A campanha do candidato do PL a prefeito de Caruaru, Fernando Rodolfo, tem massificado nas redes sociais e no guia eleitoral o apoio do ex-presidente Bolsonaro, na tentativa de atrair os votos dos bolsonaristas e com isso chegar ao segundo turno.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva abriu a Cúpula sobre o Impacto da Inteligência Artificial, realizada em Nova Delhi, com um alerta direto sobre o momento histórico vivido pelas sociedades contemporâneas. Para Lula, o mundo atravessa “uma encruzilhada” em que a quarta revolução industrial avança em ritmo acelerado enquanto o multilateralismo recua de forma preocupante, cenário que torna a governança global da inteligência artificial um tema estratégico e incontornável. “Quando poucos controlam os algoritmos e as infraestruturas digitais, não estamos falando de inovação, mas de dominação, disparou Lula contra as big techs, que em última instância são as empresas que praticam essa “dominância” tecnológica.
Lula destacou que os algoritmos não são meras aplicações de códigos matemáticos, mas parte de uma complexa estrutura de poder. Sem ação coletiva, advertiu, a inteligência artificial tende a aprofundar desigualdades históricas, já que capacidades computacionais, infraestrutura e capital seguem concentrados em poucos países e empresas.
O presidente chamou atenção para o fato de que dados gerados por cidadãos, empresas e organismos públicos vêm sendo apropriados por grandes conglomerados globais sem contrapartida equivalente em geração de valor e renda nos territórios de origem.
O presidente criticou o modelo de negócios predominante dessas empresas, baseado na exploração de dados pessoais, na renúncia ao direito à privacidade e na monetização de conteúdos chamativos que amplificam a radicalização política. Para ele, o regime de governança da inteligência artificial definirá quem participa, quem é explorado e quem ficará à margem do processo.
No discurso, o presidente ressaltou ainda, que toda inovação tecnológica de grande impacto carrega um caráter dual, capaz tanto de ampliar o bem-estar coletivo quanto de lançar sombras sobre o futuro da humanidade. Ele citou a aviação, o uso do átomo, a engenharia genética e a corrida espacial como exemplos históricos desse dilema, afirmando que a revolução digital e a inteligência artificial elevam esse desafio a níveis sem precedentes.
Segundo Lula, essas tecnologias já transformam positivamente a produtividade industrial, os serviços públicos, a medicina, a segurança alimentar e energética e as formas de conexão entre pessoas, mas também podem fomentar práticas extremamente nocivas. “O emprego de armas autônomas, o discurso de ódio, a desinformação, a pornografia infantil, o feminicídio, a violência contra mulheres e meninas e a precarização do trabalho são faces sombrias desse processo”, afirmou. Ele acrescentou que conteúdos falsos manipulados por inteligência artificial distorcem processos eleitorais e colocam em risco a democracia.
Citando dados da União Internacional de Telecomunicações, lembrou que 2,6 bilhões de pessoas ainda estão desconectadas do universo digital e que, em 2030, cerca de 660 milhões continuarão sem acesso à eletricidade. Defendeu a regulação das big techs como parte do imperativo de salvaguardar direitos humanos, a integridade da informação e as indústrias criativas.
“Colocar o ser humano no centro das decisões é tarefa urgente”, afirmou, ao mencionar que o Congresso Nacional discute uma política de atração de investimentos para o setor de dados e um marco regulatório para a inteligência artificial. Lula lembrou ainda que o Brasil lançou, em 2025, o Plano Brasileiro de Inteligência Artificial, com foco na melhoria da qualidade de vida, na oferta de serviços públicos mais ágeis e no estímulo à geração de emprego e renda. Segundo ele, esse paradigma também orientou a declaração aprovada na cúpula dos BRICS realizada no Rio de Janeiro no ano passado.
No plano internacional, Lula afirmou que o Brasil participa da iniciativa chinesa para a criação de uma organização internacional de cooperação em inteligência artificial voltada aos países em desenvolvimento e mantém diálogo com a parceria global de IA surgida no G7. Ressaltou, porém, que nenhum desses fóruns substitui a universalidade das Nações Unidas para uma governança internacional da inteligência artificial que seja multilateral, inclusiva e orientada ao desenvolvimento.
Ele destacou o Pacto Digital Global aprovado em Nova Iorque em setembro de 2024, que instituiu um Painel Científico Internacional independente sobre inteligência artificial, descrito por Lula como o primeiro órgão científico global dedicado ao tema, reunindo especialistas, fatos e evidências.
Ao encerrar, o presidente defendeu uma governança que reconheça a diversidade de trajetórias nacionais e assegure que a inteligência artificial fortaleça a democracia, a coesão social e a soberania dos países. Dirigindo-se aos anfitriões, afirmou que a Índia, ao longo de sua história, legou à humanidade contribuições extraordinárias em diversos campos do conhecimento, formando uma herança que ilumina grandes dilemas éticos ligados à justiça, à diversidade, à inclusão e à resiliência. Para Lula, esse patrimônio cultural e intelectual é um referencial poderoso na busca por respostas aos desafios que a inteligência artificial impõe às sociedades contemporâneas.
Como turista e como cidadão que paga impostos, fiquei completamente estarrecido com tamanha falta de bom senso por parte do Ministério Público da Paraíba em relação aos comerciantes da orla de João Pessoa no estado da Paraíba.
Estes, permissionários das atividades de bares e restaurantes localizados no calçadão da orla, bem como em relação aos clientes que ali frequentam, foram afetados por uma medida questionável.
Estive lá neste carnaval com minha esposa e um casal de amigos e, como clientes, na hora de utilizarmos o banheiro privado do estabelecimento, nos deparamos com uma fila de gente vinda da rua, sem nenhuma relação com o referido local, e tivemos que esperar na fila para poder usar o banheiro.
Na ocasião, vi que foram afixados adesivos informativos nos bares e quiosques localizados no calçadão das praias de Tambaú e Cabo Branco, com a mensagem sobre os banheiros destes locais, com informações de que o acesso é gratuito e um direito da população.
Tudo isso após a assinatura de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) com o Ministério Público da Paraíba (MPPB).
De acordo com a Cláusula 6ª, Parágrafo Segundo, do TAC da Orla: “Fica proibida a cobrança de qualquer tipo de valor para o uso dos banheiros dos quiosques e ilhas, sendo proibido ao permissionário restringir seu uso aos transeuntes”.
Em caso de descumprimento, o estabelecimento é notificado e pode ser multado. Em caso de reincidência, pode haver também o cancelamento da permissão de funcionamento.
Transferir essa responsabilidade para os permissionários (comerciantes que operam nos quiosques e bares da orla) é, de fato, uma prática questionável e pode ser considerada ilegal.
Os permissionários já pagam taxas e impostos para operar seus negócios, e não é justo que sejam onerados com custos adicionais para fornecer um serviço que é, em última instância, responsabilidade do poder público.
A situação descrita no Termo de Ajustamento de Conduta é um exemplo claro de como o poder público pode tentar transferir suas responsabilidades para a iniciativa privada, o que pode gerar injustiças e prejuízos para os comerciantes e para os usuários dos serviços.
Ora, cabe ao poder público disponibilizar banheiros públicos em sua orla, como acontece em várias capitais, e não obrigar os comerciantes a disponibilizarem tais serviços, onerando sobremaneira os gastos referentes à limpeza e manutenção, ficando todo o gasto por conta desses estabelecimentos.
Isso sem falar que, repito, causa um desconforto enorme aos clientes que ali estão.
Um absurdo que precisa ser revisto pelo MPPB, já que é a prefeitura de João Pessoa, e não os comerciantes, que tem a obrigação de disponibilizar tais serviços à população.
Fica aqui o registro da minha indignação diante de uma prática questionável, que pode ser considerada ilegal.
A imprensa britânica noticiou que o ex-príncipe Andrew Mountbatten-Windsor, irmão mais novo do rei Charles 3º, foi preso nesta quinta-feira (19) sob suspeita de má conduta em cargo público devido aos seus vínculos com Jeffrey Epstein. Se confirmada a prisão, será o maior desdobramento até hoje do caso Epstein envolvendo uma figura pública.
A informação foi divulgada pela emissora BBC e pelo jornal The Guardian. O Palácio de Buckingham ainda não se pronunciou. A polícia britânica confirmou que prendeu um homem com cerca de 60 anos, mas disse que não divulgaria sua identidade devido a diretrizes da corporação.
A prisão ocorre no mesmo dia em que o ex-duque de York completa 66 anos. As informações são da Folha de S. Paulo.
A imprensa britânica havia noticiado que carros de polícia sem identificação e cerca de oito agentes à paisana foram até a casa de campo em Sandringham, a propriedade do rei em Norfolk, no leste da Inglaterra, onde Andrew vive.
Ele se mudou para o local no início deste mês, após deixar sua mansão na propriedade da família real em Windsor, onde viveu por anos. A mudança de residência ocorreu na esteira de novas revelações sobre seus vínculos com Epstein nos arquivos divulgados pelo governo dos Estados Unidos.
A nova leva de documentos trouxe novamente o foco para Andrew e representou mais um capítulo na crise de imagem envolvendo a família real britânica. O filho da rainha Elizabeth 2ª foi destituído de todos os títulos reais no ano passado, devido aos laços com Epstein, em um escândalo que lançou uma sombra sobre a monarquia.
Andrew sempre negou qualquer irregularidade em relação a Epstein e já disse que se arrepende da amizade entre eles.
A polícia britânica anunciou no início deste mês que estava analisando novas denúncias de que Andrew teria repassado informações confidenciais do governo a Epstein, de acordo com os novos documentos publicados pelo Departamento de Estado dos EUA.
Em fotos incluídas no mais recente lote de arquivos, o ex-duque de York também aparece ajoelhado sobre uma mulher deitada no chão. Nas imagens divulgadas, o membro da família real é visto de joelhos e com as mãos no chão sobre uma mulher não identificada, totalmente vestida, deitada no chão. Em duas delas ele parece estar tocando na barriga dela. Outra imagem o mostra olhando diretamente para a câmera.
O Departamento de Justiça dos EUA também publicou emails separados que sugerem que Epstein convidou Andrew para jantar com uma mulher russa de 26 anos. As mensagens foram trocadas em agosto de 2010, dois anos depois de Epstein se declarar culpado de aliciar uma menor de idade.
Após liberação dos materiais, o primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer, disse que o ex-príncipe deveria testemunhar perante um comitê do Congresso dos EUA para explicar tudo o que sabe sobre Epstein —reforçando o pedido que legisladores americanos haviam refeito a Andrew em novembro.
A relação do ex-príncipe com o bilionário americano foi primeiramente denunciada por Virginia Giuffre, que acusou o então príncipe de tê-la abusado sexualmente e contratado serviços da rede de exploração sexual do americano.
Ela ingressou com um processo judicial contra Andrew em um tribunal de Nova York em 2021. Giuffre o acusou de ter cometido abuso sexual em três ocasiões, quando ela tinha 17 anos. Os episódios teriam ocorrido com a ajuda de Epstein.
Andrew chegou a pagar milhões a Giuffre em 2022 para encerrar a ação judicial. O ex-príncipe afirma que nunca a conheceu e nega as acusações —apesar disso, uma foto que circulou amplamente na imprensa mostra os dois juntos ao lado de Maxwell.
Giuffre se suicidou em abril do ano passado, aos 41 anos.
Epstein se suicidou em uma prisão nos Estados Unidos em 2019 quando aguardava julgamento por acusações de tráfico sexual. Sua companheira de longa data, Ghislaine Maxwell, foi posteriormente condenada pela Justiça dos EUA em cinco acusações, por recrutar jovens e ajudar o investidor a abusar delas.
A oposição ao governo no Congresso Nacional tem feito nos últimos dias uma ofensiva que mira o desfile da Acadêmicos de Niterói em homenagem ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), realizado no último domingo (15).
Integrantes do grupo anunciaram iniciativas na PGR (Procuradoria-Geral da República) por intolerância religiosa e questionamento no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) por propaganda eleitoral antecipada.
A Corte Eleitoral já tem processo aberto que apura a configuração de propaganda eleitoral antecipada na apresentação. Na semana passada, o TSE rejeitou um pedido de liminar que tentava barrar o desfile. As informações são da CNN.
Passada a homenagem, os partidos que moveram a ação podem pedir à relatora da ação no TSE, ministra Estela Aranha, a inclusão de novas provas no processo. Como a CNN mostrou, o PL articula pedir a abertura das contas da escola de samba.
Vice-líder do PL e da oposição, o deputado Zé Trovão (SC) encaminhou requerimento à Justiça Eleitoral pedindo informações sobre a “possível configuração de propaganda eleitoral antecipada e eventual abuso de poder político e econômico” no desfile.
Intitulado “Do alto do mulungu surge a esperança: Lula, o operário do Brasil”, o desfile da Acadêmicos de Niterói contou a história do presidente Lula desde a saída de Garanhuns, no agreste de Pernambuco, sua ida para São Paulo com a família, os tempos de líder sindical e sua chegada ao Palácio do Planalto.
O desfile ressaltou “marcas” eleitorais das gestões petistas e deu ênfase às bandeiras escolhidas pelo governo na campanha pela reeleição. O desfile, que contou com críticas aos opositores do petista, teve uma ala chamada “neoconservadores em conserva”.
Uma das alas da escola retratou “neoconservadores em conserva”, mostrando “um grupo que atua fortemente em oposição a Lula, votando contra a maioria das pautas defendidas por ele”, conforme a justificativa oficial da escola.
Em meio às críticas à escolha do tema da ala, a oposição aderiu a uma nova “trend” nas redes sociais. Deputados e senadores passaram a publicar imagens da própria família estampada em latas de alimentos em conserva.
Na quarta-feira (18), o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) disse que deve entrar com uma representação no MPRJ (Ministério Público do Rio de Janeiro) contra Wallace Palhares, presidente da escola de samba Acadêmicos de Niterói, por intolerância religiosa.
Como mostrou a CNN, a oposição apostou em diferentes frentes em uma ofensiva jurídica ao desfile. As iniciativas citam possíveis casos de propaganda antecipada, abuso de poder político e econômico, uso indevido de recursos públicos e até alegações de preconceito religioso contra evangélicos retratados no enredo.
O PL (Partido Liberal), por exemplo, anunciou que deve protocolar uma ação de investigação judicial eleitoral para apurar eventual propaganda antecipada, abuso de meios de comunicação e uso indevido de recursos públicos.
O desfile ainda rendeu a reação das frentes parlamentares Católica e Evangélica no Congresso Nacional. Essa última anunciou que deve acionar a PGR (Procuradoria-Geral da República) e o Judiciário para a “responsabilização cível e criminal dos envolvidos”.
O PT, Lula e aliados caíram de pau na oposição quando tomaram conhecimento dos recursos para cancelar o desfile da Acadêmicos de Niterói em homenagem ao presidente e também a tentativa de deixar o petista inelegível. Lá atrás, entretanto, quando perseguia o PSDB na mesma condição de oposição, o PT já agiu do mesmo jeito. Haja cinismo ou cara de pau!
Se não, vejamos: há 20 anos, em fevereiro de 2006, o então líder da bancada dos vereadores do PT em São Paulo, Arselino Tatto, apresentou ao TJ-SP (Tribunal de Justiça de São Paulo) uma ação popular com um pedido de liminar. O objetivo era impedir que a escola de samba Leandro de Itaquera, da zona leste da cidade, desfilasse com um carro que homenagearia o atual vice-presidente da República, Geraldo Alckmin (PSB), que à época era governador de São Paulo pelo PSDB, e o tucano José Serra, que era o prefeito da capital.
Ambos eram possíveis candidatos do PSDB à presidência na eleição de 2006. Bonecos gigantes dos dois políticos iriam compor um dos carros alegóricos da agremiação cujo presidente, Leandro Alves Martins, já havia sido candidato derrotado do PSDB a vereador em 2004.
O enredo abordaria uma das principais vitrines eleitorais de Alckmin — as obras de rebaixamento da calha do Tietê. O rio já havia sido tema da Leandro nos anos 1990, mas a escola resolveu fazer uma repetição com “roupagem” diferenciada.
Em sua ação judicial, Tatto alegou que a homenagem configuraria “promoção pessoal de políticos e autoridades”. O pedido de liminar foi negado pela juíza Márcia Cardoso, da 11ª Vara da Fazenda Pública. A magistrada argumentou que a alegação estava amparada em presunções e não poderia “se sobrepor ao princípio de liberdade de expressão artística”.
No dia do desfile, os bonecos gigantes de Alckmin e Serra vieram logo atrás de um carro que representava a parada do orgulho gay. A Leandro de Itaquera foi rebaixada naquele ano.
O desfile voltou a ser alvo do PT meses depois após a Folha de São Paulo revelar que o banco estadual Nossa Caixa havia pago R$ 1,5 milhão à Liga Independente das Escolas de Samba de São Paulo, a título de patrocínio. Esse gasto havia superado o investimento de R$ 1,2 milhão com a campanha publicitária para divulgar os resultados do banco em 2005.
Cem funcionários da Nossa Caixa teriam desfilado no Carnaval com fantasias doadas pela Leandro de Itaquera. Na passarela, eles ajudaram a engrossar o coro do samba-enredo sobre as obras do rio Tietê realizadas por Alckmin.
A VERSÃO DO PT – Procurado ontem para tratar do assunto, o ex-vereador Arselino Tatto afirmou que as situações de 2006 e deste ano são diferentes. Segundo ele, no caso da Leandro de Itaquera ocorreu o envolvimento direto de tucanos nas escolhas da escola de samba, enquanto no caso da Acadêmicos de Niterói não houve qualquer interferência do governo federal ou de Lula nas decisões da agremiação. “O Lula procurou a CGU [Controladoria-Geral da União], foi perguntar, se informou direitinho. O partido estava discutindo os prós e contras, e a partir do momento em que tivemos uma garantia jurídica de que estava tudo bem, ok, e foi bonito”, disse Tatto.
Preconceito religioso – A Secção do Rio de Janeiro da Ordem dos Advogados do Brasil afirmou em nota, ontem, que o desfile da Acadêmicos de Niterói em homenagem ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) “configurou prática de preconceito religioso dirigido aos cristãos”. “A liberdade religiosa, consagrada como direito fundamental, constitui pilar essencial do Estado Democrático de Direito. Qualquer conduta que implique intolerância ou discriminação religiosa representa afronta direta à ordem constitucional e aos compromissos internacionais assumidos pelo país”, afirma a nota.
Quase 4 milhões de foliões – Cerca de 3,7 milhões de foliões marcaram presença no Carnaval do Recife este ano. Este foi um dos números apresentados pela Prefeitura no balanço geral da folia, ontem, no Paço do Frevo. Conforme os dados apresentados, R$ 2,8 bilhões foram injetados na economia local, gerando 60 mil empregos temporários. Durante a apresentação, a Prefeitura da Cidade do Recife destacou que houve uma ocupação da rede hoteleira de 97%, com 502.205 passageiros utilizando o Aeroporto dos Guararapes.
Festa agradou em cheio – Sobre a estrutura da festa, mais de três mil atrações se apresentaram nos 50 polos de folia. Conforme a PCR, 98% dos artistas são pernambucanos. O balanço apresentado trouxe a informação que mais de 250 agremiações desfilaram pelas ruas e avenidas da cidade. O levantamento aponta que 99% dos foliões avaliaram a folia do Recife como altamente satisfatório, enquanto 95% afirmaram que a festa superou as expectativas. Segundo os dados, 98,4% dos entrevistados disseram que pretendem retornar no próximo ano e recomendariam o evento a amigos e familiares.
Sonolento e abatido – O vereador Carlos Bolsonaro (Republicanos-RJ) publicou, ontem, um post no Instagram no qual detalha o estado de saúde e a rotina de visitas do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que cumpre prisão no Complexo Penitenciário da Papuda. Após a visita, o parlamentar descreveu o pai como “sonolento e abatido”. Durante a visita, o vereador relatou ter organizado itens pessoais permitidos na cela, como livros e utensílios de plástico, além das marmitas enviadas pela ex-primeira-dama, Michelle Bolsonaro. Segundo Carlos, as refeições são acompanhadas por mensagens de incentivo, que classificou como “pequenos gestos que mantém a dignidade em meio ao absurdo”.
CURTAS
MULHER – Segundo o prefeito João Campos, durante os dias de folia, a Central da Mulher registrou mais de 8 mil visitas. A campanha educativa distribuiu 183.300 leques informativos e 26 mil manuais “Como não ser um Babaca no Carnaval”, reforçando o combate ao assédio. O Centro Marta Almeida foi ativado como polo de acolhimento, orientação e prevenção, fortalecendo a rede de proteção. Além disso, 19.034 crianças receberam pulseiras de identificação para evitar desaparecimentos.
CONTA DE R$ 5 BI – Augusto Lima passou o mês de fevereiro tentando desesperadamente se livrar da liquidação do seu banco Pleno (ex-Voiter), decretada hoje pelo BC. Tentou vender ativos. Não foi suficiente. Foi ao FGC, mas nada conseguiu ali. O ex-sócio principal de Daniel Vorcaro no Master, que ganhou estatura no mundo financeiro a partir de boas relações com o governo da Bahia, nos tempos de Rui Costa, vai deixar uma conta de cerca de R$ 5 bilhões para o FGC honrar, de acordo com quem acompanha de perto seus negócios.
PEDIDO – O ex-presidente do Banco de Brasília (BRB), Paulo Henrique Costa, solicitou à Polícia Federal (PF) que seja ouvido novamente no âmbito das investigações relacionadas ao caso Master. Segundo a defesa, o pedido foi feito ainda em 30 de dezembro de 2025, após audiência realizada no Supremo Tribunal Federal. Em nota, o advogado Cleber Lopes afirmou que a iniciativa não tem relação com eventual acordo de colaboração premiada.
Perguntar não ofende: Lula viajou e deixou o pepino do desfile nas mãos de Alckmin?
A candidatura do ex-vereador Ivan Moraes será defendida pelo Psol nas conversas com a Rede Sustentabilidade, que lançou Alfredo Gomes na disputa pelo Governo de Pernambuco, nesta quarta-feira (18). No entanto, o próprio Ivan se diz disposto a dialogar para tentar um consenso pela boa relação com o reitor da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). A Rede também apresentou o ex-deputado Paulo Rubem Santiago como postulante ao Senado, enquanto o Psol já tem a vereadora Jô Cavalcanti na disputa. As informações são do Blog Dantas Barreto.
“A gente espera que haja um consenso, uma composição, mas que a Rede e o deputado Túlio Gadêlha me apoiem para governador. Agora, eles têm o direito de lançar um pré-candidato. O reitor Alfredo tem feito um belo trabalho na UFPE e Paulo Rubem é uma referência histórica para todo mundo que caminha no campo progressista. Tenho certeza que, em muito breve, chegaremos a um acordo programático, a partir do que já se vem construindo. Gosto do diálogo e conto muito com o apoio de todos eles, além do deputado Túlio Gadêlha, à nossa candidatura”, disse Ivan Moraes ao Blog Dantas Barreto.
O presidente da Federação Rede-Psol em Pernambuco, Jerônimo Galvão, observou que os partidos têm autonomia para apresentar pré-candidaturas e que esse assunto será tratado através do Consenso Progressivo, que é o instrumento interno dos dois partidos. “Enquanto Psol, vamos defender o nome de Ivan Moraes. Caso não haja consenso, a decisão será no voto e o Psol tem a maioria”, antecipou o dirigente. “Nosso trabalho é para que todos permaneçam juntos, mas vai depender do processo de negociação”, acrescentou Galvão.
Apesar de Alfredo Gomes ter dito que haverá nova rodada de conversa entre os pré-candidatos e dirigentes da Rede e do Psol, na próxima segunda-feira, Jerônimo Galvão contou que ainda não houve contato nesse sentido.
Políticos bolsonaristas e da direita comemoraram a queda da Acadêmicos de Niterói, que homenageou Lula na Sapucaí. A escola volta para o grupo de acesso.
Flávio Bolsonaro (PL-RJ) citou fantasia de “família em conserva”. O pré-candidato à Presidência disse que “quem ataca a família, não merece aplauso”. A crítica é uma referência a uma das alas formada por integrantes vestidos de lata. O rótulo exibia a imagem de um casal hétero com duas crianças, que seriam os filhos, e a frase “família em conserva”.
Segundo o filho de Jair Bolsonaro, “o próximo rebaixamento vai ser do Lula”. O atual presidente deve tentar à reeleição este ano e deve ser o principal adversário do senador na corrida eleitoral.
DOS PROJETOS DE DEUS NÃO SE ZOMBA!
Lula é sempre uma ideia ruim, seja para governar o País, seja para um samba enredo. Nunca nos esqueçamos: família é algo sagrado. Depois dessa escola, o próximo rebaixamento vai ser do Lula e do PT. pic.twitter.com/inLJFP6Pnw
Rebaixamento da escola demonstra como Lula está “afundando o Brasil”, disse Nikolas Ferreira (PL-MG). A homenagem, para o deputado federal, foi “muito bem adequada”.
A escola foi rebaixada demonstrando como o Lula está afundando o Brasil. Isto sim foi uma homenagem muito bem adequada. pic.twitter.com/CgiiLt8dKU
Romeu Zema (Novo) ironizou e disse ter ficado “muito triste com uma notícia dessas”. O governador de Minas Gerais afirmou ainda que a queda da escola é a “primeira derrota do PT em 2026”. “Deixe sua risada”, escreveu o deputado estadual Gil Diniz (PL-SP).
Deputado federal Carlos Jordy (PL-RJ) ironizou a escola, dizendo que o samba-enredo escolhido era “porco”. Para ele, a “lei de causa e efeito não falha”, já que foi feita campanha antecipada a favor de Lula e contra o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Líder do PL na Câmara dos Deputados, o deputado federal Sóstenes Cavalcante (PL-RJ) chamou a Acadêmicos de Niterói de “escola de samba de Lula”.
A primeira derrota do PT em 2026 já veio, e a gente fica muito triste com uma notícia dessas… 😂🥳🥳 pic.twitter.com/aTKXd0WzDm
Escola homenageou Lula e fez críticas ao ex-presidente. Na comissão de frente, um ator fantasiado de palhaço Bozo fez gestos de “arminha” e flexões de braço. A agremiação virou alvo de ações na Justiça antes mesmo do desfile — o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) liberou o desfile, mas afirmou que a decisão não se tratava de um “salvo-conduto”.
Se Raquel Lyra (PSD) apostava no Carnaval para reverter a baixa popularidade no Recife, esses dias de folia não trouxeram boas notícias para sua pré-campanha à reeleição. As iniciativas de seu governo foram tão pífias na capital pernambucana que, em vários momentos, nem a governadora pareceu botar muita fé naquilo que suas equipes prepararam para os foliões.
Por várias noites, o palco do Festival Pernambuco Meu País, montado no Recife Antigo por iniciativa do Governo de Pernambuco, foi flagrado com baixa adesão do público, enquanto, a poucos metros dali, o Marco Zero fervilhava. O polo municipal teve recorde de público, sacramentando o sucesso de mais uma condução da festa pela Prefeitura do Recife, comandada por João Campos (PSB), líder nas pesquisas e potencial adversário de Raquel nas eleições deste ano.
O Carnaval promovido pela gestão do prefeito do Recife deu tão certo que até Raquel fez questão de postar uma foto na abertura da festa na noite da quinta-feira (12), junto com a multidão presente no Marco Zero. As redes sociais dela e do governo também exaltaram a montagem da escultura gigante do Galo sobre a Ponte Duarte Coelho, outra ação da Prefeitura.
Na despedida, não foi diferente. Em vez de prestigiar o Festival Pernambuco Meu País, Raquel preferiu terminar o Carnaval em um camarote privado em Olinda, junto a aliados como o ministro André de Paula (PSD) e os deputados Mendonça Filho (União Brasil) e Joãozinho Tenório (PRD). Em paralelo, João Campos valorizou os polos municipais. Esteve várias vezes no Marco Zero ao longo do reinado de Momo e, na terça (17), passou por polos em Jardim São Paulo, Ibura e Casa Amarela.
Se nem a governadora se animou com a estrutura que preparou, não tinha por que o público reagir diferente. O fracasso do Pernambuco Meu País no Recife Antigo foi uma demonstração disso, além de um flagrante gasto de recursos públicos de forma mal dimensionada, a poucos metros de um polo já consolidado. E mesmo em cidades sem tradição de Carnaval e administradas por aliados de Raquel, os relatos foram parecidos. Em Jaboatão Centro, o festival do governo só reuniu gente no dia em que a governadora esteve presente. Já na praia de Candeias, foram sucessivas noites de público minguado.
Dizem que o ano só começa após o Carnaval, inclusive para os políticos, que passam a falar de maneira mais explícita sobre articulações e pré-candidaturas. Para Raquel, pelo visto, é hora de repensar estratégias no Recife e na Região Metropolitana, já que o termômetro da folia não trouxe resultados animadores para tudo o que ela já tentou nos últimos quatro anos.
A título de comparação, para quem adora (ou detesta) Janja, passo informação do ChatGPT sobre a mulher de Flávio Bolsonaro.
Fernanda Antunes Figueira Bolsonaro é dentista de formação. Atua na área de saúde, com especialização em ortodontia e ortopedia facial — incluindo atendimento tanto para adultos quanto para crianças.
Ela e Flávio Bolsonaro estão juntos desde 2010 e têm duas filhas. O casal celebra datas importantes nas redes sociais, mostrando momentos da família e declarações de afeto, como quando completaram 10 anos de casamento.
Fernanda aparece eventualmente nas redes sociais compartilhando registros pessoais, incluindo eventos da família e viagens. Em janeiro de 2026, por exemplo, ela e o marido publicaram registros de uma viagem com batismo simbólico no Rio Jordão (Israel).
A Acadêmicos de Niterói, que homenageou a trajetória do presidente Lula em desfile na Sapucaí, ficou em último lugar na apuração do carnaval do RJ e foi rebaixada do Grupo Especial. A escola retorna, assim, para a Série Ouro.
No enredo deste ano, a agremiação levou para a Avenida o enredo “Do alto do Mulungu surge a esperança: Lula, o operário do Brasil”. Na apuração desta quarta-feira (18), a escola perdeu pontos em praticamente todos os quesitos. Apenas na categoria samba-enredo ganhou nota 10. Com informações do jornal O Globo e do blog Dantas Barreto.
O desfile da Acadêmicos de Niterói foi repleto de polêmicas, pois utilizou na letra o jingle de campanha de Lula, o 13 do PT e temas que são mote de discursos do presidente. Além disso, fez encenações sobre o golpe que a ex-presidente Dilma Rousseff sofreu com participação do seu então vice Michel Temer.
Durante a apresentação, o ex-presidente Jair Bolsonaro foi interpretado por palhaços em carros alegóricos. Outra crítica que a Acadêmicos recebeu foi em relação à ala onde imagens de famílias conservadoras apareciam em latas de conserva.
A oposição repudiou a atitude da escola de samba e denunciou campanha eleitoral antecipada com uso de recursos da Embratur. Cada escola de samba do Rio de Janeiro recebeu R$ 1 milhão neste ano.
O presidente do Novo, Eduardo Ribeiro, disse que o partido entrará com uma ação para cassar o registro da candidatura do presidente Lula por abuso de poder político e econômico em razão da homenagem na Sapucaí. Já o pré-candidato à Presidência da República, senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), também anunciou que tomará medidas judiciais.
Segundo o Partido dos Trabalhadores a homenagem foi uma manifestação artística autônoma da escola de samba, sem participação, financiamento ou coordenação do partido ou do próprio presidente. A legenda sustenta que a apresentação está protegida pela liberdade de expressão artística garantida pela Constituição, respaldada pela jurisprudência do STF e do TSE, que reconhece manifestações culturais espontâneas como legítimas, inclusive em contextos políticos.
Enredo da Viradouro, mestre Ciça ficou emocionado ao comemorar a vitória da escola de Niterói. “Esse é o carnaval do sambista. Ganhou o samba, ganhou o sambista”, disse o homenageado em vida.
Aos prantos, ele completou: “Fizemos um samba fantástico e só tenho a agradecer, porque conseguimos emocionar a todos com essa homenagem. Estou feliz e vamos festejar na quadra até amanhã de manhã”.
A Vermelha e Branca de Niterói chegou ao seu 4º título com o enredo “Pra cima, Ciça!”, em que exaltou, em vida, Moacyr da Silva Pinto, o Mestre Ciça, de 69 anos, comandante da bateria. As informações são do portal g1.
O desfile, o 3º de segunda-feira (16), foi cheio de surpresas, emocionando o público e sobretudo os componentes — muitos ritmistas cruzaram a Avenida às lágrimas.
O Barreto voltou ao lugar mais alto do pódio apenas dois anos depois do último triunfo, em 2024, em que falou sobre uma serpente mística.
O Carnaval do Recife de 2026 bateu recorde de público e reuniu mais de 3,7 milhões de pessoas nos seis dias de festas. O evento também alcançou um número expressivo na economia, com movimentação de R$ 2,8 bilhões, incluindo a geração de 60 mil empregos temporários.
Os números foram revelados em coletiva de imprensa no Museu do Paço do Fervo, no Bairro do Recife, na manhã desta quarta-feira (18). “O Carnaval deste ano superou a nossa expectativa. A gente bateu recorde de público — 3,7 milhões de pessoas passaram pelos mais de 50 polos em todos os dias de festa. A gente também conseguiu aumentar o número de turistas. Tivemos 16% a mais de voos e 49% a mais de turistas internacionais”, comentou o prefeito do Recife, João Campos (PSB). As informações são da Folha de Pernambuco.
Outro destaque do balanço do Carnaval do Recife foi referente ao turismo. Durante a festividade, a rede hoteleira registrou ocupação de 97%, atingindo a expectativa projetada pelo secretário de Turismo e Lazer do Recife, Thiago Angelus, em janeiro, antes do começo da festa.
Durante o período carnavalesco, aliás, a capital pernambucana também contou com 150 voos extras. Segundo a Aena, empresa que administra o Aeroporto Internacional do Recife, 502.205 passageiros passaram pelo lugar, representando um aumento de quase 8% em relação ao ano passado.
Segundo o balanço divulgado, os turistas de São Paulo foram os que mais visitaram o Carnaval do Recife. A capital pernambucana também registrou um grande número de visitantes da Paraíba, Ceará, Rio Grande do Norte e Minas Gerais.
Já Internacionalmente, o balanço apontou os franceses como os turistas que mais visitaram o Carnaval da capital. Visitantes da Alemanha, Portugal, Espanha e Suiça também estiveram presentes em bom número na Festa do Momo recifense.
De acordo com a prefeitura, a estadia média dos visitantes no Recife foi de 5,15 dias, e mais de 70% dos foliões permaneceram mais de cinco dias. Além disso, 51% dos turistas estavam visitando o Carnaval do Recife pela primeira vez.
“Tivemos crescimento na movimentação de passageiros, movimentamos R$ 2,8 bilhões e tivemos a ocupação hoteleira de 97%. Isso para a cidade como um todo, para as pessoas que trabalham, para o setor de eventos, para a hotelaria, para todas essas atividades que fazem o Carnaval, foi bastante positivo”, analisou Angelus.
Aprovação do folião
Em pesquisa de satisfação sobre o Carnaval do Recife, 98,6% dos foliões entrevistados avaliaram a festividade como altamente satisfatória, enquanto 95% afirmaram que a festa superou as expectativas.
O levantamento também apontou que 98,4% dos entrevistados afirmaram que pretendem voltar ao Carnaval da cidade do próximo ano.
Para João Campos, esses indicadores representam o sentimento que ele viu ao percorrer a cidade durante o Carnaval. “É muito bom a gente poder ver os números confirmando esse sentimento. Eu andei a cidade toda. O sentimento é muito positivo em todo canto, todo mundo está feliz, animado. E quando a gente vê as pesquisas e os indicadores trazendo a representação desse sentimento, isso é muito bom”, declarou.