Por Ricardo Andrade*
Grande parte das políticas públicas, sejam estaduais ou municipais, desde a década de 1990, precisam ser pensadas, formuladas e implementadas de forma metropolitana. Não falo aqui apenas sobre saúde, educação ou segurança pública, mas transporte e mobilidade, infra-estrutura e desenvolvimento econômico-social, cultura, meio ambiente e etc.
Paulista já foi um dos principais motores da economia pernambucana. Hoje, segue perdendo sua antiga posição entre os maiores do Estado. Cada vez mais, a conexão entre planos, programas e projetos se faz necessária para se pensar numa cidade, de forma inclusiva e sustentável, com mais intersetorialidade e transversalidade.
No mundo real, as limitações de toda ordem podem ser atestadas nos chamados “Planos de Governo” da maioria dos candidatos a prefeito(a) da RMR, e não apenas do Paulista. Erros conceituais, propostas sem nenhuma previsão orçamentária ou descrição das fontes de financiamento, sem dados, metas ou indicadores, do tipo “copiou e colou”, com pouquíssimas propostas inovadoras e que apontam pro futuro.
Leia maisMuito mais do que nomes de atores políticos que se colocaram para apreciação popular, está em jogo um ideário, uma plataforma que se proponha a superar o “status quo”, que aponte alternativas, esperança, e a retomada do desenvolvimento para todos e não apenas para alguns grupos que historicamente se aparelharam da máquina pública, no mais grotesco patrimonialismo de recorte municipal.
É tempo de reflexão, de comparar as várias gestões, os candidatos e seus grupos de apoiadores. Nem toda “mudança” é capaz de mudar, assim como nem toda “continuidade” significa a permanência de determinado conjunto de políticas públicas. O bom mesmo, é mesclar uma boa dose de racionalidade com uma pitada da mais pura emoção.
*Cientista político, historiador e Mestre em gestão de políticas públicas
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