Em João Alfredo, no Agreste Setentrional, a 107 km do Recife, o prefeito Zé Martins (PSB) lidera com folga a pesquisa do Instituto Opinião, em parceria com este blog, para prefeito do município. Se as eleições fossem hoje, ele teria 66.9% das intenções de voto, 44 pontos de vantagem em relação à Vânia de Oim (Podemos), que aparece com apenas 20,3%.
Brancos e nulos somam 3,1% e indecisos 9,7%. Na espontânea, modelo pelo qual o entrevistado é forçado a lembrar o nome do seu candidato preferencial sem ajuda do disquete com todos os postulantes, Zé Martins mantém uma dianteira maior. Aparece com 62,3% das intenções de voto ante 18% de Vânia de Oim. Neste cenário, 2,3% dizem que podem anular o voto e indecisos somam 17,1%.
No quesito rejeição, Vânia de Oim lidera. Entre os entrevistados, 52% disseram que não votariam nela de jeito nenhum. Já o prefeito Zé Martins aparece com 21,7% dos entrevistados afirmando que não votariam nele de jeito nenhum. Entre os eleitores que estão firmes, sem chances de mudar o voto, 61,4% são do prefeito e 16,3% da adversária.
Estratificando o levantamento, Zé Martins tem seus maiores percentuais de intenção de voto entre os eleitores na faixa etária de 45 a 59 anos (74,1%), entre os eleitores com grau de instrução até a 9ª série (72%) e entre os eleitores com renda familiar até dois salários (67,7%). Por sexo, 69,9% dos seus eleitores são homens e 64,1% são mulheres.
Já Vânia de Oim tem seus maiores indicadores de voto entre os eleitores com grau de instrução superior (43,5%), entre os eleitores na faixa etária de 25 a 34 anos (29,4%) e entre os eleitores com renda familiar entre dois e cinco salários (21,8%). Por sexo, 21,2% dos seus eleitores são mulheres e 19,3% dos seus eleitores são homens.
A pesquisa foi a campo entre os dias 20 e 21 de agosto, sendo aplicados 350 questionários. O intervalo de confiança estimado é de 95,0% e a margem de erro máxima estimada é de 5,2 pontos percentuais para mais ou para menos sobre os resultados encontrados no total da amostra.
A modalidade de pesquisa adotada envolveu a técnica de Survey, que consiste na aplicação de questionários estruturados e padronizados a uma amostra representativa do universo de investigação. Foram realizadas entrevistas pessoais (face a face) e domiciliares. A pesquisa está registrada sob o protocolo PE-02297/2024.
Os ministros Flávio Dino, Alexandre de Moraes e Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal, defenderam uma nova discussão sobre a exigência de diploma para o exercício do jornalismo no Brasil.
A regra foi considerada inconstitucional pela Corte em 2009, mas voltou ao debate na última terça-feira. Dino disse que o sigilo da fonte não pode ser um direito para “desinformar”. Moraes declarou que a liberdade de imprensa não pode ser usada para “cometimento de crimes”.
Moraes é o autor da decisão que determinou busca e apreensão contra Raimundo Soares Cutrim no Maranhão. O ex-secretário estadual de Assuntos Legislativos do Estado é, de acordo com a Polícia Federal, fonte do jornalista Luís Pablo, responsável pelo Blog do Luís Pablo e alvo de operação realizada 5 meses atrás.
Pablo escreveu reportagens sobre o uso de carros oficiais pela família de Dino no Estado. O magistrado negou e afirmou que o veículo era seu. A exigência do diploma é pouco usual entre parceiros diplomáticos e comerciais do Brasil.
Países como Alemanha, Argentina, Austrália, Bélgica, Chile, Dinamarca, Espanha, Estados Unidos, França, Itália, Japão, Reino Unido, Suécia e Suíça não exigem um diploma específico em jornalismo para o exercício da profissão.
Canadá, Coreia do Sul, México, Rússia e Índia também não dispõem de obrigatoriedades formais para o exercício do jornalismo. Em alguns desses países, existem outras formas de regulamentação ou de reconhecimento profissional, como testes de conhecimento e registros. Já entre os países que exigem o diploma para jornalistas exercerem a função profissional estão:
O Programa Ilumina Pernambuco tem como objetivo modernizar a iluminação pública dos municípios do Estado. Ele substitui antigas lâmpadas de vapor de sódio e mercúrio por luminárias de LED, garantindo mais eficiência energética e segurança. Apesar de não ser considerado município, o distrito estadual de Fernando de Noronha também está sendo contemplado pelo programa com um investimento de R$ 2.219.417,12, que garantirá a modernização de 1.229 pontos de iluminação em LED na ilha.
As obras estão previstas para começar no próximo mês, em setembro. A modernização será realizada em duas etapas: a primeira, com investimento de R$ 719.417,12, contemplará 969 pontos e prevê a ampliação e substituição de todo o sistema de iluminação pública da ilha; e a segunda, com o aporte financeiro aproximado de R$ 1.500.000,00, contemplará 260 pontos envolvendo a substituição de todo o sistema de iluminação das pedonais (acessos de pedestres), infraestrutura elétrica, revitalização de iluminação da Praça Flamboyant e implantação de sistema de telegestão em todos os pontos de iluminação da ilha.
O Programa Ilumina PE é uma iniciativa do Governo de Pernambuco, executada por meio da Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Habitação (SEDUH) do estado. E, no arquipélago pernambucano, a ação conta com o apoio da Administração de Fernando de Noronha.
O administrador da ilha, Virgílio Oliveira, comemorou a conquista. “Desde o início da gestão, quando chegamos, observamos a necessidade de fazer uma renovação em toda a estrutura de iluminação pública de Fernando de Noronha. Prometemos que iríamos trazer essa mudança. E, agora, em parceria com o Programa Ilumina PE, da SEDUH, estamos trazendo toda essa troca e modernização de 1.229 pontos de iluminação”, ressaltou Virgílio.
“Fernando de Noronha só tem a agradecer por ter sido contemplado pelo maior programa de iluminação de Pernambuco”, salientou Roberta Meneses, superintendente de Infraestrutura e Meio Ambiente da Administração da ilha.
Embora a pesquisa Real Time Big Data divulgada nesta quarta-feira (19) aponte uma situação de empate técnico entre o candidato do PT, Leandro Grass, e o candidato do PSD, José Roberto Arruda, na disputa pelo segundo lugar, é Arruda quem é o alvo da preocupação da governadora Celina Leão (PP), que lidera a corrida pela reeleição. Segundo a pesquisa, Arruda tem 22% das intenções de voto, e Grass tem 18%.
Como a margem de erro da pesquisa é de dois pontos para mais ou para menos, no limite Arruda e Grass estão empatados. Celina está 12 pontos à frente de Arruda. Mas o seu peso na disputa fica claro quando ele sai em um segundo cenário: no caso, Celina pula de 34% para 45%. E Grass sobe para 20%. Assim, a grande aposta de Celina segue sendo conseguir que Arruda seja considerado inelegível com base na Lei da Ficha Limpa e saia da disputa.
Pela Lei da Ficha Limpa original, as condenações contra Arruda na Operação Caixa de Pandora o deixariam inelegível até 2032. Mas a Lei Complementar nº 219/2025 alterou esses prazos. Antes, o período de inelegibilidade era contado a partir do final do cumprimento da pena, a lei mudou o prazo para o momento da condenação. Isso beneficiou não apenas Arruda, mas outros políticos como Anthony Garotinho (Republicanos) e Eduardo Cunha (Republicanos).
Há, porém, uma contestação quanto à constitucionalidade dessa lei, que está sendo julgada no Supremo Tribunal Federal (STF). A ação é movida pela Rede. A relatora da ação, Cármen Lúcia, e Luiz Fux votaram pela inconstitucionalidade. Então, Gilmar Mendes pediu vista e até agora não devolveu a ação ao plenário. Arruda segue candidato sem saber qual será o posicionamento final do STF. Os que querem ver Arruda fora da disputa avaliam que Gilmar Mendes irá segurar o processo consigo o máximo possível.
Assim, passaram a acreditar que o caminho mais provável para tirar Arruda do páreo é uma impugnação no Tribunal Regional Eleitoral (TRE). Esse pedido de impugnação foi feito efetivamente nesta quarta-feira pelo deputado distrital Claudio Ferreira Domingues (Democrata). Mas não seria exatamente uma ação individual dele, já que a saída de Arruda da disputa interessa a muita gente.
Segundo disseram fontes, quem se moveria nos bastidores para tentar obter a impugnação de Arruda é o candidato a vice-governador na chapa de Celina, Gustavo Rocha (Republicanos). O relator do processo no TRE será o desembargador Guilherme Pupe. O que poderia aproximar Rocha de Pupe seriam os direitos humanos.
Gustavo Rocha foi ministro de Direitos Humanos no governo Michel Temer. Rodrigo Pupe é um dos sócios do escritório de Rodrigo Mudrovitsch, presidente da Corte Interamericana de Direitos Humanos. Muito embora a questão seja polêmica. Mesmo uma eventual proximidade poderia não levar a se atropelar uma decisão do STF.
Assim, especula-se como outra possibilidade que o TRE resolva esperar a decisão do TSE para se manifestar ou não pela impugnação de Arruda. O problema é a demora provocada no STF pelo pedido de vista de Gilmar Mendes, que faz com que candidatos disputem as eleições sem saber a essa altura se são elegíveis ou não.
Uma situação que leva às eleições brasileiras – não somente à de Arruda – insegurança jurídica. No fundo, a demora pode acabar tornando a situação fato consumado. A Justiça irá depois cassar o diploma de um governador que venha a ser eleito? Como resolverá? Dará posse ao segundo colocado? Convocar nova eleição?
Por outro lado, não se pode ignorar os interesses diversos. Celina Leão vê Arruda como o nome capaz de derrotá-la. Tirá-lo do páreo lhe interessa. De fato, a nova lei alterou os prazos de inelegibilidade da Ficha Limpa. Mas ficaram pontos controversos. Arruda tem seis condenações. A mudança vale para os casos conexos?
O caminho da impugnação no TRE tem outro problema, caso o STF demore. O que o TRE decidir cabe recurso ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Ou seja, a situação se arrastará. Empurrar com a barriga provavelmente não é a melhor solução. Como, no final, acontece também com a história do mandato-tampão no Rio de Janeiro.
O Sextou, programa musical que ancoro às sextas-feiras no lugar do Frente a Frente, recebe, amanhã, o ator, cantor, compositor e violeiro Jackson Antunes, mineiro que construiu uma carreira de destaque na televisão sem deixar de lado a ligação com a música e suas origens no campo.
Na TV, Jackson deu vida a personagens que ficaram na memória do público. Estreou nas novelas da Globo como o jagunço Damião, na primeira versão de Renascer, em 1993, trabalho que lhe rendeu reconhecimento como ator revelação. Depois, participou de produções como O Rei do Gado, Terra Nostra, A Favorita e A Regra do Jogo. Em A Favorita, viveu Léo, marido violento e abusivo de Catarina, personagem que provocou forte repercussão entre os telespectadores.
No Sextou, Jackson fala também de outra vertente de sua carreira: a música. Cantor, compositor e violeiro, ele relembra gravações de clássicos de Luiz Gonzaga e conta como a música sempre esteve ligada à sua história de vida e às raízes no interior de Minas Gerais.
A conversa passa ainda por episódios marcantes de sua trajetória pessoal. Jackson se emociona ao falar da infância em uma família numerosa e de poucos recursos, da perda do irmão gêmeo logo após o nascimento e da homenagem que fez a ele anos depois ao dar seu nome a um dos filhos. O ator também relata a luta contra um câncer no pâncreas, do qual conseguiu se recuperar.
O Sextou vai ao ar das 18h às 19h, pela Rede Nordeste de Rádio, que reúne 48 emissoras em Pernambuco, Paraíba, Alagoas e Bahia, tendo como cabeça de rede a Rádio Folha 96,7 FM, no Recife. Para ouvir pela internet, acesse o link do Frente a Frente no topo desta página ou baixe o aplicativo da Rede Nordeste de Rádio na Play Store.
Há duas semanas o governo federal petista passou da marca bilionária de despesas com viagens, em 2026, e “abriu”: agora, no total, Lula (PT) e cia. já conseguiram torrar mais de R$ 1,15 bilhão. São R$ 499 milhões com passagens aéreas e – principalmente – mais de R$ 650 milhões com diárias distribuídas a funcionários. Quase R$ 148 milhões foram destinados a viagens internacionais, que representam 13% do total.
Magno, bom dia! Que maravilha o podcast com Xico Sá!
Ouvir uma conversa como essa é perceber o quanto a história possui bastidores que, muitas vezes, somente chegam ao conhecimento da sociedade décadas depois dos acontecimentos. São informações reveladoras que, infelizmente, o tempo vai guardando até que alguém resolva pesquisar, ouvir personagens, confrontar versões e, finalmente, colocá-las à disposição do público.
O relato de Xico Sá sobre o livro ‘O Tesoureiro: o esquema de corrupção, a fuga espetacular e a morte de PC Farias’ nos transporta para um período marcante da história política brasileira: a eleição presidencial de 1989, a primeira eleição direta para presidente depois de um longo período sem esse exercício democrático, a ascensão de Fernando Collor e, posteriormente, toda a crise política que culminaria no seu afastamento da Presidência.
E quantas histórias ainda estavam escondidas!
Chama particularmente a atenção a narrativa sobre a fuga de Paulo César Farias, o PC Farias, em 1993. Os detalhes apresentados por Xico Sá – a mudança de aparência, o deslocamento pelo Sertão de Pernambuco, a utilização de um pequeno avião, a passagem pelo Paraguai e pela Argentina e, posteriormente, a chegada a Londres – parecem roteiro de cinema.
Mais impressionante ainda é saber que parte desses detalhes permaneceu desconhecida do grande público durante tantos anos.
Outro aspecto muito interessante da entrevista é o próprio papel do jornalismo naquele momento. Xico relembra a descoberta do paradeiro de PC Farias em Londres e também reconhece a importância da histórica entrevista realizada por Roberto Cabrini. São registros que demonstram como o jornalismo investigativo pode ajudar a documentar acontecimentos que, depois, passam a integrar a própria memória política do país.
Até o famoso Morcego Negro, avião associado a PC Farias desde a campanha presidencial de 1989, reaparece cercado de informações e bastidores que ajudam a compreender melhor aquele período.
É justamente aí que está, para mim, o grande valor de trabalhos dessa natureza.
Nós que gostamos de história, assim como jornalistas, pesquisadores e formadores de opinião, precisamos estar permanentemente dispostos a revisitar aquilo que imaginávamos conhecer. Novos documentos, depoimentos e investigações podem acrescentar peças ao quebra-cabeça e nos fazer enxergar determinados acontecimentos com outros olhos.
Isso não significa necessariamente apagar aquilo que já foi escrito, mas ampliar a compreensão dos fatos.
A história nunca deve ter medo de novas informações.
Por isso, Magno, parabéns pelo podcast e pela oportunidade de ouvir Xico Sá. Além de uma excelente entrevista, foi uma verdadeira viagem aos bastidores de um período que marcou profundamente a política brasileira.
Fiquei ainda mais interessado em ler o livro.
Porque, mesmo quando determinadas revelações chegam décadas depois, vale a pena conhecê-las. Conhecer os bastidores também é uma forma de compreender melhor a história.
Como morador da região da Jaqueira, Parnamirim e Casa Forte, faço um apelo à governadora de Pernambuco e às forças de Segurança Pública para que utilizem, de forma imediata e coordenada, todos os mecanismos de inteligência policial, investigação, policiamento ostensivo e repressão qualificada ao crime para combater a crescente sensação de insegurança nesses bairros.
Moradores relatam assaltos à mão armada nas entradas de condomínios, estabelecimentos comerciais, academias, consultórios e durante práticas esportivas, ocorrendo em diferentes horários do dia e da noite. Também são frequentes os relatos de invasões a garagens de edifícios para furtos de bicicletas e objetos deixados dentro dos veículos. A população está assustada e cobra uma resposta efetiva do Estado.
Jaqueira, Parnamirim e Casa Forte concentram milhares de famílias e contribuintes que pagam elevados impostos e não estão pedindo nenhum privilégio. Pedem apenas que o Estado cumpra uma de suas obrigações mais básicas: garantir segurança e o direito constitucional de ir e vir.
É necessário ampliar o trabalho de inteligência para identificar quadrilhas e criminosos reincidentes, reforçar o policiamento ostensivo nos pontos e horários de maior incidência e realizar operações permanentes na região. Os moradores não podem continuar reféns do medo. Segurança pública precisa ser tratada como prioridade.
*Publicitário, Cientista Social e Político, especialista em Comex, Inteligência Competitiva, Marketing, Turismo e Comunicação.
A Assembleia Legislativa de Pernambucano recebeu, ontem, o pedido de impeachment elaborado pelos deputados Sileno Guedes, Rodrigo Farias e Romero Albuquerque, todos do PSB, contra a vice-governadora Priscila Krause (PSD). Confira abaixo a nota enviada pelos parlamentares.
Nota oficial
Na condição de membros da Assembleia Legislativa de Pernambuco, e diante da importância de fiscalizar e acompanhar os recursos públicos geridos pelo Governo de Pernambuco, ingressamos, ontem, com pedido de impeachment contra a vice-governadora Priscila Krause (PSD).
A medida ocorre depois de uma série de denúncias já feitas pela bancada da oposição quando a vice-governadora ocupou interinamente a chefia da administração estadual, assinando R$ 200 milhões de orçamento que também chegava ao hospital que tem, como principal sócio e administrador, seu marido, Jorge Branco – com quem é casada em comunhão de bens.
Na última semana, auditoria federal apontou irregularidades na Casa de Saúde e Maternidade Nsa. do Perpétuo Socorro LTDA com graves prejuízos aos cofres públicos, principalmente pelo apontamento de fraudes em tratamentos de câncer e de hemodiálise. A auditoria se tornou um escândalo nacional, revelado pelos veículos de imprensa.
Some-se a isso, o fato de a unidade já ter recebido R$ 75 milhões do Governo de Pernambuco, o que reforça a necessidade da devida investigação. De acordo com informações disponíveis no próprio Diário Oficial, Priscila Krause ainda nomeou os responsáveis das áreas jurídica, de licitação e financeira da Secretaria de Saúde que cuidavam de toda a cadeia de pagamento para o hospital gerido pelo seu marido.
Esse conjunto de irregularidades, que fez o Ministério da Saúde exigir que o marido da vice-governadora faça a devolução de recursos para o SUS, nos levaram a exigir que a Assembleia Legislativa se mobilize formalmente para apreciar o caso. O nosso objetivo é que tudo seja devidamente apurado como prevê a lei, diante de indícios evidentes de graves irregularidades. O impeachment é necessário para proteger o dinheiro do SUS, que está sendo desviado para o marido da vice-governadora.
Atenciosamente,
Sileno Guedes – deputado estadual e presidente da Comissão de Saúde da Alepe
Rodrigo Farias – deputado estadual e vice-presidente da Alepe
Integrantes do PT e da campanha do presidente Lula encomendaram pesquisas para medir um possível impacto das recentes denúncias envolvendo o braço direito do petista, seu ex-chefe de gabinete, Marco Aurélio Santana, e seu filho, o empresário Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha.
Segundo apurou o portal Metrópoles, as pesquisas internas, os chamados trackings, indicam que, até o momento, as denúncias contra os dois ainda não produziram impacto significativo na imagem de Lula. A prévia desses levantamentos, no entanto, mostra que o caso envolvendo Marcola pode trazer mais desgaste ao presidente, justamente pela proximidade entre os dois.
Nome de confiança do petista, ele circulava pela sala do presidente e, inclusive, atuava como intermediador de ligações para o petista. No caso de Lulinha, integrantes da campanha avaliam que o filho do presidente é uma “personagem antigo”, que já apareceu em outras eleições e episódios envolvendo seu nome não foram para frente0. Por isso, a avaliação interna é de que o assunto, por si só, não representa uma novidade capaz de provocar um impacto imediato.
Reforçando laços com o bolsonarismo, Raquel Lyra (PSD) se deixou ser filmada, ontem, no Congresso de Mulheres da Assembleia de Deus Novas de Paz, controlada pela família Tércio. A governadora aparece cantando uma marcha neopentecostal ao lado da vice-governadora Priscila Krause (PSD), do candidato a senador Eduardo da Fonte (PP) e da deputada federal Clarissa Tércio (PP), que chegou a ser cotada como vice de Flávio Bolsonaro (PL) na disputa pela presidência da República.
Clarissa é um dos nomes mais radicais do bolsonarismo em Pernambuco. Durante os atos antidemocráticos de 8 de janeiro de 2023, em Brasília, ela chegou a postar vídeos apoiando as manifestações e foi alvo de um inquérito aberto pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), posteriormente arquivado. Também se notabilizou por incitar manifestantes na porta do Centro Integrado de Saúde Amaury de Medeiros (Cisam), no Recife, em 2020, para tentar impedir o aborto legal em uma menina de 10 anos vítima de estupros do tio no estado do Espírito Santo. Recentemente, Clarissa voltou a causar polêmica ao atribuir a rituais de religiões de matriz africana a poluição nas margens do Rio Utinga, em Igarassu.
Em maio deste ano, Raquel já havia aparecido ao lado da deputada em um evento político. No palco, Tércio usou o termo “amarrar” para reforçar a aliança incondicional entre a governadora e ela, o que gerou desconforto em setores da esquerda que ainda não acreditavam que Raquel era a candidata do bolsonarismo em Pernambuco. Nos últimos dias, a governadora também tem sido vista ao lado de Mendonça Filho, candidato a senador pelo PL, e do candidato a deputado federal Gilson Machado (Podemos), outro nome notável do bolsonarismo em Pernambuco.
O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu, ontem, ampliar o alcance da aplicação da Lei Maria da Penha, criada em 2006 para combater a violência contra as mulheres.
Pela decisão, a lei deve ser aplicada pelos juízes para combater toda forma de violência de gênero contra a mulher. Antes da decisão, a norma era aplicada somente em casos de violência doméstica, familiar ou relações íntimas de afeto.
A Corte também estabeleceu que a lei também deve ser aplicada durante as eleições de outubro para combater a violência política de gênero contra as candidatas. A partir desse entendimento, caberá à Justiça Eleitoral decidir sobre a concessão de medidas de proteção.
A Lei Maria da Penha prevê diversas medidas protetivas, como afastamento do agressor do lar, proibição de aproximação da vítima, uso de tornozeleira eletrônica e decretação de prisão preventiva.
“Armação entre polícia e política para encobrir uma grande queima de arquivo”, diz Xico Sá sobre morte de PC Farias
A versão oficial para as mortes de PC Farias e de sua namorada, Suzana Marcolino, nunca eliminou as suspeitas em torno do caso. Para o jornalista cearense Xico Sá, que mergulhou na trajetória do ex-tesoureiro de Fernando Collor para escrever O Tesoureiro: o esquema de corrupção, a fuga espetacular e a morte de PC Farias, a hipótese mais consistente é ainda mais grave. “Creio que a tese mais correta, e tudo leva a crer, é que foi uma armação entre a polícia e a política para encobrir uma grande queima de arquivo”, afirmou, ontem, em entrevista ao podcast Direto de Brasília.
PC e Suzana foram encontrados mortos em 23 de junho de 1996, na praia de Guaxuma, em Maceió. Xico sustenta sua desconfiança na maneira como as primeiras investigações foram conduzidas, citando desde a destruição do colchão em que o casal dormia até alterações na cena do crime. O biógrafo também menciona as dúvidas que cercaram a morte, dois anos antes, de Elma Farias, mulher de PC. “Parecia que estava todo mundo correndo para resolver logo uma versão de que teria sido um crime passional. Inclusive a família”, disse.
A investigação para o livro, previsto para setembro, levou Xico também a redimensionar o papel desempenhado por PC no Governo Collor. Em vez de um simples operador financeiro ou arrecadador de campanha, o jornalista descreve uma relação muito mais profunda entre os dois. “Era uma sociedade, não era colaboração eventual ou dinheiro do PC que pingou na mão do Collor. A montagem era de uma sociedade, e essa é a grande história”, ressaltou. Segundo ele, o Fiat Elba, que se tornou símbolo do escândalo que levou ao impeachment, estava longe de representar o tamanho das transações entre eles. “Do Fiat Elba, PC deu uma Mercedes ao Collor”, revelou.
Entre os achados mais contundentes da apuração está a relação de PC com integrantes dos próprios órgãos encarregados de procurá-lo durante a fuga. “O delegado Edson Oliveira, que era chefe da Interpol no Brasil, estava na folha de pagamento do PC Farias. Ele dava entrevistas, fingia que estava procurando PC, e na verdade estava na mão do PC”, relatou Xico. Segundo o biógrafo, Oliveira chegava a avisar ao ex-tesoureiro por onde passariam as equipes policiais e da Interpol.
Essa relação ajuda a entender um dos capítulos mais impressionantes reconstruídos pelo biógrafo: a fuga de PC do Brasil, em 1993. Procurado pela Justiça, o ex-tesoureiro contratou um grupo especializado em retirar fugitivos da América Latina e conseguiu deixar o país pelo Sertão pernambucano. “Ele raspa o bigode, bota peruca e sai escondido de Maceió rumo a uma fazenda em Pernambuco. Ele contrata um grupo especializado em fugas de criminosos […] e parte em um teco-teco do Sertão de Pernambuco”, contou Xico. O itinerário passou por Paraguai e Argentina antes de terminar em Londres.
Foi na capital inglesa que Xico, então repórter da Folha de S.Paulo, descobriu o paradeiro de PC, em outubro daquele ano. No dia seguinte à publicação, o jornalista Roberto Cabrini conseguiu entrevistá-lo para o Jornal Nacional. Agora, três décadas depois, o biógrafo afirma ter reconstruído detalhes inéditos da operação que permitiu a fuga, inclusive a participação do grupo contratado por PC e sua conexão com o então chefe da Interpol no Brasil.
O livro ainda recupera uma ambição pouco conhecida do ex-tesoureiro: construir uma dinastia política própria em Alagoas capaz de disputar espaço com famílias tradicionais como os Collor, os Palmeira e os Bulhões. PC não conseguiu concretizar o projeto, mas seus irmãos permaneceram na política. Augusto Farias exerceu quatro mandatos de deputado federal, enquanto o médico Luiz Romero Farias foi escolhido suplente de Arthur Lira (PP), candidato ao Senado neste ano. “A família não obteve o sonho de virar um grande clã alagoano, mas está aí de carona com Arthur Lira. Esse sim conseguiu fazer um grande clã e tenta avançar agora em outubro como senador”, observou Xico.
Raquel rebate João sobre cortes na saúde – A governadora Raquel Lyra (PSD) rebateu, ontem, a afirmação de João Campos (PSB) de que o Estado teria reduzido em R$ 500 milhões os recursos próprios destinados à saúde. Mais cedo, durante agenda no Sindicato dos Odontologistas, o candidato ao Governo de Pernambuco disse que, enquanto a União destinou R$ 2 bilhões ao setor, a gestão estadual deixou de aplicar R$ 500 milhões. Raquel contestou os números e afirmou que Pernambuco investiu R$ 2,5 bilhões, além dos recursos federais. “Ano a ano a gente tem recebido, feito e executado recordes de investimentos na saúde pública”, declarou.
Sem identidade – Em entrevista ao blog da Folha, ontem, o senador e candidato à reeleição ao Senado, Humberto Costa (PT), comentou sobre a “suposta” relação do deputado Túlio Gadêlha (PSD), que também concorre a uma vaga no Senado, com o presidente Lula (PT). “As pessoas conhecem a história de cada um. Eu posso falar por mim. Eu acho que tenho uma identidade inquestionável na relação com Lula. Fui fundador do PT, sempre militei no partido, estive com o presidente nas horas difíceis e nas mais fáceis. Eu tenho uma história, uma identidade. Eu acho que todo mundo pode apoiar Lula – e é ótimo que apoiem – mas eu acho que as pessoas sabem o que é a prioridade de Lula e quem tem mais identidade”, finalizou.
Mandados de prisão – Um levantamento feito pelo portal G1, ontem, mostrou que nove candidatos das eleições de 2026 são alvos de mandados de prisão em aberto. Os casos envolvem dívidas de pensão alimentícia. Nessas situações, o juiz emite a ordem de prisão não porque a pessoa cometeu um crime, mas para forçá-la a fazer o pagamento. Somadas, as dívidas chegam a R$ 95.221,88. Somente um dos nove mandados não informa o valor em atraso. Cinco nomes concorrem a deputado federal, três a deputado estadual e um a segundo suplente de senador. Eles disputam as eleições em seis estados.
Sem baixar a cabeça – O presidente Lula (PT) afirmou, ontem, que o Brasil precisa “ter força para poder dizer não”. “A gente tem que estar preparado para ele saber que a gente vai ter força pra poder dizer não, que a gente vai ter força pra poder dizer: ‘Vamos competir’. O que a gente não pode é ser um país desse tamanho de cabeça baixa a vida inteira”, declarou. Apesar de não citar nomes, o petista pode ter feito uma referência ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump (Partido Republicano). Os dois mantêm uma relação de altos e baixos, com um tensionamento com a aproximação das eleições brasileiras. No discurso, Lula defendeu a soberania nacional. “A gente não tem soberania nacional só porque a gente faz discurso. Sabe, o discurso é só palavra, que o adversário às vezes nem escuta”. As informações são do portal Poder360.
Michelle lidera no DF – A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) lidera a pesquisa Real Time Big Data para o Senado no Distrito Federal, com 25% das intenções de voto. O levantamento indica que Leila do Vôlei (PDT) tem 17% e está tecnicamente empatada com Bia Kicis (PL) e Erika Kokay (PT), que somam, cada uma, 15%. Logo atrás, aparece o desembargador aposentado Sebastião Coelho (Novo), com 8%. Cristian Viana (Podemos) foi escolhido por 2%, mas ele não concorre ao cargo de senador – disputa como segundo suplente de Michelle Bolsonaro. Com a confirmação de sua candidatura, Michelle tornou-se a segunda ex-primeira-dama da República a concorrer a um cargo eletivo. Antes dela, apenas Rosane Malta, conhecida anteriormente como Rosane Collor e ex-mulher do ex-presidente Fernando Collor de Mello, havia disputado uma eleição.
CURTAS
GOLPE – O Tribunal Regional Eleitoral de Pernambuco (TRE-PE) emitiu um alerta sobre uma tentativa de golpe por telefone que utiliza indevidamente o nome da Justiça Eleitoral. Durante a chamada, uma gravação ou uma pessoa se apresenta como representante da Justiça Eleitoral e solicita que o eleitor digite 1, caso precise de orientações, ou 2, caso esteja com a situação eleitoral regular.
GOLPE II – O TRE-PE esclarece, no entanto, que a Justiça Eleitoral não realiza ligações para solicitar que eleitores confirmem a regularidade da situação eleitoral por meio da digitação de números, nem entra em contato dessa forma para oferecer orientações. A Justiça Eleitoral reforça a orientação para que os eleitores utilizem somente os canais oficiais para consultar informações sobre o título e outros serviços eleitorais.
REABERTURA – A chefe do Gabinete do Centro do Recife (Recentro), Ana Paula Vilaça, anunciou, ontem, a reabertura da Rua da Imperatriz, na Boa Vista, para a circulação de carros, atendendo a um antigo pleito dos proprietários de imóveis e comerciantes da área. A previsão é que a medida seja implementada em setembro, a partir de uma intervenção de urbanismo tático.
Perguntar não ofende: Raquel consegue provar que não cortou R$ 500 milhões da saúde?