fim do capitalismo. Também como hoje, poucos sabiam, mas os interesses econômicos e políticos estavam longe daqui. Era a Guerra Fria.
Estudante vestibulando, fiquei zanzando pelo centro da cidade naquele resto de manhã do 1º de abril. O cursinho suspendera as aulas e poucos ônibus circulavam. Na confluência das avenidas Dantas Barreto e Guararapes, um grupo de jovens prosseguia na manifestação que tivera início da Escola de Engenharia, na Rua do Hospício, contra o golpe militar. As informações, desencontradas, diziam que o governador Miguel Arraes estava preso e era para o Palácio, já cercado pelo Exército, que os manifestantes se dirigiam.
Foi então que uma patrulha do Exército, comandada pelo major Hugo Coelho — soube-se depois —, procurou barrar a passeata. Os estudantes recuaram, apanharam algumas bandas de cocos e arremessaram contra os soldados. A violenta resposta veio com a ordem do major: “Fogo!” Ele mesmo mirou dois manifestantes pelas costas e atirou com arma curta atingindo mortalmente os dois.
Jonas Albuquerque, estudante secundarista e Ivan Rocha, vestibulando de Engenharia, que até poucos dias servia ao Exército, haviam sido mortalmente feridos pelos disparos. Pelas costas, pude verificar horas depois, diante dos corpos dos dois no necrotério do antigo Pronto Socorro, na Rua Fernandes Vieira.
Após os tiros, os manifestantes debandaram e eu quase arrastado por um amigo, Edmundo Lins da Cunha, fui para casa. Na Encruzilhada, bairro onde morava, a notícia das mortes já chegara, somando-se a outra tragédia: um acidente automobilístico dias antes, no Sábado de Aleluia, provocara a morte do estudante de Medicina, Cândido da Fonte, e ferira Paulo Jácome, colegas da Faculdade do meu irmão.
À noite, junto com amigos e colegas do sobrevivente Paulo Jácome, fomos visitá-lo no antigo Pronto Socorro, na Avenida Fernandes Vieira. E no térreo, na “pedra” do necrotério do antigo hospital vigiados por soldados do Exército, jaziam os corpos de Jonas e Ivan. Jonas recebera um tiro que lhe arrancara o maxilar, evidenciando que ele corria e procurava olhar para trás quando levou o balaço. Ivan recebeu um disparo que lhe varara o peito e explodiu o tórax. Ambos pelas costas.
Os militares já eram donos do poder e prometiam o fim do Comunismo, a prosperidade do Brasil e bem-estar de todos os brasileiros. Era o dia 1° de abril. Dia da Mentira.