Jornal O Poder
Apesar do processo tramitar sob sigilo judicial, ao divulgar institucionalmente que determinou à Polícia Federal uma investigação na conduta da Polícia Civil, em função de indícios de suposta investigação clandestina de ordem política de secretários municipais, o Supremo Tribunal Federal (STF) vazou também mais um dado importante no meio dessa confusão política que atinge o estado de Pernambuco. Segundo o documento do Tribunal, não estavam sendo investigados apenas quatro secretários da Prefeitura do Recife e sim 20 deles.
No texto da sua decisão, o ministro Gilmar Mendes deixou claro que os responsáveis pelas investigações e integrantes do grupo que estava envolvido nas apurações, requisitaram, por meio do Ministério Público de Pernambuco (MPPE), cópias das declarações de imposto de renda de 22 agentes públicos, abrangendo não apenas o período atual, mas os últimos cinco anos de exercício funcional.
Leia maisSem elementos concretos
A diligência não esclareceu quais elementos concretos vinculavam cada agente à investigação nem de que forma a medida seria eficaz para a elucidação das irregularidades apontadas. E foi esse, o item que levou o ministro Gilmar Mendes a reconhecer “a existência de elementos que indicam desvirtuamento do procedimento investigativo do Gaeco”.
Na nota do STF, destes 22 agentes públicos, 20 são secretários municipais. Motivo pelo qual o magistrado ressaltou em sua decisão que “ao solicitar de forma simultânea e padronizada informações patrimoniais sensíveis de mais de vinte secretários municipais, sem especificar condutas ou elementos indiciários que justificassem a medida, o Ministério Público incorreu em pesca probatória”.
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