O Supremo Tribunal Federal (STF) retomou, hoje, três ações que tratam das regras das chamadas sobras de vagas eleitorais. O resultado do julgamento pode alterar a composição das bancadas da Câmara, fazendo com que sete parlamentares percam o mandato. As informações são do portal O Globo.
As sobras eleitorais são as vagas que restam depois da divisão pelo quociente eleitoral – um índice que é calculado a partir do número de votos recebidos e das vagas disponíveis. Uma lei de 2021 estabeleceu que só pode disputar as sobras o partido que tiver ao menos 80% do quociente eleitoral, e os candidatos que tenham obtido votos de ao menos 20% desse quociente.
Nas ações no STF, três partidos consideram que a mudança na regra feriu o pluralismo político e a igualdade de chances. Um desses processos foi proposto pela Rede; o outro por PSB e Podemos e o terceiro, pelo PP. Em todas as ações, os partidos questionam o cálculo das vagas das sobras elaborado pelos Tribunais Regionais Eleitorais (TREs) para determinar quais deputados federais foram eleitos.
O julgamento começou no ano passado no plenário virtual. O relator original era o ministro Ricardo Lewandowski (hoje ministro da Justiça), que votou pela mudança nas regras, mas somente a partir das eleições de 2024. Alexandre de Moraes concordou com as alterações propostas, mas defendeu que elas deveriam valer já nas eleições de 2022. Gilmar Mendes concordou com essa posição.
De acordo com cálculos da Academia Brasileira de Direito Eleitoral (Abradep), caso haja uma mudança na regra, a maioria dos deputados federais afetados seriam do Amapá: Sílvia Waiãpi (PL), Sonize Barbosa (PL), Professora Goreth (PDT) e Augusto Pupio (MDB). Os outros são Lázaro Botelho (PP-TO), Gilvan Máximo (Republicanos-DF) e Lebrão (União Brasil-RO).
O advogado Andreive Ribeiro, membro da Abradep, afirma que a principal definição é se uma declaração de inconstitucionalidade valeria para os parlamentares eleitos em 2022:
“O desafio maior do Supremo Tribunal Federal será de compatibilizar uma decisão de inconstitucionalidade da norma, que parece evidente, com a possibilidade de perda de mandatos atuais, cujos mandatários foram diplomados com base na legislação vigente por ocasião do pleito de 2022. Segundo cálculos iniciais e provisórios da Abradep, sete parlamentares perderiam seus mandatos. O PL, por exemplo, perderia duas cadeiras. PDT, MDB e União ficariam com uma cadeira a menos. O Podemos seria o maior ganhador, com duas cadeiras a mais. PSOL, PCdoB e PSB ganhariam uma cadeira”, explica.
O MDB de Pernambuco realiza, neste sábado (25), das 9h às 12h, sua Convenção Partidária Estadual de 2026, na Câmara Municipal do Recife. O encontro reunirá filiados, dirigentes, parlamentares, prefeitos, vice-prefeitos, vereadores e lideranças partidárias para definir as deliberações da legenda para as eleições deste ano.
Durante a convenção, o partido oficializará sua participação na Frente Popular de Pernambuco, que terá João Campos (PSB) como candidato ao Governo do Estado, além de homologar as chapas para a Câmara dos Deputados e a Assembleia Legislativa. “O MDB chega a esta convenção unido, com chapas proporcionais competitivas e integrado a um projeto político”, afirmou o presidente estadual da sigla, Raul Henry.
Os indicadores da segurança pública no Cabo de Santo Agostinho seguem apresentando resultados muito positivos. Em pouco mais de um ano da gestão Lula Cabral, a cidade alcançou uma das maiores reduções de homicídios dos últimos anos, refletindo uma estratégia baseada na integração entre prevenção, tecnologia, fortalecimento institucional, a atuação em conjunto com os demais operadores de segurança pública com e políticas sociais, numa clara definição de Design Estratégico e Governança.
Em 2025, o município encerrou o ano com uma redução próxima de 11% no número de homicídios em comparação ao período anterior, saindo de uma taxa de 73,3, para uma taxa de 65,1 homicídios por 100 mil habitantes. Já em 2026, os resultados se intensificaram: no acumulado do primeiro semestre, o Cabo registrou uma queda superior a 37% nos homicídios em relação ao mesmo período de 2025, consolidando uma trajetória de redução da violência letal.
O desempenho fez com que o município deixasse as primeiras posições no ranking nacional de violência, publicado no Anuário de Segurança Pública, caindo da quinta posição e passando a ocupar a oitava colocação, um indicador que demonstra a evolução substancial dos índices criminais e os reflexos das políticas públicas implementadas pela administração municipal.
A gestão fortaleceu programas preventivos, como a Patrulha da Mulher, ampliando a proteção às vítimas de violência doméstica, e a Patrulha Escolar, reforçando a segurança no ambiente educacional. Paralelamente, houve ampliação do efetivo da ROMU (Ronda Ostensiva Municipal) e do policiamento ostensivo preventivo em áreas estratégicas da cidade.
Um indicador que chama atenção é o enfrentamento à violência contra a mulher. O Cabo de Santo Agostinho chega hoje a marca de 520 dias sem o registro de feminicídios, resultado atribuído a uma política pública estruturada e integrada entre diferentes órgãos da administração municipal.
Entre as principais ações está o fortalecimento da Patrulha da Mulher, que ampliou sua capacidade de atendimento e acompanhamento de mulheres em situação de violência, atuando de forma preventiva e articulada com a rede de proteção, só no primeiro semestre de 2026 foram realizados quase 8 mil atendimentos as mulheres usuárias do serviço dessa Patrulha. O trabalho é desenvolvido em conjunto com as ações da Secretaria da Mulher, que intensificou campanhas de conscientização, acolhimento e acompanhamento das vítimas.
A rede de proteção também foi ampliada com a implantação do Abrigamento Provisório Municipal, oferecendo proteção imediata às mulheres em situação de risco, evitando a revitimização da mulher vítima de violência, implantou também o Espaço Acolher, equipamento voltado ao atendimento humanizado, orientação e encaminhamento das mulheres vítimas de violência doméstica e familiar. A integração dessas políticas públicas tem fortalecido a prevenção, ampliado a proteção às vítimas e contribuído para que o município alcance um marco histórico no combate ao feminicídio.
Na área social, foram implementadas ações voltadas à prevenção da violência por meio da expansão do número de creches, da ampliação das escolas em tempo integral, da criação de novos espaços públicos de convivência, como por exemplo o Parque da Igrejinha, da implantação do Conselho Municipal de Segurança Pública e da consolidação de políticas de atenção à população em situação de rua.
Outro eixo estratégico adotado pela gestão municipal tem sido o reordenamento urbano e a recuperação dos espaços públicos, compreendendo que a organização da cidade também exerce papel fundamental na prevenção da violência. Como exemplo, a Prefeitura realizou a Operação Cidade em Ordem, que promoveu a retirada de mais de 40 carcaças de veículos abandonados em vias públicas, eliminando pontos de degradação urbana, reduzindo áreas propícias à prática de delitos e devolvendo segurança e sensação de pertencimento à população. A ação integra uma política mais ampla de ocupação qualificada dos espaços públicos e fortalecimento da convivência social.
A Guarda Civil Municipal também recebeu investimentos importantes, com aquisição de novas viaturas e equipamentos, além da intensificação dos programas de capacitação e treinamento dos agentes, além da promoção de 143 guardas, dentro do compromisso de valorizar o profissional de segurança pública. O município ainda aderiu ao programa Município Mais Seguro, do Governo Federal, fortalecendo a integração com políticas nacionais de segurança pública, além da execução do PRONASCI Juventude, voltado à prevenção da violência entre jovens, atendendo 200 jovens em situação de vulnerabilidade de áreas previamente mapeadas como de interesse de segurança pública.
A Secretaria de Defesa Social promoveu a modernização da Central de Videomonitoramento, a instalação de câmeras inteligentes com leitura automática de placas de veículos, além da celebração do acordo de cooperação técnica com a Polícia Rodoviária Federal, por meio do sistema Alerta Brasil, ampliando a capacidade de monitoramento e resposta das forças de segurança.
A administração municipal afirma que os investimentos não param por aí. Entre os projetos previstos para os próximos anos estão a construção de três unidades do COMPAZ em regiões identificadas como de maior vulnerabilidade social, a implantação de um CONVIVE, em parceria com o Governo Federal, no bairro de Ponte dos Carvalhos.
Também estão previstas novas ações de reurbanização de áreas vulneráveis, expansão dos espaços públicos destinados ao lazer e convivência, realização de concurso público, ainda nesse ano de 2026, para a contratação de 200 novos guardas municipais, a aquisição de novas viaturas e equipamentos e continuidade dos investimentos em treinamento e qualificação da Guarda Civil Municipal.
A gestão ainda não está satisfeita com a posição ocupada, mas os resultados reforçam que a estratégia de integrar tecnologia, prevenção, presença do poder público e políticas sociais como instrumentos para a redução da criminalidade, tem sinalizado uma mudança consistente nos indicadores de segurança do Cabo de Santo Agostinho e consolidando uma agenda voltada para a construção de uma cidade mais segura para sua população.
*Secretário Municipal de Defesa Social do Cabo de Santo Agostinho
Durante viagem para a 24ª Festa Literária Internacional de Paraty (Flip), o advogado e escritor Antônio Campos, irmão de Eduardo Campos, visitou, em Santos, no litoral paulista, o memorial construído no local da queda do avião que transportava o ex-governador de Pernambuco. O acidente, ocorrido em agosto de 2014, provocou a morte do então candidato à Presidência da República e de outras seis pessoas.
Antônio Campos e a mãe, a ex-ministra do Tribunal de Contas da União Ana Arraes, são autores de uma ação de produção antecipada de provas que tramita desde 2017 na 4ª Vara Federal de Santos. O processo pede o aprofundamento da análise técnica sobre as circunstâncias do acidente. Um parecer apresentado nos autos pelo perito Carlos Camacho aponta indícios de possível falha na aeronave e defende novos estudos, inclusive sobre uma eventual interferência externa.
Durante a visita, Antônio afirmou que continuará buscando esclarecimentos sobre a morte do irmão. “Não desistirei de buscar Justiça e a verdade sobre a morte prematura de Eduardo Campos. É necessário esclarecer, com rigor técnico e independência, se o acidente decorreu de uma falha da aeronave e se essa falha pode ter sido provocada”, declarou.
O escritor Bruno Lago lançou seu segundo romance, “Paradise Supernova”, pela Editora Quimera Produções. A obra sucede “O Descobrimento da Terra”, publicado no ano passado pela Editora Tagore, e mantém a narrativa distópica adotada pelo autor em seu livro de estreia.
A história se passa em um planeta atingido pela seca, onde a rádio Paradise Supernova divulga informações sobre como sobreviver às altas temperaturas e combate as mensagens transmitidas pelo governador. Após perder a filha para a insolação, a jornalista Bianca Rodrigues deixa a rádio sob a responsabilidade do melhor amigo e atravessa o deserto formado no local onde existia o Oceano Atlântico para confrontar o governante.
Durante a jornada, Bianca conhece uma mulher que também perdeu pessoas próximas para a insolação e encontrou nas transmissões da rádio uma razão para continuar vivendo. Publicitário e especialista em redes sociais, Bruno Lago escreveu o romance após receber um convite da editora. O livro está disponível em formato digital pela Amazon e em versão impressa no site da Quimera Produções.
O pré-candidato à Presidência Ronaldo Caiado (PSD) provocou nesta sexta-feira (24/7), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), ao dizer que o petista quer fugir dos debates presidienciais. “Estou começando a achar que é pessoal. Com Flávio estava confortável, quero ver comigo”, ironizou.
Em publicação no X, o goiano relembrou que tabto ele quanto Lula partiparam da roda de conversas em 1989, e agora, 37 anos depois, o petista cogita “fugir dos debates”. As informações são do Metrópoles.
“Vamos debater segurança, saúde, educação e inovação? Vamos comparar quem enfrentou o crime organizado, combateu a corrupção e entregou resultados? Coragem, Lula. Quem quer governar o Brasil não foge do confronto nem das próprias contas”, escreveu. “Te espero lá”.
Como mostrou o Metrópoles, Lula ainda calcula os cenários para comparecer aos debates. O primeiro está marcado para 16 de agosto e será transmitido pela Rede Bandeirantes.
O motivo estaria no receio do petista em se colocar de frente a outros candidatos, visto que ele é o único expoente de esquerda obrigado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) a ser convidado para a rodada de conversa. A regra impõe que o candidato deve ter ao menos cinco parlamentares eleitos no Congresso Nacional.
Com isso, Lula enfrentaria Flávio Bolsonaro (PL), Ronaldo Caiado (PSD), Romeu Zema (Novo) e Augusto Cury (Avante).
Ao ressuscitar o discurso contra as urnas eletrônicas, o candidato parece preparar uma justificativa para uma derrota que parte de seus próprios aliados já considera possível
Toda campanha presidencial atravessa momentos de dificuldade. A diferença está na forma de enfrentá-los. Há candidatos que respondem às adversidades ampliando o diálogo com a sociedade. Outros preferem construir uma narrativa para explicar antecipadamente um eventual fracasso.
É essa impressão que transmite Flávio Bolsonaro ao voltar a questionar a credibilidade das urnas eletrônicas, repetindo a estratégia adotada por seu pai em 2022. Não se trata de uma denúncia inédita, mas da retomada de um discurso que já foi analisado e rejeitado pela Justiça Eleitoral.
O episódio ganha contornos ainda mais simbólicos porque o Tribunal Superior Eleitoral voltou a rebater essas alegações sob a presidência do ministro Kassio Nunes Marques, indicado ao Supremo Tribunal Federal por Jair Bolsonaro. Isso desmonta a narrativa de perseguição política e reforça que a resposta veio da própria instituição responsável por garantir a lisura do processo eleitoral.
Ao mesmo tempo, a campanha acumula desgastes sucessivos. As investigações envolvendo recursos destinados à produção do documentário Dark Horse, os desdobramentos relacionados ao empresário Daniel Vorcaro e outros episódios recentes mantêm o candidato permanentemente na defensiva, desviando o foco do debate sobre propostas para o país.
No plano político, o isolamento tornou-se ainda mais evidente. A decisão da Federação União Progressista, formada por PP e União Brasil, de não integrar a candidatura de Flávio Bolsonaro retirou dele uma das mais importantes bases partidárias do país. A perda não é apenas eleitoral; ela possui forte valor simbólico. Quando partidos com grande capilaridade preferem manter distância de um candidato, transmitem ao eleitor a percepção de que já enxergam limites para sua viabilidade.
Também pesam os efeitos da atuação internacional de Eduardo Bolsonaro durante a crise comercial entre Brasil e Estados Unidos. Independentemente das justificativas apresentadas pela família, consolidou-se entre muitos brasileiros a percepção de que interesses eleitorais acabaram se confundindo com interesses nacionais. Em uma eleição presidencial, soberania costuma ser um tema que mobiliza sentimentos muito além das disputas partidárias.
Nesse ambiente, voltar a atacar as urnas eletrônicas parece cumprir uma função política bastante clara: preparar o terreno para contestar um eventual resultado desfavorável. É como se a explicação para a derrota começasse a ser construída antes mesmo da votação.
Naturalmente, eleições são decididas nas urnas, não nas pesquisas nem nas análises de bastidores. O eleitor continua sendo o único árbitro da democracia. Mas campanhas emitem sinais. E quando um candidato perde apoios relevantes, enfrenta sucessivos desgastes políticos, vê crescer seu isolamento e passa a dedicar mais energia à desconfiança sobre o processo eleitoral do que à apresentação de um projeto de governo, transmite uma mensagem difícil de ignorar.
Talvez o maior adversário de Flávio Bolsonaro hoje não seja Lula. Talvez seja a percepção de que sua campanha deixou de disputar o futuro para começar a administrar uma possível derrota. E quem passa a questionar a legitimidade da eleição antes de ela acontecer, muitas vezes revela que já não confia na própria capacidade de vencê-la.
A recente aprovação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) nº 14/2021 é, sem dúvida, uma grande conquista para os Agentes Comunitários de Saúde (ACS) e Agentes de Combate às Endemias (ACE). Contudo, para os gestores municipais, a medida acende um grande sinal de alerta financeiro e abre uma porta para futuras disputas judiciais.
O mérito da proposta é inquestionável. Trata-se de corrigir uma distorção de anos, retirando milhares de trabalhadores da precariedade jurídica e integrando-os formalmente aos quadros efetivos das prefeituras. A PEC não apenas reconhece o papel vital desses profissionais na atenção primária, mas concede a eles o direito à aposentadoria especial devido aos riscos inerentes à função.
É exatamente neste ponto que reside a maior preocupação dos municipalistas: o impacto atuarial e orçamentário sobre os Regimes Próprios de Previdência Social (RPPS) e o Regime Geral (RGPS).
Para que a efetivação ocorra com segurança jurídica, a regra é clara: o agente precisa comprovar vínculo ativo com o SUS na data de promulgação da Emenda e, obrigatoriamente, ter sido aprovado em processo seletivo público, respeitando as exigências vigentes à época de sua realização, antes ou depois de 14 de fevereiro de 2006.
A responsabilidade dessa transição está sobre a mesa dos prefeitos e secretários municipais, que têm até 31 de dezembro de 2028 para adequar a legislação e os quadros locais. Contudo, cumprir esse mandamento exige muito mais do que a simples edição de uma lei municipal; requer um plano de ação administrativo estratégico e realista.
Em primeiro lugar, é indispensável realizar um censo cadastral e uma auditoria minuciosa da documentação dos agentes para certificar quem realmente atende aos requisitos constitucionais, prevenindo despesas indevidas e a responsabilização dos gestores.
Nos casos em que houver lacunas na documentação funcional, a instituição de comissões especiais de validação deve ser pautada pela máxima transparência, evitando questionamentos por parte dos órgãos de controle.
Por fim, reside no aspecto atuarial o pilar mais sensível dessa transição. Se a efetivação traz um impacto imediato na folha de pagamento, a aposentadoria especial representará um custo futuro exponencialmente maior.
Os municípios precisam realizar estudos de impacto atuarial robustos para entender o quanto essa nova despesa comprometerá a saúde do seu regime de previdência e o orçamento geral nas próximas décadas.
Não se pode ignorar que a criação de despesas obrigatórias sem a devida indicação da fonte de custeio por parte da União recoloca no horizonte a tese da inconstitucionalidade. O questionamento judicial por parte de estados ou entidades municipalistas é uma possibilidade real, sustentado no descumprimento dos princípios básicos da responsabilidade fiscal e na ingerência desproporcional sobre a autonomia financeira dos municípios.
A PEC 14/2021 coloca a gestão pública municipal em uma encruzilhada. De um lado, a obrigação moral e legal de valorizar os profissionais que sustentam a saúde na ponta; do outro, o dever de zelar pelo equilíbrio das contas públicas.
Garantir os direitos dos agentes é um passo civilizatório, mas a sua aplicação exige pés no chão e responsabilidade atuarial. Sem planejamento e auxílio financeiro correspondente, corremos o risco de transformar uma justa conquista social em um colapso fiscal para os municípios brasileiros.
*Advogado, prefeito de Triunfo (2017–2020), ex-presidente da União dos Vereadores de Pernambuco (UVP).
A Mansão Harley Lundgren, entre os bairros da Tamarineira e Parnamirim, na Zona Norte do Recife, é uma construção imponente rodeada por mangueiras, flamboyants e pau-brasil. É por conta dessa exuberante vegetação que o imóvel é classificado pela Prefeitura do Recife como Imóvel de Proteção de Área Verde (IPAV), o que exige a manutenção de no mínimo 70% da sua área verde cadastrada. No dia 2 de julho, porém, o Conselho de Desenvolvimento Urbano do Recife (CDU) aprovou a viabilidade para a construção de três prédios de 19 pavimentos e quase 40 mil m² de área construída nos jardins da mansão – a mesma que ganhou repercussão nacional com o documentário O Testamento: O Segredo de Anita Harley, do Globoplay. Serão 85 apartamentos de alto padrão, entre 297 m² e 370 m².
A ata da reunião não está disponível ainda no site do CDU, mas a Marco Zero obteve acesso aos dois pareceres relacionados ao imóvel que foram aprovados. O problema é que não há, no parecer sobre a viabilidade da construção, a garantia de que o empreendimento imobiliário irá preservar 70% da vegetação hoje existente.
Na mesma reunião do CDU foi aprovada também a classificação do casarão como um Imóvel Especial de Preservação (IEP). Antiga residência da família Lundgren, fundadora da rede de lojas Casas Pernambucanas, o casarão é uma edificação eclética construída provavelmente nos anos 1910. O parecer da aprovação dos prédios foi feito pelo representante do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia de Pernambuco (Crea-PE) no CDU, o conselheiro Roberto Lemos Muniz. Já o que transforma o casarão em IEP foi relatado pela conselheira Emília Márcia Avelino, representante da Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Licenciamento (Sedul).
Características do empreendimento aprovado:
3 prédios, cada um com 19 pavimentos
As torres terão aproximadamente 60 metros de altura, com 39.430,69 m² de área total construída
85 apartamentos de alto padrão, com áreas privativas entre 297 m² e 370 m²
362 vagas de estacionamento – o que dá uma média de 4,25 vagas por unidade
Valor do investimento não foi informado no parecer
Segundo o parecer para inclusão como IEP, o tombamento municipal surgiu por conta de um parecer técnico da Gerência Geral de Preservação do Patrimônio Cultural (DPPC) “exarado durante análise de Estudo de Impacto de Vizinhança (EIV)” feito pela construtora responsável pelo projeto, a OR Empreendimentos Imobiliários e Participações S.A., do Grupo Novonor, antiga Odebrecht. Ao contrário do que acontece com outros empreendimentos de impacto analisados pelo CDU, este não trouxe o valor total previsto de investimentos. O casarão, agora preservado, deverá servir como área de lazer para os moradores.
Parecer não apresenta a conta da área verde protegida
O terreno do casarão dos Lundgren é o IPAV de número 45. A ficha cadastral dele, reproduzida no parecer, registra área verde de 9.806,39 m² em 2013 (área verde original: 9.783,30 m²), num lote de 11.097,30 m². Setenta por cento disso são 6.864 m². O quadro de dados do Estudo de Impacto de Vizinhança, também reproduzido no parecer, declara solo natural de 5.740,68 m², ou seja, 1.124 m² a menos.
Projeção do futuro empreendimento incluída no parecer Crédito: Reprodução/parecer CDU
Os dois números, contudo, não medem exatamente a mesma coisa: “solo natural” é parâmetro urbanístico e “área verde cadastrada” é levantamento ambiental, ambos definidos separadamente pela legislação municipal do Recife. Mas o parecer não apresenta nenhum outro número que permita saber se os 70% foram alcançados. Em nenhum ponto do documento aparece a área verde remanescente do projeto.
Ainda assim, o documento conclui que o empreendimento “apresenta conformidade com as diretrizes de uso e ocupação do solo estabelecidas para a área, incluindo a incidência de imóvel classificado como área de proteção de vegetação (IPAV), o que impõe condicionantes à ocupação, especialmente quanto à manutenção de percentual mínimo de área verde” e aponta uma posterior exigência da licença ambiental como condição para aprovação do projeto.
Cálculo da Marco Zero a partir dos números da ficha cadastral indica que a área verde ocupa cerca de 88% do lote: praticamente tudo o que o projeto das torres impermeabiliza sai de dentro da área de vegetação, já que o casarão, agora preservado, não pode ceder lugar às torres. O parecer não informa quantas árvores serão retiradas, nem exige qualquer compensação ambiental, plantio ou transplante pelas árvores que serão derrubadas.
As principais contradições do parecer
1. Declara conformidade com o IPAV sem apresentar um único cálculo;
2. Não informa quantas árvores serão retiradas nem exige compensação ambiental, plantio ou transplante;
3. Conclui pela viabilidade antes da licença ambiental que verificaria o IPAV. A licença prévia é exigida como condição posterior, o que retira do colegiado e da consulta pública a aferição dos 70%;
4. A única mitigação paisagística exige permeabilidade visual do muro — e ainda subtrai lote com o recuo de alinhamento, sem recalcular o saldo.
As ações mitigadoras e compensatórias exigidas pelo parecer são apenas duas: uma de mobilidade e outra de paisagem. A primeira é um Plano de Circulação e Acessibilidade, que prevê, entre outras ações, travessias elevadas e a qualificação de uma rota de pedestres que ligue o empreendimento aos parques da Tamarineira e da Jaqueira. A segunda é o recuo do alinhamento com ampliação da calçada e o tratamento do muro frontal com permeabilidade visual, “de modo a viabilizar a visualização do casarão preservado e da área verde do IPAV a partir do logradouro”.
Aqui vale lembrar que a nova Lei de Parcelamento, Uso e Ocupação do Solo do Recife (LPUOS) criou um mecanismo pelo qual um IPAV que abra ao menos 50% da área verde cadastrada ao acesso público ganha áreas não computáveis no coeficiente de aproveitamento. Mas o projeto aprovado é um condomínio fechado e o jardim seguirá privado.
O parecer também afirma que houve uma consulta pública sobre a construção das três torres, que ocorreu entre os dias 10 de dezembro de 2025 e 30 de abril de 2026, quase cinco meses, e que não registrou uma única manifestação. Também não houve nenhum pedido de audiência pública. O documento mostra que havia uma placa dentro do imóvel, atrás do muro, com um QR Code para o site de licenciamento da Prefeitura do Recife.
A Marco Zero entrou em contato com a Prefeitura do Recife para saber quais as próximas fases de licenciamento do empreendimento, o motivo das incongruências no parecer aprovado e se a Secretaria de Meio Ambiente e Sustentabilidade ou a Sedul já verificaram se o empreendimento cumpre o mínimo de 70% de área verde preservada e quais árvores serão retiradas com as construções. A MZ também entrou em contato com a OR para saber qual o total de investimentos no terreno e como será feita a preservação da área verde e do casarão. Quando recebermos as respostas, esta reportagem será atualizada ou um novo texto será publicado.
A rica vegetação da Mansão Harley Lundgren
A ficha cadastral do imóvel como IPAV traz 43 espécies catalogadas nos jardins da mansão. A vistoria foi feita há dez anos, em 04 de julho de 2016, e traz as seguintes espécies:
Espécies frutíferas (8)
abacateiro (Persea americana Mill.), bananeira (Musa L.), cajá (Spondias mombin L.), coqueiro (Cocos nucifera L.), fruta-pão (Artocarpus altilis (Parkinson) Fosberg), mamoeiro (Carica papaya L.), mangueira (Mangifera indica L.) e noni (Morinda citrifolia L.)
Quando foi lançado, em 1946, o crítico literário Antônio Cândido classificou “A Hora e a Vez de Augusto Matraga” como um dos contos mais perfeitos da literatura brasileira. Parte do livro “Sagarana”, trata-se de uma bela reflexão sobre a implacabilidade do destino.
E serve bem para ajudar a pensar sobre a hora e a vez do senador Flávio Bolsonaro (RJ) na sua candidatura à Presidência da República, que será oficializada neste sábado em convenção em São Paulo. Flávio chega nessa hora, enfrentando diversos problemas, agravados por diversas notícias na véspera.
O ministro do Supremo Tribunal Federal, André Mendonça, autorizou à PF o início das investigações sobre o financiamento do filme Dark Horse, cinebiografia de seu pai, para o qual Flávio pediu dinheiro ao dono do Banco Master, Daniel Vorcaro. Partidos com os quais ele contava aliança anunciaram que ficarão neutros.
Vamos a um brevíssimo resumo do conto de Guimarães Rosa. Augusto é o “filho do coronel”. Ele é “estouvado e sem regra”. Um dia, leva uma surra e quase morre. Recolhido por um casal muito pobre, resolve mudar de vida. Torna-se moderado. Um padre lhe diz que, se ele rezar muito e trabalhar, sua hora de entrar no Céu vai chegar. Augusto decide que chegará no Paraíso nem que seja “a porrete”. Mas um dia começa a sentir saudades do seu tempo de valentia. Sua hora acontece num duelo.
Ensaios moderados e radicais
Diga-se que Augusto volta ao duelo por uma causa nobre. O jagunço Joãozinho Bem-Bem ameaça, por vingança, um idoso e sua família. Se Flávio Bolsonaro conseguirá ou não chegar ao Céu da Presidência “nem que seja a porrete”, é o que o tempo dirá a partir da convenção de sábado. Flávio alterna momentos de abandono do estilo moderado e outros de retorno à humildade. Nos últimos dias, atacou as urnas eletrônicas, ensaiando uma repetição da estratégia que levou seu pai, Jair Bolsonaro, à inelegibilidade.
Questões ficarão pendentes
Mas Flávio gravou também um vídeo em que pede trégua à sua madrasta, Michelle, num tom mais sereno e humilde. Na noite de quinta (23), Michelle respondeu: “Eu te desculpo”. Sua presença, porém, na convenção não está prevista. E, se acontecer, será uma surpresa após as desculpas. É bem provável que muitas questões referentes à candidatura e à chapa permaneçam pendentes após a convenção.
Vice
A principal questão pendente é quem será o companheiro, ou companheira, de chapa de Flávio. O candidato do PL quer uma mulher. A principal hipótese, nesse caso, era a senadora Tereza Cristina (PP-MS). Mas Tereza já informou que não deseja o cargo. Mas diz também que em nenhum momento Flávio lhe fez de fato um convite.
Duas mulheres
Com a desistência de Tereza, o líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante, compartilhou no seu WhatsApp duas reportagens do jornal Estado de São Paulo falando de outras duas mulheres que agora estariam mais próximas de fazer companhia a Flávio na corrida presidencial. Uma é católica, a outra é evangélica. As duas, é claro, conservadoras.
Simone e Clarissa
Os nomes cogitados são as deputadas federais Simone Marquetto (MDB-SP) e Clarissa Tércio (PP-PE). Simone é católica, o que poderia vir a agregar um adicional importante a Flávio. As pesquisas mostram que ele perde nesse segmento religioso para Lula. Já Clarissa é evangélica. Mas é nordestina, região onde Flávio enfrenta rejeição.
Coligação
Há, porém, um grande problema em ambas as hipóteses: Simone e Clarissa não são do PL. Para que a chapa fosse formalizada, seria preciso que MDB ou PP formalizassem uma coligação com Flávio. O PP já anunciou oficialmente que ficará neutro nas eleições deste ano. O MDB provavelmente seguirá pelo mesmo caminho.
Daniella
Outro nome que foi cogitado é a ex-presidente da Caixa Daniella Marques, que Flávio cogita ser seu “Posto Ipiranga”, a referência econômica de seu governo. Flávio chegou a apresentar seu programa de políticas para as mulheres ao lado de Daniella. Mas o problema é o mesmo: o Republicanos, partido dela, também anunciou neutralidade.
Única e indivisível
O Código Eleitoral é claro: “o registro de candidatos a Presidente e Vice-Presidente da República será feito em chapa única e indivisível, ainda que resulte de aliança (coligação) de partidos”. Houve um filme sobre o conto de Guimarães Rosa. Com música de Geraldo Vandré. Que dizia: “Terá quem anda comigo sua vez e sua hora”.
Depois de terem seus pleitos repetidamente ignorados pela governadora Raquel Lyra, os auditores fiscais do Tesouro Estadual e julgadores administrativo-tributários de Pernambuco decidiram deflagrar greve geral por tempo indeterminado, a partir da próxima segunda-feira (27). A resolução é mais um desdobramento do movimento do Fisco de Pernambuco na luta pela retomada de direitos que foram perdidos durante a atual gestão.
O estopim para a deflagração da greve foram as recentes descobertas do Sindifisco sobre negociações indevidas mantidas entre o Governo do Estado e a Associação dos Servidores Ativos do Grupo Ocupacional de Administração Tributária de Pernambuco (Unefisco). Em maio, o Sindicato solicitou, por meio da Lei de Acesso à Informação (LAI), ao gabinete do secretário da Fazenda de Pernambuco documentos relativos a quaisquer tratativas mantidas com a Unefisco. Nos documentos recebidos, ficaram evidenciadas negociações paralelas conduzidas à revelia da maioria dos auditores e julgadores.
Foi descoberta uma série de ofícios enviados pela Associação dos Servidores Ativos ao secretário da Fazenda, revelando uma articulação sistemática para minar pleitos históricos da categoria e segregar ativos de aposentados e pensionistas. “É, claramente, um sindicato travestido de associação, o que foge completamente ao princípio da unicidade sindical que proíbe a criação de mais de um sindicato representativo da mesma categoria econômica ou profissional dentro da mesma base territorial”, denuncia o presidente do Sindifisco, Nilo Otaviano.
Entenda – Desde janeiro, o Sindifisco tenta estabelecer um diálogo com o governo para tratar de reivindicações consideradas estruturais para a carreira e para o funcionamento da administração fazendária do Estado. O Sindicato destaca que os pleitos da categoria não provocam impacto financeiro adicional ao Tesouro Estadual.
Conforme a entidade, a recomposição da paridade seria custeada por recursos já existentes no Fundo de Aperfeiçoamento das Atividades Fazendárias (FAAF), enquanto a aplicação do teto constitucional não representaria aumento salarial, mas apenas alteração na incidência de descontos sobre os vencimentos, além de acabar com o estado de ilegalidade do Governo Estadual, que, no tocante a esse tema, está contra a Constituição Estadual.
A categoria defende também a recriação de uma rubrica indenizatória vinculada à recuperação de créditos tributários. Segundo o Sindicato, a participação na recuperação de créditos foi extinta na Sefaz em 2024, mas continua sendo paga aos procuradores da Procuradoria-Geral do Estado (PGE).
Em três anos e meio, a gestão da governadora Raquel Lyra (PSD) investiu mais em festas e publicidade do que em saúde. Conforme dados do Portal da Transparência e do sistema Tome Conta, do Tribunal de Contas do Estado (TCE), R$ 1,15 bilhão foi aportado nos festejos, enquanto R$ 90,3 milhões a menos foram destinados à requalificação, ampliação, reforma e equipagem de unidades de saúde, setor que vem padecendo nas últimas semanas com recorrentes desabamentos de partes do teto de hospitais e superlotações de pacientes.
Do montante bilionário, R$ 625,9 milhões foram empregados só na realização de festejos, incluindo R$ 459,3 milhões apenas em cachês de artistas. Esse valor é maior que os R$ 448,8 milhões investidos na implantação de creches, por exemplo, principal promessa eleitoral da governadora em 2022, mas concretizada em apenas 11 unidades entregues das 250 previstas. Os gastos com festas também são dez vezes maiores que os investimentos em obras de contenção de encostas, que totalizaram R$ 107,5 milhões no período.
Em 2026, ano eleitoral, a gestão de Raquel bateu recordes de gastos, com o Carnaval mais caro da história do estado (R$ 87,3 milhões) e empenhos de R$ 59,4 milhões para o São João. Somente nos seis primeiros meses deste ano, as despesas com festas e publicidade alcançaram R$ 278,7 milhões.
Em contrapartida, na saúde pública, o investimento total chegou a R$ 1,060 bilhão, menor que a soma destinada a festas e publicidade. Se desconsiderada a aquisição do Hospital Central de Paulista, unidade particular desapropriada e que passou um ano fechada, os investimentos executados na área caem para R$ 881,7 milhões, ampliando a diferença em relação aos gastos com festejos para R$ 269,2 milhões. Recentemente, Raquel já havia sido apontada pelo “Dossiê das Farras”, do Observatório dos Ruralistas, como a governadora que mais gastou com shows e cachês no Brasil.
“Que governo vai resolver isto?” Pernambuco figura entre os estados com os piores indicadores de violência do país. Segundo o Anuário Brasileiro de Segurança Pública, ocupa posições preocupantes em índices como Mortes Violentas Intencionais (MVI), feminicídios e atuação do crime organizado. Diante dessa realidade, a Associação dos Delegados de Polícia de Pernambuco (ADEPPE) lança uma campanha institucional para chamar a atenção da sociedade e questionar: o que falta para mudar esse cenário?
Construída com base em dados oficiais, a iniciativa evidencia que a violência não pode ser analisada apenas pelos números. É preciso discutir também a capacidade de investigação do Estado, as condições de trabalho da Polícia Civil e os investimentos necessários para que delegados e delegadas possam exercer plenamente sua missão de investigar crimes, proteger vítimas e oferecer respostas à sociedade.
Mais do que apresentar estatísticas, a ADEPPE propõe um questionamento: por que Pernambuco continua figurando entre os estados mais violentos do Brasil? E quais medidas estruturantes precisam ser adotadas para mudar essa realidade?
A campanha parte do princípio de que segurança pública se constrói com planejamento, investimentos e instituições fortalecidas. Nesse contexto, a valorização da Polícia Civil, a recomposição do efetivo, a melhoria da estrutura de trabalho e o fortalecimento da investigação criminal são apontados pela entidade como medidas essenciais para ampliar a capacidade de resposta do Estado à criminalidade.
Na primeira etapa, a campanha estará presente em outdoors e nas plataformas digitais, apresentando dados relacionados à violência, homicídios, feminicídios e crime organizado. Ao longo dos próximos meses, novos conteúdos irão aprofundar esse debate, sempre fundamentados em informações públicas e voltados à conscientização da população.
Segundo o presidente da ADEPPE, delegado Diogo Victor, a campanha nasce da responsabilidade institucional da entidade em contribuir para uma discussão que interessa a todos os pernambucanos.
“Nenhuma sociedade consegue reduzir a violência sem uma investigação forte. Os delegados de Polícia querem oferecer respostas cada vez mais rápidas e eficientes à população, mas isso exige estrutura, efetivo, tecnologia e valorização institucional. Fortalecer a Polícia Civil é fortalecer a capacidade do Estado de investigar, combater o crime e proteger a sociedade.”
A ADEPPE ressalta que a iniciativa possui caráter institucional e está fundamentada em dados oficiais. O objetivo é ampliar o conhecimento da sociedade sobre os desafios enfrentados pela Polícia Civil e defender políticas públicas capazes de fortalecer a investigação criminal como instrumento essencial para a redução da violência.
Para a entidade, enfrentar a criminalidade exige mais do que acompanhar estatísticas. Exige compreender que uma Polícia Civil estruturada, valorizada e preparada representa mais eficiência nas investigações, maior capacidade de resposta ao crime e mais segurança para toda a população.
A campanha será desenvolvida ao longo dos próximos meses por meio de mídia exterior, conteúdos digitais e ações institucionais, reafirmando o compromisso da ADEPPE com o fortalecimento da Polícia Civil e com a construção de um Pernambuco mais seguro.