Com mais de 300 inscritos, a quarta edição da Maratona Internacional da Faculdade de Medicina de Olinda (FMO) acontece no próximo domingo. Para os corredores interessados que vão disputar uma das principais provas de rua de Pernambuco, a competição terá percursos de 5 km, 10 km, 21 km e 42 km, passando pela orla de Olinda, Bairro do Recife e parte da Zona Sul do Recife.
As provas terão largada e chegada na Praça Duque de Caxias, em Casa Caiada, Olinda. A maratona e a meia maratona começam às 4h30, enquanto as corridas de 5 km e 10 km estão previstas para as 5h.
O evento é o único do estado a possuir o selo Permit Ouro, certificação concedida pela Confederação Brasileira de Atletismo (CBAt) à provas que atendem critérios técnicos e organizacionais de alto nível. A chancela também permite que os atletas pontuem em rankings nacionais e utilizem os resultados para índices em competições oficiais.
Além da estrutura esportiva, a maratona terá premiação total de até R$ 170 mil, distribuída entre as categorias da competição. A expectativa da organização é reunir atletas profissionais e amadores de diferentes regiões do país, além de corredores internacionais. As inscrições já foram encerradas.
Outro ponto destacado pela organização é o caráter social do evento. Toda a arrecadação financeira será destinada ao Instituto Maria, localizada no bairro da Casa Caiada, em Olinda, que oferece atendimento gratuito para crianças com Síndrome de Down. Atualmente, o espaço atende mais de 300 crianças de cerca de 60 municípios pernambucanos.
O presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, afirmou, hoje, que as revelações que ligam o senador Flávio Bolsonaro (PL) ao banqueiro preso Daniel Vorcaro causam um “desgaste muito grande” à campanha de Flávio. As informações são do portal G1.
Na quarta-feira (13), reportagem do “Intercept Brasil” mostrou áudios e mensagens de texto em que Flávio trata Vorcaro, dono do Banco Master, como “irmão” e pede dinheiro para financiar o filme “Dark Horse”, cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Vorcaro teria pago R$ 61 milhões a Flávio. A PF investiga se os valores foram usados para bancar Eduardo Bolsonaro, outro filho de Jair, nos Estados Unidos.
“Tudo que envolve Master é polêmico, é impactante, é evidente que teve um impacto muito grande, até por conta do posicionamento do Flávio Bolsonaro, que passou a semana dizendo que não tinha contato com Daniel Vocaro. Realmente, trouxe um desgaste muito grande, isso é público”, disse Kassab ao ser questionado sobre o assunto em entrevista ao TMC.
Kassab, que foi ministro e prefeito de São Paulo, é fiador da candidatura de Ronaldo Caiado (PSD) à Presidência da República. Articulador político, Kassab inicialmente apoiava que o candidato a presidente da centro-direita fosse o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos).
Na avaliação de Kassab, os acontecimentos dessa semana devem impactar negativamente Flávio Bolsonaro nas próximas pesquisas de intenção de voto. “A tendência de que caia é evidente”, afirmou o presidente do PSD.
Lisboa é o maior colégio eleitoral brasileiro no exterior para a eleição presidencial de 2026, com 68.979 eleitores aptos a votar. O número representa crescimento de 52,4% em relação a 2022, quando a capital portuguesa tinha 45.273 brasileiros inscritos. As informações são do portal Poder360.
O prazo para regularizar o título eleitoral, transferir o domicílio ou fazer o alistamento terminou em 6 de maio. Em anos eleitorais, a Justiça Eleitoral fecha o cadastro 151 dias antes da votação.
Segundo o Itamaraty, a ZZ (Zona Eleitoral do Exterior) ultrapassou a marca de 1 milhão de eleitores cadastrados. Desse total, 862.562 estão aptos a votar. A concentração é maior na Europa, na América do Norte e no Japão. Em 2022, havia cerca de 697 mil eleitores aptos no exterior. Na época, o número já representava alta de 39,2% em relação a 2018.
O crescimento do eleitorado em Lisboa aumenta a pressão sobre a estrutura de votação em Portugal. Em 2022, houve relatos de esperas de até 6 horas na capital portuguesa. Uma pessoa foi detida ao tentar votar pela 2ª vez no lugar de outra. Também houve filas de pelo menos 3 horas no Porto, que em 2026 aparece na 5ª posição entre os maiores colégios eleitorais brasileiros no exterior. Portugal tem ainda uma 3ª cidade com local de votação: Faro, no sul do país.
Segundo o consulado em Lisboa confirmou, a estrutura de votação na capital portuguesa será distribuída neste ano por 3 espaços da Universidade de Lisboa: a Faculdade de Direito, a Faculdade de Letras e o prédio da Reitoria. O consulado informou que a previsão inicial é instalar 183 seções eleitorais e 87 urnas eletrônicas, mas os números finais serão confirmados em junho.
Brasileiros que têm domicílio eleitoral no exterior votam só nas eleições para presidente e vice-presidente da República. A organização da votação fora do Brasil é feita pelo TRE-DF (Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal), com apoio de consulados e missões diplomáticas.
A revista The Economist, um dos principais veículos do mundo especializados na cobertura econômica, publicou, ontem, uma reportagem afirmando que a revelação de que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) pediu milhões a Daniel Vorcaro para a produção de um filme em homenagem ao seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, pode ameaçar sua candidatura à Presidência da República.
Segundo revelou o site The Intercept Brasil, o pedido foi de R$ 134 milhões, e R$ 61 milhões teriam sido efetivamente pagos por Vorcaro, mas a Go Up Entertainment, produtora do longa-metragem, batizado de Dark Horse, e o deputado Mario Frias (PL-SP), roteirista da obra, disseram que não tiveram acesso à verba do banqueiro. As informações são do portal G1.
Vorcaro está preso, e sua defesa não esclareceu as doações até o momento. A Go Up afirmou que não pode revelar de onde veio seu orçamento, senão quebraria contratos de confidencialidade com os envolvidos no projeto.
“Partidos de direita imediatamente começaram a falar sobre a possibilidade de lançar um candidato alternativo. Nas casas de apostas, onde Flávio era o favorito para vencer a Presidência, ele despencou para o segundo lugar, perdendo por dez pontos percentuais”, publicou a The Economist.
A revista informou ainda que “o real e o principal índice da bolsa de valores caíram 2%, à medida que crescia a perspectiva de vitória para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, de esquerda”.
O ex-governador do Rio de Janeiro Cláudio Castro (PL) é alvo de uma operação da Polícia Federal que apura suspeitas de fraude no setor de combustíveis. Agentes cumprem mandados de busca e apreensão em seu endereço em um condomínio na Barra da Tijuca, na Zona Sudoeste do Rio.
A ação também mira no empresário Ricardo Magro, que comanda o grupo Refit, dono da Refinaria de Manguinhos. Ele é alvo de mandado prisão preventiva nesta sexta-feira e foi determinada a inclusão do seu nome na Difusão Vermelha da Interpol.
Segundo a PF, a Operação Sem Refino apura a atuação de conglomerado econômico do ramo de combustíveis por suspeita de ocultação patrimonial, dissimulação de bens e evasão de recursos ao exterior. Estão sendo cumpridos 17 mandados de busca e apreensão e sete medidas de afastamento de função pública nos estados do Rio de Janeiro, São Paulo e Distrito Federal.
As investigações apuram possíveis fraudes fiscais, ocultação patrimonial e inconsistências relacionadas à operação de refinaria vinculada ao grupo. A Justiça determinou o bloqueio de aproximadamente R$ 52 bilhões em ativos financeiros e a suspensão das atividades econômicas das empresas investigadas.
A investigação integra as apurações conduzidas pela Polícia Federal no âmbito da chamada ADPF das Favelas, relacionada à atuação de organizações criminosas e suas conexões com agentes públicos no Rio de Janeiro. A operação contou com apoio técnico da Receita Federal do Brasil.
Castro, que pretende disputar um cargo no Senado neste ano, deixou o comando do estado no final de março deste ano, na véspera da conclusão do julgamento no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que o tornou inelegível. Desde então, quem governa o estado é o presidente do Tribunal de Justiça do Rio, Ricardo Couto.
“Flávio precisa dar explicações o mais rápido possível”, diz Girão sobre caso Master
Ao longo desta semana, a crise provocada pelo escândalo do Banco Master atingiu um novo patamar dentro da oposição e já começa a produzir efeitos sobre o tabuleiro da sucessão presidencial de 2026. Em entrevista ao podcast Direto de Brasília, o senador Eduardo Girão (Novo-CE) afirmou que o presidenciável Flávio Bolsonaro (PL-RJ) precisa dar “explicações o mais rápido possível” sobre os áudios divulgados envolvendo o banqueiro Daniel Vorcaro.
Segundo o senador, as informações sobre os valores cobrados por Flávio ainda são desencontradas, mas o episódio levanta dúvidas num momento em que a direita tenta construir um nome competitivo para enfrentar o presidente Lula (PT) em 2026. “A gente precisa de alguém que enfrente os poderosos e que esteja sem nenhum tipo de problema na Justiça”, afirmou. Ao defender a instalação de uma CPI ou CPMI para investigar o Banco Master, Girão resumiu: “Quem for podre que se quebre”.
Durante a conversa, Girão ampliou as críticas ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), acusando o parlamentar de barrar o avanço da CPI do Banco Master por “conflito de interesse”. O senador do Novo afirmou ter protocolado representação pedindo o afastamento de Alcolumbre da presidência da Casa e disse esperar uma decisão do STF para obrigar a abertura da comissão.
Ao comentar o avanço das investigações, Girão também atingiu diretamente o senador Ciro Nogueira (PP-PI), um dos principais articuladores da federação União Progressista e aliado estratégico do bolsonarismo. O parlamentar cearense associou Ciro ao lobby das bets e afirmou que o senador representa “o grande problema do Brasil”, ao se referir ao Centrão.
A entrevista ainda foi marcada por ataques duros ao Supremo Tribunal Federal. Girão voltou a defender a CPI da chamada “Vaza Toga”, criticou ministros da Corte e afirmou que há “presos políticos” no Brasil em razão das condenações relacionadas aos atos de 8 de janeiro. Também acusou o STF de atuar politicamente em decisões envolvendo parlamentares e investigações de interesse da oposição.
Pré-candidato ao Governo do Ceará, Girão aproveitou o espaço para atacar a gestão do PT no Estado, especialmente na segurança pública. Disse que o Ceará está “em frangalhos”, classificou o Estado como um dos mais violentos do País e responsabilizou os governos petistas pelo avanço das facções criminosas. Ao defender uma política de enfrentamento ao crime organizado, afirmou que o Ceará vive hoje um cenário de “territórios dominados”.
A fala de Girão ocorre num momento de rearrumação das alianças da oposição para 2026. Enquanto setores do PL trabalham para preservar Flávio Bolsonaro como principal herdeiro político do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), o caso Banco Master elevou a pressão sobre aliados do senador e ampliou a cobrança pela instalação de uma CPI.
Pressão sobre Alcolumbre – Durante entrevista ao podcast Direto de Brasília, o senador Eduardo Girão (Novo-CE) afirmou que protocolou representação para afastar Davi Alcolumbre (União Brasil-AP) da presidência do Senado no caso Banco Master. Segundo Girão, há “conflito de interesse” na condução do tema dentro da Casa. O parlamentar também defendeu a instalação imediata de uma CPI ou CPMI para investigar as relações entre o banqueiro Daniel Vorcaro e integrantes do Congresso.
Saúde para os servidores de Serra – A prefeita de Serra Talhada, Márcia Conrado, enviou, ontem, à Câmara Municipal o Projeto de Lei nº 016/2026, que cria uma política permanente de saúde preventiva voltada aos servidores públicos do município. A proposta assegura o direito à ausência remunerada para realização de exames preventivos e estabelece obrigações da gestão municipal na promoção de campanhas de conscientização e informação em saúde. Para a gestora, a iniciativa fortalece a política de valorização dos servidores municipais e amplia o cuidado preventivo dentro da administração pública.
Contrato de confidencialidade sobre filme – O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou, ontem, em entrevista à Globonews, que omitiu publicamente sua relação com o banqueiro Daniel Vorcaro por causa de uma cláusula de confidencialidade ligada ao financiamento de um filme sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro. “Eu não falei que era mentira. Tenho contrato de confidencialidade. Estou falando disso agora porque veio à tona, não tem mais como negar”, disse. O senador disse que o contato com Vorcaro era “exclusivamente” para tratar do projeto audiovisual e negou qualquer irregularidade na relação. “Venho aqui de peito aberto dizer que não tem nada de errado, é uma relação contratual”, afirmou.
PF investiga se Vorcaro bancou Eduardo – A Polícia Federal deve abrir uma investigação para apurar os acertos de pagamentos entre o banqueiro Daniel Vorcaro e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Uma das linhas de apuração a ser verificada é se os recursos foram desviados para um fundo sediado no Texas, ligado ao ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) e usado para custear a permanência dele no país, já que o Supremo Tribunal Federal (STF) havia bloqueado as contas dele. A suspeita foi lançada pelo deputado Lindbergh Farias (PT-RJ), autor de uma das representações à Polícia Federal pedindo apuração dos fatos.
Fique firme – Em entrevista ao portal CNN, o senador Flávio Bolsonaro disse ter recebido apoio do pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, logo após a divulgação do áudio enviado a Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. “Estive com meu pai na quarta-feira. Antecipei a ele que iriam explorar, de forma pejorativa e mentirosa, a questão do filme sobre a vida dele. Ele me disse para ficar firme, pois não havia absolutamente nada de errado com o filme e que nada melhor do que a verdade para esclarecer os fatos. Disse ainda que não existe nenhuma possibilidade de Michelle ser candidata à Presidência, como alguns veículos de comunicação começaram a ventilar”, relatou.
CURTAS
CAIADO – Para o pré-candidato à Presidência pelo PSD, Ronaldo Caiado, a responsabilidade pela volta do PT ao governo é do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). “O PT ganhou quatro eleições. Depois nós (direita) ganhamos uma eleição, que foi em 2018. Depois o PT ganhou de novo, a quinta eleição. Ora, se ele (Bolsonaro) tivesse sabido governar, o Lula não teria voltado nunca”, disse Caiado em entrevista ao portal Metrópoles.
CAIADO 2 – O ex-governador de Goiás também comentou o envolvimento entre o senador Flávio Bolsonaro (PL) e o banqueiro Daniel Vorcaro: “O Flávio deve responder aos questionamentos sobre o financiamento do filme e as relações com o dono do Master. Tudo que envolve Master e cifras milionárias precisa ser tratado com total transparência com a população”, disse Caiado.
PT QUER PESQUISA – Integrantes da campanha de reeleição do presidente Lula (PT) querem medir o impacto da crise que atinge o senador e pré-candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Pesquisas foram encomendadas desde a quarta-feira (13). Integrantes do entorno do presidente avaliam ainda que aliados de Bolsonaro não conseguiram unificar um discurso para reagir ao episódio.
Perguntar não ofende: Flávio se entrega ou “fica firme”?
O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-RJ) negou nesta quinta-feira ter recebido dinheiro de um fundo do investimento ligado ao banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master. Residente nos Estados Unidos, ele afirmou ainda que o seu “status migratório não permitiria” o recebimento dos valores. O filho do ex-presidente Jair Bolsonaro classificou a suspeita, investigada pela Polícia Federal, como “tosca”.
“No meu processo migratório expliquei as autoridades americanas toda a origem dos meus recursos e não tive qualquer problema, porque aqui não vigora um regime de exceção. Não exerci qualquer posição de gestão ou emprego no fundo, apenas cedi meus direitos de imagem”, disse Eduardo Bolsonaro, em uma publicação no Instagram. As informações são do jornal O GLOBO.
Nesta quinta-feira, Flávio Bolsonaro afirmou que o montante aportado pelo banqueiro foi direcionado ao longa metragem Dark Horse, que conta a história do ex-presidente Jair Bolsonaro, por meio do fundo Havengate Development Fund LP, gerido pelo advogado do irmão, Paulo Calixto, e sediado no estado do Texas, nos Estados Unidos.
O advogado seria o responsável pelo processo de imigração de Eduardo nos EUA. Na nota divulgada na noite de hoje, o ex-deputado afirma que o profissional “tem mais de 40 anos de experiência, mestrado e doutorado”.
“Seu escritório atua em gestão de patrimônio e fundo de investimento há mais de uma década. A parte de migração é apenas um departamento deles, devido a necessidade de clientes de alto nível migrar o capital e residência para o local de seus investimentos”, escreveu Eduardo.
Na nota, o ex-deputado afirma ainda que o escritório “cuida apenas da gestão burocrática, financeira e legal dos recursos”. Eduardo Bolsonaro acrescenta ainda ter sido o responsável por apresentar o advogado ao deputado estadual Mario Frias, produtor do filme.
“Apresentei ele ao Mário, que estava procurando investidores para o filme, por saber da sua competência. Gostariam que apresentassem advogados petistas e que não conheço?”, escreveu Eduardo.
O prefeito do Cabo de Santo Agostinho, Lula Cabral, entregou nesta quinta-feira (14) a Unidade de Vigilância de Zoonoses (UVZ) requalificada do município. Localizado em Engenho Novo, o espaço passou por melhorias estruturais voltadas ao fortalecimento das ações de prevenção, monitoramento e controle de doenças na cidade.
Segundo a Prefeitura, a unidade reforçará programas como o de Vigilância de Zoonoses, o VigiÁgua e o de Controle das Arboviroses, voltado ao combate da dengue, zika e chikungunya. “A nova UVZ amplia nossa capacidade de atendimento e garante mais segurança sanitária para a população”, afirmou Lula Cabral. A unidade funciona de segunda a sexta-feira, das 8h30 às 15h30, oferecendo serviços como vacinação antirrábica para cães e gatos.
O banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, consta como produtor executivo do filme Dark Horse no site IMDb, que funciona como um banco de dados sobre filmes, séries de televisão e outras produções audiovisuais. As informações são do jornal O GLOBO.
A participação de Vorcaro no financimento da obra foi revelada por meio de uma áudio divulgado pelo site Intercept no qual o senador e pré-candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) cobra do banqueiro o pagamento de parcelas devidas à produção. O produtor e roteirista do filme, o deputado federal Mario Frias, no entanto, negou posteriormente que Vorcaro tenha qualquer participação na obra.
No site, que permite a usuários cadastrados em contas pagas editarem as páginas dos filmes, o nome de Vorcaro aparece ao lado de Mário Frias e Karina da Gama, da produtora Go Up Entertainment, como um dos produtores da obra, que irá contar a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro. Não é possível determinar quando aconteceu a inclusão de Vorcaro na lista ou quem foi responsável por ela.
Procurada, a produtora negou ter qualquer relação com a presença do nome do banqueiro na plataforma.
Segundo a colunista do GLOBO Malu Gaspar, o antigo dono do Banco Master repassou R$ 62 milhões para a produção. Após a repercussão do caso nesta quarta-feira, o senador Flávio Bolsonaro se manifestou em público por meio de uma nota e de um vídeo. Ele se defendeu e disse que Vorcaro “tinha um contrato” para financiar Dark Horse.
— Conheci Daniel Vorcaro em dezembro de 2024. Não tinha absolutamente nenhuma acusação contra ele. O que acontece é que, com o passar do tempo, ele simplesmente parou de honrar com as parcelas do contrato. Sim, tinha um contrato, que ele ao não pagar as parcelas, tinha uma grande chance de o filme sequer ser veiculado, sequer ser concluído. Em função disso, procuramos outros investidores para concluir esse filme — disse Flávio.
Horas depois, no entanto, Mário Frias publicou uma nota no Instagram e afirmou que “não há um único centavo do sr. Daniel Vorcaro em Dark Horse”. Ele acrescentou também que Flávio Bolsonaro não mantém qualquer ligação com a produção do filme.
“E, ainda que houvesse, não haveria problema algum: trata-se de relação estritamente privada, entre adultos capazes, sem um único real de dinheiro público envolvido”, afirmou o deputado, em comunicado divulgado nas redes sociais.
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) disse nesta quinta-feira (14) que recursos pagos pelo banqueiro Daniel Vorcaro para bancar o filme “Dark Horse”, sobre Jair Bolsonaro, foram para um fundo administrado nos Estados Unidos pelo advogado de seu irmão, Eduardo Bolsonaro. O dono do Banco Master chegou a pagar R$ 61 milhões.
Ele negou, porém, que o dinheiro tenha sido usado para bancar despesas de Eduardo, que vive nos EUA desde o ano passado e responde a processo por tentar interferir na Justiça brasileira. A Polícia Federal investiga essa hipótese, conforme revelou a colunista Andréia Sadi.
Em entrevista ao Mais, da GloboNews, o pré-candidato à Presidência da República pelo PL afirmou que o dinheiro foi “integralmente” direcionado à produção do filme.
“Não foi para o Eduardo Bolsonaro. Todos os recursos que foram aportados nesse fundo, que é específico para a produção do filme, foram usados integralmente para fazer o filme”, afirmou. Flávio indicou que considera natural que o advogado que cuidou do processo migratório do irmão nos EUA tenha participado da operação de financiamento do filme.
“Para colocar de pé uma estrutura dessa, criar um fundo, cuidar das questões legais, de burocracia, você tem que contratar um advogado, um advogado de confiança do Eduardo Bolsonaro, alguém que cuidou de todo o seu processo de green card. Está dentro do contexto do filme. O advogado é gestor do fundo também”, disse o senador.
Segundo reportagem publicada no site Intercept Brasil na quarta-feira (13), os recursos pagos por Vorcaro passaram pela empresa Entre Investimentos e Participações e pelo fundo Havengate Development Fund LP, registrado no Texas (EUA) e representado por Paulo Calixto, advogado de Eduardo Bolsonaro.
O banqueiro pagou R$ 61 milhões para financiar o filme sobre Bolsonaro, informou o site. Vorcaro está preso em Brasília e é investigado por fraudes bilionárias envolvendo o Master e uma rede de fundos ligados a organizações criminosas, além de corrupção e lavagem de dinheiro.
Seu pai, Henrique Vorcaro, foi preso nesta quinta suspeito de bancar uma espécie de milícia privada — chamada A Turma — que intimidava e espionava adversários.
Flávio cita contrato de confidencialidade Em relação às mensagens que trocava com Vorcaro para pedir dinheiro, reveladas pelo Intercept, Flávio disse que seu papel era buscar investidores para o projeto.
“Minha participação foi buscar investidores para colocar de pé um filme sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro, meu pai, uma pessoa que está passando por uma grande perseguição e foi vítima de uma farsa. E é meu sonho fazer com que a história de vida dele, que é emocionante, seja uma homenagem em forma de filme.”
O senador disse ainda que escondeu publicamente sua relação com o banqueiro por causa de um contrato de confidencialidade. Na quarta-feira, horas antes de o Intercept revelar a troca de mensagens, o senador foi questionado sobre isso por jornalistas em Brasília e afirmou que seria mentira. Depois que o caso veio à tona, ele admitiu a relação com o banqueiro e negou irregularidades.
“Eu não falei que era mentira. Tenho contrato de confidencialidade. Estou falando disso agora porque veio à tona, não tem mais como negar”, disse. “Se eu falo assim ‘eu conheço o Vorcaro’, a pergunta seguinte seria ‘qual a sua relação com ele?’ Eu ia ter que falar do filme. Foi só por isso que eu me eximi”, afirmou.
Segundo o senador, o contato com Vorcaro era “exclusivamente” para tratar do projeto “Dark Horse” (termo em inglês para “azarão”). “Qualquer mensagem que apareça daqui para frente, qualquer mensagem que já apareceu, o meu contato, os meus contatos, sejam por telefone ou pessoalmente com ele, foram exclusivamente para falar do filme, uma conversa monotemática”, disse.
Flávio afirmou que, quando conheceu Vorcaro, em dezembro de 2024, não sabia que o banqueiro estava envolvido em atividades criminosas. A reportagem do Intercept revela que o senador e Vorcaro trocaram mensagens durante o ano passado, inclusive um dia antes de o banqueiro ser preso, quando Flávio escreveu: “estou e estarei contigo sempre”.
Questionado sobre termos usados nas mensagens, o senador argumentou que chamar alguém de “irmão” e “mermão” faz parte do linguajar carioca e não significa necessariamente intimidade.
“Irmão, mermão é uma expressão que a gente usa para cumprimentar, até para pedir um coco na praia. É igual guri no Rio Grande do Sul, piá no Paraná, mano em São Paulo. Não tem por que querer empurrar goela abaixo uma intimidade que não tenho.”
O senador Eduardo Girão (Novo-CE) compartilhou em suas redes sociais, nesta quinta-feira (14), um trecho da entrevista concedida ao meu podcast “Direto de Brasília”, em parceria com a Folha de Pernambuco, em que comentou os desdobramentos políticos do caso envolvendo o Banco Master, o banqueiro Daniel Vorcaro e a possível instalação de uma CPMI no Congresso Nacional.
Na entrevista, Girão também fez críticas ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil), e afirmou existir conflito de interesse no caso. Confira:
Respondendo ao questionamento do meu amigo Heron Cid, titular do portal Mais PB, o senador Eduardo Girão (Novo-CE) afirmou, no meu podcast ‘Direto de Brasília’, em parceria com a Folha de Pernambuco, que o atual modelo de composição do Supremo Tribunal Federal (STF) “está desmoralizado” e defendeu mudanças na forma de escolha dos ministros da Corte.
Confira na íntegra:
Na Rede Mais, Girão vê atual modelo do STF ‘desmoralizado’
Por Heron Cid – Mais PB
O senador Eduardo Girão (Novo-CE) defendeu, no Podcast ‘Direto de Brasília’, em parceria com o Programa Hora H, da Rádio POP FM e da Rede Mais desta quinta-feira (14), um m Supremo Tribunal Federal (STF) mais “técnico” e classificou o atual modelo de formação da instituição “está desmoralizado”.
Questionado pelo jornalista Heron Cid, Girão afirmou que o modelo de formação atual do STF “marcado pela presença de amigos e correligionários” saturou e se tornou tipicamente “censurador”.
O senador cearense ainda disse interpretar a derrota no Senado da indicação de Jorge Messias como um “não” a um “militante”.
Para Girão, o Senado “respirou” e a rejeição ao nome de Messias representou o pensamento da sociedade do que se espera de um futuro Supremo Tribunal Federal: independente.
A 6ª fase da Operação Compliance Zero, deflagrada na manhã desta quinta-feira (14), resultou no afastamento de Valéria Vieira Pereira da Silva, delegada da Polícia Federal. Ela teria atuado como uma fonte interna de informações sigilosas para o grupo investigado, que envolve o pai de Daniel Vorcaro, Henrique Moura Vorcaro.
Segundo a decisão do ministro André Mendonça, do STF (Supremo Tribunal Federal), a atuação de Valéria ia “além de mera proximidade com investigados”, com ela “assumindo papel relevante no fornecimento de informações sigilosas ao grupo criminoso denominado ‘A Turma'”. As informações são da CNN.
A investigação aponta que ela acessou, “sem justificativa funcional, o Inquérito Policial nº 2023.0064343, conduzido pela Superintendência Regional da PF em São Paulo, embora estivesse lotada, desde 2006, na Delegacia de Polícia Fazendária em Minas Gerais, sem qualquer atribuição relacionada ao procedimento”.
Com a ajuda do marido, o agente aposentado da PF Francisco José Pereira da Silva, Valéria teria realizado consultas indevidas no sistema e-Pol — utilizado pela corporação para armazenar dados e informações de investigações.
O conteúdo dessas consultas era repassado a Marilson Roseno da Silva, apontado como líder operacional do núcleo “A Turma”, e posteriormente compartilhado com os demais integrantes da organização ligada a Daniel Vorcaro.
De acordo com a decisão, o objetivo seria monitorar investigações em andamento e obter informações estratégicas de interesse do grupo. Para a Polícia Federal, essa atuação indicaria que a organização criminosa conseguiu se infiltrar em áreas sensíveis da corporação e acessar dados protegidos por sigilo funcional.
Em razão desses indícios, a PF pediu o afastamento preventivo da delegada do cargo, além da proibição de contato com outros policiais e de acesso às dependências da instituição.
Nova fase Coordenada pela Dicor (Diretoria de Combate ao Crime Organizado) da Polícia Federal em Brasília, a sexta etapa da Operação Compliance Zero foi deflagrada com o objetivo de avançar nas apurações sobre uma suposta organização criminosa investigada por atos de intimidação, coerção, acesso indevido a informações sigilosas e invasões de dispositivos eletrônicos.
Por determinação do Supremo Tribunal Federal, agentes da Polícia Federal cumprem sete mandados de prisão preventiva e 17 mandados de busca e apreensão nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais.
Também foram autorizadas medidas como o afastamento de servidores de suas funções, além do sequestro e bloqueio de bens.
As investigações apuram suspeitas de ameaça, corrupção, lavagem de dinheiro, organização criminosa, invasão de dispositivos informáticos e violação de sigilo funcional.
Outro lado A jornalistas, a defesa de Valéria Vieira Pereira da Silva e Francisco José Pereira da Silva negou a ocorrência de acessos indevidos ao sistema da Polícia Federal.
“A defesa ainda não teve acesso à decisão na íntegra do STF. Sobre esse possível vazamento, eu já afirmo de forma categórica que não procede, porque cada servidor da PF tem uma matrícula e um acesso restrito ao sistema da PF. Então, se esse servidor, por exemplo, não tiver cadastrado em determinada operação ou investigação, ele não consegue acessar com a matrícula dele o sistema e, por exemplo, proceder com o vazamento”, disse o advogado Bruno Correia.
“Então, essa notícia de que foi feito um acesso indevido a uma investigação e a divulgação de fatos desta investigação para terceiros não prospera, porque não é possível um agente público que não esteja cadastrado em uma investigação sigilosa tenha acesso a essa investigação e retire dali informações sensíveis e passe a terceiros. A delegada e o policial federal não estão cadastrados nesta operação. Então, eles não conseguem com o token deles, com a matrícula deles, obter informações deste inquérito e divulgar a terceiros”, completou.
O Ano Zero é um mito da esquerda que costuma ser aplicado em países que passam por mudança governamental brusca, seja uma revolução, um golpe ou mesmo uma eleição fraudada. Comunistas, socialistas e adjacentes querem sempre zerar a história como se isso fosse possível, destruindo o passado e criando um homem novo sem mácula. Uma prática enganosa e cruel tentada em todos os países quando esquerdistas tomam ou chegam ao poder, inclusive no Brasil e em suas ditaduras amigas.
Há quem pense na proposta de Ano Zero como uma ingenuidade política. Na verdade, não é. É um processo de instalação de uma tirania encoberta de supostas boas intenções. E o resultado vem sendo trágico e pífio desde o século passado. Atualmente, restam apenas cinco países considerados estados socialistas com governo de partido único de orientação comunista no mundo: China, Cuba, Laos, Coreia do Norte e Vietnã. Embora denominados comunistas, esses países funcionam em níveis variados de transição, com a China e o Vietnã adotando práticas econômicas de mercado, enquanto mantêm o controle político centralizado.
No entanto, faliram os que optaram por radicalizar o Ano Zero. Até mesmo a poderosa União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS), o farol do comunismo mundial a partir de 1917 e que dominou toda a Europa Oriental no pós-Segunda Guerra, sustentando-se até 1991, quebrou quando uma crise econômica, política e de governança enterrou a proposta que ia levar o mundo ao paraíso marxista.
Já os chineses, no final dos anos 1940, envolvidos numa guerra civil que deu vitória aos comunistas de Mao Tsé-Tung, vivenciaram tristemente essa formulação do Ano Zero. O líder onipotente chinês tentou sem sucesso mudar o futuro do gigante asiático. Promoveu rebeliões internas, como a Revolução Cultural, com os jovens radicalizados no comando da nação, destruindo a história e quem representasse o conhecimento, como professores e intelectuais.
A salvação dos chineses foi a morte natural de Mao e a ascensão de Deng Xiaoping como líder supremo entre 1978 e 1992. Ele conduziu o país a uma série de reformas econômicas, ganhando-lhe a reputação de “Arquiteto Chefe” da Reforma e Abertura. O “Homem Novo” de Mao saído do Ano Zero ficou no passado. Mas os chineses continuam submetidos, embora com melhores condições de vida, a um sistema de partido único, com controle político centralizado e restrição a oposições. Aos chineses de hoje sequer é dada a possibilidade de optar entre a liberdade ou o bem-estar. A resposta forçada vem do Partido Comunista que manda na China: a falta de liberdade é a maior liberdade, como no livro de ficção distópica “1984”.
O mesmo se deu em Cuba na busca do Ano Zero após a revolução que depôs o ditador Fulgêncio Batista em 1959. Durante décadas, a ilha foi favorecida pelos soviéticos pela proximidade dos Estados Unidos em plena Guerra Fria. Tempos depois, quando a ilha caribenha perdeu o subsídio russo, no início dos anos 1990, o que já era ruim na vida dos cubanos piorou mais. O “Homem Novo” prometido por Fidel Castro e Che Guevara tornou-se um mendigo social espoliado por um regime autoritário que enriqueceu sua elite. Pode-se dizer hoje que a meta proposta pelo ditador Castro foi alcançada: todos vivem igualmente… na miséria.
Assim também aconteceu na Ásia, quando o ditador comunista do Camboja, Pol Pot, que esteve no poder de abril de 1975 a janeiro de 1979, comandando a milícia assassina Khmer Vermelho, implementou políticas radicais que resultaram no genocídio de cerca de 1,5 a 2 milhões de pessoas. O regime forçou a evacuação das cidades, criou campos de trabalho forçado e perseguiu intelectuais, minorias e oponentes políticos. O Ano Zero de Pol Pot foi uma tragédia só interrompida pela invasão vietnamita.
Já a Venezuela de Hugo Chávez teve seu Ano Zero quando o presidente eleito determinou a implantação do “socialismo do século 21”, de vaga definição. As eleições fraudadas durante décadas, com ajuda inclusive do Brasil, permitiram a consolidação do regime chavista, destruindo a economia do país, massacrando sua população e a oposição política. Morto Chávez, vítima de um câncer, seu sucessor Nicolás Maduro, ao contrário do chinês Deng Xiaoping, levou a Venezuela à bancarrota econômica, à miséria instalada, com um terço dos venezuelanos fugindo e uma elite que se aproveitou da situação para se juntar ao narcotráfico e enriquecer.
O resultado do Ano Zero foi zerar as expectativas de muitas nações que acreditaram no desmanche da história para um recomeço. É, portanto, um deslocamento da realidade falar em extinguir a sociedade como ela existe agora para implantar uma nova forma de vida social, como, por exemplo, o “Grande Reset” da cabeça dos globalistas que ocupava a mídia tradicional até a volta de Donald Trump.
Felizmente no Brasil, a proposta do Ano Zero sequer foi implantada diante da falta de um contexto favorável em 2003. E agora, mais de 20 anos depois do início da gestão do PT, ela não tem mais sentido. Sobrou para os brasileiros uma experiência social nefasta e profundamente demagógica que manteve a pobreza no país, agravada por uma má situação econômica sobrecarregada de impostos e subsídios inócuos. O poder petista chegou à fadiga sem conseguir trocar a sociedade e sem um “Homem Novo”.
Este ano de 2026 tem que ser, na verdade, o início de uma nova era, o “Ano Um”, que, por meio das eleições gerais, vai trazer de volta as liberdades individuais ilimitadas e garantidas legalmente, o acolhimento jurídico aos artigos da Constituição Federal de 1988 e a prosperidade econômica, com impostos justos e sem corrupção. É isso.
O Partido Novo, de Minas Gerais, partido do pré-candidato à presidência da República, Romeu Zema, recebeu R$ 1 milhão do pai de Daniel Vorcaro, Henrique Moura Vorcaro, para a campanha de 2022, quando o ex-governador mineiro foi reeleito.
Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, que está preso e investigado por fraudes ao sistema financeiro. Henrique também foi preso nesta quinta-feira (14). A doação aparece na prestação de contas da legenda no site do TSE, Tribunal Superior Eleitoral, e foi divulgada em um perfil do também candidato à presidência Flávio Bolsonaro (PL). As informações são da CBN.
A postagem foi uma resposta a um vídeo em que Zema aparece criticando o concorrente por ter pedido dinheiro a Daniel Vorcaro para financiar um filme sobre a vida do pai dele, o ex-presidente Jair Bolsonaro.
No vídeo, Zema diz que o áudio publicado pelo The Intercept, em que Flávio cobra Vorcaro R$ 134 milhões, é imperdoável e que não adianta nada criticar as práticas de Lula e do PT e fazer a mesma coisa. Na resposta, Flávio Bolsonaro publicou um print da prestação de contas do Novo, em que aparece a doação de Henrique Vorcaro, e questiona a Zema se isso seria, nas palavras do mineiro, fazer a mesma coisa que o PT.
Em nota, a assessoria de imprensa de Romeu Zema disse que o dinheiro doado foi para o partido e não para ele, e que a doação aconteceu em 2022, quando não havia nem mesmo suspeita contra Vorcaro, sendo que a PF só iniciou as investigações sobre o Banco Master em 2024. O ex-governador afirmou ainda que a doação ao partido foi perfeitamente legal, transparente e registrada na justiça eleitoral.
Faleceu nesta quinta-feira (14), no Recife, Eduardo Cavalcanti de Oliveira Maciel, irmão do ex-vice-presidente da República Marco Maciel, aos 79 anos. Eduardo enfrentava há anos o Alzheimer, mesma doença que acometeu o irmão, falecido em 2021. Filho do ex-deputado federal José do Rego Maciel e de Carmen Sílvia Cavalcanti de Oliveira Maciel, Eduardo era um dos nove filhos do casal e mantinha trajetória discreta, voltada à área empresarial, longe da vida política.
O velório será realizado nesta sexta-feira (15), às 14h, na sala central do Cemitério Morada da Paz, em Paulista. A cremação está marcada para as 19h, no Crematório Morada da Paz.
O STF (Supremo Tribunal Federal) decidiu por unanimidade nesta quinta-feira (14) manter válidas as regras da Lei de Igualdade Salarial que obrigam empresas com cem ou mais empregados a divulgarem relatórios de transparência salarial. As informações são da CNN.
Sancionada em julho de 2023 pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), a Lei 14.611/23 determina que essas empresas garantam igualdade salarial entre homens e mulheres que exerçam a mesma função. Para viabilizar a fiscalização, a norma prevê o envio semestral de relatórios de transparência ao Ministério do Trabalho.
Caso sejam identificadas diferenças salariais injustificadas, as empresas deverão apresentar um plano de ação para corrigir as distorções, com metas e prazos definidos.
Relator das ações, o ministro Alexandre de Moraes votou pela constitucionalidade integral da lei e de sua regulamentação. Acompanharam o entendimento os ministros Flávio Dino, Cristiano Zanin, Kassio Nunes Marques, André Mendonça, Luiz Fux, Dias Toffoli, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin.
Ao votar, os ministros afirmaram não haver inconstitucionalidade na exigência de apresentação dos relatórios de transparência salarial.
As regras, porém, foram questionadas no STF pela CNI (Confederação Nacional da Indústria) e pelo Partido Novo.
Segundo eles, mesmo que as empresas sejam mantidas anônimas nos relatórios, seria possível identificar individualmente os empregados por meio da associação entre cargo e valor do salário, o que violaria direitos fundamentais como a intimidade, a proteção de dados, a livre concorrência e a proporcionalidade.
Ao analisar o caso nesta quinta (14), Moraes argumentou que nenhuma empresa moveu ação alegando ter sido prejudicada pela medida.
Afirmou ainda que há uma “flagrante discriminação” no mercado de trabalho entre homens e mulheres, diferença esta que não é permitida pela Constituição.
“[A exigência dos] relatórios, dentro desse contexto, não me parece ocorrer em nenhuma inconstitucionalidade. […] O que houve foi a determinação de fornecimento de dados para elaboração dos relatórios como um expediente que visa a transparência e o fomento do compliance das empresas”, disse.