Os prefeitos pernambucanos foram surpreendidos, na sexta-feira, com a notícia de uma queda de 10,4% no pagamento da 2ª parcela do Fundo de Participação dos Municípios (FPM) que deve ser transferida hoje pela União. Essa redução na transferência pode impactar diretamente o cumprimento de obrigações, como o repasse do duodécimo para as Câmaras Municipais e o pagamento do 13º salário dos servidores.
O vice-presidente da Associação Municipalista de Pernambuco (Amupe), Marcelo Gouveia, prefeito de Paudalho, destacou que muitos prefeitos já estão atrasando o pagamento do INSS e correndo risco de processos judiciais. Ele também mencionou a frustração em relação à promessa do presidente Lula de compensar as quedas do FPM por meio de parcelas extras para garantir que os municípios recebam o mesmo valor nominal do ano anterior. Até o momento, as parcelas de julho, agosto e setembro não foram liberadas.
O ex-ministro da Previdência, do Trabalho, das Comunicações e da Secretaria-Geral de Governo, além de ex-presidente do PT e ex-deputado federal, Ricardo Berzoini, é o convidado do meu podcast em parceria com a Folha de Pernambuco, o ‘Direto de Brasília’, de hoje. O programa irá ao ar excepcionalmente nesta quarta-feira, por motivo de conflito na agenda do entrevistado.
Recentemente, em entrevista ao Correio da Manhã, chefiado em Brasília pelo jornalista Rudolfo Lago, parceiro do podcast, Berzoini fez uma análise sobre o atual quadro eleitoral, na disputa entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que tenta a reeleição, e seu principal adversário, Flávio Bolsonaro (PL).
Berzoini projeta a possibilidade de Flávio Bolsonaro ter uma performance semelhante à que teve seu pai, Jair Bolsonaro, nas eleições de 2018, quando foi eleito presidente. Na ocasião, seu adversário não era Lula, mas Fernando Haddad. “Ou seja, será como gosta de dizer aquele locutor de futebol: ‘Haja coração!’ Uma disputa voto a voto”, disse ele.
Um outro fator que merece atenção, segundo Berzoine, é a pressão que deve ser exercida pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, neste pleito. Para ele, já está mais do que claro que essa pressão já está acontecendo e deverá se intensificar. “Há diversos interesses em jogo”, diz Berzoini. “Desde terras raras até o Pix e o controle das big techs”.
Nascido em Minas Gerais, Berzoini, vive em São Paulo desde os seis anos de idade. Bancário concursado do Banco do Brasil, iniciou na política no Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região, do qual foi presidente. Após este período, foi eleito deputado federal quatro vezes.
O Direto de Brasília vai ao ar das 18h às 19h, com transmissão pelo YouTube da Folha de Pernambuco e do meu blog, e mais 165 emissoras de rádio no Nordeste. Retransmitem a Rede Nordeste de Rádio, a Rede Mais Rádios, da Paraíba; a Rede ANC, no Ceará; a revista Mais Nordeste, em Fortaleza; e a TV LW, em Arcoverde.
Entram como parceiros na mídia institucional a Autoviação Progresso, o Grupo Antonio Ferreira Souza, a Água Santa Joana, a Faculdade Vale do Pajeú e o grupo Grau Técnico.
A prefeita de Serra Talhada, Márcia Conrado, e o deputado estadual eleito Breno Araújo comandaram, ontem, uma carreata em apoio à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A mobilização reuniu apoiadores e militantes nas principais ruas da capital do xaxado.
“Mais uma vez, Serra Talhada mostrou sua força nas ruas. Foi um momento de muita alegria, união e esperança, ao lado de pessoas que acreditam em um Brasil melhor. Tenho muito orgulho de fazer parte desse projeto, que olha para o povo, cuida de quem mais precisa e trabalha para ampliar as oportunidades para todos”, destacou Márcia Conrado.
O ato teve por objetivo destacar a força do Sertão pernambucano na reta final da disputa presidencial. No 1º turno, em Serra Talhada, o presidente Lula somou 70,29% dos votos válidos.
Breno Araújo ressaltou a importância da mobilização popular e reafirmou seu compromisso com o projeto político liderado por Lula. “Como deputado estadual eleito pelo povo pernambucano, vou lutar para garantir que nenhum direito seja retirado e que o nosso país continue avançando. Estivemos nas ruas porque acreditamos na força do povo e sabemos da importância de reeleger o presidente Lula para o Brasil continuar no caminho da inclusão e das oportunidades”, afirmou.
O deputado federal reeleito Waldemar Oliveira (Avante) defende que o desenvolvimento do Nordeste ocupe um espaço cada vez maior nas prioridades nacionais, com a ampliação de investimentos, o fortalecimento das economias locais e a geração de emprego e renda. Para o parlamentar, o atual momento eleitoral também deve servir para ampliar o debate sobre o futuro da região e consolidar compromissos que garantam avanços concretos para a população.
“Estamos vivendo um momento importante para discutir os caminhos do Brasil nos próximos anos. E o Nordeste precisa estar no centro desse debate. Temos uma região de enorme potencial, que precisa continuar recebendo investimentos e oportunidades. Essa deve ser uma pauta permanente, independentemente das disputas eleitorais”, afirma Waldemar.
Com uma trajetória política ligada ao interior de Pernambuco, o deputado destaca a importância de levar o desenvolvimento para além dos grandes centros urbanos. O fortalecimento da infraestrutura, o incentivo ao empreendedorismo e a qualificação profissional são, segundo ele, fundamentais para impulsionar a economia regional. Em Pernambuco, Waldemar também ressalta a importância da parceria entre os governos federal, estadual e municipais para ampliar os avanços e fazer com que os investimentos cheguem a todas as regiões.
Líder do Avante na Câmara dos Deputados e vice-líder do governo federal, Waldemar Oliveira tem no municipalismo uma das principais bandeiras de seu mandato. Sua atuação é marcada pela articulação com prefeitos e lideranças locais, buscando ampliar recursos e investimentos em áreas essenciais, como saúde, educação e infraestrutura.
“Defender o Nordeste é defender o crescimento do Brasil. Precisamos fortalecer nossos municípios, valorizar as potencialidades de cada região e garantir que o desenvolvimento chegue também às cidades do interior. É esse compromisso que precisamos manter na agenda política nacional”, conclui o parlamentar.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição, enviou uma carta às famílias evangélicas em mais um movimento de aproximação com esse segmento do eleitorado. O documento, datado desta quarta-feira (14), foi divulgado nas redes sociais pela Frente de Evangélicos pelo Estado de Direito.
Na mensagem, Lula fala sobre religião, família e ações do governo e pede aos evangélicos “discernimento” na escolha eleitoral. A divulgação ocorre durante uma campanha em que Lula enfrenta dificuldades entre eleitores evangélicos.
Pesquisa Quaest divulgada em 28 de setembro mostrou o presidente com 27% das intenções de voto nesse segmento no primeiro turno, enquanto Flávio Bolsonaro (PL) tinha 46%. Veja os principais pontos e leia a carta na íntegra abaixo.
Na mensagem, Lula:
dirige-se às famílias evangélicas e afirma ter respeito pela fé cristã;
cita o combate às apostas on-line, as bets, que diz estarem “destruindo tantos lares”;
defende dois dias de descanso semanal e relaciona mais tempo livre à convivência familiar e à participação nas igrejas;
afirma estar empenhado em proteger as mulheres e combater a violência;
cita o combate ao crime organizado e a proteção de crianças e adolescentes;
menciona como compromissos a melhoria da saúde pública, o aumento da renda e a preservação da natureza;
pede aos evangélicos que recorram à oração e ao “discernimento” para fazer a escolha na eleição.
Na carta divulgada pela Frente, Lula afirma ter “total respeito” pelos cristãos e diz compartilhar com as famílias evangélicas o compromisso de cuidar das famílias brasileiras.
O presidente também cita medidas e propostas de seu governo. Entre elas, menciona o combate às apostas on-line e afirma que as bets “estão destruindo tantos lares”.
“Lembro a vocês, por exemplo, o combate às apostas online, as bets, que estão destruindo tantos lares, e meu empenho para que todos tenham dois dias de descanso semanal, pois a vida não se resume ao trabalho”, diz a carta.
Lula relaciona a discussão sobre a jornada de trabalho à convivência familiar e religiosa. Segundo o texto, mais tempo de descanso permite fortalecer os vínculos familiares e, para os evangélicos, permanecer mais tempo na igreja “em comunhão com os irmãos”.
Em outro trecho, Lula diz estar empenhado em proteger as mulheres, combater a violência e o crime organizado, além de proteger crianças e adolescentes. O documento também cita saúde pública, aumento da renda e preservação do meio ambiente.
No fim da mensagem, Lula faz um apelo relacionado à eleição.
“Sei que, nas famílias evangélicas, tudo se decide em oração. Por isso, conclamo vocês a pedirem discernimento a Deus para fazer a escolha nesta eleição. Vá às urnas com a consciência livre e com a aliança renovada com o nosso amado Brasil”, afirma.
Quando na manhã desta terça-feira (13) o candidato do PL à Presidência, Flávio Bolsonaro disse, após visitar seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, que iria votar a favor da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que acaba com a escala de trabalho 6×1, foi como se a bancada de oposição no Senado soltasse a respiração presa nas últimas semanas. Um grande suspiro de alívio.
Uma posição favorável à extinção do fim do regime que dá apenas um dia de folga por semana ao trabalhador já era algo sentido na maioria das bancadas de direita. Poucos, porém, externavam essa posição para não gerar constrangimentos com Flávio que, antes, seguia defendendo a ideia de um sistema semelhante aos dos Estados Unidos, onde as pessoas recebem por hora trabalhada. Uma das poucas que já dizia que votaria a favor da PEC pondo fim à escala de trabalho 6×1 era Damares Alves (Republicanos-DF).
Damares disse ao Correio Político que nunca aprovou a ideia de Flávio Bolsonaro da tal “liberdade plena” ao trabalhador. A proposta de Flávio, baseada no sistema americano, era no sentido de que a negociação entre empregador e empregado fosse livre. “Quem quiser trabalhar mais, trabalha”, chegou a dizer Flávio. Damares afirma que todo o seu tempo como pastora evangélica lhe deu a impressão de que isso não seria algo justo. “A mãe quer ir ao culto no domingo”, justifica ela.
Pressionada pela necessidade, talvez essa mãe se visse obrigada, diz Damares, a “pegar uma outra faxina” para pagar suas contas. Um tipo, portanto, de relação desigual, premida pela necessidade, que acaba prejudicando as pessoas mais carentes. Segundo Damares, a campanha de Flávio já vinha refluindo desse posicionamento diante dos argumentos contrários. É possível que Flávio tenha discutido isso com Jair Bolsonaro, mas, segundo a senadora, era uma posição que já se conversava.
Damares, no entanto, espera que o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), cumpra o que vem declarando e não apresse a votação, eliminando os interstícios de modo a conseguir que a PEC seja aprovada nos dois turnos antes do segundo turno das eleições presidenciais. “O segundo turno tem que ficar para depois”, declarou. “Foi o que Alcolumbre prometeu”.
Uma possibilidade aventada por Damares seria a apresentação de alguma emenda à PEC. O que obrigaria um retorno da proposta para uma nova rodada na Câmara, retardando mais a aprovação. A emenda poderia ser no sentido de garantir no texto constitucional alguma forma de compensação aos pequenos empresários.
Damares Alves preside a Frente Parlamentar em Defesa dos Feirantes. “Geralmente, o feirante tem mais só uma pessoa que lhe ajuda”, diz ela. “Minha preocupação é somente com o custo para essas pessoas, que terão que contratar mais gente sem ter aumento no seu faturamento”, continua. “O governo propôs essa PEC sem conversar”.
De qualquer modo, se é feita uma emenda, a oposição conseguiria postergar o fim da aprovação. Como é uma PEC, qualquer alteração implica retorno à outra Casa do Congresso, para nova votação. “A PEC foi aprovada com tanta facilidade na Câmara”, argumenta Damares. “Não haveria problema Alcolumbre combinar”.
Aí, curiosamente Damares sugere depois uma quebra de interstício após a emenda. Ela seria feita. E Alcolumbre combinaria, então, com o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), que a nova rodada de votação entre os deputados lá fosse feita no mesmo dia. Depois de passada a eleição, todos os intervalos quebrados.
No fundo, impossível não perceber que toda a discussão, além da questão trabalhista, envolve os cálculos políticos e eleitorais. Se Damares defende o fim da 6×1 no mérito, talvez não seja assim para todos os senadores de direita. Mas nenhum deles quer entregar de mão beijada a Lula um trunfo eleitoral para explorar no segundo turno.
Nem arcar com o desgaste de ficar contra algo que as pesquisas apontam ter a aprovação de mais de 70% da sociedade brasileira. Ficam, então, os partidos de oposição nessa saia justa. Torcendo para que agora Alcolumbre cumpra o que prometeu e não acelere a votação do fim da escala 6×1 dando esse presente eleitoral a Lula.
Há aplausos que celebram uma bela canção. Outros reconhecem um gesto que toca a vida de quem talvez nem esteja diante do palco. Em Petrolina, a celebração do Dia das Crianças reuniu esses dois motivos para aplaudir.
Enquanto as famílias ocupavam o Parque Josepha Coelho e a criançada se entregava às brincadeiras, uma causa dava à festa um significado ainda maior: ajudar o Hospital Dom Tomás. Entre a alegria de quem celebrava e a esperança de quem precisa de tratamento, a solidariedade encontrou seu lugar.
O jovem cantor João Gomes e sua assessoria merecem nossa gratidão pela iniciativa. Conforme divulgado, a mobilização arrecadou cerca de R$ 1,5 milhão para o hospital. É uma quantia expressiva, mas seu verdadeiro valor será percebido no cuidado com os pacientes e no apoio à continuidade de um trabalho tão necessário.
Quem acompanha a luta de uma pessoa contra o câncer sabe quanto pesa essa caminhada. Há o medo do diagnóstico, o deslocamento para outra cidade, a mudança na rotina e a preocupação de toda uma família. Nessas horas, encontrar atendimento e acolhimento faz uma diferença que nenhuma estatística consegue traduzir por inteiro.
O Hospital Dom Tomás atende pacientes de mais de 52 municípios de Pernambuco, Bahia, Ceará e Piauí. Sua missão ultrapassa as fronteiras de Petrolina. Pelas suas portas chegam histórias de muitas terras, unidas pela necessidade de cuidado e pelo desejo de seguir vivendo.
Por isso, foi tão significativo ver João Gomes usar sua voz também para pedir ajuda. Ao ligar para outros artistas e convidá-los a contribuir, o cantor ampliou o alcance daquele encontro. A participação de Ivete Sangalo, dos demais convidados, dos doadores e dos voluntários mostrou quantas pessoas podem se reunir quando alguém toma a iniciativa.
Esse gesto merece encontrar continuidade. Nossa região tem artistas, empresários, profissionais e tantas pessoas que aqui vivem ou carregam esta terra na memória. Todos podemos olhar com mais atenção para uma instituição que cuida de tanta gente. Não é preciso dispor de grandes recursos para participar: cada contribuição, dentro das possibilidades de quem oferece, ajuda a sustentar esse trabalho.
A festa também reuniu as atividades do Bora Brincar, promovidas pela Prefeitura, e a arrecadação de alimentos pelo Transforma Petrolina. Foi um dia em que o cuidado apareceu de diferentes maneiras, na atenção à infância e na mobilização em favor de quem necessita.
Como morador desta terra, sinto gratidão ao ver uma celebração deixar frutos que permanecerão depois que o parque esvaziar. Os brinquedos são recolhidos, as luzes se apagam, o palco é desmontado. O hospital, porém, continua de portas abertas, e sua necessidade de apoio permanece.
Que o exemplo de João Gomes inspire novos gestos e compromissos duradouros. Que Deus abençoe o jovem cantor, sua equipe e todos os que estenderam a mão.
Naquele Dia das Crianças, entre tantas canções, Petrolina ouviu também um chamado para cuidar. E muita gente respondeu.
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) determinou, ontem, a remoção em até 24 horas de um vídeo publicado por Nikolas Ferreira (PL-MG) em que crianças acusam o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) de crime e tecem críticas ao governo federal, ao Partido dos Trabalhadores (PT) e ao filho de Lula, Lulinha.
A peça foi publicada nas redes sociais de Nikolas e replicada no canal de WhatsApp de Flávio Bolsonaro (PL), que disputa a Presidência com Lula. Até o momento, o vídeo foi removido do Instagram do deputado Nikolas Ferreira e do canal ‘Tropa do Flávio’, de Flávio Bolsonaro no WhatsApp. NasAténtas do deputado nas redes sociais X e Facebook, a publicação ainda estava no ar.
A decisão do ministro Marco Aurélio Bellizze Oliveira atendeu a um pedido do PT, que afirmou que a peça leva os eleitores à desinformação, apresentando informações verdadeiras de forma fragmentada ou fora de contexto para induzir a uma conclusão enganosa.
Segundo os advogados do partido, o conteúdo associa artificialmente Lula à ideia de que crianças perdem a infância por causa da violência e de outros problemas sociais.
A defesa do PT argumentou ainda que, ao utilizar crianças, o vídeo potencializa o impacto emocional da mensagem e pode comprometer a dignidade dos menores de idade.
No vídeo, publicado no último dia 12 de outubro, Dia das Crianças, o deputado Nikolas Ferreira mostra crianças que, em trechos editados, fazem críticas ao governo federal.
Uma delas diz que Lula e Lulinha, filho do presidente, seriam responsáveis pelo roubo do dinheiro da avó para comprar uma bicicleta. As críticas feitas pelas crianças ao governo federal, a Lula e ao PT ainda abordam assuntos envolvendo economia, segurança e medo do futuro.
Segundo a decisão do ministro, o vídeo “ultrapassa a barreira do razoável ao tentar atingir o eleitor psicologicamente mediante a abordagem indevida da propaganda negativa a um candidato veiculada massivamente na internet, aproveitando-se da exploração inadequada da inocência infantil”. Deferida em caráter liminar, a decisão será submetida ainda ao plenário do TSE.
O senador e candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL), publicou um vídeo, hoje, afirmando que irá ao debate previsto para acontecer neste domingo (18).
“Bastou eu falar que não ia no debate, para você [Lula], no minuto seguinte, falar que vai no debate. É claro que eu vou no debate, eu só queria que você confirmasse”, afirmou o candidato.
Durante evento em São Paulo, ontem, Flávio disse que não iria ao debate previsto para esta semana e que ainda vai avaliar se comparecerá ao da TV Globo, marcado para a próxima semana, no dia 23.
O Senado analisa, hoje, a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que acaba com o fim da escala 6×1. Encampado pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o texto será votado no momento em que o petista busca uma virada na corrida eleitoral a 11 dias para o segundo turno, marcado para 25 de outubro.
A pauta é uma grande aposta para a campanha de reeleição do atual titular do Executivo. A avaliação é de que a medida tem potencial de alcançar um eleitorado para além do que já vota no petista e conquistar o eleitor indeciso — um dos principais públicos-alvo da campanha neste segundo turno.
O tema também tem apelo entre as mulheres, outro segmento visado por Lula para melhorar o desempenho em relação à primeira fase da corrida. O primeiro turno terminou com Flávio Bolsonaro (PL) à frente com 56,1 milhões de votos (47,03%) contra 53,8 milhões (45,16%) do petista.
Na Brasília que ferve no segundo turno presidencial entre Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL), a corridinha dos 8 km diários, há pouco, foi na Asa Norte. O verde se restaurou com as primeiras chuvas do veranico, mas o calor e a secura continuam insuportáveis.
Se há uma certeza numa eventual vitória de Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno, no próximo dia 25, é a libertação do seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), preso por suposta tentativa de golpe há um ano meio. A vantagem de Flávio reacendeu entre aliados a expectativa de encontrar uma saída para a condenação de Jair Bolsonaro a 27 anos e três meses de prisão.
Com 121 deputados e 28 senadores eleitos pelo PL, dirigentes refazem as contas para viabilizar uma anistia que alcance o ex-presidente. A adesão de PP, União Brasil, Republicanos, Novo e Podemos abriu novos canais de negociação e a pauta virou tema de encontros com os partidos.
A mobilização ocorre em paralelo à aproximação com ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e à tentativa da defesa de reverter a sentença por meio de uma revisão criminal. Decisões recentes do Judiciário alimentam a percepção de uma possível distensão com o bolsonarismo, embora novas medidas contra integrantes da família contrariem essa leitura.
O objetivo de pessoas próximas ao ex-presidente é permitir que ele deixe a prisão ainda em 2026 e participe de uma eventual posse do filho. “Vocês verão no dia 6 de janeiro de 2027, na data da posse, Flávio Bolsonaro fazendo uma oração, entregando o Brasil nas mãos de Deus. E vocês verão Jair Messias Bolsonaro colocando a faixa de presidente”, chegou a profetizar o filho do ex-presidente. A posse presidencial será dia 5.
Antes do primeiro turno, a avaliação era que as chances de uma solução para Bolsonaro, diante da resistência no STF e das dificuldades no Congresso, eram remotas. O novo cenário levou dirigentes do PL a refazer as contas para a anistia, que passou a integrar as conversas com partidos incorporados à campanha.
Neste ano, o bolsonarismo conseguiu uma vitória com a sanção da Lei da Dosimetria, que reduz as penas dos condenados pelos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023 e beneficia o ex-presidente Jair Bolsonaro, condenado por tentativa de golpe de Estado. Sua aplicação, porém, depende de uma definição do STF, que analisa questionamentos à legalidade da alteração legislativa.
Entre aliados de Bolsonaro, a avaliação é que a medida representa um avanço, mas não é suficiente. Parte do grupo defende uma anistia mais ampla, capaz de eliminar as punições impostas aos envolvidos na trama golpista, em vez de apenas reduzir o tempo de cumprimento das penas.
Novela mexicana – O presidente do Tribunal Superior Eleitoral, Nunes Marques, autorizou, ontem, o funcionamento do canal de WhatsApp “Exército do Lula”, administrado pelo deputado federal André Janones (Rede-MG), após a campanha à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva registrar a ferramenta na Justiça Eleitoral como um endereço oficial de comunicação. A retomada, no entanto, está condicionada ao cumprimento de um prazo de 48 horas, contado a partir da comunicação do endereço à Justiça Eleitoral.
Lula no tudo ou nada – Em mais uma ação de olho na reeleição, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) lançou, ontem, um pacote de medidas para apoiar os microempreendedores individuais (MEIs). O anúncio ocorre a 12 dias do segundo turno das eleições, em meio à tentativa do petista de reverter a vantagem de 2,2 milhões de votos obtida por Flávio Bolsonaro (PL) na primeira etapa da disputa. O conjunto de medidas foi batizado de Prospera MEI. O público-alvo são trabalhadores que atuam por conta própria, como comerciantes, prestadores de serviços e pequenos empresários formalizados como MEI, categoria que permite ter um CNPJ, pagar impostos de forma simplificada e contribuir para a Previdência Social.
Amanhã tem nova pesquisa DataFolha – O Datafolha divulga, amanhã, nova pesquisa sobre a intenção de voto no segundo turno da eleição presidencial, entre Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL), a partir das 18h30. Levantamento divulgado no último dia 8 apontou que Flávio Bolsonaro tinha 52% dos votos válidos no segundo turno, ante 48% de Lula. A nova pesquisa foi feita de 13 a 15 de outubro, com 2.520 entrevistados e margem de erro de dois pontos percentuais. Está registrada na Justiça Eleitoral sob o código BR-00466/2026.
Cobrança em carta – Colegas do curso de Direito da governadora Raquel Lyra (PSD) divulgaram, ontem, uma dura cobrança, através de carta aberta à gestora, para um posicionamento na eleição presidencial. Ao mesmo tempo, defenderam a democracia, o respeito à Constituição e às instituições republicanas. No documento, o grupo também declara apoio ao presidente Lula (PT) no segundo turno presidencial e ressalta que divergências políticas não devem apagar os laços de amizade, mas que a defesa dos valores democráticos exige posicionamento público, uma clara cobrança à Raquel que insiste na neutralidade neste segundo turno.
Coragem para assumir – Em vídeo postado nas suas redes sociais, ontem, o ex-prefeito de Petrolina e candidato a deputado federal derrotado, Miguel Coelho (UB), assumiu, enfim, seu viés bolsonarista declarando apoio ao candidato Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno das eleições presidenciais. Com a justificativa de que o país precisa de mudança, Miguel disse que todo posicionamento político precisa de coragem e defendeu o respeito às diferenças. Já a governadora Raquel Lyra (PSD), que o ex-prefeito carregou nos ombros num ato de campanha em Petrolina, continua, literalmente, em cima do muro.
CURTAS
FLÁVIO LIDERA – Pesquisa BTG/Nexus divulgada, ontem, mostra Flávio Bolsonaro (PL) com 52% dos votos válidos na disputa pela Presidência da República, enquanto Lula (PT) soma 48%. Os votos válidos excluem brancos, nulos e indecisos e são a métrica do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) para contabilizar o placar final no dia do pleito.
NA PRESSÃO – O senador Flávio Bolsonaro (PL) disse, ontem, que vai votar a favor da PEC que acaba com a escala 6×1, proposta do governo Lula (PT).Em meio ao segundo turno da eleição, a aprovação de um dia a mais de folga com manutenção do salário é uma das principais apostas de Lula para tentar uma virada na disputa, já que o petista está atrás de Flávio nas pesquisas.
PODCAST – O ex-ministro e ex-presidente do PT, Ricardo Berzoini, será o entrevistado de hoje do meu podcast Direto de Brasília, uma parceria com a Folha de Pernambuco. Na pauta, as eleições presidenciais e as recentes críticas que fez ao PT e a condução da campanha de Lula.
Perguntar não ofende: Como virá a pesquisa presidencial de hoje da Quaest?
A campanha da chapa Lula-Alckmin neste segundo turno está numa curva ascendente, de crescimento da mobilização digital, da presença cada vez maior nas ruas de todo o país, e de um sentimento de vitória que se consolida a cada dia. A avaliação é do presidente nacional do PSB, João Campos, que participou, hoje, da reunião dos presidentes dos partidos aliados, em Brasília.
Durante o encontro que também contou com a presença de deputados, senadores e governadores, os participantes fizeram avaliações sobre a conjuntura política e eleitoral. Para Campos, a avaliação é de que há um momento muito bom sendo construído e consolidado a cada dia com trabalho e militância.
“A nossa tarefa é a de consolidar essa onda de crescimento até o dia 25, levando nossas propostas e mobilizando cada vez mais gente”, afirmou. “Estamos muito animados com este momento”. O presidente do PSB chama as pessoas que já votaram em Lula a convencerem aquelas que se abstiveram ou que não deram seu voto ao presidente no primeiro turno.
“A gente pede a dedicação de todos e todas para buscar esses votos pelo convencimento. Agora é hora de fazer o bom debate, falar do futuro, do compromisso e do cuidado verdadeiro com as pessoas”, afirmou.
João Campos reafirmou o papel ativo do PSB no esforço de garantir mais essa conquista decisiva para os brasileiros. “O nosso partido está junto, comprometido com a defesa dos direitos sociais e de um projeto de desenvolvimento que só Lula e Alckmin podem construir”, disse.