Diante de um Congresso de perfil mais conservador, com várias frentes voltadas à defesa da livre iniciativa e do mundo empresarial, o governo resolveu patrocinar a criação de uma Frente Parlamentar de Combate às Desigualdades. E colocou seu próprio líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA) para coordená-la.
Na Câmara, outro peso-pesado da base governista, o deputado Guilherme Boulos (PSol-SP), pré-candidato à prefeitura de São Paulo. A ideia é criar na frente um espaço de negociação de temas que o governo quer encampar e aprovar, como a taxação dos super ricos, melhora no salário mínimo e a segunda parte da reforma tributária, sobre imposto de renda, com faixas de cobrança mais justas. O governo tem grande dificuldade em ver sua pauta social avançar diante da resistência do Centrão. As informações são do jornalista Rudolfo Lago, do Correio da Manhã.
O deputado pernambucano Augusto Coutinho, que assumiu, há pouco, a liderança do Republicanos na Câmara dos Deputados, é o meu convidado para o meu podcast Direto de Brasília, em parceria com a Folha de Pernambuco e transmissão para 165 emissoras do Nordeste, amanhã. Ele vai falar da pauta desafiadora de liderar mais de 40 deputados, a posição do partido em relação à sucessão presidencial, os escândalos, entre eles do INSS e Banco Master. Coutinho é também relator do projeto que regulamenta os aplicativos no País.
O Projeto de Lei Complementar (PLP) 152/2025 regula os serviços de transporte e entrega por plataformas digitais, caracterizando-os como empresas tradicionais de transporte. A proposta visa estabelecer direitos e obrigações para trabalhadores autônomos, definindo regras para a relação trabalhista sem criar, a princípio, vínculo empregatício formal. O projeto, no entanto, tem gerado preocupações como a redução dos ganhos dos trabalhadores, além da limitação da autonomia dos motoristas.
Augusto Coutinho disputou sua primeira eleição para vereador do Recife pelo Partido da Frente Liberal (PFL), sendo eleito para dois mandatos consecutivos, em 1992 e 1996. Em 1998, foi eleito deputado estadual de Pernambuco com 34.651 votos, reelegendo-se em 2002, com 44.760, e em 2006, com 56.813, sempre entre os mais votados. Em 2010, foi eleito deputado federal por Pernambuco com 70.096 votos, assumindo o mandato em fevereiro de 2011. Em 2014, obteve 67.918 votos, ficando na primeira suplência da coligação e assumindo o mandato em fevereiro de 2015, após a nomeação de Danilo Cabral para a Secretaria de Planejamento de Pernambuco pelo então governador Paulo Câmara. Em 2018, voltou a ser eleito deputado federal por Pernambuco para o mandato 2019–2022.
O ‘Direto de Brasília’ vai ao ar das 18h às 19h, com transmissão pelo YouTube da Folha de Pernambuco e do meu blog, e também em cerca de 165 emissoras de rádio no Nordeste. Retransmitem ainda o programa a Gazeta News (Grupo Collor) em Alagoas; a Rede Mais Rádios, com 25 emissoras na Paraíba; a Mais-TV, sob o comando do jornalista Heron Cid; e ainda a Rede ANC, no Ceará, com mais de 50 emissoras, além TV LW, de Arcoverde.
Entram como parceiros na mídia institucional o Grupo Ferreira, de Santa Cruz do Capibaribe, a Autoviação Progresso, o Grupo Antonio Ferreira Souza, a Água Santa Joana, a Faculdade Vale do Pajeú e o grupo Grau Técnico.
O deputado Arthur Lira (PP-AL) marcou para o dia 20 de março o lançamento da sua candidatura ao Senado. Para tanto, fará um evento em um elegante hotel de Maceió, o Hotel Ritz Lagoa da Anta, em frente ao mar, próximo de duas das melhores praias da capital alagoana, Jatiúca e Ponta Verde. O lançamento terá certo adiamento.
Inicialmente, Lira marcara o evento para a primeira quinzena de março. Adversários já disseram, então, que seria um sinal de que a candidatura de Lira estava subindo no telhado. Segundo seus aliados, não é. Lira adiou porque não encontrou na primeira quinzena um lugar com a estrutura necessária para dar uma grande demonstração de poder. Lira quer lotar o hotel de lideranças políticas.
A propaganda do Hotel Ritz Lagoa da Anta ressalta um dado curioso como uma de suas principais características. “Tem como diferencial os andares temáticos especialmente projetados para cada perfil de cliente”. O outrora todo-poderoso presidente da Câmara parece querer levar para a sua campanha ao Senado algo assim: “projetada para cada perfil de cliente”. Para que tais clientes trabalhem para ele.
Ao montar sua estratégia de campanha, Arthur Lira reconhece que ele não seria um político de grande apelo popular. Seu diferencial seria o poder de liderança política que amealhou como presidente da Câmara. São características perfeitas para quem quisesse se perpetuar como deputado, na lógica do voto proporcional. Talvez não tão boas para uma campanha majoritária, como a de senador. Lira pretende levar a lógica das campanhas de deputado para o Senado: formar uma grande base de apoio nos municípios que trabalhe pra ele.
Os adversários de Lira duvidam que isso vá dar muito certo. Um levantamento do Paraná Pesquisas em dezembro mostra uma disputa apertada em Alagoas pelas duas vagas ao Senado. Renan Calheiros (MDB) tem vantagem em todos os cenários para se reeleger. Mas Lira vem perto em segundo, mas embolado com outros, dependendo dos cenários testados.
O problema de Lira: todos os cenários testados mostram Renan e Lira empatados dentro da margem de erro. Mas Lira aparece empatado também com o terceiro colocado testado. Mas esse terceiro colocado não empata com Renan. Como são duas vagas para o Senado, Renan estaria em situação mais tranquila.
Um dos pontos que parece complicar a trajetória de Lira rumo ao Senado é por onde ela se dará. Renan e Arthur Lira são adversários figadais. Renan terá o apoio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e, em contrapartida, seu grupo apoiará Lula. Mas Lira não necessariamente terá por lá o grupo de oposição.
Houve até uma tentativa do governo de criar uma situação que produzisse uma espécie de pacto de não agressão entre Renan e Lira, costurada pela ministra da Secretaria de Relações Institucionais da Presidência, Gleisi Hoffmann, e envolvia também o prefeito de Maceió, JHC. Não deu muito certo.
Por essa costura, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva nomeou Marluce Caldas, a tia de JHC (como é conhecido o prefeito, João Henrique Caldas), como ministra do Superior Tribunal de Justiça (STJ). O acerto é que JHC, então, sairia da disputa pelo Senado para abrir espaço para Lira. E sairia também do PL. Por aí é que começou a dar errado.
O primeiro termo do acordo não se cumpriu. JHC permaneceu no PL. Talvez ele não venha mesmo a ser candidato ao Senado, embora isso ainda não esteja formalizado. Mas o nome de Marina Cândia, esposa de JHC, também filiada ao PL, começou a ser testado também nas pesquisas, aparecendo também empatada.
Ou seja, pelo grupo governista, não deverá se abrir espaço para Arthur Lira. Pelo campo oposicionista, não se desfizeram os planos de JHC ou de sua esposa. Há quem compare a tentativa de acerto do governo em Alagoas a um bebê reborn: não tem base, é sempre no dinheiro, precisa ser fabricada.
O presidente da Associação dos Empresários do Brasil (AEBR), Fernando Mendonça, destacou o fortalecimento institucional da entidade após um encontro realizado, na última sexta-feira, no restaurante Bargaço, no Recife. O almoço reuniu empresários, autoridades e integrantes do sistema de Justiça e contou com a presença do ministro do Tribunal de Contas da União, Augusto Nardes, que esteve na capital pernambucana para ministrar uma palestra aos presidentes dos Tribunais Regionais Eleitorais de todo o país.
Segundo Mendonça, o ministro fez questão de participar do encontro institucional promovido pela associação, gesto interpretado como sinal de prestígio e reconhecimento ao trabalho desenvolvido pela entidade. O encontro também reuniu importantes nomes da política e do Judiciário pernambucano, entre eles a governadora de Pernambuco, Raquel Lyra, a vice-governadora Priscila Krause, o deputado federal Pastor Eurico, o desembargador Gabriel Cavalcanti e o procurador de Justiça Maviael Souza. A articulação e a capacidade de diálogo do presidente da AEBR estão sendo constantemente destacadas por empresários, eles reconhecem em Fernando uma liderança respeitada e com trânsito entre diferentes setores.
À frente da associação, Fernando Mendonça ressaltou que a presença de lideranças políticas e institucionais no encontro reforça o crescimento da AEBR e a abertura de novos espaços de diálogo. “A associação está crescendo, ganhando prestígio e tendo as portas se abrindo”, afirmou. Segundo ele, ter sido escolhido para presidir a entidade é motivo de honra, sobretudo diante do avanço das atividades e da ampliação da interlocução da AEBR com representantes do poder público e do setor produtivo.
Nos bastidores do Supremo Tribunal Federal (STF), voltou a ganhar força entre alguns ministros a tese de que a atual configuração da Polícia Federal (PF) precisa passar por ajustes institucionais, pois concentram muito poder, na visão de ministros ouvidos pelo blog da Andréia Sadi. A avaliação tem sido discutida de forma reservada em meio à crise provocada pelo caso Master e pelo avanço das investigações que atingem autoridades e ampliam o desgaste da própria Corte.
Segundo relatos colhidos, voltou à mesa a ideia de fortalecer politicamente a estrutura da segurança pública – inclusive com a possibilidade de turbinar o peso de um Ministério da Segurança Pública – como forma de reorganizar o sistema e também buscar dividendos eleitorais no campo político. A leitura de parte dos interlocutores é que a Polícia Federal, sob o comando do diretor-geral Andrei Rodrigues, passou a concentrar poder excessivo no atual arranjo institucional.
Essa avaliação ecoa críticas que já haviam sido feitas, em momentos distintos, por ministros do Supremo à atuação e ao grau de autonomia da PF. Ainda assim, integrantes da Corte ponderam que o debate não se resume a organograma -mas também ao que chamam, reservadamente, de “personagrama”. Ou seja: mais do que discutir estruturas formais, a pergunta que circula nos bastidores é quem ocuparia eventuais novos postos de comando e centrais em investigações.
O clima interno no tribunal também é descrito como de forte desgaste. Ministros admitem que o STF saiu manchado da crise e que o ambiente de desconfiança contaminou até conversas políticas internas.
Há, inclusive, menções discretas à possibilidade de uma saída de figuras centrais do atual cenário-como o ministro Dias Toffoli –, embora o tema seja tratado com extremo cuidado. Hoje, dizem interlocutores, muitos ministros evitam até reuniões reservadas ou conversas mais sensíveis, diante do receio de que encontros possam ter sido gravados.
Esse ambiente de suspeita mútua tem dificultado articulações internas e tentativas de construir uma estratégia institucional para blindar o Supremo dos desdobramentos da crise envolvendo os ministros Alexandre de Moraes e Toffoli – episódios que, na avaliação de integrantes da própria Corte, acabaram arrastando o STF para o centro da turbulência.
Mesmo com as campanhas e várias palestras explicando que os aparelhos de ar-condicionado não fazem mal à saúde das pessoas quando são bem instalados e passam por manutenção, ainda existe um segundo mito entre a população, de que esses equipamentos contribuem de maneira forte para o aumento da conta de luz. Um mito que membros da Associação Brasileira de Refrigeração, Ar-condicionado, Ventilação e Aquecimento (ABRAVA) tentam desmistificar, e com razão.
De acordo com a entidade, ao contrário do que se pensa, a modernização de componentes nas últimas décadas transformou não apenas tais aparelhos em mais econômicos, como também muito mais saudáveis.
Quem explica bem a questão é um dos integrantes da Abrava, o hoje consultor e dono da empresa Pósitron Engenharia Arnaldo Lopes Parra, consultor na área referente a planos de manutenção, operação e controle desses equipamentos
Mais tecnológicos e sofisticados
Segundo ele, “é importante que as pessoas entendam que esses aparelhos estão cada vez mais tecnológicos, com sistemas mais sofisticados”. O engenheiro fez um paralelo interessante com o que aconteceu nos EUA na década de 90, quando foi lançada uma norma norte-americana, a norma Ashrae 90.1 – que estabeleceu novos parâmetros mínimos de eficiência energética no sistema de climatização e refrigeração.
“Estamos falando dos anos 90, mesmo assim, a partir de então os equipamentos que eram fabricados para os Estados Unidos passaram a ter um nível mínimo de eficiência, e foi estabelecido que equipamentos que não atingissem aquele limite mínimo de eficiência, seriam retirados do mercado. Dessa forma, se deu um grande salto tecnológico, porque as empresas passaram a buscar novos produtos, novas soluções, com maior eficiência. E isso se refletiu para vários países”, explicou.
Arnaldo Parra contou que à medida que as empresas passaram a investir em equipamentos de melhor performance, a indústria foi também direcionada para criar novos empregos, novas soluções e isso se tornou um círculo virtuoso. No Brasil, o reflexo desse movimento foi que começaram a chegar no país equipamentos com menor consumo de energia.
Paralelo com as lâmpadas
“Basta fazer um paralelo com o que aconteceu com as lâmpadas. As lâmpadas dos anos 90 eram lâmpadas incandescentes, com iluminação de 100 watts. Hoje para você ter uma lâmpada que forneça a mesma iluminação de 100 watts daquele tempo, basta uma lâmpada de 9 watts. E isso aconteceu por quê? Graças ao avanço tecnológico da indústria como um todo”, afirmou.
De acordo com ele, o mesmo aconteceu com os aparelhos de ar condicionado. Foram inseridos novos materiais, a microeletrônica entrou na elaboração da maioria dos equipamentos e nos sistemas de climatização como um fator de controle. Dessa forma, foram surgindo tecnologias que permitiram que os motores que movimentam os compressores e ventiladores desse sistema passassem a ter um outro design.
“Por meio destas inovações, os fabricantes disponibilizam produtos de menor consumo, o que significa fator de eficiência maior (Watt produzido por Watt consumido). Então, esse movimento permitiu que, primeiro, novos produtos fossem lançados, equipamentos com tecnologias superiores e uma diversidade maior de soluções. Em segundo lugar, a mudança barateou a indústria, na medida em que investimentos pesados na produção em massa desses equipamentos resultou em maior popularidade desses sistemas”, frisou o engenheiro.
Mais econômicos e baratos
Arnaldo Parra citou como exemplo o caso do Mini Split (sistema de ar-condicionado residencial e comercial leve que oferece soluções de climatização com boa relação custo-benefício), muito usado aqui no Brasil. “Na Ásia, principalmente, a produção dos Mini Splits atinge algo como 150 milhões de unidades por ano. Aqui no Brasil, temos uma previsão para 2026 atingir a marca de 6 milhões de unidades novas. Porque à medida que o tempo passa, a indústria aumenta a sua produção em série. Isso trouxe um custo menor de produção individual e permitiu que as pessoas pudessem adquirir sistemas cada vez mais econômicos quanto à energia e também cada vez mais baratos”, enfatizou.
Parra conta que as pessoas tinham ideia de que o ar-condicionado consumia muito energia e, na verdade, consumia mesmo. Mas ressalta que a evolução da climatização foi grande. Para se ter ideia, ele relatou que em termos globais, um prédio construído 30 anos atrás, consumia um nível x em energia. Esse x tinha mais ou menos 45% ou até metade do seu total dedicado ao sistema de climatização, então era bastante energia.
“Hoje, um mesmo prédio, construído com o mesmo propósito, o mesmo tamanho, mesma ocupação, fabricado dos anos 2010 em diante, por exemplo, chega a consumir mais ou menos 70% a menos de energia com a climatização dos ambientes”, acentuou.
Outro exemplo explicativo apontado por Arnaldo Parra diz respeito à questão da quantidade de BTUs (sigla para British Thermal Unit), unidade que mede a potência de refrigeração do ar-condicionado, indicando sua capacidade de resfriar um ambiente.
Metade do consumo, mesmo aparelho
“Um equipamento de 18 mil BTUs, entre tamanho pequeno para médio, consumia nos anos 90 mais ou menos entre 14 a 15 Ampères (unidade de energia, corrente elétrica). Um equipamento de mesma capacidade hoje, consome na casa de 6 Ampères. Nós estamos falando em redução da metade do consumo de energia pelo mesmo tipo de aparelho em 30 anos”, acentuou.
Tudo isso, acrescentou Arnaldo Parra, tem um aspecto ambiental também. Menos consumo de energia leva a menor custo de implantação de usinas elétricas. Além disso, o fluido refrigerante R 22, que hoje está quase que entrando em proibição, encontra-se na sua fase final de distribuição. “Trata-se de um fluido excelente, do ponto de vista energético, mas que tem na sua composição o cloro, considerado um produto que prejudica a camada de ozônio. Então esse fluido está tendo seu uso banido pouco a pouco”, contou.
Melhor dos mundos
Na avaliação de Parra, o segmento está entrando “no melhor dos mundos, quanto aos aparelhos de refrigeração, com equipamento que possuem sistemas mais econômicos, com compressores; avanços em outros componentes, com controle mais preciso da temperatura; e mudanças também nos ventiladores ao longo do tempo”. “A evolução desses componentes somados produz equipamentos mais baratos, mais eficientes do ponto de vista de consumo energético e mais ecológicos do ponto de vista de impacto ambiental”, informou.
Ex-ministro da Secretaria de Comunicação Social durante o segundo mandato de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Franklin de Souza Martins relatou, ontem, ter sido detido, na última sexta-feira (6/3), no Panamá, e deportado para o Brasil. As informações são do portal Metrópoles.
Segundo Martins, ele faria, na sexta, conexão no aeroporto panamenho de Tocumen, durante viagem para Guatemala. Na cidade, o ex-auxiliar de Lula participaria, por três dias, de seminário promovido pela iniciativa Reconstruindo estados de bem-estar social nas Américas, na Universidade Rafael Landívar.
No entanto, ao desembarcar no local, por volta da 1h de sexta, Martins foi abordado por dois policiais panamenhos à paisana, que solicitaram a apresentação de documentos, o que, segundo afirmou, foi atendido imediatamente. Após ser levado para uma sala, a fim de prestar esclarecimentos, Martins acabou sendo colocado de volta em um voo para o Brasil, aproximadamente às 14h.
“(O interrogatório) deteve-se especialmente no item da minha prisão em 1968, em Ibiúna. Preferi não entrar em detalhes. Respondi apenas que havia sido preso por motivos políticos. O Brasil vivia sob uma ditadura militar e eu havia lutado durante 21 anos contra ela – e isso não era um crime, mas um dever para os democratas”, afirmou o ex-ministro em relato publicado no site da Associação Brasileira de Imprensa (ABI).
A ABI publicou carta aberta ao embaixador do Panamá no Brasil, Flavio Gabriel Méndez Altamirano. No documento, a instituição questionou toda a condução da passagem de Martins pelo país.
“Sem qualquer explicação, em total desrespeito aos direitos do jornalista – detido arbitrariamente e impedido de se comunicar até mesmo com a Embaixada do Brasil –, as autoridades do Panamá se outorgaram o direito de impedir o acesso a outra nação”, dizia trecho do questionamento.
Neste domingo, o ministro das Relações Exteriores do Panamá, Javier Eduardo Martínez-Acha Vásquez, pediu desculpas ao correspondente no Brasil, ministro Mauro Vieira. Na carta, Vásquez chamou o ocorrido com o ex-ministro de Lula de “incidente”.
“Permita-me expressar, em nome do Governo Nacional do Panamá, nossas sinceras desculpas pelo inconveniente causado por esta situação, que ocorreu no âmbito da aplicação estritamente administrativa dos procedimentos automáticos de imigração”, diz trecho da carta.
A esposa de Alexandre de Moraes, Viviane Barci de Moraes, negou que tenha recebido mensagens de Daniel Vorcaro escritas no bloco de notas do celular do banqueiro. A declaração contrapõe o que alegou o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) ao rebater reportagem.
À CNN Brasil, a assessoria de Viviane informou que ela “não recebeu as referidas mensagens”.
Em nota divulgada pelo STF na última sexta-feira (6), o ministro Alexandre de Moraes usou a organização dos arquivos recebidos pela CPMI (comissão parlamentar mista de inquérito) do INSS para rebater reportagem de Malu Gaspar, do jornal O Globo.
A matéria em questão revelou suposta troca de mensagens de visualização única entre Vorcaro e Moraes no dia em que o banqueiro foi preso. Segundo o jornal, as mensagens foram retiradas do celular do dono do Master por meio de análise técnica realizada pela Polícia Federal.
Na nota à imprensa, Moraes negou ter recebido as mensagens. “No conteúdo extraído do celular do executivo pelos investigadores, os prints dessas mensagens enviadas por Vorcaro estão vinculadas a pastas de outras pessoas de sua lista de contatos e não constam como direcionadas ao ministro Alexandre de Moraes”, afirmou Moraes na nota divulgada pela Secretaria de Comunicação do STF.
O ministro ainda alegou que “a mensagem e o respectivo contato estão na mesma pasta do computador de quem fez os prints (Vorcaro). Ou seja, fica demonstrado que as mensagens (prints) estão vinculadas a outros contatos telefônicos no computador de Daniel Vorcaro, jamais ao Ministro Alexandre de Moraes”.
Entretanto, na organização dos arquivos, o contato de Viviane Barci (registrado como “Vivi Moraes”) está na mesma pasta de um print do bloco de notas em que Vorcaro escreveu a seguinte mensagem no dia em que foi preso: “Alguma novidade? Conseguiu ter notícia ou bloquear”.
Como mostrou a CNN, peritos afirmam, no entanto, que a forma como os arquivos aparecem organizados após a extração de dados de um celular não permite identificar automaticamente o destinatário de uma mensagem.
Isso ocorre porque os programas utilizados em perícias digitais reorganizam os arquivos com base em critérios técnicos destinados a preservar a integridade das evidências, procedimento conhecido como cadeia de custódia.
MONTANHAS DA JAQUEIRA – Alô alô galera! Bom dia. Boa tarde. Boa noite. Boa madrugada. Boa insônia para quem ainda não está entregue nos braços de Morfeu. E por falar na guerra do cowboy Donald Tramp contra os aiatolás do Irã, apresento a vocês o personagem Bad Bunny, o Coelhinho Malvado. O nome de batismo dele é Benito Antonio Martinez Ocasio, nascido na cidade de Bayamon, ilha caribenha de Porto Rico, território associado dos Estados Unidos da América.
O jovem Benito trabalhava como empacotador num supermercado na capital. Ele entrou na engrenagem do show business e virou o Bad Bunny, o coelhinho malvado, cantor de regae e também chamado de latin trap.
Foi bafejado pela fortuna e a sorte, segundo os preceitos filosóficos de Maquiavel. A virtude de sorte (Virtù) deve ser usada pelo príncipe para modular o eixo da fortuna, afirma o advogado Walber Agra.
O que tem a ver o Coelho Malvado com o cowboy Donald Tramp? Tudo a ver. Pra começar, Bad Bunny não seria Bad Bunny se não tivesse nascido num território americano. Ao apresentar-se recentemente no intervalo do show Super Bowl, o maior espetáculo esportivo da América, ao lado de celebridades tipo Lady Gaga, o Coelhinho Malvado levou um esculacho do cowboy Tramp. O cowboy disse que a performance dele representava afronta à grandiosidade da América. Erradíssimo. Não é para qualquer um levar um esculacho de Donald Tramp. Virou celebridade.
A figura emblemática do Coelhinho Malvado representa um hino de louvor à grandeza da América. Ao invés de hostilizar, Tramp deveria exaltar a figura do porto-riquenho Bad Bunny, a concretude do sonho americano de prosperidade e democracia. Queira ou não queira, eles são irmãos da América, um irmão-raiz e o outro irmão agregado ou adotivo.
Qual é a tua, bicho? Ele revela ser heterossexual e diz que prefere mulheres fêmeas do sexo feminino. Agora que virou celebridade se define como do “sexo fluído”. Depende da corrente elétrica, corrente continua ou corrente alternada. A onda politicamente correta revogou as leis da genética do frade Gregor Mendel que definiu os cromossomos sexuais XX feminino e XY masculino. Hoje depende da tensão elétrica de 220 volts ou 110 volts. O sexo fluído vareia confirme seja corrente continua ou corrente alternada. O cara liga na tomada, tecle 1 ou tecle 2.
Bad Bunny e bichos similares são mercadorias fabricadas pelo show business do entretenimento. Talento pessoal é o que menos importa nesse cardápio. O show business faz a cabeça da boiada.
Falência de Cuba – País caribenho assim feito Porto Rico, Cuba padece da falência múltipla dos órgãos de serviços essenciais. Os ditadores da ilha-presídio, o maior presídio ao ar livre do planeta, responsabilizam o embargo dos Estados Unidos pelo colapso. A acusação faz parte da filosofia de que “o inferno são os outros”. A Venezuela dispunha de um mar de petróleo e entrou em decadência. “Viva a revolução!” dizem os comunistas como palavras de ordem para salvar o regime. Em vão. O ditador de plantão Diaz-Canel funciona como fantoche. Cuba continua sendo governada pelo fantasma do psicopata Fidel Castro, com licença das palavras.
A fantasia política do “Lula para dois” em Pernambuco
Há algo de quase irônico — para não dizer fantasioso — no desejo de aliados da governadora Raquel Lyra (PSD) de ver o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) dividindo seu palanque em Pernambuco. Enquanto esse cenário é ventilado nos bastidores, em Brasília avança uma engenharia política ampla e cuidadosamente desenhada entre o Partido dos Trabalhadores (PT) e o Partido Socialista Brasileiro (PSB) para estruturar palanques estaduais coesos em torno da reeleição presidencial.
Em outras palavras: enquanto alguns ainda imaginam uma exceção pernambucana, o tabuleiro nacional caminha na direção oposta. O desejo de parte do entorno político da governadora por um palanque duplo para Lula em Pernambuco esbarra em um dado concreto da política nacional, com a construção de uma aliança estruturada entre PT e PSB para organizar cerca de 17 palanques estaduais alinhados ao projeto de reeleição do presidente.
A lógica dessa articulação é simples e estratégica, com redução de conflitos internos e com concentração de forças em candidaturas capazes de sustentar politicamente o campo governista nos estados. Nesse desenho, o PSB ocupa posição central. À frente dessa engrenagem está o prefeito do Recife e presidente nacional da sigla, João Campos, que se consolidou como um dos principais articuladores da relação entre os socialistas e o Palácio do Planalto.
A partir dessa posição, Campos participa diretamente da montagem de candidaturas estaduais que servirão de base territorial ao lulismo em 2026. É justamente essa dinâmica nacional que torna pouco plausível a ideia de dois palanques lulistas em Pernambuco. A estratégia em construção privilegia arranjos claros e politicamente consistentes, evitando duplicidades que enfraqueçam a coordenação eleitoral. Em um cenário no qual a coalizão governista busca unidade para enfrentar adversários competitivos, a dispersão de apoio presidencial em um mesmo estado tende a ser vista como um luxo político que dificilmente caberia no planejamento nacional.
Minas Gerais ilustra bem o modelo que vem sendo desenhado. O PSB trabalha para atrair o senador Rodrigo Pacheco e também mantém diálogo com o presidente da Assembleia Legislativa mineira, o deputado Tadeuzinho. Um dos dois poderá liderar o palanque de Lula no estado, consolidando uma candidatura competitiva em um dos maiores colégios eleitorais do país.
Em São Paulo, o raciocínio segue a mesma lógica. Embora Lula manifeste preferência pela candidatura do ministro da Fazenda, Fernando Haddad ao governo estadual, o interesse do ministro em disputar o Senado abre espaço para uma solução encabeçada pelo PSB. Nesse cenário surgem alternativas como o ex-governador Márcio França ou mesmo a possibilidade de filiação da ministra do Planejamento, Simone Tebet, ampliando o arco político da aliança.
Outro componente relevante dessa engrenagem é o vice-presidente Geraldo Alckmin, também filiado ao PSB. Apesar de especulações sobre a possibilidade de substituição por um nome do MDB, não há sinais concretos de que Lula esteja disposto a alterar a composição da chapa presidencial. A permanência de Alckmin reforçaria o papel estratégico dos socialistas na coalizão nacional.
Nesse contexto mais amplo, Pernambuco aparece menos como exceção e mais como parte de um mosaico político maior. A disputa entre Raquel Lyra e João Campos pelo apoio de Lula reflete tensões naturais de um campo político amplo, que reúne partidos e lideranças diversas. O próprio presidente enfrenta disputas entre aliados em vários estados do Nordeste, onde diferentes forças da base governista competem por protagonismo eleitoral. 
Ainda assim, a tendência dominante na estratégia nacional é a de evitar fragmentações. Para o PT e o PSB, a força do projeto eleitoral está justamente na capacidade de organizar palanques robustos e politicamente coerentes nos estados.
É nesse ponto que o projeto político de João Campos ganha densidade. Como dirigente nacional do PSB e potencial candidato ao governo pernambucano, ele reúne as duas dimensões que estruturam o atual momento da aliança: protagonismo regional e capacidade de articulação nacional. Caso essa lógica prevaleça, Pernambuco tende a seguir o mesmo roteiro desenhado para outros estados — um único palanque lulista, integrado à estratégia maior da coalizão.
Diante desse quadro, a ideia de um palanque dividido em Pernambuco parece menos uma hipótese política concreta e mais uma esperança cultivada nos bastidores. Uma esperança que, ao confrontar a realidade da engenharia eleitoral em curso, encontra cada vez menos espaço no tabuleiro nacional.
APOSTA DE RISCO – Sem alternativas para montar a chapa para o Senado, a governadora Raquel Lyra (PSD) já admite entre aliados apostar na reeleição do senador Fernando Dueire (MDB), suplente de Jarbas Vasconcelos, que se efetivou no mandato com a renúncia do titular. O convidou para estar mais presente na agenda de entregas de obras pelo Interior a partir de agora. Terá, entretanto, duas barreiras pela frente: atrair o MDB para a sua chapa e convencer o eleitorado a apostar num candidato que aparece com traços na pesquisa. Mesmo detentor do mandato, Dueire tem apenas 3% das intenções de voto nas pesquisas divulgadas até o momento.
Correndo por fora – Sem cabeça de chapa, ou seja, sem candidato a governador, o PL aposta na tese de que Pernambuco não elegerá dois senadores alinhados a ambas as chapas de Raquel Lyra e João Campos, que polarizam o embate para governador. “Estamos muito animados”, disse, ontem, à coluna, o deputado federal André Ferreira (PL), referindo-se à pré-candidatura do irmão Anderson Ferreira ao Senado. Na semana passada, Anderson esteve em Brasília com o presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, do qual recebeu o aval e apoio logístico para tentar uma das vagas ao Senado no campo bolsonarista.
Impasse no Sudeste – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tem tido dificuldade na montagem de palanques no Sudeste. A região tem o maior colégio eleitoral do país, com 65.493.324 de eleitores aptos a votar, segundo dados do TSE. dato. Até o momento, Lula assegurou um espaço no Rio de Janeiro, com Eduardo Paes (PSD), que é pré-candidato ao governo estadual, segundo levantamento do repórter Houldine Nascimento, do Poder360. O maior entrave é Minas Gerais pela resistência do senador Rodrigo Pacheco (PSD) em disputar o Palácio Tiradentes. O congressista terá de mudar de partido para contemplar Lula. O MDB e o União Brasil são duas opções de filiação.
Racha na BA e no MA – O presidente Lula está com dificuldades de unir aliados em alguns Estados.,O governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT) está no primeiro mandato e busca a reeleição. O PT da Bahia avalia lançar uma chapa “puro-sangue”, o que retiraria o MDB do posto de vice, atualmente ocupado por Geraldo Júnior. A chapa pura também deixaria de fora o PSD. Além de não ocupar a vaga de vice, o partido também ficaria fora da disputa ao Senado. No Maranhão, o racha entre o governador Carlos Brandão (PSB) e o ex-governador e ministro do STF, Flávio Dino, fragmentou a base lulista e abriu espaço para o crescimento da oposição.
Guilherme senador? – O que se diz em Petrolina, maior colégio eleitoral do Sertão, é que a governadora Raquel Lyra, sem opções para fechar uma chapa ao Senado, poderia convidar o ex-prefeito Guilherme Coelho para ocupar uma das vagas como representante do Sertão. Na eleição passada, Guilherme foi companheiro de Raquel na disputa ao Senado em um momento em que poucos acreditavam na eleição dela. Guilherme largou uma candidatura a deputado federal bem encaminhada para ir ao sacrifício numa majoritária. Seria um gesto gesto de Raquel com quem acreditou no projeto quando poucos acreditavam e uma forma de prestigiar o Sertão.
CURTAS
EXAMES – O presidente Lula passou o dia, ontem, no Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, para fazer o check-up anual. De acordo com o boletim médico divulgado pela unidade hospitalar, todos os exames apresentaram resultados dentro da normalidade. A avaliação faz parte do acompanhamento periódico da saúde do presidente. De acordo com o hospital, não há previsão de novos testes no momento.
TRAVOU – Em ano de eleições no Brasil, a tendência é que o Congresso adie a análise de algumas PECs (Propostas de Emenda à Constituição) para focar nos redutos eleitorais e escantear a votação para 2027. O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), já fez declarações sobre priorizar propostas com maior consenso e evitar temas sensíveis.
SE DOEU – A lobista Roberta Luchsinger, amiga de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, criticou, ontem, a exposição da intimidade da ex-namorada de Daniel Vorcaro, Martha Graeff, com o vazamento das mensagens trocadas por eles. “A vida íntima de uma mulher está sendo dissecada, ridicularizada e consumida como entretenimento coletivo”, afirmou em seu Instagram.
Perguntar não ofende: Qual vai ser o destino de Geraldo Alckmin, se manter na vice, ou cuidar do seu sitio em Pindamonhagaba?
Na coluna de amanhã, postada à meia-noite, enumero as razões que levam o presidente Lula (PT) na campanha em Pernambuco a subir apenas no palanque do candidato do PSB a governador, João Campos.
No Dia Internacional da Mulher, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sancionou, neste domingo (8), uma lei que altera o Código Penal Brasileiro para reforçar a proteção de vítimas em casos de estupro de vulnerável. A norma torna explícita a presunção absoluta de vulnerabilidade nesses crimes.
Também fica estabelecido que as penas previstas se aplicam independentemente do consentimento da vítima, de sua experiência sexual, do fato de ela ter mantido relações anteriormente ao crime ou da ocorrência de gravidez decorrente da violência. Na prática, a lei reforça que a condição de vulnerabilidade não pode ser relativizada. Pela legislação, são considerados vulneráveis menores de 14 anos e pessoas que, por enfermidade, deficiência mental ou qualquer outra causa, não possuem discernimento ou não conseguem oferecer resistência. As informações são do jornal O Globo.
“Com essa mudança em nosso Código Penal, agora não há mais brechas para relativizações, nem chances de que abusadores tentem se livrar das penas alegando, por exemplo, que as relações foram consentidas ou que não resultaram em gravidez”, afirmou o presidente nas redes sociais.
De acordo com o Palácio do Planalto, a lei não cria um novo tipo penal nem altera as penas já que artigo 217-A do Código Penal já tipifica o crime de estupro de vulnerável. O novo artigo acrescenta ao dispositivo a previsão expressa de que a presunção de vulnerabilidade da vítima é absoluta e não pode ser questionada. O texto foi publicano neste domingo do Diário Oficial da União (DOU).
O deputado estadual e 1º secretário da Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe), Francismar Pontes (PSB), publicou neste domingo (8), Dia Internacional da Mulher, um vídeo em que visita dona Severina, antiga paciente do médico. Moradora de Nova Descoberta, na Zona Norte do Recife, ela completou 122 anos.
Na publicação, o parlamentar homenageia a idosa. “Uma mulher de muita luta, cortadora de cana, que enfrentou a vida com coragem, garra e muita dignidade. Mãe de 16 filhos, dona Severina carrega uma história que inspira e emociona a todos nós.”
No vídeo, Francismar aparece ao lado da idosa e de familiares, incluindo sua filha de 87 anos, e mostra para a câmera o documento de identidade da paciente. “7/01/1904. Acabou de completar 122 anos. Isso aqui é uma alegria. Isso aqui é uma missão que Deus deu a ela.”
Durante a gravação, ele comenta que acompanha dona Severina há anos. “Eu sou médico dela há muitos anos. E me chamaram aqui pra dar uma olhada nela. Diz que ela não tá querendo comer. Vamos passar uma vitaminazinha.” No post, o deputado acrescenta: “Estar ao lado dela é um verdadeiro privilégio. Seu exemplo de força, perseverança e amor pela família é uma grande lição para toda a sociedade.”