O governador Paulo Câmara (PSB) assinou, na manhã de hoje, o ato que nomeia a Comissão de Transição Governamental para repassar as informações oficiais à equipe da governadora eleita, Raquel Lyra (PSDB).
A comissão será coordenada pelo secretário da Casa Civil, José Neto, e contará ainda com os secretários Alexandre Rebelo (Planejamento), Décio Padilha (Fazenda), Marília Lins (Administração) e Ernani Médicis (Procuradoria Geral do Estado).
“Nosso governo está à disposição para assegurar uma transição transparente e profissional à equipe de Raquel Lyra”, afirmou o governador Paulo Câmara. Ainda na noite de domingo, Paulo Câmara falou por telefone com a governadora eleita. Ele parabenizou Raquel e desejou sucesso na nova missão.
Os brasileiros estão procurando mais obter a Nacional de Trânsito, cujas novas regras para a aquisição estão em vigor desde o fim do ano passado. Segundo a Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran), os pedidos de habilitação subiram de 369,2 mil, em janeiro de 2025, para 1,7 milhão em janeiro de 2026. Isso significa um salto de 360% em apenas um ano. No mesmo período, os pedidos feitos diretamente pelos Detrans chegam a aproximadamente 194 mil.
Enfim: o programa CNH do Brasil já acumula 3 milhões de pedidos e 298,5 mil documentos emitidos. As razões? As normas para consegui-la mudaram — e para melhor. Por exemplo: não há mais a obrigatoriedade de passar por uma autoescola para fazer as provas teórica e prática, o que reduziu o tempo — e os custos — de todo o processo. Ainda segundo o órgão, 24.754 cursos práticos já foram realizados por instrutores autônomos, categoria que passou a existir desde a atualização da norma pelo Conselho Nacional de Trânsito (Contran).
Entre os estados com maior número de emissões, São Paulo lidera o ranking, com 76.521 mil habilitações expedidas, seguido por Minas Gerais, com 23.548, e pelo Rio de Janeiro, com 23.301. O número de pessoas que já concluíram os cursos teóricos passou de 196.707 para 824.494 — uma alta de 319%. Os exames teóricos, por sua vez, tiveram aumento de 32%, indo de 171.232 para 225.462. Já os cursos práticos cresceram 22%, saindo de 328 mil para mais de 400 mil, e os exames práticos registraram aumento de 11%, com mais de 323 mil aplicações em janeiro de 2026, frente a 291 mil no mesmo período do ano anterior.
Em fevereiro deste ano, mais mudanças, com a prova prática ganhando novo formato. Por exemplo: os exames de direção não precisam mais da baliza obrigatória, responsável por reprovar vários candidatos. No novo modelo, o examinador passa a considerar o desempenho e a conduta do candidato ao volante ao longo do trajeto. Além do fim da prova de baliza, também passa a ser permitido o uso de veículos automáticos pelos candidatos. E não existem mais faltas eliminatórias automáticas – tipo deixar o carro morrer. Os candidatos passam a ser avaliados pela soma de pontos decorrentes das infrações cometidas no percurso, dentro de um limite máximo de dez pontos. Os pesos mudam conforme a gravidade da infração (leve, média, grave e gravíssima).
Ram Dakota chega por R$ 289.990 – A nova picape Ram, a Dakota, acaba de ser lançada oficialmente no mercado brasileiro. Ela apareceu ao público pela primeira vez no Salão do Automóvel de São Paulo do ano passado. O modelo é oferecido em duas versões: Warlock, com visual e características mais voltadas para o off-road; e Laramie, que traz os cromados que já são tradicionais em uma Ram. “A pergunta que mais escutávamos de nossos clientes era quando teríamos uma picape média em nossa gama. Agora, com a Ram Dakota, entramos em um segmento muito disputado”, conta Juliano Machado, head da Ram para a América do Sul.
Ela compete com Hilux, Ranger, S10 etc. Os preços começam em R$ 289.990. A nova picape tem motor 2.2 turbodiesel, de 200 cv de potência e 45,9kgfm de torque, que atua em conjunto com um câmbio automático de oito marchas. Com esse conjunto, a nova Ram Dakota possui força e capacidade de sobra para rebocar até 3.500 kg e carregar 1.020 kg, com a caçamba comportando 1.210 litros. O compartimento de carga é revestido, possui iluminação interna e na terceira luz de freio de LED, além de ganchos de carga e capota marítima. A tampa traseira é amortecida e possui trava elétrica. O sistema de tração 4×4 conecta automaticamente o eixo dianteiro de acordo com as condições de aderência, além dos modos 4×4 com reduzida e 4×2. A escolha das opções de tração é feita através de um botão giratório localizado no console central, próximo ao seletor do câmbio, que é do tipo joystick e possui o recurso de retorno automático para a posição P (Park) caso a Ram Dakota seja desligada no modo Drive.
Para garantir capacidade máxima em situações fora de estrada, a nova Ram Dakota ainda possui bloqueio mecânico do diferencial traseiro, acionado por um botão no console central, e quatro modos de condução: Normal, Sport, Snow (neve) e Sand/Mud (areia/lama), também selecionados através de um comando acima do seletor de tração. A direção tem assistência elétrica e possui três níveis de peso (Leve, Normal e Firme), que podem ser alterados conforme preferência do condutor.
BYD amplia fábrica para seu primeiro carro 100% nacional – A BYD tem uma meta ousada para sua fábrica em Camaçari (BA). Até 2030 ela quer quadruplicar a produção de veículos por lá e entre o fim de 2027 e meados de 2028 promete fabricar um carro 100% brasileiro. Hoje a fábrica monta no regime SKD (a carroceria já vem montada e até previamente pintada da China), 420 carros por dia ou 150 mil por ano.
Em 2030, segundo o vice-presidente da marca para o Brasil, Alexandre Baldy, esse número passará para 600 mil, mirando o mercado brasileiro, a América Latina e mesmo parte da Europa. “Vamos ser a segunda maior fábrica da BYD no mundo e vamos garantir pelo menos 20 mil empregos diretos”, afirmou Baldy durante a visita da imprensa para conhecer os galpões de solda, estamparia e pintura que estão em fase de construção. O primeiro carro 100% brasileiro da BYD não foi definido, mas poderá ser um Dolphin Mini, um Song Pro ou um King — os três carros que são montados na planta atual pelo sistema SKD ou até um Song Plus, que também está garantido como o próximo modelo que entrará na linha de montagem em Camaçari.
Para os próximos anos, segundo o Head de Relações Públicas da BYD, Henri Karam, a estrutura atual da fábrica será espelhada — o que lhe proporcionará o dobro de toda parte física e garantirá a meta de até 2030 produzir 600 mil carros por ano. Hoje, são produzidos 150 mil. “Já trabalhamos a produção de 420 carros por dia, com 2,3 colaboradores diretos e mais uns 2,5 mil. Vamos aumentar este número para 20 mil colaboradores diretos com o crescimento da fábrica”, destacou. Karam garante que parte da estrutura deixada pela Ford será aproveitada para a fabricação de peças e componentes. São prédios que não se adaptam ao “estilo” chinês. Segundo ele, se for feita uma foto da fábrica da empresa na China e a fábrica em Camaçari praticamente será a mesma imagem, com algumas exceções por conta da diferença do solo e da paisagem.
Parceiros – Por isso, os prédios que eram da Ford serão oferecidos para fornecedores que vençam a concorrência para se tornarem parceiros da BYD e queiram fabricar suas peças e todo o material dentro da fábrica de Camaçari. Para tanto, a empresa lançou a campanha “A BYD quer conhecer você!” e repassou para todas as fábricas de peças automotivas e componentes no Brasil. Com isso, ela espera selecionar o melhor time de empresas desta área no Brasil e atraí-las para a Bahia.
O consumidor define – Alexandre Baldy, vice-presidente sênior da BYD, tem sempre uma resposta direta para quem lhe pergunta acerca dos próximos passos da empresa no Brasil. Quais serão os modelos? Qual o percentual entre híbridos e elétricos? A Denza (marca dos modelos super luxo da BYD) vai entrar na planta de Camaçari? “Quem define isso é o consumidor. Tudo que estamos fazendo aqui é baseado naquilo que o nosso consumidor deseja”, afirma Baldy.
Segundo o vice-presidente da BYD, toda e qualquer mudança que possa ser feita na fábrica, ou na linha de produção com relação a novos produtos, modelos e qualquer outra alteração, depende inicialmente do interesse empresarial da marca em investir neste ou naquele produto, mas essencialmente depende da resposta do consumidor. “Se percebermos que o consumidor quer determinado produto, nós vamos trabalhar para entregar este produto”, disse.
Denza – Sobre a marca de luxo Denza, Baldy disse que ela surpreendeu a todos no primeiro mês de 2026. Com apenas duas revendas conseguiu superar marcas tradicionais em carros de luxo e superluxo. “Em São Paulo conseguimos vender mais do que a Land Rover que tem umas dez lojas pela cidade e em Brasília batemos com todas as revendas de carros deste segmento durante o mês”, destacou.
Autonomia – Questionado se a BYD pretende investir em um carro 100% elétrico que tenha uma autonomia maior, Baldy afirmou que essa questão da autonomia para o consumidor é uma “ansiedade de percepção”. “Muitos falam da autonomia antes mesmo de andar em um carro com a autonomia atual. Mexer em autonomia significa mexer no tamanho da bateria, nos carregadores, na capacidade de carga da rua onde a pessoa irá carregar o carro, no bairro, no município e até do estado. Então essa questão da autonomia tem que primeiro superar a ansiedade do consumidor que às vezes pede uma coisa que ele não tem necessidade para o momento”, afirmou. (Walberto Maciel || Especial para Multieixos)
Captiva EV será nacional este ano – A Chevrolet está reforçando o foco nos SUVs, segmento que lidera a transição energética do mercado automotivo brasileiro, já que um em cada cinco utilitários esportivos comercializados no país já conta com algum nível de eletrificação. E os 100% elétricos se destacam por oferecer torque imediato, baixo custo de manutenção e zero emissão local. Por isso, suas atenções se voltam para o Captiva EV, que estreia em uma configuração exclusiva para a região, desenvolvida a partir das necessidades locais e validada pela engenharia brasileira. Desde que chegou às lojas, no final do ano, o veículo lidera as vendas de sua categoria nos últimos meses. Agora, a marca confirma que, em breve, o Captiva EV será produzido por aqui.
GMW cresce 70% – A GWM Brasil iniciou o ano com resultados comerciais expressivos, com crescimento acima da média do mercado. Em janeiro de 2026, a marca registrou 4.409 unidades vendidas, uma alta de 70% em relação ao mesmo mês do ano passado, superando a média de crescimento do mercado brasileiro de veículos leves, que ficou em 1,5% no período.
Esse desempenho impulsionou a GWM ao 11º lugar no ranking de vendas nacional, posicionamento inédito para a marca e à frente de concorrentes tradicionais como Ford, Caoa Chery e Citroën. O desempenho de janeiro reflete a força do portfólio da GWM no Brasil. A marca manteve a liderança absoluta no segmento de híbridos, impulsionada pelo Haval H6, que registrou 2.623 unidades vendidas no período, posicionando-se à frente de modelos como BYD Song Pro e Toyota Corolla Cross.
Nos rankings por categoria, a montadora também se destacou com o Haval H9 na 2ª posição entre os SUVs Grandes (SUV E), com 882 unidades vendidas, e com o Tank 300 ocupando o 3º lugar na mesma categoria com 363 unidades, reforçando a presença da marca em diferentes segmentos do mercado automotivo nacional. Esse resultado ocorre após um 2025 sólido para a empresa, que encerrou o ano com 42.785 unidades comercializadas e crescimento de aproximadamente 46% sobre 2024, superando também o desempenho do mercado nacional no período.
Venda de seminovos impulsiona vistoria veicular – O aquecido mercado de veículos seminovos no Brasil tem movimentado outro importante segmento: o de vistoria veicular. O volume histórico de negociações — 18,5 milhões de unidades, um crescimento de 17,3% em relação a 2024 — fez com que redes como a Super Visão ampliassem significativamente a demanda por seus serviços. Em 2025, por exemplo, a empresa registrou crescimento em muitas unidades. Esse bom desempenho do mercado refletiu diretamente na expansão da franquia. Ao longo de 2025, a Super Visão inaugurou 17 novas unidades em diferentes regiões do país e registrou crescimento de 12% no seu faturamento. Presente em quase todas as regiões do Brasil, a rede projeta a abertura de mais 25 unidades.
Picapes: Ranger passa Hilux – As vendas de comerciais leves 0km em janeiro trouxeram algumas mudanças. A Fiat teve a dobradinha com Strada (3.608) e Toro (1.848). A Ford Ranger (1.740) ficou novamente à frente da Toyota Hilux (1.687). A Chevrolet S10 ficou na 5ª posição, com 638, seguida pela Mitsubishi Triton. No mercado geral, foram vendidas, segundo a Fenabrave, 162.484 unidades – das quais 125.136 automóveis e 37.348 comerciais leves. Entre as montadoras, a Fiat (34.260) liderou pela 61ª vez consecutiva. A Volkswagen ficou em segundo, com 25.737. A Chevrolet, apenas 16.164 unidades emplacadas, só perde mercado, com quase 18% de queda em um ano.
O sucesso do luxo chinês – A Denza, nova marca de luxo do mercado brasileiro, encerrou seu primeiro mês completo de vendas na liderança em Brasília, um dos mercados mais disputados deste segmento no Brasil. Em São Paulo, principal centro econômico nacional, a marca também alcançou um feito relevante: superou a Land Rover em volume de vendas. Foi no cenário nacional, no entanto, que a marca mostrou a força do offroad B5, seu produto de estreia.
As 130 unidades comercializadas no período a colocaram à frente da Lexus, tradicional e já consolidada no mercado premium brasileiro. A análise regional reforça esse desempenho. Em Brasília, a Denza alcançou a liderança absoluta, com 19,9% de participação. Já em São Paulo, o mercado premium mais competitivo do país, a marca registrou 61 unidades vendidas, consolidando-se como uma nova força no segmento de alto padrão. A Denza é do grupo BYD.
O recorde das duas rodas – As vendas de motos novas no Brasil no ano passado foram tão grandes que bateram o recorde, registrando assim o melhor desempenho da história. Foram, no total, 2,19 milhões de unidades, segundo a Fenabrave, que representa as concessionárias. E 2026 começou bem, superando os números em janeiro de 2025. Foram, ao todo, 178.537 modelos emplacados no primeiro mês do ano, número 17,49% maior que o de mesmo período do ano passado. Aliás, a Fenabrave projeta que o mercado de motos alcance este ano 2,41 milhões de unidades, com alta de 10% sobre o ano passado. Confira, então, o ranking de vendas de janeiro: a Honda, para não fugir à regra, manteve a liderança.
Honda CG 160: 37.671
Honda Biz 125: 21.024
Honda Pop 110i: 18.101
Honda NXR 160 Bros: 15.101
Mottu Sport 110i: 6.738
Yamaha YBR 150: 6.067
Honda CB 300F Twister: 5.785
Honda PCX 160: 4.753
Honda XRE 190: 4.114
Yamaha Fazer 150: 3.463
Bajaj cresce 74% – A Bajaj do Brasil iniciou 2026 mantendo a trajetória de crescimento no mercado brasileiro de motocicletas. Em janeiro, emplacou 3.006 unidades, resultado que representa um avanço de 74% em relação a janeiro de 2025 e um crescimento de 28% quando comparado à média mensal de emplacamentos do ano anterior. Entre os destaques do período, a Dominar 250 alcançou, em janeiro, o importante marco de 5 mil unidades emplacadas desde o seu lançamento.
Como preparar seu carro para vender mais rápido – Vender um carro usado pode ser um desafio, mas algumas medidas simples fazem diferença tanto na velocidade da negociação quanto no valor comercializado. Por outro lado, os compradores também estão mais exigentes, explica Ycaro Martins, fundador da Vaapty, líder no segmento de intermediação de venda de veículos do Brasil. “A primeira impressão conta muito. Um veículo limpo, polido e com o estofamento bem conservado se destaca imediatamente nos anúncios. Esse cuidado estético transmite confiança, atrai mais interessados e até reduz o espaço para negociações por preço menor”, afirma Martins.
Manutenção – Além da estética, a manutenção preventiva é outro ponto decisivo. Itens como pneus, freios, iluminação e bateria devem estar em boas condições. Manter e apresentar notas fiscais e comprovantes de revisões realizadas em concessionárias ou oficinas de confiança também agrega valor ao veículo. “Um histórico de manutenção organizado, com peças originais e serviços regulares, mostra ao comprador que o carro foi tratado com zelo e responsabilidade”, acrescenta.
Documentação – Outro fator essencial é manter a documentação em dia. Multas, IPVA e licenciamento atrasados podem travar a negociação e até reduzir o preço final.
Pequenos reparos – Esse é um investimento que gera retorno: riscos na pintura, detalhes no interior e ajustes simples na lataria ajudam a evitar descontos excessivos solicitados por compradores. “Condições de lataria, estofamento e painel influenciam diretamente no valor de mercado. O histórico de batidas e qualquer sinal de ferrugem ou amassado pode desvalorizar o carro. Já os veículos com revisões feitas em concessionária costumam valer mais”, orienta o fundador da Vaapty.
Intermediação – Mesmo após todos esses cuidados, muitos proprietários ainda enfrentam dificuldades para encontrar compradores ou conduzir a negociação com segurança. Nesses casos, a intermediação profissional surge como uma solução eficiente. “Quando há pendências documentais, financiamento em aberto ou urgência na venda, a intermediação é a melhor alternativa. Ela agiliza o processo, garante segurança jurídica e assegura o melhor valor de mercado”, explica.
Renato Ferraz, ex-Correio Braziliense, tem especialidade em jornalismo automobilístico.
O PT deu neste sábado (7) o pontapé inicial da campanha presidencial de 2026. Em um ato político com tom histórico e eleitoral, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou que será candidato à reeleição, cobrou unidade interna, defendeu alianças amplas e exaltou a trajetória do partido, que completará 46 anos na próxima terça-feira (10). O presidente convocou a militância para o que chamou de guerra política em 2026. Disse que a fase “Lulinha paz e amor” acabou.
“Eu quero estar na frente com vocês”, afirmou Lula ao reafirmar que será candidato à reeleição. O petista pretende conquistar um quarto mandato. Declarou que vive seu “melhor momento físico e mental” aos 80 anos e disse estar “motivado para cacete” para a disputa eleitoral.
A cúpula do PT e militantes do partido se reuniram por três dias em Salvador para comemorar o aniversário da legenda. O ato político deste sábado encerrou as celebrações. Estavam presentes o presidente nacional Edinho Silva, os líderes do partido no Congresso José Guimarães (CE) e Jaques Wagner (BA), além de governadores, ministros e congressistas. Lula foi o último a discursar.
A militância ocupou o espaço com bandeiras, camisetas vermelhas e gritos de “sem anistia”. O Hino Nacional foi cantado pela ministra da Cultura, Margareth Menezes. Houve também manifestações de apoio à comunidade LGBTQIA+ e cânticos que exaltavam a coligação entre Lula e aliados no Nordeste. O clima foi de festa com forte carga política.
Guerra eleitoral
Ao falar do cenário eleitoral, Lula disse que será necessário construir alianças amplas e reforçou a estratégia de contrastar os governos de Michel Temer (MDB) e Jair Bolsonaro (PL) com sua gestão.
Lula adotou tom combativo ao afirmar que a eleição será uma “guerra” e que acabou o “Lulinha paz e amor”. Orientou o PT a firmar alianças para vencer em 2026 e elogiou a parceria com PSB e PCdoB. No discurso, ignorou a presença do PSD, representado pelo ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, e pelo senador baiano Otto Alencar.
“Não estamos com essa bola toda em todos os Estados. Precisamos compor e decidir se a gente quer ganhar ou perder. Como eu quero ganhar, Edinho, você vai ter que tratar de fazer as alianças necessárias para a gente ganhar as eleições. Um acordo político é uma coisa tática”, disse.
Sobre o partido, Lula disse que disputas internas acabaram com o PT na Grande São Paulo e enfraqueceram o partido ao longo dos anos. O petista não entrou em detalhes, mas sua fala também uma referência ao assassinato do ex-prefeito de Santo André (SP), Celso Daniel, em 2002.
Sobre o partido, Lula disse que disputas internas acabaram com o PT na Grande São Paulo e enfraqueceram o partido ao longo dos anos. O petista não entrou em detalhes, mas sua fala também foi uma referência ao assassinato do ex-prefeito de Santo André (SP), Celso Daniel, em 2002.
“O PT governava 24 milhões de pessoas na Grande São Paulo. Governava Osasco, Guarulhos, Santo André, São Bernardo (do Campo), Diadema, Mauá, Campinas, governou Piracicaba. Hoje o que o PT governa? O que aconteceu? Em algum momento nós erramos. É preciso ver onde erramos para a gente corrigir, não podemos continuar persistindo no erro. O PT de Santo André era um PT extremamente organizado, era símbolo. O que aconteceu com o PT de Santo André? As brigas internas acabaram com o PT”, afirmou.
Em São Paulo, maior colégio eleitoral do país, o PT ainda não definiu quem liderará a chapa estadual nem a estratégia de alianças para 2026. Lula tenta convencer o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, a disputar o governo do Estado, mas ele resiste a entrar na corrida. O partido também convidou a ministra Marina Silva (Meio Ambiente) para se filiar ao partido – ela está de saída da Rede – e disputar uma vaga ao Senado pelo Estado. Os petistas esperam ainda ter a ministra Simone Tebet (Planejamento) na mesma chapa ao Senado. Ela avalia se permanece no MDB ou migra para outra sigla como o PSB.
Há também a possibilidade de que o vice-presidente e ministro Geraldo Alckmin (Indústria e Comércio) venha a disputar algum dos cargos em São Paulo, embora ele tenha dado declarações em sentido contrário.
O presidente também cobrou que a filiação partidária não seja motivada apenas por projetos eleitorais, ao embalar críticas à atual mercantilização da política. Disse que a direita faz política movida pelo dinheiro.
Ainda, Lula tentou insuflar a militância a defender o governo e permanecer mobilizadas nas redes sociais. “Nós temos que ser mais desaforados porque eles são desaforados. E nós não podemos ficar sendo quietinhos. Não tem mais essa de Lulinha paz e amor. Essa eleição vai ser uma guerra”, afirmou.
Pediu ainda que a militância vá para a periferia para conversar com a população, especialmente os evangélicos. Disse que a maioria deles recebe benefícios do governo federal.
O presidente criticou ainda o próprio PT por ter sido a favor das emendas parlamentares impositivas aprovadas pelo Congresso em 2025. O Orçamento de 2026 de 2026 foi aprovado com R$ 61 bilhões destinados para emendas. Disse que a decisão da bancada no Congresso foi “grave”.
Alckmin enaltecido
A presença do vice-presidente Geraldo Alckmin, que já manifestou interesse em permanecer na chapa presidencial, foi tratada como símbolo da política de alianças defendida pelo PT.
Alckmin, que é filiado ao PSB, ganhou elogios de Lula. “Eu tenho muita sorte na vida e uma delas é saber escolher meu vice. Eu duvido que algum presidente tenha tido a sorte de ter o vice que eu tenho”, declarou.
O vice-presidente retribuiu. Compareceu ao evento usando meias vermelhas e elogiou o partido. “O PT não nasceu do alto. Nasceu do povo. Da voz e da luta do povo. Uma árvore cresce pela raiz. É um partido identificado pela liberdade, pela justiça”, afirmou. Em seguida, completou: “Vamos pra frente, Lula presidente”.
Na imagem, Geraldo Alckmin (à esq.) e Lula (à dir.) no evento dos 46 anos do PT, realizado em Salvador (BA). Foto: Sérgio Lima/Poder360
Edinho Silva também destacou a importância de Alckmin para a coalizão eleitoral. “O senhor simboliza nossa capacidade de diálogo, tão importante na vida do PT, com todos os partidos que estão nos ajudando a reconstruir o Brasil”, disse.
Na quinta-feira (5), Lula disse que Alckmin e o ministro da Fazenda, Fernando Haddad têm “um papel a cumprir nas eleições de São Paulo”. Nenhum dos dois, no entanto, quer disputar eleições no Estado. Haddad diz que quer contribuir na campanha à reeleição do petista elaborando o plano de governo. Alckmin quer continuar na chapa de Lula como vice. Na sexta-feira (6), Alckmin disse que não considera concorrer ao governo de São Paulo nas eleições de 2026.
O PT também afirma avaliar as alianças nacionais e estaduais, o que pode influenciar na escolha de outro vice. O presidente do PT disse, também, que o partido enfrenta desafios estruturais, como a ascensão do fascismo no mundo e a perda de espaço institucional. Defendeu a ampliação das bancadas estaduais e federais e a construção de um “grande Congresso” aliado. Criticou as emendas impositivas, afirmando que elas reduzem o poder do Executivo.
Homenagens e discursos
O evento começou com homenagens a militantes históricos que morreram recentemente. Lula pediu que os tributos fossem feitos com sua presença. Zé Dirceu homenageou Paulo Frateschi, Everaldo Anunciação e Frei Sérgio.
O presidente do PT na Bahia, Tássio Brito, abriu os discursos destacando a reconstrução da imagem de Lula após a prisão. Disse que a militância fará Lula presidente de novo no primeiro turno. “Nós ganhamos o país de novo. A tarefa importante é tarefa do PT”, afirmou.
Ao fim do evento, militantes cantaram parabéns com direito a bolo. Também ecoaram cânticos sobre a coligação “Jero-Lula”, em referência ao governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues. Lula encerrou lembrando que foi na Bahia, em julho de 1978, que defendeu pela primeira vez a criação do PT. “Foi aqui, no dia 15 de julho de 1978, que a classe trabalhadora decidiu criar um partido político”, recordou.
Na imagem, Lula e o governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues. Foto: Sérgio Lima/Poder360
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) disse neste sábado (7) que a eleição vai ser uma “guerra” e que acabou o “Lulinha paz e amor”. A fala aconteceu durante o evento de aniversário de 46 anos do Partido dos Trabalhadores (PT), em Salvador (BA).
Segundo o petista, as redes sociais “têm mais mal do que bem” e, por isso, é preciso “escrachar” cada mentira contada. “Eles são desaforados e nós não podemos ficar sendo quietinhos. Não tem essa mais de Lulinha paz e amor. Essa eleição vai ser uma guerra, e nós vamos ter que estar preparados para ela”, disse. As informações são da CNN Brasil.
Lula também disse que o que está em jogo neste ano não é só a eleição, mas a democracia do país. E defendeu a construção de uma narrativa política pelo PT.
“Se depender do que nós fizemos comparado a eles, nós já ganhamos essas eleições, mas não é isso que vai decidir. Não se iluda. O que vai ganhar essas eleições é a nossa narrativa política”, finalizou.
A programação da comemoração do aniversário do partido começou na última quinta-feira (5) e, desde então, contou com debates e painéis.
O ato político deste sábado teve, além do presidente Lula, a presença de ministros do governo e líderes do PSB, PCdoB e Psol. O evento foi o pontapé inicial da pré-campanha à Presidência.
Embora a filiação ao PT esteja marcada apenas para o dia 13 de março, a deputada estadual Dani Portela já teve a ficha abonada pelo presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva. Ainda filiada ao Psol, Dani esteve em Salvador para participar das comemorações dos 46 anos do partido.
“Foi uma honra atender o chamado do presidente Lula para fortalecer o seu time em Pernambuco. Onde ele me chamar eu estarei a postos, para cumprir minha tarefa”, afirmou a deputada.
Dani Portela marcou o ato de filiação ao PT para 13 de março, pois a janela para troca de partido será aberta no dia 4 e vai até 4 de abril. Mesmo tendo anuência do Diretório Estadual do Psol, a deputada não quis arriscar, pois algum suplente poderia pedir seu mandato alegando infidelidade partidária. As informações são do Blog Dantas Barreto.
A Ponte Duarte Coelho, conhecida como Ponte do Galo, foi bloqueada, na tarde deste sábado (7), por conta do início do processo de lançamento e montagem do Galo Gigante, ícone protagonista do Bloco Galo da Madrugada, que acontece no próximo sábado (14).
A interdição começou por volta das 15h, em meio a um forte temporal, e faz parte da preparação para o Carnaval do Recife 2026. As informações são da Folha de Pernambuco.
“Começamos a interdição às 15 horas e vamos aproveitar o tempo, enquanto não volta a chover, e sermos estratégicos para acelerar um pouco o lançamento do Galo”, ressaltou Carlos Acioli, diretor da EP Engrenagem, empresa responsável por montar a estrutura do Galo Gigante.
O bloqueio de uma das principais vias rodoviárias do centro da capital pernambucana permanecerá até o próximo dia 21 de fevereiro, sendo liberada no dia seguinte (22), a partir das 12h.
A subida do Galo Gigante, que irá homenagear Dom Helder Câmara e Nise da Silveira neste ano, está prevista para a próxima quarta-feira (11), às 19h.
Também estão previstas, em todo o Bairro do Recife, proibições de estacionamento a partir da próxima quinta-feira (12), assim como bloqueios em outras vias importantes para a passagem do desfile do Galo da Madrugada.
Agentes da Autarquia de Trânsito e Transporte Urbano (CTTU) estavam presentes durante toda a interdição da ponte. O gestor de operações da autarquia ressaltou as rotas de trajeto alternativas à via para acessar o Recife Antigo e a importância da atuação de sua equipe durante o início do processo de içamento do Galo Gigante.
“Neste momento, a companhia de trânsito está fazendo o isolamento para que, aqui, a alegoria esteja sendo montada. Na próxima quarta-feira, nós vamos ter a apoteose da sua subida, e todos os veículos que vieram da Rua do Sol devem seguir em frente para acessar a Ponte Velha e fazer o retorno de acesso para a Rua da Aurora”, destacou.
“Esse é o principal motivo da nossa presença em virtude do bloqueio da Ponte Duarte Coelho”, pontuou o gestor, além de que a fiscalização das vias será intensificada para coibir essas práticas que colocam em risco os foliões”, pontuou o gestor.
Próximas intervenções no trânsito do Recife para o Carnaval 2026
A Prefeitura do Recife divulgou o esquema de trânsito para o Carnaval 2026, com restrições a partir dos dias 12 e 13 de fevereiro. Haverá proibição de estacionamento em todo o Bairro do Recife, inclusive em áreas de Zona Azul, e bloqueio das vias para veículos. A exceção é a Avenida Cais do Apolo, liberada parcialmente para tráfego misto até o TRF. Os acessos à Avenida Alfredo Lisboa e à Rua Madre de Deus permanecem interditados até a Quarta-feira de Cinzas.
As pontes Princesa Isabel, Maurício de Nassau e Buarque de Macedo serão interditadas para veículos e destinadas a pedestres durante o período. A Princesa Isabel e a Buarque de Macedo terão abertura diária, das 6h às 12h, para limpeza e abastecimento. A Ponte do Limoeiro ficará aberta ao tráfego misto, com acesso condicionado à lotação dos estacionamentos e faixa exclusiva para o Expresso da Folia.
Na sexta-feira (13), a partir das 21h, ruas dos bairros de São José e Santo Antônio serão interditadas para a concentração do Galo da Madrugada, incluindo Rua do Sol, Avenida Guararapes e Rua Imperial, além de bloqueios no Viaduto Capitão Temudo e na Avenida Sul. No sábado (14), dia do desfile, haverá interdições na Avenida Cruz Cabugá, Rua Princesa Isabel e Avenida Conde da Boa Vista. Como rota alternativa entre as zonas da cidade, a orientação é utilizar a Avenida Governador Agamenon Magalhães.
O deputado federal Nikolas Ferreira (PL) afirmou ontem (6) que não será candidato a governador em Minas Gerais, após ser cotado para a disputa pelo senador Flávio Bolsonaro (PL), que concorrerá ao Planalto.
Em entrevista ao podcast Café com Ferri, transmitida pelo YouTube, o parlamentar afirmou que “descartou” a possibilidade e que dará preferência à “construção de base e de relacionamentos”. As informações são do jornal O Globo.
“Não vou ser candidato a governador. Descartei essa possibilidade. Qualquer pessoa que estivesse no meu lugar, pensando só em eleições, iria. Mas não estou pensando só em eleição. Para encarar isso, não basta só competência, tem que criar uma base de secretários, deputados estaduais, prefeitos, vereadores. Tem que ter o poder real, tenho que ter entrada no Judiciário, dentro da mídia, caso contrário só estou me colocando numa posição de alvo para me matarem antes da hora. Então estou trocando o presente pelo futuro”, disse.
Na ocasião, também disse que uma eventual candidatura também seria “um prato cheio para a esquerda” e que preferia ir à reeleição para “construir base” e “criar relacionamentos”.
Durante a entrevista, Nikolas também respondeu a críticas feitas por integrantes da direita sobre seu engajamento em pautas caras ao bolsonarismo, como a campanha de Flávio à presidência.
No ano passado, ele também chegou a ser cobrado por não demonstrar apoio à atuação do ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) nos Estados Unidos pela aplicação a autoridades brasileiras.
“Já estou deixando algo bem claro: sou deputado federal por Minas, e Minas é minha prioridade. No primeiro turno, estarei em Minas, e ponto final. Nas eleições municipais, eu fui usado por muita gente que chega, me pressiona, apoia fulano de tal… e é muito difícil”, afirmou. “Política é via de mão dupla, e vai ser dessa forma nessa eleição. Eu aprendi. Só vou fazer parte de um projeto se eu souber qual é o plano, a estratégia, o objetivo.”
O governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), tem intensificado o diálogo com a atual direção do BRB (Banco de Brasília) em meio à grave crise desencadeada pela investigação sobre a compra de ativos fraudulentos do Banco Master. A apuração é dos analistas de Política da CNN Matheus Teixeira e Larissa Rodrigues.
A estratégia de Ibaneis tem sido se desvincular da antiga direção do BRB, comandada por Paulo Henrique Costa, que operacionalizou a compra dos títulos fraudulentos que geraram um rombo estimado em R$ 12 bilhões. Ele justifica que delegou total liberdade aos seus auxiliares e que não é um governador centralizador, tentando assim afastar sua responsabilidade sobre o caso. As informações são da CNN Brasil.
Enquanto busca se distanciar da administração anterior, Ibaneis tem se aproximado da atual gestão do BRB, agora liderada por Nelson Souza, um agente do mercado financeiro reconhecido que assumiu após o afastamento de Paulo Henrique Costa. Segundo Matheus Teixeira, o principal objetivo dessa aproximação é evitar que o governo do Distrito Federal precise injetar recursos públicos para salvar o banco.
Segundo Larissa Rodrigues, o governador e o comando do BRB estão trabalhando juntos para comprovar que “o banco está de pé e continuará de pé sem dinheiro do contribuinte”. A pressão sobre Ibaneis aumentará consideravelmente caso seja necessário um aporte de dinheiro público, especialmente considerando que a situação das contas do governo do Distrito Federal não é favorável.
Busca por soluções financeiras
Para contornar a crise, o atual presidente do BRB esteve em São Paulo tentando vender ativos que o próprio banco adquiriu do Banco Master. Outras alternativas em análise incluem a obtenção de empréstimos junto ao fundo garantidor que protege pequenos investidores, a venda de imóveis do banco ou do governo do DF, e até mesmo a negociação com outras instituições financeiras.
Larissa destaca que prazo para que o BRB apresente ao Banco Central um plano detalhando como conseguirá recuperar a liquidez necessária para honrar seus compromissos termina nesta sexta-feira (6). O banco precisa demonstrar como obterá cerca de R$ 5 bilhões em um prazo de seis meses. A apresentação desse cronograma é crucial para o futuro da instituição financeira e para a gestão de Ibaneis Rocha.
O projeto de reeleição do presidente da Assembleia Legislativa de Pernambuco, deputado Álvaro Porto, e a pré-candidatura de Gabriel Porto para deputado federal receberam, neste sábado (7), impulso expressivo no Agreste, com a declaração de apoio do ex-deputado e ex-prefeito de Caruaru Tony Gel e do empresário Tonynho, que foi candidato a vice-prefeito do município em 2024. Os dois lideram grupo político representativo na capital do forró, maior colégio eleitoral do interior e quarto do estado.
“É uma honra receber o apoio de nomes como Tony Gel e Tonynho, referências na política de Caruaru e de Pernambuco. Nosso projeto se amplia, fortalece os laços com o Agreste, e cresce em responsabilidade e compromisso com os caruaruenses e com toda a região”, avalia Álvaro Porto.
Para Gabriel, receber o aval de Tony e Tonynho é a certeza de que a construção da sua pré-candidatura está no caminho certo. “Só temos a agradecer a confiança e o apoio de quem tem tanta história e uma extensa folha de serviços prestados a Caruaru e ao estado. Nosso compromisso é de muita dedicação e trabalho para representar da melhor forma possível Caruaru e todo o Agreste em Brasília”, afirmou.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) voltou a criticar a pressão dos Estados Unidos sobre Cuba e defendeu uma solução interna para a situação da Venezuela, que foi alvo de uma intervenção norte-americana no mês passado.
Lula ainda reforçou o discurso da soberania nacional, algo que tem repetido ao longo das agendas públicas desde o ano passado, e se disse orgulhoso da parceria do país com a China. As informações são do portal g1.
“O nosso país é um país soberano. A gente quer trabalhar com todo mundo, mas a gente não quer dono, não quer voltar a ser colonizado. O nosso país é solidário ao povo cubano, que é vítima de um massacre de especulação dos Estados Unidos contra eles. E que nós temos que encontrar, enquanto partido, um jeito de ajudar”, afirmou.
“Nós temos que dizer em alto e bom som que o problema da Venezuela tem que ser resolvido pelo povo da Venezuela e não pelos Estados Unidos ou pelo [Donald] Trump”, prosseguiu.
Após a intervenção dos Estados Unidos na Venezuela em 3 de janeiro deste ano, o presidente venezuelano Nicolás Maduro foi capturado junto com sua esposa, Cilia Flores, e levado para Nova York para ser julgado por tráfico de drogas.
O comando do país passou para Delcy Rodríguez, então vice-presidente. Sob pressão, ela conduz mudanças exigidas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ao mesmo tempo em que mantém o discurso chavista.
Terras raras
Em seu discurso, Lula ainda citou participar de reuniões que tratam sobre terras raras, alvo de disputa entre EUA e China. “E, agora, embaixador, toda a conversa, toda a reunião é para evitar que os países vendam terras raras, minerais críticos para a China. É uma briga meio escondida, mas tudo é para a China, contra a China. E eu quero dizer que eu sou muito grato, muito grato à parceria que o Brasil tem com a China”, frisou o presidente.
A disputa entre Estados Unidos e China pelo controle das terras raras — minerais essenciais para celulares, carros elétricos, painéis solares, turbinas eólicas e armamentos — voltou a se intensificar neste início de 2026.
A declaração foi dada durante o encerramento do evento de comemoração de aniversário dos 46 anos do Partido dos Trabalhadores (PT), em Salvador, na Bahia.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou neste sábado (7) que a política “apodreceu” e está “muito mercantilizada”. Na ocasião, o presidente criticou ainda o custo eleitoral.
A declaração foi dada durante o encerramento do evento de comemoração de aniversário dos 46 anos do Partido dos Trabalhadores (PT), em Salvador, na Bahia. “Os nossos deputados são testemunhas que a política apodreceu. A política apodreceu. Vocês que são candidatos sabem como é que está o mercado eleitoral nesse país. Vocês sabem quanto custa um cabo eleitoral. Vocês sabem quanto custa o vereador. Vocês sabem quanto custa o preço de cada candidatura nesse país. O que é uma vergonha”, disse. As informações são do portal g1.
Lula mencionou ainda ter saudades do tempo em que fazia comícios e precisava levantar dinheiro, por exemplo, vendendo camisetas, para custear as campanhas. “Agora, é dinheiro rolando para tudo quanto é lado, não é possível”, criticou.
Em outro momento do discurso, o presidente fez um alerta aos aliados para que se prepararem e fiquem atentos com relação à corrida eleitoral. Em seguida, mencionou o objetivo de trazer mais partidos para a base do governo.
“E essa campanha agora, se preparem, porque vocês, os nossos aliados, PSB, PCdoB, PDT e quem mais a gente conseguir trazer, sabe, quem mais a gente conseguir trazer…”, reforçou.
Lula tem intensificado movimentos que marcam a largada de seu projeto de reeleição em 2026. Nos bastidores, o governo tem articulado apoio no Congresso e buscado alinhar propostas consideradas populares, como o fim da escala 6×1 e a regulação do trabalho por aplicativo, em um esforço para fortalecer sua base e pavimentar a agenda eleitoral do ano.
Em meio a esse cenário, a presença de Lula no evento partidário ocorre logo após um jantar de aproximação com líderes da Câmara — iniciativa vista pelo Planalto como parte da estratégia para ampliar alianças e dar impulso às pautas que o PT pretende transformar em marca da campanha deste ciclo eleitoral.
Uma fala da governadora de Raquel Lyra (PSDB) durante o show do cantor João Gomes, ontem, no Recife, gerou forte repercussão negativa, especialmente entre moradores do Sertão. Ao lado do artista, natural de Serrita, a governadora afirmou: “Todo mundo quer ser vizinho dele agora. Eu queria ver quando ele morava lá, no Sertão. Se tinha alguém que queria”.
A declaração foi vista como um desrespeito às origens do cantor e como uma demonstração de preconceito contra os sertanejos. Comentários publicados nas redes sociais e grupos de conversa expressam indignação com a postura da gestora. “A governadora ironiza o Sertão e desqualifica João Gomes dizendo que, quando ele era do Sertão, ninguém falava com ele”, diz uma das mensagens que circulam.
Outro comentário afirma: “Os maiores músicos e empresários desse país nasceram no Sertão e ainda hoje surgem vários talentos nordestinos com raízes nessa terra tão valiosa. A governadora foi muito infeliz e não cabe a uma gestora tratar o povo sertanejo com tanto preconceito e desdém”.
Até o momento, a governadora Raquel Lyra não se pronunciou sobre o ocorrido.
O advogado Paulo André Rabêlo assumiu o cargo de presidente da Junta Comercial de Pernambuco (Jucepe). Ao assumir a Presidência, o gestor destacou a importância de assumir o desafio.
“Assumo a Jucepe com profundo respeito à sua missão institucional e com o compromisso de fortalecer ainda mais a segurança jurídica, a eficiência dos serviços e o ambiente de negócios em Pernambuco”, afirmou. Segundo ele, a Junta tem papel estratégico no desenvolvimento econômico e na modernização do Estado. As informações são do Blog da Folha.
O novo presidente também ressaltou que sua gestão será pautada pela transparência e pelo zelo com a coisa pública. “Nosso trabalho será guiado pelo diálogo, pela técnica e pela responsabilidade, sempre buscando facilitar a vida de quem empreende e gerar a impactos positivos para a economia pernambucana”, pontuou. A nomeação consolida um perfil técnico e experiente à frente da Jucepe, alinhado às demandas atuais do setor produtivo e da sociedade.
Trajetória
Advogado e professor universitário, Paulo André Rabêlo construiu uma trajetória na gestão pública e em entidades estratégicas. Ao longo de sua carreira, atuou como Assessor Especial do prefeito Roberto Magalhães e Chefe de Gabinete do deputado Roberto Magalhães, Gerente Jurídico da Secretaria de Trabalho, Assessor Jurídico da Secretaria de Cultura, Chefe de Gabinete do ex-deputado Jorge Corte Real, Vice-Presidente do DETRAN e Gerente Jurídico do Sistema FIEPE (SESI, SENAI e IEL). Desde março de 2023, vinha exercendo a função de Vice-Presidente da JUCEPE, cargo ocupado por mais de dois anos.