Em um dos últimos atos de Ricardo Lewandowski à frente da pasta, o Ministério da Justiça encaminhou à Polícia Federal um pedido de uma deputada do PT para investigar o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).
O motivo foi uma publicação nas redes sociais de Flávio, pré-candidato à Presidência em 2026, associando o presidente Lula ao ditador da Venezuela, Nicolás Maduro, que preso em uma operação dos Estados Unidos. As informações são do Metrópoles.
A denúncia, feita pela deputada Dandara (PT-MG), aponta um suposto crime contra a honra de Lula.
O documento é assinado por Eliza Pimentel da Costa Simões, coordenadora-geral de Administração no gabinete do ministro e foi enviado para o gabinete do diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, para “apreciação”.
“Encaminhe-se à PF para apreciação, rogando-se a gentileza de retornar os autos ao gabinete do Ministro, caso haja necessidade, além de enviar resposta diretamente à SAL (Secretário Nacional de Assuntos Legislativos)”, diz o ofício.
O ministério ainda pede que a PF retorne os autos, caso necessário, ao gabinete do ministro da Justiça, além de informar a Secretaria de Assuntos Legislativos sobre o andamento do caso, para repasse à parlamentar petista.
Pedidos da deputada Na requisição enviada pela deputada ao Ministério da Justiça, Dandara pede que a pasta acione a PF para a preservação de provas digitais e a apuração dos fatos relacionados ao suposto crime contra a honra cometido por Flávio.
“A democracia exige liberdade de expressão. Mas exige também compromisso com a verdade, respeito às instituições e responsabilidade no debate público”, diz a deputada em postagem nas redes sociais.
Idealizada pelas cúpulas partidárias para formar a maior força política do país, a federação entre União Brasil e PP caminha para ser formalizada em meio a um processo de desidratação. O movimento expõe as dificuldades de negociações desse porte e serve de alerta a legendas que avaliam alianças como forma de driblar a cláusula de barreira.
União e PP já entregaram o pedido ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Para que a federação esteja em vigor na eleição, em 4 de outubro, a solicitação precisa ser aceita até seis meses antes da data. O acordo, porém, acontece em meio a disputas internas em ao menos 13 estados, e parlamentares insatisfeitos já anunciam uma debandada. Entre as exigências para os partidos que compõem a federação estão seguir a mesma posição em eleições por no mínimo quatro anos e atuar como se fossem uma legenda só no Congresso, compartilhando o mesmo líder partidário. As informações são do jornal O GLOBO.
A estrutura reunirá 108 deputados, a maior configuração da Câmara, e 12 senadores, o que a deixará atrás apenas do PL e do PSD. Juntos, os partidos terão ainda um fundo partidário de R$ 954 milhões, além de seis governadores e 1.343 prefeitos, maior número entre as legendas.
As rixas, no entanto, começam na definição do apoio à Presidência e se espalham para questões locais. O governador de Goiás, Ronaldo Caiado (União Brasil), é pré-candidato ao Planalto, mas seu nome enfrenta resistência no PP — ele e o senador Ciro Nogueira, presidente da legenda, já discutiram publicamente sobre o assunto. Aliados de Caiado afirmam que ele cobra garantias formais de que sua pré-candidatura será considerada dentro da federação e defende que a decisão seja submetida a uma convenção nacional, argumento que passou a alimentar resistências ao acordo em Goiás e em outros estados sob sua influência.
Novo cálculo O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), era um nome que unia o apoio da cúpula dos dois partidos, mas diante da decisão do ex-presidente Jair Bolsonaro de apoiar o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) como candidato, a possibilidade de Tarcísio entrar na disputa perdeu força. As legendas ainda calculam como vão se posicionar nacionalmente.
Em dezembro, o presidente do União, Antonio Rueda, publicou uma mensagem defendendo “responsabilidade fiscal e social”, citando os números da federação e dizendo que todos estarão “juntos”. A equação, no entanto, não é tão simples, diante de rachas internos agora somados aos atritos com o PP. Há chance de desfiliações no União como as dos deputados Mendonça Filho (PE), Felipe Francischini (PR) e Alfredo Gaspar (AL).
Caso a aliança prospere, Mendonça teria que dividir influência em Pernambuco com o deputado Eduardo da Fonte (PP). No estado, além da disputa por espaço entre as duas legendas, há divergências sobre o palanque de 2026: enquanto setores do PP sinalizam apoio à reeleição da governadora Raquel Lyra (PSD), alas do União defendem uma aproximação com o prefeito do Recife, João Campos (PSB).
Aliados de Mendonça afirmam que o grupo não abrirá mão do comando estadual e avaliam que uma federação “imposta” pode levar à saída de parlamentares do partido.
Da mesma forma, o líder do União no Senado, Efraim Filho (PB), resiste a ter que compor com o deputado Aguinaldo Ribeiro (PP-PB), que integra um grupo político diferente do dele na Paraíba. No estado, o impasse envolve diretamente a disputa pelo governo em 2026, com ambos os partidos colocando pré-candidatos e sem acordo sobre o critério de escolha do nome da federação.
Crise fluminense No Rio, a aliança enfrenta dificuldades para definir uma estratégia única. O diretório estadual do União é presidido pelo deputado estadual Rodrigo Bacellar, que passou a conviver com resistências tanto pela falta de consenso sobre uma candidatura própria quanto pelo avanço das articulações em torno do prefeito Eduardo Paes (PSD).
Esse quadro se agravou após Bacellar ter sido preso e, mesmo assim, mantido no comando do diretório estadual com aval de Rueda. Embora tenha sido solto dias depois, o deputado passou a cumprir medidas cautelares, o que fragilizou o partido localmente e ampliou as divisões internas. Paralelamente, o afastamento de Bacellar da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) abriu disputa pelo comando da Casa. Já o PP é comandado no estado pelo deputado federal Doutor Luizinho, que mantém diálogo tanto com Paes quanto com setores do bolsonarismo fluminense, preservando margem de negociação para 2026.
Em São Paulo, o impasse envolve os grupos do ex-presidente da Câmara da capital Milton Leite (União), atual vice-presidente nacional da legenda, e do deputado federal Maurício Neves (PP-SP), presidente da executiva paulista do PP. O comando estadual é estratégico por concentrar o maior volume de recursos e tempo de TV da federação.
Há ainda divergências em outros estados. No Paraná, PP e parte do União não concordam com a pré-candidatura do senador Sergio Moro (União) ao governo. Após Ciro Nogueira afirmar que o partido não apoiará Moro, Rueda gravou um vídeo ao lado de ACM Neto reafirmando que a candidatura é “irreversível”, apesar do veto anunciado pelo PP no estado. A tensão foi agravada com a saída do deputado Pedro Lupion, do PP, em movimento avalizado por Tarcísio.
No Amazonas, pesa um conflito interno herdado da fusão entre DEM e PSL: o partido é comandado pelo governador Wilson Lima (União), mas enfrenta resistência do grupo ligado ao deputado Pauderney Avelino, que vê a federação como um movimento de consolidação de poder nas mãos de Lima. Em Minas, o União se aproxima de aliados do ex-presidente do Senado Rodrigo Pacheco (PSD), enquanto o PP mantém diálogo com grupos ligados ao vice-governador Mateus Simões (PSD), dificultando uma costura comum.
Ao completar o primeiro ano do seu segundo mandato à frente da Prefeitura de Abreu e Lima, o prefeito Flávio Gadelha (PSB) tem a administração aprovada por 58% da população do município, segundo pesquisa do Instituto Opinião. O levantamento aponta ainda que 25,8% dos entrevistados desaprovam a forma como o gestor vem administrando a cidade, enquanto 16,2% não souberam ou preferiram não responder.
Na estratificação por região, os índices de aprovação contrastam: na zona urbana 60,7% aprovam, enquanto na zona rural o percentual é de 26,8%. Estratificando por gênero, a gestão municipal é aprovada por 62,7% das mulheres e por 53,6% dos homens.
A avaliação por faixa etária mostra maior aprovação entre os eleitores com 60 anos ou mais (61,9%), seguidos pelos entrevistados de 45 a 59 anos (61,2%), de 35 a 44 anos (59%), de 16 a 24 anos (53,6%) e de 25 a 34 anos (52,2%).
O grau de instrução também influencia a percepção sobre a gestão. Entre os entrevistados com ensino superior, a aprovação chega a 64,8%. O índice é de 58,1% entre os que possuem ensino médio e de 56,1% entre aqueles com escolaridade até o 9º ano.
No recorte por renda familiar, a aprovação é de 57,6% entre os entrevistados com renda de até dois salários mínimos, de 58,2% entre os que recebem de dois a cinco salários mínimos e de 60% entre aqueles com renda acima de cinco salários mínimos.
Entre os entrevistados que aprovam a gestão, o principal motivo apontado é o fato de o prefeito ser considerado bom administrador, citado por 33,8%. Em seguida aparecem a percepção de que a cidade está progredindo (17,9%) e a avaliação de que o gestor é trabalhador (13,1%). Também foram mencionados ser boa pessoa (9%), trabalhar melhor que os prefeitos anteriores (3,8%), investimentos em limpeza pública (3,4%), ajudar a população (3,1%) e investimentos em saúde pública (3,1%).
Na avaliação direta da administração municipal, 13% dos entrevistados classificam a gestão de Flávio Gadelha como “ótima” e 28,8% como “boa”. Outros 35,6% consideram a administração “regular”, enquanto 6% a avaliam como “ruim” e 10,8% como “péssima”. Já 5,8% não souberam ou preferiram não responder.
Quando questionados sobre os principais problemas do município, a saúde pública aparece como a maior preocupação da população, citada por 34,8% dos entrevistados. Em seguida surgem a falta d’água (14%), a segurança pública (13%), o saneamento básico (11,4%) e o desemprego (10,4%). Também foram citados problemas relacionados a asfalto, calçamento e estradas (3,6%).
A pesquisa do Instituto Opinião foi realizada nos dias 6, 7 e 8 de janeiro de 2026, com 500 entrevistas aplicadas em áreas urbanas e rurais de Abreu e Lima. O levantamento tem intervalo de confiança de 90% e margem de erro de 3,7 pontos percentuais, para mais ou para menos.
A conta oficial do líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei, compartilhou nas redes sociais uma charge que mostra o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, como um sarcófago destroçado. O desenho é acompanhado da frase: “Ele também será derrubado”.
O post é de domingo (11), mesmo dia em que o americano afirmou que avalia respostas à violenta repressão aos protestos no país. A imagem publicada mostra Trump representado como um sarcófago adornado com a bandeira e o símbolo americanos, mas trincado e se desfazendo em rachaduras. As informações são da Folha de S. Paulo.
Já nesta segunda (12), o Irã afirmou que mantém o diálogo aberto com os EUA. “O canal de comunicação entre nosso Ministro das Relações Exteriores, Abbas Araqchi, e o enviado especial dos EUA [Steve Witkoff] está aberto, e mensagens são trocadas sempre que necessário”, disse o porta-voz da chancelaria iraniana, Esmaeil Baghaei.
Os contatos também permanecem abertos por meio da Suíça, mediadora tradicional, afirmou ele. Araqchi reiterou, em uma reunião com embaixadores estrangeiros em Teerã, que a República Islâmica está preparada para a guerra, mas também aberta ao diálogo.
A mais recente onda de manifestações representa um dos maiores desafios ao regime teocrático desde a Revolução Islâmica de 1979.
O Irã já enfrentou protestos em massa nas últimas décadas, mas, desta vez, os atos estão por todo o país e ocorrem em um momento delicado. A Rússia, uma importante parceira, está em guerra na Ucrânia há quase quatro anos, e aliados do regime na região sofreram derrotas nos últimos meses —o ditador Bashar al-Assad caiu na Síria, e o Hezbollah, no Líbano, enfrentou perdas em guerra com Israel.
A repressão já matou mais de 500 pessoas desde o dia 28 de dezembro, segundo o grupo de direitos humanos Hrana, com sede nos EUA. A ONG disse ter verificado a morte de 490 manifestantes e 48 membros das forças de segurança, com mais de 10.600 pessoas presas desde o início dos atos.
O Irã não divulgou um número oficial de mortos. O fluxo de informações do país está prejudicado por um bloqueio à internet desde quinta-feira (8).
Também no domingo, Trump afirmou que o Irã havia feito um convite para negociar seu programa nuclear. “O Irã quer negociar, sim. Podemos nos encontrar com eles. Uma reunião está sendo organizada, mas talvez tenhamos que agir devido ao que está acontecendo antes da reunião, mas uma reunião está sendo organizada. O Irã ligou, eles querem negociar”, disse ele a jornalistas a bordo do Air Force One.
Israel e os EUA bombardearam instalações nucleares iranianas em uma guerra de 12 dias em junho.
Os protestos começaram em resposta à alta dos preços, mas logo se voltaram contra os governantes religiosos que estão no poder há mais de 45 anos.
A saída de Ricardo Lewandowski do comando do Ministério da Justiça e Segurança Pública fez crescer, entre interlocutores do Palácio do Planalto, a avaliação de que o governo pode ter perdido o controle sobre a PEC da Segurança Pública no Congresso e, diante do risco de ver a proposta desfigurada, passou a cogitar não levá-la adiante.
Interlocutores da Secretaria de Governo (SGI), porém, ponderam que o Planalto tem divergências relevantes com o relatório apresentado pelo deputado Mendonça Filho (União Brasil-PE), mas não desistiu da proposta e pretende insistir em mudanças antes de qualquer votação. As informações são do jornal O GLOBO.
Na avaliação de parlamentares governistas, sem o ministro que conduzia a costura política do projeto, o Planalto não pretende colocar a matéria em votação com o desenho atual, sob pena de transformar a PEC em uma versão “do Congresso”, distante do que o Executivo pretendia implementar.
O líder do governo na Câmara, José Guimarães (PT-CE), resumiu o incômodo ao afirmar que, se a votação for para chancelar o parecer do relator, o Planalto prefere nem avançar:
— Se for para aprovar o relatório do Mendonça, melhor não votar — disse.
Nos bastidores, governistas dizem que o Planalto pretende condicionar qualquer avanço da PEC a uma nova rodada de negociações e ajustes no relatório do deputado Mendonça Filho (União Brasil-PE). A linha do governo é que, antes de ir ao plenário, a proposta precisa ser “compatibilizada” com o que chama de espinha dorsal do texto do Executivo, sobretudo no eixo da integração e coordenação nacional do sistema de segurança. Entre os pontos citados como prioridade por interlocutores estão o reforço do papel coordenador da União, mecanismos que deem materialidade à integração entre forças e entes federativos — e não apenas diretrizes genéricas — além da tentativa de evitar desidratação do texto em meio a pressões corporativas e ao receio de prefeitos sobre eventual sobrecarga de atribuições aos municípios.
O debate ocorre em um ambiente já contaminado pela leitura eleitoral da pauta. No entorno do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), a avaliação é de que o texto ainda exigiria negociação antes de avançar.
Em café com jornalistas no mês passado, Motta indicou a intenção de trabalhar para que a proposta caminhe após o recesso parlamentar e definiu o parecer como ponto de partida para ajustes no Legislativo:
— É um trabalho de aprimoramento do Congresso do projeto que veio do Executivo. Vamos trabalhar para votarmos na volta do recesso — afirmou.
Líderes falam em renegociação Líder do PT na Câmara, o deputado Lindbergh Farias (RJ), também defendeu que a discussão seja retomada após a definição do novo ministro, por considerar que a articulação em torno da PEC passa necessariamente pelo Ministério da Justiça.
— Saiu o Lewandowski e acho que o passo agora é esperar o próximo ministro. Quem vai conduzir as negociações é o Ministério da Justiça — disse.
Segundo ele, o relatório apresentado por Mendonça não reflete a proposta que o governo pretendia consolidar:
— O texto como está hoje não é o texto que o governo quer construir. Mas temos que esperar quem vai conduzir. É um tema da eleição, a gente não vai desistir. Se eles não quiserem votar, vão ter que deixar claro. Nós não vamos recuar.
Integrantes da base afirmam que Guimarães se precipitou ao sinalizar, em entrevista ao Valor Econômico, que o Planalto poderia abrir mão da proposta diante das resistências no Congresso.
Ao GLOBO, Guimarães negou ter afirmado que a PEC “subiu no telhado” e disse que não foi procurado pelo governo para discutir mudança de estratégia. Questionado se poderia ter se expressado mal ao Valor, respondeu que sim. O líder reiterou que a PEC permanece como prioridade, independentemente do nome que Lula escolha para substituir Lewandowski.
— Independentemente de quem vai ou não para o Ministério da Justiça, consideramos a PEC uma das prioridades para o Brasil — afirmou.
Em seguida, voltou a defender mudanças no parecer do relator e reforçou o recado de que o governo não pretende votar a proposta apenas para chancelar o texto de Mendonça:
— Nós vamos, com base no relatório do Mendonça, fazer as mudanças que achamos necessárias para compatibilizar aquilo que é a espinha dorsal da proposta do governo, que é a integração, a unificação da relação de segurança pública, para votarmos a matéria.
Relator diz não ter sido procurado Apesar disso, Mendonça Filho afirma que a saída do ministro não compromete a tramitação e que a PEC já reúne apoio suficiente para ir ao plenário. Ele também disse que não foi procurado sobre mudanças no parecer e atribuiu as críticas a um movimento isolado.
— Creio que não vai atrapalhar a aprovação. Nossa previsão é que votaremos até a primeira quinzena de março. Acho que temos uma aceitação muito boa na Casa. Não fui procurado por líderes do governo. São posições exclusivas do PT, pelo menos até aqui. Aguardemos.
A PEC da Segurança foi apresentada pelo Executivo com o objetivo de reorganizar a política de segurança pública e fortalecer a integração entre União, estados e municípios, mas enfrenta críticas no Congresso por envolver temas sensíveis, como divisão de competências entre entes federativos, papel das polícias e possível sobrecarga a municípios.
Na última sexta-feira, Ricardo Lewandowski deixou o Ministério da Justiça após alegar razões pessoais e familiares. Lula ainda não definiu o substituto. Entre os nomes citados nos bastidores estão o advogado-geral da Petrobras, Wellington Cesar Lima e Silva, o advogado Marco Aurélio de Carvalho, ligado ao grupo Prerrogativas, e o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues.
Os diálogos extraídos pela Polícia Federal no celular do empresário e lobista Antônio Carlos Camilo Antunes, o Careca do INSS, mostram que ele orientou funcionários sobre a entrega “discreta” de dinheiro vivo para dirigentes do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). As informações são do portal Estadão.
Procurada, a defesa do Careca do INSS afirmou que não ia se manifestar sobre os trechos porque não teve acesso à íntegra da extração do telefone celular dele até o momento, nem teve resposta do STF a pedidos feitos sobre averbação de bens e liberação de valores para pagamentos de dívidas trabalhistas.
Uma das conversas envolvia, segundo a PF, entregas de propina para o então superintendente do INSS no Nordeste, Marcos de Brito Campos Júnior, que foi alvo da última fase da Operação Sem Desconto, em dezembro, de uma ordem para uso de tornozeleira eletrônica. Ele era diretor de Administração e Finanças do Departamento Nacional de Infraestrutura (Dnit) e foi mantido no cargo mesmo após ter sido alvo da operação.
Na última sexta-feira, 9, após o Estadão enviar a Marcos de Brito questionamentos sobre as suspeitas de entrega de dinheiro vivo e sua permanência no Dnit, ele foi exonerado da autarquia federal. A exoneração foi publicada em edição extra do Diário Oficial, assinada pelo ministro dos Transportes, Renan Filho (MDB), e pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Procurado, o Ministério dos Transportes não respondeu.
A defesa de Marcos de Brito rebateu as acusações da PF, negou que ele tenha recebido dinheiro do esquema de desvios de aposentadorias e afirmou que ele possui um “modesto patrimônio” compatível com suas receitas. Em resposta aos questionamentos, Brito disse que colocou seu cargo à disposição do Dnit para adotar as medidas que considerar pertinentes – o que acabou resultando na sua exoneração.
“O Dr. Marcos de Brito Campos Jr. possui modesto patrimônio, todo ele compatível com as suas receitas, estando inteiramente regular com suas obrigações civis e fiscais, como inexoravelmente será demonstrado perante o Judiciário ou a qualquer outra autoridade incumbida de investigar o assunto”, afirmou, em nota, o advogado Flávio Henrique Santos (leia ao final a íntegra do posicionamento).
Em 10 de agosto de 2023, o Careca do INSS pediu que um dos seus funcionários, Rubens Costa, organizasse a entrega de R$ 20 mil para Marcos de Brito. “Bom dia. Estou em voo. Preciso de uma gentileza no modo sigiloso. O Marcos de Brito irá pegar com vc uma quantia de 20 mil reais”, escreveu por mensagem de WhatsApp. Rubens lhe pergunta se o dinheiro estava dentro do cofre. “Pegue no cofre e já deixe preparado para dar a discrição que a situação exige”, orientou o Careca do INSS.
Pouco depois, ele reforçou a orientação: “Coloque de maneira discreta em um envelope ou recipiente que não deixe transparecer o que é! Evitar o desconforto para ele!”. A PF também identificou diálogos sobre entrega de dinheiro vivo a um assessor parlamentar do senador Weverton Rocha (PDT-MA).
Essas informações foram encaminhadas ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça, relator do caso. O Careca do INSS está preso desde setembro, sob suspeita de comandar um esquema de descontos indevidos em aposentadorias do INSS e pagamento de propina a funcionários públicos.
O ministro do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes, elogiou a atuação de Ricardo Lewandowski no comando do ministério da Justiça, cargo que pediu demissão na última quinta-feira (8). Em texto publicado nas redes sociais, o decano do STF afirmou que a segurança pública no Brasil exige soluções eficazes no enfrentamento do crime organizado, “dentro dos parâmetros de estado de Direito, evitando tanto o punitivismo raso quanto a omissão”, e que a gestão de Lewandowski representou equilíbrio entre repressão eficiente e respeito aos direitos individuais.
“Sob a gestão do Ministro Ricardo Lewandowski, o Ministério da Justiça alcançou um raro equilíbrio entre efetividade na repressão ao crime e respeito aos limites da lei”, destacou. “Sua passagem pelo governo federal demonstra que, entre o populismo penal e a tibieza, há um caminho institucional, eficaz e civilizado que o país pode – e deve – seguir”, concluiu.
Na publicação, o ministro destacou medidas implementadas pelo ex-ministro, como o fortalecimento da Polícia Federal e a criação do Sistema Nacional de Informações Criminais junto ao Protocolo Nacional de Reconhecimento de pessoas, que padronizam procedimentos para reduzir erros no processo de identificação criminal.
Dia de glória para o cinema brasileiro. E, também, claro, para o cinema Made in Pernambuco. “O Agente Secreto” levou prêmio de melhor filme de língua não inglesa e de melhor ator de drama (Wagner Moura), no Globo de Ouro, na noite do último domingo. É a primeira vez que um filme brasileiro sai do Globo de Ouro com duas premiações, e isso mostra a força cada vez maior do cinema nacional, como aconteceu com o aclamado “Ainda estou aqui”, de Walter Salles.
Em sua trajetória vitoriosa, o filme mais badalado de Kleber Mendonça Filho acumula 56 troféus em 36 premiações, que incluem o Festival de Cannes, um dos mais famosos e tradicionais do mundo, e que completa 80 anos em 2026. Em Cannes, a produção pernambucana ganhou melhor direção (Kleber) e melhor ator (Wagner Moura). O filme de Kleber tem quase três horas de duração (2h40m), mas seu ritmo é tão veloz, que o espectador tem a sensação de que a exibição durou apenas minutos.
O filme se passa no Recife, na década de 1970, no auge da ditadura militar. E mostra Marcelo (Wagner Moura), especialista em tecnologia, fugindo de um passado misterioso, e retornando à cidade de origem, em busca de sossego. No entanto, percebe que a capital pernambucana está bem distante do refúgio de paz por ele almejado. O longa é uma ficção, mas lembra fatos muito reais vivenciados nos tempos do regime de exceção, das perseguições políticas, das torturas, de interesses escusos de empresários idem, acobertados pelo regime militar.
O Agente Secreto não deixa ninguém indiferente. Ainda mais para quem morou no Recife, naquela época, onde até respirar ou conversar com o vizinho dava medo. Conheço várias pessoas que saíram do cinema tão tocadas, que não conseguiam respirar direito, com a força da ficção, quando transportada para uma realidade não distante de todos nós. É filme, aliás, para se assistir mais de uma vez. Porque o “Agente Secreto” é como um clássico de literatura, no qual você faz novas descobertas a cada releitura e dá margem a muitas releituras. Se não viu, vá ver!
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) determinou, hoje, que órgãos do governo federal adotem medidas para apurar falhas no fornecimento de energia elétrica na Região Metropolitana da Grande São Paulo. O despacho foi motivado pela interrupção do serviço de abastecimento que atingiu cerca de 1,8 milhão de consumidores.
No texto, Lula atribui tarefas ao Ministério de Minas e Energia, à AGU (Advocacia Geral da União), à CGU (Controladoria Geral da União) e à Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica). A decisão se baseia no artigo 84 da Constituição, que autoriza o presidente a dirigir a administração pública federal. As informações são do portal Poder360.
Ao Ministério de Minas e Energia, em articulação com a AGU e a CGU, o presidente determinou que sejam adotadas, junto à reguladora, todas as medidas necessárias para garantir a prestação adequada, contínua e eficiente do serviço de distribuição de energia elétrica à população. A Aneel é responsável por regular e fiscalizar o setor elétrico.
O despacho também determina que a AGU elabore um relatório detalhado sobre as providências adotadas pela concessionária responsável pela distribuição de energia –Enel– desde a 1ª interrupção considerada relevante. Para isso, a AGU poderá lançar mão de medidas judiciais e extrajudiciais, além de requisitar informações diretamente à Aneel.
Já a CGU foi incumbida de apurar eventual responsabilidade dos entes federativos envolvidos e da própria agência reguladora. O órgão deverá investigar, ainda, as razões da falta de atuação tempestiva das autoridades competentes, mesmo diante de pedidos reiterados do Ministério de Minas e Energia para a abertura de processos administrativos destinados a apurar falhas recorrentes no serviço.
O ministro Alexandre de Moraes assume interinamente a presidência do Supremo Tribunal Federal (STF), hoje, com o início do período de recesso do presidente da Corte, ministro Edson Fachin. Moraes ficará à frente do tribunal até o fim de janeiro. As informações são do portal Estadão.
A mudança ocorre porque o Judiciário está em recesso de 20 de dezembro a 31 de janeiro. Nesse período, Fachin, atual presidente da Corte, ficou responsável pelo plantão entre 20 de dezembro e 11 de janeiro. A partir desta segunda-feira, Moraes, na condição de vice-presidente, passa a responder pela Presidência e pelo plantão judicial até 31 de janeiro.
Não é a primeira vez que Moraes assume interinamente o comando do STF. Em novembro do ano passado, o ministro presidiu a Corte durante a ausência de Fachin, que esteve em Belém (PA) para representar o Judiciário brasileiro na COP-30.
O plenário do STF formalizou, em agosto, a escolha de Fachin e Moraes para os cargos de presidente e vice-presidente. Ambos tomaram posse em setembro, após o fim da gestão do ministro Luís Roberto Barroso, que se aposentou.
A eleição segue uma regra de antiguidade e rodízio entre os ministros. Pelo critério do revezamento, Moraes deve assumir a presidência de forma definitiva em 2027, por ser o ministro mais antigo que ainda não comandou a Corte.
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou, hoje, que o hacker Walter Delgatti Neto passe para o regime semiaberto. Delgatti foi condenado por invasão ao sistema do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), assim como a ex-deputada Carla Zambelli (PL-SP). As informações são do portal G1.
O STF condenou o hacker a 8 anos e 3 meses de prisão por invadir o sistema do CNJ e inserir documentos falsos, como uma ordem de prisão contra o ministro Alexandre de Moraes “assinada” por ele mesmo. Em dezembro, ele foi transferido da Penitenciária II ‘Dr. José Augusto Salgado’, o presídio dos famosos, em Tremembé, para a Penitenciária II de Potim, ainda na região do Vale do Paraíba.
Antes de ser preso pela invasão do CNJ, Delgatti já tinha sido condenado em primeira instância a 20 anos de prisão por hackear autoridades públicas da antiga Operação Lava Jato. Nesse caso, investigado na Operação Spoofing, o hacker responde em liberdade porque ainda há recursos pendentes na segunda instância da Justiça Federal em Brasília.
O maior artífice do acordo entre a União Europeia e o Mercosul não mora nem na Europa nem na América do Sul. Trata-se de um cidadão nascido no bairro do Queens, em Nova Iorque, hoje residente em Washington, mais especificamente na Casa Branca: o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
Sabe-se lá se a razão é a tal “química” exercida pelo encontro dele com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva na Assembleia das Nações Unidas no ano passado. Mas é por causa de Trump que um acordo que se arrastava por 26 anos e que já se apostava que nunca iria sair acabou sendo assinado. Mais do que os eventuais ganhos comerciais, o que mais parece ter motivado sua assinatura foi fortalecer o multilateralismo.
Depois da invasão da Venezuela e dos ensaios de Trump de entrar na Europa a partir da tentativa de anexação da Groenlândia, parece ter ficado fortalecida a visão que o bilateralismo defendido pelo presidente dos EUA – a negociação país a país – só favorece a quem é mais forte. Quando Europa e Mercosul se juntam, viram 25% da economia do mundo. Bem diferente da força de cada país dos continentes sozinho.
A adesão da Itália, da direitista Georgia Meloni, parece a demonstração mais forte que a decisão da Europa de assinar o acordo com o Mercosul nada teve mesmo de ideológica, mas de reação pragmática aos avanços de Trump. Na avaliação do cientista político André Cesar, a posição da Itália foi tão decisiva agora quanto foi o pênalti perdido por Roberto Baggio na Copa do Mundo de 1994, que deu a taça à Seleção Brasileira. Não é por acaso que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, classificou o acordo como “uma vitória histórica do multilateralismo”.
E, para André Cesar, poderão mesmo vir outras reações fortes às investidas de Trump. “Quem aposta que Trump já teria promovido uma guinada do mundo rumo a destruir os modelos multilaterais construídos após a Segunda Guerra Mundial pode estar fazendo uma grande aposta errada”, considera André. De qualquer modo, há, porém, um mundo em movimento.
Esse mundo em movimento talvez tenha enfraquecido as instituições originais desse modelo multilaterais. Especialmente a principal delas, a Organização das Nações Unidas (ONU). “A ONU, sem dúvida, precisa urgentemente ser repensada, ou acabará se tornando inútil na sua tarefa no mundo”, avalia.
O problema parece estar na forma extremamente agressiva como Trump busca destruir a lógica após a derrota da Alemanha na Segunda Guerra. Uma lógica formada para evitar novos arroubos de expansão imperialista como os de Hitler. E o que Trump ensaia é justamente novo arroubo semelhante.
A forma como a França acabou ficando isolada nas suas posições – com o apoio somente da Irlanda – também parece ir na linha de que os riscos globais hoje superam muito as eventuais perdas locais. Seria um momento de se unir para enfrentar juntos as ameaças. E unidos buscar as salvaguardas.
No caso específico brasileiro, o país, por seu tamanho no continente sul-americano, deve ser um dos maiores beneficiados com o acordo. Especialmente uma das áreas hoje mais hostis a Lula e que ele busca tentar conquistar, pelo menos em parte: o agronegócio. Haverá grande ganho para cafeicultores e pecuaristas, por exemplo.
Para André Cesar, pelas mesmas razões de açodamento cometidas por Trump no tarifaço. As sobretaxações acabaram prejudicando os próprios Estados Unidos. Geraram forte inflação no preço dos alimentos. Trump acabou obrigado a recuar. Do ponto de vista eleitoral, Lula ganhou à época vários pontos.
O cientista político convida a observar as reações internas. O Senado dos EUA aprovou medida para evitar novas ações militares de Trump sem sua autorização. E são grandes as reações populares à política interna de migração, depois da morte de uma cidadã em Minesotta e outro incidente em Portland.
O vereador Carlos Bolsonaro usou seu perfil em rede social para dizer que, ontem, seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, voltou a se sentir mal na prisão da Polícia Federal. Carlos postou uma foto do pai de costas e informando que ele tem crises de vômito. Bolsonaro está preso numa cela especial para cumprir a pena de 27 anos de prisão por tentativa de golpe de Estado.
“Prezados, o médico do meu pai foi chamado hoje, domingo, 11 de janeiro de 2026, à prisão, após sermos informados de que suas crises persistentes de soluços evoluíram para um quadro de azia constante, o que o impede de se alimentar adequadamente e de dormir”, escreveu em sua rede social.
Segundo o vereador, a defesa do pai vai protocolar um novo pedido de prisão domiciliar humanitária em função do quadro geral do ex-presidente. “A foto anexa registra meu pai em intermináveis crises de vômito, decorrentes das sequelas da facada que sofreu, praticada por um antigo militante do PSOL, partido historicamente alinhado à facção política de Lula”, diz Carlos. O vereador voltou a criticar a condenação de seu pai pelo STF e listou os crimes pelas quais o ex-presidente está preso.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva comemorou a vitória do filme ‘O Agente Secreto’ e Wagner Moura no Globo de Ouro 2026. O filme venceu melhor filme em língua não-inglesa e o melhor ator de drama na cerimônia neste domingo (11).
Em publicação nas redes sociais, Lula elogiou o diretor Kleber Mendonça Filho, Wagner e comemorou o desempenho do cinema brasileiro. As informações são do portal G1.
“Estamos muito felizes, eu e Janja, com a vitória de O Agente Secreto na categoria de Melhor Filme em Língua não Inglesa”, disse. “O Agente Secreto é um filme essencial para não deixar cair no esquecimento a violência da ditadura e a capacidade de resistência do povo brasileiro”.
“A merecidíssima estatueta premia a performance de excelência do querido artista baiano que tanto nos emociona em O Agente Secreto”, disse o presidente.
“Como o próprio Wagner tem dito, o cinema brasileiro vem mobilizando a atenção e o respeito das pessoas em todas as regiões, e tem sido um símbolo importante da volta da valorização dos artistas em nosso país”, completou.
Depois das últimas revelações sobre supostas fraudes e ações coordenadas para atacar o Banco Central, ministros do Tribunal de Contas da União (TCU) querem distância do caso Master.
A avaliação deles é que o TCU entrou de forma equivocada no tema e passou a imagem de que está mais preocupado em investigar a liquidação, deixando de lado as fraudes que podem atingir um banco público e aposentados e pensionistas de fundo de pensão.
O blog do Valdo Cruz ouviu alguns ministros do tribunal que voltam do recesso na semana que vem.
Segundo eles, o plenário do TCU não deve aprovar uma inspeção técnica para avaliar a liquidação do banco Master, ainda mais num caso envolto em polêmicas políticas e que ainda pode trazer muitas novidades negativas com a investigação em curso pela Polícia Federal.
As novas revelações de influenciadores contratados para atacar o Banco Central reforçam a tese de que houve uma grande operação para proteger o Master e descredibilizar a liquidação do Master, o que se configura, segundo investigadores, numa operação criminosa para beneficiar quem está sendo acusado de praticar fraudes bancárias.
O que começou com dois casos se mostrou uma operação coordenada de ataques nas redes sociais à Febraban (Federação Brasileiras de Bancos) e ao Banco Central, assustando ainda mais ministros do TCU.
Segundo eles, o tribunal deveria manter distância não só regulamentar, mas a perder de vista do caso Master porque ele está se mostrando explosivo.
Críticas à ação do TCU de pedir inspeção sobre liquidação do banco Master levaram a um recuo do tribunal e à marcação da reunião desta segunda-feira (12) entre o presidente do tribunal, Vital do Rêgo, e o do Banco Central, Gabriel Galípolo.
A decisão do ministro Jonathan de Jesus gerou muitas críticas fora e dentro do tribunal e questionamentos sobre o poder do TCU de interferir numa liquidação.
Entre investigadores, há uma reclamação de o TCU ter iniciado seus questionamentos sobre quem liquidou o banco e não sobre as operações irregulares do Master, que podem provocar um rombo de R$ 4 bilhões ao banco público BRB e a clientes da instituição liquidada.
Segundo técnicos, o tribunal estava passando a mensagem de estar mais preocupado com o dono do banco do que com seus clientes e as fraudes bancárias.
MONTANHAS DA JAQUEIRA — Petróleo e cocaína são drogas alucinógenas. Produzem delírios de poder. Maduro e Tramp são viciados em petróleo. Maduro costumava injetar cheirar e injetar barris de petróleo nas veias. Em seus delírios, depois de cheirar carradas de óleo de pedra, Maduro dançava rumba, requebrava as cadeiras e cantava a cantiga dos drogaditos da Cracolândia no Palácio Miraflores:
“Eu vou cantar uma linda canção. Tô doidão, tô doidão, bicho tô doidão. Bicho tô doidão. Porque o cowboy Donald Tramp roubou minha mina dentro do salão”.
O cowboy Tramp sempre foi viciado em drogas pesadas, tipo petróleo, dólar e periguetes do cardápio do finado Epstein. À primeira vista periguetes são mercadorias palatáveis e a preços módicos, mas os efeitos colaterais custam caro. Quando chegam neste reino tropical os gringos se deixam fascinar pelas periguetes e caem na gandaia.
Os presidentes americanos são conhecidos pelo vício de cheirar barris e mais barris de petróleo. São drogas produzidas nas Arábias e também na Venezuela. Nessa onda às vezes os bichos ficam doidões com mania de guerra. Bill Clinton também tinha o vício de degustar estagiárias no Salão Oval da Casa Branca.
O comunismo é uma droga sintética criada por Karl Marx e Friedrich Engels, uma dupla intelectual altamente periculosa. Karl era inimigo ferrenho do trabalho e se tremia todo quando ouvia falar esta palavra. Mas gostava de ter amigos ricos. Daí fez amizade com Friedrich Engels, filho de uma família de industriais alemães de quem se tornou parceiro e que financiava suas farras e foi seu provedor durante toda a vida. O marxismo e o materialismo dialético são culturas as mais inúteis e enganosas das ciências humanas.
A dupla Karl Marx e Engels escreveu o “Manifesto Comunista”, de 1884, e o livro “O Capital” para se vingar da sociedade capitalista na época. Na verdade, o capitalismo daqueles tempos era muito perverso e eles tinham lá suas razoes. A criação da droga chamada comunismo foi um dos capítulos mais nefastos da história da humanidade. Produz mais vítimas fatais que as bombas atômicas de Hiroshima e Nagasaki.
Os genocidas Joseph Stalin, na URSS, Mao Tse-tung, na China Continental, e Pol Pot, no Camboja, eram viciados na droga do comunismo e foram responsáveis pelo extermínio de mais de 60 milhões de criaturas. A droga do nazismo, do satânico Adolf Hitler, matou mais de 6 milhões de judeus nos campos de concentração. Foi quando o Papa Bento XVI perguntou, no campo de concentração de Auschwitz, diante do triunfo do mal: “Onde estava Deus?”
O psicopata Fidel Castro usou a droga do comunismo, versão do Caribe, para fuzilar 3 mil cubanos e matar outros 10 mil nas prisões. Os cubanos hoje morrem de fome no dia a dia.
Em termos de letalidade a droga do comunismo só pode ser comparada ao Yersinia pestis, o vírus da peste negra que exterminou um terço da população mundial na Idade Média.
Nos Estados, as eleições para governador dificilmente ficarão desatreladas da corrida presidencial. Em São Paulo, maior colégio eleitoral do País, por exemplo, o presidente Lula (PT) já fez uma jogada silenciosa para viabilizar Geraldo Alckmin (PSB) ou Fernando Haddad (PT) como alternativas a governador quando convenceu Guilherme Boulos (Psol), que queria ser candidato a governador, a virar ministro. Menos um para criar problemas.
Em Pernambuco, não será diferente. A rearrumação do quadro para governador está nas mãos do presidente do PSD, o partido de Raquel Lyra, Gilberto Kassab. Se Alckmin entrar na disputa para o Governo de São Paulo, a vaga de vice na chapa de Lula pode ser ocupada pelo PSD, o que levaria o PT a abrir dois palanques em Pernambuco para Lula.
Como previu o ministro da Defesa, José Múcio Monteiro, a força e a influência de Lula em seu Estado de origem seriam disputadas pelos rivais Raquel e João. Bom para Lula, ruim para Raquel e João. João não ficaria bem na fita por não ter a exclusividade de Lula num cenário em que sua reeleição venha a ser favas contadas.
Já Raquel também sairia no prejuízo, porque, diferentemente da eleição passada, quando não assumiu nem Lula nem Bolsonaro, estreitaria o seu palanque optando por Lula. Perderia os votos da direita e, principalmente, dos bolsonaristas. Mas este é o preço a ser pago para ambos os lados do casamento forçado e obrigatório dos vínculos das eleições presidenciais com as estaduais.
Pernambuco não é uma ilha e será tratado por Lula e os arquitetos do seu projeto de reeleição dessa forma, queira ou não João ou Raquel. As cartas já estão postas na mesa de um jogo que só irá clarear em meados de julho, prazo para as convenções partidárias que homologarão os candidatos a presidente e governador.
QUAEST SAI QUARTA – A Quaest divulgará na próxima quarta-feira sua primeira pesquisa de 2026 sobre as intenções de voto para presidente da República. Contratado pelo Banco Genial, o levantamento contará com 2004 questionários e uma margem de erro de 2 pontos percentuais para mais ou para menos. O instituto considerará em seu principal cenário os seguintes potenciais candidatos: Lula (PT), Flávio Bolsonaro (PL), Tarcísio de Freitas (Republicanos), Ratinho Junior (PSD), Ronaldo Caiado (União), Romeu Zema (Novo), Aldo Rebelo (DC) e Renan Santos (Missão).
Apoio do PP a Flávio só em abril – O presidente nacional do PP, senador Ciro Nogueira (PI), diz que o partido só decidirá em abril se apoiará a eventual candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência da República em 2026. Segundo ele, a legenda aguarda para avaliar se a campanha terá como objetivo “ganhar e unificar o país” ou apenas “defender o legado político” do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). “Houve uma decisão do presidente Bolsonaro, que é mais do que legítima, ele que detém o capital político e optou pela candidatura do senador Flávio e temos que respeitar essa escolha e aguardar que tipo de candidatura será. Se é uma candidatura para ganhar e unificar o país, ou somente para defender o legado político. Estamos aguardando um pouco mais como sobre como vai ser conduzida essa campanha”, declarou. “Apoio ou não à candidatura de Flávio, vamos tomar em abril”, acrescentou.
Prisão domiciliar – Senadores pediram ao Supremo Tribunal Federal a concessão de prisão domiciliar humanitária ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que cumpre na Superintendência da Polícia Federal em Brasília uma pena de 27 anos por liderar a tentativa de golpe de Estado. Encabeçada pelo senador Wilder Morais (PL-GO), a solicitação conta com 41 assinaturas. Além da prisão domiciliar, os parlamentares demandam uma “perícia médica oficial” sobre as condições de saúde do ex-capitão, após ele ter sofrido uma queda da cama na madrugada da terça-feira passada.
Rebelo anuncia candidatura dia 31 – Ex-filiado ao Partido Comunista do Brasil (PCdoB) e próximo do bolsonarismo, Aldo Rebelo agendou um ato público para oficializar sua candidatura ao Planalto para o próximo dia 31, em São Paulo. Em vídeo em suas redes sociais, Rebelo se apresenta como uma pessoa plural e justifica sua trajetória, que foi de um partido comunista à interlocução com a extrema-direita. Na publicação, ele explica que entrou no PCdoB nos anos 1970, “quando a agenda da esquerda era uma agenda nacionalista, uma agenda democrática, uma agenda da luta pela redução das desigualdades”.
Quem tem prazo, não tem pressa – Há setores que apoiam a candidatura de João Campos (PSB) defendendo internamente que saia na frente de Raquel e já anuncie sua chapa antes do carnaval, marcado para 14 de fevereiro. Seria até compreensível se ele não tivesse tantos abacaxis para descascar, entre eles nomes em excesso brigando pelas duas vagas ao Senado. O calendário eleitoral tem três datas fundamentais: 4 de abril, que abre a janela para a troca de partidos e a desincompatibilização para quem ocupa cargos, 20 de julho a 10 de agosto, as convenções, e 4 de outubro a eleição. Antecipar decisões antes de prazo é amadorismo. Marco Maciel dizia que quem tem prazo, não tem pressa.
CURTAS
A CHAPA – O que se ouve fortemente nos bastidores é que o desejo de João seria atrair a federação PP-União Brasil para a sua aliança, abrindo uma das vagas ao Senado para o presidente da federação, Eduardo da Fonte. A outra já está reservada para Humberto Costa (PT).
O VICE – Ao grupo Coelho, seria oferecida a vaga de vice ao ex-prefeito de Petrolina, Miguel Coelho (UB), mas o clã resiste. Insiste no nome de Miguel para o Senado. Sexta-feira passada, João e Miguel tiveram uma longa conversa, mas em nenhum momento o ex-prefeito sinalizou que se contentaria com a vice.
AVULSA – Outro imbróglio na montagem da chapa, a ex-deputada Marília Arraes, do Solidariedade, que também pleiteia o Senado, deve sair candidata a deputada federal. A interlocutores, Marília, entretanto, admite sair ao Senado numa chapa avulsa, o que, certamente, só trará mais dor de cabeça para João.
Perguntar não ofende: Por que os menudos de João andam tão ansiosos com o calendário eleitoral?