Pesquisa RealTime Big Data divulgada nesta quarta-feira (8) mostra João Campos (PSB) com 50% das intenções de voto na disputa pelo Governo de Pernambuco, o que, considerando apenas os votos válidos, garantiria uma vitória do ex-prefeito do Recife no primeiro turno. Já a governadora Raquel Lyra (PSD) aparece com 33%, o vereador Eduardo Moura (Novo), com 8%, e o ex-vereador Ivan Moraes (PSOL), com 2%. Brancos e nulos são 4%, e não sabem ou não responderam, 3%.
No cenário espontâneo, quando o eleitor é provocado a lembrar do nome do candidato que escolheria, João Campos também aparece em vantagem, com 21% da preferência, ante 18% de Raquel Lyra. O ex-prefeito do Recife tem ainda o maior índice de votabilidade: 23% disseram que votarão nele com certeza, e 40% consideram a possibilidade. Já sobre Raquel, 41% disseram que a conhecem, mas não votariam nela.
O levantamento foi feito com base em 1,6 mil entrevistas realizadas entre 7 e 8 de abril. A pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com o número PE-05353/2026. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos. O nível de confiança é de 95%.
À medida que o cenário político começa a se delinear para as Eleições 2026, um elemento passa a ocupar espaço central no debate público: a multiplicação das pesquisas eleitorais. A cada nova divulgação, o eleitor se depara com resultados que, não raramente, apontam direções distintas. Ora um candidato aparece na liderança, ora outro assume a dianteira. Esse movimento, embora esperado em um ambiente democrático dinâmico, provoca inquietação e suscita uma reflexão necessária sobre o real papel das pesquisas no processo eleitoral.
As pesquisas eleitorais, em sua essência, são instrumentos legítimos de aferição da opinião pública. Quando realizadas com rigor metodológico, transparência e responsabilidade, contribuem para qualificar o debate político, permitindo que a sociedade acompanhe tendências, compreenda cenários e avalie o desempenho dos atores políticos. No entanto, não se pode ignorar que esses levantamentos também exercem influência sobre o comportamento do eleitor.
É conhecido o chamado “efeito manada”, pelo qual parte do eleitorado tende a apoiar candidatos que aparecem à frente, por uma percepção de viabilidade eleitoral. Nessa perspectiva, a pesquisa deixa de ser apenas um retrato e passa a atuar, ainda que indiretamente, como fator de indução, o que reforça a necessidade de observância rigorosa das regras legais que disciplinam sua divulgação.
A legislação brasileira estabelece um conjunto claro de normas para a realização e divulgação de pesquisas eleitorais, cuja base permanece na Lei nº 9.504/1997, especialmente em seu art. 33, complementada pelas resoluções do Tribunal Superior Eleitoral. Um dos pilares desse regime é a exigência de registro prévio da pesquisa junto à Justiça Eleitoral, com antecedência mínima de cinco dias em relação à sua divulgação. Esse registro deve conter informações detalhadas e indispensáveis à aferição de sua regularidade, como o contratante, o valor pago, a metodologia empregada, o plano amostral, o período de coleta, o questionário aplicado, bem como a margem de erro e o nível de confiança. Trata-se de um mecanismo essencial de transparência e controle, que permite a fiscalização por candidatos, partidos, coligações, Ministério Público e pela própria sociedade.
Na prática, é fundamental que candidatos e equipes de campanha acompanhem de forma ativa esses registros no sistema da Justiça Eleitoral, analisando a consistência metodológica e a conformidade das informações prestadas. A ausência de dados obrigatórios, sua apresentação de forma incompleta ou inconsistências relevantes podem ensejar a impugnação da pesquisa e, como consequência, o impedimento de sua divulgação.
Nos últimos anos, tem-se observado um aumento significativo da judicialização nesse campo. A Justiça Eleitoral tem sido acionada com frequência para analisar a regularidade dos levantamentos e, diante de indícios de irregularidade, como, por exemplo, ausência de registro, falhas metodológicas ou divergência entre o conteúdo registrado e o efetivamente divulgado. Nesses casos, tem admitido, inclusive, a concessão de tutela de urgência para suspender de forma liminar a divulgação da pesquisa, em proteção à lisura do processo eleitoral.
Outro aspecto que tem chamado a atenção do eleitorado é a discrepância, verificada em alguns pleitos, entre os resultados das pesquisas e o resultado final das urnas. Essa diferença não invalida, por si só, os levantamentos, pois pode decorrer de fatores como mudanças de comportamento na reta final da campanha, voto útil, redução de indecisos e acontecimentos de última hora. É importante compreender que a pesquisa não projeta o resultado da eleição, mas retrata um momento específico, sujeito às dinâmicas próprias do ambiente político.
Nesse contexto, o desafio para as Eleições 2026 será equilibrar a liberdade de informação com a proteção da integridade do processo eleitoral. As pesquisas desempenham papel relevante na democracia, mas devem observar rigor técnico e estrita conformidade com a legislação, cabendo à Justiça Eleitoral coibir abusos, inclusive com a aplicação de sanções e a suspensão de divulgações irregulares, sempre que necessário para resguardar a normalidade e legitimidade das eleições.
Por fim, esse debate também exige uma postura crítica do eleitor, que deve interpretar os dados com cautela, compreendendo seus limites e contexto. Para candidatos e assessores, a lição é clara: mais do que reagir ao resultado das pesquisas, é essencial conhecer as regras que as regem e utilizar os instrumentos jurídicos disponíveis para fiscalizar eventuais irregularidades. A informação qualificada fortalece a democracia, mas, quando distorcida, pode comprometer a própria liberdade de escolha. Razão pela qual as pesquisas devem ser analisadas com responsabilidade nas Eleições 2026.
O presidente dos EUA, Donald Trump, disse, ontem, que concordou em suspender ataques ao Irã por duas semanas. O anúncio foi feito menos de duas horas antes do fim do prazo que ele havia estabelecido para que o país do Oriente Médio fechasse um acordo e reabrisse o Estreito de Ormuz.
De toda forma, ele condicionou a suspensão das hostilidades à reabertura de Ormuz — algo que o Irã disse ser possível, adicionando que pausaria as “ações defensivas” se não houver novos ataques. As informações são do portal CNN.
“Com base nas conversas com o primeiro-ministro Shehbaz Sharif e o marechal de campo Asim Munir, do Paquistão, nas quais me solicitaram que suspendesse o envio de forças destrutivas ao Irã esta noite, e desde que a República Islâmica do Irã concordasse com a ABERTURA COMPLETA, IMEDIATA e SEGURA do Estreito de Ormuz, concordo em suspender os bombardeios e ataques ao Irã por um período de duas semanas”, disse Trump em publicação na Truth Social.
Luiz Gastão defende regulamentação com teto para plataformas e maior fatia para motoristas
A regulamentação do transporte por aplicativos foi o centro da entrevista de ontem do deputado federal Luiz Gastão (PSD-CE) ao podcast Direto de Brasília, comandado pelo titular deste blog em parceria com a Folha de Pernambuco. Autor de um projeto de lei sobre o tema, o parlamentar apresentou uma proposta alternativa à enviada pelo Governo Lula e defendeu mudanças para reorganizar a relação entre plataformas, motoristas e usuários.
Ao justificar a iniciativa, Gastão criticou o texto do Executivo. “O governo mandou o Projeto de Lei nº 12, e esse sim recebeu trovões e trovoadas de todas as correntes, tanto dos aplicativos quanto dos motoristas”, afirmou. Segundo ele, a proposta foi estruturada para “simplificar essas relações” e garantir “segurança jurídica” aos envolvidos, reconhecendo as plataformas como intermediadoras do serviço e buscando reduzir impasses na tramitação.
O ponto central do projeto está na limitação da taxa cobrada pelos aplicativos. “No meu projeto, você limita a 30% o valor da intermediação”, disse. Na prática, a medida estabelece um teto para a participação das empresas e amplia a parcela destinada aos motoristas. “Se você paga hoje uma corrida de 100, o aplicativo só poderá ficar com até 30%”, afirmou, acrescentando que a mudança assegura maior previsibilidade de ganhos para quem realiza o serviço.
Outro eixo da proposta é a definição do motorista como profissional autônomo, sem vínculo formal de emprego, com regras específicas para contribuição previdenciária. “Nós classificamos o motorista como profissional autônomo. Dos 70% que ficam com ele, apenas 25% são considerados salário. Sobre esses 25%, o aplicativo vai recolher a previdência”, detalhou. Segundo o deputado, o restante será tratado como ressarcimento de despesas, sem incidência de tributos, o que, na avaliação dele, contribui para o equilíbrio da relação.
Gastão também rebateu a percepção de rejeição generalizada à regulamentação. Para ele, a resistência esteve concentrada na proposta anterior. “Esse cenário é reflexo do PL12 que o governo tinha mandado, e de uma regulamentação que engessava muito”, afirmou. Ao defender seu projeto, destacou que a intenção é preservar a flexibilidade da atividade. “Não estamos engessando essa relação”, disse.
Além dos motoristas, o deputado afirmou que o texto prevê garantias aos usuários. Segundo ele, as plataformas passarão a ter responsabilidade sobre a verificação de antecedentes dos condutores e a regularidade dos veículos. “Traz também para eles algumas relações com relação ao consumidor, para que o consumidor tenha mais segurança ao utilizar o serviço e tranquilidade sobre quem está dirigindo”, concluiu.
O trem da alegria – Numa medida extremamente eleitoreira, usando a máquina pública de forma acintosa, a governadora Raquel Lyra (PSD) nomeou em novos cargos três dos seis secretários exonerados pelo Governo de Pernambuco. Os secretários que ainda não têm decisão sobre eventual participação na eleição foram realocados no gabinete da governadora e na Casa Civil, o que permite a continuidade na administração até o período das convenções partidárias, previstas para julho. A informação foi apurada pelo blog Cenário.
CCJ vota escala 6×1 semana que vem – O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), disse que a Proposta de Emenda à Constituição (PEC), que põe fim à escala 6×1, deverá ser votada na próxima semana na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e até o fim de maio em plenário. “A admissibilidade será votada na próxima semana na CCJ. Imediatamente, criaremos a comissão especial para trabalharmos a votação em plenário até o fim de maio”, disse Motta.
Facções nas eleições – O procurador-geral da República, Paulo Gonet, afirmou que uma das maiores preocupações do Ministério Público Federal (MPF) é a influência das facções criminosas na campanha eleitoral de 2026. O PGR pediu a atuação firme e neutra para conter abusos e pressões de grupos criminosos que possam comprometer a liberdade de escolha do eleitor. “Temos de trabalhar para que o eleitor possa formar a opinião de forma livre, sem pressões econômicas, psicológicas ou políticas”, afirmou Gonet.
Inaceitável – O papa Leão XIV classificou como “inaceitável” a escalada de ameaças feitas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, contra o Irã. “A ameaça contra o povo do Irã é inaceitável. Há questões de direito internacional, mas muito mais do que isso, é uma questão moral”, disse o pontífice, durante coletiva de imprensa. A declaração do papa ocorre após uma publicação de Trump nas redes sociais, em que o presidente norte-americano ameaçou destruir o Irã.
Impacto em Noronha – Moradores de Fernando de Noronha estão preocupados com possíveis impactos da guerra no Oriente Médio no abastecimento de energia e água na ilha. O receio é de que a dependência de insumos externos afete serviços essenciais. A energia elétrica em Noronha é gerada a partir da queima de óleo diesel. Já a maior parte da água distribuída pela Companhia Pernambucana de Saneamento (Compesa) vem do mar e passa por um processo de dessalinização. Esse sistema depende diretamente de energia para funcionar. As informações são do portal G1/PE.
CURTAS
CHUVAS – Um alerta máximo de chuvas foi emitido pela Agência Pernambucana de Águas e Clima (Apac), ontem, e segue válido até hoje, indicando continuidade das precipitações. Para hoje, as precipitações com maior intensidade, de moderada a forte, devem seguir na RMR e nas Zonas da Mata Norte e Sul do Estado.
DESABRIGADOS – Até o momento, 21 pessoas estão desabrigadas devido as chuvas que assolam a capital pernambucana. Segundo o chefe do Centro de Operações do Recife (COP), Anderson Soares, desse quantitativo, 15 estão em um abrigo municipal localizado no bairro de Cajueiro, enquanto 6 pessoas estão na Creche-escola do Pilar, na área central da cidade.
ALTO RISCO – A área central do Recife possui 136 imóveis com risco estrutural alto ou muito alto, segundo a Defesa Civil da capital. Os números foram obtidos após vistorias feitas no ano passado. Do total de estruturas vistoriadas, 102 foram classificadas com grau alto de risco e 34 com grau muito alto. “Cada vistoria resulta em uma avaliação técnica individualizada, com orientações específicas para reduzir ou eliminar as situações identificadas”, destaca nota da corporação.
Perguntar não ofende: Até onde vai Raquel no uso da máquina pública para segurar aliados?
O Governo de Pernambuco assinou o contrato de concessão dos serviços de água e esgoto para a microrregião do Sertão e anunciou um pacote de investimentos estruturais no município de Petrolina. A concessão, vencida no leilão pela empresa Vita Sertão, prevê investimentos na ordem de R$ 3,2 bilhões e pagamento de uma outorga de R$ 805,8 milhões.
Foi mais um gesto em direção ao grupo de Miguel Coelho (União Brasil). A concessão era um pleito antigo, ainda da época em que era prefeito, e motivo de desavença com a gestão do ex-governador Paulo Câmara, que era filiado ao PSB. Miguel estava presente na cerimônia. As informações são do JC.
A medida abrange 24 municípios pernambucanos, e os valores correspondentes ao primeiro repasse já foram depositados nas contas das prefeituras, sendo destinados obrigatoriamente a ações de saneamento. A cidade de Petrolina recebeu R$ 45,9 milhões nesta primeira etapa.
O contrato estabelece um período de transição de 180 dias, durante o qual a Companhia Pernambucana de Saneamento (Compesa) continuará responsável pela prestação dos serviços.
Sobre a formalização do contrato, a governadora Raquel Lyra declarou: “Estamos vivendo um novo tempo na história do acesso à água e da universalização do tratamento de esgoto no nosso estado. Tivemos a coragem de enfrentar um tema que parecia espinhoso, como a concessão parcial dos serviços da Compesa. Nós acreditamos e hoje estamos oficializando o que parecia que não ia acontecer. Em seis meses iniciamos essa gestão em conjunto com 24 municípios pernambucanos”.
Infraestrutura hídrica e viária Além da concessão regional, o Executivo estadual autorizou a licitação para a ampliação da produção de água em Petrolina, o que inclui a reforma da Estação de Tratamento de Água (ETA) Centro, a recuperação do reservatório elevado e a instalação de uma nova estação de tratamento.
Estas obras contam com orçamento de R$ 76 milhões e têm previsão de atender 370 mil habitantes.
Na área de infraestrutura e mobilidade, a agenda incluiu o repasse de cinco ônibus escolares, um convênio de R$ 10 milhões com a prefeitura local para a pavimentação de dez vias e o anúncio de obras de restauração e duplicação da rodovia PE-647.
O trecho rodoviário vai da BR-407 até a divisa com a Bahia, no Aeroporto de Petrolina, compreendendo 3,8 quilômetros de extensão, com custo superiora R$ 17 milhões.
Foi anunciado ainda o projeto de um novo Hospital Regional no município, que terá a obra executada pelo Estado e a administração repassada à prefeitura.
Centro Interesportivo Educacional A programação oficializou também a inauguração do Centro Interesportivo Educacional de Petrolina. Administrado pela Secretaria Estadual de Educação (SEE), o espaço tem capacidade para atender até 3,2 mil pessoas e concentrará também ações de outras pastas estaduais, como a Secretaria da Mulher.
O complexo oferece 34 modalidades esportivas e é equipado com pista de atletismo, quadra poliesportiva, dojo para artes marciais, pista de skate e um auditório para 250 pessoas.
Aliados políticos presentes A cerimônia de assinaturas e entregas contou com a presença da vice-governadora, Priscila Krause (PSD), e dos secretários estaduais Almir Cirilo (Recursos Hídricos e Saneamento), Gilson Monteiro (Educação), Rodrigo Ribeiro (Desenvolvimento Urbano e Habitação), Simone Nunes (Projetos Estratégicos) e Ivete Lacerda (Esportes).
O evento reuniu também gestores municipais da região beneficiada, incluindo os prefeitos Simão Durando (Petrolina), Corrinha de Geomarco (Dormentes), Fabinho Lisandro (Salgueiro), Júnior Pinto (Exu), Helbinha Rodrigues (Trindade), Teto Teixeira (Moreilândia), Ismael Lira (Orocó), George de Sidney (Granito), Xicão Tavares (Verdejante), Cloves Ramos (Afrânio), Catharina Garziera (Lagoa Grande), Gildevan Melo (Santa Filomena) e George Duarte (Santa Maria da Boa Vista), além de parlamentares e lideranças políticas locais.
O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) tem defendido que o nome ideal para compor chapa com o pré-candidato à presidência Flávio Bolsonaro (PL) é o de Romeu Zema (Novo), segundo interlocutores mais próximos do ex-presidente.
Fontes ouvidas sob reserva afirmam que, quando for possível juridicamente, o próprio ex-presidente planeja conversar com Zema para reiterar a intenção de tê-lo na chapa presidencial do PL. As informações são da CNN.
O agora ex-governador mineiro resiste à ideia. Como mostrou a CNN, aliados avaliam que a posição de Zema ainda não está fechada e pode ser revista diante de um eventual convite formal de Flávio. Publicamente, porém, o governador afirmou nesta segunda-feira (6) não ter interesse em ocupar a vice.
Outras opções O partido Progressistas articula o nome da deputada federal por São Paulo Simone Marquetto para ser a vice. O movimento selaria uma aliança do PL com a federação União-PP e garantiria mais verba e tempo de TV para a candidatura.
Segundo comunicado do PP, a articulação está sendo feita pelo presidente estadual do partido em SP, Mauricio Neves, e pelo presidente nacional da sigla, senador Ciro Nogueira.
Flávio e Simone tiveram uma reunião nesta semana sobre a possibilidade.
Tereza Cristina, senadora do PP, também está entre as favoritas do PL. No entanto, segundo aliados, o foco dela é tentar a presidência do Senado em fevereiro de 2027. Tereza tem mandato de senadora até 2031.
A governadora Raquel Lyra (PSD) passa mais um dia no Sertão do São Francisco, nesta quarta-feira (8), com agenda administrativa ao lado do pré-candidato a senador Miguel Coelho (UB). Nesta terça-feira (7), novamente foi questionada pela imprensa se o ex-prefeito de Petrolina estará na chapa majoritária e não deu uma resposta. No entanto, quando estava na abertura do Clipe, olhou para um livro infantil cujo título era “Coelho prestativo” e soltou: “Estou em Petrolina e não direi nada, mas haverá sinais”. Miguel deu uma risada e disse que estão juntos.
Essa é a primeira vez que a governadora vai ao município sertanejo em companhia de Coelho, desde que assumiu o mandato, em 2023. O pré-candidato a senador destacou a decisão de Raquel de garantir saneamento para a população. As informações são do Diario de Pernambuco.
“Acompanhei a governadora Raquel Lyra na assinatura do contrato de concessão com a nova empresa que vai assumir os serviços de distribuição de água, coleta e tratamento de esgoto na microrregião do Sertão, que reúne 24 municípios. Com R$ 3,2 bilhões em investimentos, essa ação veio para melhorar a vida de muita gente. Também foi lançado o Plano Regional de Saneamento Básico do Sertão, mais um passo importante para transformar a realidade da nossa região”, ressaltou Miguel.
Hoje, a governadora fez a abertura do Circuito Literário em Petrolina (Clipe) e avisou que está liberado o Pix Tênis para os 213 mil alunos da rede estadual comprarem calçados novos. Raquel Lyra também autorizou a construção de duas creches na cidade sertaneja.
Amanhã, a agenda começa novamente em Petrolina, onde terá a inauguração da Estação de Tratamento de Água (ETA) com tecnologia de ultrafiltração desta parte do Estado com a promessa de acabar o rodízio de fornecimento na cidade vizinha de Lagoa Grande. O Estado aplicou R$ 14,2 milhões nessa obra. Raquel também vai garantir duas creches. Em Santa Maria da Boa Vista, haverá entrega de títulos de propriedade e reformas habitacionais.
Em sua passagem pelo Sertão, o pré-candidato ao governo do estado João Campos (PSB) gravou um vídeo e publicou nas redes sociais com críticas à situação das estradas de Pernambuco. Ele citou como exemplo o trecho da PE-585. Em resposta, o ex-secretário estadual de Meio Ambiente Daniel Coelho (PSD) rebateu o socialista e relembrou os 16 anos em que o PSB administrou o Palácio do Campo das Princesas.
“A diferença na estrada quando saímos do Ceará para Pernambuco. Do lado do Ceará, a CE-494 tá bem cuidada, mas quando entramos em Pernambuco, temos a PE-585 esburacada, prejudicando os motoristas e causando insegurança para quem trafega nela. E é uma estrada importante, que leva pra Ouricuri, Bodocó, Ipubi, Trindade, Araripina…Este é um retrato do que tá sendo feito errado e do que podemos fazer muito melhor em Pernambuco”, afirmou João Campos. As informações são do Blog da Folha.
Em resposta, Daniel Coelho relembrou que João Campos foi chefe de gabinete do ex-governador Paulo Câmara, que governou Pernambuco por 8 anos, e questionou: “As estradas de Pernambuco estão melhores ou piores que na época de João Campos e Paulo Câmara?”.
Confira os vídeos publicados pelos líderes políticos:
A Câmara dos Deputados aprovou nesta terça-feira um projeto de lei que estabelece regras para a transição administrativa entre governos após as eleições. A proposta cria um conjunto de obrigações para garantir que o chefe do Executivo eleito tenha acesso a informações e condições necessárias para assumir o cargo sem prejuízos à continuidade da gestão pública.
O texto segue agora para a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Casa para a redação final e, posteriormente, vai para a análise do Senado Federal.
Pelo texto, o período de transição começa após a proclamação do resultado eleitoral e segue até a posse, nos casos em que não há reeleição. Nesse intervalo, o governante que deixa o cargo e o eleito deverão indicar, em até 72 horas, uma equipe de transição formada por representantes de ambos os lados. As informações são do jornal O GLOBO.
A proposta determina que a administração que encerra o mandato tem o dever de facilitar o processo, assegurando acesso a dados, documentos, sistemas e informações sobre contratos e serviços em andamento. Também deverá garantir apoio técnico e disponibilizar estrutura física para o funcionamento da equipe responsável pela transição.
O descumprimento das obrigações pode resultar em sanções administrativas, aplicação de multa e obrigação de reparar danos. O texto ainda prevê agravantes em situações como sonegação de informações, destruição de dados ou intimidação de servidores para dificultar o processo.
Outro ponto aprovado é que os integrantes da equipe de transição não receberão remuneração específica pelo trabalho, exceto quando se tratar de servidores públicos, que mantêm seus vencimentos.
A governadora de Pernambuco, Raquel Lyra (PSD), comentou o posicionamento do partido nas eleições presidenciais deste ano em meio às articulações políticas que começam a se intensificar no cenário nacional. Durante entrevista à Rádio Grande Rio FM, de Petrolina, no começo da tarde desta terça-feira (7), a gestora destacou a autonomia da legenda no estado e indicou que a definição de apoio ainda será construída internamente, levando em consideração os interesses de Pernambuco.
“É importante dizer que, desde o primeiro momento em que entrei no partido, o presidente Gilberto Kassab nos deu total liberdade para construir um caminho que leve adiante o estado de Pernambuco de acordo com as nossas convicções. Vamos ter tempo para falar sobre isso, mas há autonomia para que a presidência do partido no estado, sob minha liderança, construa o caminho que entendermos ser mais importante para Pernambuco neste momento. É isso que nos representa”, afirmou. As informações são do Blog da Folha.
Raquel Lyra também reforçou que, neste momento, a prioridade da gestão é a entrega de ações e investimentos, deixando o debate eleitoral em segundo plano.
“Este não é o último ano da nossa gestão. Tenho dito que este é o primeiro ano dos próximos cinco. Quem quiser acreditar que vamos parar para discutir eleição e deixar de trabalhar, está enganado. Vamos continuar acelerando, como já estamos fazendo, com a entrega de obras, anúncios de novos investimentos e ações. É isso que estamos fazendo”, completou.
Ao comentar sobre a formação da chapa para a disputa à reeleição ao governo de Pernambuco, a gestora afirmou que ainda não há definições e destacou que o calendário eleitoral prevê que esse tipo de decisão seja consolidado apenas a partir de julho.
Miguel Coelho A governadora também abordou a pré-candidatura de Miguel Coelho (União Brasil) ao Senado, ressaltando a legitimidade de seu nome dentro do partido e a importância de sua participação no grupo político.
“Miguel, de maneira genuína e com muita legitimidade, como presidente do União Brasil, se coloca como pré-candidato ao Senado. Neste momento, não estamos fazendo discurso político ou buscando voto, estamos trabalhando. É importante que ele esteja ao nosso lado, com tranquilidade e serenidade. Sabemos que o tempo corre a nosso favor e vamos cumprir as etapas necessárias nas discussões internas e na construção da chapa que será apresentada para disputar o governo de Pernambuco”, afirmou.
A governadora também agradeceu a Miguel e ao grupo político dele pelo apoio concedido ainda nas eleições de 2022 e ao longo da atual gestão. Segundo ela, o gesto foi decisivo em um momento pessoal e político delicado.
“É importante ressaltar que Miguel Coelho, ainda na transição do primeiro para o segundo turno das eleições de 2022, declarou apoio mesmo diante de um momento muito difícil da minha vida. Eu sequer tinha condições de abrir os olhos ou de respirar com firmeza, mas ele, sem sequer me telefonar, tomou essa decisão por compreender que Pernambuco precisava viver um momento de mudança e transformação. Quero agradecer pela generosidade a ele e a todo o seu grupo, que se somaram à nossa gestão. Agora, precisamos deixar de lado as disputas locais e cuidar de Pernambuco”, declarou.
A polarização política brasileira produz, muitas vezes, expressões que causam estranheza. Uma delas é a do PSD, partido capitaneado pelo ex-prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, e conhecido por não ser “nem de direita, nem de esquerda, nem de centro”, frase folclórica de seu principal dirigente. Filiado à sigla, o deputado federal pelo Ceará, Luiz Gastão, não foge à regra e defende o voto no seu correligionário Ronaldo Caiado para presidente da República, mas apoia a reeleição do governador Elmano Freitas (PT).
“Vou votar em Ronaldo Caiado, vou trabalhar por ele e pedir voto no Ceará para o nosso candidato a presidente pelo PSD, Ronaldo Caiado”, declarou Gastão, em entrevista ao podcast Direto de Brasília. “E hoje o nosso partido tem o direcionamento de apoiar o governador Elmano para a reeleição. Tudo indica que ele será o candidato”, completou o parlamentar.
Gastão fez elogios ao adversário de Elmano no Ceará, o ex-governador Ciro Gomes (PSDB), mas acredita que seu partido seguirá no palanque petista em nível estadual. “Acho que o Ciro é um bom quadro, que precisa reorganizar a vida, e ele está buscando fazer isso. É um nome que tem o respeito de muitos cearenses, mas que precisa agora mostrar qual é o Ciro que será candidato a governador. Nós estamos aguardando e vendo. Acho que o governador Elmano tem feito um bom governo, tem mantido o que nós, do Ceará, achamos que é importante, as linhas estratégicas dos programas itinerantes, da forma de trabalhar, fazendo com que o Ceará não perca a sua capacidade de investimento, de organização dentro disso”, analisou.
Relator da Subcomissão Especial da Escala de Trabalho 6×1 na Câmara dos Deputados, o deputado Luiz Gastão (PSD-CE) apresenta ressalvas à Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 8/2025. Representante do setor produtivo, o parlamentar afirmou, em entrevista ao podcast Direto de Brasília, que é favorável à redução da jornada de trabalho de 44 para 40 horas, mas cobrou do governo outras medidas que beneficiariam mais os trabalhadores.
“Acho que 100% das pessoas acham que a medida é eleitoreira. Não é o setor empresarial que está contra. Mas você dizer que simplesmente vamos acabar com a escala 6×1, então vamos fazer o quê? Vamos acabar com várias empresas, várias atividades econômicas, tirar o direito do trabalhador de escolher o seu tempo. Vai proibir que uma empresa trabalhe e que aquele trabalhador vá buscar outro emprego ou o que vai fazer? Você tem setores em que o trabalhador trabalha em duas empresas, porque o salário, infelizmente, é baixo. Nós precisamos aumentar e melhorar o poder de compra do trabalhador. Só fazemos isso tendo empresas com competitividade, concorrência justa e crescendo”, defendeu.
“Acho que a discussão é válida. Se nós trabalharmos dentro de uma proposta conciliadora, com equilíbrio, com gestão, reduzindo a jornada de trabalho para 40 horas semanais, dando às micro e pequenas empresas uma compensação para que elas possam manter seus trabalhadores e ampliar seus empregos, dando mais competitividade ao mercado de trabalho e reforçando ao consumidor que, com essas ações, você não vai aumentar o custo. Nós precisamos dar também conforto para que a gente possa manter o equilíbrio dentro disso. O que defendo é isso: redução da jornada de trabalho com equilíbrio, com possibilidade de ter ganhos reais e manter os empregos necessários para o desenvolvimento do país”, completou Gastão.
Autor do projeto que visa regulamentar o transporte por aplicativos, o deputado federal Luiz Gastão (PSD-CE) afirma que a legislação protegerá motoristas e consumidores. Em entrevista ao podcast Direto de Brasília, ele esclareceu que a iniciativa foi realizada após diálogo com a categoria, e que parte das críticas seriam destinadas à proposta encaminhada pelo governo Lula (PT), o que motivou a ação do parlamentar.
“Primeiro, vamos esclarecer. O governo mandou o Projeto de Lei nº 12, e esse sim recebeu trovões e trovoadas de todas as correntes, tanto dos aplicativos quanto dos motoristas. Era um projeto que não estava conseguindo tramitar no Congresso, por uma série de limitações. Como havia uma discussão muito grande com relação a esses aplicativos, resolvi preparar um projeto de lei simplificando essas relações, dando segurança jurídica a todos os entes. Nós reconhecemos os aplicativos como intermediadores de serviço. E limitamos em 30% o valor da intermediação (para as plataformas), dando dignidade ao motorista, que vai ter no mínimo 70% da corrida”, destacou Gastão.
“O segundo ponto é que classificamos o motorista como profissional autônomo, e ele vai pagar a contribuição por horas trabalhadas, com base nos valores que lhe pagarão. Então, dos 70% da corrida com que ele ficar, apenas 25% são considerados salário. Sobre esses 25%, o aplicativo vai recolher a contribuição previdenciária do motorista. E os outros 75% são considerados ressarcimento de despesas, portanto isentos de qualquer tributação. Isso traz, no mínimo, um equilíbrio com relação a essas relações, e segurança jurídica para o motorista, que ao escolher a corrida saberá quanto estará ganhando”, completou o parlamentar cearense.
Para os usuários, Gastão acredita que eles também serão beneficiados em termos de segurança. O deputado ainda reforçou que a iniciativa não deverá afetar o preço das corridas. “O usuário ganha a garantia, porque o projeto responsabiliza os aplicativos, que têm que ter o controle da ficha de antecedentes de quem vai ser o motorista, se o carro está com vistoria e com o IPVA pago. Ou seja, traz também para eles algumas relações com o consumidor, para que haja segurança ao pegar um carro e ter a tranquilidade sobre quem está dirigindo e que está sendo levado para um local seguro”, concluiu Gastão.