Em João Alfredo, no Agreste Setentrional, a 107 km do Recife, o prefeito Zé Martins (PSB) lidera com folga a pesquisa do Instituto Opinião, em parceria com este blog, para prefeito do município. Se as eleições fossem hoje, ele teria 66.9% das intenções de voto, 44 pontos de vantagem em relação à Vânia de Oim (Podemos), que aparece com apenas 20,3%.
Brancos e nulos somam 3,1% e indecisos 9,7%. Na espontânea, modelo pelo qual o entrevistado é forçado a lembrar o nome do seu candidato preferencial sem ajuda do disquete com todos os postulantes, Zé Martins mantém uma dianteira maior. Aparece com 62,3% das intenções de voto ante 18% de Vânia de Oim. Neste cenário, 2,3% dizem que podem anular o voto e indecisos somam 17,1%.
No quesito rejeição, Vânia de Oim lidera. Entre os entrevistados, 52% disseram que não votariam nela de jeito nenhum. Já o prefeito Zé Martins aparece com 21,7% dos entrevistados afirmando que não votariam nele de jeito nenhum. Entre os eleitores que estão firmes, sem chances de mudar o voto, 61,4% são do prefeito e 16,3% da adversária.
Estratificando o levantamento, Zé Martins tem seus maiores percentuais de intenção de voto entre os eleitores na faixa etária de 45 a 59 anos (74,1%), entre os eleitores com grau de instrução até a 9ª série (72%) e entre os eleitores com renda familiar até dois salários (67,7%). Por sexo, 69,9% dos seus eleitores são homens e 64,1% são mulheres.
Já Vânia de Oim tem seus maiores indicadores de voto entre os eleitores com grau de instrução superior (43,5%), entre os eleitores na faixa etária de 25 a 34 anos (29,4%) e entre os eleitores com renda familiar entre dois e cinco salários (21,8%). Por sexo, 21,2% dos seus eleitores são mulheres e 19,3% dos seus eleitores são homens.
A pesquisa foi a campo entre os dias 20 e 21 de agosto, sendo aplicados 350 questionários. O intervalo de confiança estimado é de 95,0% e a margem de erro máxima estimada é de 5,2 pontos percentuais para mais ou para menos sobre os resultados encontrados no total da amostra.
A modalidade de pesquisa adotada envolveu a técnica de Survey, que consiste na aplicação de questionários estruturados e padronizados a uma amostra representativa do universo de investigação. Foram realizadas entrevistas pessoais (face a face) e domiciliares. A pesquisa está registrada sob o protocolo PE-02297/2024.
Dando o start nas entrevistas com os pré-candidatos ao Senado nas próximas eleições, a convidada para o podcast ‘Direto de Brasília’ da próxima terça-feira (19), meu projeto em parceria com a Folha de Pernambuco, é a advogada, ex-deputada federal e pré-candidata ao Senado pelo PDT, Marília Arraes. Liderando todas as pesquisas de intenção de voto, Marília vai falar sobre seus principais posicionamentos na política, como a defesa da democracia e o combate às desigualdades.
Recentemente, Marília reagiu com indignação às revelações divulgadas pela imprensa nacional envolvendo o senador Flávio Bolsonaro e o banqueiro Daniel Vorcaro. Para Marília, o caso escancara uma contradição histórica do grupo político liderado pelo ex-presidente. “É absolutamente revoltante assistir ao mesmo grupo político que passou anos atacando artistas, demonizando a Lei Rouanet e perseguindo a cultura brasileira recorrer agora a pedidos informais e imorais de financiamento para produzir propaganda em benefício próprio”, afirmou.
A trajetória de Marília na política começou muito cedo, aos 21 anos, quando se filiou ao PSB, partido presidido na ocasião pelo seu avô Miguel Arraes. Entre 2007 e 2008, foi secretária de Juventude e Emprego de Pernambuco na gestão do ex-governador Eduardo Campos. Em 2008, aos 24 anos, foi eleita vereadora do Recife, sendo a parlamentar mais jovem na 15ª legislatura. Em 2012, foi de novo eleita vereadora com 8.841 votos. Logo após as eleições, assumiu a Secretaria Municipal de Juventude e Qualificação Profissional na gestão de Geraldo Júlio. Marília voltou à Câmara Municipal do Recife em abril de 2014.
Em fevereiro de 2016, oficializou sua desfiliação do PSB e filiou-se ao PT. Em outubro de 2016, Marília disputou novamente as eleições municipais para continuar ocupando a casa legislativa. Foi eleita com 11.872 votos, uma das maiores votações da legislatura e uma das mais expressivas entre os parlamentares do PT nas eleições municipais.
Em 2018, foi convocada pela militância para disputar a pré-candidatura ao Governo do Estado. Chegou a liderar as pesquisas de intenção de voto, mas o projeto não foi efetivado em função de orientações nacionais do partido, que optou pela consolidação de uma aliança com outras legendas e o apoio à reeleição do então governador, Paulo Câmara (PSB).
Entrou na disputa por uma vaga na Câmara Federal em 2018. Venceu com uma expressiva votação com 193.108 mil votos. Em 2020, concorreu à Prefeitura de Recife, se tornando a primeira mulher a alcançar o segundo turno na cidade, mas foi derrotada por seu primo João Campos (PSB).
Em 2022, Marília almejava uma candidatura ao governo de Pernambuco ainda pelo PT, mas os líderes locais do partido teriam optado por uma aliança com o PSB, motivo decisivo para a sua saída do PT e sua filiação ao Solidariedade. Naquela ocasião, obteve cerca de 1.175.651 votos, sendo a candidata mais votada em primeiro turno, se qualificando contra Raquel Lyra, do PSDB. Todavia, ela foi derrotada no segundo turno por Raquel.
O podcast Direto de Brasília vai ao ar das 18h às 19h, com transmissão pelo YouTube da Folha de Pernambuco e do meu blog, incluindo também cerca de 165 emissoras de rádio no Nordeste. Retransmitem o programa a Gazeta News, do Grupo Collor, em Alagoas; a Rede Mais Rádios, com 25 emissoras na Paraíba; a Mais-TV, do mesmo grupo, sob o comando do jornalista Heron Cid; a Rede ANC, do Ceará, formada por mais de 50 emissoras naquele Estado; além da LW TV, de Arcoverde.
Os parceiros neste projeto são o Grupo Ferreira de Santa Cruz do Capibaribe, a Autoviação Progresso, o Grupo Antonio Ferreira Souza, a Água Santa Joana, a Faculdade Vale do Pajeú e o grupo Grau Técnico.
O deputado federal Felipe Carreras (PSB) encaminhou, hoje, ofícios ao presidente da República, Lula (PT), e ao ministro da Integração e do Desenvolvimento Regional, Waldez Góes, solicitando providências urgentes para solucionar o desligamento do fornecimento de energia elétrica no Projeto Brígida, integrante do Sistema Itaparica, localizado no município de Orocó, no Sertão de Pernambuco.
No documento, o parlamentar manifesta profunda preocupação com os impactos sociais e econômicos causados pela interrupção do fornecimento de energia na subestação que atende o projeto irrigado, situação que vem comprometendo diretamente o abastecimento de água, a produção agrícola e o funcionamento de serviços essenciais da região.
Felipe Carreras destaca que milhares de famílias reassentadas pelo Governo Federal após a construção da Barragem de Sobradinho estão sendo diretamente afetadas pela suspensão do serviço. Sem energia, não há funcionamento das bombas de irrigação, impossibilitando o abastecimento de água das lavouras.
Além dos prejuízos à produção agrícola, o desligamento também vem impactando escolas, postos de saúde, comércio local e outros serviços públicos essenciais, agravando ainda mais a situação enfrentada pela população do Sistema Itaparica.
Diante da gravidade do cenário, Felipe Carreras solicitou ao Governo Federal o restabelecimento imediato do fornecimento de energia ao Projeto Brígida, além da construção de uma solução definitiva para os débitos históricos do Sistema Itaparica e da adoção de medidas que garantam proteção às famílias reassentadas que dependem da atividade agrícola e da irrigação para sobreviver.
O parlamentar informou ainda que segue acompanhando o caso junto ao prefeito de Orocó, Ismael Lira, reforçando a necessidade de uma resposta urgente para evitar novos prejuízos à população.
O deputado federal cassado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) atuou como produtor-executivo de “Dark Horse”, o filme biográfico sobre Jair Bolsonaro, com responsabilidades e poder sobre a gestão financeira do projeto, segundo um contrato assinado por ele e diálogos obtidos com exclusividade pelo Intercept Brasil.
Os registros contradizem afirmações feitas por Eduardo Bolsonaro em uma publicação no Instagram, ontem, sobre sua relação com o filme e colocam o deputado federal cassado como uma peça-chave com poder na tomada de decisões, inclusive financeiras, sobre o filme que conta a história do seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro.
Também mostram que Eduardo omitiu sua conexão com a busca de dinheiro para financiar o filme ao dizer, no post feito no Instagram, que apenas cedeu seus direitos de imagem e não exerceu qualquer cargo de gestão no “Dark Horse”.
Um contrato de produção, datado de novembro de 2023 e assinado digitalmente por Eduardo Bolsonaro em 30 de janeiro de 2024, traz a empresa GoUp Entertainment, sediada nos Estados Unidos, como produtora, e Eduardo Bolsonaro e o deputado federal Mario Frias, também do PL paulista, à frente da produção-executiva, função com poder para lidar diretamente com o controle de orçamento e gestão financeira de um projeto audiovisual.
Segundo o documento, a produtora e os produtores-executivos agiriam em conjunto para dedicar-se a atividades de desenvolvimento do projeto, dentre elas “envolvimento nas considerações estratégicas relacionadas ao financiamento do filme e preparação de informações e documentação para investidores e assistência na identificação de recursos de financiamento de filmes, incluindo créditos e incentivos fiscais, colocação de produtos e patrocínio”.
O contrato obtido pelo Intercept define uma ampla gama das funções que Eduardo teria na produção. Junto com os outros produtores, a empresa GoUp e o deputado federal Mario Frias, ele teria a responsabilidade sobre as decisões sobre como os recursos seriam captados e gastos. Não há informação, porém, sobre quem, de fato, executou essas funções.
Enviamos questionamentos para Eduardo Bolsonaro e para o senador Flávio Bolsonaro, do PL do Rio de Janeiro, mas não houve resposta até a publicação. O espaço segue aberto. A defesa do deputado Mario Frias informou que “Eduardo Bolsonaro não é e nunca foi produtor-executivo da produção do filme Dark Horse” e “nunca recebeu qualquer quantia do fundo de investimento cujo produto privado final é o filme”.
Também mandamos perguntas para as defesas do ex-presidente Jair Bolsonaro e do banqueiro Daniel Vorcaro, mas tampouco recebemos retorno. Se houver, o texto será atualizado.
Uma troca de mensagens entre o empresário Thiago Miranda, fundador e sócio do Portal Leo Dias, e Daniel Vorcaro de 21 de março de 2025 destaca o papel de articulador financeiro exercido por Eduardo na produção do filme.
Miranda, que teve papel de intermediário entre Vorcaro, a família Bolsonaro e o deputado Mario Frias em tratativas sobre o filme, encaminha para o banqueiro uma captura de tela de uma mensagem que Eduardo o enviou e diz: “Já estou fazendo o aditivo da troca da empresa e preciso de um direcionamento seu para seguir.”
Na mensagem de Eduardo a Miranda, o deputado federal cassado diz: “O ideal seria haver os recursos já nos EUA. Que dos EUA para o EUA é tranquilo. Se a empresa brasileira a enviar aos EUA não tiver aquele grande orçamento que mencionamos como exemplo, será problemático, vai ser necessário fazer as remessas aos poucos e isto tardaria cerca de 6 meses, calculamos.”
Em seguida, de acordo com a mensagem obtida pelo Intercept, Eduardo explica como seria a melhor forma de enviar o dinheiro: “Solução: enviar o máximo possível ainda neste sistema atual, com o remetente atual e etc. Será que conseguimos?”.
Embora não seja possível precisar a data que Eduardo enviou a mensagem a Miranda, o encaminhamento da captura de tela para Vorcaro indica que isso ocorreu em março de 2025 – mesmo mês em que Eduardo anunciou que ia se licenciar do mandato para ficar nos EUA e buscar as “devidas sanções aos violadores de direitos humanos”.
Enviamos questionamentos para Miranda, que esclareceu que ele “não desempenhou qualquer função na produção, divulgação, gestão financeira e estratégia de lançamento do filme Dark Horse” tendo limitado sua participação a “intermediar o contato entre pretenso investidor e os interessados no projeto”. Leia a resposta na íntegra.
Outro documento, datado de fevereiro de 2024, mostra ainda uma minuta de aditivo de contrato para a produção de “Dark Horse” em que Eduardo é qualificado como financiador do filme e autoriza o uso de recursos financeiros que ele investir no projeto. Não há confirmação se o aditivo foi, de fato, assinado.
Embora ele diga não ser “dono do filme”, o contrato – datado de novembro de 2023 e assinado digitalmente por Eduardo Bolsonaro em 30 de janeiro de 2024 – designa explicitamente Eduardo e Frias como tendo poder de gestão e decisão sobre a produção, juntamente da GoUp. A minuta que o designa como financiador da operação também contradiz sua fala de que ele teria apenas cedido “direitos de imagem”.
A GoUp Entertainment é uma empresa sediada na Flórida que tem como sócios a brasileira Karina Ferreira da Gama e um brasileiro naturalizado nos Estados Unidos, Michael Brian Davis.
Em dezembro, revelamos como uma organização não-governamental na qual Karina é sócia, o Instituto Conhecer Brasil, havia recebido pelo menos R$ 108 milhões da Prefeitura de São Paulo para operar um contrato de Wi-Fi público sem concluir as entregas previstas. Desde março, o Ministério Público está investigando o contrato.
A TV Globo noticiou na quinta-feira, 14, que o STF tenta, há mais de um mês, intimar o deputado Mario Frias a prestar informações sobre “possíveis irregularidades na execução de recursos de emendas” destinados ao Instituto Conhecer Brasil – o parlamentar e produtor-executivo do filme teria destinado R$ 2 milhões à ONG. Enviamos questionamentos para Karina Gama e para seu sócio, Michael Brian Davis, mas não houve resposta até a publicação. O espaço segue aberto.
Fundo de advogado de Eduardo recebeu dinheiro de Vorcaro
Na quarta-feira, 13, o Intercept revelou como o senador Flavio Bolsonaro, do PL do Rio de Janeiro, irmão de Eduardo, articulou apoio do banqueiro Vorcaro para financiar a produção de “Dark Horse”, segundo mensagens obtidas com exclusividade.
Vorcaro se comprometeu a repassar um total de 24 milhões de dólares (na época equivalentes a cerca de R$ 134 milhões) para financiar a produção, dos quais pelo menos 10,6 milhões de dólares — cerca de R$ 61 milhões, considerando a cotação do dólar nos períodos das transferências — foram pagos entre fevereiro e maio de 2025, em seis operações, para financiar o projeto cinematográfico ligado à família Bolsonaro.
A Polícia Federal apura se o dinheiro de Vorcaro para “Dark Horse” teria custeado despesas de Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos. No Instagram, o deputado federal cassado negou ter recebido o dinheiro negociado para o filme.
O material analisado pelo Intercept indica que ao menos parte dos valores negociados por Flávio junto a Vorcaro foi para um fundo controlado por aliados de Eduardo – incluindo Paulo Calixto, o advogado encarregado de seu processo imigratório nos EUA, conforme apuração da Agência Pública.
Os diálogos, um comprovante de uma ordem de pagamento de 2 milhões de dólares e uma tabela com previsão de valores a serem pagos analisados pelo Intercept indicam que parte do dinheiro negociado com Vorcaro para o filme foi transferida pela Entre Investimentos e Participações, que atuava em parceria com empresas do banqueiro, para o fundo Havengate Development Fund LP, sediado no Texas, nos EUA, e controlado por aliados de Eduardo.
Documentos societários obtidos pelo Intercept mostram que o fundo Havengate Development Fund LP foi registrado no Texas e tem como agente legal o escritório “Law Offices of Paulo Calixto PLLC”, de Paulo Calixto.
Nos registros, o fundo aparece como sendo pertencente à companhia quase homônima Havengate Development Fund GP LLC, registrada no mesmo endereço comercial em Dallas.
Os documentos desta segunda firma apontam Altieris Santana como membro do quadro societário do fundo e Paulo Calixto como membro e administrador. Ambos aparecem vinculados ao mesmo endereço comercial utilizado pelo Havengate.
Em uma das mensagens obtidas pelo Intercept, ao sugerir alternativas para facilitar o envio dos recursos aos EUA, Eduardo Bolsonaro informa que Altieris Santana estaria disponível para reuniões presenciais relacionadas à operação financeira. Enviamos questionamentos para Altieris Santana e Paulo Calixto, mas não houve resposta até a publicação da reportagem. O espaço segue aberto.
No Instagram, Eduardo disse que “o escritório cuida apenas da gestão burocrática, financeira e legal dos recursos” e que foi ele quem apresentou Calixto a Mario Frias “por saber da sua competência”.
Plano de negócios previa “oportunidade de imigração”
Os documentos mostram que o filme biográfico do ex-presidente Jair Bolsonaro teve um orçamento total astronômico para os padrões brasileiros: o valor estimado é entre 23 milhões e 26 milhões de dólares. A quantia corresponde ao montante negociado por Flávio Bolsonaro com Vorcaro: 24 milhões de dólares. O custo total é superior ao de várias produções recentes de Hollywood, inclusive vencedoras do Oscar.
O orçamento do filme prevê, segundo os documentos aos quais o Intercept teve acesso, que mais de 10,7 milhões de dólares seriam destinados apenas aos custos “acima da linha”, rubrica que inclui “custos gastos antes da filmagem” – com direitos do roteiro, salários de atores, diretores, produtores, diretor de elenco, roteirista e outros envolvidos na direção financeira e criativa de alto nível do filme.
Ainda segundo os documentos, a estratégia para captar recursos consistia na oferta de 40 cotas de 500 mil dólares. Ou seja, um total de 20 milhões de dólares.
Para atrair grandes investidores, o orçamento do filme foi fatiado em pacotes de investimento VIP com regalias incomuns para o mercado de cinema. Se o investidor pagasse 1 milhão de dólares, ele comprava uma cadeira no conselho de produção – com direito a dar pitacos e influenciar as decisões do filme.
O pacote mais caro, e incomum, custava 1,1 milhão de dólares. O grande chamariz para esse investimento não era o filme, mas sim a promessa explícita de uma “oportunidade de imigração”. O plano de negócios oferecia o filme como um atalho para que ricaços comprassem o direito a um Green Card, garantindo assim o visto de residência permanente nos Estados Unidos.
Plano de negócios previa benefícios para investidores, incluindo uma “oportunidade de imigração”
A promessa de lucro da produtora era agressiva: os investidores teriam a devolução de 100% do capital aportado acrescido de um lucro de 20% sobre o valor investido. O plano de negócios projetava a receita global do filme em três cenários distintos: um pessimista (de 45 milhões de dólares), um conservador (70 milhões de dólares) e um otimista (100 milhões). Após a quitação prioritária do capital e do prêmio de 20% aos financiadores, todo o lucro líquido restante gerado pela bilheteria e plataformas de streaming seria dividido meio a meio entre investidores e produtores. Ou seja, Eduardo Bolsonaro e Mario Frias também lucrariam com o filme.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ironizou as movimentações financeiras e relações políticas de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, durante evento em Barretos (SP), hoje, “Nesse hospital aqui não tem dinheiro do Vorcaro”, afirmou Lula.
A declaração foi dada durante visita ao Hospital do Câncer em Barretos. Lula participou de cerimônia na unidade de saúde, referência no tratamento oncológico no país, onde anunciou investimentos e ações na área. As informações são do portal G1.
O petista não citou nominalmente o senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Mas, a declaração foi feita na mesma semana em que vieram à tona áudios de conversas entre o banqueiro e o parlamentar.
Lula então prosseguiu a fala afirmando que a gestão do hospital, sempre que buscava o governo em busca de investimentos, levava projetos concretos. “Toda vez que esse moço me procurou para pedir recurso, levou projeto e eu dizia: ‘Não é discurso que me convence, mas o projeto. Se o projeto tiver consistência e base real, e tratar com dignidade as pessoas, não terá dificuldade comigo”, disse.
Ligação com Vorcaro
Nessa quarta-feira (13), reportagem do “Intercept Brasil” mostrou áudios e mensagens de texto em que Flávio trata Vorcaro, dono do Banco Master, como “irmão” e pede dinheiro para financiar o filme “Dark Horse”, cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
Vorcaro teria pago R$ 61 milhões a Flávio. A PF investiga se os valores foram usados para bancar Eduardo Bolsonaro, outro filho de Jair, nos Estados Unidos.
Mais cedo, Flávio foi questionado pela imprensa sobre o caso durante chagada ao Rio de Janeiro. Ele afirmou que “não tem que se justificar” sobre os áudios enviados ao banqueiro.
Em agenda realizada na manhã de hoje, o prefeito de Toritama, Sérgio Colin (PP), recebeu a visita do senador Fernando Dueire (PSD) para uma série de compromissos no município. A programação incluiu visita técnica ao Centro Administrativo da Prefeitura, passagem por prédios públicos e entrevistas em rádios da cidade. A agenda também contou com a presença do ex-prefeito e pré-candidato a deputado federal Edilson Tavares (PP), do vice-prefeito Gil Custódio (PP) e de vereadores da base governista. Durante a visita, Fernando Dueire confirmou a destinação de R$ 1 milhão para a construção do novo Hospital Municipal de Toritama.
A parceria entre o senador e o município vem rendendo resultados importantes nos últimos anos. Entre os principais avanços estão a articulação para a chegada das águas do Rio São Francisco à Capital do Jeans, o apoio às obras da BR-104, incluindo o projeto da travessia urbana no perímetro da cidade, a variante, a entrega do viaduto e a iluminação da Vila Canaã. Somam-se ainda mais de R$ 3 milhões destinados ao custeio de cirurgias e serviços de saúde, além da viabilização de um veículo para a segurança pública, uma máquina retroescavadeira e de um caminhão-caçamba para reforçar a limpeza urbana.
“Tenho a alegria, a satisfação e a honra de receber em Toritama um grande parceiro de Pernambuco e, em especial, da nossa cidade. Fernando Dueire tem contribuído diretamente com ações importantes e recursos para saúde, infraestrutura e lazer. Somos gratos por essa parceria. Depois de 20 anos, Toritama voltou a ter água nas torneiras, resultado de muito trabalho e articulação. E muita notícia boa ainda está chegando por meio do seu mandato”, afirmou o prefeito Sérgio Colin.
Uma das estruturas filantrópicas mais referenciais do Estado, o Instituto do Fígado de Pernambuco (IFP) promoveu um evento para reverenciar os que estendem a sua mão, seja na política ou no meio empresarial, para a manutenção dos seus serviços aos mais necessitados.
Foi uma “noitada de gala”, na expressão literal. Contou com uma legião de pessoas parceiras, entre eles o deputado Kaio Maniçoba (PP), que não compareceu por cumprir agenda fora do Estado. Foi representado pelo assessor Rinaldo Albuquerque, que recebeu a comenda das mãos da presidente Leila Beltrão Pereira e da vice Fátima Barreto.
O Instituto do Fígado e Transplantes de Pernambuco (IFP) é uma associação privada sem fins lucrativos, criada em 2005, que atua como referência nacional e internacional no diagnóstico, prevenção e tratamento de doenças gastro-hepáticas.
Conveniado ao SUS, oferece atendimento especializado em Recife, focado em alta complexidade para pacientes de todas as idades, com forte atuação em pesquisa e ensino.
Existe uma diferença brutal entre a promessa vazia e a mentira escancarada. O eleitor brasileiro, calejado por décadas de campanhas eleitorais, já aprendeu a conviver com políticos que prometem mundos e fundos. Ele até desconfia, revira os olhos, ironiza no grupo da família, mas segue em frente. O que o eleitor não tolera é a sensação de estar sendo tratado como idiota.
E foi exatamente esse erro que Flávio Bolsonaro cometeu no escândalo envolvendo o Banco Master, Daniel Vorcaro e os R$ 61 milhões destinados ao filme “Dark Horse”, a cinebiografia de Jair Bolsonaro.
O problema não foi apenas o pedido de dinheiro. Política sempre teve empresários financiando projetos, campanhas, documentários e “homenagens”. O problema foi a encenação grotesca montada por Flávio diante do repórter do Intercept Brasil. Quando questionado sobre os repasses de Vorcaro para o filme do pai, o senador riu, debochou da pergunta, acusou o jornalista de militância e tentou vender a narrativa clássica da perseguição política. Horas depois, veio o áudio. Cru. Direto. Sem edição emocional. Sem lacração de rede social. Sem filtro patriótico.
Na gravação revelada pelo Intercept, Flávio aparece cobrando reiteradamente os recursos prometidos por Daniel Vorcaro para financiar o longa sobre Jair Bolsonaro. Não era fofoca, não era ilação, não era “fake news da esquerda”. Era a própria voz do senador implorando pela liberação do dinheiro. Aí nasce o desastre político.
Porque o eleitor pode até perdoar um político enrolado. Mas dificilmente perdoa um político flagrado mentindo descaradamente minutos antes de a verdade explodir na internet. A humilhação pública destrói mais reputações do que qualquer investigação judicial.
Flávio tentou fazer o velho truque bolsonarista: atacar o mensageiro para evitar responder à mensagem. É a fórmula usada há anos — imprensa é inimiga, jornalista é militante, denúncia é conspiração. O problema é que, desta vez, o áudio apareceu rápido demais. E a realidade teve mais velocidade do que a narrativa.
O caso é ainda mais tóxico porque envolve Daniel Vorcaro, personagem central do colapso do Banco Master e alvo de investigações que transformaram o sistema financeiro brasileiro num campo minado político e judicial. E justamente no momento em que o bolsonarismo tentava colar no governo Lula a responsabilidade exclusiva pelo escândalo do banco, surge o filho do ex-presidente tratando Vorcaro como “irmão” e cobrando milhões para um filme eleitoral disfarçado de cinebiografia. A contradição ficou grotesca.
Mais do que um problema jurídico, trata-se de um colapso simbólico. O bolsonarismo construiu sua identidade política vendendo a imagem de combatente anticorrupção, inimigo das elites financeiras e adversário dos “esquemas de Brasília”. Agora aparece abraçado justamente ao epicentro de um dos maiores escândalos financeiros do país.
E há um detalhe devastador: o filme nem parece um projeto cultural. Soa como peça de campanha financiada nos bastidores para turbinar a imagem de Jair Bolsonaro às vésperas da eleição. A revelação dos áudios destruiu o verniz ideológico e expôs o que muita gente suspeitava: por trás do discurso moralista, existe apenas política profissional em estado bruto.
No fim, o estrago maior talvez não esteja nos R$ 61 milhões. Está na gargalhada debochada de Flávio diante do repórter, seguida horas depois pela divulgação do áudio que o transformou em símbolo da própria mentira que tentava esconder.
Na política, a corrupção desgasta. Mas a mentira comprovada, em tempo real, mata.
O deputado federal Pedro Campos (PSB) anunciou, esta semana, que irá acionar o Ministério Público de Pernambuco e o Tribunal de Contas do Estado (TCE-PE) para denunciar o que classificou como um esquema institucionalizado de contratações emergenciais sem licitação na saúde pública de Pernambuco. Segundo o parlamentar, o Governo Raquel Lyra transformou a exceção em regra e já autorizou cerca de R$286 milhões em gastos sem concorrência pública com instituições privadas responsáveis pela gestão de unidades de saúde em Pernambuco, como o Hospital Mestre Vitalino e seis UPAEs.
“O que era para ser medida excepcional virou método de governo. Emergências fabricadas estão sendo usadas para justificar contratos milionários sem licitação, sem transparência e sem concorrência pública. Isso é gravíssimo”, afirmou Pedro Campos.
O parlamentar aponta que o caso mais emblemático envolve o Hospital Mestre Vitalino, em Caruaru. Após 47 aditivos contratuais ao longo de uma década, o vínculo da unidade com a organização privada responsável pela gestão chegou ao limite legal e foi encerrado em novembro de 2025. Mesmo assim, o Governo do Estado manteve pagamentos de cerca de R$ 50 milhões durante dois meses sem contrato formal e, em seguida, assinou um novo contrato emergencial sem licitação no valor de R$143 milhões.
Esse não é um cenário pontual. A mesma situação se repete nas UPAEs de Arcoverde, Serra Talhada, Belo Jardim, Salgueiro, Garanhuns e Afogados da Ingazeira. Apenas na unidade de Arcoverde, a gestão estadual teria mantido quase dez meses de pagamentos sem contrato, além de celebrar posteriormente novo vínculo emergencial sem concorrência pública.
“Não existe surpresa em contratos que vencem depois de dez anos. O Governo Raquel Lyra sabia exatamente o dia em que esses contratos acabariam. Se não houve licitação, foi por decisão política e administrativa. A pergunta que fica é: a quem interessa impedir a concorrência pública?”, declarou.
Na denúncia, o parlamentar também criticou a situação do Hospital Central de Paulista. Comprado pelo Governo do Estado em 2025 por cerca de R$ 170 milhões, com a promessa de funcionar como hospital de retaguarda, a unidade segue sem atendimento à população. Mesmo assim, o Governo publicou no feriado de 1º de maio uma contratação emergencial sem licitação de R$ 68 milhões para gestão temporária da unidade por 180 dias.
“Depois de três anos sem construir uma nova UPA, o Governo agora tenta transformar usar contratos emergenciais sem licitação em modelo permanente de gestão até para abertura de novas unidades. O povo enfrenta teto desabando, elevador caindo, UTI sem climatização e profissionais denunciando abandono, enquanto milhões são gastos sem licitação. Isso precisa ser investigado com rigor”, afirmou.
O deputado informou que as representações protocoladas no Ministério Público e no TCE pedirão investigação imediata dos contratos, responsabilização dos gestores envolvidos e o afastamento da secretária estadual de Saúde.
“Estamos diante de uma possível improbidade administrativa, realizada com dolo, que drena recursos públicos da saúde e precariza ainda mais o atendimento da população pernambucana. Pernambuco não pode aceitar que contratos emergenciais virem instrumento de maquiagem administrativa e eleitoral”, concluiu.
Vivemos um momento decisivo na história democrática do Brasil. Mais uma vez, o povo será convocado às urnas para escolher deputados estaduais e federais, senadores e governadores – representantes que terão nas mãos importantes decisões sobre os rumos da nação.
Entretanto, diante de tantas crises institucionais, conflitos entre poderes e da crescente sensação de distanciamento entre representantes e representados, é inevitável uma reflexão profunda: estamos realmente escolhendo aqueles que defendem os interesses do povo brasileiro?
As Assembleias Legislativas, a Câmara dos Deputados e o Senado Federal, concebidos como legítimas casas do povo, muitas vezes são percebidos como espaços onde interesses políticos, conveniências e negociações por emendas sobrepõem-se às verdadeiras necessidades da população.
Diante desse cenário, penso que devemos considerar, com responsabilidade, a possibilidade de renovar profundamente nossos quadros políticos, buscando homens e mulheres sérios, éticos e verdadeiramente comprometidos com a coisa pública – inclusive aqueles que nunca ocuparam cargos tradicionais, mas que demonstrem preparo, equilíbrio e espírito público.
Não se trata de radicalismo ou rejeição indiscriminada à experiência política, pois sabemos que há exceções honrosas. Trata-se, acima de tudo, de promover uma mobilização nacional pautada pela consciência cidadã, pelo voto responsável e pela busca de um Brasil mais justo, transparente e eficiente.
Penso que devemos fazer uma mobilização nacional sem radicalismo, mas com consciência cidadã. Somente assim poderemos deixar um verdadeiro legado para as futuras gerações.
Não sou cientista político, não trabalho com pesquisas eleitorais, tampouco falo como especialista acadêmico. Sou apenas um mero cidadão brasileiro que gosta de ler, refletir, escrever e observar atentamente a realidade do país. E justamente por enxergar o que acontece ao nosso redor, sinto que algo precisa ser feito.
A transformação nacional não depende apenas das instituições, mas também da consciência coletiva de um povo que decide não aceitar passivamente práticas que enfraquecem a democracia e comprometem o futuro.
O Brasil precisa despertar para uma nova postura política, onde o voto seja instrumento de mudança verdadeira, e não simples repetição de velhos modelos que tantas vezes frustraram a população.
O Brasil precisa de cidadãos vigilantes, conscientes e comprometidos.
Precisa de renovação com responsabilidade.
Precisa de líderes que honrem a confiança popular.
Que este novo ciclo eleitoral seja marcado não apenas por campanhas, mas por um despertar coletivo de responsabilidade nacional.
Porque o legado que construiremos hoje será a herança política, moral e social das gerações que virão. Somente com participação consciente, equilíbrio e compromisso com o bem comum poderemos construir um Brasil mais forte, ético e verdadeiramente democrático.
*Professor universitário aposentado, administrador, contador, mestre em economia.
A prefeita de Serra Talhada, Márcia Conrado, assinou, ontem, a ordem de serviço para pavimentação de cinco ruas no bairro da Cohab. A iniciativa terá um investimento de R$ 1,5 milhão de reais, através de parcela de emenda do senador Humberto Costa (PT). Nesta primeira etapa serão pavimentadas as ruas Honorina Alves de Lima, Maria da Penha da Silva, José Albérico de Souza, além das travessas João de Souza Santos e Edimicio Luiz da Silva (travessa Rita Eliodoro).
“Para alguns, assinar a ordem de serviço de pavimentação de ruas é um mero documento, uma simples assinatura. Mas eu sou diferente, eu faço questão de vir aqui, olhar no olho de cada uma e cada um de vocês e dizer que o que assinamos hoje vai entregar dignidade, segurança e cuidado, de uma gestão que melhora a vida do povo de Serra Talhada com muito trabalho”, frisou a prefeita Márcia Conrado.
Os 91 anos de idade não impedem que Serafim Jardim cuide, com absoluto esmero, diariamente, da memória do ex-presidente Juscelino Kubitschek. Presidente da Casa JK, em Diamantina, quando perguntam a Serafim qual é a sua especialização, ele responde: “Sou formado em Kubitschek”. Tal proximidade é que fez com que Serafim Jardim duvidasse desde o início da versão oficial para a morte de JK.
Foi ele o responsável por reabrir, em 1996 a investigação sobre a morte de Juscelino e de seu motorista, Geraldo Ribeiro. O ponto que levou agora a historiadora Maria Cecília Adão a elaborar relatório para a Comissão sobre Mortos e Desaparecidos Políticos pedindo nova investigação é o mesmo levantado por Serafim.
Segundo o relatório de Maria Cecília a partir de estudos do perito Sergio Erberg, não há indícios de que o carro de JK desgovernou-se após sofrer uma batida de um ônibus na sua traseira. É exatamente o mesmo que dizia Serafim Jardim quando pediu, a partir do Ministério Público de Resende, onde aconteceu o acidente, a reabertura do caso. “Fico extremamente feliz de ver que agora, quem sabe, a verdade ser finalmente revelada”, disse Serafim.
Pela versão oficial, um ônibus da Viação Cometa bateu na traseira do Opala de cor marfim conduzido por Geraldo com JK como passageiro. Essa batida teria desgovernado o carro, que atravessou o canteiro e colidiu de frente com um caminhão. O laudo técnico da época, no entanto, não traz fotos claras da traseira do carro. Não há exame de tintas para verificar se havia marcas na traseira do Opala ou do Opala no ônibus. Não foram acrescentadas fotos dos cadáveres nem de Geraldo nem de Juscelino. “O laudo pericial é inaceitável”, conclui Serafim.
JK morreu no dia 22 de agosto de 1976. No dia 7 de agosto, o jornalista Wilson Frade telefonou para Serafim Jardim procurando confirmar a notícia de que Juscelino morrera num acidente de automóvel. Essa notícia chegou a diversos jornais naquele dia. JK estava na sua fazenda, em Luziânia. Lá localizado, o ex-presidente respondeu: “Estão querendo me matar”.
O próprio comportamento do motorista do ônibus não parece levar à conclusão de que ele teria batido no Opala. Ele parou após o acidente. Ajudou a tentar retirar das ferragens o motorista do caminhão. Depois, seguiu viagem e parou no posto da Polícia Rodoviária. Foi ele quem comunicou o acidente.
Juscelino estava em São Paulo e decidira viajar de carro de volta para o Rio. Em São Paulo, discutira a possibilidade de participação em uma construtora. Há, porém, um estranho detalhe no trajeto. Às 16h30, na divisa entre os dois estados, o Opala entrou no Hotel Fazenda Villa-Forte. Ficou por 90 minutos.
O que Juscelino foi fazer nesse hotel? O hotel fora fundado pelo brigadeiro Milton Junqueira Villa-Forte, um dos responsáveis pela criação do Centro de Informações de Aeronáutica (Cisa). JK deixou o hotel um pouco antes das 18h. Alguns quilômetros mais adiante, logo depois, aconteceu o acidente.
As razões dessa estranha parada do carro de Juscelino nunca foram investigadas a fundo. Ele teria sido atraído para alguma reunião nesse hotel? Ali, durante o tempo em que ficou estacionado, teria sido feita alguma sabotagem no automóvel? Ou teria havido algum atentado no km 165 da Via Dutra, onde houve o acidente?
Em 1996, quando o caso foi reaberto, Serafim pediu a exumação do cadáver de Geraldo Ribeiro, que estava enterrado em Belo Horizonte. O exame feito revelou a existência de um fragmento de metal na cabeça do motorista de JK. Na época, a conclusão do exame é de queria um prego do próprio caixão.
Em 1986, a viúva de JK, Sarah Kubitschek, deu uma entrevista na qual dizia achar “suspeita” a morte de JK. Sarah, porém, não teria avançado nas suspeitas para não atrapalhar a reabertura política. “Esperei Dona Sarah morrer para reabrir o caso”, diz Serafim. Quase 50 anos depois, tudo volta a ser investigado.
A Operação Sem Refino da Polícia Federal dificulta ainda mais a já complicada vida política do ex-governador Cláudio Castro. A candidatura dele ao Senado pode ser inviabilizada de vez depois da ação da PF de hoje. As informações são do blog do Valdo Cruz.
Cláudio Castro planeja se candidatar sub judice, já que foi condenado pelo Tribunal Superior Eleitoral por abuso de poder econômico na sua campanha pela reeleição e ficou inelegível. Ele recorreu, mas a avaliação é que uma questão de tempo que tanto o TSE como Supremo Tribunal Federal confirmem sua inelegibilidade.
A operação da PF deve facilitar também o planejamento político para as candidaturas no Rio do PL, partido do ex-presidente Jair Bolsonaro. O senador Flavio Bolsonaro, que também não está numa semana boa, não morre de amores por Claudio Castro. Por ele, já teria rifado a candidatura do ex-governador.
Agora, pode ficar mais fácil impedir a candidatura de Claudio Castro. Ele não só enfrenta problemas na Justiça, mas também no mundo da polícia e da política. Tudo misturado, o ex-governador do Rio fica ainda mais nas cordas e pode ser obrigado a submergir.
Uma solução rápida para a situação de Claudio Castro também interessa a Flavio Bolsonaro porque, sendo ele do PL, acaba desgastando também o senador e pré-candidato à Presidência da República, às voltas com seus problemas no relacionamento com o banqueiro Daniel Vorcaro.
E atinge também o esquema da máfia dos combustíveis, com mandado de prisão contra Ricardo Magro, dono da Refit. Empresário com forte laços políticos com integrantes do Centrão.