Nas primeiras horas das eleições do segundo turno neste domingo (27), 19 urnas eletrônicas precisaram ser substituídas em todo o estado de São Paulo. Elas apresentaram algum tipo de problema. O total corresponde a 0,042% de urnas em operação em todo o estado: 44.928. Das urnas substituídas, 12 estavam na capital.
As informações constam do primeiro boletim divulgado pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE) de São Paulo por volta das 9h30 de hoje, quando são realizadas eleições municipais.
Neste domingo, mais de 15,6 milhões eleitores do estado de São Paulo estão habilitados a votar das 8h às 17h (horário de Brasília). O segundo turno acontece em 18 cidades do estado, entre elas, a própria capital paulista, que concentra 60% desse eleitorado, com mais de 9,3 milhões de eleitores.
As eleições também são realizadas nas cidades de Guarulhos, São Bernardo do Campo, Diadema, Mauá, Barueri, Taboão da Serra, São José dos Campos, Ribeirão Preto, São José do Rio Preto, Jundiaí, Piracicaba, Franca, Taubaté, Limeira, Sumaré, Santos e Guarujá.
O cientista político Antonio Lavareda encontra-se em Portugal como palestrante convidado do XIV Fórum de Lisboa, de hoje até quarta-feira, e que tem como tema global “Nova Ordem Internacional, Tecnologia e Soberania: Desafios Democráticos e Sociais”.
Lavareda íntegra a pauta “Integridade Eleitoral no Século XXI: Influência, Interferência e Proteção da Democracia” que reúne nomes reconhecidos, entre outros, como Estela Aranha, Ministra do TSE, Paulo César Salomão Filho, Desembargador Eleitoral, Fernando Cabral, do Tribunal Eleitoral do Rio, Laís Bergstein, advogada, Gaspard Estrada, Conselheiro da Global LSE, Hélio Silveira, presidente da Câmara de Direito Eleitoral da OAB/SP entre outros.
O encontro é anual e neste 2026 movimenta mais de 470 debates e apresenta além de 70 painéis. Do Brasil, a cada ano seguem influentes participações como Gilmar Mendes, Alexandre de Moraes e Flávio Dino, ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) do Brasil. O Fórum de Lisboa reforça a sua posição como um dos principais espaços de reflexão e diálogo sobre os desafios contemporâneos da democracia, da economia, da tecnologia e das instituições públicas.
A dimensão internacional do Fórum 2026 reflete-se na qualidade e diversidade das presenças. Entre os grandes destaques do evento Thomas Friedman, colunista do The New York Times, vencedor de três Pulitzer, reconhecido pelas suas análises sobre geopolítica, globalização e inovação tecnológica e Joel Mokyr, vencedor do Prémio Nobel das Ciências Económicas e professor da Northwestern University, uma das maiores autoridades mundiais em história.
O Fórum de Lisboa é idealizado pelo Ministro do STF Gilmar Mendes e organizado conjuntamente pelo IDP (Instituto Brasileiro de Ensino, Desenvolvimento e Pesquisa), pela Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa e pela FGV (Fundação Getulio Vargas).
O deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ) enviou ofício à Polícia Federal e à Interpol pedindo a adoção de medidas de cooperação internacional para apurar a origem, a movimentação e os beneficiários de recursos relacionados ao financiamento do filme Dark Horse, cinebiografia de Jair Bolsonaro (PL). O parlamentar solicita o compartilhamento de informações com autoridades de países como Estados Unidos, Holanda e Hungria e pede a preservação de registros financeiros ligados ao projeto.
No pedido, Lindbergh afirma que reportagens apontaram a participação de empresas estrangeiras e mecanismos financeiros internacionais na produção do filme. Segundo o deputado, documentos revelados pela Agência Pública indicariam que Eduardo Bolsonaro foi descrito como “financiador” do projeto e que houve tentativa de contratação de uma estrutura de conta de custódia para movimentação de recursos destinados à obra. As informações são do portal Metrópoles.
O parlamentar também cita informações sobre uma ordem de pagamento de US$ 57,5 mil para a empresa New Path Pictures Inc., na Califórnia (EUA), intermediada pela Stichting Freeway Custody, entidade registrada na Holanda. Segundo Lindbergh, os envolvidos buscavam uma estrutura que permitiria que investidores permanecessem anônimos, o que justificaria a identificação dos beneficiários finais e da origem dos recursos.
No ofício, o deputado sustenta que os fatos apontam para uma possível “arquitetura transnacional de movimentação de recursos” envolvendo Brasil, Estados Unidos, Holanda e Hungria. Ele argumenta que a utilização de empresas, fundações, contratos privados e estruturas de custódia em diferentes países exige apuração sobre a origem e o destino dos valores empregados no projeto audiovisual.
Dedico este lindo artigo meu colega o filósofo Friedrich Nietzsche, um cara humano, demasiadamente humano. Ao ver um cavalo ser espancado por um cocheiro, Nietzsche abraçou-se ao animal e chorou copiosamente. Desde então enlouqueceu.
MONTANHAS DA JAQUEIRA – Nos tempos primevos as guerras eram decididas nas patas dos cavalos. Helena, uma mulher fêmea do sexo feminino, criatura formosa e fogosa, fazia o rei espartano Menelau gemer sem sentir dor. O príncipe Páris, do reino de Tróia, estava plugado nela. Naquela noite Helena foi curtir o som do choca-choca de Shakira numa boate frequentada por gregos e troianos.
Lá estava o Príncipe Páris. Na saída, a bordo do seu carrão elétrico BYD – Build Your Dreams – construa seu sonho – o Príncipe convidou Helena para dar um rolê no Reino de Tróia. O sonho dele era gemer nos braços de Helena. Rolou uma química. A popozuda foi raptada e ficou prisioneira nas muralhas de Tróia. Naquela noite o Rei Menelau gemeu de insônia e dormiu na base do Lexotan de 220 volts, aliás, de 6 mg.
O que fazer para se vingar da desfeita do Príncipe e resgatar a amada? O rei decretou guerra ao Reino de Tróia. Mobilizou as cavalarias e os cavaleiros. Mas, os inimigos resistiam, assim feito os aiatolás resistem aos bombardeios de Tramp. A guerra recrudesceu. Impasse no Estreito de Ormuz: como derrotar os troianos? Vejamos depois das bolinhas.
Menelau teve uma ideia genial. Mandou confeccionar um mega cavalo, assim feito o avião Force One de Donald Tramp, para abrigar pelotões de soldados e penetrar nas muralhas de Tróia, oferecido como se fosse um presente. Vem daí a expressão “presente de grego”. Quando o Cavalo de Tróia transpôs as fronteiras do inimigo, os gregos derrotaram os troianos e resgataram Helena. Feliz da vida, Menelau comentou: “Lavou, tá novo”, e continuou a gemer sem sentir dor. Assim foi vencida a guerra dos gregos e troianos.
CENTAURO — O Centauro é um ser mitológico metade homem e metade cavalo. É dotado de força cavalar e da inteligência dos Sapiens, e também transporta as misérias da condição humana. Os cavalos são seres quase humanos. Os humanos são seres quase cavalares.
São Jorge, o santo guerreiro, venceu o dragão da maldade impulsionado pela bravura do seu cavalo. As batalhas napoleônicas do século XIX na Europa foram vencidas nas patas do cavalo branco Vizir do Imperador. Com seu manto dourado, o cavalo Incitatus desfilava garboso no Senado Romano, nomeado pelo Imperador Calígula. Alexandre, o grande, conquistador de impérios, foi movido pelas patas do cavalo Bucéfalo. Adorava Bucéfalo.
Fiel escudeiro do cavaleiro andante Dom Quixote, Rocinante lutava contra moinhos de ventos em prol da justiça e da liberdade.
Lembremos a Lady Godiva, a aristocrata anglo-saxônica do século XI que desfilava nua numa cidade britânica no dorso do seu cavalo azul da cor do céu de oxigênio.
Em Triunfo, onde participou do congresso estadual de vereadores, sexta-feira passada, ao lado da governadora Raquel Lyra (PSD), o deputado Túlio Gadelha (PSD), um dos nomes ventilados para compor a chapa da situação ao Senado, parecia estar no palanque da oposição como aliado de João Campos (PSB).
O tom do seu discurso não soou bem aos ouvidos de Raquel e destoou de todos “concorrentes” ao Senado, como Eduardo da Fonte (PP), Fernando Dueire (PSD) e Miguel Coelho (UB). Foi o tempo todo de bajulação ao presidente Lula (PT), para se diferenciar dos demais do ponto de vista ideológico, como militante de esquerda.
Mas em sua fala, nem a governadora citou Lula, preferindo fazer loas à sua gestão como uma Brastemp, quando se sabe que não há entregas de obras estruturadoras, apenas um amontoado de tapumes e uma porção de ordens de serviço sem previsão de início de obras tampouco prazo para conclusões. Já bem perto dali, em Serra Talhada, distante apenas 33 km de Triunfo, no mesmo dia, a senadora Teresa Leitão (PT) desmentia o discurso de Túlio Bernardes.
“Os senadores de Lula são Humberto e Marília”, retrucou a petista, delineando o território eleitoral no Estado. Túlio Bernardes sempre pertenceu a uma esquerda festiva. Quando fez a travessia de um partido no campo de Lula, a Rede Sustentabilidade, para o PSD, virou direita. Seus apoiadores, se de fato vier a disputar o Senado, são bolsonaristas.
Vão pedir voto para ele os deputados que estão assumidamente no palanque presidencial de Flávio Bolsonaro (PL), entre os quais Mendonça Filho, Coronel Meira, Pastor Eurico, Clarissa Tércio e o ex-ministro Gilson Machado Neto, além de dezenas de deputados estaduais, prefeitos e vereadores.
O discurso de Gadelha Bernardes não coaduna, portanto, com o seu palanque em Pernambuco. Se persistir, soará como oportunista, tentando alavancar popularidade e votos no prestígio e na força do que o presidente Lula tem em seu Estado natal.
MAQUIAGEM – Dois dias após afirmar em Triunfo que a reforma em alguns hospitais do Estado não são maquiagens, até porque a única maquiagem que aceita em vida é no seu rosto pela maquiadora Rosa, mais um teto de uma emergência de saúde reformada veio abaixo ontem: a do Hospital Agamenon Magalhães, em Casa Amarela. Nas últimas semanas, a mesma unidade de saúde já havia sido alvo de denúncias envolvendo infiltrações, problemas de manutenção, elevadores em situação crítica e superlotação. Relatórios técnicos também apontaram dificuldades estruturais em diferentes áreas da unidade.
Mentira tem pernas curtas – No seu discurso em Triunfo, para uma plateia de servidores comissionados e pouquíssimos vereadores, a governadora voltou a dizer que recebeu um Estado quebrado, em ruínas, herdado do PSB. Mas aliados do ex-governador Paulo Câmara contestam. Afirmam que ele entregou um governo melhor do que recebeu de João Lyra Neto, pai de Raquel. Ex-secretários do governo passado garantem que deixaram cerca de R$ 2,9 bilhões em caixa e orçamento disponível para obras contratadas.
E a dinheirama emprestada? – Se Raquel tivesse assumido um Estado insolvente, como disse em Triunfo, como poderia ter assinado empréstimos a bancos estrangeiros, além de contratos de operações de crédito com o Banco do Brasil, de R$ 1,4 bilhão? Em março passado, a Comissão de Justiça da Alepe aprovou um novo projeto que autoriza o governo a contrair empréstimos de até R$ 5,2 bilhões com a Caixa e o Banco do Brasil para renegociação de dívidas. Se o Estado estivesse em ruínas não tinha capacidade de endividamento.
Dueire, o vice? – Corre nos bastidores que Raquel vai trocar de vice e que o substituto de Priscila Krause seria Fernando Dueire, o suplente de Jarbas Vasconcelos que se efetivou na Casa Alta com a renúncia do ex-senador para tratamento de saúde. Se isso for concretizado, como a governadora vai desatar outro nó: o da família Coelho, caso Eduardo da Fonte seja ungido ao Senado na chapa tendo Túlio Bernardes como companheiro?
Cavaleiros da lenda do Rei Arthur – Junho chegou, o calendário eleitoral se afunila, mas a governadora Raquel Lyra continua sem a chapa da reeleição definida, andando o Estado a tiracolo com quatro pré-candidatos ao Senado: Fernando Dueire e Túlio Gadelha, ambos do PSD, Eduardo da Fonte (PP) e Miguel Coelho (UB). A pergunta de um milhão de dólares: Raquel vai acender a fogueira junina ainda ao lado dos quatro Cavaleiros da Távola Redonda da lenda do Rei Arthur?
CURTAS
PORTAS – Da porta para fora, os problemas da candidatura de Flávio Bolsonaro são ainda os rolos de sua relação fraterna com Daniel Vorcaro. Da porta para dentro, sua campanha acaba de trocar toda a comunicação, mas permanece um clima de disputa por espaços e protagonismo entre Rogério Marinho e Valdemar Costa Neto, segundo o colunista Lauro Jardim, de O Globo.
POR EDUCAÇÃO – A empresária Roberta Luchsinger confirmou ter apresentado Fábio Lula da Silva, o Lulinha, ao empresário Antônio Camilo, conhecido como o Careca do INSS. Em entrevista à jornalista Eliane Trindade, da Folha de S.Paulo, afirmou que a aproximação se deu em contexto social, por educação, sem qualquer objetivo comercial.
SEM INTERFERÊNCIA – A porta-voz do Departamento de Estado dos Estados Unidos para assuntos do Brasil, Amanda Roberson, garante que a decisão do governo Trump de classificar o PCC e o CV de organizações terroristas não teve influência do senador Flávio Bolsonaro (PL), pré-candidato à Presidência da República.
Perguntar não ofende: Se a reforma nos hospitais não é maquiagem por que os tetos não se sustentam?
Cerca de 600 objetos coletados, adquiridos ou doados entre as décadas de 1920 e 1950 estão, finalmente, saindo da reserva técnica do Museu do Ipiranga para ter sua existência reconhecida e ressignificada.
Ontem (30), a instituição, que tem revisitado, desde a reinauguração em 2022, as narrativas abrigadas em seu acervo, colocou ceramistas, museólogos e agentes culturais de Taubaté, São Luiz do Paraitinga e Cunha, municípios da região do Vale do Paraíba (SP), frente a frente com um conjunto chamado de Coleção Sertaneja. São objetos de uso cotidiano — como roupas e utensílios de cozinha —, peças de cunho religioso e artesanatos feitos, sobretudo, de madeira, metal, material têxtil, couro e palha.
De muitas das peças ninguém tem maior referência a não ser que foram coletadas de 1920 a 1950. Entre as que têm origem conhecida a maioria é de São Paulo. Há também itens vindos de outros estados: Paraíba, Goiás, Bahia, Pernambuco, Paraná, Pará, Ceará, Alagoas, Minas Gerais e Piauí. Ao menos 60 foram coletadas pelo folclorista Alceu Maynard Araújo, nascido em Piracicaba, no interior paulista.
O que se sabe hoje, durante muito tempo não se soube. O estudo da coleção, que passou décadas guardada na reserva técnica do museu, teve início há dois anos, quando o historiador David Ribeiro ingressou na instituição. Sua área é a de “memórias identitárias e memórias traumáticas”. Ao entrar, teve de escolher um acervo para estudar.
Ribeiro nasceu em Laranjal Paulista, cidade justamente vizinha de Piracicaba. Formado no campus de Assis da Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (Unesp), estudou, no mestrado e no doutorado, o patrimônio afro-brasileiro e indígena e o catolicismo popular — com especial atenção às irmandades negras. Um de seus objetos de pesquisa foi o das comunidades quilombolas do Vale do Ribeira. As cerca de 600 peças foram coletadas sobretudo no Vale do Paraíba entre 1920 e 1950
“O racismo no interior de São Paulo opera de forma bastante diferente do contexto urbano”, diz ele. “A população negra vive de forma quetificada. A mobilidade social é muito mais difícil”
Os objetos que agora vêm a público contam parte dessa história. A parcela sob a guarda do Museu do Ipiranga é a maior de um total de quase mil peças; o resto está no Museu de Arqueologia e Etnologia (MAE) da USP. Entre as peças do MAE, há um grupo cuja origem ajuda a dar concretude ao que Ribeiro diz.
Ali, há quase 300 objetos de culto afro-brasileiro — oratórios, imagens e instrumentos musicais — apreendidos pela Delegacia de Costumes da Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo em 1947 e posteriormente doados à USP.
Mas não só de perseguição se constitui esta coleção. O interesse do museu pelo “caipira remonta a um movimento do pintor Almeida Júnior, de Itu, e de Cesário Motta Júnior, de Porto Feliz. Motta Júnior foi o secretário que assinou o decreto de criação do Museu Paulista. Ambos nascidos no interior, eles desejavam valorizar a figura do “homem da roça” que, acreditavam, acabaria por desaparecer ante o progresso.
Em um segundo momento — ainda na primeira metade do século XX —, o museu, propagador da figura do bandeirante, passou a espelhar a visão do caipira como alguém associado à pobreza e ao atraso.
A maior parte da Coleção Sertaneja é, não por acaso, posterior a esse momento e alinha-se a Missão de Pesquisas Folclóricas (1938), liderada por Mário de Andrade, e a outros movimentos que buscavam registrar um patrimônio cultural que, sob o risco de esvair-se, deveria ser salvaguardado.
Todas essas visões foram, com o passar do tempo, se tornando não apenas anacrônicas como problemáticas. Hoje, a própria designação de caipira ou sertanejo é questionada. “É como se essas categorias estivessem acima ou além do enquadramento racial, e ser caipira fosse algo que superasse o ser negro, o ser branco, o ser mestiço e o ser indígena”, explica Ribeiro.
E o Museu Paulista, prossegue o historiador, tem um lugar central na construção do imaginário sobre o sertão. Os bandeirantes, ali louvados por muito tempo, foram eles mesmos “sertanistas — homens que adentravam o interior para “conquistá-lo” ou “domá-lo”.
Não por acaso, além de buscar, por meio de um diálogo com as comunidades ligadas às regiões de onde vieram esses objetos, “qualificar e requalificar” a coleção, o historiador cogita rediscutir a própria nomenclatura dela.
O sertão, afinal de contas, é tanto o que viu Euclides da Cunha quanto o que enxergou Guimarães Rosa, além de ser aquilo que as instituições culturais, por muito tempo, não souberam ou não quiseram nomear.
O senador Rogério Marinho (PL-RN) é o autor da PEC do horário flexível, alternativa dos senadores de oposição ao governo Lula (PT) para enterrar o fim da escala 6×1 no Senado. Marinho é o coordenador da pré-campanha presidencial de Flávio Bolsonaro (PL-RJ), foi relator da reforma Trabalhista de 2017, enquanto era deputado federal, e ministro do Desenvolvimento Regional do governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). As informações são do jornal Extra Classe.
Ele tem sido apontado como o “bombeiro” da pré-campanha do primogênito do ex-presidente desde que explodiu a crise envolvendo Flávio, o banqueiro Daniel Vorcaro e negociações de vultuosas quantias para a produção do filme “Dark Horse”. Cabe a Marinho, mais alinhado ao mercado financeiro que às alas ideológicas do bolsonarismo, tranquilizar o mercado financeiro de que a candidatura de Flávio ainda é viável para desbancar Lula.
Também foi Marinho, que é líder da oposição no Senado, quem solicitou ao ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), que apure o vazamento de informações envolvendo conversas de Flávio com Vorcaro, que ele classifica no documento enviado à corte como “vazamento seletivo”.
A PEC 12/2026 cria regime flexível baseado em horas trabalhadas, aposta na negociação entre empregador e trabalhador e calculará salários e benefícios como FGTS, férias e 13º salário de forma proporcional à carga horária cumprida. A proposta foi protocolada na última quinta-feira (28). No mesmo dia, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), enviou o projeto à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado.
Tarefa no Senado é sabotar fim da 6×1
O senador Rogério Marinho é quem encabeça a PEC do “horário flexível”, que contou com apoio de outros 39 dos 81 senadores. A tarefa é sabotar o fim da escala 6×1. Enquanto isso, o pré-candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro, que é senador pelo PL/RJ, se poupa do desgaste de criticar o fim da escala, medida que conta com apoio de mais de 70% da população brasileira.
O senador potiguar também teria sido o responsável por traçar a estratégia do PL em relação ao fim da escala 6×1 na Câmara dos Deputados. Dos 19 votos contrários ao fim da escala 6×1 na Câmara dos Deputados na última quarta, 27 de maio, 11 vieram do PL, outros quatro votos foram do Novo, e mais quatro de parlamentares do União Brasil, PP, MDB e Missão.
Reforma Trabalhista
Marinho, que é economista, foi relator da Reforma Trabalhista de 2017 na Câmara dos Deputados, um dos articuladores da reforma da Previdência de 2019 e afirmou à Folha de São Paulo, em entrevista em 6 de março, que se Flávio ganhar a eleição, irão “revisitar” as reformas da Previdência e Trabalhista.
A PEC 12/2026 retoma pontos centrais da Reforma Trabalhista de 2017 como ampliar a prevalência de acordo individual sobre acordos coletivos negociados por sindicatos. A remuneração seria proporcional à jornada efetivamente trabalhada, o que impacta férias, 13º salário, FGTS e demais direitos, que seriam calculados de acordo com a carga horária ajustada individualmente.
O presidente da Assembleia Legislativa de Pernambuco, deputado Álvaro Porto (MDB) consolidou a aliança com o prefeito São José do Belmonte, Vinícius Marques (PSB), após três dias de agendas relativas à 32ª Cavalgada da Pedra do Reino, encerrada neste domingo (31), naquele município do Sertão Central. A parceria representa também reforço para o palanque do ex-prefeito do Recife e pré-candidato a governador João Campos (PSB), que, do mesmo modo, marcou presença nos eventos de São José do Belmonte.
“Para nós está sendo uma honra contar com o apoio do prefeito de um município que promove um dos mais expressivos e tradicionais acontecimentos culturais do estado. Temos certeza que força e a união vistas aqui marcarão a caminhada que levará João Campos ao governo do estado e à transformação de Pernambuco”, avaliou o deputado.
O apoio do prefeito e seu grupo político à pré-candidatura de Porto à reeleição foi selado há menos de um mês. Na semana passada, quando Marques oficializou ao deputado o convite para a participação na cavalgada, o presidente da Alepe anunciou a destinação de R$ 600 mil de recursos de emendas para a saúde e associações rurais do município.
Porto destacou que ver de perto a força da participação popular num evento em meio à riqueza sertaneja possibilitou a ele conhecer valores e identidade do povo de São José do Belmonte. “Isso é essencial para que nosso mandato possa contribuir, com o trabalho de Vinícius Marques e vereadores, para o desenvolvimento do município”, disse. “Aproveito para agradecer e parabenizar o prefeito e a toda população belmontense pela grandiosa festa”, completou.
O deputado esteve acompanhado da esposa, prefeita de Canhotinho, Sandra Paes (Republicanos), e do pré-candidato a deputado federal Gabriel Porto (PSB). A cavalgada recebeu ainda a ex-deputada federal e pré-candidata ao Senado Marília Arraes (PDT), o deputado federal Pedro Campos (PSB), o pré-candidato a vice-governador Carlos Costa (Republicanos), parlamentares estaduais, prefeitos e lideranças políticas do estado.
O deputado federal Felipe Carreras esteve em Bonito, neste final de semana, onde cumpriu uma série de agendas ao lado do prefeito Dr. Ruy Barbosa e do deputado estadual Cayo Albino. A programação passou por diferentes áreas e contemplou visitas ao distrito de Alto do Bonito, a creches, à Unidade Básica de Saúde (UBS), aos projetos dos dois complexos esportivos e ao distrito de Bentivi, onde estão previstas importantes intervenções, como a construção de uma quadra e de uma creche.
Um dos pontos de destaque foi a visita às obras da estátua de Nossa Senhora da Conceição, padroeira de Bonito. O monumento está sendo construído na subida para o teleférico com recursos de emenda parlamentar de R$ 3,2 milhões destinada por Felipe Carreras. A programação também contou com reunião que marcou o anúncio de Cayo Albino como deputado estadual de Bonito. Felipe Carreras reforçou a construção de uma parceria alinhada, com atuação integrada em Brasília e na gestão municipal para ampliar a chegada de investimentos, obras e ações.
Carreras também esteve na Corrida da Emancipação de Bonito, evento que integrou a programação comemorativa do município e reuniu moradores, atletas e visitantes em um momento de esporte, lazer e celebração. O parlamentar ainda participou da inauguração do CRAS (Centro de Referência de Assistência Social), equipamento fundamental para ampliar a rede de assistência social.
As rádios comunitárias de Pernambuco lançaram, ontem (30), o Manifesto das Rádios Comunitárias do Estado de Pernambuco, durante o 2º Encontro dos Dirigentes das RadComs, realizado em Garanhuns, no Colégio Diocesano, no bairro São José.
Promovido pela Abraço-PE e pela Assercom-PE, o evento trouxe como pautas a ampliação da representação institucional, a valorização das emissoras comunitárias, a defesa da comunicação popular e a busca por melhores condições de funcionamento para as rádios espalhadas pelo estado.
O encontro reuniu dirigentes e comunicadores de diversas regiões do estado. O manifesto também reforça o papel das rádios comunitárias na democratização da informação, na inclusão social e no fortalecimento das identidades locais.
A Polícia Civil de São Paulo pediu acesso a dados sigilosos da empresária Karina Ferreira da Gama, dona do Instituto Conhecer Brasil, no âmbito de um inquérito que investiga suspeitas de superfaturamento e desvio de recursos públicos em um contrato firmado com a Prefeitura de São Paulo para instalação de serviços de internet gratuita.
Segundo a investigação, os policiais querem obter relatórios financeiros sobre movimentações consideradas atípicas e comunicações de operações suspeitas envolvendo a empresária. O pedido está sob análise da Vara Regional de Garantias do Tribunal de Justiça de São Paulo. As informações são do jornal O Globo.
A principal linha de apuração trabalha com a hipótese de que recursos do programa WiFi Livre SP tenham sido desviados para atividades ligadas à produção do filme Dark Horse, obra sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro.
Os investigadores também suspeitam de uma possível confusão patrimonial entre o Instituto Conhecer Brasil e a produtora responsável pelo longa-metragem.
Em nota, a Prefeitura de São Paulo afirmou que, até o momento, não identificou irregularidades nos serviços prestados pelo Instituto Conhecer Brasil. A administração municipal informou ainda que, caso sejam constatados problemas, as providências cabíveis serão adotadas.
Karina Ferreira da Gama ainda não se manifestou publicamente sobre o pedido de acesso aos dados sigilosos. Sobre o contrato com a prefeitura, a empresária sustenta que o processo ocorreu de forma regular e nega qualquer ligação entre os recursos do programa e a produção do filme Dark Horse.
A pré-candidata a deputada federal Juliana de Chaparral (União Brasil) e o prefeito de Surubim, Cleber Chaparral (União Brasil), participaram, na noite de ontem (30), da abertura oficial do São João de Caruaru 2026, acompanhando a comitiva da governadora Raquel Lyra (PSD). O casal esteve ao lado do prefeito de Casinhas, Lúcio Silva (União Brasil), do vice-prefeito de Vertente do Lério, Dão da Lavanderia (União Brasil), além de diversas lideranças políticas pernambucanas. “Que viva o São João, que viva Pernambuco e que nunca falte orgulho das nossas raízes”, disse Juliana.
A governadora prestigiou o evento ao lado da vice-governadora Priscila Krause (PSD) e do prefeito de Caruaru, Rodrigo Pinheiro (PSD). Durante a solenidade, anunciou um investimento de R$ 5 milhões do Governo de Pernambuco, por meio da Empetur, destinado à realização da festa. A abertura no Pátio de Eventos Luiz Gonzaga marcou o início da programação do São João de Caruaru 2026, que este ano tem como tema “Tecido de Tradições, Costurando Gerações” e seguirá até o dia 27 de junho. O evento também reuniu o ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula, o senador Fernando Dueire (PSD), deputados estaduais e federais, além do ex-prefeito de Petrolina e pré-candidato ao Senado pelo União Brasil, Miguel Coelho.
Marcelo Gouveia e Gustavo Gouveia, ambos do Podemos, promovem na próxima sexta-feira (5) o lançamento oficial de suas pré-candidaturas para as eleições de 2026. Marcelo disputará uma vaga na Câmara dos Deputados, enquanto Gustavo buscará a reeleição para a Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe). O evento está marcado para as 19h, no estacionamento privado de São Severino do Ramos, e deve reunir lideranças políticas, prefeitos, vereadores e apoiadores.
Ex-prefeito de Paudalho e ex-presidente da Associação Municipalista de Pernambuco (Amupe), Marcelo Gouveia é presidente estadual do Podemos. Já Gustavo Gouveia exerce mandato de deputado estadual. Segundo a organização, o encontro marcará o início da agenda política da dupla para a disputa eleitoral do próximo ano.