Afiliada ao sistema Record de televisão, a emissora Atalaia, de Sergipe, fez uma excelente cobertura no evento ontem em Aracaju. Clique e confira!
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O Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE) manteve a condenação por ato de improbidade administrativa no processo nº 0000678-53.2009.8.17.1100, que tem entre os réus Francisco Carlos Braz Macedo, Cleyde Jean Braz e José Osório Galvão de Oliveira Filho. A decisão foi proferida pela Câmara Regional de Caruaru e confirmou integralmente a sentença de primeiro grau.
A ação foi proposta pelo Ministério Público de Pernambuco (MPPE), que apontou os seguintes indícios: simulação de vínculo funcional com a Prefeitura de Pedra, emissão de contracheques ideologicamente falsos, criação de margem consignável fictícia e obtenção de empréstimos consignados com base nessa documentação. Segundo o órgão, a estrutura administrativa municipal teria sido utilizada para viabilizar vantagens de natureza particular.
Leia maisNa sentença, o juízo de primeiro grau afastou a condenação por dano ao erário, por não identificar prejuízo financeiro direto aos cofres públicos. No entanto, reconheceu a prática de improbidade administrativa por violação aos princípios da Administração Pública, como legalidade, moralidade e lealdade institucional. A defesa recorreu da decisão.
Ao analisar os recursos, o TJPE negou provimento por unanimidade e manteve a condenação. No acórdão, os desembargadores destacaram que a simulação de vínculo funcional com o poder público para obtenção de vantagem pessoal configura violação aos princípios administrativos e é suficiente para caracterizar improbidade, mesmo sem comprovação de dano material ao erário.
O processo tramita sem segredo de justiça e pode ser consultado no sistema do tribunal pelo número 0000678-53.2009.8.17.1100.
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Após 33 anos sem intervenções, a Barragem do Retiro, responsável pelo abastecimento de comunidades rurais de São José do Egito, passou por serviço de limpeza e manutenção realizado pelo prefeito Fredson Brito em parceria com o Governo de Pernambuco. Durante visita, o prefeito, acompanhado do vereador Tadeu do Hospital, celebrou a conquista. “Cuidar dos nossos reservatórios é garantir água para o povo, é preparar o município para o período de chuvas e fortalecer quem vive no campo. Agradeço à governadora Raquel Lyra por atender mais essa solicitação importante para São José do Egito.”
O Governo de Pernambuco anunciou, no Diário Oficial deste sábado (21), o investimento de R$ 11,4 milhões na reforma e modernização do Hospital Universitário Oswaldo Cruz (HUOC), localizado na área central do Recife. Ontem, em suas redes sociais, a governadora Raquel Lyra publicou que “serão seis meses de trabalho para entregar uma estrutura mais moderna, eficiente e acolhedora para quem mais precisa”.
O projeto, elaborado pela Secretaria de Projetos Estratégicos, contempla a criação de um novo Centro de Hemodinâmica e Infusão. “Tudo isso para transformar o hospital na principal unidade da rede estadual para diagnóstico e tratamento de doenças cardiológicas, neurológicas e vasculares”, afirmou a gestora. O plano de obras inclui também a requalificação das fachadas e dos acessos dos centros de oncologia adulto e pediátrico, além da biblioteca. As informações são do Diário de Pernambuco.
A execução será conduzida pela Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação e pela Universidade de Pernambuco, com acompanhamento da Companhia de Habitação e Obras de Pernambuco. A iniciativa integra as áreas de saúde, educação e ciência, conforme as diretrizes estaduais para a unidade hospitalar.
A abertura das propostas está agendada para o dia 13 de março de 2026, às 10h, com documentos disponíveis no site da Companhia de Habitação e Obras de Pernambuco (Cehab) e no Portal de Compras Públicas. O edital para a contratação da empresa responsável pela obra foi publicado no Diário Oficial do dia 14.
O projeto de um arquiteto brasileiro venceu o “Oscar da Arquitetura”. O urbanista Zé Vagner se inspirou nas necessidades da própria mãe para realizar o trabalho “Casa de mainha”, feito na cidade de Feira Nova, no interior de Pernambuco.



Ele foi o único brasileiro premiado entre os melhores projetos residenciais no Arch Daily Building of The Year, uma das premiações mais democráticas e relevantes da arquitetura mundial. As informações são da Globo News.
O projeto de baixo custo, que contou com apenas dois pedreiros e material local, tinha como ideia valorizar o saber popular e conectar a tradição regional à arquitetura contemporânea.
Por Alex Fonseca
Do Blog da Folha
A vereadora do Recife Cida Pedrosa (PCdoB) sugeriu, ontem, que o prefeito João Campos (PSB) escolha uma mulher para ser candidata a vice na chapa para o governo. A declaração foi dada durante entrevista concedida à Rádio Folha 96.7 FM. Campos, que ainda não anunciou a pré-candidatura ao governo estadual, deverá deixar a prefeitura até o dia 4 de abril para poder disputar o Palácio do Campo das Princesas.
“Acho que João Campos precisará pôr uma vice-governadora mulher. É o meu pensamento. Isso é outro imbróglio. Porque você tem do lado de lá uma governadora mulher. Eu não sei se Priscila virá como vice-governadora, embora tenha sido uma excelente vice-governadora, porque a política não é o mundo do ideal, é o mundo de correlação de forças para ganhar uma eleição”, argumentou.
Leia maisFrente ampla
A vereadora também defendeu que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tenha uma frente ampla de apoio nas eleições deste ano. Cida também alertou que setores da esquerda não devem colocar em primeiro plano purismos ideológicos, quando se tratar de alianças com quadros da direita democrática.
“Nós estamos defendendo uma frente amplíssima para reeleger Lula. (…) Não cabe aos esquerdistas de plantão dizerem ‘eu não vou votar em fulano porque fulano é de direita’. Não. Se vem para ajudar o projeto de eleger a pré-candidatura de Lula à Presidência da República, de João (Campos) ao governo do estado de Pernambuco, a gente não tem que ter pudor (de apoiar)”, afirmou.
Miguel Coelho
Cida Pedrosa também comentou a possível aproximação de Miguel Coelho (União Brasil) com o presidente Lula. Durante o desfile do Galo da Madrugada, o ex-prefeito de Petrolina e o chefe do Executivo federal registraram uma foto, que foi publicada na conta oficial do Instagram de Coelho. Para Cida, o que conta é a fidelidade ao programa estabelecido pelas chapas.
Pelo fato de o pai de Miguel, o ex-senador Fernando Bezerra Coelho, ter sido líder do governo Jair Bolsonaro (PL) na Casa Alta, o dirigente do União Brasil enfrenta resistência de setores do PT para estar na chapa de João Campos como um dos candidatos ao Senado. A vereadora usou o exemplo de Miguel Arraes, que argumentava que levava aos palanques dele pessoas que buscavam mudanças no estado.
“A questão não é com quem você está. É o programa que você defende. Se o candidato majoritário tem as linhas corretas do programa, tem que defender esse programa”, apontou.
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O ex-ministro da Saúde e pré-candidato ao Senado pelo PL, Marcelo Queiroga, disse, na tarde de ontem (20), em entrevista ao programa Liga 360, da TV Norte Paraíba, que não tem pressa para definir o segundo nome que vai compor a chapa bolsonarista como candidato ao senador. As informações são do portal Mais PB.
Queiroga provocou ao comparar a pressa dos adversários à ejaculação precoce: “Nós não temos o perfil do ejaculador precoce. Aquele que fica apressadinho, goza na cueca e depois passa o resto da noite assistindo televisão. Então fica tranquilo que nós aqui sabemos muito bem o que fazer para escolher quem serão os nossos companheiros de chapa”, avisou.
Questionado se o bolsonarismo da Paraíba então estava nas “preliminares”, o ex-ministro respondeu: “O bolsonarismo tem preliminares, o bolsonarismo tem o vamos ver e tem o pós, né? E eu tenho certeza que o paraibano vai ficar muito satisfeito”, ironizou em linguagem sexual.
Por Roberta Jungmann
O prefeito do Recife e presidente nacional do PSB, João Campos, casa-se na tarde deste sábado com a deputada federal Tabata Amaral (PSB-SP) na Igrejinha dos Carneiros. A decoração, assinada por Sophia Renaux, terá um tom minimalista, a pedido da noiva, com flores do campo e margaridas. O local já é uma tradição familiar. Foi na mesma igreja que disseram “sim” os irmãos do noivo, Pedro e Eduardo Campos, com suas pares.
Serão três mil doces e uma maravilhosa mesa de digestivos, diga-se de cinema, assinada por Lucinha Cascão, que também é uma doceria pernambucana, para a recepção que ocorre em terreno ao lado da igreja à beira-mar.
A ideia da festa, aliás, é valorizar alguns dos talentos do Estado em que João pretende governar. O bolo será feito por Jéssica Pires e o bufê fica por conta do Francis Gastronomia. Já Tabata Amaral escolheu para assinar seu vestido a estilista paulista Naty Vozza, que tem uma relação íntima com a deputada e sempre foi a primeira escolha desde que noivou, porque tem uma história parecida com a dela.
Os ministros da Defesa e dos Portos e Aeroportos, José Múcio, e Silvio Costa Filho, respectivamente, estarão no sim de João e Tabata, como também os senadores Humberto Costa e Teresa Leitão (PT-PE). A pré-candidata ao Senado na chapa de João, Marília Arraes, também vai. Miguel Coelho, em função do luto pela perda do bebê no 7º mês de gestação, não comparecerá. A ministra da Ciência e Tecnologia, Luciana Santos, está em missão na Índia com Lula.
A prefeita Polyanna Abreu (PSDB), de Sertânia, foi acusada de ser responsável pelo fim das câmaras de monitoramento pelo vereador Fiapo, irmão do ex-prefeito Ângelo Ferreira. Em resposta, a gestora atribuiu a retirada dos equipamentos à existência de débitos deixados pela administração anterior.
Segundo Polyanna, há R$ 56.128,17 em restos a pagar com a Sinalvida – Dispositivos de Segurança Viária Ltda, referentes a 2023 e 2024. Ela afirma que, ao assumir, o contrato já estava encerrado e que a dívida não foi contraída pela atual gestão. A prefeita também citou outros débitos herdados, como mais de R$ 1 milhão junto à Neoenergia e cerca de R$ 2 milhões em precatórios. Ainda, Pollyana afirma que a retirada também ocorreu porque a gestão pretendia substituir as câmeras antigas, que, segundo ela, eram obsoletas e tinham baixa qualidade de imagem.

Por Egídio Serpa
Do Diário do Nordeste
Há um clima de euforia embalando a liderança dos 40 sindicatos filiados à Federação das Indústrias do Ceará (FIec), todos eles mobilizados para a realização da primeira Feira da Indústria Fiec, que acontecerá nos dias 9 e 10 do próximo mês de março, no Centro de Eventos do Ceará. Representando cada um dos 40 segmentos em que se divide o setor industrial estadual, o conjunto de sindicatos da Fiec trabalha para cumprir o objetivo da feira, que é o de mostrar a indústria do Ceará aos cearenses. Foi o desafio que lhes fez o próprio presidente da Fiec, Ricardo Cavalcante.
Assim, por exemplo, o Sindicato da Indústria de Lacticínios, presidido por José Antunes da Fonseca Mota, dono da Cambi, esforça-se para reunir o máximo de empresas do setor, que tem muito a exibir, como os seus sofisticados iogurtes, achocolatados e queijos, cuja qualidade é tão boa quanto a dos importados dos países europeus. É preciso lembrar que é cearense a maior indústria de leite do Nordeste, a Alvoar Lacticínios (ex-Betânia), líder do mercado regional nordestino e uma das cinco maiores do país, que estará na feira.
Leia maisMas o Sindicato da Indústria Metal Mecânica (Simec-CE), presidido por César Barros, promete não ficar atrás e anuncia, previamente, que os mais bonitos estandes da Feira da Indústria Fiec serão os das empresas da metalurgia, entre as quais se sobressai a Esmaltec, do Grupo Edson Queiroz, líder nacional do mercado brasileiro de fogões.
Outro setor que terá forte representação na feira é o da construção civil, cujo Sindicato, o Sinduscon-CE, comandado pelo empresário Patriolino Dias, mobiliza as empresas associadas a que estejam presentes na grande exposição. Construtoras como Mota Machado, Colmeia, BSpar, Idibra, Diagonal, Normatel, Marquise e Moura Dubeaux terão estandes na feira, que, nos seus dois dias, será visitada por um público estimado em mais de 50 mil pessoas.
O Sindicato da Indústria do Trigo (Sindtrigo-CE) será outro com presença destacada. Em Fortaleza, localizam-se três dos maiores moinhos de trigo do país, pertencentes aos grupos M. Dias Branco, J. Macedo e Jereissati. Eles mostrarão aos curiosos cearenses o que produzem e como produzem diferentes farinhas para diferentes tipos de produtos – bolos, pães, biscoitos, massas, bolachas. Na boleia dos moinhos, está a indústria da panificação, que igualmente se modernizou e hoje fabrica uma linha sofisticada de produtos cada vez mais consumidos pelos cearenses. Vale recordar que é cearense a empresa líder do mercado nacional de massas e biscoitos – a M. Dias Branco.
Mas serão as empresas da indústria das energias renováveis que, provavelmente, atrairão atenção especial dos que visitarem a Feira da Indústria Fiec. Será, com certeza, algo muito interessante. O SIndenergia, presidido pelo empresário Luiz Carlos Queiroz, revela que vários estandes da exposição serão ocupados por empresas do setor, a maioria das quais opera na geração de energia solar fotovoltaica, construindo miniparques para a geração própria distribuída (aquela que é gerada pelo próprio consumidor), reduzindo a conta mensal de luz.
É pouco? Há mais. O Sindicato da Indústria de Bebidas, a cuja testa está a empresária Camila Fragoso Aguiar, promete exibir para os cearenses seus melhores refrigerantes e suas melhores águas minerais. E neste segmento, o Ceará é, também, protagonista nacional: a Minalba Brasil, empresa do Grupo Edson Queiroz, é a líder do mercado brasileiro de águas minerais.
O que acima está dito é apenas uma pincelada do gigantesco painel que será a Feira da Indústria Fiec, que terá dimensões superlativas: os pavilhões Leste e Oeste do Centro de Eventos do Ceará serão totalmente ocupados pela exposição, que, pelo seu ineditismo, atrairá, também, a atenção dos grandes fornecedores locais, nacionais e até estrangeiros.
Além de uma feira para mostrar ao cearense o que sua indústria produz, o evento da Fiec será, também, um espaço para rodadas de negócios que reunirão industriais, de um lado, e fornecedores, de outro.
“Nosso propósito é transformar a Feira da Indústria Fiec numa grande confraternização de toda a sua cadeia produtiva. No Ceará, a indústria tem 19 mil empresas de todos os portes, as quais dão emprego direto e formal — com carteira assinada — a cerca de 370 mil pessoas em todo o estado”, diz o presidente da Fiec, Ricardo Cavalcante.
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Por Djnaldo Galindo*
Tenho observado com preocupação a forma como a atual gestão municipal de Arcoverde tem conduzido sua relação com empreendimentos privados que geram emprego, renda e serviços essenciais à população. Entendo que há uma contradição evidente quando estabelecimentos como o Hospital São Camilo e a escola bilíngue Maple Bear, apesar de sua relevância econômica e social, enfrentam dificuldades estruturais básicas, enquanto recursos públicos são destinados a iniciativas de caráter mais imediato e midiático.
O Hospital São Camilo representa, a meu ver, um dos mais importantes investimentos recentes na saúde do Sertão pernambucano. Com aportes superiores a R$ 9 milhões, financiados pelo Banco do Nordeste por meio do Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste (FNE), a unidade se prepara para receber a primeira estrutura do Grupo Oncoclínicas no interior do Nordeste. Isso amplia a oferta de serviços especializados, especialmente na área oncológica, e posiciona Arcoverde como referência regional em saúde.
Leia maisReconheço que o impacto do hospital vai além da assistência médica. Ele movimenta a economia local, estimula serviços complementares e gera novos postos de trabalho. No entanto, percebo que o poder público municipal não tem realizado investimentos básicos no entorno da unidade, como pavimentação, iluminação adequada, sinalização e melhorias no transporte coletivo, o que dificulta o acesso de pacientes, familiares e profissionais.
Situação semelhante observo em relação à escola bilíngue Maple Bear, que integra o polo educacional do município. A instituição também enfrenta limitações estruturais de acesso. Considero que a presença de uma escola com proposta bilíngue fortalece a cidade, atrai famílias e contribui para elevar o padrão educacional local.
Outro aspecto que me chama atenção é a relação política envolvida. Empresários que investiram recursos próprios, assumiram riscos e geraram empregos — e que inclusive apoiaram a atual gestão — não estariam recebendo sequer o suporte mínimo em infraestrutura pública. Não defendo privilégios, mas acredito que o município tem o dever de criar condições adequadas para que empreendimentos com função social relevante possam operar plenamente.
Quando a prefeitura deixa de garantir acesso adequado a um hospital ou a uma escola, entendo que não prejudica apenas os proprietários, mas pacientes, estudantes e toda a população que depende desses serviços.
Também avalio que há uma priorização de ações festivas e assistencialistas, que geram visibilidade imediata, mas não estruturam o desenvolvimento da cidade. Essa estratégia, muitas vezes comparada à lógica do “pão e circo”, pode produzir efeitos momentâneos, mas não resolve desafios estruturais.
Acredito que Arcoverde precisa de uma gestão que reconheça o valor estratégico dos seus polos de saúde e educação. O Hospital São Camilo e a escola Maple Bear não são apenas negócios privados; são instrumentos importantes para o crescimento econômico e social do município. A ausência de investimentos públicos em infraestrutura de acesso, na minha avaliação, revela falhas de planejamento e de definição de prioridades que podem comprometer o desenvolvimento sustentável da cidade.
*Analista político
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Por Betânia Santana
Do Blog da Folha
Quando o prefeito do Recife e presidente nacional do PSB, João Campos, e a deputada federal Tabata Amaral (PSB-SP) se casarem, na tarde deste sábado, na Capela de São Benedito, conhecida como a Igrejinha da Praia dos Carneiros, haverá muito mais que uma cerimônia religiosa.
O casamento, em Tamandaré, município do Litoral Sul de Pernambuco, vai transformar-se em evento político, reunindo nomes do cenário local e nacional. A solenidade também marca mudança de imagem dos dois, que namoram desde 2019 e ficaram noivos em novembro.
Leia mais“O casamento traz maturidade à imagem pública”, atesta o cientista político e especialista em marketing político Elias Tavares. Ambos, com 32 anos hoje, tiveram lá atrás a capacidade de tomar decisões questionada, por terem assumido o poder muito jovens.
João Campos se elegeu deputado em 2018 e dois anos depois conquistou a Prefeitura do Recife, sendo eleito, aos 27 anos, o mais novo gestor das capitais brasileiras.
Tabata Amaral também chegou à Câmara dos Deputados em 2019, aos 25 anos, sendo uma das mais jovens.
As mudanças apontam ainda para a construção de projetos mais consolidados. “Eles estão pavimentando esse caminho. Claro, casamento pode ser em qualquer época do ano, mas esse chega carregado de expectativas. Endossa a imagem deles como políticos”, constata o cientista político Felipe Ferreira Lima.
João e Tabata traçam novos rumos sem perder a leveza. Passaram o Carnaval juntos e no último dia da festa anunciaram o próximo compromisso fantasiados de noivos.
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Por Marcelo Tognozzi
Colunista do Poder360
Logo no desembarque do aeroporto Silvio Pettirossi, em Assunção, capital do Paraguai, somos abraçados pelo calor de 40 ºC comum nesta época do ano. Depois de muitos anos, mais de três décadas, resolvi voltar ao Paraguai movido pela curiosidade. O país está mais uma vez se superando, evoluindo. Cresceu 6% em 2025 e as projeções para este ano são de um crescimento em torno de 4,5%.
Quando a guerra do Paraguai terminou, em 1870, tudo estava destroçado. Mais de 70% da população aniquilada. Até 1864, quando Francisco Solano López invadiu o Mato Grosso, o Paraguai era próspero, com a economia voltada para o próprio umbigo, fruto da política de Gaspar Rodríguez de Francia, ditador de 1814 a 1840. Francia manteve o Paraguai distante dos vizinhos, para se proteger das investidas dos caudilhos argentinos, especialmente Juan Manuel Rosas, ditador de 1829 a 1854.
Leia maisQuando Rodríguez de Francia morreu, na primavera de 1840, veio a instabilidade política. De 1841 a 1844, Antonio Carlos Lopez dividiu o poder com Mariano Roque Alonso. Foi promulgada uma nova Constituição. Mariano Roque deixou o poder e Antonio Carlos Lopez virou presidente. Quando morreu, 18 anos depois, seu filho mais velho, Francisco Solano López, herdou a Presidência aos 35 anos.
Foi sua obsessão pela saída para o mar que o levou à guerra contra o Brasil, a Argentina e o Uruguai. Lopez fez uma aposta muito alta. Era tudo ou nada. Perdeu. Tinha 42 anos quando a lança do cabo do Exército Imperial Chico Diabo, apelido do gaúcho José Francisco Lacerda, trespassou seu abdômen.
De 1870 em diante, foram as mulheres, anônimas e tenazes, as reconstrutoras do Paraguai. Uma história muito parecida com a de outro país devastado, que conheci recuperado: o Vietnã. Elas assumiram a produção agrícola, cuidaram das crianças e, pouco a pouco, foram saindo do buraco da humilhação, da pobreza e da fome, imposto pela derrota.
As mulheres paraguaias, gente humilde e trabalhadora, são a alma e o coração desse país que há pouco mais de 100 anos foi obrigado a adotar uma política de venda de terras para financiar o poder público. O povo pobre não podia pagar impostos.
Depois da guerra da Tríplice Aliança, o Paraguai ainda lutou por três anos contra a Bolívia na Guerra do Chaco (1932-1935). Do lado paraguaio morreram 30.000 e no Exército boliviano as baixas chegaram ao dobro. Desta vez, era a Bolívia que buscava anexar territórios mirando uma saída para o mar. Os paraguaios venceram. Como sempre, em qualquer guerra, os custos foram altíssimos.
Quando estive no Paraguai há mais de 30 anos, Assunção parecia uma cidade do interior, talvez do tamanho de Ribeirão Preto ou Cuiabá, acanhada e sem graça. Muito diferente de Montevidéu ou Buenos Aires, esta última especialmente charmosa, naqueles tempos ainda sem a decadência do kirchnerismo. Vim como repórter da IstoÉ, enviado pelo meu amigo Maurício Dias, então chefe da sucursal do Rio, para investigar os negócios do bicheiro Miro Garcia, conhecido como Bradesco da contravenção.
Achei a fazenda dele perto de Ciudad del Este, com cerca vermelha e branca, as cores da Salgueiro. Estava num carro pequeno, acho que um Gol, e tive de sair fugido, com os seguranças do Miro armados e querendo pegar aquele repórter enxerido.
O Paraguai daquele tempo tinha um shopping a céu aberto em Ciudad del Este, o cassino Acaray e umas mulheres que, de tão perfumadas, provocavam vertigens. Era o tempo da “la garantía soy yo” do anúncio da Semp Toshiba.
Agora, daquele passado sobrou apenas o calor escaldante. Assunção virou uma cidade diferente. Ainda não tem o charme de Buenos Aires ou Montevidéu, mas se transformou, perdeu aquele ar de cidadezinha do interior. Suas ruas são limpas, os shoppings não devem nada para os de São Paulo ou Rio. Há revendedoras de carros de luxo como Porsche, Maserati, Lexus, Mercedes e outras marcas famosas. Aquela frota de carros caindo aos pedaços foi substituída por modelos mais modernos, embora os velhinhos ainda resistam a serviço dos Uber e táxis.
Os restaurantes são excelentes e o atendimento é nota 10, como no La María ou La Cabrera, casas de carne tão boas como as da Argentina ou do Uruguai. As pessoas estão mais educadas e estudadas e o governo colocou a economia nos eixos, viabilizando uma enxurrada de investimentos.
De 2022 a 2024, os brasileiros investiram US$ 3,856 bilhões, ficando um 1º lugar no ranking do investimento direto estrangeiro. Em 2º lugar ficaram os EUA, com US$ 2,995 bilhões.
Para um país de 7 milhões de habitantes, quase metade da cidade de São Paulo, com 3,5 milhões de trabalhadores ativos, investimentos como esses significam prosperidade na veia. O governo cobra 10% sobre o lucro líquido das empresas, o IVA sobre bens e serviços é de 10%, exceto para itens essenciais como alimentos (5%), e o imposto sobre a folha de pagamento chega a 16,5%.
É um regime tributário mais simples, que atraiu empresas como Lupo, JBS, Guararapes, Buddemeyer e Karsten. Mais de 200 indústrias brasileiras voltadas à exportação estão instaladas no Paraguai, beneficiadas pela Lei Maquila, que isenta de tributos as empresas exportadoras.
Graças a Itaipu, tem fartura de eletricidade para financiar a infraestrutura industrial em plena fase de consolidação. Como outros países que decidiram abrir suas portas e facilitar a vida de quem cria emprego e prosperidade, o Paraguai está num rumo semelhante ao do Marrocos, hoje líder econômico no Norte da África. Os problemas de ambos são as dores do crescimento.
O Paraguai é um exemplo de reinvenção e de inteligência econômica eficiente. Superou o sofrimento das guerras e o período de estagnação do século 20, valorizando algo fundamental para a dignidade de qualquer povo: a imensa vontade de prosperar.
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