O Supremo Tribunal Federal (STF) retomou, hoje, três ações que tratam das regras das chamadas sobras de vagas eleitorais. O resultado do julgamento pode alterar a composição das bancadas da Câmara, fazendo com que sete parlamentares percam o mandato. As informações são do portal O Globo.
As sobras eleitorais são as vagas que restam depois da divisão pelo quociente eleitoral – um índice que é calculado a partir do número de votos recebidos e das vagas disponíveis. Uma lei de 2021 estabeleceu que só pode disputar as sobras o partido que tiver ao menos 80% do quociente eleitoral, e os candidatos que tenham obtido votos de ao menos 20% desse quociente.
Nas ações no STF, três partidos consideram que a mudança na regra feriu o pluralismo político e a igualdade de chances. Um desses processos foi proposto pela Rede; o outro por PSB e Podemos e o terceiro, pelo PP. Em todas as ações, os partidos questionam o cálculo das vagas das sobras elaborado pelos Tribunais Regionais Eleitorais (TREs) para determinar quais deputados federais foram eleitos.
O julgamento começou no ano passado no plenário virtual. O relator original era o ministro Ricardo Lewandowski (hoje ministro da Justiça), que votou pela mudança nas regras, mas somente a partir das eleições de 2024. Alexandre de Moraes concordou com as alterações propostas, mas defendeu que elas deveriam valer já nas eleições de 2022. Gilmar Mendes concordou com essa posição.
De acordo com cálculos da Academia Brasileira de Direito Eleitoral (Abradep), caso haja uma mudança na regra, a maioria dos deputados federais afetados seriam do Amapá: Sílvia Waiãpi (PL), Sonize Barbosa (PL), Professora Goreth (PDT) e Augusto Pupio (MDB). Os outros são Lázaro Botelho (PP-TO), Gilvan Máximo (Republicanos-DF) e Lebrão (União Brasil-RO).
O advogado Andreive Ribeiro, membro da Abradep, afirma que a principal definição é se uma declaração de inconstitucionalidade valeria para os parlamentares eleitos em 2022:
“O desafio maior do Supremo Tribunal Federal será de compatibilizar uma decisão de inconstitucionalidade da norma, que parece evidente, com a possibilidade de perda de mandatos atuais, cujos mandatários foram diplomados com base na legislação vigente por ocasião do pleito de 2022. Segundo cálculos iniciais e provisórios da Abradep, sete parlamentares perderiam seus mandatos. O PL, por exemplo, perderia duas cadeiras. PDT, MDB e União ficariam com uma cadeira a menos. O Podemos seria o maior ganhador, com duas cadeiras a mais. PSOL, PCdoB e PSB ganhariam uma cadeira”, explica.
Li, ontem, na coluna da bem atualizada Júlia Duailibi, de O Globo, que a manutenção da pré-candidatura presidencial do senador Flávio Bolsonaro (PL) depende apenas e unicamente da decisão monocrática do pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro. Independentemente do rumo que o pai der, o projeto de poder da família está fadado ao insucesso.
Os efeitos do escândalo Master na imagem de Flávio são devastadores, não só porque recebeu dinheiro do banqueiro Daniel Vorcaro, supostamente para um filme, mas porque mentiu. Mentiu quando disse que a grana, R$ 130 milhões, seria para o filme do pai, versão negada pelos produtores. Mentiu quando disse que nunca esteve com Vorcaro e apareceram imagens dele visitando o banqueiro na prisão domiciliar.
A família Bolsonaro, entretanto, ainda não caiu na real. Soube que o ex-presidente tende a manter Flávio na disputa por uma questão simples: a candidatura dele não foi lançada para ganhar, mas para manter a base bolsonarista coesa em torno do clã, evitando a dispersão dela em direção a outro candidato que, uma vez eleito, se tornaria o novo líder da direita, engolindo Bolsonaro.
Se não fosse por isso, Tarcísio teria sido o candidato. O bom desempenho de Flávio nas pesquisas, antes da parceria cinematográfica com Vorcaro, não estava precificado. Sua candidatura passou a ter perspectiva de vitória à medida que ele vestiu o figurino do “Bolsonaro que toma vacina”, e parte do eleitorado resolveu passar o pano para os detalhes do currículo, como rachadinha e ligações com milicianos.
Além disso, mesmo com o enrosco do “Dark Horse” e o que mais aparecer em eventuais delações e afins, Bolsonaro não tem o perfil de quem passará recibo para as denúncias e substituirá o filho, mandando um recado para o público de que o Zero Um tem mesmo culpa em cartório.
NO PESCOÇO – Os tentáculos do Master atingiram Flávio Bolsonaro e agora começam a dar voltas pelo seu pescoço, a ponto de integrantes de seu partido, o PL, saírem falando por aí que em 15 dias decidirão se mantêm a candidatura de pé ou não. A cúpula do PL pode até causar nos bastidores, mas pouco tem a fazer diante da decisão que será única e exclusivamente de Jair Bolsonaro, como foi dele o projeto de lançar o primogênito à Presidência, e não Tarcísio de Freitas, nome preferido dos chefões da sigla.
Valdemar refém da família – Depois da repercussão ruim, Valdemar Costa Neto, presidente do PL, veio a público dizer que o deadline de 15 dias, estabelecido numa reunião interna, não dizia respeito à manutenção da candidatura do senador, mas sim à retomada de seu crescimento nas pesquisas eleitorais. É irrelevante o que ele diga em privado ou em público. Valdemar terceirizou o partido para Bolsonaro, e é Bolsonaro quem decidirá se Flávio fica ou não. O presidente do PL fez essa concessão ao clã de olho no que realmente importa para ele: eleger grandes bancadas no Congresso.
Olho na dinheirama – Quanto maior a bancada, maior a fatia de dinheiro público que pinga nas contas do PL, via fundo eleitoral. Somente neste ano, Valdemar terá em mãos R$ 880 milhões para tocar a eleição. Comprar briga com os Bolsonaros agora não parece ser bom negócio. Por isso, nem tão cedo Flávio vai jogar a toalha, a menos que nos próximos dias surjam fatos gravíssimos e relevantes na relação dele com Vorcaro.
Desvios de armas – A Polícia Civil avançou na investigação de um forte esquema de desvio de armas de fogo, que envolvia CACs (Colecionadores, Atiradores e Caçadores) e policiais militares, no Sertão de Pernambuco, segundo reportagem no JC de ontem. Uma operação, na quarta-feira passada, cumpriu mandados de busca e apreensão, fechou clubes de tiro e conseguiu recolher 57 armas. A investigação começou em março de 2025 para apurar um homicídio ocorrido no município de Serra Talhada. Durante o inquérito, a Polícia Civil identificou uma organização criminosa voltada à compra e revenda clandestina de armas, acessórios e munições.
A versão de Raquel – “O governo federal entrou com embargo de declaração no processo do Tribunal de Contas, para que fique muito claro que o que foi suspendido foram novas contratações, não essa que já está pronta e que será o contrato assinado na presença do presidente Lula, como ele mesmo fez questão de fazer, para a retomada da Transnordestina. Me dizem que pode ser na semana que vem”, disse, ontem, a governadora Raquel Lyra (PSD), ao contestar o relatório do TCU obrigando a suspensão das obras de retomada do projeto da ferrovia Transnordestina no trecho pernambucano.
CURTAS
CONTESTAÇÃO – A governadora questionou um estudo da Mackenzie que atestou a construção do trecho pernambucano da ferrovia Transnordestina como inviável economicamente. Afirmou que desde que assumiu o poder pediu e nunca obteve acesso ao estudo que indica a inviabilidade econômica da obra e enfatizou que “não se trata da viabilidade de uma empresa”.
PATERNIDADE – Diferentemente da governadora, que segundo ele ignora a paternidade das obras federais no Estado, o prefeito do Recife, Victor Marques (PCdoB), foi incisivo, na relação da Prefeitura com a União, ao criticar a postura de Raquel.
PATERNIDADE 2 – “Aqui do lado tem um casarão muito bonito, e em conversa com todo mundo que estava aqui o principal pedido foi atendido, e teremos uma nova creche municipal. E tem um cara que se importa com a vida de quem mais precisa, e o nome dele é Luiz Inácio Lula da Silva. Essa creche só está saindo do papel porque ele ajudou, e a gente não esconde ele. Lula conseguiu essa creche, e a gente vai executá-la”, reforçou em um ato numa comunidade.
Perguntar não ofende: O PL tem um nome para substituir Flávio caso ele jogue a toalha?
O Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE) manteve a pena de sete anos de prisão para Sarí Corte Real, condenada pelo crime de abandono de incapaz com resultado morte do menino Miguel Otávio Santana da Silva, de 5 anos. A decisão ocorreu após análise de embargos infringentes, recurso apresentado pela defesa da ré, na tarde desta quinta-feira (21).
Foram seis votos dos desembargadores a favor da manutenção dos sete anos de prisão em regime inicialmente fechado. Outros cinco votaram a favor da pena de seis anos, com regime semiaberto.
A Seção Criminal do TJPE teve início às 14h16 com a sustentação oral do assistente de acusação, advogado Jailson Rocha, representando Mirtes Renata Santana de Souza, mãe de Miguel.
“A correta aplicação da lei é a resposta mínima que a Justiça pode fazer pela memória de Miguel. Defendemos a manutenção da decisão anterior, que definiu a pena de sete anos de reclusão com regime inicial fechado, nos termos do voto do desembargador Eudes França. O crime de abandono de incapaz independe da idade da criança. Não importa se tem 5, 6 ou 11 anos de idade”, declarou.
Já a defesa de Sarí, representada pelo advogado Célio Avelino, sustentou o pedido da redução de pena. Com a derrota, a defesa deve recorrer da decisão no Superior Tribunal de Justiça (STJ). Enquanto isso, a condenada permanece com o direito de aguardar julgamento em liberdade.
RELEMBRE O CASO MIGUEL
No dia da morte de Miguel, em 2 de junho de 2020, Mirtes levou o filho para a casa da patroa, em um edifício de luxo no bairro de São José, na área central do Recife, porque não tinha com quem deixá-lo e a creche estava fechada, já que o País vivia a pior fase da pandemia da covid-19. Logo após Mirtes descer com o cachorro de Sarí para passear, o menino decidiu ir à procura da mãe.
Imagens do circuito de segurança do prédio registraram o momento em que Miguel entrou no elevador. Sarí tentou impedi-lo por um momento, mas acabou apertando um dos botões, deixando o menino sozinho e voltando para pintar as unhas.
Miguel chegou em uma área de maquinaria, acessou uma janela e caiu.
O CEO da Quaest, Felipe Nunes, projetou uma disputa “interessante” entre a governadora de Pernambuco, Raquel Lyra (PSD), e o ex-prefeito do Recife João Campos (PSB) nas eleições para assumir o Palácio do Campo das Princesas.
A projeção do cientitsta política foi realizada no lançamento do livro “Brasil no espelho”, nesta quinta-feira (21), na Livraria Jaqueira, no Recife. Na ocasião, Nunes também destacou o desempenho que os pré-candidatos estão apresentando nas últimas pesquisas.
“A eleição em Pernambuco é muito interessante. Temos dois grandes nomes: a disputa da governadora (Raquel Lyra) e do ex-prefeito (João Campos). É uma disputa que, na minha visão, promete ser uma disputa muito interessante, porque ela vai discutir o futuro de um estado importante para o Brasil com dois bons candidatos que, pelas pesquisas, tem um bom desempenho”, afirmou.
No último levantamento do instituto, realizado no final de abril, Campos liderava o cenário estimulado nas intenções de voto com 42% enquanto Raquel aparecia com 34%. O cenário se repetiu na pesquisa espontâena, com o pessebista na frente com 26% e a chefe do Executivo estadual em segundo com 21%.
No evento de lançamento, Nunes também comentou o cenário nacional, que conta com o presidente Lula (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) como principais concorrentes na disputa.
“O cenário nacional começa muito polarizado. É uma eleição que desenha muito forçada em torno de Lula e do bolsonarismo no começo. Vamos ver como esses próximos eventos vão desenhar isso”, avaliou.
Lançamento do livro O livro “Brasil no espelho” apresenta resultados que revelam como os brasileiros, em toda a sua diversidade, se veem e se compreendem. A proposta da obra é revelar as ideias e os comportamentos da população nas primeiras décadas do século XXI.
“O mais bacana dessa pesquisa é que ela me deu a oportunidade de fazer um adensamento enorme sobre o Brasil. A gente fez quase 10 mil entrevistas, sendo cada uma ela com quase duas horas, e com isso a gente foi capaz de descobrir que somos um povo de muita fé, família, mas um povo que está muito desconfiado e com muito medo. Esses quatro grandes elementos mostram que, embora se tenha uma polarização política muito forte, há grandes unidades que unificam o Brasil de hoje”, analisou.
Durante o lançamento, Felipe Nunes respondeu a perguntas e autografou e tirou fotos com o público presente.
O filme Dark Horse, sobre a facada e a ascensão ao poder de Jair Bolsonaro, deverá mostrar nas cenas finais um personagem que representaria o ministro Alexandre de Moraes, do STF, segundo detalhes do roteiro e relatos de integrantes da produção ao GLOBO. A sequência traz ainda insinuações de que a vitória de Lula teria sido resultado de uma fraude eleitoral.
A produção teve patrocínio do ex-dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, preso sob acusações de lavagem de dinheiro, corrupção, organização criminosa, táticas de intimidação, coerção e outros crimes. O GLOBO procurou a produtora Go Up, responsável pelo projeto, para comentar as informações, mas não teve retorno — o espaço segue aberto.
O filme termina no momento do triunfo eleitoral de Bolsonaro, em 2018. Na última cena, um grupo de homens — os “vilões” da história — assiste à posse do ex-presidente em uma TV, até que o líder da turma, chamado Paulo Pontes, se levanta e desliga o aparelho.
Pontes não representa alguém do mundo real, mas, sim, “o sistema” que Bolsonaro teria enfrentado. Ele é apresentado ao público em um flashback de 1985 como um “barão das drogas” apelidado de Cicatriz, que acaba preso pelo jovem Capitão Bolsonaro. Em 2009, reaparece como um empresário poderoso que tenta subornar Bolsonaro em troca de favores políticos, mas é rejeitado. No presente da narrativa (2018), é retratado como o mentor intelectual do atentado contra o ex-presidente.
Na sala em que o grupo de Pontes assiste à posse de Bolsonaro, está um figurante careca que o roteiro insinua — com ares de mistério — ser um ministro do STF. Diz o texto, no original em inglês: “Among the group: A SLENDER MAN, bald, serious, self-righteous in his demeanor. He could be a Supreme Court Justice. Could be.” (“Entre o grupo: UM HOMEM ESGUIO, careca, sério, de postura prepotente em seu comportamento. Ele poderia ser um ministro do Supremo Tribunal Federal. Poderia.”)
“No momento da gravação, o diretor exigiu, de fato, o figurante careca. O ator nem era parecido com o Xandão, então foi filmado de costas, com destaque para a careca. Nenhum outro na sala era careca, de modo que esse detalhe se sobressaía”, conta ao GLOBO um integrante da produção.
Assim que a TV cenográfica é desligada, surgem na tela as frases finais do longa-metragem contra um fundo preto. Elas trazem a insinuação de que Lula voltaria ao poder, em 2022, graças a uma fraude eleitoral. Veja abaixo, no original e na tradução:
FINAL CRAWL An investigation finds that the assassin acted alone, but the inquiry was incomplete and the investigation “left out many issues.” In 2022 Bolsonaro loses his bid for re- * election by one-and-a-half percentage points. Charges of election tampering and fraud are rampant. Demonstrations take place throughout Brazil, mostly peaceful. But many are arrested. Bolsonaro is charged with an attempted * coup in 2025, convicted, and given a * prison term of 43 years by Brazil’s * Supreme Court. * THE END *
Tradução:
TEXTO FINAL: Uma investigação conclui que o assassino [Adélio Bispo] agiu sozinho, mas o inquérito foi incompleto e a investigação “deixou de fora muitas questões”. Em 2022, Bolsonaro perde sua tentativa de reeleição por um ponto percentual e meio. Acusações de adulteração eleitoral e fraude são generalizadas. Manifestações ocorrem por todo o Brasil, a maioria pacífica. Mas muitos são presos. Bolsonaro é acusado de uma tentativa de golpe em 2025, condenado e sentenciado a uma pena de 43 anos de prisão pelo Supremo Tribunal Federal do Brasil. FIM
Lula venceu o segundo turno das eleições passadas com 50,9% contra 49,1% de Bolsonaro, uma diferença de 2,13 milhões de votos. Bolsonaro se tornou inelegível, em 2022, após usar o Palácio da Alvorada e a estrutura do governo para organizar uma apresentação a embaixadores de diversos países na qual repetiu suspeitas de fraudes nas urnas, desmentidas por órgãos oficiais.
Ao entregar os 75 apartamentos do Habitacional Vila Esperança, no bairro do Monteiro, o prefeito do Recife, Victor Marques (PCdoB), defendeu a participação ativa do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas obras estruturantes da capital pernambucana. Na manhã desta quinta-feira (21), Marques declarou que será construída uma nova creche próxima ao habitacional, e que a obra terá parte do financiamento vindo de recursos federais.
Ao comemorar o investimento, o gestor municipal subiu o tom para dizer que a atuação do presidente não seria mascarada, e que os devidos créditos seriam dados.
“Aqui do lado tem um casarão muito bonito, e em conversa com todo mundo que estava aqui o principal pedido foi atendido, e teremos uma nova creche municipal. E tem um cara que se importa com a vida de quem mais precisa, e o nome dele é Luiz Inácio Lula da Silva. Essa creche só está saindo do papel porque ele ajudou, e a gente não esconde ele. Lula conseguiu essa creche, e a gente vai executá-la”, reforçou Victor Marques.
A declaração ocorre dias após a governadora Raquel Lyra (PSD) afirmar que o governo estadual destravou as obras da Transnordestina. A ferrovia teve os repasses financeiros do trecho Salgueiro-Suape suspensos por decisão do Tribunal de Contas da União (TCU), depois de avaliar que não havia estudos técnicos, econômicos e ambientais suficientes para que a construção fosse autorizada.
Com isso, a chefe do Executivo estadual assinou a ordem de serviço sem a presença do presidente Lula. Este, no entanto, adiou a cerimônia de assinatura do contrato, que deveria ocorrer no dia 19 de maio, para poder participar do ato.
“O contrato da Transnordestina está pronto para ser assinado. Falamos com o presidente Lula, ele quer assinar junto. E como a obra ficou pelo meio do caminho, tinha que ser ele a retomar”, informou a governadora em uma publicação nas redes sociais. Ainda não existe outra data formalizada para o evento.
O segmento da Transnordestina que passa por Pernambuco havia sido excluído do contrato de concessão em dezembro de 2022, mas foi reincorporado ao Novo PAC em 2023., por iniciativa do presidente Lula.
Nesta semana, Raquel Lyra esteve em Brasília, durante a 24ª Marcha dos Prefeitos, para assinar o contrato de R$ 312 milhões, que deviam ir para o lote de 73 quilômentros da Transnordestina que vai de Custódia até Arcoverde, quando Lula pediu para participar, e a agenda foi adiada.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tem dito a aliados que espera um gesto do presidente Davi Alcolumbre (União-AP) para chamá-lo para uma conversa. A relação entre os dois ficou estremecida após a derrota histórica de Jorge Messias no plenário do Senado para uma vaga ao Supremo Tribunal Federal. O aceno, dizem pessoas próximas, seria um convite do senador para um encontro, que não seria negado por Lula, ou um gesto em uma votação no Senado.
Nos últimos dias, Lula falou a aliados e parlamentares que quer ter uma relação institucional e respeitosa com Alcolumbre. O presidente também ponderou a aliados que não retaliou o presidente do Senado e nem mexeu em nenhum dos seus cargos no governo. Ele é responsável pela indicação dos ministros de Integração Nacional, Waldez Góes, e de Comunicações, Frederico Siqueira Filho. Além de ter influência em indicações para o Banco do Brasil, Correios, Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf) e Telebras. As informações são do jornal O GLOBO.
Lula, no entanto, ainda demonstra estar magoado com a derrota de Messias e chegou a dizer a aliados que a derrota da indicação foi tão dolorosa para ele quanto para Messias — trata-se da primeira rejeição de um indicado à Corte em 132 anos. Por isso, espera um gesto de bandeira branca que parte de Alcolumbre.
Desde a derrota de Messias, interlocutores de Lula e Alcolumbre entraram no circuito para tentar melhorar o clima entre as duas autoridades. Entre eles os ministros José Múcio (Defesa) e José Guimarães (Secretaria de Relações Institucionais).
Nos bastidores, governistas dizem que uma boa sinalização de tentativa de diminuir os ruídos na relação é a aprovação de matérias consensuais em plenário, sem margem para mais desgastes do governo no Legislativo.
A derrubada dos vetos do presidente Lula à LDO nesta quinta-feira foi interpretada por interlocutores do Palácio do Planalto e do Congresso como um gesto de acomodação política entre governo e cúpula do Legislativo, especialmente por envolver uma pauta considerada prioritária por Alcolumbre.
Um interlocutor que atua no diálogo entre as duas autoridades afirmou, sob reserva, que o governo liberou a sua bancada numa sinalização a Alcolumbre. O presidente do Senado é considerado parlamentar com forte atuação no estado e ligação direta com prefeitos, e partiu dele anunciar nesta semana, durante a Marcha dos Prefeitos em Brasília, que esse veto presidencial seria levado à apreciação dos congressistas.
Um aliado próximo de Alcolumbre diz ainda que houve um entendimento entre as lideranças de que derrubar os vetos nesta quinta-feira não significaria impor uma derrota ao governo. Um líder do Senado diz, sob reserva, que enxerga nessa votação um “caminho para avançar com consensos”.
O deputado Tarcísio Motta (PSOL-SP) disse que enxerga na votação esse gesto de distensão política.
— É uma sinalização ao Alcolumbre, em termos de pacificação, e também é uma sinalização aos prefeitos, da Marcha Nacional dos Prefeitos. Tinha pelo menos um veto ali muito importante para eles. Esse é, sem sombra de dúvida, o jogo eleitoral falando mais alto no dia de hoje — disse.
Parlamentares também apontam que a base do governo chegou desmobilizada para a sessão conjunta, repetindo a estratégia adotada em votações recentes, como na análise dos vetos ligados à dosimetria, quando o Planalto evitou maior esforço de articulação para barrar derrotas consideradas inevitáveis ou politicamente custosas.
Compasso de espera
O governo avalia que o senador articulou a derrota de Messias, já que preferia o nome de Rodrigo Pacheco (PSB-MG), seu antecessor e aliado de primeira hora, para a vaga. Alcolumbre nega e tem sinalizado a interlocutores de Lula que não traiu o presidente, a quem sempre manifestou sua preferência por Pacheco.
Nessas conversas, ele atribui à articulação política do governo a falta de votos para aprovar o nome do chefe da Advocacia-Geral da União (AGU), que recebeu 34 votos de 41 necessários para chegar ao STF. Um interlocutor do senador diz que ele não se furtaria de falar ou se reunir com Lula caso houvesse um convite.
Desde a rejeição de Messias no Senado, Lula e Alcolumbre tiveram dois encontros públicos. O último ocorreu na quarta-feira, quando conversaram brevemente em sala reservada do Tribunal de Contas da União (TCU), antes da cerimônia de posse de Odair Cunha (PT) a uma vaga de ministro na corte. Segundo relatos, o clima do encontro foi “ameno e tranquilo”, durou cerca de dez minutos e nenhum tema considerado polêmico teria sido abordado ali.
O primeiro ocorreu na posse da presidência do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), na semana passada, onde Lula e Alcolumbre, se cumprimentaram com aperto de mão e tapinha nas costas, antes da solenidade, e, durante a cerimônia, mesmo sentados lado a lado, se ignoraram e não trocaram nenhuma palavra.
Nesta quarta, embora tenha sido convidado pelo governo, Alcolumbre não participou de evento no Planalto que marcou os 100 dias do pacto dos três Poderes pelo combate da violência contra as mulheres. De acordo com a assessoria de imprensa do senador, ele já tinha um compromisso pessoal.
O deputado federal Felipe Carreras (PSB-PE) cobrou, nesta quinta-feira (21), medidas do governo federal para enfrentar a previsão de redução no número de voos em Pernambuco. Segundo projeções citadas durante audiência pública da Comissão de Defesa do Consumidor da Câmara dos Deputados, o estado deve registrar queda de 11,2% na malha aérea em maio, ficando atrás apenas de Acre e Amazonas.
Durante a audiência, realizada em Brasília, Carreras afirmou que a situação preocupa o setor turístico e cobrou providências do Ministério de Portos e Aeroportos. “Nos dá perplexidade e deve ser constrangedor para o governo não tomar nenhuma medida”, declarou. O parlamentar também afirmou que, diante dos alertas já emitidos sobre a redução de voos, a ausência de ações é “realmente preocupante”.
O Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios confirmou, por unanimidade, a decisão que restabeleceu a reeleição do ex-deputado federal Raul Henry à presidência do MDB em Pernambuco. Em julgamento realizado na quarta-feira (20), a 6ª Turma Cível referendou liminar do desembargador Arquibaldo Carneiro, suspendendo a decisão de primeira instância que havia anulado a convenção estadual do partido realizada em 24 de maio de 2025.
“A decisão restabeleceu a normalidade no âmbito do MDB Pernambuco, preservando o resultado das eleições democráticas do partido que elegeram o presidente Raul Henry”, afirmou o advogado Rafael Carneiro, representante do MDB-PE. Henry é aliado do prefeito do Recife, João Campos (PSB), enquanto o grupo do deputado estadual Jarbas Filho, derrotado na disputa interna, se aproximou da governadora Raquel Lyra (PSD).
O prefeito de Águas Belas, Dr. Elton Martins (Republicanos), declarou apoio à pré-candidatura do deputado federal Eduardo da Fonte (PP) ao Senado Federal durante a XXVII Marcha dos Prefeitos, realizada em Brasília. O anúncio contou com a presença do deputado federal Lula da Fonte, do deputado estadual Claudiano Martins, de vereadores do município e da primeira-dama Rosângela Brandão. “Por tudo que Eduardo da Fonte tem feito por Águas Belas, nosso pré-candidato ao Senado, declaro aqui: todo o meu time de Águas Belas está com Eduardo da Fonte”, afirmou o prefeito.
Sem citar o senador e pré-candidato Flávio Bolsonaro (PL-RJ) nominalmente, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta quinta-feira (21) que nunca foi atrás do que chamou “Lei Daniel Vorcaro” para financiar artistas brasileiros.
“Como a verdade não falha, nós nunca fomos atrás da ‘Lei Daniel Vorcaro’ para financiar nenhum artista brasileiro”, afirmou. As informações são do g1.
“Quem imaginava que aquele menino [Flávio Bolsonaro], que parecia ser a pessoa mais santa da família Bolsonaro, estaria pegando milhões de dólares para fazer o filme do pai?”, questionou o presidente.
Na ocasião, Lula comentava as críticas da oposição à cultura e à Lei Rouanet, momento em que citou a polêmica envolvendo o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro.
O petista concorrerá à reeleição neste ano e Flávio Bolsonaro é o principal adversário no pleito, com pequena diferença nas pesquisas de intenção de votos.
A fala do petista foi feita durante um evento em Aracruz, no Espírito Santo, para anunciar ações para cultura no estado.
A declaração de Lula ocorre após polêmicas envolvendo pedidos de financiamento privado feitos por Flávio Bolsonaro ao banqueiro Daniel Vorcaro para um filme sobre Jair Bolsonaro chamado “Dark Horse”.
As conversas revelaram proximidade entre os dois e cobranças por pagamentos.
O caso ganhou repercussão porque Vorcaro é investigado por fraudes bilionárias, e o senador inicialmente negou, mas depois admitiu o contato e as negociações, negando irregularidades.
Relação com Trump Na ocasião, Lula citou a relação com o presidente norte-americano Donald Trump. Segundo Lula, a visita a Washington, no início do mês, serviu para resolver divergências com diálogo.
“Eu disse a ele: ‘Não adianta. Não quero guerra com você. Quero mostrar, com números, que você está errado e o Brasil está certo’”, afirmou.
Lula também falou sobre combate ao crime organizado e disse ter cobrado cooperação dos Estados Unidos.
Embora já tenha falado outras vezes de sonegadores nos Estados Unidos, Lula citou, pela primeira vez, o empresário Ricardo Magro.
Magro é pontado em investigações como envolvido em fraudes no setor de combustíveis.
“Aquele Ricardo Magro, falsificador de combustível, maior devedor de dinheiro público, está em Miami. Eu entreguei o endereço e pedi: ‘me manda esse aí de volta’”, afirmou.
O presidente disse ainda que a Polícia Federal está preparada para atuar e que o combate ao crime organizado exige cooperação internacional.
Por fim, o presidente afirmou que o país não deve se intimidar diante de posicionamentos internacionais duros.
“A gente não tem que ter medo de quem fala grosso, mas de quem fala sério. Foi assim que aprendi a fazer o Brasil ser respeitado no mundo”, concluiu.
Celulares roubados No mesmo evento, Lula afirmou que o governo tem conhecimento de mais de 2 milhões de celulares roubados e que já sabe onde estão os aparelhos e com quem estão.
Segundo o presidente, o governo estuda uma forma de recuperar os celulares e punir os responsáveis pelos roubos.
Lula, no entanto, afirmou que há preocupação também com pessoas que compraram os aparelhos sem saber da origem ilegal dos produtos.
A defesa de Daniel Vorcaro solicitou ao ministro André Mendonça, do STF (Supremo Tribunal Federal), a transferência do ex-banqueiro da Superintendência da Polícia Federal para a Papudinha.
O pedido foi feito dias depois de a PF transferir Vorcaro da sala especial em que estava para uma cela comum na sede regional da PF em Brasília. As informações são da CNN.
A estrutura da cela em que Vorcaro está temporariamente é mais precária do que a em que estava desde meados de março, quando deu início as tratativas de delação premiada.
O pedido de transferência não é o único no gabinete do ministro. Mendonça também foi acionado pela própria PF, que defende a mudança de Vorcaro para a penitenciária federal de Brasília.
Com a rejeição da proposta apresentada pelos advogados do ex-banqueiro, a corporação não vê mais necessidade de ele continuar em suas dependências, onde negociava o acordo de colaboração.
O deputado federal Fernando Monteiro (PSD) comemorou, nessa última quarta-feira (20), o anúncio do Governo Federal sobre a criação de uma linha de financiamento de R$ 30 bilhões para motoristas de aplicativo e taxistas adquirirem veículos novos por meio do programa Move Brasil, em parceria com o BNDES. A iniciativa busca facilitar o acesso ao crédito para trabalhadores que dependem do carro como principal ferramenta de renda.
De acordo com o parlamentar, a medida vai beneficiar principalmente profissionais que utilizam carros alugados ou encontram dificuldades para trocar de automóvel. Fernando destacou ainda que a proposta dialoga com uma ideia defendida por ele quando presidiu a comissão mista que analisou a Medida Provisória do crédito consignado para trabalhadores da iniciativa privada.
O programa prevê financiamento para veículos sustentáveis de até R$ 150 mil, com prazo de pagamento de até 72 meses, além de seis meses de carência para o início das parcelas e taxas de juros reduzidas. A expectativa do governo é estimular a renovação da frota, ampliar o acesso ao crédito e melhorar as condições de trabalho da categoria.
Para Fernando Monteiro, a iniciativa representa um avanço importante para milhares de brasileiros que dependem diariamente do transporte por aplicativo ou do serviço de táxi para garantir o sustento das famílias. “É disso que precisamos”, afirmou o deputado ao defender políticas públicas voltadas à geração de oportunidades e fortalecimento da economia.