Por Yuri Costa – Blog da Folha
O prefeito do Recife, João Campos (PSB), confirmou que conversou com o presidente Lula (PT) e o convidou para visitar a capital pernambucana durante o Carnaval de 2026 ou na subida do Galo Gigante, no dia 11 de fevereiro.
A revelação do convite aconteceu em momento com a imprensa após a apresentação da programação de Carnaval do Recife, no Museu Paço do Frevo, na área central da cidade, no começo da tarde desta quinta-feira (22).
Leia mais“Eu cheguei a falar com o presidente sobre isso, da importancia dele tentar vir no Carnaval. Eu até disse ‘presidente, a subida do Galo é um negócio interessante’, e ele disse ‘como é isso?’. Ai eu expliquei a ele, porque ele não sabia que tinha mudado, que o Galo antes subia de madrugada e agora tem uma bricadeira. É uma coisa leve para acompanhar”, disse.
Campos disse que Lula ainda não confirmou sua presença no Recife, mas disse que o presidente está tentando organizar a agenda para visitar a capital pernambucana, além das cidades de Salvador e do Rio de Janeiro.
“Ele [Lula] disse que iria tentar organizar a agenda e que tentaria passar no Recife, Salvador e no Rio. Mas isso a gente sabe que a agenda de um presidente depende de muita coisa, e ele é sempre bem-vindo. O presidente Lula é sempre um grande convidado para o Carnaval do Recife e para o Recife”, afirmou Campos.
Antes de João Campos, o ministro de Portos e Aeroportos do Governo Lula, Silvio Costa Filho, já tinha informado, em visita ao Recife, na última quinta-feira (15), que o chefe do Executivo nacional estava animado e avaliava visitar Pernambuco durante o Carnaval.
“Ele quer andar o país. Deve vir a Pernambuco e está avaliando participar do Carnaval. está avaliando essa agenda”, afirmou o ministro.
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Dados oficiais do Ministério da Justiça e Segurança Pública indicam que o Brasil registrou 1.470 casos de feminicídio em 2025, superando o recorde anterior, de 1.464 ocorrências em 2024. O levantamento aponta uma média de quatro mulheres assassinadas por dia por razões de gênero, reforçando a persistência da violência contra a mulher no país.
Diante do cenário, o deputado federal Eduardo da Fonte (PP/UPB) afirmou que o enfrentamento à violência de gênero demanda atuação contínua e articulada do Estado. No Congresso Nacional, o parlamentar é autor de propostas que destinam recursos do Fundo Nacional de Segurança Pública para a criação e manutenção de Casas Abrigo, ampliam e fortalecem medidas protetivas, autorizam o monitoramento eletrônico de agressores, endurecem penas para crimes de maior gravidade e permitem o uso de instrumentos de autodefesa, como spray de pimenta.
Leia maisDesde a tipificação do feminicídio como crime, em 2015, o país contabiliza cerca de 13.448 mulheres mortas por razões de gênero, crescimento superior a 300% em uma década. “Cada vida perdida representa uma falha coletiva. Não podemos normalizar que quatro mulheres sejam mortas por dia no nosso país. É preciso transformar indignação em medidas que protejam efetivamente as vítimas e responsabilizem os agressores”, afirmou Eduardo da Fonte.
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Uma pena que, na nossa passagem por Mariana, tenha desabado uma chuva torrencial, o que impediu o registro de fotos. Para não perder, literalmente, o bonde da história, ainda consegui um clique em frente à antiga estação ferroviária (foto acima).
Mariana é conhecida como a primaz de Minas, por ter sido a primeira vila, cidade, bispado e capital de Minas Gerais. No século XVIII, foi uma das maiores cidades produtoras de ouro para o Império Português. Tornou-se a primeira capital mineira por participar de uma disputa onde a Vila que arrecadasse maior quantidade de ouro seria elevada a Cidade sendo a capital da então Capitania de Minas Gerais.
Leia maisEm comparação com outros municípios do Estado, Mariana detém uma posição econômica de destaque, sendo que o seu produto interno bruto (PIB) é um dos maiores de Minas Gerais. Conhecida pela preservação cultural e patrimonial, lidera, por 16 anos, com a maior pontuação, o ICMS Cultural.

Fundada em 1696, Mariana é uma das cidades mais antigas do Brasil e tem um papel significativo na história do país, especialmente durante o ciclo do ouro. Com suas ruas de paralelepípedos, igrejas barrocas e casarões coloniais, é um destino imperdível para os amantes de história, cultura e arquitetura.

Começamos o passeio pelo charmoso centro histórico. A Praça Minas Gerais é um ótimo ponto de partida, com suas famosas Igrejas Gêmeas (São Francisco de Assis e Nossa Senhora do Carmo) e o Pelourinho, que guarda histórias fascinantes da era colonial.

Passamos pela Casa de Câmara e Cadeia, que já foi usada como casa de fundição de ouro e prisão, hoje sede da Câmara Municipal. Fomos à Igreja São Pedro dos Clérigos, uma igreja que oferece uma vista panorâmica da cidade e se destaca pelo seu estilo arquitetônico diferenciado. Repleta de lendas locais, a história da construção e suas torres derrubadas são de arrepiar.

Impossível não passar na Catedral da Sé, conhecida por seu órgão alemão histórico. Passamos pelo Museu de Arte Sacra, com obras de Aleijadinho, e pela Mina de Ouro da Passagem, um dos passeios mais famosos de Mariana, a maior mina de ouro aberta à visitação no mundo.
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BLOG DO ROBERTO ALMEIDA
Em maio de 2024, o garanhuense Flávio Alexandre da Silva, conhecido como Flávio da Pamonha, foi a pé da Suíça Pernambucana até o Recife.
A iniciativa foi tomada com o objetivo de sensibilizar as autoridades para a construção do Hospital Mestre Dominguinhos.
Na época, Flávio tentou uma audiência com a governadora Raquel Lyra, mas não foi atendido no Palácio e voltou de “mãos vazias”.
Leia maisNaquele ano, Pamonha disputou um mandato de vereador, porém, não chegou nem perto de se eleger.
Um gesto que se assemelha ao de Flávio Alexandre está sendo praticado neste momento pelo deputado federal mais bem votado do Brasil, o mineiro Nikolas Ferreira, do PL.
O parlamentar iniciou esta semana uma caminhada do interior de Minas a Brasília.
Ele está sendo acompanhado por outros deputados e uma centena de pessoas, andando pelas estradas.
Deu uma paradinha de ontem para hoje e se hospedou num hotel em Goiás, porque ninguém é de ferro.
Provavelmente, o resultado do protesto de Nikolas, que caminha “pela liberdade de Bolsonaro”, será igual ao de Flávio da Pamonha: não dará em nada, a não ser render vídeos nas redes sociais.
Imagine se a moda pega, mudar decisões do Supremo Tribunal Federal e de juízes de outras instâncias por meio de protestos bizarros como os citados.
Nikolas, também conhecido como Chupetinha, é o Pamonha federal.
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O Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE) superou todas as Metas Nacionais do Poder Judiciário em 2025, alcançando 100% de cumprimento dos indicadores estabelecidos pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Os dados, divulgados pelo Painel de Metas do CNJ, foram atualizados pelo DataJud com base nas informações consolidadas até 31 de dezembro de 2025.
Na Meta 1, que mede a capacidade do Tribunal de julgar mais processos do que os distribuídos ao longo do ano, o TJPE atingiu 110,29%. Já a Meta 2, voltada ao julgamento de processos mais antigos, registrou 109,33%, evidenciando avanço consistente na redução do acervo histórico.
Leia maisA Meta 3, que avalia o aumento do índice de conciliação em relação ao ano anterior, foi cumprida integralmente, com 100%. Na Meta 4, que prioriza o julgamento de processos relacionados a crimes contra a administração pública e à improbidade administrativa, o índice alcançado foi de 121,09%.
No que se refere à Meta 5, destinada à redução da taxa de congestionamento líquida — indicador que mede o percentual de processos que permaneceram sem solução definitiva no período — o TJPE superou o patamar exigido pelo CNJ, atingindo 104,54%.
As Metas 6 e 7 também foram amplamente superadas. Na Meta 6, o Tribunal alcançou 127,52%, enquanto a Meta 7 atingiu 200%, refletindo o desempenho em processos coletivos e ações de relevante impacto social.
Na Meta 8, que trata da priorização do julgamento de processos relacionados à violência doméstica e ao feminicídio, o desempenho foi de 101,40%. A Meta 9, voltada ao estímulo à inovação no Poder Judiciário, foi cumprida integralmente, com 100%. Já a Meta 10, que busca identificar e julgar processos relacionados à temática ambiental, alcançou 109,13%.
Segundo o juiz coordenador da Governança de Dados do TJPE, José Faustino Macêdo, o resultado alcançado em 2025 traduz uma mudança estrutural na forma de pensar e gerir o Judiciário. “Superar todas as Metas Nacionais do CNJ é reflexo de um trabalho que vai além do cumprimento de indicadores. É fruto da construção de uma cultura institucional baseada em dados qualificados, acompanhamento estratégico permanente e capacitação prática de magistrados e servidores. Iniciativas como o CGJ em Ação e a massiva disponibilização de painéis gerenciais customizados para as unidades judiciais, por exemplo, mostram que, quando o conhecimento é aplicado à realidade do dia a dia, o planejamento ganha sentido e os resultados se tornam sustentáveis. Mais do que números, estamos falando de uma Justiça que aprende, evolui e entrega mais à sociedade”, afirmou.
Para o presidente do TJPE, desembargador Ricardo Paes Barreto, o resultado reforça o compromisso institucional do Tribunal com a melhoria contínua da prestação jurisdicional.
“As metas do CNJ expressam o compromisso dos tribunais com o aperfeiçoamento da prestação jurisdicional, buscando oferecer à sociedade uma Justiça mais ágil, com maior eficiência e qualidade. Superar todas as metas em 2025 é resultado do trabalho sério, contínuo e comprometido de magistrados e magistradas, servidores e servidoras, que diariamente se dedicam a entregar um Judiciário mais efetivo para a população pernambucana”, destacou o presidente. As informações são da Assessoria de Comunicação do TJPE.
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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou na quarta-feira (21) ter chegado a um acordo preliminar com a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) sobre o futuro da Groenlândia, que incluirá direitos sobre minerais de terras raras.
“Eles estarão envolvidos nos direitos minerais, e nós também”, disse Trump sobre a Otan e os Estados Unidos em entrevista à CNBC após o anúncio na rede social Truth Social.
Ele não especificou nenhum termo preliminar. Mas a riqueza mineral inexplorada da Groenlândia ajudou a colocar a ilha no topo da lista de desejos de Trump. As informações são da CNN.
Leia maisAutoridades do governo Trump veem as riquezas subterrâneas da Groenlândia como uma forma de afrouxar o domínio da China sobre os metais de terras raras, que são cruciais para desde caças e lasers até veículos elétricos e aparelhos de ressonância magnética.
Trump minimizou os recursos naturais da Groenlândia, inclusive durante o discurso que fez no Fórum Econômico Mundial em Davos, na Suíça, na quarta (21), quando afirmou que a extração de minerais de terras raras não era o motivo pelo qual os Estados Unidos precisavam do território.
“Todo mundo fala dos minerais. Há tantos”, disse Trump. “Não existe essa coisa de terra rara. Existe processamento raro. Mas há tanta terra rara. E para chegar a essa terra rara, é preciso atravessar centenas de metros de gelo. Não é por isso que precisamos dela. Precisamos dela para a segurança nacional estratégica dos EUA e para a segurança internacional”, declarou.
Horas depois, Trump afirmou que o acordo para a Groenlândia incluía duas partes: a defesa antimíssil “Domo de Ouro” e minerais. Isso coincide com o que o ex-conselheiro de segurança nacional, Mike Waltz, disse à Fox News em 2024, quando afirmou que o foco do governo na Groenlândia era “minerais críticos” e “recursos naturais”.
A realidade é que a posse da Groenlândia pela Dinamarca não é o que impede os Estados Unidos de explorar o tesouro da ilha. É o ambiente do Ártico.
“Completamente insano”
Pesquisadores afirmam que seria extremamente difícil e caro extrair os minerais da Groenlândia, pois muitos dos depósitos minerais da região estão localizados em áreas remotas acima do Círculo Polar Ártico, onde existe uma camada de gelo polar com mais de um quilômetro de espessura e a escuridão reina durante grande parte do ano.
Além disso, a Groenlândia, um território autônomo da Dinamarca, não possui a infraestrutura e a mão de obra necessárias para tornar esse sonho de mineração uma realidade.
“A ideia de transformar a Groenlândia na fábrica de terras raras dos Estados Unidos é ficção científica. É simplesmente uma loucura”, analisou Malte Humpert, fundador e pesquisador sênior do Instituto Ártico. “Seria o mesmo que minerar na Lua. Em alguns aspectos, é pior que a Lua”.
Aproximadamente 80% da Groenlândia é coberta por gelo. E a extração mineral — ou praticamente qualquer outra atividade — no Ártico pode ser de cinco a dez vezes mais cara do que em qualquer outro lugar do planeta.
O interesse de Trump pela Groenlândia não é novidade — e ele não é o primeiro presidente dos EUA a cobiçar a ilha.
Há anos, senão décadas, as autoridades da Groenlândia vêm buscando investimento estrangeiro direto. Os habitantes da Groenlândia dizem que já estão abertos a oportunidades de negócios.
O mito do “pote de ouro”
Convencer empresas americanas a investir na Groenlândia pode ser uma fantasia, alegam especialistas.
“Se houvesse um ‘pote de ouro’ esperando no fim do arco-íris na Groenlândia, empresas privadas já teriam ido para lá”, afirmou Jacob Funk Kirkegaard, pesquisador no Instituto Peterson de Economia Internacional.
No entanto, Funk Kirkegaard, que trabalhou anteriormente no Ministério da Defesa da Dinamarca, afirmou que é “muito difícil” justificar o enorme investimento inicial que seria necessário.
É possível que Trump esteja tentando oferecer incentivos financeiros e garantias para atrair empresas americanas a fazerem esses investimentos maciços, semelhantes às garantias que as grandes petrolíferas buscam para explorar petróleo na Venezuela.
“Se tivessem dinheiro suficiente dos contribuintes, as empresas privadas estariam dispostas a fazer quase tudo”, apontou Funk Kirkegaard. “Mas essa é uma boa base para comprar um território? A resposta é não na Groenlândia, assim como não na Venezuela”.
Fatores ambientais
A crise climática causou o derretimento do gelo e o rápido aumento das temperaturas no Ártico.
No entanto, ainda é cedo para afirmar que isso será suficiente para superar os desafios ambientais da mineração na Groenlândia. Embora o derretimento do gelo tenha aberto algumas rotas de navegação, também tornou o solo menos estável para perfuração e aumenta o risco de deslizamentos de terra.
“Mudanças climáticas não significam facilidade. Há apenas menos gelo”, disse Humpert, do Instituto Ártico.
Além disso, as rigorosas regulamentações ambientais da Groenlândia aumentariam os custos e as dificuldades da mineração em larga escala.
É claro que essas regulamentações refletem o desejo da população local de manter o meio ambiente preservado. Se o governo Trump, de alguma forma, revogasse essas regulamentações, isso poderia se tornar extremamente impopular.
Amigo ou “valentão”?
Adam Lajeunesse, professor de política canadense e do Ártico na Universidade St. Francis Xavier, afirmou que a “retórica bizarra” de Trump sobre a anexação da Groenlândia corre o risco de minar os objetivos econômicos e estratégicos das autoridades americanas, prejudicando o relacionamento com a Groenlândia e a Dinamarca.
“Poderíamos ver os Estados Unidos não mais como um amigo e parceiro, mas como um valentão que deve ser combatido”, comentou ele.
Em certa medida, isso já pode estar acontecendo.
Christian Keldsen, diretor-geral da Associação Empresarial da Groenlândia, alerta que as autoridades americanas correm o risco de prejudicar a relação com a população local.
“No momento, tudo o que é americano é um sinal de alerta”, disse ele. “Todos se perguntam: ‘Estou apoiando alguém que está tomando o controle do meu país?’”.
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O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) disse que o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), “não tem a opção de ir contra” a candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Em entrevista ontem ao podcast Santa Política, ligado ao Jornal Razão, Eduardo também disse que o chefe do Executivo paulista “era, até ontem, um servidor público desconhecido da sociedade” que foi eleito com o apoio do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
— O Tarcísio até ontem era um servidor público, um desconhecido da sociedade. Ganhou notoriedade sendo ministro da Infraestrutura. E depois foi eleito em São Paulo graças ao presidente Jair Bolsonaro. Ele não tem a opção de ir contra o Bolsonaro. Se ele tentar qualquer medida para fazer alguma coisa diferente e sair candidato, no barato ele vai se equiparar a João Doria — disse. — Ele nem tem muito o que aceitar, porque é difícil você mudar essa conduta [de escolha da candidatura de Flávio Bolsonaro]. As informações são do jornal O GLOBO.
Leia maisNa ocasião, Eduardo também disse que a eleição seria “polarizada” entre o senador e o presidente Lula. A declaração foi feita após o governador cancelar a visita que faria hoje a Bolsonaro, preso no 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal (PM-DF), conhecido como “Papudinha”. O encontro chegou a ser confirmado pelo governador na terça-feira (20), mas foi cancelado horas depois, sob a alegação de que ele já tinha agendamentos em São Paulo. Como mostrou o GLOBO, na agenda de hoje, não foram divulgados compromissos públicos e, segundo a assessoria pessoal dele, ele terá apenas despachos internos.
O cancelamento, por sua vez, foi anunciado após Flávio dizer que o encontro teria como objetivo reforçar ao governador a orientação para ele disputar a reeleição. A declaração teria irritado Tarcísio, que, segundo interlocutores, ainda sonha em concorrer ao Palácio do Planalto, e, ao mesmo tempo, afirma que irá apoiar Flávio, mas “no momento certo”.
A situação também produziu uma onda de reações de lideranças bolsonaristas. Nos bastidores, parlamentares bolsonaristas classificaram como “estranha” a decisão de recuar em meio ao clima de disputa na direita. Ao GLOBO, o líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante (RJ), disse que “espera” que o cancelamento não tenha sido provocado por um “motivo eleitoral”. Já o presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, afirmou que considera “normal” a pressão feita pela candidatura presidencial do governador, mas disse que ele “jamais ficará contra Bolsonaro”.
Já o pastor Silas Malafaia, da Assembleia de Deus Vitória em Cristo, disse que o anúncio de Flávio como postulante ao Planalto “não empolgou a direita” e que “não tem musculatura” para enfrentar Lula. O líder religioso defende uma chapa liderada por Tarcísio e com a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro na vice.
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A prefeita de Olinda, Mirella Almeida (PSD), vetou integralmente a emenda à Lei Municipal do Carnaval (nº 5.306/01) que estabelecia prazo máximo de até 45 dias após o encerramento da festa para o pagamento dos cachês de artistas e fazedores de cultura.
O texto previa a aplicação de juros e penalidades à administração municipal em caso de atraso, além de impedir novas contratações enquanto os débitos não fossem regularizados. As informações são do JC.
Leia maisA proposta, de autoria da vereadora Eugênia Lima (PT), havia sido aprovada por unanimidade pela Câmara de Vereadores em dezembro. Segundo a parlamentar, a emenda surgiu como resposta a um problema histórico enfrentado por artistas, músicos e agremiações que participam do Carnaval da cidade.
Levantamento do gabinete de Eugênia aponta que cerca de 60% dos contratados ainda não haviam recebido seus cachês no período em que a matéria foi levada ao plenário.
Veto argumenta que emenda é inexequível
No texto do veto, a Prefeitura argumenta que a emenda invade o campo das diretrizes gerais da política cultural ao impor comandos executórios diretos à administração pública, com a fixação de prazos rígidos, interferindo na organização administrativa e financeira do município.
A gestão municipal afirma ainda que propõe a criação de um espaço institucional de diálogo e cooperação, com o objetivo de construir uma legislação “exequível, eficaz e compatível com a realidade administrativa e financeira do município”.
“Cumpre evidenciar o esforço permanente e a inequívoca intenção da Administração Municipal em efetuar o pagamento dos cachês dos fazedores de cultura em tempo hábil, reconhecendo o valor do trabalho artístico e buscando, dentro dos limites legais, orçamentários e financeiros, assegurar previsibilidade, respeito institucional e segurança jurídica a esses profissionais”, afirma o texto do veto.
Vereadora tentará derrubar veto
À reportagem, Eugênia Lima afirmou que já articula com outros vereadores a derrubada do veto assim que os trabalhos legislativos forem retomados.
“Nosso mandato está dialogando para que, no início de fevereiro, a gente consiga derrubar esse veto e garantir que essa emenda legítima entre em vigor”, declarou.
Segundo a vereadora, a proposta tratava de pontos básicos da relação entre o poder público e os artistas. “O projeto resolvia o essencial: prazo para pagamento dos cachês, atesto rápido e transparência total. A própria Prefeitura reconhece, na justificativa, que pagar em dia é importante, mas não apresenta nenhum plano ou alternativa”, rebateu.
Texto também previa penalidades
A emenda vetada estabelecia penalidades em caso de descumprimento do prazo. Em situações de atraso, os valores devidos seriam acrescidos de juros de 1% ao mês e multa de 2%, até a data do pagamento.
Caso os atrasos ultrapassassem 60 dias, o município ficaria impedido de lançar novos editais ou programas oficiais de shows. O texto também obrigava o Poder Executivo a comunicar e justificar eventuais atrasos ao Órgão Central de Controle Interno e ao Tribunal de Contas do Estado de Pernambuco, além de apresentar um plano de regularização em até 15 dias após o vencimento do prazo.
Em casos de débitos referentes a exercícios anteriores, com atrasos superiores a 60 dias e sem plano de quitação aprovado, o município ficaria impedido de publicar novos editais ou programações oficiais do Carnaval, salvo situações de interesse público devidamente justificadas.
Prefeitura fala em ‘empenho para cumprir prazo’
Em nota enviada ao JC, a Prefeitura ressaltou “a importância de todos os artistas e fazedores de cultura para o município”. “Apesar de relevante, o Projeto de Lei é inconstitucional e não está de acordo com o Artigo 141 da Lei Federal 14.133/2021 e com a Lei Orgânica do município”, justificou.
Apesar do veto, a gestão destacou “que está empenhada para realizar os pagamentos dos artistas e fazedores de cultura em até 45 dias após o evento”, completa.
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A Agência de Regulação dos Serviços Públicos Delegados do Estado de Pernambuco (Arpe) homologou o aumento das tarifas de ônibus do Grande Recife. O valor do Anel A (Bilhete Único), o mais utilizado pelos passageiros, foi arredondado de R$ 4,47 para R$ 4,50.
A homologação foi publicada na edição desta quinta-feira (22) do Diário Oficial do Estado de Pernambuco. Os novos valores foram aprovados em votação do Conselho Superior de Transporte Metropolitano (CSTM), realizada no dia 15 de janeiro. O reajuste foi de 4,46% e entra em vigor no dia 1° de fevereiro. As informações são da Folha de Pernambuco.
Leia maisConfira, abaixo, todos os valores arredondados, incluindo as linhas opcionais:
Proposta do governo
Na reunião do último dia 15, o Grande Recife destacou que a proposta considerou a inflação de 2026 e que estudos tarifários apresentados no conselho apontaram que, para cobrir integralmente os custos de operação do sistema neste ano, como combustível, salários, manutenção da frota e operação do sistema, a tarifa técnica deveria chegar a R$ 6,14.
“Para evitar que o aumento recaia sobre os usuários, o Governo do estado mantém bilhete único e subsídios ao sistema, com aporte de cerca de R$ 500 milhões, além de isenções fiscais, como a do ICMS sobre o óleo diesel, cobrindo a diferença entre o custo real do sistema e o valor pago pelo passageiro”, destacou.
O Grande Recife também apontou os avanços estruturais em curso no sistema, a exemplo da aquisição de 100 ônibus elétricos com ar-condicionado, que irão reforçar a frota da RMR.
“Os veículos serão adquiridos com recursos do governo federal, repassados ao estado, que ficará responsável pela compra e pela operação dos novos ônibus em linhas metropolitanas”, ressaltou o consórcio de transporte.
Investigação
O Ministério Público de Pernambuco (MPPE) recebeu uma representação para apurar possíveis irregularidades na reunião que aumentou a tarifa de ônibus na Região Metropolitana do Recife (RMR).
No pedido, o movimento denuncia que o Governo de Pernambuco não respeitou os prazos regimentais para apresentação de propostas, além de não disponibilizar toda a documentação necessária para análise do reajuste proposto.
A Frente de Luta pelo Transporte Público de Pernambuco também pontua que dois membros do conselho, que deveriam representar a sociedade civil, foram nomeados em cargos de comissão do governo estadual antes das reuniões que reajustaram as tarifas.
A representação foi acolhida pelo promotor de Justiça Leonardo Caribé. O Governo de Pernambuco e o Grande Recife Consórcio de Transporte têm dez dias para prestar explicações.
Através de nota oficial, o MPPE confirmou o recebimento das Notícias de Fato sobre o tema e que “serão analisadas assim que forem prestadas informações pelo Conselho Superior de Transporte Metropolitano (CSTM)”.
Por meio de nota, o Grande Recife Consórcio de Transporte (CTM) informou que o governo do estado “cumpriu os prazos regimentais e forneceu os documentos necessários para a análise das propostas deliberadas pelos conselheiros”.
“Ciente de que todos os procedimentos foram realizados atendendo às exigências legais e regimentais, o CT
M fica à disposição para eventuais esclarecimentos à população ou a qualquer demandante institucional”, informou.
Além disso, também destacou que um dos conselheiros citados no processo, Jean Pierre de Lima Moraes, possui cargo comissionado na Secretaria de Mobilidade e Infraestrutura de Pernambuco (Semobi-PE) datado mais de um ano e meio da reunião, que foi no dia 15.
“Tendo total independência do seu trabalho no CSTM, teve inclusive votos contrários em reuniões anteriores e de abstenção em medidas apresentadas
pela presidência desse conselho na última semana”, completou.
Quanto aos demais conselheiros mencionados no processo, o governo informou que não possui relação com eles e que o CSTM não possui vínculos com gestões municipais.
“Não há qualquer impedimento legal para tal exercício”, disse.
Confira, abaixo, a nota na íntegra
O Grande Recife Consórcio de Transporte (CTM) informa que o governo do estado de Pernambuco cumpriu os prazos regimentais e forneceu os documentos necessá
rios para a análise das propostas deliberadas pelos conselheiros.
Ciente de que todos os procedimentos foram realizados atendendo às exigências legais e regimentais, o CTM fica à disposição para eventuais esclarecimentos à população ou a qualquer demandante institucional.
O Grande Recife reforça que busca cumprir todos os preceitos da Administração Pública em todos os seus atos, tendo convicção de que este processo foi conduzido com respeito às regras de convocação e transparência.
A Secretaria de Mobilidade e Infraestrutura reitera o compromisso com a idoneidade e respeito da importância da participação popular no Conselho Superior de Transporte Metropolitano. Quanto aos nomes citados na reportagem, Jean Pierre de Lima Moraes se encontra como cargo comissionado da Semobi, datado mais de um ano e meio da realização da última reunião conselho realizado no último dia 15/01/2026. Tendo total independência do seu trabalho no CSTM, teve inclusive votos contrários em reuniões anteriores e de abstenção em medidas apresentadas pela presidência desse conselho na última semana.
Há de reforçar também que outros membros do CSTM possuem vínculos com gestões municipais. Não há qualquer impedimento legal para tal exercício.
Quanto a Leandra Cristina da Silva, não há qualquer relação com esta secretaria.
Em Olinda, município do Grande Recife, manifestantes realizam, no início da tarde desta quinta-feira, 22 de janeiro, um protesto nas imediações do 7° RO. Os manifestantes alegam que um homem, inicialmente identificado como Rodrigo, teria sido baleado, supostamente, por policiais militares, sendo o motivo causador do ato. As informações são do Portal de Prefeitura.
Os protestantes afirmam também, pelas redes sociais, que Rodrigo foi encaminhado ao Hospital da Restauração (HR) e segue custodiado.
O Portal de Prefeitura pediu, à Polícia Militar de Pernambuco (PMPE), um posicionamento sobre o caso. Até última atualização, uma equipe do Corpo de Bombeiros Militar (CBMPE) havia sido designada para o local, que conteve as chamas.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva comemorou, através das redes sociais, as indicações que o Brasil recebeu ao Oscar 2026 nesta quinta-feira (22). Em uma das publicações ele disse que o ator Wagner Moura, indicado a categoria de Melhor Ator, “tem o molho e tem talento”.
O filme brasileiro “O Agente Secreto” foi indicado às principais categorias do Oscar: Melhor Filme, Melhor Filme Internacional, Melhor Ator para Wagner Moura e Melhor Elenco.
“Wagner Moura tem o molho, tem talento de sobra, já levou o Globo de Ouro de melhor ator em filme drama e agora pode vir o Oscar de melhor ator”, escreveu Lula. As informações são da CNN.
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Sobre a indicação de Melhor Filme, o chefe do Executivo brasileiro declarou que “estar entre os melhores do mundo já é uma vitória da nossa cultura, do nosso talento e da nossa capacidade de contar histórias que atravessam fronteiras”.
Ao vibrar pela indicação de O Agente Secreto ao Oscar de Melhor Filme Internacional, o petista escreveu que “quando cultura brasileira é valorizada, o Brasil volta a ser protagonista no cenário internacional”.
O diretor de fotografia brasileiro Adolpho Veloso também foi indicado ao Oscar por Melhor Fotografia no filme “Sonhos de Trem”.
A cerimônia de entrega dos prêmios do Oscar 2026 será realizada em 15 de março de 2026, em Los Angeles, Estados Unidos, com exibição ao vivo pelo canal TNT e o serviço de streaming HBO Max, a partir das 20h (horário de Brasília).
“O Agente Secreto”
Ambientado no Recife de 1977, o título é um thriller político, que acompanha Marcelo, um professor que foge de um passado misterioso e volta ao Recife em busca de paz, mas logo percebe que a cidade está longe de ser o refúgio que procura.
A produção é estrelada por Wagner Moura (“Tropa de Elite”), Maria Fernanda Cândido (“Terra Nostra”), Gabriel Leone (“Dom”), Isabél Zuaa (“O Nó do Diabo”), Alice Carvalho (“Cangaço Novo”) e mais.
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Por Antonio Magalhães*
Quem apoiar uma chapa presidencial da direita encabeçada pelo governador Tarcísio de Freitas (SP), tendo como vice Michele Bolsonaro, vai garantir mais uma vitória de Lula para a Presidência da República, o “tetra” do lulismo. O bolsonarismo raiz vai perceber que houve chantagem contra Jair Bolsonaro, que indicou primeiramente Flávio para concorrer. E se mudou de opinião depois foi por pressão espúria de quem é contra o Brasil.
Os bolsonaristas entenderão que a mudança forçada foi uma forma da direita ser submetida ao “sistema”, sob a liderança aparente de Tarcísio, que tem como aliados banqueiros, a velha imprensa, o STF e um bando de oportunistas e traidores. Os votos orgânicos do ex-presidente desaparecerão para o terror de quem espera a submissão. Tente e verá.
Leia maisToda esta confusão é porque não ficou clara a negociação entre Michele, Tarcísio e Alexandre de Moraes (STF) para aliviar o rigor no cumprimento da pena do ex-presidente. Da sua cela em Brasília, Bolsonaro identificou o acerto para a ida ao presídio da Papudinha como uma armadilha contra Flávio e convocou Tarcísio à prisão para cobrar o apoio à pré-candidatura do filho. Na última hora da terça-feira (20), o governador desistiu do encontro que seria hoje de manhã (22) sem uma desculpa plausível.
Desta malfadada reunião na Suprema Corte, a jornalista do STF Daniela Lima (UOL) disse que o ministro Moraes achou Michele “suave na conversa e direta no objetivo do encontro”. Um suposto gesto de simpatia e humildade do algoz do marido da ex-primeira dama. No entanto, Moraes não quis correr o risco do rei inglês Ricardo III, na Idade Média, que ofereceu de joelhos sua espada à viúva Lady Anne para que ela cortasse sua cabeça por ter matado seu marido e sogro em batalha pelo reinado. Ao contrário da humildade, Ricardo III tentava mesmo seduzir a viúva. Mas Lady Anne resistiu à provocação e não decapitou aquele que oferecia simpatia com objetivo escuso. Tampouco Michele pensou nesta opção para Moraes, suponho.
O afastamento de Tarcísio está mais do que claro. Do ex-presidente ele só quer os votos e uma vice sem muito poder com o sobrenome Bolsonaro na chapa. O governador se orienta pela expressão que “para tudo permaneça como está, é preciso que tudo mude” do escritor italiano Giuseppe di Lampedusa em “O Leopardo”. A frase resume a estratégia da aristocracia siciliana na época da unificação italiana (Risorgimento): fazer concessões e adaptações superficiais às novas ideias liberais para manter o poder e os privilégios da elite, garantindo que, na prática, as estruturas de poder permanecessem as mesmas, um exemplo de conservadorismo disfarçado de mudança.
A ideia de que, para se manter no poder, é preciso que o “novo” apenas se reorganize por cima do “velho”, sem alterar as bases da hierarquia social vai de encontro aos preceitos e valores defendidos tanto pelo velho Bolsonaro, como pelo novo. No seu breve governo, 2019 a 2022, o ex-presidente enfrentou com sucesso uma pandemia global que desarrumou governos em todo o planeta. Teve que bater-se contra uma imprensa hostil, uma oposição ardilosa e um Judiciário intrometido e inconstitucional, reduziu impostos. Enfim, foi o governante antissistema, aquele que era visto como uma ameaça aos oportunistas de plantão. E, seu filho Flávio, tem condições políticas e de saúde para dar continuidade a este combate.
Por isso, acredita-se que nos próximos dias até 04 de abril, data da desincompatibilização dos governantes que querem concorrer a cargos diferentes do que ocupam, a maledicência chegará ao extremo com o propósito de inviabilizar a pré-candidatura de Flávio Bolsonaro. E não faltam em Brasília, para tanto, traições, falcatruas, falta de transparência governamental, muito gasto público e compra e venda de votos. Dentro deste quadro trágico, as fofocas políticas vão atingir o estágio de excelência em comentários maldosos, às vezes até verdadeiros. A ver. É isso.
*Jornalista
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