A Sudene lança o Programa InovaPalma, durante a IV Reunião Técnica da Rede Palma, amanhã. A mais nova iniciativa da Rede Palma visa estruturar o fomento e apoio institucional de pesquisa e desenvolvimento de ações envolvendo a palma forrageira. Durante o evento, também serão apresentados os resultados já alcançados pela Rede.
A palma forrageira é considerada estratégica para a produção da pecuária no semiárido, mas para que os seus benefícios sejam efetivos é necessário vencer muitos desafios e gargalos, como a mecanização e o beneficiamento. Criada em 2017, a Rede Palma visa fomentar o diálogo entre instituições de desenvolvimento regional, universidades, pesquisadores e membros da iniciativa privada, com o objetivo de analisar cenários, propor ações e consolidar as potencialidades da palma no semiárido brasileiro.
O resultado da eleição em Pernambuco escreve uma outra página que merece um estudo político e sociológico: todos os políticos com projeto majoritário que a governadora colocou debaixo do seu guarda-chuva levaram a pior e saíram desmoralizados.
Pela ordem, Miguel Coelho: recebeu a promessa de que seria o candidato a senador na chapa da governadora e acabou sofrendo a maior traição da sua carreira pública. De última hora, teve que improvisar uma candidatura a deputado federal, botou Raquel nos ombros, literalmente, numa caminhada em Petrolina, e perdeu a eleição para o irmão Fernando Filho.
Túlio Gadêlha, a segunda vítima, tinha uma reeleição praticamente garantida para a Câmara dos Deputados, caiu no canto da sereia para disputar o Senado e foi o lanterninha. Está desempregado!
Mendonça Filho, que tinha sua reeleição também garantida para Câmara Federal, foi seduzido pela governadora para ser seu candidato “informal” ao Senado, na maior traição da governadora a sua chapa oficial, com Túlio e Eduardo da Fonte. Como Túlio, também está desempregado e coleciona mais uma derrota majoritária.
Por fim, Eduardo da Fonte, que entrou na chapa como candidato a senador levando o maior trunfo para a coligação de Raquel: o fundo eleitoral e o tempo de televisão da Federação União Progressista. Dudu assistiu, até em palanques, como o triste episódio em que Raquel se afastou de Mendonça, que estava ao seu lado discursando, a governadora o apunhalar em várias ocasiões. Fica sem mandato e perde a força que detinha antes de se aproximar da governadora.
O governador reeleito da Paraíba, Lucas Ribeiro (PP), já tem o seu primeiro compromisso político, um dia depois de arrebatar a eleição de 2026 em primeiro turno, com 64,30% dos votos. Lucas foi convocado pelo presidente Lula (PT) para reunião com governadores em Brasília, nesta segunda-feira (5). A primeira trincheira para reagir à vitória de Flávio Bolsonaro (PL) no primeiro turno. Lula precisará muito dos aliados. Principalmente, os que saíram das urnas com força e tamanho político. Como é o caso de Lucas, na Paraíba.
A eleição de Gilson Machado para deputado federal, com mais de 155 mil votos, e de Gilson Machado Filho para deputado estadual, com mais de 132 mil, revela a força política de uma parceria construída com identidade, presença e capacidade de mobilização.
Os dois disputaram uma parcela do eleitorado que, além de minoritária no estado, estava dividida entre várias candidaturas de direita. Nesse cenário, conquistar duas votações tão expressivas demonstra a capacidade de transformar reconhecimento e confiança em voto.
Do ponto de vista do marketing político, a campanha teve uma escolha clara: integrar marcas, discurso e posicionamento. Pai e filho caminharam juntos, com fidelidade a Jair Bolsonaro e uma identidade que o eleitor reconhecia de imediato. Essa coerência deu força à comunicação e ajudou a consolidar a dobradinha.
O apoio da família Bolsonaro também tem uma história por trás. Gilson construiu essa relação com capacidade de gestão, articulação e, sobretudo, lealdade. Esteve presente nos momentos de força e também nos mais difíceis. Quem acompanha essa convivência sabe o espaço de confiança que ele ocupa junto ao ex-presidente.
Em Pernambuco, onde a esquerda mantém forte presença eleitoral, o resultado dos Gilsons ganha ainda mais relevância. Mostra uma direita capaz de se mobilizar e reconhecer lideranças com posicionamento firme.
Acompanhei de perto essa caminhada. Desde a primeira campanha do presidente Bolsonaro, passando pela famigerada facada, a sua participação ativa na transição e os cargos de confiança dados a Gilson como missão da cota pessoal do presidente. Testemunhei o empenho dos dois, a construção da campanha e o reconhecimento de Bolsonaro por Gilson Machado como um nome de sua confiança pessoal.
Gilson Filho chega à Alepe depois de um trabalho que já vinha ganhando reconhecimento na Câmara Municipal do Recife. A juventude, somada à experiência que começa a acumular, abre espaço para uma trajetória política de longo prazo.
Gilson Machado, por sua vez, leva à Câmara Federal a experiência de quem foi secretário nacional, presidiu a Embratur e comandou o Ministério do Turismo e Cultura. Tem condições de ocupar um papel relevante em um eventual governo de direita e de entrar no debate sobre a futura sucessão estadual.
Os Gilsons saem dessa eleição fortalecidos como referências do bolsonarismo em Pernambuco. Agora, o desafio é levar à Alepe e à Câmara Federal a mesma sintonia demonstrada na campanha, transformando a confiança recebida nas urnas em atuação, entregas e representação para os pernambucanos.
Alguém além do território pernambucano pode olhar para o resultado da eleição no Estado e perguntar: por que o PT reelegeu Humberto Costa o mais votado, passando Marília Arraes (PDT) e João, como cabeça de chapa, não foi eleito governador?
Porque simplesmente o PT traiu João. Humberto foi apoiado pela avassaladora máquina de prefeitos que receberam dinheiro a rodo do Estado para garantir uma votação de tal magnitude para tirar a desvantagem de Raquel no Recife e Região Metropolitana. Humberto foi apoiado, inclusive, pelo prefeito de Caruaru, Rodrigo Pinheiro.
Humberto, o mais votado, foi arrastado, portanto, pela mesma máquina que elegeu Raquel. O senador não transferiu votos para João. Nesta eleição, a máquina de Raquel subverteu uma ordem histórica: senadores eleitos numa chapa de um governador derrotado.
O PT é um partido traira, que vai pagar um preço caro pela traição. O próprio Lula ajudou Raquel, quando encheu seus cofres de dinheiro e quando veio ao ato em favor de João, no Recife Antigo, não bateu na governadora, diferente do seu comportamento no Ceará e na Bahia.
Mas o seu partido sai como o maior derrotado. Só elegeu três federais em Pernambuco, seis senadores no País, perdeu para o PL na Câmara dos Deputados, que passa a ter a maior bancada. Históricos do partido receberam um não do eleitor, como José Dirceu, em São Paulo, e Gleisi Hoffman, no Paraná.
Se Lula perder no segundo turno, o PT encerra um ciclo e pode até desaparecer.
Dedico este glorioso artigo ao meu colega o filósofo grego Platão, idealizador da República dos sonhos da humanidade e que inspirou os amores platônicos de minha vida animalesca
José Adalbertovsky Ribeiro, periodista, escritor e quase poeta
MONTANHAS DA JAQUEIRA – As eleições mais que gerais deste ano irão decidir o destino dos demiurgos da República, criaturas etéreas que flutuam entre o céu e a terra. Os demiurgos de capa preta são os mais poderosos da história desde os tempos da República de Platão. Os demiurgos se autoproclamam donos da democracia e da República.
O Chapeuzinho Vermelho vinha cantando alegremente na floresta encantada do poder quando se deparou com uma boiada. E assim falou: esta floresta é pequena demais para nós duas. A evolução da fauna democrática depende da perpetuação do ancião de barbas de fogo no poder e do aparelhamento das instituições do Estado. Ele está no mando de campo há quase 20 anos, apenas, e foi aconselhado a dobrar a meta por aquela senhora que estocava ventos orgânicos uivantes.
Os bovinos Sapiens defendem a tese de que a rotatividade do poder é o maior refrigério para a democracia, assim como a luz do sol é o melhor desinfetante. A democracia precisa ser oxigenada, nitrogenada e lubrificada para não enferrujar. Os rios e as florestas sentem falta de ar. A democracia precisa de respiração boca a boca.
O maior gângster da história do Brazil, o cara que subornou gregos e troianos e republicanos, e sua parelha o careca do INSS, atualmente hibernam feito ursos e contam com uma guarda pretoriana poderosa em sua proteção. Quando saírem da hibernação irão desfilar em carro de bombeiro como heróis nacionais.
Eu não estou delirando. Um demiurgo invocou o código de ética da Cosa Nostra e comparou o caso Master com a Operação LavaJato. Gotham City é aqui. A moralidade das elites nacionais é um hímen complacente. O Doutor Chuchu redimiu todos os pecados da cena do crime, somente não redimiu sua trajetória de pusilânime.
PREVISÕES BOMBÁSTICAS –Anotem minhas previsões de agora para conferir depois: número 1: daqui a 5 anos, nove meses e 15 dias, no ano 2031, depois das eleições presidenciais, o programa Fantástico irá revelar um novo escândalo de corrupção bilionária, de dimensões maiores que os casos Master e INSS, com o envolvimento de potestades da República. Um aiatolá do Planalto dirá que acredita na inocência do neto, mas se ele tiver cometido algum pecado capital terá que rezar três Ave Marias de penitência.
Número 2: já proclamado como ficha limpa com trânsito em julgado em todas as instâncias, o banqueiro ex-gângster será ungido como pastor de uma seita messiânica e irá rezar pela salvação das almas, mediante o pagamento de indulgências via Pix.
Se algum leitor da poderosa Folha de Pernambuco ou do magnífico Blog de Magno Martins duvidar destas minhas previsões, por favor, levante o braço. Ninguém. Eu sou o novo oráculo da Jaqueira. Oh glória!
João Campos (PSB) perdeu a eleição pela onda bolsonarista, a mesma que arrastou o presidente Lula (PT) para um segundo turno mais favorável ao filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Aos 81 anos, ir ao segundo turno num cenário incerto, não estava no radar do petista. João foi vítima também do extremo desgaste do Governo Lula. Perdeu também pela baixa performance no Recife e Região Metropolitana. O Recife não traiu João. O que houve foi uma avalanche de votos à direita, fenômeno que ocorre na América do Sul.
João foi vítima principalmente do uso abusivo e ostensivo da máquina do Estado pela governadora, que teve 150 prefeitos moendo suas estruturas em favor dela. A máquina é um peso em qualquer eleição. João tinha consciência disso e apostou na estratégia de vincular seu nome ao prestígio de Lula no Estado.
Mas não deu certo. João fez a campanha mais brilhante. Venceu todos os debates, fez os maiores e mais vibrantes atos de campanha. Moveu e mexeu com corações, mas havia uma máquina moendo em prol de Raquel, que só usou em seu favor, desprezando os seus candidatos ao Senado.
Raquel cometeu erros primários na campanha e incitou a ira das mulheres ao sugerir num vídeo uma laqueadura sem consentimento de uma pobre mulher, já com sete filhos. Ao ser reeleita e não eleger um único senador, provou também que só usou a máquina apenas em seu favor, ou seja, ela só coça do seu umbigo para baixo.
Em Pernambuco, nunca um governador se elegeu sem puxar um único senador. Traduzindo: os pernambucanos não aprovaram Raquel. João foi derrotado pela onda anti-Lula, pelo avanço da direita e do conservadorismo na América do Sul.
A eleição estadual, além do peso da máquina, foi fortemente atrelada a corrida presidencial, fortemente vinculada ao Congresso. O PL sai das urnas com o maior número de senadores e a maior bancada na Câmara dos Deputados.
Senado sem surpresas – Na disputa para o Senado em Pernambuco, as pesquisas se confirmaram. Ao longo da campanha, em nenhum momento a candidata do PDT, Marília Arraes, perdeu a liderança. Abertas as urnas, a única surpresa foi Humberto bater Marília, mas isso tem lá suas explicações que faço na nota abaixo.
Estrutura de Raquel bombou Humberto – Humberto chegou ao primeiro lugar na disputa para o Senado por dois motivos: seu nome está muito mais vinculado ao presidente Lula do que Marília. O segundo e mais importante motivo: Humberto conseguiu o apoio da mesma máquina nos municípios que garantiu a reeleição de Raquel, 150 prefeitos. Até o prefeito de Caruaru, terra de Raquel, Rodrigo Pinheiro, apoiou Humberto ostensivamente, assim como outros prefeitos com DNA Raquelzista, como Pollyana Abreu, de Sertânia.
O Brasil se livrou desses senadores – Para o Senado, não foram reeleitos ou eleitos: o pernambucano Randolfe Rodrigues (PT-AP), Ciro Nogueira (PP-PI), Túlio Gadelha (PSD-PE), Carlos Viana (PSD-MG), Soraya Thronicke (PSB-MS), Gleisi Hoffman (PT-PR), Simone Tebet (PSB- SP), Marina Silva (Rede-SP), Esperidiao Amim (PP-SC), Paulo Pimenta (PT-RS), Manuela Dávila (Psol-RJ), Marcelo Crívela (Republicanos-RJ), Magno Malta (PL-ES), Benedita da Silva (PT-RJ) e Roseana Sarney (MDB-MA).
JHC derrota Renan e elege esposa para o Senado – O ex-prefeito de Maceió, João Henrique Caldas, o JHC, foi eleito governador de Alagoas. Renan Filho (MDB), ex-governador e ex-ministro dos Transportes de Lula (PT), terminou em segundo lugar. Lenilda Luna, da Unidade Popular (UP), ficou em terceiro, enquanto Márcio Jambo, do Democrata, somou 0,05% e acabou em quarto. Natural da capital alagoana, JHC tem 39 anos, é formado em Direito e também construiu sua carreira política entre cargos no Legislativo e no Executivo. Foi deputado estadual entre 2011 e 2014, deputado federal de 2015 a 2018 e prefeito da capital por dois mandatos, em 2021 e 2025. A vice-governadora eleita é a também tucana Célia Rocha. Além de derrotar o clã Renan, JHC elegeu a esposa Marina senadora.
Humilhado e desempregado – O neo-direitista Túlio Gadêlha (PSD), que até então era deputado federal, mas se arvorou a ser candidato a senador com o apoio da governadora Raquel Lyra (PSD), se prestou ao papel de virar o articulador da direita na campanha da governadora. Na realidade, ela usou todos, inclusive ele, um inocente que não percebeu. O resultado disso é prático: ele começou a eleição com 7% e terminou com 6%. A partir de janeiro, ou Raquel Lyra arruma um emprego para ele, ou ele estará literalmente desempregado.
CURTAS
A MAIS VOTADA – A deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP) se tornou a mulher mais votada da história em uma eleição para a Câmara dos Deputados, com mais de 1.5 milhão de votos. A parlamentar superou o recorde de Joice Hasselmann, que recebeu 1.078.666 votos em 2018, quando foi eleita deputada federal por São Paulo pelo PSL.
EM CIMA DO MURO – Renan Santos, candidato do Missão à Presidência, afirmou que o resultado foi pior do que esperava, tanto para sua campanha quanto para o partido. Em fala a apoiadores transmitida pelas redes sociais, o candidato disse que a quarta colocação no pleito ficou muito distante de suas expectativas. Ele ainda avaliou que Flávio Bolsonaro (PL) “deve vencer a eleição no segundo turno”. O político afirmou que não apoiará nenhum dos dois candidatos, mas que sua militância “pode fazer o que quiser”.
XANDÃO QUE SE CUIDE – O PL saiu das urnas ontem com o maior número de senadores eleitos, 19 na totalidade. O MDB veio em segundo, com sete senadores, O PP elegeu três, o União Brasil dois e o PSDB dois, todos aliados a Flávio Bolsonaro, que, se eleito, pode abrir no Senado o impeachment do ministro Alexandre de Moraes, do STF.
Perguntar não ofende: Depois dessa avalanche direitista, Lula ainda tem chances no segundo turno?
O escritor Augusto Cury (Avante) disse na noite deste domingo (4) que não vai apoiar nenhum candidato à Presidência da República no segundo turno das eleições. Ele afirmou que manterá silêncio sobre o pleito.
“Os dois candidatos, se quiserem aproveitar nossas propostas, elas estão disponíveis para serem aproveitadas”, disse. “Eu me silencio completamente em relação aqueles que estarão no segundo turno”, afirmou à imprensa. As informações são da CNN.
Segundo apuração do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), o senador Flávio Bolsonaro (PL) e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) vão disputar o segundo turno no próximo dia 25 de outubro.
O presidenciável ressaltou que “ninguém está autorizado” a usar o nome dele e de seu candidato a vice-presidente, Júlio Delgado (Avante), para demonstrar apoio “a qualquer um dos candidatos”.
Cury ainda disse que não vê propostas consistentes por parte dos dois nomes que vão ao segundo turno. Também acusou o petista de querer o quarto mandato e disse que Flávio quer “resolver o 8 de janeiro”, em relação aos ataques aos Três Poderes, em 2022.
Além disso, o candidato do Avante destacou que não vai continuar na política e que pretende se dedicar a projetos internacionais que tenham impacto para a sociedade.
“Hoje, não vou continuar na política. Tenho convicção que não continuarei. Fico muito triste que a polarização vai continuar, mas respeito a decisão das pessoas”, disse ele. “Provavelmente não vou voltar para a política”, reforçou.
Questionado se aceitaria participar do próximo governo eleito, Cury negou, mas disse que concordaria em ser “uma espécie de conselheiro”.
“Eu não quero ser ministro de nenhum governo, tenho vários projetos, mas estaria aberto para ser uma espécie de professor e conselheiro, sem participação em nenhum governo. Mas vou me silenciar aos dois de segundo turno”, finalizou.
A liderança de Flávio Bolsonaro (PL) no primeiro turno provocou uma forte alta em um ativo brasileiro negociado na Ásia. Em Tóquio, um fundo que acompanha o Ibovespa abriu o dia em alta de 9,40%, a 322 ienes.
A reação dos investidores aparece no ETF Nomura NF Ibovespa Link. Esse tipo de produto financeiro funciona como um fundo negociado em bolsa. Nesse caso, acompanha o desempenho do Ibovespa, principal índice do mercado acionário brasileiro. As informações são do g1.
A cotação foi registrada às 9h45 da segunda-feira no Japão, o equivalente às 21h45 do domingo no horário de Brasília.
A disparada reflete a leitura de investidores de que o resultado do primeiro turno aumentou as chances da oposição na disputa presidencial. A reação dos ativos em Tóquio antecipa parte da expectativa do mercado para a abertura dos negócios no Brasil nesta segunda-feira.
Para analistas, o resultado das urnas aumentou a expectativa de uma eventual mudança na política econômica, com maior foco no ajuste fiscal. Com isso, investidores projetam valorização das ações e queda do dólar e dos juros futuros.
Em Tóquio, o ETF japonês acompanha o Ibovespa e tem uma carteira baseada nas ações que compõem o índice brasileiro.
A Vale é a maior delas, com participação de 11,8%. Em seguida aparecem Itaú Unibanco (8,5%), Petrobras PN (6,1%), Petrobras ON (4,4%) e Bradesco (4%). O ETF também tem Axia, B3, Sabesp, BTG Pactual e Itaúsa entre os dez principais ativos.
O candidato ao Governo de Pernambuco pela Coligação Frente Pernambuco de Luta (Federação PSOL/REDE e PCB), Ivan Moraes (PSOL), agradeceu, hoje, os mais de 77 mil votos recebidos nas eleições, destacou o papel importante que sua campanha cumpriu, celebrou a eleição de Jones Manoel como primeiro deputado federal do PSOL Pernambuco, comemorou o resultado da votação de Yasmim Alves e convocou todo o povo pernambucano a batalhar fortemente para assegurar a vitória de Lula.
Ao longo da campanha, Ivan apresentou propostas como a tarifa zero no transporte público, o programa Cultura Todo Dia, o Lixo Zero, a defesa da Compesa e do Metrô públicos, o enfrentamento à escala 6×1, políticas de segurança pública com respeito aos direitos humanos e iniciativas para geração de emprego e renda.
Para o candidato, as ideias apresentadas durante a disputa eleitoral representam uma semente que foi plantada e que continuará produzindo efeitos no debate político do estado. Isso fica mais evidente diante do número de votos alcançado por Yasmim Alves para deputada estadual – embora o PSOL não tenha conquistado a vaga na Alepe – e da votação expressiva com a qual Jones se elegeu.
Com o encerramento da votação para o Governo de Pernambuco e a definição do segundo turno, Ivan também reforçou que a prioridade do campo progressista, agora mais do que nunca, deve ser a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno contra Flávio Bolsonaro.
O candidato avaliou que o resultado eleitoral não apaga a contribuição da campanha para a discussão sobre os caminhos que Pernambuco pode seguir. Além disso, Ivan também comemorou o fato de Pernambuco não ter dado espaço no Senado para nenhum candidato bolsonarista
João Campos (PSB) encerrou a eleição deste domingo (4) com mais de 2,2 milhões de votos e um saldo político que mantém a Frente Popular como uma das principais forças de Pernambuco. O grupo conquistou as duas vagas em disputa para o Senado, elegeu uma bancada expressiva na Assembleia Legislativa e na Câmara dos Deputados e ainda fez o deputado federal mais votado do Estado.
A votação de João também entrou para a história. Foi a maior já alcançada por uma candidatura de oposição ao Governo de Pernambuco. O resultado veio depois de 180 dias de campanha, com agendas em todas as regiões do Estado e uma disputa marcada pela apresentação de propostas e projetos estruturantes.
“Fizemos uma campanha limpa, propositiva, apontando para o futuro. Ninguém apresentou mais propostas do que o nosso conjunto. Tivemos a confiança de muita gente que caminhou conosco de ponta a ponta de Pernambuco”, afirmou.
A força da Frente Popular apareceu de forma ainda mais clara na eleição para o Senado. Humberto Costa garantiu a reeleição e Marília Arraes conquistou a outra vaga. Pernambuco foi o único Estado do país em que o campo progressista venceu as duas cadeiras em disputa.
“Em Pernambuco foi ao contrário. Nós mostramos que, quando o jogo é bem construído com o povo e na política, o resultado aparece”, destacou João.
A prioridade agora é a reeleição do presidente Lula. Presidente nacional do PSB, João afirmou que estará em Brasília nesta semana para conversar com a coordenação da campanha presidencial e ajudar na mobilização para os próximos 20 dias.
“A nossa prioridade absoluta é a reeleição do presidente Lula. Todo o nosso esforço, da senadora Teresa, do senador Humberto, da senadora Marília, é para construir essa vitória. Tenho convicção de que Pernambuco vai ser decisivo”, afirmou.
João Campos também deixou claro que o resultado estadual não muda sua disposição de seguir atuando por Pernambuco. Ao contrário, disse sair da eleição convicto da escolha feita e do caminho aberto pela campanha.
“Da minha parte, vocês não vão me ver de cabeça baixa, triste, reclamando. Eu não nasci para reclamar. Fiz uma campanha de 180 dias sem parar. Ninguém andou mais do que a nossa candidatura e fiz tudo com convicção. Estou feliz de ter enfrentado essa eleição e certo de que fizemos a escolha certa em ser candidato ao Governo de Pernambuco. A semente nós plantamos”.
Miguel Coelho, figura no mínimo inusitada do cenário político, especificamente da região do São Francisco, porque nunca teve expressão nenhuma no estado, chegou em último lugar nas últimas eleições para governador e hoje levou o último grande e justo golpe.
Depois de trair o próprio irmão, quando lançou uma candidatura completamente estapafúrdia a deputado federal, levou uma resposta do povo de Petrolina e de Pernambuco: não se elegeu.
O resultado da eleição mostrou Fernando Filho, que tem coerência e história, deputado de quatro mandatos e ex-ministro de Minas e Energia, renovando o seu mandato com a confiança do povo de Petrolina e do Sertão. E mostrou Miguel, que alardeava ser o reizinho, a catita do Sertão, perdendo o mandato e ficando fora.
Isso é simplesmente humilhante.
No fundo, no fundo, a eleição e o eleitor colocaram Miguel Coelho no lugar que ele agora ocupa: fora do mandato.
Marcos Rogério (PL) foi eleito governador de Rondônia neste domingo (4). Às 18h13, com 91,44% das seções apuradas, o candidato tinha 56,88% dos votos válidos, segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O vice-governador eleito é o Delegado Rodrigo Camargo (Podemos).
Com 100% das urnas apuradas, Marcos Rogério totalizou 56,86% e 537.370 votos. Na sequência aparece Adailton Furia, com 20,06%. Ao todo, foram 945.058 votos válidos. As informações são do g1.
A Pesquisa Quaest encomendada pela Rede Amazônica e realizada no sábado (3) indicou a vitória de Marcos Rogério já no primeiro turno, considerando os votos válidos.
Mas o primeiro levantamento, realizado em agosto, mostrou que a disputa poderia ser bem mais acirrada: Rogério apareceu tecnicamente empatado com Adailton Furia, considerando a margem de erro. Um mês depois, passou a liderar a intenção de votos.
A campanha de Rogério contou com o apoio do prefeito de Porto Velho, Léo (Podemos). Sua chapa faz parte da coligação “Juntos Por Rondônia”, formado pelos partidos: Podemos, PL, Democratas, Novo e Mobiliza.
Para o eleitorado, Marcos Rogério se posicionou como um candidato de direita, apoiado pelo candidato à presidência Flávio Bolsonaro (PL). Além disso, durante a campanha, destacou sua atuação como senador como diferencial para assumir a vaga no governo de Rondônia.
Foi a segunda vez que o candidato tentou o cargo no Executivo. Na última eleição estadual, ele foi para o segundo turno, mas foi derrotado por Marcos Rocha (PSD).
Perfil do governador eleito
Marcos Rogério da Silva Brito nasceu em Ji-Paraná (RO), tem 47 anos e formação em Direito e Jornalismo, além de mestrado em Administração Pública.
Sua trajetória política, segundo dados do TSE, começou como vereador de Ji-Paraná (RO) em 2008. Também foi deputado federal por dois mandatos consecutivos, começando em 2010; em 2018 foi eleito senador por Rondônia.
Deixou o cargo brevemente em 2022 para disputar a vaga de governador em Rondônia, mas não foi eleito.
Contexto da eleição na região
A disputa pelo governo de Rondônia em 2026 foi marcada por debates concentrados em torno de serviços essenciais ao estado: saúde, segurança pública, infraestrutura e regularização fundiária. Esses assuntos apareceram com frequência em entrevistas, debates e atos de campanha.
Outro assunto que esteve presente na disputa eleitoral, gerando assuntos nos confrontos entre os candidatos, foi batalha jurídica envolvendo a candidatura de Samuel Costa (PSB). A direção nacional do partido destituiu o diretório estadual e decidiu apoiar a candidatura de Expedito Netto (PT), mas Samuel contestou a medida na Justiça e manteve sua campanha até o fim.
Participam da disputa pelo governo de Rondônia: Adailton Furia (PSD), Expedito Netto (PT), Hildon Chaves (União), Marcos Rogério (PL), Pedro Abib (MDB) e Samuel Costa (PSB).