A primeira edição da Feira de Gado de Toritama aconteceu com sucesso, na manhã de hoje, atraindo um grande público e gerando excelentes oportunidades de negócios para criadores e compradores de toda a região. O início das atividades comerciais consolida o projeto idealizado pela gestão municipal, definindo o evento de forma fixa no calendário local: a feira será realizada semanalmente, todas as quartas, a partir das 5h da manhã. A novidade representa um marco para o município, expandindo a dinâmica econômica para além do tradicional setor têxtil.
O novo polo comercial, que foi inaugurado oficialmente pelo prefeito Sérgio Colin (PP), no último sábado (16), conta com um investimento estimado em R$ 1 milhão, a estrutura foi instalada estrategicamente no terreno do antigo matadouro, às margens da rodovia PE-90. A obra foi projetada para beneficiar diretamente criadores de animais e proprietários de frigoríficos, oferecendo uma área moderna e adequada para o manejo e a comercialização pecuária, sob a administração de José de Arimateia.
De acordo com o prefeito Sérgio Colin, a escolha da quarta-feira foi estratégica para transformar o dia em mais uma opção viável de comércio no Agreste, competindo e integrando o circuito regional. Como forma de incentivar o início das atividades e apoiar os trabalhadores do setor, o gestor anunciou que, durante os primeiros seis meses de funcionamento, todos os comerciantes que utilizarem o local terão isenção total de taxas.
O Tribunal de Contas do Estado (TCE) determinou a suspensão imediata de um processo licitatório avaliado em mais de R$ 767 milhões, conduzido pelo Departamento de Estradas de Rodagem de Pernambuco (DER/PE). Nesta semana, a governadora anunciou que 100 rodovias já foram contempladas pelo programa PE na Estrada.
A decisão monocrática, proferida pelo conselheiro relator Ranilson Ramos, acatou um pedido de medida cautelar que paralisa a Concorrência Eletrônica voltada para a execução de serviços de reabilitação funcional e conservação rotineira da malha rodoviária estadual.
A intervenção da Corte de Contas ocorreu a partir de uma representação formulada por uma empresa concorrente, que apontou diversas supostas irregularidades no edital.
O principal ponto questionado, e posteriormente validado pela equipe de auditoria do TCE, foi uma exigência territorial que supostamente limitava a competitividade.
O documento, segundo o TCE, obrigava as licitantes a apresentarem licença de operação para usinas de asfalto emitida especificamente por um órgão ambiental com sede em Pernambuco, o que criava uma barreira geográfica indevida para empresas de outros estados.
Além do obstáculo a livre concorrência, a análise técnica do TCE identificou supostas inconsistências severas no planejamento e na orçamentação da megaobra.
Os auditores constataram supostas divergências significativas entre a quilometragem das rodovias apontada no Termo de Referência e a que constava nas planilhas de custos.
No caso do Lote 07, por exemplo, o projeto técnico indicava uma extensão de 121,27 km, enquanto a planilha, segundo o TCE, adotava 150,95 km como base de cálculo, um erro que supostamente se propagava por toda a memória de custos indiretos.
Somado a isso, segundo o TCE, o projeto carecia de uma Matriz de Riscos detalhada, documento considerado indispensável pela nova Lei de Licitações para conferir segurança financeira a contratos dessa magnitude.
Antes da suspensão total, o DER/PE chegou a oficiar o TCE para solicitar que a sessão pública, marcada para o recebimento dos lances, não fosse totalmente cancelada de imediato.
O órgão estadual argumentou que a paralisação abrupta causaria prejuízos logísticos às empresas que já haviam preparado e mobilizado suas propostas.
Buscando minimizar danos operacionais sem abrir mão do controle rigoroso, o relator no TCE Ranilson Ramos permitiu, inicialmente, que o sistema apenas recepcionasse as propostas, proibindo expressamente qualquer tipo de classificação ou análise de habilitação.
Na sequência, a cautelar determinou o “congelamento” oficial e imediato da licitação. A ordem de Ranilson foi para “suspender imediatamente o Processo Licitatório 0012.2026.CEL.CE.0012.DERPE, referente à Concorrência Eletrônica 0012/2026.DER-PE, abstendo-se da prática de quaisquer atos subsequentes do certame até a conclusão da análise técnica por este Tribunal de Contas e ulterior deliberação”.
A decisão é monocrática e ainda será analisada pela Primeira Câmara do TCE, composta por três conselheiros. A decisão já foi publicada no Diário Oficial. O Governo do Estado também pode recorrer ao plenário do TCE.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sancionou, hoje, quatro projetos de lei que endurecem as regras para proteção a mulheres vítimas de violência doméstica. As informações são do portal G1. Os projetos têm o seguinte objetivo:
Altera a execução penal para reforçar a proteção da mulher vítima;
Cria o cadastro nacional de pessoas condenadas por violência doméstica;
Altera o art. 22 da lei Maria da Penha, para facilitar a concessão da para medida protetiva de urgência;
Incluir o risco a integridade sexual, moral e patrimonial da mulher para afastamento imediato do agressor.
Os projetos foram assinados durante evento no Palácio do Planalto em alusão aos 100 dias do Pacto Brasil entre os Três Poderes para Enfrentamento do Feminicídio. Os textos ainda serão publicados no “Diário Oficial da União”.
Também durante o evento, o presidente assinou dois decretos que endurecem as regras para a atuação de big techs no país.
Com a mudança feita por um dos decretos, passa a existir a possibilidade de responsabilização em alguns casos, mesmo sem ordem judicial para remoção de conteúdo, conforme o julgamento do Supremo Tribunal Federal;
O outro decreto traz medidas para a proteção das mulheres contra a violência na internet.
A candidata à presidência do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia de Pernambuco (CREA-PE), Hilda Gomes, cumpre agenda, hoje, em Salgueiro, dando sequência à série de visitas pelo interior do Estado dentro da proposta de fortalecimento e interiorização das ações do Conselho.
Com o slogan “Reconstruir o CREA-PE”, Hilda defende um Conselho mais próximo dos profissionais e da sociedade, ampliando o diálogo com as diferentes regiões do Estado e fortalecendo a presença institucional do CREA-PE fora da Região Metropolitana do Recife (RMR).
Desde o início da agenda pelo interior, a candidata já passou por Belo Jardim, Pesqueira, Arcoverde, Afogados da Ingazeira e Serra Talhada, participando de encontros com profissionais da engenharia, agronomia, das geociências e áreas tecnológicas, além de lideranças locais e representantes do setor produtivo. A programação segue nesta quinta-feira (21) em Parnamirim e Ouricuri, sendo encerrada na sexta-feira (22) em Araripina.
Durante os encontros, Hilda vem defendendo a descentralização das ações do Conselho, o fortalecimento das inspetorias regionais e a valorização profissional da engenharia pernambucana. A candidatura também propõe modernização administrativa, melhoria do atendimento aos profissionais e maior protagonismo do CREA-PE nos debates relacionados à formação técnica e à fiscalização profissional.
Segundo Hilda Gomes, a engenharia pernambucana precisa ser ouvida em todas as regiões do Estado. “A engenharia acontece no interior, movimenta cidades, gera desenvolvimento e transforma a vida das pessoas. O CREA-PE precisa estar presente onde os profissionais estão, ouvindo demandas, fortalecendo as inspetorias e ampliando sua atuação regional”, afirmou.
A candidata também reforça a defesa de uma formação técnica de qualidade para os futuros profissionais da engenharia, destacando a importância das atividades práticas, laboratoriais e da vivência de campo para a segurança da sociedade e valorização da profissão. A eleição do CREA-PE será realizada no dia 3 de julho, em votação online.
Fiquei muito feliz, mais uma vez, com a presença do meu amigo João Alberto, referência no colunismo social brasileiro, presente no jantar em comemoração aos 20 anos deste Blog. Hoje, em sua coluna, ele fez um excelente registro da noite, destacando a presença dos jornalistas Laurindo Ferreira e Fernando Castilho, editor geral do Jornal do Commercio e editor de economia do JC, respectivamente, e da assessora Carla Seixas, que representou o empresário JCPM no evento.
É ao meu amigo César Melo, dentista extremamente competente, doutorado em centros avançados dos Estados Unidos, a quem recorro quando estou no Recife para tratamentos odontológicos. Além de exímio profissional, é um humanista, intelectual e propagador da palavra de Deus como evangélico.
Ao encerrar mais uma etapa de visitas frequentes ao seu consultório, ontem, dia seguinte ao festão em comemoração aos 20 anos do blog, o presenteei com a biografia de Marco Maciel, que lancei antes de Os Leões do Norte, e com a caneca institucional do blog.
O atendimento de César é único. Auxiliado por sua esposa Lena, uma simpatia de pessoa como o marido, ele é daqueles profissionais que não apenas passam confiança e segurança ao paciente, mas cativa pela boa prosa. Eu indico!
Seu consultório funciona na Avenida Conselheiro Aguiar, 1360, sala 129, Galeria Centro Sul, em Boa Viagem.
Ex-governador de Goiás e presidenciável, Ronaldo Caiado (PSD) se pronunciou ao portal Metrópoles sobre a pré-candidatura do ex-ministro do STF Joaquim Barbosa ao Palácio do Planalto pelo Democracia Cristã (DC).
Por ora, Caiado preferiu ficar em cima do muro ao ser indagado sobre o que acha da pré-candidatura de Barbosa. Disse apenas que, “por princípio”, defende candidaturas de todos os partidos no 1º turno.
“Não sei quem foi o articulador da candidatura dele. Por princípio, sempre defendo candidaturas de todos os partidos no 1º turno”, afirmou o ex-governador. O próprio Caiado precisou trocar de partido justamente por causa da resistência de sua antiga sigla, o União Brasil, em lançar candidatura majoritária à Presidência da República nas eleições de 2026.
Por muito tempo, as compras internacionais de pequeno valor funcionaram como uma válvula de escape para milhões de brasileiros sufocados pela inflação, pelos juros altos e pela perda do poder de compra. Em bairros periféricos, cidades do interior e lares de classe média baixa, plataformas como Shein, Shopee e AliExpress deixaram de ser apenas aplicativos de consumo. Tornaram-se instrumentos de acesso. Acesso a roupas baratas, itens domésticos, eletrônicos simples e produtos que o varejo nacional, muitas vezes, vende pelo dobro do preço.
Foi exatamente nesse ambiente social que nasceu a chamada “taxa das blusinhas”, medida associada ao ministro da Fazenda, Fernando Haddad, durante o governo Lula. Oficialmente, o argumento era proteger a indústria nacional e combater fraudes tributárias praticadas por empresas estrangeiras que utilizavam brechas alfandegárias para reduzir impostos. Na prática, porém, a medida atingiu diretamente o consumidor mais pobre.
O problema central não está apenas na existência de tributação sobre importações. Todo país possui mecanismos de defesa comercial e arrecadação. A questão é outra: quem pagou essa conta no Brasil?
A elite brasileira não depende de plataformas asiáticas para comprar roupas básicas, acessórios baratos ou utensílios domésticos. Quem depende é a população que vive comprimida entre salário baixo e custo de vida elevado. Foi justamente essa camada social que encontrou no comércio eletrônico internacional uma forma de consumir minimamente pagando menos.
A reação popular à medida não surgiu por acaso. O apelido “taxa das blusinhas” virou símbolo porque expôs uma contradição política difícil de esconder. Um governo que historicamente construiu discurso de defesa dos mais pobres acabou associado a uma medida percebida popularmente como penalização do consumo popular.
O desgaste foi tão intenso que o Palácio do Planalto passou meses tentando se distanciar politicamente da decisão. Houve recuos, mudanças de narrativa e tentativas de dividir a responsabilidade com o Congresso Nacional. Ainda assim, Fernando Haddad permaneceu como principal rosto da política tributária que ampliou a taxação sobre compras internacionais de até 50 dólares.
Os defensores da medida argumentam que havia concorrência desleal contra a indústria brasileira. Entidades empresariais sustentam que plataformas estrangeiras entravam no mercado brasileiro pagando menos impostos que empresas nacionais, prejudicando empregos e produção interna.
Esse argumento possui fundamento parcial. O Brasil realmente convive com um sistema tributário caótico, pesado e profundamente desigual. O varejo nacional paga uma carga elevada e enfrenta custos operacionais gigantescos. Porém, há um ponto crucial ignorado no debate oficial: o consumidor pobre não criou a distorção tributária brasileira.
O erro político e social da medida foi escolher o elo mais fraco da cadeia para compensar a incapacidade histórica do Estado brasileiro de promover uma reforma tributária ampla, racional e justa.
Em vez de reduzir impostos internos para tornar a indústria nacional mais competitiva, optou-se por encarecer o acesso do pobre ao produto barato. Em vez de enfrentar o chamado “Custo Brasil”, aumentou-se a cobrança sobre quem tentava economizar.
O resultado foi imediato. Consumidores passaram a desistir de compras internacionais por causa do aumento dos preços após a incidência dos tributos. Em estados mais pobres, onde o comércio digital internacional havia crescido justamente pela busca de preços baixos, o impacto foi ainda mais sentido.
Existe ainda uma dimensão simbólica importante nessa discussão. A taxação atingiu principalmente um consumo popular feminino e jovem. Foram mulheres das periferias, mães de família e trabalhadores informais os grupos que mais vocalizaram indignação nas redes sociais. Não era apenas sobre moda barata. Era sobre dignidade de consumo num país onde vestir-se bem se tornou artigo de luxo.
Ao mesmo tempo, o debate revelou uma desconexão crescente entre Brasília e a vida real. Muitos formuladores da política econômica enxergaram apenas números de arrecadação, déficit fiscal e proteção industrial. Ignoraram o cotidiano de milhões de brasileiros que passaram a recorrer ao comércio internacional porque simplesmente não conseguem consumir no mercado interno tradicional.
A economia não pode ser analisada apenas pela ótica técnica. Existe um componente humano, social e político que governos frequentemente subestimam. Quando o Estado decide tributar o consumo popular num ambiente de renda achatada, desemprego estrutural e crédito caro, a percepção pública tende a ser devastadora.
Não por acaso, a “taxa das blusinhas” transformou-se rapidamente num dos temas de maior desgaste do governo Lula nas redes sociais e no debate popular.
No fim das contas, a medida escancarou uma verdade desconfortável sobre o Brasil contemporâneo: o país segue encontrando enorme facilidade para tributar consumo e enorme dificuldade para enfrentar privilégios estruturais.
O pobre brasileiro continua sendo chamado a “contribuir” até quando tenta comprar uma simples blusa mais barata pela internet.
No Direto de Brasília, Marília critica “neutralidade” de Raquel e reforça aliança com João
Na entrevista concedida ontem ao podcast Direto de Brasília, apresentado pelo titular deste blog em parceria com a Folha de Pernambuco, a ex-deputada federal e pré-candidata ao Senado Marília Arraes (PDT) reforçou o alinhamento ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), consolidou a reaproximação política com o ex-prefeito do Recife João Campos (PSB) e pressionou a governadora Raquel Lyra (PSD) a assumir posição mais clara na disputa nacional.
Marília afirmou que gostaria de ver Raquel no palanque de Lula em Pernambuco, mas voltou a questionar a postura “em cima do muro” da governadora. Em seguida, citou nomes ligados ao bolsonarismo que orbitam o entorno político da gestora, como Gilson Machado (Podemos), Mendonça Filho e Anderson Ferreira (PL).
A ex-deputada tratou da importância estratégica do Senado para o presidente Lula, sobretudo após as recentes derrotas sofridas pelo governo na Casa, como a rejeição do nome de Jorge Messias ao STF e a derrubada do veto presidencial ao projeto da chamada “dosimetria”, visto por aliados do Planalto como uma anistia disfarçada aos envolvidos nos atos de 8 de janeiro. Marília classificou o episódio envolvendo Messias como resultado de “politicagem” e afirmou que o Centrão tentou usar temas de interesse próprio como moeda de barganha.
Marília aproveitou, ainda, para encerrar publicamente antigos atritos com o primo e ex-adversário político João Campos (PSB), a quem enfrentou na eleição do Recife em 2020, vencida pelo socialista. Ela afirmou que os desentendimentos do passado eram “de natureza política e ideológica” e que foram superados em nome da aliança construída em torno do apoio a Lula em 2022.
Marília também negou que a conversa recente com Raquel Lyra tenha representado abertura para migrar ao palanque do governo estadual. Disse que sempre deixou claro “de que lado está” e afirmou que sua aliança com João Campos foi construída por afinidade política e ideológica. “Com esse tipo de gente eu não posso me misturar”, declarou, ao citar aliados da governadora que defendem impeachment de ministros do STF e estiveram ligados aos atos golpistas de 8 de janeiro.
Outro tema explorado pela pré-candidata foi a Transnordestina. Marília afirmou que a obra “travou” durante a gestão do ex-governador Paulo Câmara, atual presidente do Banco do Nordeste, e fez questão de destacar que nunca apoiou o socialista. Ao mesmo tempo, relembrou a atuação do avô, Miguel Arraes, em defesa do projeto ferroviário e disse que pretende transformar a retomada da ferrovia em prioridade no Senado.
Alcolumbre desconversa – Pressionado sobre a abertura de uma CPI para investigar o escândalo do Banco Master, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), desconversou: “Égua da pergunta. Gostou do égua? É lá do Amapá”, disse, usando expressão popular da região Norte para demonstrar espanto. Apesar de já existirem cinco pedidos de investigação protocolados no Congresso, Alcolumbre não deu sinal de que pretende ler o requerimento na sessão conjunta marcada para amanhã. Nos bastidores, parlamentares admitem resistência da cúpula do Congresso à instalação da comissão.
Flávio admite visita – Depois de negar relação com Daniel Vorcaro além do financiamento do filme “Dark Horse”, Flávio Bolsonaro (PL-RJ) admitiu ontem ter ido à casa do banqueiro no fim de 2025, após a primeira prisão do dono do Banco Master. Na época, Vorcaro cumpria medidas restritivas e usava tornozeleira eletrônica. O senador disse que procurou o empresário para encerrar a relação ligada ao filme sobre Jair Bolsonaro (PL).
“Perseguido”? – Sem citar diretamente o caso Vorcaro durante discurso na Marcha dos Prefeitos, ontem, Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou estar sendo alvo de “perseguições” e acusou o uso do “aparato estatal” contra adversários políticos. O senador também voltou a defender anistia ampla aos envolvidos nos atos de 8 de janeiro e disse que o País vive cenário de “insegurança jurídica”.
Cortina de fumaça? – A retomada da PEC da redução da maioridade penal na CCJ da Câmara foi lida por aliados do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) como movimento do PL para tentar tirar o foco da crise envolvendo Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e Daniel Vorcaro. A proposta, relatada por Coronel Assis (PL-MT), voltou à pauta no momento em que o caso Master amplia o desgaste do senador e afeta sua pré-campanha presidencial.
PT mira contradições de Flávio – A pré-campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) decidiu explorar nas redes sociais as contradições de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) sobre sua relação com Daniel Vorcaro. O foco será comparar declarações em que o senador negou vínculo com o banqueiro do Banco Master com falas posteriores admitindo encontros, repasses ao filme “Dark Horse” e visita ao empresário após sua prisão. Integrantes da campanha petista avaliam que a sequência de versões conflitantes pode desgastar Flávio entre eleitores indecisos e setores da direita não bolsonarista.
CURTAS
Lula adia assinatura – A assinatura do contrato para retomada das obras da Transnordestina no trecho pernambucano entre Salgueiro e Suape foi adiada após pedido do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que quer participar pessoalmente da cerimônia. A governadora Raquel Lyra (PSD), que cumpria agenda em Brasília, foi informada da mudança. O contrato prevê investimento de R$ 312 milhões no trecho entre Custódia e Arcoverde. Dias antes, o TCU havia suspendido novos repasses federais ao ramal Salgueiro–Suape.
Raquel muda o tom – Após irritar auxiliares do Planalto ao divulgar postagem sobre a Transnordestina sem citar o presidente Lula, Raquel adotou discurso mais conciliador sobre a obra. Em entrevista à Rádio Jornal, destacou o papel do governo federal nas articulações para retomada da ferrovia e classificou o projeto como “uma conquista de Pernambuco e do Nordeste brasileiro”. Também elogiou a atuação da bancada pernambucana nas negociações em Brasília.
Pegou mal – A postagem feita por Raquel para comemorar o destravamento da Transnordestina provocou desconforto no Palácio do Planalto. Auxiliares do presidente Lula avaliaram que a governadora tentou puxar para si os méritos da retomada da obra sem mencionar o papel do governo federal nem as articulações conduzidas por Brasília.
Perguntar não ofende: Quem hoje teme mais uma CPI do Master: o governo ou a oposição?
Criada há três anos com a proposta de ampliar o acesso à saúde especializada, a Tech Mais Saúde vem se consolidando em municípios pernambucanos por meio de um modelo de telemedicina voltado principalmente para pacientes em situação de vulnerabilidade social. A empresa atua conectando cidades do interior a médicos especialistas de diversas áreas, reduzindo filas do SUS e diminuindo a necessidade do Tratamento Fora do Domicílio (TFD), utilizado para transportar pacientes até centros urbanos maiores.
Segundo o diretor comercial da empresa, Geovane de Freitas, o projeto nasceu inicialmente com o objetivo de atender pessoas sem plano de saúde. No entanto, ao lado do sócio e vice-presidente da empresa, Anchieta Mascena, ele percebeu as dificuldades enfrentadas pela população de baixa renda para ter acesso a atendimento especializado, o que acabou redirecionando a iniciativa.
“A ideia inicial era atender o cidadão comum que não tinha plano de saúde, mas podia pagar uma consulta. Depois entendemos que existia uma camada da população ainda mais vulnerável, que não tinha condição alguma de chegar até um especialista. Foi aí que decidimos direcionar o projeto para atender essas pessoas através das prefeituras”, explicou.
Modelo A proposta da empresa, é levar o atendimento especializado para dentro das próprias unidades básicas de saúde dos municípios. O paciente é encaminhado pela regulação do SUS e realiza a consulta em um ambiente preparado pela prefeitura, com computador, câmera, televisão e suporte de profissionais locais treinados pela equipe da empresa.
Segundo Geovane, o diferencial do modelo está no acolhimento humanizado. Antes da consulta, o médico tem acesso ao histórico clínico e ao prontuário do paciente, permitindo um atendimento mais próximo da realidade daquela pessoa.
“O médico entra alguns minutos antes para entender o histórico do paciente e conhecer aquela realidade. A consulta não é fria. Existe acolhimento, conversa, atenção e escuta. Muitas vezes o paciente já chega fragilizado por tudo o que enfrenta para conseguir atendimento”, destacou.
Dados Atualmente, a Tech Mais Saúde contabiliza mais de 15 mil atendimentos realizados e afirma possuir cerca de 1.200 médicos cadastrados em sua plataforma. Os profissionais atuam em mais de 30 especialidades, entre elas cardiologia, neurologia, endocrinologia, psiquiatria, ortopedia, dermatologia e neuropediatria.
“A neuropediatria, por exemplo, tem uma procura enorme por causa do aumento de diagnósticos relacionados ao TDAH e ao espectro autista. É uma especialidade muito cara e difícil de encontrar no interior”, disse.
A empresa utiliza plataforma própria de telemedicina, com certificações voltadas à proteção de dados clínicos e adequação à Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD).
Referência O primeiro município atendido pela empresa foi Afogados da Ingazeira, considerado hoje o principal case da operação. Segundo Geovane, foi na cidade que o projeto conseguiu demonstrar, na prática, os impactos da telemedicina na redução das filas do SUS.
“O prefeito acreditou no projeto desde o início e investiu na criação de um centro clínico digital. Hoje muitos gestores visitam Afogados para conhecer o modelo”, afirmou.
Além dos avanços no acesso à saúde, a prefeitura aponta redução significativa nos custos públicos. O prefeito do município, Alessandro Palmeira, informou que a contratação da plataforma gerou economia direta de R$ 80 mil em relação aos valores inicialmente previstos.
Segundo ele, a redução de deslocamentos para Recife evitou gastos de R$ 473,7 mil com transporte e alimentação de pacientes pelo TFD. Somando os dois fatores, a economia para os cofres municipais chegou a R$ 553,7 mil. “A estratégia conseguiu unir eficiência financeira e ampliação da oferta de consultas especializadas para a população”, destacou o prefeito.
Geovane defendeu que investimentos em saúde digital podem impactar diretamente no desenvolvimento social e econômico dos municípios. “Quando o gestor investe em saúde e acesso à especialidade médica, ele reduz internações, melhora a qualidade de vida da população e fortalece o desenvolvimento da cidade. Uma população saudável também é mais produtiva”, concluiu.
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência, reclamou nesta terça-feira estar sofrendo uma perseguição. Sem citar os vínculos com Daniel Vorcaro, do banco Master, tornados públicos com a divulgação de uma série de mensagens e áudio, Flávio declarou que há um uso “do aparato estatal” contra ele.
– A gente resolve os problemas do Brasil pela política. Estou na política há 24 anos. Tudo que eu quero para minha vida é oferecer um Brasil para as minhas filhas, que seja um Brasil também próspero para as filhas e filhos de todos que estão aqui presentes. Mesmo com todas as perseguições, com todo o sistema querendo manter as coisas da forma como estão, com o Brasil inteiro olhando para Brasília com nojo pela forma como as coisas que estão acontecendo, desrespeito à Constituição, insegurança jurídica, uso do aparato estatal para perseguir adversários políticos – disse. As informações são do jornal O GLOBO.
A declaração aconteceu durante um discurso feito na Marcha dos Prefeitos, que neste ano convidou os pré-candidatos a presidente para falarem aos gestores municipais.
O parlamentar também criticou diretamente o PT, partido do presidente do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, e voltou a dizer que, se eleito, vai promover uma anistia ao todos os envolvidos nos atos golpistas do 8 de janeiro, algo que contemplaria seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, que está em prisão domiciliar após ter sido condenado por liderar uma trama golpista.
– A era do ódio vai acabar a partir de 2027 porque vamos fazer um governo olhando para frente, sem perseguições, com as instituições voltando a ficar subordinadas à nossa Carta Magna, com os Poderes funcionando com harmonia e independência, com a lei valendo para todos e com anistia ampla, geral e irrestrita para os perseguidos políticos do 8 de janeiro. É assim que a gente vai conseguir alcançar a pacificação, porque vai ser o fim da era do PT.
Mais cedo, após uma reunião com parlamentares do PL, Flávio admitiu ter visitado o Vorcaro no fim de 2025. A visita ocorreu na casa do executivo, em São Paulo, quando ele estava em regime de prisão domiciliar após ser detido pela primeira vez.
Na quinta-feira da semana passada, o site Intercept Brasil, revelou mensagens, áudios e documentos que apontam negociações entre Flávio e Vorcaro para financiar “Dark horse”, filme sobre a trajetória política do ex-presidente. Segundo a publicação, o acordo previa aportes de cerca de R$ 134 milhões. Desse total, foram repassados cerca de R$ 61 milhões.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) não compareceu à abertura da Marcha em Defesa dos Prefeitos, realizada nesta terça-feira (19) em Brasília, e enviou o vice Geraldo Alckmin em seu lugar. A ausência gerou um mal-estar significativo entre os prefeitos presentes no evento, considerado um dos mais tradicionais da capital federal. A apuração é da analista de Política da CNN Larissa Rodrigues no Bastidores CNN.
De acordo com Larissa, a possibilidade de Lula não comparecer ao evento já era cogitada desde a semana passada. “Já havia essa previsão de que Lula pudesse não comparecer à Marcha dos Prefeitos. O que eu ouvi do Planalto foi: ‘o Lula sempre vai”, relatou a jornalista. As informações são
A decisão de não comparecer teria sido motivada pelo desejo de evitar uma sabatina. Em anos eleitorais, o evento tradicionalmente reúne pré-candidatos que são questionados pelos prefeitos. Segundo Larissa Rodrigues, Lula não queria ser submetido a esse tipo de questionamento. “Lula disse que não queria ir ser sabatinado”, afirmou a analista.
Na noite anterior ao evento, chegou a circular um boato de que nem mesmo Geraldo Alckmin compareceria, o que teria revoltado a organização da marcha. Alckmin acabou indo ao evento e tentou contornar a situação, afirmando que Lula tem grande consideração pelos prefeitos. Ainda assim, a presença do vice não foi suficiente para dissipar o desconforto entre os presentes.
Prefeitos cobrariam repasses e ações do governo
Além da questão eleitoral, os prefeitos tinham uma série de demandas a apresentar. Segundo Larissa Rodrigues, os municípios planejavam cobrar repasses para a segurança pública, área em que muitas cidades tiveram de ampliar as guardas municipais. Desastres ambientais também estavam na pauta, com prefeitos reclamando dos altos custos gerados nos últimos anos com Defesa Civil.
A Marcha dos Prefeitos, que está em sua 18ª edição, mobiliza representantes de municípios de todo o Brasil e chega a lotar restaurantes e espaços em Brasília durante o período do evento. “Em ano eleitoral, não comparecer pegou mal”, concluiu Larissa Rodrigues, ressaltando a importância dos prefeitos para as campanhas espalhadas pelo país.
O presidente da Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe), deputado Álvaro Porto, estreia nas inserções de TV do MDB em Pernambuco nesta quinta-feira (19.05) defendendo mais segurança para a população do estado.
Em comerciais de 30 segundos, o deputado enfatiza que é compromisso do partido garantir mais segurança, lembrando que políticas de prevenção e combate à violência não são privilégios, mas um direito.
“Estamos cobrando mais investimentos nas polícias, mais valorização dos policiais e recuperação das delegacias sucateadas”, diz o parlamentar, no vídeo
Na sequência, Porto destaca que a missão dos que fazem o partido é construir um estado mais seguro, apostando num trabalho que escuta reivindicações, age e resolve as demandas em favor da população. No final, é feito um chamamento a novos filiados para a legenda.
As inserções do MDB irão ao ar desta terça até o dia 30 deste mês, durante intervalos comerciais das TVs de todo o estado.
Vi de perto, mais uma vez, o tamanho de Magno Martins. Baixinho invocado na estatura, gigante no prestígio. A festa dos 20 anos do seu poderoso blog reuniu grandes lideranças empresariais e políticas de Pernambuco, em jantar de adesão celebrado no salão do Sal e Brasa Jardins, no Recife.
Uma seleta plateia de quase 500 pessoas pagou – literalmente – para ver e prestigiar Magno. Generosamente convidado, me juntei a um grupo de jornalistas, leitores e admiradores do trabalho do inquieto homem da palavra nascido em Afogados da Ingazeira.
E fiz questão de conciliar minha agenda de compromissos no rádio, na televisão, no Portal MaisPB e aqui nesse Blog para testemunhar de perto a importância do trabalho de Magno. Mais do que isso. A influência positiva dele para além das divisas pernambucanas.
Muita coisa que faço hoje foi inspirada, estimulada e encorajada por Magno. Entre elas, a Rede Mais Rádios, um genérico da sua Rede Nordeste de Rádios, um conjunto de quase 50 emissoras de vários estados do Nordeste para transmitir seu Frente a Frente, de segunda a sexta, das 18h às 19h.
Na solenidade, para minha surpresa, Magno me incluiu entre oradores na seleção de gente do naipe de José Maria Trindade, da Jovem Pan, e Marcelo Tognozzi, do Poder360, além do respeitável empresário Eduardo Monteiro, do Grupo EQM e da Folha de Pernambuco.
Segui o mandamento do conterrâneo José Américo de Almeida e não represei as palavras na garganta. Verbalizei, perante testemunhas, meu apreço, admiração, gratidão e respeito pela trajetória de um jornalista vibrante, de um repórter apaixonado e de um escritor incansável.
Pequeno na estatura, Magno nasceu para ser grande. O nome escolhido por seu Gastão – seu pai – foi profético. Quem não creu no passado hoje vê a consumação da profecia no tamanho e no alcance de tudo que ele faz. E ainda fará!
O Senado Federal sediará, nesta quinta-feira (21), o encontro “Mulheres que Pensam o Brasil”, iniciativa que reunirá parlamentares, juristas e lideranças civis para debater propostas voltadas à participação feminina na política e à construção da chamada “Carta das Mulheres para a Política”. O documento deverá reunir compromissos a serem apresentados a partidos e futuros candidatos à Presidência da República nas eleições de 2026.
O evento é organizado por redes e movimentos como Quero Você Eleita, Instituto Global ESG, Elas Pedem Vista e Elas no Poder. Entre os nomes confirmados estão as senadoras Leila Barros e Damares Alves, a ministra do Tribunal Superior do Trabalho (TST), Delaíde Miranda Arantes, a ex-ministra do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Luciana Lóssio, a diretora de administração e finanças do Sebrae Nacional, Margarete Coelho, e a presidente da Federação das Associações de Municípios do Rio Grande do Sul (Famurs), Adriane Perin.
A programação prevê debates sobre violência política de gênero, participação das mulheres nos espaços de poder e os impactos da inteligência artificial nas eleições. O grupo também discutirá um projeto de lei que propõe direcionar multas eleitorais para um fundo voltado à formação de lideranças femininas e de grupos minorizados. “Precisamos tornar a participação das mulheres na política e espaços de poder uma pauta de Estado, um dos principais temas da eleição presidencial”, afirmou a advogada e cientista política Gabriela Rollemberg, uma das organizadoras do encontro.
Pré-candidata ao Senado pela Frente Popular, a ex-deputada Marília Arraes (PDT) mexeu em um vespeiro durante entrevista ao podcast Direto de Brasília. Ela relembrou que “jamais apoiou” o então governador Paulo Câmara, hoje presidente do Banco do Nordeste e sucessor de Eduardo Campos — pai do ex-prefeito do Recife e pré-candidato a governador João Campos, seu primo de segundo grau.
Na entrevista, ao ser questionada sobre os atrasos na Transnordestina em Pernambuco, ela afirmou que foi no período de Paulo à frente do Palácio do Campo das Princesas que a obra começou a travar.
“Eu não apoiei Paulo Câmara nem na primeira nem na segunda eleição e fui oposição durante todo o seu governo. Apoiei Eduardo Campos na sua primeira e na segunda eleição, e Pernambuco se desenvolveu bastante com os governos de Eduardo Campos. Paulo Câmara jamais teve o meu apoio, e foi aí que a gente viu a trava da obra da Transnordestina”, disse Marília.
“A Transnordestina sempre foi uma luta muito grande de Miguel Arraes. Em 1989, quando Lula (PT) foi candidato a presidente, para apoiá-lo no segundo turno Arraes fez Lula se comprometer de que tiraria a Transnordestina do papel. No final da sua vida, enquanto deputado federal durante o governo Lula, a principal pauta que Arraes tratava com o presidente era a Transnordestina. Quando fui deputada federal, organizamos um movimento na bancada de deputados e senadores durante o governo Bolsonaro, que quis acabar com o trecho de Pernambuco, para a retomada dessas obras. Como senadora, sem dúvida alguma, quero me juntar não somente à bancada pernambucana, mas aos outros senadores e deputados do Nordeste para que a gente ressalte a importância da Transnordestina em Pernambuco e para a região inteira. Vai ser uma luta, uma prioridade do nosso mandato, sem dúvida”, concluiu.
“A ex-deputada e pré-candidata ao Senado Marília Arraes (PDT) afirmou que as divergências do passado com seus atuais colegas de chapa foram superadas. Em entrevista ao podcast Direto de Brasília, ela relembrou atritos com o ex-prefeito João Campos (PSB), adversário no pleito do Recife em 2020, e com o senador Humberto Costa, com quem travou disputas internas no período em que esteve filiada ao PT. Marília também citou a conversa que teve recentemente com a governadora Raquel Lyra (PSD), da qual surgiram especulações de que ela poderia ir para o palanque do governo, antes de fechar com o primo João Campos.”
“Em relação a esse encontro com a governadora Raquel Lyra, conversas fazem parte do diálogo político. Não considero que eu tenha nenhum inimigo na política, de maneira alguma. Mas funciona assim: qualquer conversa que é feita comigo deixa bem claro de que lado estou, o que defendo e o que pretendo fazer”, resumiu, sobre o encontro com a governadora, da qual foi adversária no pleito de 22.
“Essa aliança sempre foi construída ao lado de João Campos, porque ele ideologicamente está do mesmo lado que eu. Diferente da governadora Raquel Lyra, que prefere focar em assuntos que não são prioridade para a democracia, para o Brasil, de ter uma aliança com pessoas que defendem impeachment de ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), que defenderam a tentativa de golpe de 8 de janeiro de 2023. Com esse tipo de gente eu não posso me misturar. Mas não significa que a gente não trave um diálogo por Pernambuco, que a gente não possa tentar construir o melhor para o Brasil. Se ela quiser declarar apoio ao presidente Lula (PT), acho importantíssimo. No momento de disputa que a gente está vivendo no país, de polarização, quanto mais apoio para o presidente Lula, melhor”, reforçou Marília.
Sobre a aliança com o primo, ela enfatizou que “não significa que há 100% de convergências”, mas que ambos têm “a maturidade de passar por cima de eventuais divergências e priorizar as convergências”. “Houve alguns desentendimentos de natureza política, não diretamente com o ex-prefeito, mas com o conjunto de que ele fazia parte na época, em relação a posicionamentos políticos e ideológicos. Foi sempre essa a nossa questão e discussão. Hoje o PSB e João Campos são uma base importantíssima de apoio ao presidente Lula e à democracia. E o nosso diálogo começou num momento extremamente crítico da política nacional, que foi em 2022, quando a gente estava vivendo o embate de Lula e Bolsonaro. A gente precisou se unir para garantir que um governo popular e que defendesse a democracia fosse eleito no Brasil. A gente teve embates políticos, o que é natural, e houve uma convergência”, relatou Marília.
Por fim, a pré-candidata esclareceu que as diferenças com Humberto Costa foram “internas e obviamente superadas”. “É essencial que Humberto esteja no Senado. Ninguém tem dúvida da firmeza de seus posicionamentos, assim como o Brasil não tem dúvida de que lado me posiciono, de que lado eu estou. Então não tem por que nós não estarmos juntos nisso. O projeto é muito maior, vai muito além de divergências pontuais ou do passado. A gente tem que olhar para o futuro do país, para a democracia, para o Brasil que a gente quer entregar para os nossos filhos”, finalizou.