Gilson Machado Neto, único pernambucano no primeiro escalão do Governo Bolsonaro, como todo ministro, tem direito a segurança, carro oficial e outros penduricalhos inerentes ao cargo em viagens nacionais e internacionais. Homem simples, tocador de sanfona e acostumado aos altos e baixos da vida como produtor de coco em Alagoas, Gilson dificilmente recorre às logísticas oficiais.
Anda de táxi, Uber e avião de carreira. Recentemente, pousou em Aracaju e se deslocou de Uber até o local do evento. Entre uma conversa e outra, o motorista quis saber o que ele fazia. De pronto, respondeu: “Sou ministro. O motorista deu uma risada debochada e sapecou: “Ministro, porra nenhuma! Fale a verdade, meu senhor”.
E acrescentou: “Já viu ministro andar de Uber? ” Novamente, Gilson insistiu: “Acessse o Google com meu nome, Gilson Machado Neto, e comprove. O Governo Bolsonaro é assim mesmo”. “O senhor está de brincadeira”, retrucou o motorista.
Chegando ao local do evento, a restauração de uma igreja histórica, Gilson pagou a corrida e se despediu do Uber. Este, sem acreditar ainda que havia conduzido um ministro, foi assistir à cerimônia sem Gilson tomar conhecimento da sua presença. Quando estava saindo, Gilson se deparou com o motorista, que disse: “O senhor não estava debochando mesmo da minha cara. Agora, quero uma selfie”. E saiu feliz da vida.
O motorista é contador e faz bico de Uber para aumentar a renda da família em Aracaju. Gilson é dono da Brucelose, banda de forró, plantador de coco em Alagoas, onde tem também uma rádio, além de criador de gado em Tocantins. É dono também de uma pousada em Alagoas e de outra emissora de rádio em Gravatá. Tudo, diga-se de passagem, antes de ser ministro, resultado do que Eduardo Campos dizia: “Pegar no serviço”.
Gilson ralou a vida inteira para construir o patrimônio que tem hoje. Quando estourou nas paradas de sucesso, sendo uma das bandas mais requisitadas do País, Gilson ganhou o dinheiro suficiente para investir em gado, coco e hotelaria.
Mas nunca abriu mão do preceito pelo qual se inspira até hoje: o gado só cresce com o olho do dono. Na semana passada, um motorista que levava uma carrada de coco da fazenda de Gilson para a Ceasa passou mal. Avisado, o ministro foi ao local e ele mesmo dirigiu o caminhão até o Ceasa.
Os receptores da carga tomaram um susto quando o ministro desceu e entregou a carga.
Não há nada melhor para aliviar o estresse diário do que ir a um bom restaurante. Na Itália e na França, as refeições são rituais de várias horas, onde a pressa é uma ofensa ao chef. O foco está na conversa, no vinho e na valorização dos ingredientes locais.
Na Espanha, a cultura do tapeo (ir de bar em bar comer tapas) prioriza a alta socialização em movimento. No Brasil, conheço restaurantes que vão muito além da comida, que funcionam como verdadeiros patrimônios vivos, preservando memórias, arquitetura e tradições ao longo dos anos. O Leite, no Recife, que bato ponto quando estou na cidade, é um deles.
Considerado o restaurante mais antigo em funcionamento contínuo no Brasil, o Leite foi fundado em 1882, ainda durante o Período Imperial e sob o reinado de D. Pedro II, no bairro de Santo Antônio, no Centro do Recife.
Diferentemente do Leite, o Piantella, em Brasília, point dos políticos e da imprensa nacional, não resistiu a uma forte crise financeira e fechou suas portas por um período em 2016, sendo depois reaberto por um curto período, fechando definitivamente em 2020, na crise da pandemia.
Frente do Piantella, um dos principais pontos de encontro dos políticos em Brasília
Uma pena! Até hoje sinto saudade. Quantas vezes saí de lá com notícias que viraram manchetes no dia seguinte. O Piantella foi um dos principais pontos de encontro dos políticos em Brasília. No restaurante, foram acertados detalhes da Anistia, das Diretas Já, da Constituinte e da cassação de Collor.
“Aqui, governo e oposição sentam à mesma mesa”, era o slogan do Piantella. Ainda guardo na memória uma imagem de duas taças de champanhe, ladeadas por um prato virado para cima e outro para baixo, como se fosse o Congresso Nacional, exposto num dos ambientes da casa.
Não havia uma noite sequer que a nata da política brasileira não fosse bater o ponto no Piantella, que era de dois sócios: Kakai, advogado famoso na corte, e Marco Aurélio Costa, seu fundador, em 1974. Suas mesas abrigaram conversas, brigas e conchavos fundamentais para a composição da atual democracia brasileira.
“Tudo começou com o pessoal do MDB”, relembra Marco Aurélio. Mineiro de Teófilo Otoni, o fundador da casa costumava receber os amigos sentado na cabeceira da “Mesa do Velho”, à frente de um quadro de Ulysses Guimarães. Era lá que se reunia o Clube do Poire (nome de uma aguardente de pera usada como digestivo pelo Senhor Diretas), formado pelos parlamentares de oposição ao regime militar.
Do outro lado, os deputados da Arena também tinham seu quartel-general, o restaurante GAF, que tomou o mesmo rumo da ditadura e desapareceu. Já o Piantella foi se moldando às mudanças históricas, tendo o Dr. Ulysses como bandeira.
A sala utilizada pelo ex-presidente da Câmara, que morreu em um acidente aéreo em 1992, ficava em um ambiente reservado na parte de cima do restaurante, onde cabiam de 20 a 25 pessoas.
Recortes de jornal, fotos e algumas relíquias, como um cheque assinado por Ulysses para pagar uma conta quando assumiu provisoriamente a Presidência em 1985, compunham uma espécie de minimuseu em homenagem ao “Velho”. Ulysses fez muitas reuniões no restaurante.
Fotos históricas e salão principal do restaurante Piantella
Primeiro, deixava todo mundo falar, bem à vontade. Depois, chegava aonde queria. Ser aceito membro do clube muitas vezes era mais importante do que ter um cargo no governo. Foi no restaurante que as principais lideranças da Câmara realizaram o último encontro antes da votação do impeachment.
Durante o jantar, Ulysses fez questão de se sentar ao lado do líder do governo, Luis Eduardo Magalhães (PFL-BA). Era um sinal de que nada estava sendo feito pelas costas. Luís Eduardo, que morreu em 1998, aos 43 anos, também foi um dos grandes frequentadores da casa.
Ao lado de sua mesa favorita, no espaço comum, havia uma placa em homenagem a ele, dizendo que naquele local Luís Eduardo “pensava o Brasil”. Ainda sobre o ex-deputado e seu pai, o ex-senador Antônio Carlos Magalhães (PFL-BA), morto em 2007, há muitas histórias, mas uma sintetiza o que o Piantella representava no ideário político de Brasília.
No fim dos anos 1990, ACM e o ex-presidente Michel Temer (PMDB) costuravam um acordo para que os dois assumissem as presidências do Senado e da Câmara, respectivamente. Certa vez, Temer ligou para Luís Eduardo para marcar um encontro. Quando eles se falaram, descobriram que ambos estavam no Piantella, em ambientes diferentes. Ao final do jantar, o trato estava selado. ACM e Temer comandaram as duas Casas do Congresso de 1997 a 2001.
Um dos últimos episódios famosos de confraternização no Piantella ocorreu durante o julgamento do mensalão, em agosto de 2012. Recém-cassado devido a acusações de envolvimento com o bicheiro Carlinhos Cachoeira, o ex-senador Demóstenes Torres cantou para um grupo de advogados que trabalhava para réus do processo. Ele só estava se divertindo, nada demais, conforme chegou a brincar numa entrevista um dos donos do Piantela.
Além da deliciosa feijoada servida na casa, suas mesas foram palcos de importantes decisões tomadas por políticos, já que o local sempre foi ponto de encontro dos governantes. Ulysses Guimarães, um dos padrinhos do restaurante, foi homenageado com uma mesa destinada a jantares reservados, dentro da adega climatizada para 10 mil garrafas.
A cozinha da casa foi comandada por 26 anos pelo chef Geraldo Pinto Maciel e seus principais destaques eram a polenta com shiitake e shimeji frescos, sugestão de entrada; oferecendo como opção de prato principal o carré de cordeiro com risoto trufado. O risoto de salmão com queijo mascarpone e caviar eram os pratos principais, além do filé de linguado com ninho de legumes, que trazia o peixe grelhado servido sobre palmito, cenoura e alho-poró refogados, coberto por um molho de limão-siciliano, lima-da-pérsia e pimenta-rosa.
Outro aspecto interessante do restaurante era sua carta de vinhos, que lista 1.500 rótulos. Entre goles de poire, destilado francês à base de pêra, Ulysses Guimarães articulou por lá a campanha pelas Diretas Já.
Ele costumava sentar-se em um canto mais reservado do restaurante. Mesmo depois de sua morte, em 1992, sua mesa e cadeira continuaram reservadas com seu nome, e um quadro com sua foto foi pendurada na parede. Fernando Henrique Cardoso, Itamar Franco, Aécio Neves, Dilma Rousseff e Michel Temer eram figuras constantes no Piantella.
Era como se fosse uma extensão do Congresso para todos. Muitas vezes, o restaurante ficava de portas abertas de madrugada para atender os políticos, que precisavam fazer reuniões emergenciais. O presidente Lula também era fã do Piantella.
Quando ele ganhou as eleições, em 2002, fez questão de jantar na casa com mais dez ministros. Foi uma festa. O restaurante também foi palco de histórias curiosas. O deputado Luis Eduardo Magalhães tinha uma tática boa para não o flagrarem com bebida alcóolica. Ele não tomava champanhe em taça, mas em um copo diferente, segundo Marco Aurélio.
Luis Eduardo, político baiano, ex-presidente da Câmara, morreu em 1998 depois de sofrer um infarto. Mas a clientela vai além do meio político. Cenário de tantas histórias, era esperado que o Piantella fosse reabrir um dia. Pelo menos, esse sempre foi o plano de Kakay, que fez questão de manter o restaurante intacto e continuar pagando o aluguel do ponto.
O restaurante encerrou as suas atividades em 31 de agosto de 2016, coincidente no mesmo dia do impeachment de Dilma Rousseff, sob impactos da crise econômica e o desgaste do formato tradicional. A trajetória do local virou tema de homenagens, artigos de reflexão democrática e de um projeto de livro de memórias conduzido pelo escritor Fernando Morais com base em centenas de entrevistas.
O saudoso Piantella, enfim, nas suas mesas lotadas, com muito whisky e vinho, construiu também, dia a dia, noite após noite, a redemocratização do país. Era comum, depois das sessões tensas, com debates acalorados sobre os destinos do Brasil, políticos de tendências opostas, como Luiz Eduardo Magalhães, José Genoino, Delfim Neto, Miro Teixeira, José Dirceu e Antônio Carlos Magalhães discutirem com civilidade e harmonia os destinos do País.
O Piantella foi, sem sombra de dúvida, o retrato de uma época em que a sociedade reconquistou o Estado democrático de Direito. A liberdade. A irmandade. O respeito às divergências. A política como instrumento civilizatório.
O deputado federal eleito e ex-ministro do Turismo Gilson Machado (Podemos) afirmou que a orientação recebida durante a Conferência de Ação Política Conservadora (CPAC), realizada no resort Mar-a-Lago, do presidente Donald Trump, na Flórida, é não negociar as disputas pelas presidências da Câmara dos Deputados e do Senado. Segundo ele, a direita deve manter seus próprios nomes na disputa, mesmo que isso represente uma derrota.
“A orientação é não fazer acordo, mesmo que a gente perca, não tem problema. Agora, a gente não vai perder é a coerência. E vamos honrar cada voto que a gente recebeu”, declarou Gilson, em vídeo publicado nas redes sociais.
O ex-ministro viajou aos Estados Unidos para participar da conferência e se reunir com Flávio Bolsonaro (PL). O encontro reuniu lideranças conservadoras de diferentes países e terminou neste sábado (7).
Assim como fez com a ex-primeira-dama e senadora eleita Michelle Bolsonaro (PL-DF), Damares Alves (DF) disse à coluna de Igor Gadelha, do Metrópoles, que trabalha para levar outras parlamentares para seu partido, o Republicanos.
A ideia é fortalecer o sigla como uma legenda relevante nas pautas feminina e de direitos humanos. Para isso, Damares quer atrair senadoras e deputadas para o Republicanos, assim como Michelle.
“Eu considero o Republicanos o melhor partido para mulheres. Os três últimos ministros de Direitos Humanos estão no Republicanos: o ministro Gustavo (Rocha), do governo Temer; eu; e a ministra Cristiane Britto, que me substituiu na reta final do governo Bolsonaro. Nós três estamos no Republicanos”, afirmou.
Damares ressaltou que Cristiane Britto também comandou o Ministério da Mulher. “Então, duas ex-ministras da Mulher estão no Republicanos”, disse a senadora, que é aliada de primeira hora de Michelle.
A senadora confirmou que já convidou várias parlamentares para a legenda. Segundo ela, o Republicanos está investindo na agenda feminina e de direitos humanos para os próximos anos. “É um partido que está investindo muito em mulheres. Investindo, investindo. A presidente da fundação do partido é uma mulher. Então, eu estou convidando. Toda parlamentar, eu estou convidando para vir para o melhor partido”, afirmou.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) confirmou em vídeo publicado no Instagram neste sábado (7) que vai à Turquia acompanhado do deputado federal André Janones (Rede-MG). Em mensagem destinada aos integrantes do “Exército do Lula”, canal de WhatsApp utilizado por Janones para impulsionar a campanha de segundo turno, Lula pediu que eles precisam ficar de “prontidão”
“Eu vou passar a semana inteira fora, mas eu quero dizer aos meus soldados, ao meu general (Janones) que a tropa tem que estar de prontidão para não deixar os nossos inimigos continuarem mentindo nesse país. É importante a gente ter certeza que somente a verdade repetida muitas vezes vai destruir uma mentira contada milhões de vezes. Não há financiamento, não há impulsionamento que consiga destruir a verdade a vida inteira”, disse Lula.
Lula disse também que fará uma live semanal com Janones na Turquia na semana que vem. A previsão é que a live seja realizada na quinta-feira (12). Lula estará em Antália, no território turco, onde participará da COP-31. Em seguida, ele irá para Manila (Filipinas) onde terá uma reunião bilateral com o presidente daquele país, Ferdinand Marcos, e depois vai integrar a reunião da cúpula da Associação de Nações do Sudeste Asiático (Asean).
Lula e Janones querem deixar o canal ativo para poder fazer pressão contra o Congresso Nacional e o Supremo Tribunal Federal (STF). O canal tem hoje pouco mais de 10 milhões de integrantes.
Ana Elisa Santos Silva (PT), de 21 anos, eleita a Deputada Federal mais jovem de Minas Gerais, divulgou nas redes sociais um e-mail com ameaças de morte, estupro e ataques racistas direcionados à ela, após receber críticas por andar com escolta policial 24 horas.
Segundo Ana Elisa, as ameaças e intimidações acontecem desde o período eleitoral e representam um risco à sua integridade física. Em vídeo publicado nas redes sociais, a deputada mostrou o conteúdo de uma mensagem enviada por um homem que se identifica como ‘Pedro’.
Entre os trechos divulgados, o autor afirma que estaria esperando uma oportunidade para atacá-la dentro da própria casa. “Ana Elisa escuta bem, porque eu já estou dentro da sua casa, esperando que você abra a porta para eu te arrancar pelos cabelos, te jogar contra o muro de concreto. Quando o sol bater no seu rosto vou rasgar essa blusa rosa do seu corpo, sem te dar sequer um segundo para gritar ou implorar piedade.”
Em outra parte da mensagem, o remetente descreve ameaças de estupro e assassinato. O conteúdo também tem ataques racistas relacionados à atuação política de Ana Elisa e à representação de pessoas negras no Congresso Nacional. “Você merece essa destruição lenta e agonizante, porque tem a audâcia de representar filhotes de macacos no parlamento.”
Investigação
Em outubro, um inquérito foi aberto pela Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) e também pela Polícia Federal (PF) para investigar outros ataques direcionados à deputada eleita.
O g1 entrou em contato com a Polícia Civil para atualizar o andamento das investigações, mas não teve retorno até a última atualização da matéria.
A reportagem também entrou em contato com a Polícia Federal, que respondeu em nota, que não comenta investigações em andamento.
Ameaças durante a campanha
Durante a campanha eleitoral, Ana Elisa também recebeu ameaças de morte e de estupro, além de ataques racistas. A jovem de Divinópolis denunciou o fato à Polícia Civil, que investiga o caso.
Em um e-mail recebido no dia 5 de setembro, o destinatário se identificou como “integrante de um grupo supremacista branco”. O autor mencionou dados pessoais de Ana Elisa para demonstrar que sabe como localizá-la e também ameaçou sua família.
A deputada eleita divulgou partes do e-mail nas redes sociais. No texto, o autor fala em ódio por mulheres negras. “Nós não apenas toleramos mulheres pretas que acham que podem representar ‘o povo’ vestindo aqueles ternos ridículos e falando em tom alto sobre justiça social. Nós os desprezamos. E especificamente, nós desprezamos você.”
O autor também fez ameaças de morte e de violência sexual contra Ana Elisa. “Estou escrevendo isso porque decidi que você merece o fim mais humilhante da sua carreira política antes de eu pôr um fim na sua miserável vida inteira.”
A situação judicial de Pâmela Bório ganhou um novo capítulo no Supremo Tribunal Federal (STF). O ministro Alexandre de Moraes determinou providências após a defesa deixar transcorrer o prazo para apresentar as alegações finais na ação penal relacionada aos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023.
Em despacho assinado no dia 7 de outubro, Moraes registrou que a instrução processual foi encerrada e que apenas a Procuradoria-Geral da República (PGR) havia apresentado suas alegações finais, nas quais pediu a condenação de Pâmela.
Diante da ausência de manifestação da defesa, o ministro concedeu novo prazo de 15 dias para a apresentação das alegações finais, sob pena de declaração de ausência de defesa e nomeação da Defensoria Pública da União (DPU).
Pâmela responde a cinco acusações criminais, incluindo tentativa de golpe de Estado, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, associação criminosa armada, dano qualificado e deterioração de patrimônio protegido. A soma das penas máximas previstas para os delitos chega a 30 anos e seis meses de prisão, embora a eventual punição dependa da dosimetria aplicada pelo STF.
O despacho expõe uma situação constrangedora para a defesa de Pâmela Bório. Enquanto a PGR já formalizou seu pedido de condenação, a defesa deixou de apresentar sua manifestação dentro do prazo processual, obrigando o relator a adotar novas providências.
A ação penal tramita no STF sob relatoria de Alexandre de Moraes.
Milhares de peixes foram encontrados mortos, ontem (6), na Barragem do Estado, também conhecida como Barragem do Governo, localizada nas proximidades do Sítio Cocos, na zona rural de Bezerros, no Agreste de Pernambuco. Os animais apareceram boiando e acumulados nas margens do reservatório, provocando mau cheiro e preocupação entre os moradores.
Na manhã de ontem (6), equipes das secretarias municipais de Agricultura e Desenvolvimento Sustentável e de Saúde estiveram no local para avaliar a situação e coletar amostras da água. A prefeitura também orientou os moradores sobre os cuidados necessários para evitar possíveis riscos à saúde.
Em nota, a Prefeitura de Bezerros informou que está acompanhando e monitorando a ocorrência. O município também destacou que fatores como temperaturas elevadas e redução do volume de água podem comprometer a sobrevivência dos peixes, principalmente pela diminuição da concentração de oxigênio no reservatório.
O que pode ter causado a morte dos peixes?
De acordo com o biólogo Alexandre Nunes, a mortandade pode estar relacionada a uma combinação de fatores, como excesso de nutrientes na água, possível poluição e temperaturas elevadas. “Uma carga de nutrientes, que pode ser esgoto, fertilizante ou algum tipo de poluição, contribui para que isso aconteça. As altas temperaturas também fazem com que as algas se proliferem com maior velocidade”, explicou.
Segundo o biólogo, a multiplicação excessiva das algas pode formar uma camada na superfície da água, dificultando a entrada de luz nas camadas mais profundas. Com isso, o fitoplâncton, formado por algas microscópicas responsáveis pela produção de oxigênio, é prejudicado.
Quando essas algas morrem, bactérias passam a decompor a matéria orgânica e consomem ainda mais oxigênio disponível na água. Esse processo é conhecido como eutrofização e pode comprometer a sobrevivência dos organismos aquáticos.
O professor Alexandre Nunes ressalta, no entanto, que a temperatura elevada não é a causa isolada do problema, mas um fator que acelera o processo. “A temperatura contribui para que aconteça a eutrofização. Isoladamente, a alta temperatura não vai ocasionar isso. É o conjunto de fatores, como essas algas, esgoto ou algum outro nutriente que está chegando à água. A temperatura acelera o processo, mas não é apenas isso”, explicou.
Quais cuidados os moradores devem tomar?
A Prefeitura de Bezerros orienta que a população evite o contato direto com a água da barragem. Também recomenda que os moradores não permitam que os rebanhos locais consumam a água do reservatório. O município informou que as equipes seguem acompanhando a situação e prestando assistência aos agricultores, produtores e moradores da comunidade.
Até o momento, não foi informada a causa confirmada da mortandade. A coleta de amostras da água deverá contribuir para a avaliação das condições do reservatório.
O presidente Lula (PT) cumprimentou Pedro Alliana pela posse na presidência do Paraguai e defendeu o fortalecimento das relações entre os países. Lula publicou a mensagem ontem (6), no X. Ele desejou sucesso a Alliana e afirmou que espera trabalhar com o novo presidente de maneira aberta, franca e cooperativa.
Transmito ao novo Presidente do Paraguai, Pedro Alliana (@AllianaPedro), empossado na noite de hoje, meus desejos de pleno êxito nas novas funções e de poder trabalhar com ele de maneira aberta, franca e cooperativa, em prol do fortalecimento da relação bilateral e do avanço da…
Na mesma mensagem, o presidente brasileiro convidou Alliana para uma visita a Brasília. Lula afirmou que pretende recebê-lo em breve para discutir a agenda de interesse comum e dar novo impulso à relação histórica entre as duas nações. A manifestação ocorreu poucas horas depois da cerimônia de posse do paraguaio, que assumiu o cargo após a destituição de Santiago Peña pelo Congresso.
Alliana agradeceu o cumprimento de Lula e também sinalizou disposição para manter uma relação próxima com o governo brasileiro. “Nossas nações sempre estarão unidas por laços de fraternidade. Iniciamos uma relação frutífera em homenagem aos nossos povos”, escreveu.
Integrante do Partido Colorado e até então vice-presidente do Paraguai, Alliana, 52 anos, assumiu o comando do país para concluir o mandato iniciado por Peña, com término previsto para 2028. A mudança ocorre em meio à crise envolvendo o banco Ueno, cuja liquidação provocou impactos sobre milhões de clientes e esteve no centro das acusações que levaram ao impeachment do antecessor. Com informações do Correio Braziliense e UOL.
Uma publicação da página oficial da Defesa Civil Nacional, feita nas redes sociais ontem (6), orientou como preparar um kit de emergência para até 72 horas e pegou muitos internautas de surpresa, que questionaram se há algum motivo específico para o alerta, como um risco iminente para o país.
A postagem, no entanto, é apenas uma orientação de rotina da Defesa Civil com caráter preventivo. Após a repercussão, o órgão esclareceu, em um comentário na própria publicação, que não há nenhum motivo novo para a recomendação.
“Pessoal, é apenas um conteúdo sobre prevenção! Não existe nada de misterioso no ar ou alguma invasão alienígena! Postamos conteúdos sobre prevenção todos os dias aqui no nosso perfil (…) Fiquem tranquilos!”, escreveu.
Em abril, por exemplo, a Defesa Civil do Paraná fez uma publicação semelhante no Instagram, reforçando que, “em momentos críticos, estar preparado faz toda a diferença”. Outras Defesas Civis estaduais e municipais também já fizeram posts parecidos.
Ainda assim, os internautas reagiram com desconfiança nos comentários da publicação da Defesa Civil Nacional. “Estou ficando preocupada”, escreveu uma usuária. “Vocês estão sabendo de algo que a gente não sabe?”, perguntou outro.
A publicação em questão explica como preparar um kit de emergência. Nela, a Defesa Civil Nacional diz que, “em desastres de grande proporção, o socorro pode demorar a chegar a algumas localidades devido às dificuldades de acesso”. “Ter um kit de emergência para até 72 horas (3 dias) é uma medida de preparação recomendada pela Defesa Civil Nacional, alinhada a práticas internacionais, e que complementa o trabalho das equipes de resposta”, complementou.
Segundo a postagem, o objetivo é garantir água, alimentos, medicamentos e outros itens considerados essenciais. A ideia é ter uma mochila pronta e, a cada 6 meses, conferir a validade dos itens. Veja tudo que deve estar no seu kit:
Água potável: 2 litros de água por pessoa a cada dia, ou seja, considerando três dias, 6 litros de água por indivíduo.
Comida não perecível: frutas secas, barras de cereais, biscoitos e alimentos enlatados.
Utensílios: pratos e copos de plásticos, talheres, abridor de latas, papel toalha e sabão.
Primeiros socorros: remédios de uso contínuo com cópias das receitas médias, álcool em gel, equipamentos médicos com baterias e carregadores (exemplo: medidores de glicose), outros itens de seu dia a dia: óculos de grau, lentes, repelentes, entre outros.
Higiene: itens de banho, escova de dentes, creme dental, absorventes, papel higiênico, entre outros.
Roupas: algumas mudas de roupa e calçados confortáveis. Em locais mais frios, incluir casaco.
Eletrônicos: rádio AM/FM para acompanhar orientações das autoridades, lanternas, pilhas de reposição, carregador de telefone, baterias portáteis power bank. Guardar as pilhas separadas.
Documentos: numa pasta impermeável, guardar documentos pessoais, objetos de valor, dinheiro em espécie, escritura do imóvel, lista de contatos importantes, como médicos e outros serviços de emergência.
Sacolas plásticas avulsas para proteger objetos de umidade ou sujeira.
Se houver bebês ou crianças, separar os itens necessários para eles.
Se houver pets, separar água, comida e itens de cuidado deles.
A eleição para a presidência do Senado, marcada para fevereiro de 2027, mobiliza não apenas partidos e grupos políticos interessados no comando da Casa, mas também ministros do STF (Supremo Tribunal Federal). Em uma articulação que, segundo fontes ouvidas pelo UOL, ganhou intensidade inédita nas últimas semanas, magistrados têm atuado nos bastidores para favorecer a reeleição de Davi Alcolumbre (União Brasil-AP).
O motivo central é o receio de que um presidente alinhado à nova composição do Senado leve adiante uma das principais bandeiras de campanha de parte dos parlamentares eleitos em outubro: o impeachment de ministros do Supremo.
A reportagem percorreu gabinetes de senadores e conversou com interlocutores de parlamentares que têm investigações em andamento, pendências judiciais ou candidaturas sujeitas a desdobramentos na Justiça. Também foram procurados políticos recém-eleitos, alguns dos quais já estão no radar de integrantes da Corte. O que emerge desses contatos é uma movimentação de ministros para preservar um interlocutor que, se permanecer no comando do Senado, terá influência decisiva sobre o andamento dos pedidos de afastamento de integrantes do tribunal.
Um dos principais elos dessa articulação é a relação próxima entre Alcolumbre e Alexandre de Moraes. O ministro já atuou como interlocutor para tentar conter crises envolvendo o senador. Foi o caso do rompimento entre Lula (PT) e o presidente do Senado, que se arrastou por meses após a rejeição da indicação do advogado-geral da União, Jorge Messias, ao STF, em abril. Moraes trabalhou para aproximar os dois e reduzir o desgaste entre o Planalto e o Congresso.
Fontes do Supremo ouvidas pelo UOL afirmam que a abordagem de ministros a políticos não é exatamente uma novidade em Brasília. O que chama a atenção, desta vez, é a frequência e a intensidade dos movimentos. O temor de uma ofensiva do novo Senado contra a Corte teria elevado a articulação a outro patamar.
As conversas não são descritas como ameaças explícitas. A lógica, segundo os relatos, seria mais sutil: uma espécie de entendimento tácito de que os dois lados têm interesses que podem ser preservados. De um lado, políticos que não querem ver suas pendências judiciais avançarem no Supremo; de outro, ministros que não querem enfrentar processos de impeachment no Senado.
Nem sempre a interlocução ocorre diretamente com os senadores. Segundo apurou o UOL, em alguns casos, os recados chegam por meio dos advogados que representam os políticos.
As revelações envolvendo o ex-banqueiro Daniel Vorcaro e o Banco Master atingiram ministros de diferentes perfis e ajudam a explicar a convergência de interesses dentro do Supremo. Moraes está no centro de uma das frentes mais delicadas. Uma análise do celular apreendido de Vorcaro identificou 316 registros de interação entre o banqueiro e o ministro nos dois meses anteriores à prisão, em novembro de 2025. Vorcaro também contratou por quase R$ 130 milhões o escritório de advocacia de Viviane Barci de Moraes, mulher do ministro, para prestar serviços jurídicos ao banco. O ministro nega irregularidades.
Dias Toffoli também passou a enfrentar questionamentos depois que vieram à tona vínculos empresariais entre fundos ligados ao universo do Banco Master e empresas de familiares do ministro. Um desses fundos teve participação na Tayayá Administração e Participações, empresa ligada ao resort que pertenceu a familiares de Toffoli. O ministro deixou a relatoria do caso Master em meio à pressão provocada pelos fatos que vieram à tona.
Outro foco de preocupação envolve Kassio Nunes Marques. Mensagens encontradas pela PF (Polícia Federal) no celular de Vorcaro mencionam um contrato de honorários de R$ 427 milhões associado à chamada “Turma do KN”, expressão usada para se referir a pessoas apontadas como próximas ao ministro. O acordo previa pagamentos condicionados a resultados favoráveis em ações de interesse do Master relacionadas a precatórios.
O receio das consequências políticas e institucionais dessas revelações tem aproximado ministros até então situados em campos distintos. Magistrados que não necessariamente compartilham os mesmos interesses políticos passaram a convergir em torno da reeleição de Alcolumbre.
O próprio, por sua vez, também está ligado a um dos desdobramentos do caso. Em fevereiro de 2026, a PF deflagrou a Operação Zona Cinzenta para investigar aplicações de aproximadamente R$ 400 milhões da Amapá Previdência (Amprev), fundo responsável pelos recursos previdenciários dos servidores estaduais, em letras financeiras do Banco Master. Entre os alvos estava Jocildo Silva Lemos, então presidente da Amprev e ex-tesoureiro da campanha de Alcolumbre. O irmão do senador, Alberto Alcolumbre, integra o Conselho Fiscal da entidade na época dos aportes. Após a operação, Alcolumbre defendeu que tudo seja “apurado, devidamente investigado, esclarecido e conduzido com transparência e respeito ao devido processo legal.”
Nomes da oposição
Hoje, dois oposicionistas estão em campanha contra Alcolumbre: Rogério Marinho (PL-RN), líder da oposição, e Tereza Cristina (PP-MS). Ambos mantêm suas pré-candidaturas, mas a expectativa é que os grupos convirjam para um único nome à medida que a eleição se aproxime. Marinho conta com o apoio do PL, que terá uma bancada de 29 senadores, enquanto Tereza busca reunir setores do centro e do agronegócio.
Hoje, a pauta do impeachment não se limita aos parlamentares da oposição. Senadores de diferentes campos políticos se elegeram ou foram reconduzidos defendendo maior fiscalização do Supremo e a responsabilização de ministros. O presidente do Senado tem papel decisivo nesse processo: cabe a ele dar encaminhamento inicial às denúncias. Sem essa iniciativa, os pedidos não avançam para análise dos demais senadores. A eventual condenação exige, posteriormente, o apoio de dois terços da Casa.
A pressão também encontra respaldo na opinião pública. Pesquisa AtlasIntel/Estadão divulgada em setembro mostrou que 60,5% dos entrevistados defendiam o impeachment imediato de Dias Toffoli e 49,8% apoiavam a mesma medida em relação a Alexandre de Moraes. Outros levantamentos também apontam que a responsabilização de ministros do Supremo se tornou uma demanda presente entre os brasileiros, ultrapassando o campo da oposição bolsonarista.
Em 2026, prefeituras do Nordeste destinaram cerca de R$ 38 milhões à contratação de shows de 11 artistas sertanejos que declararam apoio ao candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL). Os músicos participaram de um encontro promovido pelo político em 20 de outubro, cinco dias antes do segundo turno das eleições.
O levantamento foi feito pelo Metrópoles após o cancelamento de apresentações de Jorge & Mateus em Fortaleza (CE) e Recife (PE). As decisões ocorreram em meio à repercussão do apoio de Jorge a Flávio e de declarações depreciativas sobre o Nordeste atribuídas ao cantor, que negou ter feito tais comentários.
Veja os valores recebidos, no Nordeste, por duplas em que um ou os dois membros declararam apoio a Flávio Bolsonaro:
Gusttavo Lima | R$ 11.600.000,00 | 8 shows
Amado Batista | R$ 7.376.000,00 | 14 shows
Bruno & Marrone | R$ 6.610.000,00 | 8 shows
Murilo Huff | R$ 5.855.000,00 | 10 shows
Zezé Di Camargo | R$ 1.920.000,00 | 3 shows
Jorge e Mateus | R$ 1.500.000,00 | 1 shows
Hugo e Guilherme | R$ 1.307.500,00 | 2 shows
Ícaro e Gilmar | R$ 1.050.000,00 | 2 shows
Israel e Rodolffo | R$ 550.000,00 | 1 shows
Fred e Fabrício | R$ 316.000,00 | 1 shows
Bruno & Denner | R$ 220.000,00 | 1 shows
Antes dos cancelamentos, Jorge & Mateus já haviam recebido R$ 1,5 milhão por uma apresentação no Carnaval de São Luís (MA). O show de Réveillon em Salvador (BA), marcado para 31 de dezembro, segue confirmado. Em 2025, a dupla recebeu cerca de R$ 1 milhão pela apresentação na capital baiana.
Nos nove estados nordestinos, Lula (PT), vencedor do pleito, obteve 69,37% dos votos válidos, contra 30,63% de Flávio Bolsonaro (PL). A repercussão envolvendo Jorge & Mateus, no entanto, está longe de ser um caso isolado. Outros dez nomes da música sertaneja que apoiaram o candidato do PL também receberam cachês milionários de administrações municipais nordestinas ao longo deste ano.
Gusttavo Lima lidera o ranking, com R$ 11,6 milhões acumulados em sete apresentações. Em seguida, aparece Amado Batista, que recebeu R$ 7,3 milhões por 14 shows, o maior número de contratações entre os artistas relacionados.
Bruno & Marrone ocupam a terceira posição, com R$ 6,6 milhões pagos por oito apresentações. Já Zezé Di Camargo embolsou R$ 1,9 milhão por três espetáculos.
O levantamento considera os contratos localizados no Portal Nacional de Contratações Públicas (PNCP). Por isso, os valores apresentados podem não contemplar todos os pagamentos feitos por prefeituras aos artistas no período.
O Ueno Bank, banco digital no centro da crise do Paraguai, foi um dos financiadores de um evento da extrema direita que aconteceu em Mar-a-Lago, clube do presidente americano Donald Trump, nos EUA, em fevereiro deste ano, e contou com a participação do ex-deputado Eduardo Bolsonaro.
Eduardo Bolsonaro foi palestrante. O evento “Hispanic Prosperity Gala” reuniu políticos da extrema direita apoiadores de Donald Trump. Entre os palestrantes estavam Javier Milei, Keiko Fujimori, Robert F. Kennedy Jr e até o jogador brasileiro Ronaldinho Gaúcho, segundo o site do evento. O presidente argentino não esteve presencialmente no evento, ele participou enviando um vídeio.
O evento premiou o argentino Fernando Cerimedo. Ele mantém uma rede de desinformações com influência na América Latina a partir do portal “La Derecha Diario”. Em 2022, fez uma live com informações falsas sobre as urnas eletrônicas brasileiras que foi repercutida por bolsonaristas com alegações infundadas de fraude eleitoral. As desinformações propagadas por ele foram usadas em relatório de teor golpista produzido pelo PL, que pedia a invalidação de votos de urnas de modelos anteriores ao de 2020. Em 2024, o argentino chegou a ser indiciado pela PF pela tentativa de golpe, mas não foi denunciado pela PGR.
Cerimedo é próximo de Eduardo Bolsonaro. Atualmente, o argentino está preso na Bolívia por tentativa de feminicídio. O La Derecha Diario foi um dos organizadores do evento em Mar-a-Lago. As informações foram publicadas pelo site argentino Chequeado e confirmadas pelo UOL. Na ocasião, ele foi agraciado com um prêmio de “consultor político hispânico do ano”.
O Ueno Bank foi um dos patrocinadores da categoria Diamond, segundo o site paraguaio ABC. O valor é de US$ 100 mil. As publicações do X em que os organizadores anunciavam o patrocínio do banco paraguaio não estão mais disponíveis. Assim como também não aparece mais a lista de financiadores do evento no site oficial. No entanto, ainda é possível encontrar publicações com as informações no Instagram e no Facebook.
Crise com o banco derrubou o presidente paraguaio. Após processo de impeachment, Santiago Peña foi preso ontem. Ele tentou renunciar, mas a renúncia não foi analisada pelo Congresso por falta de quórum. Peña foi acionista da Ueno Holding, empresa que tinha o Grupo Vázquez entre seus sócios. O conglomerado, por sua vez, era o principal acionista do Ueno Bank. O ex-presidente deixou a holding em março de 2025.
Banco Central do Paraguai interveio no Ueno Bank na segunda-feira. A decisão foi tomada após a autoridade monetária apontar que a instituição não cumpria os requisitos mínimos de solvência. O banco digital administrava cerca de US$ 850 milhões em fundos públicos.
Milhões de clientes ficaram sem acesso ao próprio dinheiro. A crise levou à renúncia do presidente do Banco Central do país, Carlos Carvallo. O caso também envolve suspeitas de irregularidades e ligações com o governo paraguaio.
Quase metade da população paraguaia tem conta no banco. São cerca de 2,9 milhões de clientes em um país de aproximadamente 6,4 milhões de habitantes. Após o anúncio da intervenção, correntistas fizeram filas em frente às agências, na tentativa de recuperar suas economias. A situação provocou protestos em Assunção, capital do país.