Foi notícia esta semana o fato de que as Câmaras Municipais de Timbaúba e Arcoverde, após o resultado das eleições, promoveram o reajuste dos subsídios de prefeitos e vereadores para a legislatura subsequente.
O artigo 29, caput, da Constituição Federal, consagra o princípio da anterioridade na fixação dos subsídios dos vereadores. Como bem destacou o Conselheiro do TCE/PE Marcos Nóbrega, em resposta à consulta formal, “os subsídios dos parlamentares municipais devem ser fixados em cada legislatura para vigorar na subsequente” (Acórdão TCE/PE nº 1527/15).
Considerando que a atual legislatura termina em 01/01/2025, em tese, ainda estamos dentro do prazo legal para essa fixação.
No entanto, o Tribunal de Contas de Pernambuco, assim como outros tribunais de contas pelo país, orienta que o princípio da anterioridade deve ser interpretado em conjunto com os princípios da impessoalidade e da moralidade. Assim, a votação da remuneração deve ocorrer antes de conhecidos os eleitos para os cargos, ou seja, “em data anterior à realização do pleito eleitoral” (Decisão TCE/PE nº 0999/09).
Outro comando legal relevante neste período de fixação de subsídios é o disposto no artigo 21, parágrafo único, da Lei Complementar nº 101/2000 (Lei de Responsabilidade Fiscal – LRF). A norma prevê a nulidade de pleno direito de qualquer “ato de que resulte aumento da despesa com pessoal nos 180 (cento e oitenta) dias anteriores ao final do mandato do titular de Poder ou órgão referido no art. 20”.
O conceito de aumento da despesa com pessoal é complexo e depende de fatores como a variação na receita e no nível geral de despesas. Em alguns casos, mesmo que haja reajuste, criação de cargos ou outro ato que eleve a despesa, um incremento proporcional na receita ou o corte de outras despesas pode evitar o aumento da despesa com pessoal apurada em um período de 12 meses.
Quanto aos subsídios do prefeito, vice-prefeito e secretários municipais – fixados por iniciativa da Câmara – não há uma previsão explícita na Constituição exigindo a aplicação do princípio da anterioridade. Contudo, em decisão recente, o STF reconheceu a repercussão geral da matéria no Recurso Extraordinário nº 1344400 (Tema 1.192), indicando que o tema será objeto de definição com maior uniformidade.
Diante disso, é de bom alvitre que a fixação da remuneração dos Vereadores e dos demais agentes políticos municipais seja realizada nos primeiros seis meses do ano em que se realizam as eleições, a fim de evitar uma insegurança jurídica e garantir que a regulamentação anterior seja corretamente aplicada.
*Advogado, ex-prefeito de Triunfo, ex-presidente da União dos Vereadores de Pernambuco – UVP, secretário da Comissão de Direito Municipal da OAB/PE
A escultura do Galo Gigante já reina em absoluto na Ponte Duarte Coelho, bairro da Boa Vista, centro do Recife. Ele começou a ser montado às 15h de ontem (7) e, até a manhã deste domingo (8), tinha 95% da estrutura concluída.
Na ponte, a movimentação de pessoas é intensa. Os foliões já aguardam com ansiedade a chegada dos dias de folia. É a montagem do Galo que também virou evento. As informações são da Folha de Pernambuco.
O design da peça é de responsabilidade do artista plástico Leopoldo Nóbrega. Ele acompanhou o início dos trabalhos e saiu da Duarte Coelho por volta das 2h. Pesando oito toneladas, a escultura tem como tema ‘Galo Folião Fraterno’, em homenagem ao arcebispo emérito de Olinda e Recife Dom Helder Câmara.
Ele é feito com técnicas de mosaico, upcycling, pontilhismo e impressões aplicadas em diferentes partes, bem como materiais sustentáveis.
Grandeza
A escultura não é gigante apenas no nome. São 32 metros de altura, o equivalente a um prédio de 11 andares. Segundo Carlos Accioly, que é diretor da engrenagem de produção da empresa EP Engrenagem, 26 pessoas estão envolvidas nessa montagem. Ao todo, são 56 partes e 650 parafusos.
“O efeito de vela [pressão do vento] corresponde a dez carros populares. Toda a estrutura está dimensionada para isso. Só falta [concluir] a carenagem da pena e o fechamento. A parte estrutural do Galo deve estar concluída até às 10h30. Fica faltando somente o acabamento da parte de decoração, que se estende até à terça-feira”, explica.
Embora as pessoas admirem o fato de o Galo estar majoritariamente montado em menos de 24 horas, Carlos afirma que a chuva atrasou os trabalhos.
“Foi um pouco mais demorado do que a nossa expectativa, em função da chuva, que atrapalhou bastante. Quando chove temos que parar por questão da segurança do nosso pessoal. Todo mundo aqui está empenhado e, daqui a pouquinho, está concluído”, acrescenta Accioly.
O vice-presidente Geraldo Alckmin elogiou o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino por agir contra “esse escândalo dos supersalários acima da Constituição brasileira”.
Na quinta-feira (5), Dino concedeu uma liminar para suspender todas os chamados “penduricalhos” nos três Poderes em nível federal, estadual e municipal. Todos os órgãos dos Executivo, Legislativo e Judiciário deverão, em até 60 dias corridos, reavaliar o fundamento legal de todas as verbas remuneratórias e indenizatórias atualmente pagas aos membros de Poder e aos seus servidores públicos.
O ministro determinou que os chefes de Poderes devem publicar ato discriminando cada verba remuneratória, indenizatória ou auxílio, o seu valor, o respectivo critério de cálculo e o fundamento legal específico.
“Eu quero fazer um elogio público aqui a um juiz, o ministro Flávio Dino, que através da Constituição está servindo ao povo brasileiro. Esse escândalo dos supersalários, acima da Constituição brasileira, estabelece teto para cada Poder. Então, nós temos que valorizar esses aspectos importantes que o regime democrático, o funcionamento do Supremo nos trazem”, afirmou em entrevista ao programa Visão Crítica da Jovem Pan, que foi ao ar na noite da última sexta-feira (6).
Relação com Lula
O vice-presidente afirmou estar “muito feliz” onde está e disse que a decisão sobre a renovação ou não da chapa presidencial será “mais para frente”. Além da Vice-Presidência, Alckmin acumula o comando do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).
“Estou muito feliz trabalhando com o presidente Lula, trabalhando pelo país, suando lá a camisa no Ministério da Indústria, fazendo todas as reformas aí que a gente precisa fazer”, afirmou o vice em entrevista ao programa Visão Crítica da Jovem Pan, exibida na noite de sexta-feira (6).
Para São Paulo, Alckmin disse que seu campo terá “um bom candidato”, mas não será ele. “Não sou eu. Mas nós vamos ter, num momento adequado, nós vamos ter um bom candidato para poder colocar, para servir a população do Estado”, sustentou.
Alckmin elogiou os ministros da Fazenda, Fernando Haddad (PT), do Planejamento, Simone Tebet (MDB), e do Empreendedorismo, Márcio França (PSB), destacando o desejo deste último de disputar o Palácio dos Bandeirantes. “E tem outros nomes, que nem estão na imprensa, mas tem outros nomes. Então, isso vai amadurecer”, completou.
Questionado sobre se o governo Lula merece um novo mandato, ele respondeu: “Política é comparação, é comparação. A democracia melhorou. O Brasil se consolida como uma das grandes democracias do Ocidente. A economia melhorou, você está com um desemprego mais baixo, renda mais alta, massa salarial maior, o meio ambiente melhorou. O desmatamento na Amazônia, que estava brutal, caiu 50%. A COP 30 foi aqui. A saúde melhorou”, resumiu.
E concluiu: “Se a gente tiver um quadro comparativo, nós vamos ver que avançamos. Temos muito mais condições de avançar num outro mandato com mais diálogo e entendimento”.
Todas as regiões de Pernambuco devem permanecer com chuvas moderadas ao longo deste domingo (8), segundo a Agência Pernambucana de Águas e Clima (Apac). A meteorologia indica que a atmosfera segue muito instável em todo o estado, favorecendo a ocorrência de precipitações, com possibilidade de acumulados acima de 50 milímetros em alguns municípios.
De acordo com a Apac, as chuvas devem continuar moderadas no Sertão ao longo da segunda-feira (9). Já na Região Metropolitana do Recife, Mata Norte, Mata Sul e Agreste, a previsão é de chuvas entre fracas e moderadas. O alerta está associado à atuação do Vórtice Ciclônico de Altos Níveis (Vcan), responsável pelas instabilidades. Nas redes sociais, circulam vídeos de moradores do Sertão e do Agreste pernambucano comemorando a chegada da chuva, após períodos de estiagem.
O monitoramento em tempo real da Apac mostra que, nas 12 horas contabilizadas até as 10h deste sábado, Paulista, na Região Metropolitana do Recife, registrou os maiores acumulados, com 41,11 mm no bairro do Janga e 35,23 mm em Maria Farinha. Em seguida aparecem Igarassu (33,26 mm), São José da Coroa Grande (30,4 mm), Recife (27,78 mm, na Guabiraba) e Olinda (22,55 mm, no Jardim Fragoso). Também tiveram volumes próximos ou acima dos 20 mm municípios como Camaragibe, Goiana e Cabo de Santo Agostinho.
Um dos principais nomes da música pernambucana, Alceu Valença sobe no trio elétrico, neste domingo (8), para fazer a alegria dos moradores da Região Metropolitana do Recife (RMR) em mais uma edição do bloco Bicho Maluco Beleza, às vésperas do Carnaval.
A partir das 15h, o cantor e compositor que completa 80 anos em 2026 se apresentará na Rua da Aurora, área central do Recife. O evento é gratuito. As informações são da Folha de Pernambuco.
Este é o segundo ano seguido que o super bloco do renomado artista desembarca no Estado como prévia carnavalesca. Em 2025, o Bicho Maluco Beleza arrastou 700 mil pessoas e, segundo a organização, a estimativa para este ano é de repetir o público.
Artistas
Nesta edição, estão confirmadas as participações de Lenine, Almério, Larissa Lisboa e Juba Valença, além de cortejos de frevo, maracatu e caboclinhos.
Repertório
Dono de canções famosas que embalam a folia no Estado, Alceu promete fazer jus à fama para sacudir os fãs neste final de semana. O público pode aguardar seguro que vai rolar “Voltei Recife”, “Bom Demais”, “Diabo Louro” e “Ciranda da Rosa Vermelha”, além das versões em tempo de frevo de “Tropicana” e “Táxi Lunar”.
Momentos apoteóticos não faltam com “Anunciação”, “Girassol”, “Belle de Jour”, “Bicho Maluco Beleza”, entre outros clássicos.
Os portugueses vão às urnas neste domingo (8) para o segundo turno das eleições presidenciais. Esta é a primeira vez em 40 anos que o pleito é decidido em segundo turno. Estão na disputa Antonio José Seguro, do Partido Socialista, e André Ventura, do Chega, partido de extrema-direita.
O candidato socialista terminou em primeiro, com 31% dos votos, enquanto Ventura somou 23%. As últimas pesquisas indicam uma vantagem ainda maior para Seguro no segundo turno, com quase 70% das preferências. Ventura ficaria com 33%. As informações são da CBN.
Após vinte anos no poder, o Partido Social Democrata, de centro-direita, foi o grande derrotado desta eleição, terminando o primeiro turno em quinto lugar. O candidato social-democrata declarou apoio aos socialistas.
Apesar de uma provável vitória da esquerda, a pauta anti-imigração nunca esteve tão presente na política portuguesa. A ascensão desse discurso preocupa brasileiros radicados em Portugal.
Ao todo, 11 milhões de eleitores estão aptos a votar neste domingo. Porém, em um sistema onde o voto não é obrigatório e com o país enfrentando fortes tempestades, a abstenção poderá ser um fator decisivo.
Vivi muitos carnavais no Sertão, de onde venho. Lá, garoto, brincava os quatro dias de folia nos clubes. O Acai, Aero Clube de Afogados da Ingazeira, era a nossa Marquês de Sapucaí. Eu era feliz e não sabia!
Nos nossos carnavais, as palavras eram substituídas por sorrisos e o alto astral era linguagem universal da alegria. Uma época em que as almas se libertavam e os sonhos se tornavam realidade, através das fantasias coloridas.
Era a festa que aquecia o coração e agitava a alma. Não havia violência, não se roubava o beijo sem consentimento, não havia desrespeito. Tudo era fantasia, que virava realidade quando aparecia o amor com o símbolo da folia. Seu Dinamérico, o maestro Dino, com Guaxinim e seu sax de ouro, orquestravam o amor no compasso da folia.
O Carnaval era feito de samba no pé, sorriso no rosto e purpurina na pele. Os apaixonados traziam flores para enfeitar o carnaval das suas amadas junto com confetes e serpentinas, colorindo e alegrando a passarela.
Meus carnavais em Afogados da Ingazeira, meu reino encantado da juventude, eram como fogos de artifício: intensos, brilhantes, mas desapareciam no final do reinado momesco.
Hoje, meus carnavais são evocações da nostalgia de um tempo de marchinhas, confetes e serpentinas, celebrando a alegria da festa de rua. Havia beleza de marchas, o canto de paz e magia. Com a beleza dos velhos carnavais, as marchas eram tão lindas que o povo cantava o seu canto de paz. O segredo? Rodear-se de pessoas que faziam sorrir o coração.
Saudade daqueles carnavais que eram a essência da ancestralidade, onde a luta e a festa eram irmãs. Quem não viveu os carnavais de outrora não sabe o que é alegria genuína. A gente se divertia com as alegorias, as fantasias coloridas, sentia o perfume do amor nas passarelas.
Celebrava a vida com paixão, energia e amor ao máximo. A alegria reinava nos quatro dias de folia. Nas ruas, a festa era o segredo da felicidade. Havia máscaras e cores, sorrisos no ar. Carnaval era tempo de se apaixonar.
Diferente do que acontece hoje, o Carnaval nos ensinava que, mesmo quando os amores eram passageiros, ainda podiam ser inesquecíveis, porque eram como fogos de artifício: intensos, brilhantes e desapareciam no final da festa. Na verdade, os nossos carnavais eram palcos perfeitos para amores efêmeros, onde as máscaras escondiam o que o coração desejava.
Na quarta-feira de cinzas, o silêncio era sagrado e o Carnaval ficava apenas na memória, sem vestígios de plástico nas ruas. Meus carnavais eram capibianos, ou seja, celebravam Capiba e seus frevos românticos: “Espero um ano inteiro até ver chegar fevereiro. Só sei que carrego alegria pra dar e vender”.
As músicas de Capiba são consideradas um “hino” da folia, focando no coletivo, na liberdade e na euforia do povo pernambucano. Capiba foi o nosso mestre do frevo. Definiu o Carnaval como uma eterna renovação de alegria e resistência cultural.
Suas composições, que são eternas, destacam a espera ansiosa por fevereiro, a multidão contagiante, o uso da sombrinha e a paixão pelo frevo até a quarta-feira de cinzas.
Mais do que isso, celebram a identidade nordestina com irreverência e amor. Quando ele canta “Espero um ano inteiro / Até ver chegar fevereiro” mostra a expectativa e a importância emocional do Carnaval para o povo pernambucano, evidenciando que a festa é aguardada como um momento de renovação da alegria.
Já na frase “Só sei que carrego alegria / Pra dar e vender” ressalta o espírito generoso e contagiante do frevo. No verso final, “Mas, se um dia o frevo acabar / Juro que eu vou chorar”, Capiba revela o apego afetivo à tradição e à cultura local, sugerindo que o frevo é mais do que música: é uma expressão fundamental da identidade pernambucana.
O contexto histórico de Capiba como um dos maiores compositores do gênero reforça o valor simbólico da canção, que celebra e preserva a essência do Carnaval pernambucano.
Já em “De Chapéu-de-sol Aberto”, Capiba utiliza a imagem do chapéu de sol aberto para representar não só a proteção contra o sol intenso do Carnaval pernambucano, mas também a liberdade e o colorido das ruas durante a folia.
Essa figura reforça o sentimento de pertencimento e celebração coletiva, especialmente no verso “a multidão me acompanha, eu vou”, que destaca o caráter comunitário do frevo e do Carnaval em Pernambuco.
Às vezes, o verdadeiro brilho do carnaval está em como ele ilumina nossa alma, não apenas as ruas. Assim como os desfiles acabam, a vida continua com seus próprios desafios e triunfos.
Os brasileiros estão procurando mais obter a Nacional de Trânsito, cujas novas regras para a aquisição estão em vigor desde o fim do ano passado. Segundo a Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran), os pedidos de habilitação subiram de 369,2 mil, em janeiro de 2025, para 1,7 milhão em janeiro de 2026. Isso significa um salto de 360% em apenas um ano. No mesmo período, os pedidos feitos diretamente pelos Detrans chegam a aproximadamente 194 mil.
Enfim: o programa CNH do Brasil já acumula 3 milhões de pedidos e 298,5 mil documentos emitidos. As razões? As normas para consegui-la mudaram — e para melhor. Por exemplo: não há mais a obrigatoriedade de passar por uma autoescola para fazer as provas teórica e prática, o que reduziu o tempo — e os custos — de todo o processo. Ainda segundo o órgão, 24.754 cursos práticos já foram realizados por instrutores autônomos, categoria que passou a existir desde a atualização da norma pelo Conselho Nacional de Trânsito (Contran).
Entre os estados com maior número de emissões, São Paulo lidera o ranking, com 76.521 mil habilitações expedidas, seguido por Minas Gerais, com 23.548, e pelo Rio de Janeiro, com 23.301. O número de pessoas que já concluíram os cursos teóricos passou de 196.707 para 824.494 — uma alta de 319%. Os exames teóricos, por sua vez, tiveram aumento de 32%, indo de 171.232 para 225.462. Já os cursos práticos cresceram 22%, saindo de 328 mil para mais de 400 mil, e os exames práticos registraram aumento de 11%, com mais de 323 mil aplicações em janeiro de 2026, frente a 291 mil no mesmo período do ano anterior.
Em fevereiro deste ano, mais mudanças, com a prova prática ganhando novo formato. Por exemplo: os exames de direção não precisam mais da baliza obrigatória, responsável por reprovar vários candidatos. No novo modelo, o examinador passa a considerar o desempenho e a conduta do candidato ao volante ao longo do trajeto. Além do fim da prova de baliza, também passa a ser permitido o uso de veículos automáticos pelos candidatos. E não existem mais faltas eliminatórias automáticas – tipo deixar o carro morrer. Os candidatos passam a ser avaliados pela soma de pontos decorrentes das infrações cometidas no percurso, dentro de um limite máximo de dez pontos. Os pesos mudam conforme a gravidade da infração (leve, média, grave e gravíssima).
Ram Dakota chega por R$ 289.990 – A nova picape Ram, a Dakota, acaba de ser lançada oficialmente no mercado brasileiro. Ela apareceu ao público pela primeira vez no Salão do Automóvel de São Paulo do ano passado. O modelo é oferecido em duas versões: Warlock, com visual e características mais voltadas para o off-road; e Laramie, que traz os cromados que já são tradicionais em uma Ram. “A pergunta que mais escutávamos de nossos clientes era quando teríamos uma picape média em nossa gama. Agora, com a Ram Dakota, entramos em um segmento muito disputado”, conta Juliano Machado, head da Ram para a América do Sul.
Ela compete com Hilux, Ranger, S10 etc. Os preços começam em R$ 289.990. A nova picape tem motor 2.2 turbodiesel, de 200 cv de potência e 45,9kgfm de torque, que atua em conjunto com um câmbio automático de oito marchas. Com esse conjunto, a nova Ram Dakota possui força e capacidade de sobra para rebocar até 3.500 kg e carregar 1.020 kg, com a caçamba comportando 1.210 litros. O compartimento de carga é revestido, possui iluminação interna e na terceira luz de freio de LED, além de ganchos de carga e capota marítima. A tampa traseira é amortecida e possui trava elétrica. O sistema de tração 4×4 conecta automaticamente o eixo dianteiro de acordo com as condições de aderência, além dos modos 4×4 com reduzida e 4×2. A escolha das opções de tração é feita através de um botão giratório localizado no console central, próximo ao seletor do câmbio, que é do tipo joystick e possui o recurso de retorno automático para a posição P (Park) caso a Ram Dakota seja desligada no modo Drive.
Para garantir capacidade máxima em situações fora de estrada, a nova Ram Dakota ainda possui bloqueio mecânico do diferencial traseiro, acionado por um botão no console central, e quatro modos de condução: Normal, Sport, Snow (neve) e Sand/Mud (areia/lama), também selecionados através de um comando acima do seletor de tração. A direção tem assistência elétrica e possui três níveis de peso (Leve, Normal e Firme), que podem ser alterados conforme preferência do condutor.
BYD amplia fábrica para seu primeiro carro 100% nacional – A BYD tem uma meta ousada para sua fábrica em Camaçari (BA). Até 2030 ela quer quadruplicar a produção de veículos por lá e entre o fim de 2027 e meados de 2028 promete fabricar um carro 100% brasileiro. Hoje a fábrica monta no regime SKD (a carroceria já vem montada e até previamente pintada da China), 420 carros por dia ou 150 mil por ano.
Em 2030, segundo o vice-presidente da marca para o Brasil, Alexandre Baldy, esse número passará para 600 mil, mirando o mercado brasileiro, a América Latina e mesmo parte da Europa. “Vamos ser a segunda maior fábrica da BYD no mundo e vamos garantir pelo menos 20 mil empregos diretos”, afirmou Baldy durante a visita da imprensa para conhecer os galpões de solda, estamparia e pintura que estão em fase de construção. O primeiro carro 100% brasileiro da BYD não foi definido, mas poderá ser um Dolphin Mini, um Song Pro ou um King — os três carros que são montados na planta atual pelo sistema SKD ou até um Song Plus, que também está garantido como o próximo modelo que entrará na linha de montagem em Camaçari.
Para os próximos anos, segundo o Head de Relações Públicas da BYD, Henri Karam, a estrutura atual da fábrica será espelhada — o que lhe proporcionará o dobro de toda parte física e garantirá a meta de até 2030 produzir 600 mil carros por ano. Hoje, são produzidos 150 mil. “Já trabalhamos a produção de 420 carros por dia, com 2,3 colaboradores diretos e mais uns 2,5 mil. Vamos aumentar este número para 20 mil colaboradores diretos com o crescimento da fábrica”, destacou. Karam garante que parte da estrutura deixada pela Ford será aproveitada para a fabricação de peças e componentes. São prédios que não se adaptam ao “estilo” chinês. Segundo ele, se for feita uma foto da fábrica da empresa na China e a fábrica em Camaçari praticamente será a mesma imagem, com algumas exceções por conta da diferença do solo e da paisagem.
Parceiros – Por isso, os prédios que eram da Ford serão oferecidos para fornecedores que vençam a concorrência para se tornarem parceiros da BYD e queiram fabricar suas peças e todo o material dentro da fábrica de Camaçari. Para tanto, a empresa lançou a campanha “A BYD quer conhecer você!” e repassou para todas as fábricas de peças automotivas e componentes no Brasil. Com isso, ela espera selecionar o melhor time de empresas desta área no Brasil e atraí-las para a Bahia.
O consumidor define – Alexandre Baldy, vice-presidente sênior da BYD, tem sempre uma resposta direta para quem lhe pergunta acerca dos próximos passos da empresa no Brasil. Quais serão os modelos? Qual o percentual entre híbridos e elétricos? A Denza (marca dos modelos super luxo da BYD) vai entrar na planta de Camaçari? “Quem define isso é o consumidor. Tudo que estamos fazendo aqui é baseado naquilo que o nosso consumidor deseja”, afirma Baldy.
Segundo o vice-presidente da BYD, toda e qualquer mudança que possa ser feita na fábrica, ou na linha de produção com relação a novos produtos, modelos e qualquer outra alteração, depende inicialmente do interesse empresarial da marca em investir neste ou naquele produto, mas essencialmente depende da resposta do consumidor. “Se percebermos que o consumidor quer determinado produto, nós vamos trabalhar para entregar este produto”, disse.
Denza – Sobre a marca de luxo Denza, Baldy disse que ela surpreendeu a todos no primeiro mês de 2026. Com apenas duas revendas conseguiu superar marcas tradicionais em carros de luxo e superluxo. “Em São Paulo conseguimos vender mais do que a Land Rover que tem umas dez lojas pela cidade e em Brasília batemos com todas as revendas de carros deste segmento durante o mês”, destacou.
Autonomia – Questionado se a BYD pretende investir em um carro 100% elétrico que tenha uma autonomia maior, Baldy afirmou que essa questão da autonomia para o consumidor é uma “ansiedade de percepção”. “Muitos falam da autonomia antes mesmo de andar em um carro com a autonomia atual. Mexer em autonomia significa mexer no tamanho da bateria, nos carregadores, na capacidade de carga da rua onde a pessoa irá carregar o carro, no bairro, no município e até do estado. Então essa questão da autonomia tem que primeiro superar a ansiedade do consumidor que às vezes pede uma coisa que ele não tem necessidade para o momento”, afirmou. (Walberto Maciel || Especial para Multieixos)
Captiva EV será nacional este ano – A Chevrolet está reforçando o foco nos SUVs, segmento que lidera a transição energética do mercado automotivo brasileiro, já que um em cada cinco utilitários esportivos comercializados no país já conta com algum nível de eletrificação. E os 100% elétricos se destacam por oferecer torque imediato, baixo custo de manutenção e zero emissão local. Por isso, suas atenções se voltam para o Captiva EV, que estreia em uma configuração exclusiva para a região, desenvolvida a partir das necessidades locais e validada pela engenharia brasileira. Desde que chegou às lojas, no final do ano, o veículo lidera as vendas de sua categoria nos últimos meses. Agora, a marca confirma que, em breve, o Captiva EV será produzido por aqui.
GMW cresce 70% – A GWM Brasil iniciou o ano com resultados comerciais expressivos, com crescimento acima da média do mercado. Em janeiro de 2026, a marca registrou 4.409 unidades vendidas, uma alta de 70% em relação ao mesmo mês do ano passado, superando a média de crescimento do mercado brasileiro de veículos leves, que ficou em 1,5% no período.
Esse desempenho impulsionou a GWM ao 11º lugar no ranking de vendas nacional, posicionamento inédito para a marca e à frente de concorrentes tradicionais como Ford, Caoa Chery e Citroën. O desempenho de janeiro reflete a força do portfólio da GWM no Brasil. A marca manteve a liderança absoluta no segmento de híbridos, impulsionada pelo Haval H6, que registrou 2.623 unidades vendidas no período, posicionando-se à frente de modelos como BYD Song Pro e Toyota Corolla Cross.
Nos rankings por categoria, a montadora também se destacou com o Haval H9 na 2ª posição entre os SUVs Grandes (SUV E), com 882 unidades vendidas, e com o Tank 300 ocupando o 3º lugar na mesma categoria com 363 unidades, reforçando a presença da marca em diferentes segmentos do mercado automotivo nacional. Esse resultado ocorre após um 2025 sólido para a empresa, que encerrou o ano com 42.785 unidades comercializadas e crescimento de aproximadamente 46% sobre 2024, superando também o desempenho do mercado nacional no período.
Venda de seminovos impulsiona vistoria veicular – O aquecido mercado de veículos seminovos no Brasil tem movimentado outro importante segmento: o de vistoria veicular. O volume histórico de negociações — 18,5 milhões de unidades, um crescimento de 17,3% em relação a 2024 — fez com que redes como a Super Visão ampliassem significativamente a demanda por seus serviços. Em 2025, por exemplo, a empresa registrou crescimento em muitas unidades. Esse bom desempenho do mercado refletiu diretamente na expansão da franquia. Ao longo de 2025, a Super Visão inaugurou 17 novas unidades em diferentes regiões do país e registrou crescimento de 12% no seu faturamento. Presente em quase todas as regiões do Brasil, a rede projeta a abertura de mais 25 unidades.
Picapes: Ranger passa Hilux – As vendas de comerciais leves 0km em janeiro trouxeram algumas mudanças. A Fiat teve a dobradinha com Strada (3.608) e Toro (1.848). A Ford Ranger (1.740) ficou novamente à frente da Toyota Hilux (1.687). A Chevrolet S10 ficou na 5ª posição, com 638, seguida pela Mitsubishi Triton. No mercado geral, foram vendidas, segundo a Fenabrave, 162.484 unidades – das quais 125.136 automóveis e 37.348 comerciais leves. Entre as montadoras, a Fiat (34.260) liderou pela 61ª vez consecutiva. A Volkswagen ficou em segundo, com 25.737. A Chevrolet, apenas 16.164 unidades emplacadas, só perde mercado, com quase 18% de queda em um ano.
O sucesso do luxo chinês – A Denza, nova marca de luxo do mercado brasileiro, encerrou seu primeiro mês completo de vendas na liderança em Brasília, um dos mercados mais disputados deste segmento no Brasil. Em São Paulo, principal centro econômico nacional, a marca também alcançou um feito relevante: superou a Land Rover em volume de vendas. Foi no cenário nacional, no entanto, que a marca mostrou a força do offroad B5, seu produto de estreia.
As 130 unidades comercializadas no período a colocaram à frente da Lexus, tradicional e já consolidada no mercado premium brasileiro. A análise regional reforça esse desempenho. Em Brasília, a Denza alcançou a liderança absoluta, com 19,9% de participação. Já em São Paulo, o mercado premium mais competitivo do país, a marca registrou 61 unidades vendidas, consolidando-se como uma nova força no segmento de alto padrão. A Denza é do grupo BYD.
O recorde das duas rodas – As vendas de motos novas no Brasil no ano passado foram tão grandes que bateram o recorde, registrando assim o melhor desempenho da história. Foram, no total, 2,19 milhões de unidades, segundo a Fenabrave, que representa as concessionárias. E 2026 começou bem, superando os números em janeiro de 2025. Foram, ao todo, 178.537 modelos emplacados no primeiro mês do ano, número 17,49% maior que o de mesmo período do ano passado. Aliás, a Fenabrave projeta que o mercado de motos alcance este ano 2,41 milhões de unidades, com alta de 10% sobre o ano passado. Confira, então, o ranking de vendas de janeiro: a Honda, para não fugir à regra, manteve a liderança.
Honda CG 160: 37.671
Honda Biz 125: 21.024
Honda Pop 110i: 18.101
Honda NXR 160 Bros: 15.101
Mottu Sport 110i: 6.738
Yamaha YBR 150: 6.067
Honda CB 300F Twister: 5.785
Honda PCX 160: 4.753
Honda XRE 190: 4.114
Yamaha Fazer 150: 3.463
Bajaj cresce 74% – A Bajaj do Brasil iniciou 2026 mantendo a trajetória de crescimento no mercado brasileiro de motocicletas. Em janeiro, emplacou 3.006 unidades, resultado que representa um avanço de 74% em relação a janeiro de 2025 e um crescimento de 28% quando comparado à média mensal de emplacamentos do ano anterior. Entre os destaques do período, a Dominar 250 alcançou, em janeiro, o importante marco de 5 mil unidades emplacadas desde o seu lançamento.
Como preparar seu carro para vender mais rápido – Vender um carro usado pode ser um desafio, mas algumas medidas simples fazem diferença tanto na velocidade da negociação quanto no valor comercializado. Por outro lado, os compradores também estão mais exigentes, explica Ycaro Martins, fundador da Vaapty, líder no segmento de intermediação de venda de veículos do Brasil. “A primeira impressão conta muito. Um veículo limpo, polido e com o estofamento bem conservado se destaca imediatamente nos anúncios. Esse cuidado estético transmite confiança, atrai mais interessados e até reduz o espaço para negociações por preço menor”, afirma Martins.
Manutenção – Além da estética, a manutenção preventiva é outro ponto decisivo. Itens como pneus, freios, iluminação e bateria devem estar em boas condições. Manter e apresentar notas fiscais e comprovantes de revisões realizadas em concessionárias ou oficinas de confiança também agrega valor ao veículo. “Um histórico de manutenção organizado, com peças originais e serviços regulares, mostra ao comprador que o carro foi tratado com zelo e responsabilidade”, acrescenta.
Documentação – Outro fator essencial é manter a documentação em dia. Multas, IPVA e licenciamento atrasados podem travar a negociação e até reduzir o preço final.
Pequenos reparos – Esse é um investimento que gera retorno: riscos na pintura, detalhes no interior e ajustes simples na lataria ajudam a evitar descontos excessivos solicitados por compradores. “Condições de lataria, estofamento e painel influenciam diretamente no valor de mercado. O histórico de batidas e qualquer sinal de ferrugem ou amassado pode desvalorizar o carro. Já os veículos com revisões feitas em concessionária costumam valer mais”, orienta o fundador da Vaapty.
Intermediação – Mesmo após todos esses cuidados, muitos proprietários ainda enfrentam dificuldades para encontrar compradores ou conduzir a negociação com segurança. Nesses casos, a intermediação profissional surge como uma solução eficiente. “Quando há pendências documentais, financiamento em aberto ou urgência na venda, a intermediação é a melhor alternativa. Ela agiliza o processo, garante segurança jurídica e assegura o melhor valor de mercado”, explica.
Renato Ferraz, ex-Correio Braziliense, tem especialidade em jornalismo automobilístico.
O PT deu neste sábado (7) o pontapé inicial da campanha presidencial de 2026. Em um ato político com tom histórico e eleitoral, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou que será candidato à reeleição, cobrou unidade interna, defendeu alianças amplas e exaltou a trajetória do partido, que completará 46 anos na próxima terça-feira (10). O presidente convocou a militância para o que chamou de guerra política em 2026. Disse que a fase “Lulinha paz e amor” acabou.
“Eu quero estar na frente com vocês”, afirmou Lula ao reafirmar que será candidato à reeleição. O petista pretende conquistar um quarto mandato. Declarou que vive seu “melhor momento físico e mental” aos 80 anos e disse estar “motivado para cacete” para a disputa eleitoral.
A cúpula do PT e militantes do partido se reuniram por três dias em Salvador para comemorar o aniversário da legenda. O ato político deste sábado encerrou as celebrações. Estavam presentes o presidente nacional Edinho Silva, os líderes do partido no Congresso José Guimarães (CE) e Jaques Wagner (BA), além de governadores, ministros e congressistas. Lula foi o último a discursar.
A militância ocupou o espaço com bandeiras, camisetas vermelhas e gritos de “sem anistia”. O Hino Nacional foi cantado pela ministra da Cultura, Margareth Menezes. Houve também manifestações de apoio à comunidade LGBTQIA+ e cânticos que exaltavam a coligação entre Lula e aliados no Nordeste. O clima foi de festa com forte carga política.
Guerra eleitoral
Ao falar do cenário eleitoral, Lula disse que será necessário construir alianças amplas e reforçou a estratégia de contrastar os governos de Michel Temer (MDB) e Jair Bolsonaro (PL) com sua gestão.
Lula adotou tom combativo ao afirmar que a eleição será uma “guerra” e que acabou o “Lulinha paz e amor”. Orientou o PT a firmar alianças para vencer em 2026 e elogiou a parceria com PSB e PCdoB. No discurso, ignorou a presença do PSD, representado pelo ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, e pelo senador baiano Otto Alencar.
“Não estamos com essa bola toda em todos os Estados. Precisamos compor e decidir se a gente quer ganhar ou perder. Como eu quero ganhar, Edinho, você vai ter que tratar de fazer as alianças necessárias para a gente ganhar as eleições. Um acordo político é uma coisa tática”, disse.
Sobre o partido, Lula disse que disputas internas acabaram com o PT na Grande São Paulo e enfraqueceram o partido ao longo dos anos. O petista não entrou em detalhes, mas sua fala também uma referência ao assassinato do ex-prefeito de Santo André (SP), Celso Daniel, em 2002.
Sobre o partido, Lula disse que disputas internas acabaram com o PT na Grande São Paulo e enfraqueceram o partido ao longo dos anos. O petista não entrou em detalhes, mas sua fala também foi uma referência ao assassinato do ex-prefeito de Santo André (SP), Celso Daniel, em 2002.
“O PT governava 24 milhões de pessoas na Grande São Paulo. Governava Osasco, Guarulhos, Santo André, São Bernardo (do Campo), Diadema, Mauá, Campinas, governou Piracicaba. Hoje o que o PT governa? O que aconteceu? Em algum momento nós erramos. É preciso ver onde erramos para a gente corrigir, não podemos continuar persistindo no erro. O PT de Santo André era um PT extremamente organizado, era símbolo. O que aconteceu com o PT de Santo André? As brigas internas acabaram com o PT”, afirmou.
Em São Paulo, maior colégio eleitoral do país, o PT ainda não definiu quem liderará a chapa estadual nem a estratégia de alianças para 2026. Lula tenta convencer o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, a disputar o governo do Estado, mas ele resiste a entrar na corrida. O partido também convidou a ministra Marina Silva (Meio Ambiente) para se filiar ao partido – ela está de saída da Rede – e disputar uma vaga ao Senado pelo Estado. Os petistas esperam ainda ter a ministra Simone Tebet (Planejamento) na mesma chapa ao Senado. Ela avalia se permanece no MDB ou migra para outra sigla como o PSB.
Há também a possibilidade de que o vice-presidente e ministro Geraldo Alckmin (Indústria e Comércio) venha a disputar algum dos cargos em São Paulo, embora ele tenha dado declarações em sentido contrário.
O presidente também cobrou que a filiação partidária não seja motivada apenas por projetos eleitorais, ao embalar críticas à atual mercantilização da política. Disse que a direita faz política movida pelo dinheiro.
Ainda, Lula tentou insuflar a militância a defender o governo e permanecer mobilizadas nas redes sociais. “Nós temos que ser mais desaforados porque eles são desaforados. E nós não podemos ficar sendo quietinhos. Não tem mais essa de Lulinha paz e amor. Essa eleição vai ser uma guerra”, afirmou.
Pediu ainda que a militância vá para a periferia para conversar com a população, especialmente os evangélicos. Disse que a maioria deles recebe benefícios do governo federal.
O presidente criticou ainda o próprio PT por ter sido a favor das emendas parlamentares impositivas aprovadas pelo Congresso em 2025. O Orçamento de 2026 de 2026 foi aprovado com R$ 61 bilhões destinados para emendas. Disse que a decisão da bancada no Congresso foi “grave”.
Alckmin enaltecido
A presença do vice-presidente Geraldo Alckmin, que já manifestou interesse em permanecer na chapa presidencial, foi tratada como símbolo da política de alianças defendida pelo PT.
Alckmin, que é filiado ao PSB, ganhou elogios de Lula. “Eu tenho muita sorte na vida e uma delas é saber escolher meu vice. Eu duvido que algum presidente tenha tido a sorte de ter o vice que eu tenho”, declarou.
O vice-presidente retribuiu. Compareceu ao evento usando meias vermelhas e elogiou o partido. “O PT não nasceu do alto. Nasceu do povo. Da voz e da luta do povo. Uma árvore cresce pela raiz. É um partido identificado pela liberdade, pela justiça”, afirmou. Em seguida, completou: “Vamos pra frente, Lula presidente”.
Na imagem, Geraldo Alckmin (à esq.) e Lula (à dir.) no evento dos 46 anos do PT, realizado em Salvador (BA). Foto: Sérgio Lima/Poder360
Edinho Silva também destacou a importância de Alckmin para a coalizão eleitoral. “O senhor simboliza nossa capacidade de diálogo, tão importante na vida do PT, com todos os partidos que estão nos ajudando a reconstruir o Brasil”, disse.
Na quinta-feira (5), Lula disse que Alckmin e o ministro da Fazenda, Fernando Haddad têm “um papel a cumprir nas eleições de São Paulo”. Nenhum dos dois, no entanto, quer disputar eleições no Estado. Haddad diz que quer contribuir na campanha à reeleição do petista elaborando o plano de governo. Alckmin quer continuar na chapa de Lula como vice. Na sexta-feira (6), Alckmin disse que não considera concorrer ao governo de São Paulo nas eleições de 2026.
O PT também afirma avaliar as alianças nacionais e estaduais, o que pode influenciar na escolha de outro vice. O presidente do PT disse, também, que o partido enfrenta desafios estruturais, como a ascensão do fascismo no mundo e a perda de espaço institucional. Defendeu a ampliação das bancadas estaduais e federais e a construção de um “grande Congresso” aliado. Criticou as emendas impositivas, afirmando que elas reduzem o poder do Executivo.
Homenagens e discursos
O evento começou com homenagens a militantes históricos que morreram recentemente. Lula pediu que os tributos fossem feitos com sua presença. Zé Dirceu homenageou Paulo Frateschi, Everaldo Anunciação e Frei Sérgio.
O presidente do PT na Bahia, Tássio Brito, abriu os discursos destacando a reconstrução da imagem de Lula após a prisão. Disse que a militância fará Lula presidente de novo no primeiro turno. “Nós ganhamos o país de novo. A tarefa importante é tarefa do PT”, afirmou.
Ao fim do evento, militantes cantaram parabéns com direito a bolo. Também ecoaram cânticos sobre a coligação “Jero-Lula”, em referência ao governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues. Lula encerrou lembrando que foi na Bahia, em julho de 1978, que defendeu pela primeira vez a criação do PT. “Foi aqui, no dia 15 de julho de 1978, que a classe trabalhadora decidiu criar um partido político”, recordou.
Na imagem, Lula e o governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues. Foto: Sérgio Lima/Poder360
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) disse neste sábado (7) que a eleição vai ser uma “guerra” e que acabou o “Lulinha paz e amor”. A fala aconteceu durante o evento de aniversário de 46 anos do Partido dos Trabalhadores (PT), em Salvador (BA).
Segundo o petista, as redes sociais “têm mais mal do que bem” e, por isso, é preciso “escrachar” cada mentira contada. “Eles são desaforados e nós não podemos ficar sendo quietinhos. Não tem essa mais de Lulinha paz e amor. Essa eleição vai ser uma guerra, e nós vamos ter que estar preparados para ela”, disse. As informações são da CNN Brasil.
Lula também disse que o que está em jogo neste ano não é só a eleição, mas a democracia do país. E defendeu a construção de uma narrativa política pelo PT.
“Se depender do que nós fizemos comparado a eles, nós já ganhamos essas eleições, mas não é isso que vai decidir. Não se iluda. O que vai ganhar essas eleições é a nossa narrativa política”, finalizou.
A programação da comemoração do aniversário do partido começou na última quinta-feira (5) e, desde então, contou com debates e painéis.
O ato político deste sábado teve, além do presidente Lula, a presença de ministros do governo e líderes do PSB, PCdoB e Psol. O evento foi o pontapé inicial da pré-campanha à Presidência.
Embora a filiação ao PT esteja marcada apenas para o dia 13 de março, a deputada estadual Dani Portela já teve a ficha abonada pelo presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva. Ainda filiada ao Psol, Dani esteve em Salvador para participar das comemorações dos 46 anos do partido.
“Foi uma honra atender o chamado do presidente Lula para fortalecer o seu time em Pernambuco. Onde ele me chamar eu estarei a postos, para cumprir minha tarefa”, afirmou a deputada.
Dani Portela marcou o ato de filiação ao PT para 13 de março, pois a janela para troca de partido será aberta no dia 4 e vai até 4 de abril. Mesmo tendo anuência do Diretório Estadual do Psol, a deputada não quis arriscar, pois algum suplente poderia pedir seu mandato alegando infidelidade partidária. As informações são do Blog Dantas Barreto.
A Ponte Duarte Coelho, conhecida como Ponte do Galo, foi bloqueada, na tarde deste sábado (7), por conta do início do processo de lançamento e montagem do Galo Gigante, ícone protagonista do Bloco Galo da Madrugada, que acontece no próximo sábado (14).
A interdição começou por volta das 15h, em meio a um forte temporal, e faz parte da preparação para o Carnaval do Recife 2026. As informações são da Folha de Pernambuco.
“Começamos a interdição às 15 horas e vamos aproveitar o tempo, enquanto não volta a chover, e sermos estratégicos para acelerar um pouco o lançamento do Galo”, ressaltou Carlos Acioli, diretor da EP Engrenagem, empresa responsável por montar a estrutura do Galo Gigante.
O bloqueio de uma das principais vias rodoviárias do centro da capital pernambucana permanecerá até o próximo dia 21 de fevereiro, sendo liberada no dia seguinte (22), a partir das 12h.
A subida do Galo Gigante, que irá homenagear Dom Helder Câmara e Nise da Silveira neste ano, está prevista para a próxima quarta-feira (11), às 19h.
Também estão previstas, em todo o Bairro do Recife, proibições de estacionamento a partir da próxima quinta-feira (12), assim como bloqueios em outras vias importantes para a passagem do desfile do Galo da Madrugada.
Agentes da Autarquia de Trânsito e Transporte Urbano (CTTU) estavam presentes durante toda a interdição da ponte. O gestor de operações da autarquia ressaltou as rotas de trajeto alternativas à via para acessar o Recife Antigo e a importância da atuação de sua equipe durante o início do processo de içamento do Galo Gigante.
“Neste momento, a companhia de trânsito está fazendo o isolamento para que, aqui, a alegoria esteja sendo montada. Na próxima quarta-feira, nós vamos ter a apoteose da sua subida, e todos os veículos que vieram da Rua do Sol devem seguir em frente para acessar a Ponte Velha e fazer o retorno de acesso para a Rua da Aurora”, destacou.
“Esse é o principal motivo da nossa presença em virtude do bloqueio da Ponte Duarte Coelho”, pontuou o gestor, além de que a fiscalização das vias será intensificada para coibir essas práticas que colocam em risco os foliões”, pontuou o gestor.
Próximas intervenções no trânsito do Recife para o Carnaval 2026
A Prefeitura do Recife divulgou o esquema de trânsito para o Carnaval 2026, com restrições a partir dos dias 12 e 13 de fevereiro. Haverá proibição de estacionamento em todo o Bairro do Recife, inclusive em áreas de Zona Azul, e bloqueio das vias para veículos. A exceção é a Avenida Cais do Apolo, liberada parcialmente para tráfego misto até o TRF. Os acessos à Avenida Alfredo Lisboa e à Rua Madre de Deus permanecem interditados até a Quarta-feira de Cinzas.
As pontes Princesa Isabel, Maurício de Nassau e Buarque de Macedo serão interditadas para veículos e destinadas a pedestres durante o período. A Princesa Isabel e a Buarque de Macedo terão abertura diária, das 6h às 12h, para limpeza e abastecimento. A Ponte do Limoeiro ficará aberta ao tráfego misto, com acesso condicionado à lotação dos estacionamentos e faixa exclusiva para o Expresso da Folia.
Na sexta-feira (13), a partir das 21h, ruas dos bairros de São José e Santo Antônio serão interditadas para a concentração do Galo da Madrugada, incluindo Rua do Sol, Avenida Guararapes e Rua Imperial, além de bloqueios no Viaduto Capitão Temudo e na Avenida Sul. No sábado (14), dia do desfile, haverá interdições na Avenida Cruz Cabugá, Rua Princesa Isabel e Avenida Conde da Boa Vista. Como rota alternativa entre as zonas da cidade, a orientação é utilizar a Avenida Governador Agamenon Magalhães.
O deputado federal Nikolas Ferreira (PL) afirmou ontem (6) que não será candidato a governador em Minas Gerais, após ser cotado para a disputa pelo senador Flávio Bolsonaro (PL), que concorrerá ao Planalto.
Em entrevista ao podcast Café com Ferri, transmitida pelo YouTube, o parlamentar afirmou que “descartou” a possibilidade e que dará preferência à “construção de base e de relacionamentos”. As informações são do jornal O Globo.
“Não vou ser candidato a governador. Descartei essa possibilidade. Qualquer pessoa que estivesse no meu lugar, pensando só em eleições, iria. Mas não estou pensando só em eleição. Para encarar isso, não basta só competência, tem que criar uma base de secretários, deputados estaduais, prefeitos, vereadores. Tem que ter o poder real, tenho que ter entrada no Judiciário, dentro da mídia, caso contrário só estou me colocando numa posição de alvo para me matarem antes da hora. Então estou trocando o presente pelo futuro”, disse.
Na ocasião, também disse que uma eventual candidatura também seria “um prato cheio para a esquerda” e que preferia ir à reeleição para “construir base” e “criar relacionamentos”.
Durante a entrevista, Nikolas também respondeu a críticas feitas por integrantes da direita sobre seu engajamento em pautas caras ao bolsonarismo, como a campanha de Flávio à presidência.
No ano passado, ele também chegou a ser cobrado por não demonstrar apoio à atuação do ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) nos Estados Unidos pela aplicação a autoridades brasileiras.
“Já estou deixando algo bem claro: sou deputado federal por Minas, e Minas é minha prioridade. No primeiro turno, estarei em Minas, e ponto final. Nas eleições municipais, eu fui usado por muita gente que chega, me pressiona, apoia fulano de tal… e é muito difícil”, afirmou. “Política é via de mão dupla, e vai ser dessa forma nessa eleição. Eu aprendi. Só vou fazer parte de um projeto se eu souber qual é o plano, a estratégia, o objetivo.”