Apesar do apoio de líderes governistas, o ministro interino do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), Ricado Cappelli, continua fazendo restrições à ideia de criar uma comissão parlamentar de inquérito no Congresso para investigar os atos de 8 de janeiro. “A CPI vai reafirmar a tentativa de golpe do dia 8, nada além disso. Por isso acho que o ideal é virar essa página o mais rápido possível e retomar a agenda que realmente faz o Brasil se desenvolver. É o ajuste fiscal, é a reforma tributária, e isso seria o mais importante para o país neste momento”, argumenta ele.
Em entrevista exclusiva dada ao Congresso em Foco, ontem, Cappelli apontou sua mira para o general Augusto Heleno, que chefiou o GSI durante o governo Bolsonaro. Na sua opinião, as investigações em curso na Polícia Federal “muito possivelmente” indicarão que o militar, vinculado à linha mais dura do Exército brasileiro, teve alguma participação nos acontecimentos de 8 de janeiro.
Leia maisPara o ministro interino, o “desaparecimento” de Heleno é suspeito: “Ele desapareceu. Acho que quem se esconde teme a verdade, essa é minha opinião. O general Heleno está escondido. Onde? Quem consegue falar com ele? Todo dia recebo jornalistas que dizem que ele não recebe ninguém, não fala com ninguém. Por que o general Heleno se escondeu? Cadê a valentia dele?”.
Ele estende a crítica aos outros dois generais quatro estrelas que integravam o comando político do bolsonarismo: Walter Braga Netto, que foi candidato a vice-presidente da República na chapa de Bolsonaro, e Luiz Eduardo Ramos, que encerrou a gestão anterior como secretário-geral da Presidência da República, após ter servido ao ex-presidente como secretário de governo e ministro da Casa Civil.
Na entrevista, o ministro interino do GSI elogia o general Gonçalves Dias, que se demitiu da chefia do órgão na quarta-feira (19), e fala que está trabalhando em “absoluta harmonia” com o Ministério da Defesa e os comandos militares. Destacou especialmente o fato de ter “uma relação muito especial e muito positiva com o general Tomás Paiva”, comandante do Exército.
Também defende a importância das funções hoje desempenhadas pelo GSI, discorre sobre o futuro que a instituição poderá ter e relata o que fez nos dois primeiros dias de interinidade. Jornalista e gestor público, Cappelli, que é secretário-executivo do Ministério da Justiça, foi convocado para a missão após ter atuação muito elogiada como interventor federal na segurança do Distrito Federal.
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