Os prefeitos pernambucanos foram surpreendidos, na sexta-feira, com a notícia de uma queda de 10,4% no pagamento da 2ª parcela do Fundo de Participação dos Municípios (FPM) que deve ser transferida hoje pela União. Essa redução na transferência pode impactar diretamente o cumprimento de obrigações, como o repasse do duodécimo para as Câmaras Municipais e o pagamento do 13º salário dos servidores.
O vice-presidente da Associação Municipalista de Pernambuco (Amupe), Marcelo Gouveia, prefeito de Paudalho, destacou que muitos prefeitos já estão atrasando o pagamento do INSS e correndo risco de processos judiciais. Ele também mencionou a frustração em relação à promessa do presidente Lula de compensar as quedas do FPM por meio de parcelas extras para garantir que os municípios recebam o mesmo valor nominal do ano anterior. Até o momento, as parcelas de julho, agosto e setembro não foram liberadas.
As duas maiores facções criminosas do Brasil passam a ser oficialmente consideradas organizações terroristas pelos Estados Unidos a partir de hoje. As informações são do portal Metrópoles.
A medida, adotada pelo governo de Donald Trump, coloca o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) na mesma arquitetura jurídica utilizada por Washington para combater grupos terroristas internacionais, cartéis de drogas e organizações armadas transnacionais.
O anúncio representa um dos movimentos mais significativos da política de segurança norte-americana para a América Latina nos últimos anos e marca uma mudança de paradigma na forma como os Estados Unidos enxergam o crime organizado na região.
A partir desta sexta, PCC e CV passam a integrar oficialmente a lista de Organizações Terroristas Estrangeiras (FTOs, na sigla em inglês), classificação considerada uma das mais severas da legislação norte-americana.
Dois problemas graves em obras e licitações do Governo
As recentes decisões do Tribunal de Contas de Pernambuco revelam um padrão preocupante na condução de grandes contratos públicos do Governo do Estado. Em dois casos distintos, mas com características semelhantes, a Corte identificou falhas relevantes que colocam sob questionamento a qualidade do planejamento, da fiscalização e da gestão de recursos bilionários.
O primeiro caso envolve a licitação de aproximadamente R$ 767 milhões do programa estadual de recuperação de rodovias, o “PE na Estrada”, que inclui intervenções em mais de 1.500 quilômetros de estradas. Ao analisar o certame, a equipe técnica do TCE apontou uma série de irregularidades que vão desde exigências consideradas restritivas à competitividade até divergências entre documentos oficiais, inconsistências orçamentárias e falhas na justificativa para adoção de procedimentos excepcionais na licitação.
Diante da quantidade e da gravidade dos problemas encontrados, os auditores recomendaram a suspensão imediata do processo licitatório. O que mais chama atenção é que não se trata de uma falha isolada ou meramente formal.
O parecer técnico descreve um conjunto de inconsistências que afetam a própria segurança jurídica e técnica da contratação. Foram identificadas diferenças entre os valores globais apresentados em documentos centrais da licitação, divergências de quilometragem utilizadas nos cálculos orçamentários e até incompatibilidades sobre quais trechos rodoviários efetivamente integrariam determinados lotes da concorrência.
O segundo caso diz respeito às obras de duplicação da BR-232, no trecho entre São Caetano e Belo Jardim. Também nesse processo, o TCE identificou irregularidades relevantes que levaram à adoção de medida cautelar para impedir o prosseguimento da licitação até que os problemas apontados sejam esclarecidos e corrigidos. A atuação da Corte reforça a preocupação com a condução de contratos de grande porte e alto impacto financeiro.
Juntos, os dois episódios revelam algo que vai além dos processos específicos. Eles expõem uma fragilidade preocupante na fase de planejamento das grandes obras anunciadas pelo governo estadual.
Quando o órgão de controle encontra divergências documentais, inconsistências técnicas e potenciais restrições à concorrência antes mesmo do início dos contratos, o alerta deixa de ser pontual e passa a atingir a governança dos investimentos públicos como um todo.
O problema é ainda mais grave porque ambos os empreendimentos foram apresentados como prioridades estratégicas da gestão estadual. São obras de grande visibilidade política e com impacto direto na infraestrutura do Estado. Justamente por isso, deveriam chegar ao mercado cercadas de rigor técnico, segurança jurídica e absoluta transparência.
RECADO – As decisões do TCE não significam condenação definitiva dos gestores, mas representam um recado claro: projetos bilionários não podem avançar com dúvidas relevantes sobre seus documentos, seus cálculos e suas regras de contratação. O que está em jogo não é apenas a execução das obras, mas a confiança da população na correta aplicação dos recursos públicos e na capacidade do Estado de planejar investimentos de forma eficiente e responsável.
Nas mãos de Deus – O ministro da Advocacia-Geral da União (AGU), Jorge Messias, afirmou ontem que “aprendeu a colocar a vida nas mãos de Deus” ao comentar a possibilidade de ser novamente indicado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) a uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF). “Eu aprendi a colocar a minha vida nas mãos de Deus. E, quando Deus comissiona, Ele prepara. Ele envia e prepara. Eu vou esperar a resposta de Deus, vou esperar a posição do presidente”, disse o ministro ao longo da participação na 34ª Marcha para Jesus, na capital paulista.
Reação aos ataques de tubarão – O Comitê Estadual de Monitoramento de Incidentes com Tubarões (CEMIT) discute novas estratégias de prevenção no litoral pernambucano após dois incidentes registrados em pouco mais de 24 horas na Região Metropolitana do Recife. O investimento na prevenção dessas ocorrências chega a R$ 8 milhões no Estado. O montante abrange a aquisição de veículos aquáticos, novas placas de sinalização, reestruturação de guaritas de guarda-vidas, além do financiamento de pesquisas.
Mais competitividade – Em visita, ontem, à Federação das Indústrias do Estado de Pernambuco (Fiepe), o pré-candidato a governador pelo PSB, João Campos, defendeu a construção de uma agenda de longo prazo para ampliar a competitividade de Pernambuco diante dos desafios econômicos dos próximos anos. Alertou para os impactos da reforma tributária sobre a competitividade da região e ressaltou a importância de preparar Pernambuco para um cenário de maior concorrência entre os estados brasileiros.
Mais um bolsonarista com Raquel – Em entrevista, ontem, à rádio Folha, o deputado Alberto Feitosa, da linha de frente do bolsonarismo no Estado, admitiu subir no palanque da governadora Raquel Lyra (PSD), que disputa a reeleição, mas torceu o nariz para a candidatura de Túlio Gadelha ao Senado. “Tudo é possível. O que não é possível […] é a possibilidade de estarmos no mesmo palanque do PT e de Lula. Mas também nos incomoda muito, e até entendo que ela [Raquel] precisa colocar um ponto mais à esquerda, essa candidatura de Túlio Gadêlha”, afirmou.
CURTAS
APARTAMENTO 1 – O senador Ciro Nogueira (PP-PI) pediu para permanecer morando no apartamento de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, por mais “três ou quatro meses”, segundo uma troca de mensagens entre os dois revelada pela revista Piauí.
APARTAMENTO 2 – A conversa teria acontecido no dia 2 de novembro do ano passado, quinze dias antes de o banqueiro ser preso pela primeira vez, ao tentar embarcar em um voo para Dubai. No início do mês passado, Ciro foi alvo de uma operação da Polícia Federal (PF) que apurou indíciosde irregularidades a partir da relação entre os dois.
DELAÇÃO – A defesa de Vorcaro apresentou uma nova proposta de delação premiada para a Polícia Federal (PF) e a Procuradoria-Geral da República (PGR). O documento foi entregue em uma reunião na segunda-feira entre os advogados e os investigadores, e complementos foram levados no dia seguinte. Um novo encontro havia sido marcado para quarta-feira, mas foi cancelado porque os investigadores pediram mais tempo para analisar os novos anexos.
Perguntar não ofende: Quando Raquel vai fazer uma licitação sem vícios?
Mais de uma dezena de parlamentares republicanos desafiaram sua própria liderança — e o presidente Donald Trump — ao votar com os democratas pela aprovação de um importante projeto de lei que destina bilhões de dólares em ajuda à Ucrânia e impõe duras sanções à Rússia.
A Câmara dos Representantes aprovou o pacote por 226 votos a 195. A medida endurece as restrições contra a Rússia com novas sanções aos setores de petróleo e gás e representa a primeira grande iniciativa pró-Ucrânia durante o segundo mandato de Trump. As informações são da CNN.
O presidente da Câmara, o republicano Mike Johnson, orientou o partido a votar contra o projeto em reunião a portas fechadas. Segundo uma pessoa que estava presente no encontro, ele argumentou que era preciso dar espaço para que Trump negociasse com a Rússia.
No entanto, 18 republicanos e um deputado independente que costuma votar com os republicanos apoiaram a proposta. O resultado foi interpretado, como uma repreensão à postura de Trump em relação à guerra da Rússia contra a Ucrânia. Os parlamentares buscavam enviar uma mensagem à liderança do partido, que nos últimos anos se afastou gradualmente do apoio firme que antes demonstrava a Kiev.
O Partido Republicano está atualmente dividido sobre o tema, com muitos integrantes defendendo que os Estados Unidos não enviem mais ajuda ao país devastado pela guerra.
Para que o projeto sequer chegasse ao plenário, foi necessária uma rebelião contra a liderança republicana da Câmara. O deputado Kevin Kiley, da Califórnia, um independente que frequentemente vota com os republicanos, forneceu a assinatura final para uma discharge petition — mecanismo parlamentar usado para contornar a liderança e forçar a votação de propostas.
O deputado Brian Fitzpatrick, republicano moderado e copresidente da Bancada da Ucrânia no Congresso, trabalhou durante meses com o democrata Greg Meeks, de Nova York, para reunir as 218 assinaturas necessárias e levar o projeto diretamente ao plenário sem a aprovação de Johnson.
A proposta inclui sanções rigorosas contra líderes e instituições russas, incluindo grandes bancos e empresas dos setores de petróleo e mineração. Também prevê tarifas de 500% sobre todos os produtos russos importados pelos Estados Unidos e a proibição da importação de petróleo bruto russo.
Além disso, o texto amplia o apoio militar à Ucrânia, autorizando US$ 8 bilhões em vendas de armamentos e prorrogando um programa de empréstimo e arrendamento militar criado durante o governo Biden.
Com a política externa de Trump concentrada principalmente no Irã nos últimos meses, o conflito entre Ucrânia e Rússia se intensificou ainda mais, com pouca participação dos Estados Unidos.
Trump não obteve avanços concretos em sua promessa de encerrar rapidamente a guerra após assumir o cargo, em janeiro de 2025.
Em um episódio recente, Trump irritou até mesmo alguns membros de seu partido ao flexibilizar restrições ao petróleo russo para reduzir os impactos da guerra com o Irã sobre os preços globais da energia. Ao mesmo tempo, muitos republicanos na Câmara preferem que o partido concentre esforços no combate ao aumento do custo de vida nos Estados Unidos, em vez de se envolver em mais um conflito internacional.
Fontes republicanas e democratas previram que o projeto seria aprovado na Câmara, mas afirmaram que seu destino no Senado ainda é incerto. Embora alguns republicanos da Casa tenham sido fortes defensores da Ucrânia no passado, não está claro se haverá apoio suficiente para atingir o limite de 60 votos necessário para avançar com a proposta.
Caso o projeto seja apreciado e aprovado pelo Senado, será a primeira grande iniciativa do Congresso relacionada à guerra entre Ucrânia e Rússia desde a controversa lei suplementar de financiamento aprovada na primavera de 2024, quando Joe Biden ainda era presidente.
Nos últimos anos, líderes do Congresso concordaram em enviar ajuda americana à Ucrânia por meio de diversos pacotes de defesa, embora essas medidas tenham enfrentado resistência da Casa Branca.
O pré-candidato a deputado estadual Batista Cabral anunciou, nesta segunda-feira, o apoio do presidente da Câmara Municipal de Arcoverde, vereador Luciano Pacheco, ao seu projeto político para as eleições de 2026. O encontro contou com a presença do pré-candidato ao Governo de Pernambuco, João Campos (PSB). Com a adesão, Batista amplia sua articulação política no Sertão do Estado.
Luciano Pacheco preside a Câmara de Arcoverde e é uma das lideranças políticas do município. Segundo informações divulgadas pela assessoria de Batista Cabral, o vereador obteve 9.252 votos em sua base eleitoral nas eleições de 2022. “Seguimos construindo pontes e somando lideranças comprometidas com Pernambuco. O apoio de Luciano Pacheco fortalece nosso projeto e demonstra que estamos no caminho certo”, afirmou Batista Cabral.
O que deveria ser a “casa do povo” e o palco de debates democráticos transformou-se em um cenário de silêncio e irritação após a revelação de um grave escândalo eleitoral. No município de Francisco Alves, no interior do Paraná, quase na fronteira com o Paraguai, a Justiça Eleitoral cassou em 2026 os mandatos de sete dos nove vereadores eleitos devido a um esquema de compra de votos envolvendo a distribuição de combustível.
Quarto e último episódio da série “O Valor do Voto”, da GloboNews, mostra como funcionava o esquema. Como os recursos ainda não foram julgados, os vereadores continuam trabalhando normalmente. As informações são do g1.
A investigação, conduzida pelo Ministério Público do Paraná (MPPR), comprovou que a coligação “Pra Frente Francisco Alves” utilizou uma rede econômica para garantir a eleição de seus candidatos, em vez de focar em propostas para a população.
De acordo com o promotor Filipe Rocha e Silva, a gravidade do caso reside na substituição do debate político pelo uso do poder econômico para cooptar o eleitor.
O esquema nos postos
O centro do esquema, segundo o MPPR, era um posto de combustíveis localizado a cerca de 10 quilômetros do centro urbano da cidade.
Em buscas autorizadas pela Justiça um dia antes das eleições de 2024, a polícia encontrou notas fiscais, anotações com nomes de candidatos e pequenos vales para a retirada de cinco e dez litros de gasolina ou álcool.
Apenas no mês de setembro de 2024, o esquema teria distribuído 2.100 litros de combustível para eleitores.
O promotor ressaltou que a localização do posto tornava a situação ainda mais suspeita, já que não era crível que eleitores se deslocassem repetidamente até o local, fora da zona de atos de campanha, apenas para abastecer pequenas quantidades várias vezes ao dia.
Para o Ministério Público, a prática compromete a integridade do sistema democrático. “A partir do momento em que o nosso voto é trocado pelo pagamento de uma conta ou pelo abastecimento de um veículo, isso compromete todo um sistema e prejudica a vida futura do município”, alertou o promotor Filipe Rocha e Silva.
Provas digitais e silêncio dos acusados
Vereador foge de entrevista em Francisco Alves (PR). — Foto: Reprodução/GloboNews
Além dos documentos físicos, a investigação obteve provas por meio do celular apreendido de uma das candidatas da coligação, Maria Aparecida da Silva, conhecida como Cida.
Áudios recuperados mostram a candidata prometendo material de campanha e “o negócio lá para vocês pegarem a gasolina” a uma eleitora.
Após ser derrotada nas urnas, Cida chegou a lamentar em mensagens que não possuía dinheiro suficiente para competir com quem estava “comprando” votos.
Ao serem confrontados pela equipe de reportagem, os vereadores envolvidos evitaram responder às acusações. Enquanto alguns permaneceram em silêncio ou demonstraram irritação, outros afirmaram que só se manifestariam na presença de advogados ou que não tinham nada a declarar.
O vereador Devair Porto Santos, conhecido como “Cutuca”, foi o primeiro a chegar. E o primeiro a sair, após a abordagem da reportagem.
Repórter: De acordo com a acusação, o senhor distribuiu gasolina para eleitores. Eu queria saber qual é o seu posicionamento sobre isso.
Vereador: Já venho aí. Vou em casa e já volto.
O vereador coloca o capacete e sobe na motocicleta.
Repórter: O senhor não quer falar sobre as acusações?
Vereador: Não, já volto aí.
Repórter: O senhor não quer falar sobre as acusações? O senhor vai aparecer na reportagem.
O vereador acelera a motocicleta e deixa o local sem responder às perguntas.
Apenas o presidente da Câmara, o vereador Cioni, também condenado na ação, aceitou dar entrevista à reportagem. Ele negou as acusações de compra de votos por meio da distribuição de combustível.
“Eu não tenho um eleitor, uma pessoa que falou assim: ‘O Cioni me deu um real de gasolina'”, afirmou.
O vereador também disse ser contrário à prática de compra de votos.
“Eu não quero um mundo assim, de corrupção. Comprar o eleitor, manipular a população, eu não quero isso”, declarou.
Questionado pela reportagem se conhecia algum político que já tivesse comprado votos, respondeu: “Vou falar bem a verdade, a realidade. Existe, existe. É por isso que nosso mundo está desse jeito.”
O ex-deputado Eduardo Bolsonaro, que atualmente mora nos Estados Unidos, usou as redes sociais, nesta quinta-feira (4), para dizer que “jamais substituiria o Pix”.
A publicação, segundo ele, foi uma forma encontrada para esclarecer trecho de uma entrevista que concedeu a uma rádio de São Paulo e que teria sido distorcido por alguns veículos de comunicação. As informações são da CNN.
“O Pix foi criado pelo meu pai, sem taxas e assim deve permanecer”, escreveu.
Na quarta-feira (3), Eduardo citou que os Estados Unidos contam com um sistema semelhante ao PIX, chamado Zelle.
“Os Estados Unidos têm mecanismos muito semelhantes ao PIX, como por exemplo o Zelle, que é o Pix dos Estados Unidos, aqui é o Zelle. Então dá para você ir para uma mesa de negociação com os americanos com bons argumentos, dá para você sentar, dá para negociar”, disse.
Na mira dos Estados Unidos, o Pix é citado como um dos motivos para a recomendação de taxação de 25% sobre importações brasileiras, devido às investigações no âmbito da Seção 301 da Lei do Comércio de 1974 americana.
No relatório, o meio de pagamento é considerado “injusto e discriminatório” contra empresas americanas, por ser operado pela mesma organização que o regula, o BC, criando um conflito de interesses.
O órgão também acusa o Banco Central de privilegiar o Pix ao incentivar o seu uso em detrimento de outros serviços, ao exigir que as instituições participantes ofereçam o Pix gratuitamente para pessoas físicas e ao limitar a taxa cobrada por transações.
Faleceu na noite desta quinta-feira (4) o economista e idealizador do Cine PE Alfredo Bertini. Bertini estava na Paraíba para a realização de um transplante de fígado, mas não resistiu após uma intervenção cirúrgica realizada na quarta (3). As informações são da Folha de Pernambuco.
Ele já havia passado pelo mesmo procedimento no último domingo (31), mas houve rejeição do órgão e foi necessária a realização de retirada do anterior para colocar o novo fígado.
De acordo com informações do seu filho, Vítor Bertini, ele foi chamado pela Central de Transplantes e estava como o primeiro da lista na fila de transplantes.
“Foi uma cirurgia muito difícil, de quase dez horas. Mas teve sucesso. No dia seguinte, ele começou a ter complicações, pois o fígado não estava em pleno funcionamento nas primeiras horas”, relatou. Vitor explicou que, com isso, o seu nome foi colocado na listagem nacional de transplantes.
Horas depois, surgiu um novo fígado e foi necessário realizar um segundo procedimento para colocar esse novo na quarta-feira (3). “Estávamos muito felizes, pois os primeiros sinais é de que estava indo tudo bem, mas tiveram algumas complicações na manhã de hoje”, explicou.
O pré-candidato a governador João Campos (PSB) defendeu, nesta quinta-feira (4), a duplicação da PE-60 durante agenda em Tamandaré, na Mata Sul de Pernambuco. Ao lado do prefeito Carrapicho (Republicanos), do pré-candidato a vice-governador Carlos Costa (Republicanos) e do deputado federal Silvio Costa Filho (Republicanos), João participou de entregas de veículos para ações na saúde e no apoio ao produtor rural, além da pavimentação de nove ruas do município.
Durante o evento, João Campos afirmou que a duplicação da rodovia é uma obra estratégica para a região e destacou a importância de parcerias com o Governo Federal para viabilizar projetos de infraestrutura. “Um desses sonhos, que não dá pra adiar e jogar para frente, que é preciso ser feito e tem como ser feito, é realizar a duplicação da PE-60 para todo o Litoral Sul de Pernambuco. Isso tem um impacto muito grande na vida das pessoas, na vida de quem passa, de quem circula, na atividade econômica”, declarou.
A agenda também contou com a presença do senador Humberto Costa (PT), da pré-candidata ao Senado Marília Arraes (PDT), do presidente estadual do PSB, deputado Sileno Guedes, do deputado estadual Romero Sales Filho (PSD), além de ex-prefeitos e vereadores de municípios da região. Em seu discurso, o prefeito Carrapicho fez críticas ao Governo do Estado e declarou apoio ao projeto político liderado por João Campos.
A Administração de Fernando de Noronha e a Ambipar concluíram uma ação de reaproveitamento de resíduos plásticos que resultou na produção de 200 cadeiras destinadas à rede pública de ensino do arquipélago. Os equipamentos serão entregues ao Centro Integrado de Educação Infantil (CIEI) Bem-Me-Quer e à Escola de Referência em Ensino Médio (EREM) Arquipélago.
Para a fabricação das cadeiras foram utilizados cerca de 800 quilos de plástico reciclado, o equivalente a aproximadamente 4 quilos de material por unidade. Segundo a administração distrital, a iniciativa integra ações voltadas à destinação adequada de resíduos e ao reaproveitamento de materiais gerados na ilha.
A ação transforma resíduos plásticos coletados em mobiliário para uso escolar, incorporando o material reciclado à estrutura das unidades de ensino. De acordo com os responsáveis pelo projeto, a medida busca estimular práticas de reaproveitamento e gestão sustentável de resíduos no arquipélago.
O ex-governador do Rio de Janeiro, Moreira Franco (MDB), disse, nesta segunda-feira (01), que os episódios de relação entre o tráfico e o governo no seu estado “se espalhou [sic] pelo Brasil inteiro”.
A declaração foi dada em entrevista ao Podcast ‘Direto de Brasília’, em parceria com o Programa Hora H, da Rádio POP FM e Rede Mais
Para Moreira Franco, ex-ministro do governo Michel Temer (MDB), o fortalecimento das facções criminosas é um problema que país inteiro “precisa enfrentar”, e não apenas o estado do Rio de Janeiro.
“Hoje o Rio de Janeiro começou com o Comando Vermelho, depois vários outros grupos foram se formando, mas hoje estão instalados no Brasil inteiro. Eles se comunicam com a vida política, não só no Rio de Janeiro, como no Brasil inteiro, sobretudo, em Brasília”.
O deputado estadual Alberto Feitosa (PL) não descartou a possibilidade de o PL compor com a governadora Raquel Lyra (PSD) nas eleições deste ano, mas citou como um incômodo a presença do deputado federal Túlio Gadêlha (PSD), apontado como possível candidato ao Senado na chapa da chefe do Executivo estadual.
Em entrevista à Rádio Folha 96,7 FM, na manhã desta quinta-feira (4), o parlamentar, citando a possibilidade de compor com o Partido Novo, defendeu a apresentação de candidaturas próprias do PL ao Senado e ao governo para fortalecer a pré-candidatura presidencial do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).
“Tudo é possível. O que não é possível […] é a possibilidade de estarmos no mesmo palanque do PT e de Lula. Mas também nos incomoda muito, e até entendo que ela [Raquel] precisa colocar um ponto mais à esquerda, essa candidatura de Túlio Gadêlha”, declarou.
Túlio Gadêlha é cotado para ser um dos candidatos ao Senado na chapa da governadora e seria, se indicado, um aceno de Raquel aos eleitores do presidente Lula em Pernambuco.
Indefinição
Alberto Feitosa reclamou da indefinição acerca da postura do PL nas eleições para o governo estadual. Para ele, é preciso que a legenda organize um palanque para Flávio Bolsonaro, a fim de aumentar a votação do filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) num estado que historicamente vota no presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
“Essa composição aqui está demorando. [Mas] não vamos deixar de participar com alguma candidatura aqui no estado de Pernambuco. Tenho ouvido reuniões, isso está no processo de discussão”, afirmou.
Feitosa comentou a possibilidade de o ex-prefeito de Jaboatão dos Guararapes e presidente do PL em Pernambuco, Anderson Ferreira, se candidatar ao Senado nas eleições deste ano. O deputado frisou que, mesmo não disputando uma vaga na Casa Alta, o dirigente partidário pode ser um bom puxador de votos na disputa pela Câmara dos Deputados.
“Se isso ocorrer [Anderson concorrer a deputado federal], a gente aumenta a possibilidade de ocupar mais uma vaga de deputado federal. […] [Mas] não estou legitimado a falar sobre isso, porque como envolve ele mesmo [Anderson Ferreira], é uma decisão que ele deve anunciar”, afirmou, garantindo que as candidaturas aos cargos majoritários são um propósito nacional, traçado junto a Flávio, ao coordenador nacional da pré-campanha, o senador Rogério Marinho (PL-RN), e ao presidente do PL, Valdemar da Costa Neto.
Eleição presidencial
Ao analisar a disputa entre Lula e o senador Flávio Bolsonaro, Feitosa reconheceu que há “um pequeno favoritismo de quem está no poder”, especialmente após a revelação das conversas entre Flávio e o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. O deputado, contudo, aposta que todos os fatos serão explicados oportunamente e crê numa ampliação de votos na região Nordeste.
“Sempre defendi que tivéssemos candidaturas a todos os cargos: governador, senador, deputado federal e deputado estadual. […] [Com isso] a gente tenta diminuir essa diferença que Lula tem aqui no estado de Pernambuco. A gente sabe que Pernambuco, Piauí, Maranhão são redutos ainda muito fortes de Lula e, consequentemente, do PT”, afirmou, ressaltando que prevê uma eleição decidida no detalhe.
A cidade de Cabaceiras, na Paraíba, receberá nos dias 20 e 21 de junho o VII Encontro do Borborema Cangaço, evento voltado à história, cultura e memória do Nordeste brasileiro. A programação será realizada na Fazenda Gangorra e reunirá palestras, apresentações culturais e visitas a locais históricos. Entre os destaques está a homenagem a Theophanes Ferraz Torres, além da palestra do escritor e pesquisador Geraldo Ferraz sobre a trajetória do personagem no combate ao banditismo rural nordestino.
O encontro contará ainda com palestras sobre o cangaço fora do período de Lampião, a atuação do movimento na região de Paulo Afonso (BA), apresentações de cordel e atividades culturais. A programação principal acontece no dia 20 de junho, enquanto o dia 21 será dedicado a uma visita opcional aos locais históricos da Fazenda Gangorra.