O prefeito do Paulista, Yves Ribeiro, que está no sétimo mandato como chefe do Executivo, comemorou, nesta quinta-feira (23), a aprovação pelo Tribunal de Contas do Estado de Pernambuco da 33ª conta do seu governo. O gestor já foi prefeito por duas vezes em Itapissuma, duas em Igarassu e, atualmente, comanda Paulista pela terceira vez.
Yves disse que ter mais uma conta aprovada demonstra o compromisso que tem na aplicação dos recursos da população. “Ao longo desses meus 50 anos de vida pública sempre me pautei na correta destinação do erário municipal. Cada real que entra na Prefeitura volta para o povo, através de obras e serviços”, afirmou.
O presidente do Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE), desembargador Ricardo Paes Barreto, prestigiou, na noite desta terça-feira (27/1), a entrega de 103 títulos de propriedades a moradores da comunidade Laura Ramos de Brito, em Afogados da Ingazeira.
A ação faz parte do Programa Moradia Legal do TJPE em parceria com a prefeitura do município do Sertão.
Os beneficiados com a iniciativa, compostos por uma população de baixa renda, receberam os documentos dos imóveis de forma gratuita.
Na ocasião ainda, pelo zelo e pelas ações realizadas no município e arredores, o presidente do TJPE recebeu o título de cidadão Afogadense, concedido por unanimidade pela Câmara dos Vereadores de Afogados da Ingazeira.
Estiveram presentes também: o desembargador Mozart Valadares; os juízes Oswaldo Lobo e Daniela Rocha; a coordenadora adjunta do Moradia Legal, Sara Lima; o prefeito e o vice-prefeito de Afogados da Ingazeira, Alessandro Palmeira e Daniel Valadares, respectivamente; o presidente da Câmara dos Vereadores, Vicente Zuza; o prefeito de Iguaracy, Pedro Alves; o tabelião Carlos Gomes; a advogada Diélida Lima, representando a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) no município; a engenheira Tamara Pires, representando o Conselho Regional de Engenharia e Agronomia de Pernambuco (CREA-PE); e o ex-prefeito de Afogados da Ingazeira, Totonho Valadares; além de diversos representantes da comunidade e de organizações civis.
O pernambucano-brasiliense Aurélio Macêdo Rodrigues será empossado nesta quarta-feira (28) como associado correspondente do Instituto Arqueológico, Histórico e Geográfico Pernambucano (IAHGP), em cerimônia realizada no Recife. Administrador de empresas, empresário e historiador, ele reside há mais de 30 anos em Brasília, onde construiu trajetória profissional ligada à Câmara dos Deputados, atuando por décadas como assessor parlamentar em diferentes gabinetes e setores da Casa.
A indicação de Aurélio Rodrigues ao instituto está relacionada ao seu interesse por pesquisas históricas e projetos voltados à preservação da memória. Atualmente, ele desenvolve o site “Genealogia do Pai Chico”, plataforma colaborativa dedicada ao mapeamento genealógico de sua família, que reúne mais de 3 mil descendentes distribuídos em oito ramos familiares e sete gerações documentadas. Ele também é um dos coautores do livro A Máquina do Tempo.
Segundo o presidente do IAHGP, George Cabral de Souza, a escolha levou em consideração a afinidade do indicado com os objetivos da instituição. No convite, Cabral destacou a “trajetória em defesa das causas que nos são comuns”. A posse ocorre às 15h, durante a sessão magna comemorativa dos 164 anos de fundação do instituto, na sede localizada na Rua do Hospício, no bairro da Boa Vista, ocasião em que também serão empossados outros membros honorários, efetivos e correspondentes.
A Assembleia Legislativa deve instaurar uma comissão especial para investigar a governadora Raquel Lyra, com base na violação do dever de decoro, moralidade e imparcialidade, com a perda do mandato e inabilitação por abuso de poder, por ter exercido interferência policial contra um adversário político, com atos cominados contra a lei.
A denúncia é gravíssima. Onde deveria haver segurança jurídica, deu-se o desrespeito a essas premissas. Raquel é delegada licenciada da Polícia Federal e sabe que não pode agir nem acima, nem, muito menos, fora da lei.
Raquel atacou a democracia com suas ações ilegais. Seus delegados agiram em direção oposta ao que estabelece a lei. Raquel negou o Estado de Direito, na medida em que não foi emanada ordem judicial para grampear e rastrear o carro oficial da Prefeitura do Recife.
Raquel e seu trio de delegados macularam princípios e agiram com desídia e claramente de modo incompatível com a honra, dignidade e decoro de suas funções.
Raquel, craque em show de horror, mandou reabrir pela segunda vez um inquérito arquivado e polêmico, tomando decisões de ofício, sem a participação do Ministério Público e sem ordem judicial, sem finalidade específica para as investigações, gerando controvérsias jurídicas e políticas.
Raquel perseguiu João de Eduardo Campos, foi parcial, ilegal e atentou à honra, dignidade e decoro de suas funções. Raquel, sobrinha de Fernando Lyra, o ministro da Justiça de Tancredo Neves que removeu o entulho autoritário no país, agora, ao contrário do tio, flerta com o Tribunal da Censura e do Rastreamento de adversário.
A Constituição Federal, no artigo 5º, XXXVII, diz que não haverá juízo ou tribunal de exceção. O artigo 5º, IV, da mesma Constituição assegura o direito ao devido processo legal, que inclui a garantia de que nenhuma punição será imposta sem que haja um processo justo, isento e transparente.
Raquel violou o direito à liberdade e à segurança, com provas parciais, sem base em provas lícitas e formalidades observadas, sem o devido processo legal.
Raquel é um emblema do arbítrio. O Pernambuco de Raquel não é o dos Leões do Norte, de Agamenon Magalhães, Cid Sampaio, Miguel Arraes, Nilo Coelho, Marco Maciel, Jarbas e Eduardo Campos.
Raquel, o que tu tens, ó musa de ar magoado, em teu rosto afloram, lado a lado, a loucura e a aflição.
Uma pesquisa da consultoria mexicana Áltica Research com dados sobre avaliação presidencial e intenção de voto no pleito de outubro foi divulgada nas redes sociais na segunda-feira sem que a empresa tivesse feito seu registro na Justiça Eleitoral, conforme prevê a legislação. O relatório aponta uma ligeira vantagem, dentro da margem de erro de 2,8 pontos percentuais, do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em um possível cenário de segundo turno na disputa pelo Planalto. O filho de Jair Bolsonaro aparece com 48%, e o petista soma 47%.
A divulgação dos dados foi feita pela Áltica Research na rede social X. O caso foi antecipado pelo portal Jota, especializado na cobertura do Judiciário, e confirmado pelo GLOBO. A legislação eleitoral estabelece que todas as pesquisas divulgadas em anos com pleito devem ser documentadas junto ao TSE. A divulgação sem o prévio registro das informações sujeita os responsáveis à multa entre R$ 53.205 e R$ 106.410. As informações são do jornal O GLOBO.
Questionado sobre quais medidas serão tomadas diante da divulgação desta pesquisa, o TSE não respondeu. Em resposta à reportagem, a Corte se limitou a apontar as punições previstas na legislação e destacou que, no mês que vem, realizará audiências públicas para receber sugestões da sociedade destinadas ao aperfeiçoamento das resoluções que vão orientar as Eleições de 2026.
Professor de direito eleitoral da FGV-SP, Fernando Neisser destaca que pesquisas divulgadas no ano eleitoral influenciam a cobertura noticiosa e a aproximação de doadores, contribuindo para beneficiar ou prejudicar campanhas. Por conta dessa sensibilidade, há a necessidade do registro no TSE.
— Outros países adotam um sistema semelhante, que permitam a fiscalização das pesquisas. Isso ocorre para evitar que eventuais relatórios fraudulentos possam influenciar de forma indevida a corrida. No caso em discussão, vemos uma empresa estrangeira veiculando a pesquisa sem o registro. Ela ser mexicana não a isenta de sofrer um processo no âmbito da Justiça brasileira e ser apenada — avalia.
O relatório da empresa mexicana afirma que a sondagem foi realizada entre os dias 23 e 25 de janeiro, com 1.200 entrevistados acima dos 18 anos. Por meio de um painel online e recrutamento via internet, os pesquisadores ouviram eleitores de todos os estados. A metodologia adota é conhecida como river sampling.
A consultoria afirma no documento que o estudo foi executado e financiado de forma independente. Procurada pelo GLOBO, a Áltica Research não se manifestou.
A utilização da metodologia foi criticada pelo estatístico Raphael Nishimura, que também é diretor de amostragem na Universidade de Michigan (EUA). Segundo o pesquisador, estudos recentes mostram que relatórios que utilizam destes painéis “têm enfrentado inúmeros problemas de qualidade de dados”.
— Há problemas com relação a vieses de seleção, por decorrência de que, em geral, pessoas mais engajadas politicamente tendem a responder esses anúncios para esses tipos de pesquisa online. Também há inúmeras questões com a qualidade dos dados, desde respondentes que não prestam muito atenção nas perguntas até, mais recentemente, haver robôs respondendo essas pesquisas, que estão cada vez mais difíceis de serem detectados — afirma Nishimura.
A expressão “pato manco” (lame duck) na política americana refere-se a um(a) governante ou político(a) que continua no cargo após perder a reeleição, anunciar aposentadoria ou estar em seu último mandato permitido. Ele(a) detém o poder formal, mas perdeu influência, autoridade e capacidade de implementar novas medidas, tornando-se um “morto-vivo” (ou “morta-viva”, no caso em pauta) político, com foco restrito no final de seu mandato. Ladeira abaixo, tropeçando ao descer as escadas.
Pernambuco assiste, como o restante do país, estarrecido, à incrível capacidade da desastrada, incompetente e arbitrária governadora Raquel Teixeira Lyra de conduzir com equilíbrio e prudência os mais comezinhos assuntos do Estado. Duas trapalhadas reveladas recentemente, mas que vêm de longe, provocaram escândalos nacionais e perplexidade internacional. Nunca, jamais em tempo algum, sob as regras de um regime democrático, um Executivo de qualquer nível usou a estrutura governamental para, no completo desrespeito às leis, determinar medidas ilegais, imorais e sujeitas ao defenestramento do cargo e à condenação da História.
O que fez de tão ruim essa simpática mulher? Para ficar apenas nesses dois casos: primeiro, nomeou um primo afim para a presidência da entidade que também controla o transporte rodoviário. A empresa Caruaruense, fundada por seu avô e nos extertores dirigida por seu pai, agonizava. Raquel Teixeira Lyra determinou, por meio do preposto, que nenhuma fiscalização fosse feita, nenhuma taxa fosse cobrada, e a empresa circulou ainda por três anos sem as mínimas condições operacionais. Com riscos reais à integridade e até à vida de milhões de passageiros. A governadora foi forçada, ela em pessoa, a anunciar a falência da empresa, cuja operação já foi assumida por outra concessionária no último fim de semana. Um jogo marcado e previsto. Como, aliás, O Poder anunciou com exclusividade — tanto a data da substituição como a empresa sucessora.
Incrível, mas o pior ainda vem.Explodiu no Domingo Espetacular, da Rede Record. Uma coisa que nós aqui, de O Poder, vínhamos denunciando há meses. O uso direcionado da Polícia Civil para fins políticos. Com o objetivo de perseguir adversários. Alertamos. Ninguém quis ouvir. Tentaram desmoralizar as denúncias, coisa que ninguém nesse governo e nos seus arredores áulicos tem condições morais de fazer. Temos história e conceito. Raquel Teixeira Lyra tem histórico familiar, conceito indefinido e lealdade duvidosa à trajetória dos seus familiares, predecessores na política.
Virou um “pato manco”. Está no cargo, mas já não governa; dá ordens, mas já não manda; mantém a pose, mas já não é respeitada. Melhor seria abreviar a sangria, a estas alturas inevitável. Porém isso, só ela pode decidir.
Com uma corridinha de 8 km, ontem, na Praça das Mangueiras, em Paulo Afonso (BA), encerrei uma viagem de 5 mil km por terra, num período de 14 dias, entre Alagoas, Bahia e Minas Gerais, ao lado da minha Nayla e suas primas Tayse e Kelly Lira. Nas férias, resolvi andar pelo Brasil de carro, aventura que não fazia há muito tempo.
Dividi o comando da direção com meu amigo Cid Severo, esposo de Kelly, que já me acompanha nas viagens pelos rincões do Estado nos lançamentos do livro Os Leões do Norte. Viajar de carro é cansativo, mas extremamente agradável. Saímos sem pressa. Paramos onde identificamos roteiros de puro relax, descontração, curtição e passeios maravilhosos.
A primeira parada foi numa estação de história e de águas, onde se abre a janela ao acordar saudado por um braço do Rio São Francisco: Piranhas. Encontramos uma Piranhas apinhada de turistas em busca da rota do cangaço e do passeio nos cânions do Velho Chico.
Alugamos uma lancha e nos encantamos com o 5º maior cânion navegável do mundo com o passeio náutico pelos Cânions do São Francisco. Paisagens majestosas, piscinas naturais cristalinas em paradinhas para banho. A aventura proporciona uma imersão completa na beleza natural da região, com a oportunidade de saborear a culinária local em um dos restaurantes durante a parada para o almoço.
Vale entrar na Gruta do Talhado, a parte mais estreita dos cânions, visão única e espetacular deste magnífico fenômeno natural. De Piranhas, alcançamos Milagres, na Bahia, onde pernoitamos, para atingir nosso segundo roteiro: Vitória da Conquista, no sudoeste baiano. Com 370 mil habitantes, é a segunda melhor cidade em qualidade de vida no Nordeste.
Lá, o roteiro foi familiar, sentimental e extremamente emocionante: rever e apresentar a minha Nayla à tia Maria Lídia, a Lila, a única remanescente das seis Marias, entre elas Maria Margarida, minha saudosa mãe. Na companhia da sua filha Ivone, do genro Sinval e do neto Guilherme, tia Lila nos recebeu para um almoço que se prolongou até o final da tarde. Muita conversa dos arcos da velha sobre mamãe e meu pai Gastão, além de Zizi, esposo da tia Lila, que Deus chamou com pouco mais de 60 anos.
De Conquista, fizemos uma paradinha, também de caráter sentimental e familiar, para conhecer Medina, já em Minas, terra do meu amigo José Maria Trindade, da Jovem Pan de Brasília. Ele não estava na cidade, mas fomos recebidos pelo casal Juliana e Franck, amigos-irmãos de Zé Maria, que nos ofereceram um churrasco com direito a todos os quitutes mineiros.
De lá, alcançamos Diamantina, a primeira das cinco cidades históricas de Minas no nosso roteiro — Ouro Preto, Mariana, São João del-Rei, Tiradentes e Diamantina. Que rota espetacular! De todas as cidades históricas de Minas Gerais, Tiradentes foi a que mais sincronizou com a modernidade: fez suas pousadas virarem butique, suas cozinhas ganharem chefs, seu casario se manter pintado. Nossa estada lá coincidiu com o festival de cinema, famoso nacionalmente.
De lá, alcançamos Diamantina, a primeira das cinco cidades históricas de Minas no nosso roteiro — Ouro Preto, Mariana, São João del-Rei, Tiradentes e Diamantina. Que rota espetacular! De todas as cidades históricas de Minas Gerais, Tiradentes foi a que mais sincronizou com a modernidade: fez suas pousadas virarem butique, suas cozinhas ganharem chefs, seu casario se manter pintado. Nossa estada lá coincidiu com o festival de cinema, famoso nacionalmente.
Outro deslumbre foi a cidade de Mariana, com sua rica história que remonta ao período colonial do Brasil. Isso porque, desde sua fundação em 16 de julho de 1696, faz parte da tradição e cultura de toda Minas Gerais. Mariana foi um arraial chamado Nossa Senhora do Carmo. Porém, rapidamente se tornou um importante fornecedor de ouro para Portugal e, em 1711, foi elevada à categoria de vila, recebendo o nome de Vila de Nossa Senhora do Ribeirão do Carmo.
Lá, estivemos em vários pontos turísticos, entre eles a Basílica de São Pedro dos Clérigos, construção no século 18, em madeira dourada, pinturas e esculturas. Sua fachada tem uma grande cúpula, com duas torres, o que a destaca no alto da cidade.
Passamos também pela Catedral Basílica da Sé, igreja central, fundada em 1704. Tornou-se catedral desde a criação da Diocese de Mariana, em 1745. Conhecemos ainda as igrejas Nossa Senhora do Carmo e São Francisco de Assis. As duas ficam uma ao lado da outra, na Praça Minas Gerais, atual sede da Câmara de Vereadores de Mariana. Ambas possuem estilos arquitetônicos próprios, ainda que contem com artes de pedra-sabão e fachadas barrocas.
Ouro Preto foi a cidade que mais nos encantou. Patrimônio Mundial da Unesco, tem um conjunto de igrejas barrocas, ladeiras históricas e minas de ouro. Emocionante passar na Praça Tiradentes, no Museu da Inconfidência, na Igreja de São Francisco de Assis (Aleijadinho) e na Basílica do Pilar, além das Minas de Chico Rei ou da Passagem. A gastronomia mineira e o artesanato em pedra-sabão são espetaculares. Comemos muito bem, com preços razoáveis, inclusive as pousadas também bem acessíveis e confortáveis.
As janelas magníficas de Ouro Preto são grandes, iguais às suas subidas e descidas. Ouro Preto é o cheiro do café fresco, o som dos sinos e o pôr do sol dourando os telhados. É a cidade onde o barroco se mistura com a resistência.
Além dos seus sítios históricos, andar por Minas Gerais é se deparar com montanhas onduladas que se perdem no horizonte. Minas Gerais não tem mar, mas tem montanhas lindas e cheias de história. Tem também um povo educado, com grandeza e retidão. O mineiro sabe receber os turistas com muita alegria e bom humor.
Perguntaram a Rubem Alves, meu cronista favorito, sobre seus sonhos. Ele assim sintetizou: “Meus sonhos? Sonho em ter tempo para curtir as montanhas e cachoeiras das Minas Gerais”.
Com o anúncio do governador de Goiás, Ronaldo Caiado, de que deixará o União Brasil para se filiar ao PSD de Gilberto Kassab, o partido embaralha o tabuleiro eleitoral de 2026 e mexe nas articulações dos palanques estaduais.
O objetivo inicial e principal — segundo lideranças — é se colocar como alternativa de centro-direita sem Bolsonaro, com nomes para um pós-bolsonarismo. As informações são do g1.
Nos bastidores, o movimento é visto como o mais relevante no campo desde o anúncio da pré-candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), em dezembro do ano passado, apresentado por Jair Bolsonaro como seu escolhido.
Agora, Caiado passa a integrar um trio com os governadores Ratinho Júnior (PSD-PR) e Eduardo Leite (PSDB-RS). Pelo desenho atual, um desses nomes deve sair como cabeça de chapa numa futura candidatura presidencial.
Caiado afirmou que o compromisso firmado com Kassab é garantir liberdade total ao escolhido para compor palanques. “Se eu for o candidato, por exemplo, subo no palanque do Neto, na Bahia”, disse o governador goiano.
Fator Tarcísio Nos bastidores, o movimento de Kassab foi visto também como uma sinalização clara de que o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), está saindo do jogo.
Kassab sempre defendeu o nome de Tarcísio como sucessor natural de Bolsonaro. Mas com o anúncio do nome de Flávio, o PSD passou a trabalhar com a hipótese de candidatura própria.
Se Tarcisio for candidato, Kassab estará com ele. Por isso, quem acompanha as articulações de bastidor avalia que Kassab não faria esse movimento ousado se não estivesse apostando que Tarcisio está fora.
Ainda assim, mesmo com a candidatura de Tarcísio cada vez mais remota, já que depende do recuo de Flávio, se algo mudar até a consolidação das candidaturas, para Tarcísio é mais fácil negociar com Kassab e com o PSD no campo da centro-direita.
Incluindo o nome de um vice na chapa, por exemplo. Ou, em outro cenário, até a negociação da retirada do PSD da disputa torna-se mais fácil, uma vez que o presidente do partido é aliado do governador paulista e sonha com o Palácio dos Bandeirantes.
E quem observa os movimentos do governador vê na jogada de Kassab — se levada até o fim — uma saia justa para Tarcisio. Motivo: o governador – apesar dos apoios públicos à família Bolsonaro – sempre se colocou como um perfil diferente do ex-presidente e dos filhos, mais moderado.
Com a candidatura de Flávio posta, e, agora, uma alternativa de centro-direita, como ele fará? Não vai subir no palanque do Flávio?
Por ora, a posição oficial de Flávio Bolsonaro é comemorar. Disse ao blog achar “muito bom” movimento do partido.
Com essa nova configuração para concorrer ao Planalto, a aposta de lideranças partidárias do partido é de que o — com esses candidatos — racha o centro com o qual Lula está contando — e em um eventual segundo turno, uni-se ao petista. “Criou se uma alternativa de um nome que vai buscar centro-direita nessa discussão”, Caiado disse ao blog.
Sobre um cenário de segundo turno, o governador de Goiás disse que “não foi feito um compromisso” por ora. Mas descarta apoio a Lula, por exemplo. “Eu não tenho como ir com Lula, por exemplo. Ordem pessoal de cada um”.
Enquanto isso, no PT, a expectativa é atrair a ala lulista que está dentro do PSD de Kassab e discutir apoios regionais caso por caso, mas, até o momento, os primeiros relatos ouvidos pelo blog mostram que agora um apoio fechado embarcando com Lula fica mais difícil com esse trio (Caiado, Ratinho Júnior e Eduardo Leite) encabeçando as discussões, por conta dos perfis marcadamente antipetistas de todos eles.
Até que ponto o Estado pode vigiar um cidadão? Onde termina o dever de investigar e começa a violação da privacidade? Um recente episódio envolvendo a Polícia Civil de Pernambuco e um secretário da Prefeitura do Recife não apenas reacende esse debate, mas serve como um alarmante estudo de caso sobre o desrespeito às garantias fundamentais e o potencial uso político do aparato policial.
Segundo noticiado, uma investigação sigilosa, que durou três meses e mobilizou uma estrutura considerável de delegados e agentes, foi iniciada com base em uma simples denúncia anônima. Durante esse período, teria sido utilizado um rastreador veicular para monitorar os passos do secretário. O mais alarmante, contudo, foi a tentativa de usar o Clearview AI, uma controversa tecnologia de reconhecimento facial, para identificar e obter dados de todas as pessoas que se aproximassem do alvo. Tudo isso sem a devida autorização judicial.
Para o cidadão comum, a questão pode parecer complexa, mas a ilegalidade de tal procedimento é cristalina e repousa sobre pilares básicos do nosso Estado de Direito.
Primeiro, a denúncia anônima não é um cheque em branco. O Superior Tribunal de Justiça (STJ) tem uma posição pacífica de que uma delação apócrifa, por si só, não pode dar início a medidas invasivas. Ela pode, no máximo, justificar uma apuração preliminar e discreta para verificar se os fatos narrados têm alguma verossimilhança. Iniciar uma operação de grande porte, com vigilância contínua por meses, com base apenas nisso, é um abuso flagrante. A denúncia anônima pode ser uma ferramenta para a vingança pessoal ou, como o contexto sugere, para a perseguição política.
Segundo, e mais grave, é a vigilância em massa sem autorização de um juiz. O uso de tecnologias como o Clearview AI representa um salto qualitativo na capacidade de vigilância do Estado. Esse software não apenas identifica uma pessoa; ele vasculha bilhões de imagens da internet para mapear sua vida, seus contatos e seus hábitos. Ao mirar não apenas o investigado, mas todos que com ele se relacionam, a polícia promove uma devassa indiscriminada na vida de cidadãos que não são alvo de qualquer suspeita.
A Constituição Federal, em seu artigo 5º, protege de forma rigorosa o direito à intimidade, à vida privada, à imagem e, mais recentemente, à proteção dos dados pessoais. O uso de reconhecimento facial para criar um mapa de relações sociais é uma das mais profundas invasões de privacidade imagináveis e, por isso, submete-se à cláusula de reserva de jurisdição. Apenas um juiz, de forma imparcial e fundamentada, pode autorizar uma medida tão extrema, garantindo que ela não seja usada de forma arbitrária. Quando a polícia decide por conta própria quem e como vigiar, ela usurpa uma função que não é sua e coloca em risco a liberdade de todos.
As provas obtidas por esses meios são consideradas ilícitas. No direito, vigora a “Teoria dos Frutos da Árvore Envenenada”: se a origem da prova é ilegal (a árvore), tudo o que dela derivar (os frutos) também estará contaminado e não poderá ser usado em um eventual processo. A consequência jurídica para uma investigação conduzida dessa forma é, invariavelmente, a sua completa anulação.
O cenário se torna ainda mais preocupante quando adicionamos a variável política. A investigação mirou um auxiliar direto do prefeito do Recife, João Campos, em um governo estadual comandado por sua adversária política, Raquel Lyra. Quando o aparato policial é utilizado em um tabuleiro de xadrez político, a democracia adoece. A força do Estado, que deveria servir para proteger a sociedade, passa a ser uma arma para intimidar e desgastar oponentes.
A eficiência na luta contra o crime não pode servir de desculpa para o arbítrio. Os fins não justificam os meios, especialmente quando os meios atropelam a Constituição. O caso de Pernambuco deve servir de lição: a vigilância sem controle judicial não é investigação, é arbítrio. E em uma democracia, não há espaço para isso.
*Advogado com especializações em Direito Penal e Processo (ESMAPE); Governança Corporativa, Conformidade e Análise de Risco (UFPE); Compliance (COIMBRA); Gestão Pública e Processo Legislativo (UPE).
A governadora Raquel Lyra (PSD) consolidou uma imagem de “perseguidora” durante sua gestão à frente de Pernambuco e não é possível dizer que se trata de uma injustiça, por mais que haja quem a defenda aqui ou acolá e aponte: “o jogo na política é bruto, tem que perseguir mesmo”. Independentemente de aprovar ou não o estilo de Raquel, vamos aos fatos.
No primeiro dia de seu mandato, a governadora tratou de dar uma canetada demitindo todos os cargos comissionados do Estado, no intuito de eliminar qualquer pessoa ligada ao PSB, o então partido do seu antecessor, Paulo Câmara, e do seu atual adversário, o prefeito do Recife, João Campos. João ainda não tinha sido reeleito prefeito, mas Raquel já queria mostrar desde janeiro de 2023 como trataria qualquer um ligado a ele.
Em seguida, mandou voltar ao Estado os funcionários cedidos às prefeituras, sabendo que na administração de João havia vários trabalhadores, no primeiro escalão, inclusive. Raquel acusa a oposição de antecipar o debate eleitoral deste ano, mas já em 2023 marcou posição contra o adversário com o episódio dos servidores.
Em setembro de 2025, demitiu uma equipe de dez servidores da Companhia Estadual de Habitação e Obras (Cehab) sob acusação de serem infiltrados do prefeito João Campos. Na época, fontes deste blog informaram, sob a condição de anonimato, que não havia provas de que os trabalhadores passavam informações internas ao prefeito, nem de que eles prejudicavam, de alguma forma, a administração do Estado.
Mal começou o ano eleitoral, explodiu a bomba de que a Polícia Civil, subordinada ao comando de Raquel, passou três meses monitorando o secretário de Articulação Política e Social de João Campos, Gustavo Monteiro, e seu irmão, também funcionário de João. O episódio reforça a imagem de que a governadora persegue adversários. Diante do histórico, tem como dizer o contrário?
Em entrevista à colunista de Política da Folha de Pernambuco, Betânia Santana, ontem (27), após um evento no Cais do Sertão, Raquel justificou a ação da Polícia Civil. Disse que “ninguém está acima da lei”, uma declaração no mínimo curiosa. Se ninguém está acima da lei, é preciso seguir as regras. Principalmente a gestora do Estado.
Se havia uma denúncia de corrupção contra Gustavo Monteiro e o irmão dele, por qual razão a governadora não formalizou a investigação? Por que não abriu um inquérito policial, procurou o Ministério Público, deu direito de defesa? Afinal, era uma denúncia ou já havia alguma prova? Mesmo que houvesse, daria o direito à Raquel de mandar monitorar o servidor sem que ele pudesse ao menos apresentar sua defesa?
Quer dizer que basta alegar que chegou um envelope na Secretaria de Defesa Social (SDS) apontando alguém como corrupto que a chefe do Poder Executivo se acha no direito de colocar a polícia atrás da pessoa? Sem informar à Justiça? Sem ampla defesa? Expondo parentes, como a mãe do “alvo”? É grave demais. É necessária uma resposta firme da sociedade e das autoridades contra essa conduta de Raquel Lyra, sob risco de todos e todas nós nos transformarmos nos próximos alvos.
Ninguém está acima da lei, só a família de Raquel – É contraditória a declaração da governadora Raquel Lyra de que “ninguém está acima da lei”. O pai dela, o ex-governador João Lyra Neto, comandou a empresa Logo Caruaruense durante todo o governo dela sem cumprir o que determinam as regras do setor. Se não fossem as denúncias do portal Metrópoles, os ônibus continuariam rodando, mesmo acima da idade permitida e sem pagar as taxas exigidas relacionadas à segurança da operação, pondo em risco trabalhadores e passageiros. A lei só serve para quem está abaixo da família Lyra.
MPPE entra no caso – De acordo com matéria do jornalista Raphael Guerra, do JC, a espionagem ao secretário Gustavo Monteiro foi tema de ofício do Ministério Público de Pernambuco (MPPE) à SDS, ontem (27). O MPPE informou ao repórter, em nota oficial, que tomou conhecimento das notícias pelos meios de comunicação e, por isso, decidiu formalizar o pedido. O texto não informou qual Promotoria analisará as informações, nem possíveis medidas que possam vir a ser tomadas, a partir do que for constatado.
Delegado promovido – O delegado Wagner Domingues, que aparece no centro das investigações e no rastreamento do secretário Gustavo Monteiro, foi promovido pela governadora de Pernambuco, Raquel Lyra, dias antes da abertura de grupo de WhatsApp intitulado “Nova missão”. O grupo, que era formado por delegados e agentes da Diretoria de Inteligência da Polícia Civil, foi usado para acompanhar o andamento da investigação. A Prefeitura do Recife trata a operação como “uso indevido das forças policiais de Pernambuco para perseguição política”. As informações são do R7.
Sinpol reage 1 – O Sindicato dos Policiais Civis de Pernambuco divulgou, ontem (27), nota em reação à reportagem exibida pelo programa Domingo Espetacular, da TV Record, que apontou o uso da estrutura da Polícia Civil em ações classificadas como perseguição a adversários políticos do governo Raquel Lyra. “O Sindicato dos Policiais Civis de Pernambuco (SINPOL-PE) vem a público repudiar de forma veemente a tentativa de instrumentalização política e eleitoral da Polícia Civil, prática escancarada na reportagem exibida neste domingo (25/01) pelo programa Domingo Espetacular, da Rede Record”, inicia a nota.
Sinpol reage 2 – “A matéria revelou a utilização da estrutura da instituição para fins de perseguição e controle de adversários políticos, distorcendo a finalidade constitucional da atividade policial e comprometendo a credibilidade das investigações no Estado. Além de evidenciar o desvio de finalidade, o episódio confirma um padrão: o assédio e a perseguição contra policiais civis para forçá-los a executar tarefas de interesse político do atual governo. Trata-se de um assédio institucional que combina ameaças de Corregedoria, remoções, transferências e processos disciplinares, mecanismos que, somados ao achatamento salarial, constituem hoje um dos principais fatores de adoecimento da categoria”, ressalta o Sinpol.
CURTAS
Tentativa de silenciamento – O próprio presidente do Sinpol, Áureo Cisneiros, diz ter sido alvo reiterado de perseguições por exercer atividade sindical. “Após denunciar a precariedade das delegacias, das condições de trabalho dos policiais e mostrar que os propagados investimentos do Juntos pela Segurança não chegaram na Polícia Civil, o Governo Raquel Lyra instaurou Processos Administrativos Disciplinares (PADs) e acionou a Corregedoria numa tentativa de silenciar o sindicato.”
Protesto 1 – Agentes da Polícia Civil de Pernambuco realizam, na tarde de ontem (27), uma caminhada no Recife com pauta que inclui, segundo as entidades representativas, a valorização profissional, a modernização do órgão e do fortalecimento da segurança pública no Estado.
Protesto 2 – O ato teve concentração às 15h, com saída da sede do Sinpol e da Associação dos Delegados e Delegadas de Pernambuco (Adeppe), seguindo em direção ao Palácio do Campo das Princesas. A mobilização foi organizada pelo Sinpol e pela Adeppe e reuniu representantes de diferentes carreiras.
O prefeito do Recife, João Campos (PSB), recebeu nesta terça-feira (27), na sede da Prefeitura, o ex-prefeito de Petrolina e pré-candidato ao Senado, Miguel Coelho (União Brasil). O encontro foi divulgado nas redes sociais do gestor recifense e repercutiu nos bastidores da política pernambucana.
Embora apresentado como uma agenda institucional, o encontro ganhou forte leitura política. Nos bastidores, a reunião entre João Campos e Miguel Coelho foi interpretada como um gesto que afasta as especulações de que o presidente estadual do União Brasil pudesse integrar a chapa da governadora Raquel Lyra (PSDB) como candidato ao Senado. As informações são do Blog da Folha.
Ao mesmo tempo, a aproximação reforça as conjecturas de que Miguel Coelho possa compor uma chapa competitiva em aliança com o grupo liderado por João Campos, ocupando possivelmente a segunda vaga na disputa como senador.
“Sempre bom receber o amigo e parceiro @miguelcoelhope aqui na @PrefeituraRecife. Momento de trocar experiências, falar sobre Pernambuco e colocar em dia os assuntos do interior do estado com quem vive e conhece tão bem a realidade do povo do Sertão”, escreveu João Campos na publicação.
Apesar das análises e especulações, até o momento nenhum dos dois líderes confirmou oficialmente qualquer definição sobre alianças ou formação de chapa para as eleições.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta terça-feira (27), durante sua agenda oficial ao Panamá, que pretende se reunir com o líder dos EUA, Donald Trump, no início de março, em uma tentativa de “voltar à normalidade” nas relações entre os dois países e fortalecer o multilateralismo no cenário internacional.
“O Brasil e os Estados Unidos são as duas principais democracias do Ocidente. Acho que é importante que dois chefes de Estado conversem olhando um no olho do outro para discutir boas relações”, afirmou.
O presidente disse esperar que o encontro com Trump aconteça no começo de março e destacou que o objetivo é fortalecer o diálogo institucional e econômico entre as duas nações. As informações são da CNN.
Lula acrescentou que manteve contato com outros líderes globais, como o presidente da França, Emmanuel Macron, em prol da democracia, cooperação entre países e a retomada do crescimento econômico global.
Crise na Venezuela O presidente também comentou a situação política da Venezuela, tema sensível na agenda internacional diante da presença militar norte-americana no país sul-americano, e adotou um tom cauteloso, defendendo a soberania do país.
Lula afirmou que pretende dialogar com a liderança venezuelana nos próximos dias, mas ressaltou que a solução para a crise não deve vir de fora.
“Quem vai encontrar uma solução para o povo da Venezuela é o próprio povo venezuelano. Não será o Brasil, não serão os Estados Unidos”, disse.
Para Lula, cabe à comunidade internacional respeitar a autodeterminação do país e agir com paciência, ajudando para que os venezuelanos possam decidir o próprio destino.
A governadora Raquel Lyra (PSD) se pronunciou sobre as investigações da Polícia Civil de Pernambuco envolvendo o veículo que seria utilizado pelo secretário de Articulação Política e Social da Prefeitura do Recife, Gustavo Monteiro.
“A polícia recebeu uma denúncia grave de corrupção, fez seu papel de investigação dentro da legalidade, como sempre”, disse a gestora. As informações são do JC.
“Nós somos um governo que respeita as leis e sempre busca trabalhar para garantir transparência, isonomia. Agora, ninguém está acima da lei, também. A gente precisa, claro, sempre combater a corrupção. E foi isso o trabalho que a Polícia Civil fez”, completou.
A Polícia Civil chegou a ser acusada de “perseguição política” pela Prefeitura do Recife em nota divulgada à imprensa.
“Essa atitude caracteriza uma conduta ilegal, inconstitucional e imoral, nunca vista em nosso Estado, e a Prefeitura não poupará esforços para defender seus servidores desse tipo de ataque, utilizando as esferas administrativas e judiciais cabíveis”, comunicou.