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Informe publicitário*
Áreas que antes eram marcadas pelo descarte irregular de lixo, acúmulo de resíduos sólidos, mau cheiro e riscos à saúde pública estão passando por uma transformação em diversos pontos do Jaboatão dos Guararapes. A Prefeitura vem realizando um trabalho contínuo de recuperação desses locais, que durante muito tempo foram utilizados como pontos de descarte inadequado, comprometendo a qualidade de vida da população e contribuindo para a proliferação de insetos, animais e riscos à saúde. Os espaços estão sendo resgatados por meio de ações de limpeza, urbanização, pintura e melhoria da iluminação, devolvendo aos moradores ambientes mais seguros, organizados e dignos.
O trabalho integra uma operação mais ampla de limpeza urbana que vem sendo executada em diferentes bairros da cidade. Depois da retirada completa dos resíduos acumulados, as equipes realizam a limpeza profunda das áreas e instalam placas educativas que orientam a população sobre o descarte correto do lixo. A iniciativa também busca fortalecer a conscientização dos moradores, reforçando que manter a cidade limpa é uma responsabilidade de todos.
Leia maisComo forma de valorizar a participação da população e incentivar a preservação desses espaços, a gestão municipal também está instalando placas educativas nos pontos recuperados, agradecendo aos moradores que contribuem para manter os locais limpos. A Prefeitura reforça que o descarte irregular de resíduos prejudica a própria comunidade.
Além desse trabalho de recuperação dos pontos de descarte irregular, a Prefeitura do Jaboatão, por meio da Secretaria de Infraestrutura, também intensificou as ações de limpeza em canais e canaletas em diversas regiões da cidade. As equipes atuam na retirada de resíduos, vegetação e sedimentos acumulados, contribuindo para melhorar o escoamento da água e reduzir riscos de alagamentos.
A Prefeitura também orienta a população a colocar o resíduo apenas próximo ao horário da passagem do caminhão de coleta. Quando as sacolas permanecem por muito tempo nas calçadas, acabam sendo rasgadas por animais, espalhando resíduos pelas ruas e gerando novos pontos de sujeira. A gestão municipal segue investindo na operação de limpeza em toda a cidade e reforça que, com a colaboração da população, é possível avançar na construção de uma cidade mais limpa, organizada e com mais qualidade de vida para todos.
*Prefeitura de Jaboatão dos Guararapes
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A direção nacional do PT já cogita substituir o senador Humberto Costa pelo deputado federal Carlos Veras na disputa ao Senado em Pernambuco, diante do desgaste provocado pela resistência do senador ao alinhamento do partido com a candidatura de João Campos ao governo do estado. A avaliação em Brasília é que Pernambuco seguirá o acordo nacional entre PT e PSB, e que a insistência de Humberto em outra composição pode levar o partido a rever sua indicação na chapa.
A cúpula do Partido dos Trabalhadores tem intensificado, nos bastidores, as discussões sobre o papel do senador Humberto Costa no cenário político de Pernambuco. Segundo relatos de integrantes da direção partidária, cresce o incômodo com a postura do parlamentar, frequentemente descrita como marcada por insatisfação e episódios de tensão interna.
De acordo com essas avaliações, o desconforto deixou de ser pontual e passou a integrar de forma recorrente a pauta da direção nacional. O tema ganhou ainda mais relevância diante das articulações políticas em curso para as eleições de 2026.
Leia maisNesse contexto, dirigentes do partido consideram como irreversível o apoio à reeleição do prefeito do Recife, João Campos (PSB). A aliança é vista como parte de uma construção política mais ampla, que envolve partidos da base do governo Luiz Inácio Lula da Silva, com destaque para o Partido Socialista Brasileiro, que, além de ter o vice-presidente Geraldo Alckmin, cumpre todos os acordos construídos nos estados.
A avaliação predominante é de que não há espaço para rupturas que possam comprometer esse arranjo político nacional. Paralelamente, interlocutores do partido indicam que já há movimentações em torno de possíveis alternativas dentro do próprio PT em Pernambuco.
Um dos nomes mencionados é o do deputado federal Carlos Veras (foto acima), atual primeiro-secretário da Câmara dos Deputados e presidente estadual do PT. Com bom trânsito entre lideranças nacionais e estaduais, Veras é visto como um quadro com capacidade de diálogo e articulação.
Embora tenha mantido, publicamente, alinhamento com Humberto Costa nos recentes desencontros, há quem aposte que, ao fazer isso, ele empurra Humberto para o precipício e, com isso, teria chances de ser o candidato do PT ao Senado.
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Por Cláudio Soares*
O ambiente político de Pernambuco começa a expor fissuras relevantes dentro do campo governista, especialmente na relação entre João Campos e o PT estadual. Nos bastidores do Agreste e do Sertão do Pajeú, cresce a avaliação de que o senador Humberto Costa pode não marchar ao lado do socialista em 2026, uma hipótese que, até pouco tempo, parecia improvável.
Lideranças já tratam o distanciamento como algo concreto. Prefeitos da região, inclusive aliados do grupo político de Caruaru, relatam que a relação entre Humberto e o PSB vem se desgastando de forma contínua. Mais do que um ruído pontual, o que se desenha é a possibilidade real de o senador rever sua própria candidatura à reeleição, abrindo espaço para uma reconfiguração mais ampla, que pode, inclusive, envolver aproximação com a governadora Raquel Lyra.
Leia maisO movimento ganha densidade quando se observa o comportamento do PT no interior. Em Tabira, o prefeito petista, aliado direto do deputado federal Carlos Veras, desde o início do seu mandato demonstra alinhamento com o governo estadual, evidenciando que o partido está longe de atuar de forma homogênea em Pernambuco.
E o ruído não se restringe ao PT. Há relatos de que outro prefeito do Pajeú, fora da sigla e próximo ao prefeito de Caruaru, tem afirmado, ainda que de forma reservada –, que Humberto Costa não estará no palanque de João Campos em 2026. A leitura, mesmo informal, reforça a percepção de que o afastamento deixou de ser especulação e passou a integrar o radar político das lideranças regionais.
A origem desse desgaste remonta a 2024. À época, Humberto articulou para emplacar Carlos Veras como vice na chapa de João Campos no Recife. A estratégia era clara, com uma eventual saída de João para disputar o Governo do Estado, o PT assumiria o comando da capital. A proposta, no entanto, foi descartada.
Ao optar por um nome de confiança pessoal, João Campos sinalizou autonomia, gesto que, dentro do PT, foi interpretado como desprestígio político. O resultado foi o aprofundamento da insatisfação em setores do partido, especialmente entre Humberto Costa e Carlos Veras, que acabaram excluídos da composição.
Paralelamente, um movimento fora do eixo tradicional adiciona complexidade ao quadro, o prefeito de Caruaru, Rodrigo Pinheiro, herdeiro e aliado político do grupo de Raquel Lyra, já declarou apoio a Humberto Costa. O gesto revela que, na prática, as fronteiras entre governo e oposição estão cada vez mais flexíveis, guiadas menos por ideologia e mais por estratégia.
Nos bastidores petistas, não há decisão fechada. Humberto Costa e seu grupo devem aguardar as próximas pesquisas eleitorais antes de qualquer movimento definitivo. A lógica é pragmática: o desempenho nas sondagens será determinante para definir manutenção de alianças, reposicionamento ou até mudança de palanque.
O que se observa, portanto, é um processo de desalinhamento progressivo, no qual alianças históricas deixam de ser automáticas e passam a obedecer a cálculos frios. Dependendo da evolução desse movimento, Pernambuco pode assistir, em 2026, a uma profunda reorganização política, com impactos diretos na disputa pelo governo e nas vagas ao Senado.
No fim, a dúvida que paira nos bastidores não é apenas sobre o rompimento, mas sobre sua motivação, estratégia eleitoral da executiva nacional, ou acerto de contas político do PT de Pernambuco?
*Advogado criminalista e jornalista
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Por Luiz Queiroz – Capital Digital
Alguém precisa avisar ao presidente Lula, uma vez que a equipe dele não faz, que o Brasil já está em franco processo de colonização na área de minerais críticos. O avanço silencioso de pedidos de exploração mineral na Agência Nacional de Mineração (ANM, antiga DNPM), revela uma camada ainda mais profunda da disputa global por terras raras no Brasil e reforça, na prática, o alerta feito pelo presidente Lula sobre uma nova forma de colonização econômica, durante a Cúpula da Celac-África, na Colômbia.
Dados recentes da própria ANM levantados pelo blog, mostram que o Brasil registrou mais de nove mil novos requerimentos de pesquisa mineral em 2025, um crescimento de 81% em relação ao ano anterior. Esse volume inclui não apenas terras raras, mas também lítio, níquel, grafita e outros minerais críticos ligados à transição energética e à indústria de alta tecnologia.
Leia maisO aumento abrupto da demanda criou um efeito imediato: um estoque relevante de processos ainda em análise, formando uma espécie de fila regulatória que, na prática, define quem terá acesso às futuras jazidas estratégicas do país. Embora a ANM não divulgue oficialmente um recorte detalhado por nacionalidade dos requerentes, o cruzamento com o perfil das empresas que já atuam no Brasil e com os movimentos do mercado indica que essa corrida foi puxada majoritariamente por grupos estrangeiros, sobretudo da Austrália, Canadá e Estados Unidos.
São empresas que operam globalmente na exploração de minerais críticos e que passaram a mirar o território brasileiro com mais intensidade a partir de 2023, antecipando a disputa por áreas com potencial geológico conhecido. Na prática, o movimento não começa na mina, mas no papel: quem registra primeiro o requerimento assegura prioridade sobre a área e transforma aquele ativo em base para captação de recursos, valorização em bolsa ou futura venda para grandes grupos.
O efeito disso é que a ANM se tornou, sem alarde, um dos principais campos dessa disputa geopolítica. Parte significativa desses pedidos ainda aguarda análise técnica e decisão administrativa, o que cria uma janela de indefinição sobre o futuro do controle mineral no país. Ao mesmo tempo, o mercado já se reorganiza em torno desses ativos.
Empresas estrangeiras têm adquirido projetos já protocolados, firmando parcerias com detentores de direitos minerários e consolidado posições em regiões consideradas estratégicas, especialmente em Minas Gerais, Goiás e Bahia. Esse mercado secundário de áreas, pouco visível ao debate público, antecipa a formação de um mapa de controle que pode se consolidar antes mesmo da exploração efetiva.
Outro ponto relevante é o caráter altamente seletivo da mineração. Estudos do próprio setor indicam que, de centenas de requerimentos apresentados, apenas uma fração mínima se transforma em operação produtiva. Isso significa que muitos pedidos têm função estratégica ou especulativa: garantir posição, bloquear concorrentes ou criar ativos financeiros, ou seja, uma reserva de mercado. Ainda assim, é justamente essa etapa que define quem estará apto a explorar as jazidas quando os projetos amadurecerem. Em outras palavras, a disputa real acontece agora, na fase administrativa, e não apenas quando as minas entram em operação.
Ausência de Política Industrial
A ANM também se prepara para novas rodadas de disponibilização de áreas, o que deve atrair ainda mais interesse internacional. Sem uma estratégia clara de priorização ou mecanismos de política industrial associados à concessão desses direitos, o país corre o risco de aprofundar mais um modelo em que o controle das reservas minerais é definido antes mesmo de qualquer contrapartida em termos de industrialização, tecnologia ou agregação de valor no território nacional.
Nesse contexto, a presença de empresas brasileiras na fase de requerimentos também existe, mas é significativamente menor e menos estruturada. Companhias nacionais enfrentam limitações de capital, dificuldade de acesso a financiamento de risco e ausência de instrumentos públicos direcionados para minerais críticos. Enquanto grupos estrangeiros operam com suporte de fundos globais e, em muitos casos, com respaldo indireto de políticas industriais de seus países de origem, as empresas brasileiras ainda buscam espaço em um ambiente altamente competitivo e financeiramente intensivo.
O resultado é um cenário em que o Brasil pode estar transferindo, de forma antecipada, o controle sobre suas futuras jazidas estratégicas. Se na fase de produção o domínio estrangeiro já é evidente, a análise dos pedidos em tramitação mostra que essa lógica começa muito antes, no momento em que as áreas são requeridas e registradas. A colonização a que Lula se refere, nesse caso, não ocorre com ocupação física, mas com a captura gradual de direitos econômicos sobre recursos naturais.
A fila de processos na ANM, portanto, não é apenas um problema administrativo ou de capacidade operacional do órgão regulador. Ela é, na prática, um indicador de quem está desenhando o futuro da mineração estratégica no Brasil. E, até aqui, esse desenho tem sido feito majoritariamente fora do país.
Regulação do setor
As terras raras, insumos críticos para a indústria de alta tecnologia, energia limpa e defesa, colocam o país em posição privilegiada no mapa geológico. Mas a legislação vigente indica que essa vantagem pode não se traduzir em protagonismo econômico. Ao contrário, há sinais claros de que o país tende a repetir o papel de exportador de matéria-prima, com baixa captura de valor agregado.
O marco regulatório da mineração brasileira, baseado no Código de Mineração e em normas complementares da Agência Nacional de Mineração, estabelece obrigações formais para pesquisa, lavra e licenciamento ambiental, além da cobrança da Compensação Financeira pela Exploração Mineral (CFEM). Trata-se de um modelo que garante arrecadação e algum nível de controle estatal sobre a atividade, mas que não avança sobre o ponto central da disputa contemporânea: a captura do valor econômico e tecnológico associado aos minerais estratégicos.
*Alguma semelhança com o Redata em discussão no Congresso Nacional?
Na prática as empresas, inclusive controladas por capital estrangeiro, podem obter autorização para explorar terras raras no país, cumprir exigências ambientais e pagar royalties que, em geral, variam entre 2% e 4% sobre o faturamento líquido. Não há, contudo, exigência de processamento industrial no território nacional, tampouco obrigações de transferência de tecnologia, desenvolvimento de cadeias produtivas locais ou integração com a indústria brasileira. Isso significa que o país pode extrair e exportar minerais críticos enquanto importa produtos de alto valor agregado, como ímãs permanentes, componentes eletrônicos e tecnologias associadas à transição energética.
Esse desenho regulatório cria um descompasso entre o potencial geológico e o posicionamento econômico do Brasil. Ao não estabelecer contrapartidas industriais, a legislação limita o país à condição de fornecedor de insumos, deixando para outros mercados como China, Estados Unidos e Europa as etapas mais lucrativas da cadeia. No caso das terras raras, essa lacuna é ainda mais relevante, já que a etapa de separação e refino, dominada globalmente pela China, é justamente onde se concentra o maior valor estratégico.
Outro ponto sensível é a ausência de uma política específica para minerais críticos. Diferentemente de outros países, que tratam esses recursos como ativos estratégicos e vinculam sua exploração a objetivos industriais e tecnológicos, o Brasil ainda os enquadra no regime geral da mineração. Isso impede a criação de instrumentos diferenciados, como restrições à exportação, exigências de conteúdo local ou incentivos direcionados à industrialização.
O resultado é um modelo que favorece a entrada de capital estrangeiro e acelera o desenvolvimento de projetos, mas não assegura que os benefícios econômicos permaneçam no país. Ao contrário, reforça uma lógica em que o Brasil participa da cadeia global de forma periférica, como fornecedor de matéria-prima. Nesse contexto, a legislação atual não posiciona o país como um player global relevante na indústria de terras raras, mas sim como mais um elo de base em cadeias produtivas controladas externamente.
A crítica do presidente Lula, de que o país corre o risco de uma nova forma de colonização econômica, encontra respaldo nesse arranjo. Não há perda de soberania territorial, mas há transferência de valor, tecnologia e controle econômico. Sem mudanças estruturais na legislação e na política industrial, o Brasil tende a repetir, em pleno século XXI, o padrão histórico que marcou sua inserção na economia global: exportar recursos naturais e importar desenvolvimento.
O que faz o CNPM?
No último dia 6 de novembro do ano passado este blog registrou que o Ministério de Minas e Energia (MME) publicou a Resolução nº 1/2025 do Conselho Nacional de Política Mineral (CNPM), aprovando o novo Regimento Interno do órgão. O Conselho passou a ser a principal instância de assessoramento direto da Presidência da República na formulação de políticas e diretrizes do setor mineral. Mas desde então ´pouco se sabe sobre o que tem feito este conselho na direção de uma política industrial e reformulação da regulação do setor mineral. A Renovação do CNPM veio acompanhada de regras rígidas de participação – que no caso da sociedade é restrita – e impos sigilo absoluto sobre tudo o que tem sido tratado.
Desde a publicação da matéria do blog houve avanços concretos. O conselho foi efetivamente instalado, grupos de trabalho começaram a operar e o tema dos minerais críticos passou a ocupar a agenda governamental. Mas o que vem sendo discutido e qual rumo o país está pensando em tomar não é dito oficialmente. E isso agrava a possibilidade de o Legislativo acabar errando numa proposta de regulação do setor, que manterá o Brasil condenado à exportador de matérias primas.
Projeto de Lei
Em paralelo a agenda do CNPM, o Congresso Nacional passou a trabalhar com o PL 2.780/2024 de autoria do deputado Zé Silva (Solidariedade-MG), que conta com outras prpropostas de leis apensadas. A metéria está pronta para ir para o plenário da Câmara, mas ainda não foi pautada a votação. E o conteúdo do projeto é ruim. Revela o eterno dilema central sobre o país sonhar em caminhar para se tornar um player global, enquanto apenas organiza na área regulatória uma nova roupagem para a função histórica de fornecedor de matéria-prima.
A proposta surge em meio à corrida global por insumos essenciais à transição energética, semicondutores e inteligência artificial, com o objetivo declarado de dar previsibilidade, segurança jurídica e atrair investimentos para o setor. Entre os principais instrumentos previstos estão incentivos fiscais e financeiros, criação de fundos garantidores para reduzir riscos de crédito e prioridade regulatória para projetos considerados estratégicos, inclusive com aceleração na análise pela Agência Nacional de Mineração.
Também há previsão de estímulo à pesquisa, inovação e desenvolvimento tecnológico, além da possibilidade de integração com políticas industriais e ambientais. O projeto ainda estabelece critérios dinâmicos para definição do que são minerais críticos, permitindo que o governo atualize a lista conforme interesses estratégicos, e prevê mecanismos de planejamento de longo prazo e coordenação estatal. Em tese, esse ponto poderia aproximar o Brasil de modelos adotados por potências globais.
No entanto, a análise mais detalhada do texto revela limitações estruturais. Apesar de mencionar “transformação mineral” e agregação de valor, o projeto não estabelece obrigações concretas de industrialização no país, nem exige processamento local ou transferência de tecnologia. Na prática, os incentivos são direcionados à expansão da mineração e à atração de capital, sem condicionar esses benefícios à construção de uma cadeia produtiva nacional robusta.
Há também um elemento central pouco debatido: o próprio projeto foi concebido para inserir o Brasil nas cadeias globais de fornecimento de minerais críticos, respondendo à demanda de países desenvolvidos por matérias-primas estratégicas. Isso significa que, embora o discurso oficial fale em protagonismo, o desenho da política pode consolidar o país como elo fornecedor dessas cadeias; não como centro de decisão ou tecnologia. Ou seja, a tese do colonialismo dito pod Lula na reunião dos países da Celac faz sentido.
Outro ponto sensível é a articulação do projeto com interesses do setor mineral e de investidores internacionais. A ampliação de incentivos, a criação de instrumentos financeiros e a priorização de projetos estratégicos tendem a reduzir barreiras para grandes empresas, muitas delas estrangeiras, que já atuam no Brasil. Ao mesmo tempo, não há mecanismos claros que garantam vantagem competitiva para empresas nacionais ou que equilibrem essa disputa.
A proposta também abre espaço para uma atuação mais coordenada do Estado, mas dentro de uma lógica que privilegia a atração de investimentos e a segurança jurídica. Isso pode acelerar projetos e ampliar a produção, mas não necessariamente alterar a posição do Brasil na cadeia global de valor.
O resultado é um projeto que avança na organização institucional do setor e reconhece a importância estratégica dos minerais críticos, mas ainda não resolve o ponto central: quem ficará com o valor gerado por esses recursos. Sem exigências de industrialização e sem instrumentos claros de soberania econômica, o país pode sair desse processo mais eficiente na mineração, mas não mais relevante na economia global.
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A Prefeitura de Serra Talhada realizou, ontem, uma caminhada em homenagem e conscientização ao Mês da Mulher, com o principal objetivo de evidenciar a força e a união das mulheres em prol de uma sociedade livre de qualquer tipo de violência e feminicídio. Mais de 600 mulheres participaram do evento.
“A Caminhada da Mulher foi mais do que um evento, foi um momento de cuidado, respeito e valorização. A gestão segue desenvolvendo ações voltadas à promoção de direitos e à construção de uma cidade mais justa e acolhedora para todas, com trabalho contínuo e presença ativa nos territórios. Agradeço o empenho da prefeita Márcia Conrado, que tem dado apoio às mulheres de Serra Talhada”, frisou a secretária Vera Gama.
Leia maisReestruturada em 2023 pela prefeita Márcia Conrado, a Secretaria da Mulher de Serra Talhada acumula prêmios, entre eles o Prêmio Prefeitura Amiga da Mulher, na categoria de municípios de 50 mil a 100 mil habitantes, que a prefeitura vai receber no dia 06/04, na Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe). “Esse reconhecimento nos enche de orgulho e mostra que estamos no caminho certo, fortalecendo políticas públicas que cuidam, protegem e valorizam as mulheres da nossa terra”, enfatizou a prefeita Márcia Conrado.
“Implantamos a Sala Lilás e a Zona Lilás como espaços de apoio, escuta e encaminhamento, ampliando a rede de proteção e garantindo mais dignidade no atendimento. Nosso compromisso é seguir fortalecendo ações que assegurem às mulheres de Serra Talhada mais autonomia, respeito e condições reais de viverem com tranquilidade”, concluiu a gestora.
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Os publicitários que atendem o Governo do Estado colocaram na cabeça da governadora Raquel Lyra (PSD) que deveria se apropriar da bandeira de Pernambuco, tal qual Bolsonaro fez com a bandeira do Brasil.
No plano nacional, a estratégia funcionou. Já no plano local, não deu liga nenhuma. Raquel Lyra se enrola na bandeira pernambucana em tudo quanto é evento público e ninguém a segue. No máximo, Priscila Krause, sempre de cara amarrada, aqui e acolá acompanha a chefe.
No desfile do Galo da Madrugada deste ano, Raquel Lyra foi para o camarote com um vestido 100% retratando a bandeira de Pernambuco, mas não fez sucesso nenhum!
O filiado ao Partido Socialista Brasileiro (PSB) Ednaldo Moura anunciou, hoje, sua pré-candidatura a deputado estadual nas eleições de 2026. Natural de Camaragibe, ele pretende representar o município e a Região Metropolitana do Recife na Assembleia Legislativa. Ao comentar a decisão, afirmou: “Sou pré-candidato a deputado estadual porque acredito que Camaragibe pode muito mais e já não aguenta mais a mesmice. A mudança começa agora, com João Campos governador e Ednaldo Moura na Assembleia Legislativa”.
Aliado de primeira hora do prefeito do Recife e pré-candidato ao Governo de Pernambuco, João Campos (PSB), tendo inclusive feito parte de sua gestão, Ednaldo deve formar dobradinha com o deputado federal Pedro Campos, estratégia voltada ao fortalecimento político e à ampliação da base eleitoral.
A pré-candidatura conta com o apoio do prefeito de São Lourenço da Mata, Vinícius Labanca, que manifestou publicamente sua posição. “Ednaldo é um amigo querido. Fico muito feliz com essa decisão e estarei ao seu lado para o que precisar. Tenho certeza de que nossos irmãos de Camaragibe vão reconhecer que Ednaldo é, sem dúvidas, um dos nomes mais preparados desta eleição”, afirmou.
O deputado estadual Antonio Coelho (UB) participou, ontem, da festa de emancipação política do município de Camutanga, em um evento marcado pela participação popular e celebração. A programação também contou com o show da cantora Cassiane. Durante a agenda, o parlamentar esteve acompanhado da prefeita Tallita Fonseca, além de vereadores, secretários municipais e liderança da região. A festividade também contou com a presença do deputado federal Clodoaldo Magalhães.
Aproveitando a visita, Antonio Coelho anunciou a destinação de recursos para a área de infraestrutura da cidade. “O ponto de partida dessa parceria é um investimento de R$ 2 milhões para intervenção em infraestrutura. É gratificante poder contribuir com esse momento, garantindo investimentos que vão impactar diretamente no desenvolvimento local e na melhoria da qualidade na vida das pessoas”, destacou o parlamentar, agradecendo, na sequência a recepção e o acolhimento recebidos no município.
Hoje, o presidente da União dos Vereadores de Pernambuco (UVP) e vereador de Gravatá, Léo do Ar, oficializou sua pré-candidatura a deputado estadual pela Federação União Progressista. O anúncio ocorreu ao lado do presidente da federação, o deputado federal Eduardo da Fonte, e do vice-presidente do Partido Progressistas, o deputado federal Lula da Fonte.
Vereador mais votado de Gravatá por três eleições consecutivas e atual presidente da UVP, Léo do Ar reforça o compromisso de fortalecer o trabalho dos vereadores e vereadoras na Assembleia Legislativa de Pernambuco. O deputado Eduardo da Fonte destacou a importância do nome de Léo do Ar para o fortalecimento do grupo político no estado. “Léo do Ar tem experiência, representatividade e compromisso com o municipalismo. Sua pré-candidatura fortalece a voz dos vereadores de Pernambuco”, afirmou.
Senhora governadora,
A reunião realizada em 20 de março com o Secretário da Casa Civil abriu um caminho concreto para a solução dos passivos do Governo com o Fisco Estadual, especialmente a paridade remuneratória e a correta aplicação do teto constitucional.
Ficou demonstrado – e bem compreendido pelo Secretário – que a medida não gera impacto na conta única do Estado. Trata-se de providência de custo zero, uma vez que os recursos já existem no fundo próprio da Fazenda. Além disso, não há necessidade de projetos de lei, decretos ou qualquer desgaste político.
Leia maisO encaminhamento depende apenas de uma determinação de Vossa Excelência ao Secretário da Fazenda e à Secretária de Administração para adoção dos procedimentos administrativos necessários.
Com essa decisão, o Governo encerra um impasse desgastante, sinaliza valorização da categoria responsável pela arrecadação estadual e fortalece o ambiente de cooperação institucional em favor do equilíbrio fiscal de Pernambuco.
O Sindifisco-PE reafirma sua disposição para contribuir com a construção dessa solução e para o avanço do diálogo institucional.
SINDIFISCO-PE
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Por Rudolfo Lago – Correio da Manhã
Um dos aspectos que mais encanta o presidente Luiz Inácio Lula da Silva em Geraldo Alckmin, seu vice, é a sua discrição. Na avaliação de Lula, Alckmin nunca fala mais do que devia. O auxilia mantendo sempre o seu jeitão discreto de paulista do interior, de “Pinda”, como chama sua cidade, Pindamonhangaba.
Alckmin fechou-se em copas. Mesmo as pessoas próximas dele afirmam que não sabem o que ele irá fazer. Mas há outra característica de Alckmin que encanta Lula: a sua lealdade. O presidente comenta que não esperava que um antigo adversário pudesse se tornar aliado tão fiel. Somando, assim, as duas características, quem conhece Alckmin aposta que ele será mesmo candidato a senador em São Paulo.
Leia maisA candidatura de Alckmin ao Senado é o desejo de Lula. Quem conhece Alckmin considera que seria muito difícil ele ficar na vice-presidência contrariando o presidente. De qualquer modo, a definição agora não irá demorar muito. O prazo de desincompatibilização termina no dia 4 de abril. Se Alckmin não deixar o governo, não poderá mais concorrer senão ao mesmo cargo de vice-presidente. Se ficar, é porque acertou isso com Lula.
De qualquer modo, a conversa agora “subiu ao andar de cima”: é entre Alckmin e Lula. Mas envolve também o ex-ministro da Fazenda Fernando Haddad, que será o candidato ao governo de São Paulo. Haddad foi para a disputa meio no sacrifício. Não era o que ele queria. Então, sua vontade no sentido de montar a chapa mais competitiva será levada em conta. Haddad chegou a declarar na sexta-feira (20) que seria “natural” que Alckmin permanecesse como vice de Lula. Mas Lula disse, porém, que Alckmin o ajudaria mais saindo para o Senado.
E a decisão também respeitaria a vontade de Alckmin: o que ele não queria era disputar o governo de novo. Ele nada disse em nenhum momento quanto ao Senado. Voltar a um governo onde já esteve duas vezes poderia parecer um passo para trás. Mas não o Senado, destino de vários ex-presidentes: Juscelino Kubistschek, José Sarney, Fernando Collor, Itamar Franco…
Na pesquisa do Datafolha, no cenário onde Alckmin é testado como candidato, ele ficou ligeiramente à frente de Haddad. No cenário com Haddad, o ex-ministro tinha 30%. No cenário com Alckmin, ele fica com 31%. Na verdade, curiosamente num estado onde o favorito é de oposição, os nomes do governo vão bem.
A ministra do Planejamento, Simone Tebet (que deixou o MDB e ingressou no PSB), aparece com 25%. A ministra do Meio Ambiente, Marina Silva (Rede), com 21%. O ministro do Empreendedorismo, Márcio França (PSB), com 20%. E Guilherme Boulos (Psol), da Secretaria-Geral da Presidência, com 15%.
Somente depois é que vêm os primeiros nomes ligados à oposição, os deputados Guilherme Derrite (PP) e Ricardo Salles (PL), ambos com 13%. É mais um dado a apontar o provável destino de Alckmin: parece haver uma chance real de o governo conseguir eleger os dois senadores pelo estado de São Paulo.
Há uma outra cogitação sendo feita. Márcio França poderia sair também a governador, oferecendo a Lula dois palanques em São Paulo. No caso, ele faria uma campanha mais agressiva, preservando Haddad de ataques mais frontais ao governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos). Depois, no segundo turno, apoiaria Haddad.
O problema, nesse caso, é fazer a composição das duas chapas. Porque, então, Alckmin e Simone seriam candidatos na chapa de Márcio França, e não na de Haddad. Uma vez que Alckmin já é filiado ao PSB, mesmo partido de França, e o PSB também tornou-se o novo destino partidário de Simone Tebet.
Lula foi claro o tanto que pôde. Disse que a vaga de vice está “aberta”. Mas disse que é Alckmin que vai decidir o que fazer. Quem conhece Alckmin afirma que muito dificilmente ele correria o risco de ficar quatro anos como vice contrariando a vontade do presidente. E quem conhece Lula também duvida.
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