O deputado federal Luiz Carlos Hauly (Podemos-PR) afirmou que seu partido não deverá subir no palanque do presidente Lula (PT) nem do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Em entrevista ao podcast Direto de Brasília, o parlamentar disse que “é hora de mudança política”, mas que a decisão ainda será oficializada. Todavia, o paranaense percebe uma maior inclinação de seus correligionários para uma candidatura alternativa, citando o governador de seu estado, Ratinho Júnior (PSD), como o nome mais cotado.
“Eu vejo que é hora de mudança política. Só a democracia conserta isso, com alternância de poder. Os quadros políticos desses últimos 30 anos se esgotaram. É hora de mudança. A nação precisa de uma nova liderança para oxigenar o poder. O poder está totalmente tomado por incompetência, ideologias falidas, isso vale para todos os governantes desse século XXI. Acredito na força da democracia, no povo, na alternância de poder e jogo todo meu cacife político nisso”, apontou Hauly.
Leia mais“Onde que está o bom senso? No centro ampliado. No centro, centro-direita e centro-esquerda. Com quem se fez a abertura política com os militares entre 1984 e 1985? Com os moderados, como Tancredo Neves e Marco Maciel, ali que foi construída a Nova República. Isso foi há 40 anos. Já passou da hora de encerrar esse assunto, do Lula, dos extremistas políticos de esquerda e direita. Tem novos políticos, governadores que estão encerrando mandato. Olho com bons olhos essa mudança positiva. Estou acreditando muito no crescimento do Ratinho Júnior. O Tarcísio (de Freitas, governador de São Paulo) está mais propenso a ficar no governo. Temos ali o (governador) Eduardo Leite no Rio Grande do Sul, tem o Romeu Zema em Minas Gerais. Então é nessas pessoas que dá para sair três ou quatro candidatos, ou um só. Eu não gostaria de ter bipolarizado”, completou.
Hauly avalia que a pré-candidatura de Flávio Bolsonaro, mesmo subindo nas pesquisas estimula que o centro siga por outro caminho. “Não há compatibilidade de alguns partidos com o PL. Inclusive isso está sendo manifestado nos estados”, observou. “O Podemos ainda não se definiu, mas ele ou fica mais com o governador de São Paulo ou o do Paraná. Está mais próximo desses dois. Mas ainda tem muita água. Acho que essas decisões que saem do colete não são boas, não gosto”, concluiu Hauly.
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