“Flávio precisa dar explicações o mais rápido possível”, diz Girão sobre caso Master
Ao longo desta semana, a crise provocada pelo escândalo do Banco Master atingiu um novo patamar dentro da oposição e já começa a produzir efeitos sobre o tabuleiro da sucessão presidencial de 2026. Em entrevista ao podcast Direto de Brasília, o senador Eduardo Girão (Novo-CE) afirmou que o presidenciável Flávio Bolsonaro (PL-RJ) precisa dar “explicações o mais rápido possível” sobre os áudios divulgados envolvendo o banqueiro Daniel Vorcaro.
Segundo o senador, as informações sobre os valores cobrados por Flávio ainda são desencontradas, mas o episódio levanta dúvidas num momento em que a direita tenta construir um nome competitivo para enfrentar o presidente Lula (PT) em 2026. “A gente precisa de alguém que enfrente os poderosos e que esteja sem nenhum tipo de problema na Justiça”, afirmou. Ao defender a instalação de uma CPI ou CPMI para investigar o Banco Master, Girão resumiu: “Quem for podre que se quebre”.
Leia maisDurante a conversa, Girão ampliou as críticas ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), acusando o parlamentar de barrar o avanço da CPI do Banco Master por “conflito de interesse”. O senador do Novo afirmou ter protocolado representação pedindo o afastamento de Alcolumbre da presidência da Casa e disse esperar uma decisão do STF para obrigar a abertura da comissão.
Ao comentar o avanço das investigações, Girão também atingiu diretamente o senador Ciro Nogueira (PP-PI), um dos principais articuladores da federação União Progressista e aliado estratégico do bolsonarismo. O parlamentar cearense associou Ciro ao lobby das bets e afirmou que o senador representa “o grande problema do Brasil”, ao se referir ao Centrão.
A entrevista ainda foi marcada por ataques duros ao Supremo Tribunal Federal. Girão voltou a defender a CPI da chamada “Vaza Toga”, criticou ministros da Corte e afirmou que há “presos políticos” no Brasil em razão das condenações relacionadas aos atos de 8 de janeiro. Também acusou o STF de atuar politicamente em decisões envolvendo parlamentares e investigações de interesse da oposição.
Pré-candidato ao Governo do Ceará, Girão aproveitou o espaço para atacar a gestão do PT no Estado, especialmente na segurança pública. Disse que o Ceará está “em frangalhos”, classificou o Estado como um dos mais violentos do País e responsabilizou os governos petistas pelo avanço das facções criminosas. Ao defender uma política de enfrentamento ao crime organizado, afirmou que o Ceará vive hoje um cenário de “territórios dominados”.
A fala de Girão ocorre num momento de rearrumação das alianças da oposição para 2026. Enquanto setores do PL trabalham para preservar Flávio Bolsonaro como principal herdeiro político do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), o caso Banco Master elevou a pressão sobre aliados do senador e ampliou a cobrança pela instalação de uma CPI.
Pressão sobre Alcolumbre – Durante entrevista ao podcast Direto de Brasília, o senador Eduardo Girão (Novo-CE) afirmou que protocolou representação para afastar Davi Alcolumbre (União Brasil-AP) da presidência do Senado no caso Banco Master. Segundo Girão, há “conflito de interesse” na condução do tema dentro da Casa. O parlamentar também defendeu a instalação imediata de uma CPI ou CPMI para investigar as relações entre o banqueiro Daniel Vorcaro e integrantes do Congresso.

Saúde para os servidores de Serra – A prefeita de Serra Talhada, Márcia Conrado, enviou, ontem, à Câmara Municipal o Projeto de Lei nº 016/2026, que cria uma política permanente de saúde preventiva voltada aos servidores públicos do município. A proposta assegura o direito à ausência remunerada para realização de exames preventivos e estabelece obrigações da gestão municipal na promoção de campanhas de conscientização e informação em saúde. Para a gestora, a iniciativa fortalece a política de valorização dos servidores municipais e amplia o cuidado preventivo dentro da administração pública.
Contrato de confidencialidade sobre filme – O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou, ontem, em entrevista à Globonews, que omitiu publicamente sua relação com o banqueiro Daniel Vorcaro por causa de uma cláusula de confidencialidade ligada ao financiamento de um filme sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro. “Eu não falei que era mentira. Tenho contrato de confidencialidade. Estou falando disso agora porque veio à tona, não tem mais como negar”, disse. O senador disse que o contato com Vorcaro era “exclusivamente” para tratar do projeto audiovisual e negou qualquer irregularidade na relação. “Venho aqui de peito aberto dizer que não tem nada de errado, é uma relação contratual”, afirmou.
PF investiga se Vorcaro bancou Eduardo – A Polícia Federal deve abrir uma investigação para apurar os acertos de pagamentos entre o banqueiro Daniel Vorcaro e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Uma das linhas de apuração a ser verificada é se os recursos foram desviados para um fundo sediado no Texas, ligado ao ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) e usado para custear a permanência dele no país, já que o Supremo Tribunal Federal (STF) havia bloqueado as contas dele. A suspeita foi lançada pelo deputado Lindbergh Farias (PT-RJ), autor de uma das representações à Polícia Federal pedindo apuração dos fatos.

Fique firme – Em entrevista ao portal CNN, o senador Flávio Bolsonaro disse ter recebido apoio do pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, logo após a divulgação do áudio enviado a Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. “Estive com meu pai na quarta-feira. Antecipei a ele que iriam explorar, de forma pejorativa e mentirosa, a questão do filme sobre a vida dele. Ele me disse para ficar firme, pois não havia absolutamente nada de errado com o filme e que nada melhor do que a verdade para esclarecer os fatos. Disse ainda que não existe nenhuma possibilidade de Michelle ser candidata à Presidência, como alguns veículos de comunicação começaram a ventilar”, relatou.
CURTAS
CAIADO – Para o pré-candidato à Presidência pelo PSD, Ronaldo Caiado, a responsabilidade pela volta do PT ao governo é do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). “O PT ganhou quatro eleições. Depois nós (direita) ganhamos uma eleição, que foi em 2018. Depois o PT ganhou de novo, a quinta eleição. Ora, se ele (Bolsonaro) tivesse sabido governar, o Lula não teria voltado nunca”, disse Caiado em entrevista ao portal Metrópoles.
CAIADO 2 – O ex-governador de Goiás também comentou o envolvimento entre o senador Flávio Bolsonaro (PL) e o banqueiro Daniel Vorcaro: “O Flávio deve responder aos questionamentos sobre o financiamento do filme e as relações com o dono do Master. Tudo que envolve Master e cifras milionárias precisa ser tratado com total transparência com a população”, disse Caiado.
PT QUER PESQUISA – Integrantes da campanha de reeleição do presidente Lula (PT) querem medir o impacto da crise que atinge o senador e pré-candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Pesquisas foram encomendadas desde a quarta-feira (13). Integrantes do entorno do presidente avaliam ainda que aliados de Bolsonaro não conseguiram unificar um discurso para reagir ao episódio.
Perguntar não ofende: Flávio se entrega ou “fica firme”?
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