Ouro Preto é um charme, um pedação da história brasileira, principalmente sobre o período da Inconfidência Mineira, luta pelo fim do domínio português e o período da escravidão no País. Aqui, onde cheguei ontem com minha Nayla, a engenheira Tayse Lira e o casal Cid e Kelly, os principais artistas barrocos deixaram suas marcas e obras pela cidade, fator que faz com que a cidade seja um verdadeiro museu a céu aberto, recheado de atrações e pontos turísticos fantásticos.
Conhecer Ouro Preto é viajar no ciclo do ouro brasileiro. Daqui foram enviadas a Portugal 800 toneladas de ouro no século XVIII, isso sem contar o que circulou de maneira ilegal, nem o que permaneceu na colônia, como por exemplo o ouro empregado na ornamentação das igrejas.
Leia maisO município chegou a ser uma das cidades mais populosas da América, contando com cerca de 40 mil pessoas em 1730 e, décadas após, 80 mil. A área de Villa Rica/Ouro Preto era muito maior englobando as atuais Congonhas, Ouro Branco e Itabirito, cidades próximas. Àquela época, a população de Nova York era de menos da metade desse número de habitantes e a população de São Paulo não ultrapassava 8 mil.
Ouro Preto foi o primeiro sítio brasileiro considerado Patrimônio Mundial pela Unesco, título que recebeu em 1980. Foi considerada também patrimônio estadual em 1933 e monumento nacional em 1938. Ouro Preto é famosa por ser um epicentro histórico e artístico do Ciclo do Ouro no Brasil, abrigando o maior conjunto homogêneo de arquitetura barroca e rococó do país, com obras-primas de mestres como Aleijadinho, e por ter sido cenário de eventos cruciais como a Inconfidência Mineira.

Por causa da atividade mineradora, construiu-se uma grande estrutura na cidade, que chegou a ser a mais populosa da América Latina. Em 1720, a cidade se transformou na capital da capitania das Minas Gerais, e permaneceria até 1897, quando Belo Horizonte se transformou na capital mineira.
Devido ao excesso de ouro, Ouro Preto foi um dos berços da arte Barroca no Brasil, com igrejas extremamente luxuosas e banhadas a ouro. O principal expoente do período barroco brasileiro é nascido na cidade, Antônio Francisco Lisboa, mais conhecido como Aleijadinho.
Ouro Preto também foi palco de uma das primeiras revoluções republicanas, a Inconfidência Mineira. Liderada por Tiradentes, a revolta tinha como objetivo se livrar das altas taxas cobradas pela corte portuguesa sobre a exploração do ouro. Após ser delatado por um de seus companheiros, Tiradentes foi enforcado em praça pública e tornou-se um mártir da luta contra o domínio português.
Para quem quer fugir um pouco dos roteiros óbvios e descobrir um pouco mais sobre a história de Minas Gerais, há atrações imperdíveis. Tudo começa pelo Museu da Independência, um dos lugares mais incríveis de Ouro Preto, e um dos melhores para entender a história da região.

Nele, nos deparamos com objetos e importantes documentos que demonstram a importância do movimento que buscava ir contra o domínio português. Além disso, o prédio que abriga o museu é um dos mais bonitos e icônicos da cidade.
De lá, fomos a Igreja Nossa Senhora do Pilar, considerada a segunda mais rica do Brasil por conter em seu interior esculturas feitas em ouro maciço – além de pinturas feitas pelo pai de Aleijadinho. A igreja é um dos símbolos marcantes e emocionantes do catolicismo.
Tem também a Igreja São Francisco de Assis, uma das Sete Maravilhas de Origem Portuguesa no Mundo, construída em uma época em que o ouro não era tão abundante. Por isso, sua decoração não tem tantos enfeites e riquezas, detalhe que não tira sua beleza, imponência e importância.
As ruas e ladeiras de paralelepípedos de Ouro Preto formam uma arquitetura única e belíssima. O acesso a todos os restaurantes e conveniências se dá subindo e descendo ladeiras com esse piso nos remetendo as raízes coloniais. O forte da cidade são os artesanatos em Pedra Sabão e trabalhos manuais.

Por aqui também se encontra a maior mina de ouro aberta para visitantes em todo o mundo: a Mina de Passagem, no caminho entre Ouro Preto e Mariana. O passeio se inicia com uma explicação sobre a antiga mina e a situação dos escravos e trabalhadores.
Em seguida, os visitantes sobem em um carrinho e andam sob os mesmos trilhos utilizados pelos escavadores. Visitar o local é como fazer uma verdadeira viagem no tempo e voltar a 1800, época em que mais de 35 toneladas de ouro e outros minérios eram extraídos do seu chão rico e das suas rochas.
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