O deputado estadual Romero Albuquerque afirmou ter sido alvo de um suposto discurso capacitista da deputada Socorro Pimentel durante sessão plenária realizada nesta quarta-feira (4), na Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe). Segundo Romero, a parlamentar, que integra a base do governo Raquel Lyra, teria questionado seu QI em plenário. “Desde ontem, a deputada demonstra atitude hostil comigo, somente pelo fato de eu estar denunciando os sucessivos escândalos de autoritarismo e ilegalidades do governo que ela defende”, declarou.
De acordo com Romero, o episódio teria sido precedido por um atrito ocorrido na terça-feira (3), quando Socorro Pimentel se aproximou dele enquanto fazia uso do microfone e chegou a tocar em seu ombro, o que o parlamentar classificou como intimidação. Ele afirmou que chegou a oferecer espaço para a deputada se manifestar. “Deputada, eu tô com a palavra, se a senhora quiser falar, fique à vontade aqui”, disse Romero, segundo relato apresentado por sua assessoria.
Ainda conforme o deputado, após o episódio, ele registrou em plenário críticas ao que chamou de tentativa de quebra do regimento interno. “Eu gostaria que ficasse registrado nos anais dessa casa que a líder do governo Raquel Lyra, após eu acabar de descer dessa tribuna falando de uma ditadura, chega aqui nesse microfone e avisa que vai quebrar o regimento e a partir de amanhã não vai ter mais grande expediente. Isso é um absurdo”, afirmou.
Romero também criticou o discurso da deputada sobre respeito às pessoas com deficiência, afirmando que a parlamentar teria contradito a própria fala minutos depois. “Tentou me desqualificar com insinuações sobre QI. É preocupante que a governadora esteja cercada por pessoas racistas, misóginas e, como neste caso, capacitistas, e nunca saiba de nada”, declarou. O deputado disse ainda que pretende adotar medidas legais e citou possível enquadramento por injúria. “O governo Raquel Lyra pode tentar me perseguir, mas não vai conseguir me silenciar”, concluiu.























