Em João Alfredo, no Agreste Setentrional, a 107 km do Recife, o prefeito Zé Martins (PSB) lidera com folga a pesquisa do Instituto Opinião, em parceria com este blog, para prefeito do município. Se as eleições fossem hoje, ele teria 66.9% das intenções de voto, 44 pontos de vantagem em relação à Vânia de Oim (Podemos), que aparece com apenas 20,3%.
Brancos e nulos somam 3,1% e indecisos 9,7%. Na espontânea, modelo pelo qual o entrevistado é forçado a lembrar o nome do seu candidato preferencial sem ajuda do disquete com todos os postulantes, Zé Martins mantém uma dianteira maior. Aparece com 62,3% das intenções de voto ante 18% de Vânia de Oim. Neste cenário, 2,3% dizem que podem anular o voto e indecisos somam 17,1%.
No quesito rejeição, Vânia de Oim lidera. Entre os entrevistados, 52% disseram que não votariam nela de jeito nenhum. Já o prefeito Zé Martins aparece com 21,7% dos entrevistados afirmando que não votariam nele de jeito nenhum. Entre os eleitores que estão firmes, sem chances de mudar o voto, 61,4% são do prefeito e 16,3% da adversária.
Estratificando o levantamento, Zé Martins tem seus maiores percentuais de intenção de voto entre os eleitores na faixa etária de 45 a 59 anos (74,1%), entre os eleitores com grau de instrução até a 9ª série (72%) e entre os eleitores com renda familiar até dois salários (67,7%). Por sexo, 69,9% dos seus eleitores são homens e 64,1% são mulheres.
Já Vânia de Oim tem seus maiores indicadores de voto entre os eleitores com grau de instrução superior (43,5%), entre os eleitores na faixa etária de 25 a 34 anos (29,4%) e entre os eleitores com renda familiar entre dois e cinco salários (21,8%). Por sexo, 21,2% dos seus eleitores são mulheres e 19,3% dos seus eleitores são homens.
A pesquisa foi a campo entre os dias 20 e 21 de agosto, sendo aplicados 350 questionários. O intervalo de confiança estimado é de 95,0% e a margem de erro máxima estimada é de 5,2 pontos percentuais para mais ou para menos sobre os resultados encontrados no total da amostra.
A modalidade de pesquisa adotada envolveu a técnica de Survey, que consiste na aplicação de questionários estruturados e padronizados a uma amostra representativa do universo de investigação. Foram realizadas entrevistas pessoais (face a face) e domiciliares. A pesquisa está registrada sob o protocolo PE-02297/2024.
O tempo é um senhor professor. Vai nos moldando a cada página virada do calendário. Meu pai me ensinou que o tempo revoluciona a mente, o corpo e a alma. Foi o melhor amigo, conselheiro, mestre dos mestres. Era extremamente simples e nunca gostou de comemorar nada, nem sequer aniversário.
No dia dos pais, como hoje, os presentes eram recebidos a contragosto. Para ele, o melhor presente era afeto, carinho e a presença acalorada da filharada ao seu redor. Papai nunca botou uma gota de álcool na boca. Talvez isso explique tamanha indiferença quanto a festas.
Embora arredio aos festejos — nem de carnaval ou São João gostava — papai tinha um coração fora do lugar, que caminhava para sempre, por caminhos fora do seu próprio corpo. “Caminhava, clandestino, no corpo do filho”, como escreveu Rubem Alves, cronista da vida, que toca profundamente meu sofrido coração de filho saudoso do pai que amou sem limites.
Não é fácil falar de pai, mas fui aprendendo com os olhos grudados na sabedoria e na sensibilidade dos grandes mestres do dom da escrita. Adélia Prado dizia que o pior inferno para um pai é ver um filho sofrer sem poder ficar no lugar dele.
Vinícius de Morais também foi cirúrgico. Escrevendo ao filho, assim se manifestou: “Eu, muitas noites, me debrucei sobre o teu berço e verti sobre teu pequenino corpo adormecido as minhas mais indefesas lágrimas de amor, e pedi a todas as divindades que cravassem na minha carne as farpas que eram para ti”.
Há muitas canções louvando pais. João Nogueira termina a canção “Espelho” com o verso: “E o meu medo maior é o espelho se quebrar”, sobre a dor de, em algum momento, não ver mais o pai em seu reflexo. Em resposta, a música traz a frase: “Pois quando o espelho é bom ninguém jamais morreu”
Na canção “Meu Querido, Meu Velho, Meu Amigo”, Roberto Carlos fala sobre memórias de um amigo e confidente. Nos versos finais, o artista diz: “Beijo suas mãos e digo/ Meu querido, meu velho, meu amigo”.
Neste Dia dos Pais, reitero que carrego no coração todos os dias o meu velho e saudoso Gastão Cerquinha. Papai morreu em 2022, mas até hoje sua voz ecoa nos meus pensamentos. A sua falta é imensa, o amor é eterno. O tempo passa, a saudade só cresce. Ainda sinto o calor do seu abraço em minhas memórias. As lições que ele deixou continuam me guiando. Guardo o seu sorriso comigo para sempre.
Em cada vitória minha, lembro dele. Ele se foi, mas o seu exemplo vive em mim. Descobri que vivo de saudades. Sinto falta de tanta coisa do meu pai, das brincadeiras, da escola, dos cheiros e sensações do tempo feliz em Afogados da Ingazeira.
Sinto falta até do que não fiz para deixá-lo feliz. Se sinto saudades, é porque ele foi muito bom. Saudade é amor que fica. Nas ocasiões de fracasso, o consolo vinha dele, que passava uma segurança que não se encontra em lugar nenhum do mundo.
A primeira coisa que ele me ensinou foi a humildade. Ter a consciência profunda da nossa pequenez, da nossa miséria, da nossa transitoriedade. Hoje, não existe mais o mandamento que ele me ensinou: beijar a mão do Pai às 7 da manhã, antes do café e pedir a bênção e tornar a pedir na hora de dormir.
Pai, onde o senhor estiver, saiba que hoje sou quem sou porque tive o melhor exemplo dentro de casa. Foram muitas as lições que aprendi com você, seja nas palavras amigas, nos conselhos ou nas broncas. Mas quantas coisas você me ensinou sobre o amor sem dizer uma palavra.
Simplesmente estando ao meu lado e me apoiando. Você sempre foi e será um grande exemplo na minha vida: de determinação, superação, amor, força. Neste Dia dos Pais, reafirmo minha admiração que sinto por você e o orgulho enorme que tenho em te chamar de pai, meu herói e melhor amigo.
Por trás do jornalista de opiniões firmes, palavras fortes e olhar implacável, existe um Magno que nem sempre aparece nas manchetes. Um Magno que poucos conhecem como eu conheço.
Existe Magno, o pai.
O pai que ama, cuida, orienta, protege e acompanha. O pai que viu seus filhos crescerem, que esteve presente em cada fase da vida e que continua sendo para eles uma referência, um porto seguro e uma presença que faz diferença.
Mas existe também Magno, o padrasto. E foi aí que eu também pude conhecer uma das faces mais bonitas do homem que ele é. Porque ser padrasto é entender que o amor não precisa de laços de sangue para ser verdadeiro. É escolher estar presente, acolher, cuidar, aconselhar e amar. E ele fez essa escolha pelas minhas filhas, Maria Beatriz e Maria Heloisa, todos os dias.
E talvez, muito do pai que Magno se tornou, tenha nascido do pai que ele teve, Seu Gastão. Foi com ele que aprendeu, desde cedo, que ser pai vai muito além de um título. Aprendeu sobre responsabilidade, presença, firmeza, cuidado e, sobretudo, sobre o amor que se demonstra nos pequenos gestos e que permanece para toda a vida.
Talvez essa seja a reportagem mais bonita da sua vida. Uma história que não foi escrita em jornais, nem contada em microfones. Foi construída com gestos, presença, carinho, ensinamentos e amor. Uma história que não precisa de manchetes porque está gravada no coração daqueles que tiveram a sorte de caminhar ao seu lado.
Hoje, olhando essas fotografias, é impossível não perceber como o tempo passou. Os filhos cresceram, a vida mudou, os anos trouxeram novas histórias. Mas algumas coisas permanecem exatamente no mesmo lugar: o amor de um pai, o cuidado de quem ama e os ensinamentos que levamos para a vida inteira.
Feliz Dia dos Pais, Magno!
Que Deus lhe dê muita saúde e muitos anos de vida para continuar acompanhando os caminhos dos seus filhos e também das minhas meninas, que ganharam em você muito mais do que um padrasto: ganharam alguém que escolheu amá-las e estar presente.
E é isso que fica.
Por trás do jornalista implacável, existe um homem de coração enorme. Um pai amoroso. Um padrasto presente. Um companheiro de vida. E, acima de tudo, alguém que fez do amor pela família uma das suas maiores histórias.
VW Taos Highline: quando a tecnologia ajuda a tradição
Cinco anos depois de chegar ao Brasil, o Volkswagen Taos continua ocupando um espaço importante entre os SUVs médios. Em janeiro, recebeu a esperada reestilização de meia-vida e, desde então, acumula cerca de 8 mil emplacamentos. É um resultado respeitável para um segmento que vive uma transformação acelerada, impulsionada pela chegada de modelos híbridos e elétricos, principalmente das marcas chinesas. A atualização deu novo fôlego ao SUV fabricado no México, mas não foi suficiente para esconder que o projeto começa a dar sinais de envelhecimento diante de alguns concorrentes.
O Taos continua sendo um bom automóvel, porém deixou de ser referência em vários aspectos. Seu principal trunfo continua sendo exatamente o que muitos consumidores procuram: previsibilidade. A ampla rede de concessionárias da Volkswagen, o custo de manutenção conhecido, a boa disponibilidade de peças e um pós-venda consolidado pesam bastante na decisão de compra. Em um mercado onde muitas marcas ainda constroem sua reputação no Brasil, isso continua sendo um diferencial relevante.
O conjunto mecânico também inspira confiança. O conhecido motor 1.4 TSI turboflex de 150 cv e 25,5 kgfm de torque permanece eficiente e ganhou um aliado importante: a nova transmissão automática de oito marchas. A substituição do antigo câmbio de seis velocidades tornou o carro mais silencioso nas rodovias, melhorou as retomadas e contribuiu para reduzir o consumo em viagens.
Aceleração – Na prática, o desempenho agrada. O Taos acelera de 0 a 100 km/h em cerca de nove segundos e alcança velocidade máxima próxima dos 197 km/h. Não impressiona, mas entrega exatamente o que se espera de um SUV familiar. As respostas são lineares, a direção é precisa e a suspensão encontra um bom equilíbrio entre conforto e estabilidade. Entretanto, a calibração eletrônica do acelerador continua sendo um ponto discutível.
Nos modos Eco e Normal existe um pequeno atraso nas respostas, perceptível principalmente nas arrancadas e retomadas rápidas. Apenas o modo Sport elimina praticamente essa sensação, mas, em compensação, mantém o motor em rotações mais elevadas, aumentando o consumo.
Outro aspecto que evidencia a idade do projeto é a ausência de qualquer forma de eletrificação. Enquanto boa parte dos concorrentes já oferece sistemas híbridos leves, híbridos convencionais ou híbridos plug-in, o Taos permanece exclusivamente dependente do motor a combustão. Para muitos consumidores isso não chega a ser um problema, mas, diante da rápida evolução do segmento, torna-se uma limitação cada vez mais evidente.
Números honestos – O consumo é adequado, sem ser destaque. Segundo a Volkswagen, as médias variam entre 10 e 11,3 km/l na cidade e de 12 a 13,3 km/l na estrada com gasolina. São números honestos, mas alguns rivais eletrificados já conseguem resultados significativamente melhores, especialmente no uso urbano. Visualmente, a reestilização foi feliz. A dianteira ficou mais moderna, a iluminação em LED ganhou personalidade e o acabamento preto brilhante no teto reforça o aspecto sofisticado da versão Highline.
O desenho continua elegante, embora já não provoque o impacto que causava quando chegou ao mercado. No interior, a Volkswagen evoluiu na tecnologia embarcada, mas poderia ter ido além. A central multimídia VW Play Connect funciona bem, o painel digital é moderno e a conectividade sem fio é bem-vinda. Ainda assim, alguns revestimentos em plástico rígido destoam de um veículo que custa cerca de R$ 225 mil. Nessa faixa de preço, espera-se um acabamento mais refinado.
O banco do motorista, agora com regulagens elétricas completas, melhora significativamente a ergonomia. Porém, chama atenção o fato de o passageiro continuar sem regulagens elétricas, economia difícil de justificar em uma versão topo de linha. O espaço interno continua sendo uma das maiores virtudes do Taos. Os 2,68 metros de entre-eixos garantem conforto para quatro adultos, enquanto o porta-malas de 498 litros permanece entre os melhores da categoria. É um SUV pensado para a família e continua cumprindo muito bem esse papel.
E mais – Na segurança, o pacote é abrangente. Frenagem autônoma de emergência, controle de cruzeiro adaptativo, monitor de ponto cego, alerta de tráfego cruzado, assistente de permanência em faixa, sensores de estacionamento e monitor de fadiga colocam o modelo em bom nível tecnológico. Ainda assim, vários desses equipamentos deixaram de ser diferenciais exclusivos e passaram a ser praticamente obrigatórios nesse segmento. Talvez a maior dificuldade do Taos hoje não seja o próprio carro, mas o mercado ao seu redor.
Há cinco anos ele representava uma das referências entre os SUVs médios. Hoje enfrenta concorrentes que oferecem motores mais potentes, sistemas híbridos, maior eficiência energética e, em alguns casos, uma relação custo-benefício mais atraente. Isso não significa que o Taos tenha perdido relevância. Ao contrário. Continua sendo um SUV confortável, seguro, agradável de dirigir e respaldado por uma marca tradicional.
O problema é que a concorrência evoluiu mais rapidamente do que ele. Para quem busca confiabilidade, boa dirigibilidade e uma ampla rede de assistência técnica, o Taos Highline continua sendo uma escolha bastante racional. Mas quem procura inovação, eficiência energética e maior sensação de modernidade provavelmente encontrará opções mais interessantes no mercado atual. A atualização de 2026 prolonga a competitividade do modelo, mas também deixa claro que uma nova geração será necessária em um futuro próximo para que a Volkswagen volte a disputar a liderança tecnológica do segmento. Walberto Maciel, especial para a Coluna
Sono ao volante causa até 20% dos acidentes de trânsito – O sono ao volante está entre os principais fatores de risco nas rodovias brasileiras. Estudo publicado no Brazilian Journal of Medical and Biological Research indica que a sonolência pode estar relacionada a até um em cada cinco acidentes de trânsito no país. O levantamento utilizou dados consolidados de circulação nas rodovias brasileiras entre 2015 e 2017 para analisar a relação entre os horários de deslocamento, a sonolência e o risco de ocorrências. Os resultados também mostram que a probabilidade de acidentes entre 2h e 4h da manhã pode ser até 3,5 vezes maior do que no período diurno, reforçando o impacto da fadiga sobre funções essenciais para a direção, como a percepção, a tomada de decisão e o tempo de resposta. Um dos fenômenos associados a esse cenário é a hipnose rodoviária. Diferentemente do sono propriamente dito, ela ocorre quando o motorista permanece acordado, mas passa a processar menos estímulos do ambiente em razão da monotonia da viagem.
Embora continue conduzindo o veículo, o cérebro entra em uma espécie de piloto automático, tornando mais lenta a reação diante de situações inesperadas. Para profissionais que percorrem milhares de quilômetros por mês, como os transportadores de veículos, compreender os efeitos da fadiga é indispensável para reduzir riscos nas estradas. Diante desse cenário, o Sindicato Nacional dos Cegonheiros (Sinaceg), entidade patronal que representa mais de 5 mil trabalhadores especializados no transporte de veículos 0km em todo o país, alerta que a prevenção começa antes mesmo da partida. A entidade defende que o planejamento da viagem receba a mesma atenção dedicada à revisão do veículo, incluindo um período adequado de sono, pausas programadas e respeito aos limites do organismo ao longo do percurso.
Monotonia – Para o presidente do Sinaceg, José Ronaldo Marques da Silva (Boizinho), um dos maiores desafios é que a perda gradual da atenção ocorre de forma silenciosa e, muitas vezes, passa despercebida. “O maior perigo é quando o motorista acredita que está no controle, mas o organismo já começou a funcionar no piloto automático. Muitas vezes, ele continua dirigindo sem perceber que sua atenção, concentração e tempo de reação já não são os mesmos. Respeitar os limites do corpo é uma atitude de responsabilidade que pode evitar acidentes e salvar vidas.”
A monotonia de longos trajetos, noites mal dormidas, jornadas prolongadas, viagens realizadas durante a madrugada e a ausência de pausas favorecem esse quadro. Bocejos frequentes, dificuldade para manter o foco, piscadas prolongadas e lapsos de memória sobre os últimos quilômetros percorridos estão entre os principais sinais de que o organismo precisa de recuperação.
Para Márcio Galdino, diretor regional do Sinaceg, o descanso deve ser tratado como parte da estratégia de segurança viária e da rotina profissional de quem passa horas ao volante. “O período de descanso previsto em lei só cumpre seu papel quando realmente é aproveitado com qualidade. Não basta interromper a jornada. É preciso ter um sono reparador, capaz de recuperar a atenção, os reflexos e as condições necessárias para dirigir com segurança.”
Atenção e reflexos – Segundo Galdino, o bom desempenho ao volante depende menos do tempo de direção e mais da manutenção da atenção, dos reflexos e das condições físicas e mentais ao longo de toda a viagem. “É preciso ter consciência de que dirigir muitas horas de forma ininterrupta não significa produzir mais. O desgaste físico e mental reduz a capacidade de reação e aumenta o risco de acidentes. O sono de qualidade faz parte do bom desempenho profissional e deve ser tratado como um componente essencial da prevenção de acidentes.”
Em um país marcado por longas distâncias e intenso transporte rodoviário, tratar o descanso como parte da segurança viária é tão importante quanto manter o veículo em boas condições. Para o Sinaceg, preservar o estado de alerta durante toda a viagem, respeitar os períodos de recuperação e interromper a condução diante dos primeiros sinais de sonolência são medidas capazes de reduzir acidentes, proteger vidas e tornar as rodovias mais seguras.
Frota de eletrificados nas locadoras mais que dobrou – A frota de veículos eletrificados segue ganhando força no Brasil, reforçando o avanço das locadoras em uma das frentes mais estratégicas da renovação de frota no país. As mais recentes estatísticas do Anuário Brasileiro do Setor de Locação de Veículos 2026 mostram que as empresas do setor emplacaram 20.475 automóveis e comerciais leves eletrificados no último ano, um crescimento de 160% em relação à frota registrada ao final de 2024. Com isso, as locadoras responderam por 8,3% de todos os emplacamentos de carros eletrificados no Brasil em 2025, encerrando o ano passado com 33.562 automóveis e comerciais leves eletrificados em operação.
“O crescimento das compras de carros eletrificados mostra que as empresas de aluguel de veículos também estão se adaptando cada vez mais às transformações da indústria automotiva”, avalia o vice-presidente da Associação Brasileira das Locadoras de Automóveis (ABLA), Paulo Miguel Júnior. “As locadoras têm papel fundamental nesse processo, na medida que têm volume de compras para acelerar a renovação da frota circulante e assim ampliar o acesso das pessoas às tecnologias que estão em fase de expansão no mercado brasileiro”, acrescenta.
Híbridos lideram – Os híbridos concentram a maior parte dos emplacamentos de eletrificados entre as locadoras. No último ano, somaram 16.859 unidades compradas pelas empresas do setor e responderam por 82,3% das aquisições do segmento, enquanto os híbridos plug-in representaram 3.452 unidades (16,9%). Já os 100% elétricos a bateria ficaram em 164 unidades, com participação de 0,8% do total de compras do setor. Na frota total de automóveis e comerciais leves eletrificados, os híbridos também predominam.
Ao fim de 2025, havia 23.914 veículos HEV nas locadoras, equivalentes a 71,3% da frota eletrificada do segmento. Os plug-in somaram 9.190 unidades (27,4%), enquanto os 100% elétricos chegaram a 458 unidades (1,4%). Outro dado que reforça a consolidação desse movimento é a idade média da frota eletrificada de automóveis e comerciais leves das locadoras, que caiu para 10,9 meses em 2025, ante 17,5 meses em 2024 e 18,3 meses em 2023. O indicador mostra um ritmo acelerado de renovação, em linha com a incorporação mais recente desses modelos ao mercado de locação.
Venda de 0km em alta – O mercado automotivo brasileiro inicia o segundo semestre de 2026 com viés de alta e superando as expectativas iniciais, em análise produzida pela Anef. Apesar de um cenário macroeconômico desafiador — marcado por juros e inadimplência elevados, além de pressões inflacionárias decorrentes de conflitos geopolíticos —, a forte demanda corporativa forçou as entidades do setor a revisarem suas projeções de crescimento para cima. O emplacamento de veículos 0km registrou uma expressiva alta de 16% no acumulado do ano. O avanço dos modelos novos gerou um efeito cascata positivo no mercado de seminovos, que acumula crescimento de 9%. O grande destaque deste segmento fica por conta dos veículos jovens, com zero a três anos de uso, cujas vendas dispararam 18%. No ranking de emplacamentos, os modelos tradicionais continuam isolados na liderança do mercado nacional:
Mercado de 0km: a Fiat Strada consolidou ainda mais sua posição de liderança absoluta, ultrapassando a marca histórica de 14 mil unidades comercializadas.
Mercado de Seminovos: o VW Gol mantém-se imbatível no topo do ranking, registrando aproximadamente 64 mil vendas. A segunda posição apresenta um empate técnico acirrado entre o Chevrolet Onix e a Fiat Strada, ambos com 39 mil unidades negociadas.
Perspectivas – Para os próximos meses, o setor projeta um cenário de sustentação do consumo, impulsionado pelas recentes atualizações nas políticas públicas de incentivo. O mercado acompanha agora os primeiros impactos da expansão do programa Move Brasil, que passou a incluir motoristas autônomos e motociclistas. A expectativa é que essa ampliação atue como um novo motor de estímulo para o comércio de veículos no país ao longo de todo os próximos meses.
Novo ES em pré-venda por R$ 400 mil – A Lexus acaba de confirmar o lançamento do novo ES, modelo que chega à sua oitava geração como o sedã mais vendido da história da marca. Ele já está disponível em pré-venda na versão ES 350h, com motorização híbrida full, por R$ 400 mil. O novo Lexus ES também será o primeiro veículo da marca oferecido no país também em configuração 100% elétrica, com o inédito ES 500e, que chegará ao mercado até o fim de 2026.
O novo Lexus ES combina o reconhecido legado da marca em silêncio a bordo, conforto e refinamento com a filosofia de condução Lexus Driving Signature — que privilegia respostas precisas, estabilidade e uma conexão mais intuitiva entre veículo e motorista. O modelo tem conjunto de motorização formado pelo motor 2.5 e por um eAxle compacto e leve. A nova bateria de íons de lítio, posicionada sob o banco traseiro, otimiza o aproveitamento do espaço interno e do porta-malas, sem comprometer o conforto dos ocupantes.
Já a suspensão do novo Lexus ES 350h foi desenvolvida para elevar os padrões de conforto e dirigibilidade da marca. Na dianteira, o sistema MacPherson incorpora mangas de eixo em alumínio forjado de alta rigidez e amortecedores com tecnologia Swing Valve, projetados para filtrar com mais eficiência as imperfeições do piso e proporcionar uma rodagem ainda mais suave e silenciosa. Na traseira, a suspensão multilink recebeu reforços estruturais que ampliam a estabilidade e a precisão dinâmica em diferentes condições de uso. Para elevar o espaço interno sem abrir mão da elegância, o novo ES 350h cresceu em todas as dimensões. O modelo mede 5,14 metros de comprimento, 1,92 metro de largura e 1,56 metro de altura, além de contar com 2,95 metros de entre-eixos.
Safety Sense – No quesito segurança passiva, o novo ES tem dez airbags: dois dianteiros, dois para os joelhos do motorista e passageiro dianteiros, dois laterais para motorista e passageiro dianteiro, além de quatro de cortina. E o modelo também oferece o sistema Lexus Safety System 4.0 (LSS 4.0), atualizado com diversas melhorias:
Sistema de pré-colisão: alerta e aplica frenagem pré-colisão em caso de risco de impacto.
Controle de cruzeiro adaptativo com radar dinâmico: mantém a distância pré-definida em relação ao veículo à frente de forma automática.
Alerta de saída de faixa: alerta sobre saídas involuntárias de faixa e realiza correções na direção.
Assistente de centralização em faixa : mantém o veículo centralizado na faixa de rodagem.
Reconhecimento de sinais de trânsito: identifica placas de trânsito via câmera frontal e exibe no painel.
Assistente de farol alto: alterna e ajusta os feixes de iluminação conforme o tráfego.
Monitor do condutor: monitora a atenção do motorista no volante.
VW vende 100 mil carros no varejo – A Volkswagen do Brasil acaba de superar 100 mil unidades comercializadas no varejo em 2026 e segue como líder absoluta de vendas neste ano no canal. O varejo representa as vendas destinadas às pessoas físicas e por isso é considerado um dos principais indicadores da força de uma marca. A VW é destaque nos rankings dos modelos mais vendidos do mercado nacional, considerando todos os segmentos. No canal varejo, que representa as vendas a pessoas físicas, a Volkswagen é a única marca com 4 modelos no Top 10 de vendas: Tera, Nivus, Polo e T‑Cross. Ao considerar o mercado total, que soma as vendas varejo e corporativas, a Volkswagen do Brasil já conta com 251.577 unidades emplacadas neste ano, com participação de 16,5%. O Brasil é o país com o maior market share da marca Volkswagen em todo o mundo atualmente.
BMW atinge a marca de 150 mil motos – A BMW Motorrad acaba de atingir um marco histórico que reforça a relevância do Brasil na estratégia global da marca. A Planta Manaus, única fábrica dedicada exclusivamente à produção de motocicletas fora da Alemanha, celebrou a produção da moto de número 150 mil no país. A motocicleta que simboliza este marco histórico é uma BMW R 1300 GS Adventure Triple Black. Desde a sua inauguração, a Planta Manaus recebe investimentos contínuos em tecnologia, sustentabilidade e capacitação de pessoas. Atualmente, é responsável pela produção de 13 modelos que abastecem o mercado nacional com os mesmos padrões de qualidade globais exigidos pela matriz alemã. A BMW R 1300 GS Adventure redefine a engenharia de ponta ao combinar o motor boxer mais potente já produzido em série pela marca — com impressionantes 145 cv de potência e 15,19 kgfm de torque.
Yadea anuncia a nova GS70 Pro no Brasil – A Yadea, líder mundial em veículos elétricos de duas rodas, lançará a GS70 Pro no Brasil. Paralelamente, divulgará sua estratégia de expansão da rede de concessionárias e de pós-venda. Todos os detalhes do produto serão revelados durante o festival, realizado entre os dias 13 e 16 de agosto, em São Paulo, durante o Festival Interlagos 2026 — que é reconhecido como um dos principais eventos do setor de duas rodas da América Latina. Toda a linha de veículos elétricos de duas rodas da marca disponível no Brasil estará à mostra. Alguns modelos também estarão disponíveis para test rides.
Geely será ‘brasileira’ ainda neste trimestre – A chinesa Geely registrou 18,1 mil licenciamentos no primeiro trimestre deste ano, garantindo 1,7% do mercado de automóveis de passeio e a 13ª posição no ranking das mais vendidas. A fabricante lançou três modelos aqui: os elétricos EX5 e EX2 e, neste ano, o híbrido plug-in EX5 EM-i. E a marca confirmou que os dois últimos serão produzidos na fábrica de São José dos Pinhais, na Grande Curitiba, nas instalações da Renault. Ao chegar, a Gelly focou em pontos de exposição (22) instalados em shopping centers e rapidamente evoluiu para uma rede própria de concessionárias. Em cinco meses, foram abertas 23 nas principais cidades brasileiras. Agora são 43 unidades e os planos da empresa visam cobertura de 90% do território nacional até o fim deste ano. A marca agora é dona de 26,4% de participação na Renault do Brasil.
Elétrico ou híbrido: qual o melhor para o seu dia a dia? – O avanço das tecnologias e a chegada de novas marcas têm acelerado a venda de veículos eletrificados no Brasil. Em 2025, o país registrou 223.912 emplacamentos de veículos leves eletrificados, um crescimento de 26% em relação a 2024, quando foram vendidas 177.358 unidades, segundo a Associação Brasileira do Veículo Elétrico (ABVE). A tendência de expansão segue forte em 2026: apenas em março, foram 35.356 veículos eletrificados emplacados, o maior volume mensal da série histórica da entidade, fazendo com que esses modelos representassem 14% das vendas de veículos leves no mês e reforçando a consolidação da eletromobilidade no mercado brasileiro. Apesar da popularidade crescente, muitos consumidores ainda têm dúvidas sobre qual opção escolher: um carro 100% elétrico ou um híbrido. A resposta depende do estilo de vida, do padrão de uso do veículo e até da infraestrutura disponível para recarga.
Decisão consciente – Os carros elétricos (BEV) são movidos exclusivamente por baterias recarregáveis e não utilizam motor a combustão. Já os híbridos combinam um motor elétrico com um motor a combustão, que pode funcionar de forma alternada ou conjunta. Segundo Alan Ladeia, especialista no setor automotivo e CEO da Carflix, entender o funcionamento de cada tecnologia é fundamental para tomar uma decisão mais consciente. “A escolha entre elétrico e híbrido não é apenas tecnológica, mas comportamental. O consumidor precisa analisar sua rotina, distância média percorrida e acesso a pontos de recarga para entender qual modelo realmente faz sentido no dia a dia”, afirma o especialista.
Vantagens – Entre os principais atrativos dos veículos totalmente elétricos estão a economia e a sustentabilidade. As vantagens dele são: zero emissão de poluentes durante o uso, custo menor por quilômetro rodado, manutenção reduzida, com menos peças mecânicas e condução mais silenciosa e tecnológica. Já as desvantagens estão na dependência de infraestrutura de recarga, tempo de abastecimento maior que o de um carro a combustão e preço inicial ainda mais elevado em muitos modelos. Para Alan Ladeia, o perfil ideal do motorista de carro elétrico costuma ser urbano. “O elétrico combina muito com quem roda majoritariamente dentro da cidade e tem acesso fácil a pontos de recarga, seja em casa, no trabalho ou em condomínios.”
Ponte – Já os híbridos surgem como uma espécie de “ponte” entre os carros tradicionais e os totalmente elétricos. E em suas vantagens se encontram maior autonomia, combinando motor elétrico e combustão, não depender exclusivamente de pontos de recarga, consumo de combustível mais eficiente e transição mais suave para quem está migrando da gasolina ou etanol. Já as desvantagens é que esse modelo ainda emite poluentes, tem a manutenção potencialmente mais complexa por ter dois sistemas e economia menor em comparação aos elétricos puros. De acordo com Ladeia, esse tipo de veículo tende a agradar quem ainda não quer depender totalmente da infraestrutura elétrica. “O híbrido costuma ser a escolha de quem faz viagens frequentes ou ainda não tem acesso fácil a carregadores. Ele oferece eficiência energética sem mudar drasticamente a rotina do motorista.”
Estilo de vida – Na prática, a escolha entre um carro elétrico e um híbrido está diretamente ligada ao estilo de vida do motorista. Os modelos 100% elétricos tendem a ser mais indicados para quem circula majoritariamente em áreas urbanas, possui acesso fácil a pontos de recarga, seja em casa ou no trabalho, e busca menor custo de manutenção aliado a uma proposta mais sustentável e tecnológica. Já os veículos híbridos atendem melhor quem realiza viagens com mais frequência, ainda não conta com uma infraestrutura de carregamento consolidada e deseja reduzir o consumo de combustível sem abrir mão da autonomia.
Renato Ferraz, ex-Correio Braziliense, tem especialidade em jornalismo automobilístico.
Familiares e apoiadores da servidora pública Camila Miranda Wanderley Nogueira de Menezes, de 38 anos, realizam, no dia 27 de agosto, um protesto em frente ao Conselho Regional de Medicina de Pernambuco (Cremepe), no Espinheiro, Zona Norte de Recife. O ato, intitulado “Justiça por Camila”, está marcado para 9h.
Camila ficou em estado vegetativo após uma cirurgia para correção de hérnia e retirada de pedra na vesícula, realizada em agosto do ano passado, no Hospital Esperança, na Ilha do Leite. De acordo com a defesa dos familiares, Camila estava saudável e deu entrada na unidade para um procedimento considerado de baixo risco em agosto do ano passado. Durante a operação, no entanto, ela apresentou apneia, que é a interrupção temporária e involuntária da respiração.
A família acusa a equipe médica de suposta negligência e apresentou uma representação ao Cremepe. O conselho informou que o caso tramita sob sigilo. O Hospital Esperança afirmou que Camila teve uma complicação cirúrgica e que recebeu o suporte necessário. A família pretende levar o caso à Justiça na esfera criminal.
Um dia após o conservador Abelardo de la Espriella tomar posse como presidente da Colômbia, um ataque com explosivos foi registrado no sudoeste do país, no primeiro incidente deste tipo ocorrido durante seu governo. A informação foi divulgada pelo exército colombiano neste sábado (8).
De La Espriella tomou posse no sudeste do país, ontem (7), na cidade de Cali. Na cerimônia, ele delineou sua política de segurança e advertiu os grupos ilegais que “têm dois caminhos: submeter-se ao império da lei ou enfrentar a força pública”.
A explosão ocorreu no pedágio de Mandiva, localizado na rodovia Panamericana, a principal via do sudoeste do país. O exército detalhou que dois vigilantes que cuidavam da infraestrutura sofreram ferimentos leves. O relatório acrescentou que, segundo um dos vigilantes, tratou-se da detonação de um veículo que foi abandonado por uma pessoa que depois fugiu em uma motocicleta.
De acordo com informações preliminares do exército, o ataque teria sido perpetrado pelas facções Dagoberto Ramos e Jaime Martínez das dissidências da extinta guerrilha Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC), que não aderiu ao acordo de paz assinado há uma década com o Estado. Enquanto isso, militares protegem a área onde, junto com cães treinados, percorrem a região para descartar a presença de outros artefatos explosivos, indicou o exército em sua conta no X.
A ministra dos Transportes, Elsa Noguera, condenou o “atentado terrorista” e assegurou no X que “a Colômbia não vai se ajoelhar diante da violência nem permitir que destruam as obras que conectam nossas regiões”. Acrescentou que estão trabalhando para restabelecer a mobilidade na área.
O Jornal Terra da Gente, de Surubim, completa 30 anos na próxima segunda (10). Para marcar a data, a presidente da publicação, Maluma Marques, escreveu um texto sobre a trajetória do veículo, que acompanha há três décadas acontecimentos de Surubim, do Agreste e de Pernambuco. Confira:
“30 anos de jornal Terra da Gente
No dia 10 de agosto, o Jornal Terra da Gente completa 30 anos de uma caminhada construída com trabalho, dedicação e, acima de tudo, compromisso com a nossa gente.
São três décadas acompanhando de perto a transformação de Surubim, do Agreste e de Pernambuco. Trinta anos registrando acontecimentos, contando histórias, valorizando pessoas, empresas, cultura, tradição e tudo aquilo que faz parte da identidade do nosso povo.
Cada edição publicada representa um pedaço da nossa memória. São milhares de páginas que guardam momentos, personagens, conquistas, desafios e acontecimentos que ajudaram a construir a história do Terra da Gente. Chegar aos 30 anos é olhar para trás com orgulho, mas também para frente com a certeza de que ainda temos muitas histórias para contar.
E essa história não seria possível sem cada leitor que nos acompanha, cada anunciante que acredita no nosso trabalho, cada parceiro, colaborador e personagem que confiou ao Terra da Gente o privilégio de registrar sua trajetória. A todos que fizeram e fazem parte desses 30 anos, o nosso mais sincero agradecimento.
30 anos de história. 30 anos de compromisso. 30 anos ao lado da nossa gente.
Com carinho e gratidão,
Maluma Marques – Presidente do Jornal Terra da Gente.
O TRE-SP (Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo) condenou, ontem (7), o deputado Ricardo Salles (Novo) por propaganda eleitoral antecipada e pelo impulsionamento ilícito de conteúdo negativo contra o deputado André do Prado (PL). Ambos devem disputar o Senado Federal por São Paulo.
A decisão foi tomada após Salles publicar e impulsionar no Instagram um vídeo em que se apresenta como pré-candidato ao Senado e afirma que André “nunca foi, não é e nunca será um candidato de direita”. A Justiça Eleitoral aplicou duas multas de R$ 5 mil, totalizando R$ 10 mil. A decisão ainda pode ser objeto de recurso. As informações são da CNN Brasil.
Segundo a medida, a autopromoção de Salles no vídeo ocorria apenas por contraste, a partir da desqualificação do adversário, e o núcleo da mensagem era predominantemente negativo.
“A peça audiovisual não se restringe à exposição verbal de divergências ideológicas ou à crítica da trajetória político-partidária de André Luís do Prado. O vídeo intercala trechos de entrevista com imagens fabricadas ou digitalmente manipuladas, nas quais o atingido é artificialmente associado a outros agentes políticos, retratado em situações inexistentes de proximidade e apresentado, em determinado quadro, como marionete controlada por dirigente partidário”, escreveu a juíza Claudia Fonseca Fanucchi.
Outro ponto destacado pela magistrada foi o impulsionamento pago. A legislação eleitoral permite publicidade paga na internet para promover candidatos ou partidos, mas não para ampliar artificialmente ataques contra adversários. A juíza ressaltou que a liberdade de crítica política não autoriza o financiamento da distribuição direcionada de propaganda eleitoral negativa.
“A utilização de impulsionamento oneroso para amplificar a crítica dirigida a André Luís do Prado configura, assim, meio proscrito no período oficial de campanha, circunstância suficiente para caracterizar propaganda eleitoral antecipada irregular, independentemente da existência de pedido literal de não voto e da veracidade dos fatos históricos empregados na construção da mensagem.”
A decisão também considerou irregular o uso de imagens produzidas ou manipuladas digitalmente sem a advertência exigida pelas regras eleitorais. Para a magistrada, as imagens não tinham caráter meramente humorístico ou ornamental, mas integravam a estratégia de desqualificação de André.
Salles informou no processo que retirou o conteúdo e interrompeu o impulsionamento em 17 de julho. O TRE-SP, no entanto, manteve a proibição de restabelecimento da mesma publicação ou de versão substancialmente idêntica nas condições consideradas ilegais.
A Polícia Federal encontrou uma foto de deputados e senadores dentro de uma piscina com investigados pela operação que apura fraudes no Instituto Nacional de Seguro Social (INSS). Entre os integrantes da foto, estão o ex-presidente da Câmara Arthur Lira (PP), os deputados Elmar Nascimento (União), Paulo Azi (Uniã0), o deputado cassado Alexandre Ramagem (PL), e o senador Ângelo Coronel (Republicanos). Eles posam ao lado do advogado Willer Tomaz e do senador Weverton Rocha (PDT), ambos alvos de investigação.
Na imagem também aparece o deputado estadual Marcinho Oliveira (PDT). As investigações apontam que o encontro ocorreu na piscina do “Rancho Tomaz”, uma propriedade de luxo em Planaltina-DF, que pertencente a Willer. A existência da foto foi revelada pela Revista Piauí e confirmada pelo Correio junto a fontes na corporação. O arquivo estava no histórico de mensagens do celular de Weverton, que foi apreendido nesta semana.
Em um aplicativo de conversas, os investigadores encontraram o arquivo, que estava em uma pasta chamada de “Grupo Seleto”. A suspeita é de que Willer Tomaz lavava dinheiro para Weverton Rocha. A origem dos recursos seria dos desvios dos benefícios de aposentados e pensionistas do INSS.
Em nota, a defesa do advogado e empresário Willer Tomaz afirmou que ele não foi alvo da fase desta semana da Operação Sem Desconto, que apura um esquema de fraudes envolvendo descontos indevidos em benefícios de aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Os advogados dizem que o cliente não é investigado pela corporação.
Na decisão que autorizou buscas e apreensões no âmbito da Sem Desconto, Tomaz é descrito pelo ministro André Mendonça como responsável pela estrutura de apoio da organização, reunindo empresas, imóveis, aeronaves, pilotos, funcionários, operadores financeiros e interlocutores políticos.
Em parecer encaminhado ao Supremo, a pedido de Mendonça, o vice-procurador-geral da República, Hindenburgo Chateaubriand Filho, opinou pelo indeferimento das buscas contra o advogado Willer Tomaz e outras oito pessoas físicas, entre elas familiares do senador Weverton Rocha (PDT-MA). Segundo o representante do MPF, a investigação ainda não reunia elementos suficientes para justificar diligências de maior impacto.
Apesar da manifestação do Ministério Público, atendeu pedido da Polícia Federal e autorizou a realização de buscas.
A mudança do polo principal do São João de Arcoverde não conquistou a maioria dos moradores, apesar da avaliação positiva do evento. Segundo pesquisa do Instituto de Pesquisas Científicas de Pernambuco (IPEC), 57% dos entrevistados preferem que a principal estrutura da festa permaneça no Bandeirante. Apenas 27% optam pelo novo local, em frente à Escola Antônio Japiassu.
A avaliação do São João, no entanto, é majoritariamente positiva. Entre os entrevistados que participaram ativamente da programação, 71% classificaram o evento como excelente ou bom. O evento, portanto, mantém aprovação elevada, mas sem o mesmo nível de adesão na escolha do novo endereço.
A pesquisa também indica que saúde, pavimentação e educação estão entre as ações mais lembradas da administração do prefeito Zeca Cavalcanti, mas 40% dos entrevistados não souberam apontar espontaneamente uma obra, trabalho ou ação do governo. Outros 10% responderam “nada” ou “nenhuma”.
O levantamento foi realizado entre 25 e 27 de julho, com 304 eleitores das áreas urbana e rural de Arcoverde. A margem de erro é de 5,62 pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%.
O ex-governador João Lyra Neto, pai da governadora Raquel Lyra (PSD), passou por uma longa e delicada cirurgia, ontem, em São Paulo, para extrair um tumor benigno no pâncreas. O procedimento foi um sucesso, segundo familiares. Lyra tem 79 anos e já se submeteu a outra cirurgia, há dez anos, no coração.
A disputa pelo governo de Pernambuco ganhou uma frente paralela nos tribunais, com as campanhas do ex-prefeito João Campos (PSB) e da atual governadora Raquel Lyra (PSD) recorrendo à Justiça Eleitoral falando em atuação irregular nas redes sociais, com acusações de desinformação, uso de inteligência artificial, vídeos negativos e suspeitas de atuação coordenada de perfis.
No fim de julho, a campanha de Lyra apresentou ação apontando eventual coordenação e custeio de rede de perfis anônimos que estariam, de forma articulada, atacando a governadora e promovendo Campos, seu principal adversário na disputa, e pediu, de maneira cautelar, que fossem preservados dados desses perfis. O Tribunal Regional Eleitoral do estado (TRE-PE) decidiu favoravelmente ao pedido e determinou que fossem preservados os dados.
“Não se trata de crítica política isolada — legítima e protegida —, mas de um comportamento digital homogêneo, com ocultação de autoria, replicação sincronizada e escalada artificial de alcance, cuja existência já se acha documentada em ao menos trinta representações eleitorais em curso perante este tribunal”, diz a ação apresentada por Lyra.
Nela, os advogados afirmam que há um modus operandi com substituição sucessiva de perfis, mesmo após ordens judiciais de remoção, para garantir a circulação do mesmo conteúdo, além da identificação de “perfis inautênticos, disparo coordenado, escalada artificial de alcance e ocultação de autoria”.
Agora, a campanha de Lyra prepara uma nova representação apontando suposto uso de robôs para atacar a sua gestão e celebrar João Campos, que deverá ser apresentado à Justiça na próxima semana. O grupo diz ter elaborado um relatório que identificou a criação de 301 perfis num único dia (28 de maio deste ano). O grupo também afirma que mapeou um padrão de sincronia das mensagens com publicação de frases idênticas, o que levanta a suspeita de um uso desses robôs. A campanha também diz que há identificação de erros (como uso da palavra “the” em vez de artigos “o/a”) que apontam para um suposto uso de sistema automatizado.
Além disso, afirma ter identificado 186 perfis que estariam dedicados a enaltecer a candidatura de seu adversário na eleição e outros 33 voltados a atacar a gestão da governadora, que teriam sido criados para criticar o governo por causa de enchentes que atingiram o estado.
A campanha de João Campos, por sua vez, entrou com representação ontem (7) na justiça apontando a existência de um suposto gabinete de ódio financiado com recursos públicos do governo estadual. Os advogados também pedem que sejam preservados, de forma cautelar, dados de perfis que estariam atuando de forma coordenada nesse sentido.
A campanha do ex-prefeito do Recife diz que essas acusações já foram levadas à Polícia Federal em outubro do ano passado por meio de uma denúncia apresentada por deputados estaduais, que está sendo analisada, e que foi alvo de uma CPI na assembleia do estado. Na ação, os advogados dizem que a denúncia se baseou em três pontos: “estrutura profissional de comunicação, possível sustentação econômica e utilização coordenada de perfis digitais aparentemente independentes.”
Ainda no documento, os advogados falam de séries criadas para atacar o ex-prefeito, com mensagens continuadas, identidade visual e estrutura narrativa semelhantes e a distribuição delas por meio de contas distintas. Eles descrevem esse suposto gabinete como uma “estrutura na qual a produção, a edição, a distribuição e a amplificação dos conteúdos são fragmentadas entre diferentes contas, de modo a ocultar a origem comum, dificultar a responsabilização e conferir verniz de espontaneidade àquilo que foi previamente organizado”.
A campanha de Campos afirma também que foi monitorado que perfis que antes exploravam “humor, gastronomia, notícias locais ou conteúdo de bairro” teriam passado a concentrar sua atividade em ataques contra o ex-prefeito e seus aliados. “Depois de diversas ações individuais, dezenas de perfis, produções seriadas, publicações colaborativas, replicações sucessivas, conteúdos sintéticos e investigações institucionais anteriores, já não é razoável continuar chamando tudo de coincidência. Coincidência é um episódio. Repetição organizada, com personagens, roteiros, calendário, páginas de distribuição e contas de reserva, possui outro nome”, diz a ação.
Procurada, a campanha de Lyra diz que a ação protocolada pelo PSB “não acusa nem comprova qualquer irregularidade”, que serão prestados todos os esclarecimentos que forem solicitados e que “participação política não pode ser confundida com irregularidade”. “Recebemos a iniciativa com absoluta tranquilidade. Não nos opomos à preservação de dados e confiamos plenamente na Justiça Eleitoral. O que não se pode fazer é tentar transformar uma medida técnica em fato político para confundir o eleitor pernambucano, atribuindo a ela um significado que não possui.”
Procurada, a campanha de Campos afirma que a representação reúne elementos que apontam a atuação de um gabinete de ódio que teria participação de ocupantes de cargos lotados no governo estadual e que não se trata de uma “denúncia recente ou criada no contexto eleitoral”. Diz também que aliados dele têm sido vítima de ataques distribuídos por essa mesma rede e que é preciso que as autoridades competentes esclareçam os fatos. “Tentar sustentar agora a narrativa de que a candidatura da governadora estaria sendo alvo de uma ofensiva política é uma tentativa de inverter a cronologia dos fatos e construir uma realidade que não corresponde ao histórico das denúncias”, diz a nota.
Além das disputas no meio digital, as duas campanhas têm atuado para buscar apoio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na eleição. O próprio petista já declarou apoio público a Campos, mas aliados do presidente não descartam gestos para a governadora, diante da avaliação que a eleição à Presidência será acirrada e Lula não pode prescindir de apoios. Hoje, Lyra aparece numericamente à frente de Campos nas pesquisas de intenção de voto.
Após uma série de agendas no Sertão de Pernambuco, o candidato ao Governo do Estado, João Campos, chegou à Região Metropolitana neste sábado (8) para cumprir compromissos em Olinda. O candidato visitou a tradicional Feira de Rio Doce, onde foi recebido por diversos apoiadores e lideranças, conversou com feirantes, comerciantes e moradores e ouviu demandas da população.
A agenda reuniu a senadora Teresa Leitão (PT), a ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos (PCdoB), o deputado federal e candidato à reeleição Pedro Campos (PSB), a deputada federal e candidata a deputada estadual Maria Arraes (PSB), o candidato a vice-governador Carlos Costa (Republicanos), o presidente da Câmara Municipal de Olinda, Saulo Holanda, Vini Castelo (PCdoB), além de outras lideranças e apoiadores.
Na sequência, João participou de entrevista à Rádio Marim e afirmou que, se eleito governador, vai atuar em parceria com o município para enfrentar problemas de infraestrutura, limpeza e manutenção. “Olinda está com muito problema de buraco, de limpeza, de manutenção e de controle urbano. Então, como governador, eu vou me colocar à disposição para ajudar Olinda, para ajudar o povo de Olinda. Eu vou dar solução a isso”, afirmou.
O candidato também defendeu uma relação de diálogo entre o Estado e os municípios, sem distinção partidária. “Quem governa de verdade, como o presidente Lula governa, trata com todo mundo, recebe, respeita. Agora, tem um objetivo: cuidar do povo”, disse.