Gilson Machado Neto, único pernambucano no primeiro escalão do Governo Bolsonaro, como todo ministro, tem direito a segurança, carro oficial e outros penduricalhos inerentes ao cargo em viagens nacionais e internacionais. Homem simples, tocador de sanfona e acostumado aos altos e baixos da vida como produtor de coco em Alagoas, Gilson dificilmente recorre às logísticas oficiais.
Anda de táxi, Uber e avião de carreira. Recentemente, pousou em Aracaju e se deslocou de Uber até o local do evento. Entre uma conversa e outra, o motorista quis saber o que ele fazia. De pronto, respondeu: “Sou ministro. O motorista deu uma risada debochada e sapecou: “Ministro, porra nenhuma! Fale a verdade, meu senhor”.
E acrescentou: “Já viu ministro andar de Uber? ” Novamente, Gilson insistiu: “Acessse o Google com meu nome, Gilson Machado Neto, e comprove. O Governo Bolsonaro é assim mesmo”. “O senhor está de brincadeira”, retrucou o motorista.
Chegando ao local do evento, a restauração de uma igreja histórica, Gilson pagou a corrida e se despediu do Uber. Este, sem acreditar ainda que havia conduzido um ministro, foi assistir à cerimônia sem Gilson tomar conhecimento da sua presença. Quando estava saindo, Gilson se deparou com o motorista, que disse: “O senhor não estava debochando mesmo da minha cara. Agora, quero uma selfie”. E saiu feliz da vida.
O motorista é contador e faz bico de Uber para aumentar a renda da família em Aracaju. Gilson é dono da Brucelose, banda de forró, plantador de coco em Alagoas, onde tem também uma rádio, além de criador de gado em Tocantins. É dono também de uma pousada em Alagoas e de outra emissora de rádio em Gravatá. Tudo, diga-se de passagem, antes de ser ministro, resultado do que Eduardo Campos dizia: “Pegar no serviço”.
Gilson ralou a vida inteira para construir o patrimônio que tem hoje. Quando estourou nas paradas de sucesso, sendo uma das bandas mais requisitadas do País, Gilson ganhou o dinheiro suficiente para investir em gado, coco e hotelaria.
Mas nunca abriu mão do preceito pelo qual se inspira até hoje: o gado só cresce com o olho do dono. Na semana passada, um motorista que levava uma carrada de coco da fazenda de Gilson para a Ceasa passou mal. Avisado, o ministro foi ao local e ele mesmo dirigiu o caminhão até o Ceasa.
Os receptores da carga tomaram um susto quando o ministro desceu e entregou a carga.
Há sempre algo de Shakespeare para ilustrar qualquer fato político. Nas suas peças, o bardo inglês parece ter conseguido prever toda intriga possível. No caso da treta envolvendo a família Bolsonaro, é obrigatório, como já ensaiamos na coluna do fim de semana, não lembrar de Rei Lear. O rei personagem da tragédia de Shakespeare tem três filhas.
O capitão da reserva (se o Superior Tribunal Militar assim o permitir) tem quatro filhos na política e uma esposa. Em um processo de loucura, Rei Lear vê suas filhas o traírem pela sucessão de seu trono. Vai parar debaixo de uma tempestade, acompanhado somente do Bobo da Corte e de um duque seu aliado. Transferida a peça para uma casa em um condomínio do Jardim Botânico, feita de prisão domiciliar, Bolsonaro também parece estar perdendo o controle sobre seu espólio, disputado de forma violenta.
Bolsonaro está à base de fortes medicamentos, que têm, de acordo com sua própria defesa, efeitos psicotrópicos. Será que poderia dizer como o Rei Lear: “Como é mais doloroso que a mordida de uma serpente ter um filho ingrato!”? Nos vídeos que gravou, Michelle diz isso, ao afirmar que as tratativas de aliança com Ciro Gomes (PSDB) no Ceará contrariariam as orientações do ex-presidente. Por outro lado, é esse o ataque feito à própria Michelle. Ela é que estaria agindo à revelia dele.
Na ala bolsonarista ligada aos filhos, os vídeos de Michelle estão sendo interpretados como uma forte demonstração de que ela está no jogo pelo espólio de Bolsonaro. E que, no caso, o que menos interessaria a ela era ver seu enteado, Flávio Bolsonaro, eleito agora presidente. Eleito, ele naturalmente será candidato à reeleição. Derrotado, abre espaço para o surgimento de outras lideranças de direita. Entre elas, Michelle. Mas não apenas ela. Há um número grande de políticos conservadores de olho num bolsonarismo sem Bolsonaro.
Fora do clã Bolsonaro, o desenrolar da querela é também acompanhada com atenção. Porque na fila do espólio há muita gente que não pertence à família. O veto ao governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos) como candidato, já estava ligado a isso. Significaria a ascensão de um nome da direita independente do comando de Jair Bolsonaro.
De acordo com pessoas que acompanham toda a novela de perto, engana-se quem acha que Michelle teve aval de Bolsonaro para gravar os vídeos. Não teve, segundo apurou o Correio Político. Na verdade, todos os movimentos feitos por Bolsonaro foram no sentido contrário. Ele tratou de ungir seu filho Flávio como candidato para evitar a ascensão dela.
Crescia na ocasião a hipótese de Michelle vir a ser a vice de Tarcísio de Freitas. Ao mesmo tempo, o PL tinha pesquisas internas que mostravam a própria Michelle como o melhor nome com o sobrenome Bolsonaro para a disputa. Por essa razão, ela era a preferida do presidente do PL, Valdemar Costa Neto, para a candidatura presidencial.
O que, porém, também não quer dizer que Valdemar tenha dado aval a Michelle para gravar os vídeos. Ele também não sabia deles. Valdemar ficou sabendo dos vídeos de dentro do estádio Miami Giants, nos Estados Unidos, onde assistiria ao jogo entre o Brasil e a Escócia pela Copa do Mundo. A partir daí, deve ter curtido menos os três gols.
No dia seguinte, Valdemar resolveu voltar para o Brasil. Tentará reunir Flávio e Michelle para apagar o incêndio provocado pela esposa de Bolsonaro. Viu-se obrigado a entrar em um processo do qual – já contamos isso aqui no Correio Político – estava afastado. O presidente do PL tinha optado a sair do controle da campanha presidencial.
Ainda no aeroporto, Valdemar foi alcançado por repórteres. E não teve como reduzir o tamanho do incêndio provocado por Michelle. Admitiu que o caso é “sério”. E que pode ter um grande potencial de estrago. Disse Valdemar que, desunida, a direita acaba correndo o risco de perder as eleições presidenciais. O adversário não é um amador.
De novo, a essa altura, há quem outra vez espere a unção do Rei Lear exilado em um condomínio. Um posicionamento dele sobre a questão central colocada – a aliança ou não com Ciro Gomes no Ceará – esclareceria quem está ali traindo quem. Resolverá? Ou, de novo, ficaremos em outra frase de Rei Lear: “Do nada, nada pode vir”?
Levantamento da Nexus, divulgado hoje, mostra que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) estão tecnicamente empatados em uma eventual disputa de 2º turno, considerada a margem de erro de 2 pontos percentuais. No cenário testado, o petista registra 47% das intenções de votos, enquanto o congressista aparece com 44%.
A pesquisa também simulou disputas de 2º turno entre Lula e Romeu Zema (Novo), Ronaldo Caiado (PSD) e Renan Santos (Missão). As informações são do portal Poder360.
A pesquisa entrevistou 2.009 pessoas de 26 a 28 de junho de 2026. A margem de erro é 2 pontos percentuais, para mais ou para menos. O grau de confiança do levantamento é de 95%. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-08521/2026. O estudo custou R$ 164.888,89. Foi pago pelo Banco BTG Pactual S.A.
A pesquisa também fez 2 cenários de 1º turno. Lula pontua 42% em ambos. Flávio vai de 34% a 35%.
As entrevistas foram realizadas após a divulgação da operação da Polícia Federal sobre o Banco Master contra Jaques Wagner (PT-BA), que deixou a liderança do Governo no Senado, e o vídeo de Michelle Bolsonaro com críticas ao senador Flávio Bolsonaro.
Diante das fortes chuvas que atingiram a Zona da Mata Norte de Pernambuco, neste final de semana, os deputados federais Eduardo da Fonte (PP/UP) e Lula da Fonte (PP/UP) encaminharam ofícios à Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil, ao Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional e ao Governo de Pernambuco solicitando, em caráter de urgência, o envio de equipes de socorro, busca e resgate aos municípios afetados pelos alagamentos e pelo transbordamento de rios na região.
Nos documentos, os parlamentares destacam a gravidade da situação enfrentada por cidades como São Vicente Férrer, Macaparana, Timbaúba, Aliança, Goiana, São Benedito do Sul e outros municípios da Mata Norte, ressaltando a necessidade de uma atuação integrada entre os governos federal, estadual e municipal para garantir assistência às famílias atingidas, monitoramento permanente das áreas de risco, adoção de medidas preventivas, evacuação de locais vulneráveis e acolhimento da população afetada.
Como medida estrutural para fortalecer a resposta do país a eventos climáticos extremos, os deputados também reforçam a importância da aprovação do Projeto de Lei Complementar nº 80/2022, de autoria de Eduardo da Fonte, que cria a Força Nacional de Defesa Civil e impede o contingenciamento de recursos federais destinados às ações de prevenção, socorro, recuperação e assistência às populações atingidas por desastres naturais.
A proposta busca garantir uma atuação permanente e coordenada da União em apoio aos estados e municípios, ampliando a capacidade de resposta diante de situações de emergência.
MONTANHAS DA JAQUEIRA – Um cara foi ao banheiro e sujou, sem perceber, o bigode com nitroglicerina de coliforme. O dia estava radiante e ele dizia com seus bigodes: Hei de vencer. Saiu do banheiro e foi para o quarto. Ao respirar sentiu o fedor. Foi para a sala. Mais fedor ainda. Circulou pela casa. Respirou na varanda a plenos pulmões. A catinga persistia e ele proclamou, alto e bom som, ao sentir tanta fedentina: “É o mundo todo”.
Ele dizia: My name is Dany, Dany Vulcão. Dany contraiu a síndrome do vulcão mafioso Vesúvio. Ao entrar em erupção, Dany expelia larvas fedorentas. As pessoas desmaiavam no meio da rua quando sentiam a fragrância fedorenta de nitroglicerina de coliformes. Nos palácios que frequentava Dany exalava essências monetárias que seduziam os marajás da República.
O entorno do vulcão fedorento, perfumado com essências monetizadas, formava a guarda pretoriana da impunidade.
Num lindo dia, de braços dados com um lobista, Dany visitou o palácio de um aiatolá. Ô de casa! Entra, Dany Vulcão, você não precisa pedir licença para entrar neste palácio, respondeu o aiatolá, como se o bicho fedorento fosse a Irene preta, Irene boa, Irene sempre de bom humor do poeta Manuel Bandeira, estrela da vida inteira.
Eu perguntei ao vulcão mafioso: a seleção canarinha será campeã mundial de football? Ele respondeu: É fácil conquistar a copa do mundo, basta seguir a Lei Garrincha e combinar com as seleções do Canadá, Estados Unidos, México, Argentina, Colômbia, Uruguai, Alemanha, Áustria, Bélgica, Croácia, Espanha, França, Holanda, Inglaterra, Portugal, Cazaquistão, Escócia, Suécia, Suíça, Coreia do Sul, a SAF do Santa Cruz e o Treze de Campina Grande.
Este ano o Brazil será campeão mundial da corrupção. A taça é nossa e ninguém tasca.
Eu, torcedor apaixonado, acho que o capitão do time latino-americano, Marco Rubio, deveria convocar os jogadores Tostão, Rivelino, Nelson Rodrigues, Roberto Carlos, Roberto Magalhães, Roberto Marinho, Antônio Conselheiro, Javier Milei, Vargas Llosa, meu ídolo Michael Jackson do Pandeiro, Corisco e este papaizinho. Assim, nosso escrete pós-revolucionário seria imbatível e poderia libertar o povo cubano da escravidão comunista. Cuba libre!
A holding da multinacional General Motors no BR investe, a médio prazo, a ninharia de 10,5 bilhões para modernizar suas fábricas na produção de automóveis elétricos e híbridos. Ninharia, sim. A longa manus do gângster vulcânico movimentou, no curto prazo, um montante de 50 bilhões a 60 bilhões do sistema financeiro. A sociedade brasileira irá pagar a conta. O gângster chamado Careca do INSS torturou mais de 9 milhões de aposentados e pensionistas.
Cada vez que você vir um indigente de rua, lembre-se que isto é efeito colateral da corrupção. Meu guru Nelson Rodrigues profetizou que subdesenvolvimento não se improvisa, é herança maldita.
A guarda pretoriana dos gângsters trabalha a plenos vapores, vapores malignos, para salvar a pele, as tripas e os tutanos dos responsáveis pelo maior escândalo de corrupção da história da República.
A Federação Progressista em Pernambuco bate, hoje, o martelo e acaba com o mistério. Pela maioria dos que têm direito a voto na reunião da sua cúpula, convocada para logo mais dar o desfecho na escolha do nome que concorrerá ao Senado na chapa da governadora Raquel Lyra (PSD), o escolhido será o presidente do colegiado, Eduardo da Fonte.
Dudu, como é mais conhecido, preside a Federação no Estado por delegação da direção nacional, leia-se os presidentes do PP e UB, respectivamente Ciro Nogueira e Antônio Rueda. Como tal, entra na disputa favorito contra o ex-prefeito de Petrolina, Miguel Coelho, que só tem três votos — o dele e os dos irmãos Fernando Filho, deputado federal, e Antônio Coelho, deputado estadual.
Diante disso, a pergunta natural que se ouve nos bastidores diz respeito ao destino que a governadora dará a Miguel, que sonha acordado com o Senado. Ele chegou a circular por Brasília para sondar junto a cúpula do União Brasil, partido que dirige no Estado, se poderia entrar na disputa com uma candidatura avulsa, ou seja, independente, sem a anuência da federação.
Mas isso está completamente fora de cogitação, porque quando dois partidos ou mais se unem numa federação, na prática viram apenas uma legenda, perdendo a autonomia para decisões que extrapolem as regras pelas quais a federação foi construída e formalmente reconhecida pela justiça eleitoral.
Miguel, portanto, terá que se curvar ao poder decisório da federação e apoiar automaticamente o nome de Dudu para o Senado. Quanto a Raquel, que tem pela frente esse abacaxi para descascar, será obrigada a acomodar o grupo Coelho na chapa, oferecendo a vaga de vice para o deputado estadual Antônio Coelho, o que implica em sacrificar Priscila Krause, atual ocupante do cargo.
VAI ACEITAR? – Miguel Coelho tem reiterado que não aceita a oferta da vice na composição da chapa de Raquel. Quando estava do outro lado do balcão, aliado ao pré-candidato a governador pela oposição, João Campos (PSB), o ex-prefeito de Petrolina repetiu por diversas vezes a mesma ladainha, de que estava pleiteando o Senado e não a vice. Resta agora, depois da reunião da federação hoje, se mudará de opinião ou apoiará a reeleição da governadora sem ninguém do seu grupo na chapa.
O que será de Priscila? – Se os Coelho aceitarem entrar na chapa de Raquel indicando o vice, só restará a Priscila Krause disputar uma vaga na Câmara dos Deputados ou Assembleia Legislativa. Herdeira política do ex-governador Gustavo Krause, Priscila anda ainda carregando outro problemão: a entrada da Polícia Federal no caso da destinação de R$ 108 milhões a um hospital da família do marido dela em Garanhuns. A Polícia Federal encaminhou ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) um pedido de autorização para investigar Priscila Krause. As apurações da corporação policial giram em torno do uso dos repasses federais ao hospital que tem como sócio o marido da vice-governadora, Jorge Branco.
O caso – A Casa de Saúde e Maternidade Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, em Garanhuns, da qual é sócio o empresário Jorge Noronha Branco Neto, marido da vice-governadora de Pernambuco, Priscila Krause (PSD), recebeu mais de R$ 108,8 milhões em recursos públicos entre 2023 e 2026, durante a gestão de Raquel Lyra (PSD). Os valores constam em registros do Portal da Transparência de Pernambuco. Segundo os dados levantados, do total, mais de R$ 78,4 milhões tiveram origem em recursos federais transferidos ao Estado para financiamento de ações de saúde, incluindo verbas do SUS, e complementação do piso da enfermagem.
Caiu um dilúvio – As fortes chuvas que caíram na Zona da Mara deixaram pelo menos sete cidades da região em alerta em função da cota de alerta ou inundação de rios. Os Rios Sirigi, Capibaribe Mirim e Tracunhaém tiveram uma alta nos níveis de água. As cidades listadas sob risco de transbordamento do Tracunhaém são Nazaré da Mata, Itaquitinga e Goiana, na Mata Norte, enquanto o Duas Unas ameaça a cidade de Jaboatão dos Guararapes, no Grande Recife. Imagens fortes postadas neste blog, no fim de semana, mostraram alagamentos nas cidades afetadas pelas inundações.
A dona do cofre? – Em meio a uma contenda pública com a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, o senador Flávio Bolsonaro publicou em suas redes sociais, um vídeo com uma entrevista de Daniella Marques, ex-presidente da CEF, que passou a se envolver na campanha dele. Ligada ao ex-ministro da Economia, Paulo Guedes, Daniella é uma aposta de parte do mercado e dos aliados de Flávio para assumir o Ministério da Fazenda (ou uma superpasta da Economia, como a do ex-ministro) em caso de vitória do senador sobre Lula, embora alguns integrantes da pré-campanha rechacem a ideia de que ela possa ser um novo “Posto Ipiranga”.
CURTAS
PREPARADA – Formada em Administração pela PUC-Rio, com MBA em Finanças do Ibmec, Daniella tem duas décadas de carreira no setor financeiro. Na Faria Lima, é vista como competente e preparada. Quem a viu atuar em Brasília destaca a capacidade de coordenação.
FAVORITO – Falta muito chão ainda, tem muita campanha pela frente e viradas podem acontecer. Mas as últimas pesquisas e o mais recente tropeço de Flávio Bolsonaro — a novela mexicana encenada por ele e sua madrasta — levaram a turma do topo da Faria Lima a começar a ver Lula como o favorito para vencer em outubro.
ENGASGADO – Líder do Avante na Câmara dos Deputados, o deputado Waldemar de Oliveira, o Dema, irmão do presidente estadual da legenda, Sebastião Oliveira, agora conhecido como “Sebá Rossi”, pela banda cover de Reginaldo Rossi, ainda não engoliu a intervenção de Raquel em Custódia, que garfou o apoio do grupo que está no poder para transferir a outro deputado, o que representa 10 mil votos a menos para Dema em busca da reeleição.
Perguntar não ofende: Miguel vai aceitar o resultado de hoje da “convenção” da federação em favor de Dudu da Fonte?
Após ser chamado de “ladrão” pelo prefeito de Surubim (PE), Cleber Chaparral (União-PE), Gusttavo Lima afirmou que as declarações são “pesadas” e “injustas”, disse que ninguém escolhe ficar doente e revelou que o cachê referente ao show cancelado já foi devolvido à prefeitura.
Em conversa com o Metrópoles, o sertanejo afirmou ainda que integrantes de sua banda e equipe foram impedidos de deixar o local após o cancelamento da apresentação. Segundo Gusttavo, os profissionais só deixaram a cidade horas depois.
“O cachê já foi devolvido. Ainda fizeram cárcere privado com a nossa banda e equipe. Estão saindo de lá agora. Isso é crime.”
O cantor cancelou o show que faria na cidade, nesse sábado (27/6), após sofrer uma intoxicação alimentar. Segundo ele, os sintomas começaram dias antes, durante a sequência de apresentações do São João. Mesmo debilitado, Gusttavo ainda subiu ao palco na sexta-feira (26/6), em Maracanaú (CE), na região metropolitana de Fortaleza.
“Nunca cancelei um show na minha vida por motivo assim. Foram 10 shows seguidos, apresentações de duas horas, só eu no palco. Da quarta para quinta-feira comecei a passar mal. Quando cheguei a Fortaleza já estava cansado, com os olhos marejados e sem apetite. Acho que foi uma virose.”
O artista ressaltou que a decisão de não subir ao palco foi tomada por responsabilidade e afirmou que jamais deixaria de faltar a um compromisso por vontade própria.
“Independentemente do valor do contrato ou do dinheiro, doença tem que ser tratada com responsabilidade acima de tudo. Chamar alguém de ladrão por adoecer é pesado, é injusto. Ninguém escolhe ficar doente.”
Cantor vai tomar medidas contra o prefeito
O sertanejo afirmou que pretende adotar medidas contra Cleber Chaparral e disse que as acusações feitas pelo prefeito ignoram sua trajetória e o trabalho social que desenvolve.
“As palavras ferem, destroem reputações. Todo mundo conhece o meu compromisso. Eu acho que já fiz mais pelo povo do que esse prefeito. Todo mundo conhece minha luta, minha preocupação com as pessoas e meu trabalho beneficente. Meus dois cachês de Barretos vão para o Hospital do Câncer. A gente faz um trabalho muito sério para alguém te ferir desse jeito. Está faltando empatia.”
A plenária do Chega Junto Pernambuco em Palmares, neste domingo (28), foi marcada pelo lançamento de propostas para o desenvolvimento e geração de empregos na Mata Sul. Durante o evento, o pré-candidato João Campos (PSB) declarou que, ainda no primeiro mês como governador, trabalhará pela expansão da área de influência de Suape para gerar investimentos em outros distritos industriais da região. O ex-prefeito do Recife também defendeu que uma nova frente de trabalho da Transnordestina seja iniciada no sentido Litoral-Sertão, antecipando impactos positivos da ferrovia no entorno do porto.
“A gente vai criar um plano de desenvolvimento para a Mata Sul. Sabe uma coisa que eu vou fazer no primeiro mês de governo? Eu vou mandar uma lei para a Assembleia Legislativa para que a gente possa aumentar o território de Suape. Hoje o território de Suape não chega até aqui. Eu vou mudar a composição de gestão portuária de Suape para que a gente possa expandir para toda a Mata Sul o território de Suape, para trazer indústria para cá. Vou procurar todos os prefeitos da Mata Sul. Onde tiver um distrito industrial na Mata Sul de Pernambuco, eu vou propor que o Porto de Suape administre em parceria esses distritos industriais das cidades da Mata Sul, para que traga indústria para cá”, anunciou.
João Campos também voltou a defender que o Governo de Pernambuco assuma a obra e a condução do processo de concessão da futura operação da Transnordestina, proposta que pretende apresentar ao presidente Lula (PT), na condição de governador, para destravar a implantação do empreendimento. Durante a plenária em Palmares, porém, o pré-candidato afirmou que trabalharia para que uma nova frente de construção da ferrovia seja instalada perto de Suape, para garantir que os trilhos também avancem a partir do litoral em paralelo à retomada do trecho já iniciado no Sertão.
“Eu já fiz um compromisso de que, a partir do ano que vem, nós vamos pedir ao presidente Lula que a Transnordestina passe a ser de responsabilidade do Governo do Estado. E eu vou falar uma coisa que talvez ninguém nunca tenha falado para vocês. É preciso ter duas frentes: a do Sertão para o litoral e, simultaneamente, a do Porto de Suape para o Sertão, para chegar à Mata Sul e trazer com ela as indústrias e um novo modelo de desenvolvimento. O que me motiva é que eu não estou aqui para fazer mais do mesmo ou para fazer coisa pequena. Eu estou botando meu nome à disposição de Pernambuco para fazer a melhor gestão que o nosso estado pode ter”, disse.
Durante o evento, João Campos ouviu prefeitos, deputados e outras lideranças com atuação política na Mata Sul e reforçou o caráter participativo do futuro plano de governo que pretende apresentar no período eleitoral. “Pernambuco pode ser muito maior do que está sendo. A Mata Sul pode ter muito mais do que está tendo”, complementou.
O poeta e repentista Rogério Menezes divulgou, em vídeo, repente recitado durante participação nas comemorações pelos 127 anos de emancipação política de Altinho, no Agreste, neste domingo (28). Em exclusividade ao blog, ele revelou três estrofes em decassílabo feitas em homenagem ao pré-candidato ao Governo de Pernambuco João Campos (PSB), que esteve hoje no município.
“Vejo o povo de Altinho no caminho de união, de trabalho e de progresso, é por isso que o povo tem sucesso e colhe muito mais flor do que espinho. Parabéns ao povo de Altinho pela festa de emancipação e muito mais parabéns outros lhe dão, vendo o povo tão firme e tão unido que já foi acertado e decidido que esse ano em Altinho só dá João. Sei que a Copa para nós está pesada, apesar do Brasil estar bem também, mas na Copa do Voto estamos bem, João e Lula não perdem uma jogada”, recitou o repentista.
Pré-candidato a governador da Federação PSOL/Rede, o jornalista e ex-vereador Ivan Moraes foi às redes na última sexta-feira (26) para cobrar da governadora Raquel Lyra (PSD) o andamento do Programa Sertão Vivo. O investimento é da ordem de R$ 300 milhões. O projeto ainda não foi executado, apesar de ter sido anunciado em junho de 2024. O Programa é uma iniciativa do governo federal que contemplou diferentes estados do Nordeste. Pernambuco foi contemplado a partir do Projeto Raízes Resilientes.
“São dois anos que a governadora Raquel Lyra lançou no estado, com muita pompa e circunstância, o Programa Sertão Vivo. Crise hídrica bombando, el niño virando a esquina. Raquel Lyra, já são dois anos pra assinar um convênio e trazer 300 milhões pra Pernambuco, pro semiárido, pra 55 municípios. Cadê aquele negócio todo de que sabe fazer gestão?”, alertou Ivan Moraes.
Outros estados, como Bahia, Sergipe, Paraíba e Ceará, estiveram presentes em Recife, em dezembro de 2025, para a última oficina de planejamento antes da execução do Programa Sertão Vivo. Pernambuco não participou da oficina, apesar de ter sido realizada no próprio estado.
O projeto Raízes Resilientes tem como objetivo assegurar financiamento de roçados e quintais produtivos; apoiar a construção de uma rede de agricultores; promover o empreendedorismo local para produtos e serviços que apoiam a agricultura familiar; financiar cisternas, açudes e bacias de armazenamento de água subterrânea para irrigação de pequenas áreas de terra; e financiar sistemas de tratamento e reutilização de águas residuais domésticas.
Duas semanas depois de a Folha de S.Paulo revelar que a governadora Raquel Teixeira Lyra (PSD) utilizou como transporte para fazer política uma aeronave adquirida pelo Governo de Pernambuco para o atendimento aeromédico no Estado, um vídeo feito neste domingo (28) mostra a chefe do Executivo embarcando novamente no King Air 260. A aeronave, matrícula PS-GEP, foi usada para a governadora cumprir agendas administrativa e política em Serra Talhada. Por ela e alguns integrantes da sua pré-campanha.
A aeronave foi comprada por R$ 64,3 milhões e apresentada à população como uma UTI aérea destinada ao transporte de pacientes, equipes médicas e órgãos para transplantes. Porém, vem sendo usada como transporte VIP pela governadora e auxiliares.
As imagens registram não apenas o embarque da governadora, mas também de integrantes de sua comitiva. Entre eles está André Teixeira, primo de Raquel Lyra, apontado nos bastidores como provável coordenador de sua campanha à reeleição. André deixou, em abril, o comando da Secretaria de Mobilidade e Infraestrutura por ser cotado para disputar uma vaga na Câmara dos Deputados.
Em Serra Talhada, Raquel participou do anúncio do apoio do ex-prefeito do município Carlos Evandro ao seu projeto de reeleição e inaugurou duas creches.
A reportagem da Folha de São Paulo mostrou que, ainda em dezembro de 2025, poucos dias após a entrega do avião, o kit aeromédico foi retirado temporariamente para que a aeronave transportasse a governadora a Brasília, onde ela participou de compromissos institucionais e reuniões políticas, incluindo encontros com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e com o presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab. Na mesma ocasião, o Governo de Pernambuco precisou contratar a empresa Easy Táxi Aéreo para realizar uma remoção de paciente e uma operação de captação de órgãos para transplante, ao custo de aproximadamente R$ 100 mil. Posteriormente, em maio deste ano, a aeronave voltou a ser utilizada em deslocamentos da governadora para agendas no Agreste, em Brasília e em São Paulo.
Documentos obtidos pela Folha também mostram que o Centro Integrado de Operações Aéreas determinou a retirada dos equipamentos médicos e a preparação da aeronave para “transporte VIP”, expressão utilizada em despacho oficial. Embora a licitação previsse um modelo “multimissão”, incluindo transporte de autoridades, o próprio Governo de Pernambuco divulgou, quando recebeu a aeronave, que seu principal objetivo era fortalecer o atendimento aeromédico e reduzir o tempo de resposta em missões de salvamento.
Versão do Governo de Pernambuco
Em resposta à reportagem da Folha, o Governo de Pernambuco afirmou que as aeronaves oficiais são utilizadas exclusivamente em missões institucionais de interesse público, que a retirada do kit médico é temporária quando não há missões de saúde e que os deslocamentos da governadora ocorrem, em sua maioria, por voos comerciais. O Executivo estadual também sustenta que o uso da aeronave não provocou prejuízo às operações de saúde e segurança pública.
A governadora Raquel Lyra (PSD) acusou, na manhã da última sexta-feira (26), os adversários de quererem atrapalhar a relação institucional dela com o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Em discurso na sede do Instituto Agronômico de Pernambuco (IPA), onde entregou máquinas e lançou um programa de cisternas para a agricultura familiar, Raquel relembrou que, desde os primeiros dias da administração, buscou realizar ações conjuntas com o presidente da República.
“Tem muita gente que vai bater em todo o canto querendo nos dividir pelas cores: ‘você é vermelho, eu sou branca, você é roxo, eu sou amarelo’. A gente não vai aceitar essa divisão. Querem dividir a gente do governo federal, e isso não vai acontecer. Sou grata ao presidente Lula, que demonstrou (em) todos os momentos que está aqui para cuidar do seu povo, como nós”, declarou.
Candidata natural à reeleição, Raquel Lyra tem evitado revelar se defenderá um quarto mandato para Lula. Apesar disso, mantém relação próxima com ministros do governo e exalta, em quase todas as agendas, a relação institucional positiva, na visão dela, com o presidente da República.
O presidente da Assembleia Legislativa de Pernambuco, deputado Álvaro Porto (MDB), afirmou, neste domingo (28), em Palmares, na Mata Sul, que “quem conhece Raquel não vota em Raquel”. Em discurso feito durante reunião comandada pelo ex-prefeito do Recife e pré-candidato ao governo João Campos (PSB), Porto disse que a gestão da governadora e pré-candidata à reeleição, Raquel Lyra (PSD), é a pior já vista no estado.
“Em outubro vamos tirar o pior governo que já existiu em Pernambuco”, frisou, ao lado de Gabriel Porto (PSB), pré-candidato a deputado federal. Ressaltando que conhece a governadora, a quem apoiou na disputa eleitoral de 2022, o deputado salientou: “Por isso mesmo não voto e digo que me arrependo de ter feito campanha e pedido voto para ela”.
Para Porto, a gestão de Raquel tem como marca fazer anúncios e erguer tapumes sem obras. “É um governo que não entrega, que gastou R$ 7 bilhões para botar tapumes em todas as obras, mas que já está tirando porque não vai entregar”, assinalou. De acordo com o deputado, esta situação gera atraso para Pernambuco e não pode continuar. “Isto tem que mudar e a esperança de Pernambuco está aqui e é João Campos”.
As declarações foram feitas ao longo da plenária Chega Junto Pernambuco, atividade de escuta e diálogo que João Campos tem realizado em diferentes regiões do estado. Em Palmares, o encontro reuniu lideranças políticas e moradores do município e de outras cidades da Mata Sul.
Também estiveram presentes a pré-candidata ao Senado, ex-deputada Marília Arraes (PDT); o pré-candidato a vice-governador, Carlos Costa (Republicanos); e deputados estaduais e federais e prefeitos, a exemplo da gestora de Canhotinho, Sandra Paes (Republicanos).