Aos 81 anos, o ex-senador Álvaro Dias (MDB) tem capítulos importantes da política nacional frescos na memória. Em entrevista ao podcast Direto de Brasília, relembrou diversas histórias com importantes nomes da República, como Tancredo Neves, e citou diversos pernambucanos, entre Sérgio Guerra, Marco Maciel, Marcos Freire, Jarbas Vasconcelos e Miguel Arraes. Do mito, rememorou uma visita que fez e ouviu uma de suas famosas tiradas a respeito dos quinze anos que passou exilado na Argélia, devido aos tempos sombrios da Ditadura Militar.
“Pernambuco produziu belíssimas figuras. Eu convivi com algumas, como meu amigo Jarbas Vasconcelos e Miguel Arraes. Uma vez eu fiz uma visita a Arraes e perguntei como tinha sido a sua experiência na prisão, na época da ditadura. Ele falou que todo político deveria ficar preso pelo menos um ano. Porque ele estudou bastante e aprendeu bastante (risos). Eu nunca mais esqueci. Também tinha o Marcos Freire, que teve uma bela presença no Congresso Nacional, daqueles tempos áureos, em que não era uma casa de caixeiros viajantes, e sim de legisladores e combatentes, fiscais do estado”, contou.
Leia maisIndagado sobre se teria planos de voltar à política, já que seu nome vem sendo lembrado para deputado federal na chapa articulada pelo governador do Paraná, Ratinho Júnior (PSD), Dias conta que uma candidatura não está em seu radar. Mas, ao citar os quatro mandatos de senador, um de governador, dois de deputado federal e um de estadual, obviamente, a mudança de rota é questão de tempo.
“Eu não sei se participarei da campanha ou se serei um analista da vida pública brasileira, especialmente da disputa eleitoral deste ano. Meu desejo seria ficar em paz, como estou atualmente. Mas, se houver necessidade de participação e de uma convocação real, eu não posso fugir da responsabilidade. Obviamente vou participar, se sentir que realmente as pessoas estão considerando isso importante. Se sentir que há esse entendimento de que a minha participação como protagonista é importante, eu vou me sacrificar e participo. Se não, não”, admitiu o ex-parlamentar.
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