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O tema da redação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2026 é “A valorização do Sistema Único de Saúde (SUS) como direito universal”, conforme divulgado pelo ministro da Educação, Leonardo Barchini, em redes sociais.
O Enem começou a ser aplicado em todo o país a partir das 13h30 (horário de Brasília). A redação é considerada uma das etapas mais importantes, já que representa 20% do resultado final do exame. É preciso tomar cuidado para não zerar a nota da redação. Para isso é preciso escrever ao menos sete linhas e não fugir do tema proposto pelo exame. As informações são do UOL.
Leia maisPara os professores consultados pelo UOL, o assunto escolhido é atual e importante, mas aponta um desafio ao participante do Enem. Isabela Canella, professora de redação da Escola SEB Lafaiete AZ, explica que o tema “foge do formato tradicional do Enem” ao não apresentar uma abordagem explícita sobre os desafios.
“O aluno precisa lembrar que a redação exige uma problematização e uma proposta de intervenção. Por isso, além de defender a importância do SUS, é necessário apontar problemas relacionados à sua falta de valorização, como a insuficiência de investimentos governamentais e de reconhecimento da importância do sistema”, afirma Isabela. Raphael Torres, professor do colégio Andrews, diz que o desafio para o candidato será “encontrar obstáculos que dificultam a valorização como direito universal”.
O desafio de garantir a universalização em um “país de dimensões continentais” pode ser citado pelos alunos, avalia Gabriella Jardim, professora de redação da Escola Eleva. Na mesma linha, a professora do colégio Objetivo Maria Aparecida Custódio destaca o programa de vacinação do SUS como exemplo a ser explorado pelos candidatos. “A valorização deve ocorrer para ampliar o atendimento por meio de orçamentos, de investimentos e recursos que trabalhem com a prevenção e a cura”, explica.
“Não se trata apenas de defender o SUS em tese, mas de discutir os gargalos práticos que impedem que a universalidade prevista na Constituição chegue com a mesma qualidade a todas as regiões e classes sociais. Os candidatos que conquistarem as notas mais altas serão aqueles que superarem o elogio genérico ao sistema, articulando o valor da saúde pública à superação de desigualdades históricas, ao financiamento adequado e à garantia da dignidade humana”, diz a professora Danielle Capriolli.
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Primeira mulher negra a ser eleita, em 1986, para o Congresso Nacional, Benedita da Silva (PT-RJ) se solidarizou com Ana Elisa (PT-MG), que virou alvo de ameaças de estupro e de morte após ser eleita, aos 21 anos, para uma cadeira na Câmara Federal.
Alvo de mentira propagada pela influenciadora bolsonarista Natássia Chamelete, Ana Elisa divulgou um vídeo na última sexta-feira (6) em que expõe uma das várias ameaças de morte que tem recebido, o que lhe forçou a pedir uma escolta policial. As informações são da Revista Fórum.
Leia maisNo vídeo, a deputada mineira lê um e-mail que recebeu de remetente que se identifica como Pedro com ameaça de estupro e morte, contando detalhes de como desencadearia a ação, segundo ele, “em um espaço de 48 horas”. “Esse é o e-mail mais leve que eu recebo. Está aqui o título, está aí o e-mail, quem tiver dúvida, quem achar que eu estou mentindo”, emenda a deputada, ao mostrar o celular.
Solidariedade
Os ataques e ameaças geraram uma onda de solidariedade a Ana Elisa, que recebeu também o apoio de Benedita da Silva, que publicou uma foto do encontro das duas após as eleições.
“Minha querida Ana Elisa, tenha a certeza que você não está sozinha. Infelizmente o ódio, a violência política e o machismo estrutural ameaçam as mulheres. Sei da sua coragem e da sua força, mas conte comigo sempre. Que os responsáveis sejam identificados e punidos”, escreveu a deputada, de 84 anos.
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Empresa parceira do blog, a Bandeirantes Mídia OOH comemora 70 anos de atuação no mercado publicitário com um evento especial na próxima quarta-feira (11), a partir das 12h, no restaurante Entre Amigos, no Shopping RioMar, no Recife.
Fundada em 1956 pelo empresário Pedro Murilo dos Santos, a companhia pernambucana construiu uma trajetória de sete décadas no setor de publicidade em espaços urbanos, com atuação em cinco estados do Nordeste e um portfólio que inclui outdoors, painéis de LED, mídia em ônibus e projetos especiais.
O Jornal Nacional teria mantido sua audiência na Grande São Paulo durante o primeiro ano com César Tralli e Renata Vasconcellos na bancada, após a saída de William Bonner.
Ao mesmo tempo, um levantamento de monitoramento digital citado no material aponta aumento das manifestações negativas sobre o telejornal nas redes sociais. As informações são do Terra.
Leia maisSegundo os números apresentados, a atração registrou 22 pontos de média entre 3 de novembro de 2025 e 31 de outubro de 2026, mesmo índice atribuído aos 12 meses anteriores. De acordo com os dados de Ibope informados, a troca de apresentadores não provocou redução da média anual do principal telejornal da Globo na Grande São Paulo.
Segundo levantamento atribuído à empresa Tunad, o Jornal Nacional recebeu mais de 7 milhões de menções no Instagram e no X, antigo Twitter, entre novembro de 2025 e outubro de 2026. Desse total, aproximadamente 5,2 milhões teriam sido classificadas como críticas ou manifestações de restrição a aspectos da cobertura jornalística.
Considerando os valores aproximados apresentados, isso corresponde a cerca de 74% das menções no período completo.
Críticas do Jornal Nacional chegam a 91% durante cobertura eleitoral
O maior índice negativo relatado ocorreu em outubro de 2026, mês da cobertura das eleições presidenciais. 91% dos comentários monitorados naquele mês foram classificados como críticos à abordagem do telejornal sobre a disputa entre Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL).
Esse percentual diz respeito ao conjunto de comentários analisados nas plataformas citadas, e não a 91% da população, dos eleitores ou da audiência da Globo.
Para comparação, o levantamento menciona 58% de comentários negativos e 42% positivos durante a cobertura eleitoral de 2022, quando Lula disputou a Presidência com Jair Bolsonaro (PL).
Sem acesso à metodologia integral e às bases de coleta, não é possível assegurar que os períodos tenham sido medidos sob critérios idênticos.
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Por Agência O Globo
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva visitou, neste domingo (8), a sala de monitoramento do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). No espaço ficam os técnicos do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) para acompanhar os processos logísticos da aplicação do exame.
O Enem será realizado neste domingo por mais de 5 milhões de inscritos, o maior número desde 2021. No ano passado, foram registrados 4,81 milhões de participantes. Os inscritos farão prova de redação; linguagens, códigos e suas tecnologias; ciências humanas, códigos e suas tecnologias.
Leia maisO presidente usou o discurso para falar da participação feminina na prova. “Todos vocês, soldados da democracia, da educação, da paz. É importante dar os parabéns, 64% são mulheres, esse é um fato extraordinário. Eu digo sempre que educação para mulher é conquistar a independência. Meus parabéns aos meninos e meninas que fizeram o Enem. E parabéns os idosos.”
O exame também será realizado no próximo domingo, dia 15. O presidente acompanha a distribuição das provas em 1,9 mil municípios. Segundo o governo federal, as mulheres são a maioria dos participantes, com 3,2 milhões de inscrições confirmadas. Jovens de 17 e 18 anos somam 2,5 milhões de inscritos, mais da metade do total. Já número de participantes com mais de 60 anos chega a 13,8 mil.
Neste domingo, o ministro da Educação, Leonardo Barchini, publicou um vídeo nas redes sociais com uma mensagem de incentivo aos estudantes que fazem o primeiro dia do Enem. Na gravação, ele destacou o esforço dos candidatos ao longo dos meses de preparação e afirmou que o exame representa uma oportunidade de ingresso na universidade e de realização de sonhos.
Redação
Neste momento, estudantes de todo o país realizam o primeiro dia de provas do Enem 2026 e precisam elaborar um texto dissertativo sobre o tema “A valorização do Sistema Único de Saúde (SUS) como direito universal”. A temática acaba de ser divulgada pelo ministro Leonardo Barchini em suas redes sociais.
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Do portal do STJ
“Há juízes que se assemelham à semente do mandacaru: germinam e florescem numa região áspera” (Og Fernandes, livro Cabeça de Juiz, p. 75).
Como os mandacarus que crescem em terras áridas e se mantêm fortes mesmo sob o sol impiedoso de sua terra natal, Pernambuco, o ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Og Fernandes soube construir seu caminho de juiz no terreno exigente e desafiador da Justiça brasileira, todavia sem perder – tal qual a flor de mandacaru que nasce na noite do Sertão –, a sensibilidade que ultrapassa a figura do simples aplicador da lei para alguém capaz de reconhecer a humanidade que se revela a cada processo.
A sua “toga surrada” – como ele mesmo se referiu ao deixar a Segunda Turma para assumir a vice-presidência da corte, em 2022 – é testemunha dos quase 50 anos dedicados à Justiça, 18 deles apenas no STJ. A estrada desse recifense agora está próxima de ganhar uma nova etapa: aos 75 anos (que serão completados no dia 26 de novembro), o ministro se despede de sua longa carreira na magistratura, mas a sua “cabeça de juiz” seguirá sendo exaltada por aqueles que o conheceram de perto e dividiram com ele as sessões de julgamento.
Leia maisConhecer a trajetória de Og Fernandes envolve necessariamente sair das páginas dos processos para mergulhar nas páginas dos jornais: em 1974, ao mesmo tempo em que recebia o título de bacharel em direito pela Universidade Federal de Pernambuco, ele também se formava em jornalismo pela Universidade Católica do estado.
Com a dupla formação, Og passou a se dividir entre a advocacia criminal e a função de repórter do “setor forense” do Diário de Pernambuco, até que, em 1981, o mundo do direito prevaleceu profissionalmente quando ele se tornou magistrado – embora se diga que o poder de comunicação permaneceu em suas decisões, pela capacidade de didatismo e, vez ou outra, pela presença do lirismo em seus textos e votos.
Na carreira jurídica, Og Fernandes se tornou desembargador do Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE) em 1997 e chegou a presidir a corte antes de ser indicado para o STJ. No Tribunal da Cidadania, depois de atuar na Primeira Seção (especializada em direito público) e de exercer a vice-presidência entre 2022 e 2024, o ministro passou a integrar a Terceira Seção (especializada em direito penal), além de participar da Corte Especial desde 2013.
Versatilidade e longa experiência na magistratura
Em 2008, Og Fernandes não tomou posse sozinho no STJ: ao seu lado, estavam os ministros Luis Felipe Salomão e Mauro Campbell Marques – atuais presidente e vice-presidente da corte, respectivamente.
Segundo o ministro Salomão, aquele dia foi uma “foi uma festa de pernambucanos, cariocas e amazonenses” – uma referência à origem de cada um dos novos membros do tribunal. Para ele, a versatilidade de Og Fernandes, ao aliar a formação em jornalismo à experiência como advogado e à longa trajetória na magistratura, faz dele um colega digno de grande admiração.
Capacidade de debater e mudar de pensamento
Amigo próximo de Og Fernandes, o ministro Mauro Campbell costuma se referir a ele pelo apelido de “toga surrada”, uma forma de demonstrar admiração por sua longa trajetória na magistratura. Campbell também destaca a capacidade do colega de manter a mente aberta diante das matérias em julgamento, sem se prender a opiniões definitivas e sempre disposto a debater e rever suas posições.
Minucioso e famoso pelas expressões poéticas
“Foi o ministro que combateu o bom combate”, resumiu a ministra aposentada Laurita Vaz. Colega de Og Fernandes na Terceira Seção, a magistrada lembra que o ministro sempre foi “minucioso nos relatórios, firme na fundamentação e coerente na conclusão dos seus julgados”. Laurita recorda, ainda, a paciência com que ele esclarecia as dúvidas dos colegas, por mais complexa que fosse a questão em julgamento, e a forma poética com que conseguia se expressar.
Entre 186 mil processos, a Operação Faroeste
“Magistrados, sacerdotes e professores possuem o duro privilégio de conhecer as boas e más condutas humanas muito de perto” (Cabeça de Juiz, p. 137).
Ao longo de 18 anos de atuação no STJ, o ministro Og Fernandes foi o relator de mais de 186 mil processos, proferindo mais de 224 mil decisões entre votos e julgamentos monocráticos. Em uma média simples de julgamentos por ano, são mais de 12 mil decisões, embora sejam possíveis outros recortes que demonstrem como a vida de cada ministro reflete a história e os desafios do próprio tribunal.
Por exemplo, em 2009, Og proferiu cerca de duas mil decisões em âmbito colegiado, número que ultrapassou a marca de 5.500 decisões colegiadas em 2025 – uma demonstração de como o Tribunal da Cidadania viu crescer a demanda judicial nas últimas décadas.
Todos os processos importam, mas alguns naturalmente se sobressaem na carreira do ministro. Entre os casos de expressão em sua trajetória de relator, certamente estão as ações penais decorrentes da Operação Faroeste, que apuram um esquema de venda de decisões, corrupção, lavagem de dinheiro e grilagem de terras no oeste da Bahia. O caso chegou à Corte Especial em 2020 e envolve 15 investigados, dos quais quatro são desembargadores e três são juízes do Tribunal de Justiça da Bahia (TJBA), além de empresários, advogados e servidores públicos.
Vários processos decorrentes da Faroeste ainda estão em andamento, mas o caso já marcou a história do tribunal pela dimensão da investigação. Em outubro deste ano, sob relatoria do ministro Og Fernandes, a Corte Especial realizou o primeiro julgamento de mérito e estabeleceu penas que variaram de 14 anos e 11 meses a mais de 21 anos de prisão (APn 985). Em novembro, o colegiado condenou mais quatro pessoas, entre elas uma desembargadora do TJBA (APn 953).
Para o relator, o grau de corrupção detectado pelas investigações causou danos graves à imagem e à credibilidade do Poder Judiciário baiano perante a sociedade civil brasileira. “É inaceitável que os magistrados investigados, aparentemente descambando para a ilegalidade, valham-se das relevantes funções que o Estado lhes confiou para enriquecer ilicitamente, em prejuízo da justiça que deveriam fazer prevalecer diuturnamente, afastando-se do dever de reparar ilegalidades e de restaurar o império da lei”, afirmou o ministro ao decretar medidas cautelares em uma das ações da Faroeste.
Og Fernandes, dona Izaura e Leozinho
“Pode-se exercer a magistratura com alguma leveza. Autoridade não significa chatice ou arbítrio” (Cabeça de Juiz, p. 35).
Atento à perspectiva humana na aplicação da lei, em 2017, o ministro Og negou pedido do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais e Renováveis (Ibama) para retirar um papagaio da casa em que vivia há 20 anos com a dona Izaura Dantas, na Paraíba. No REsp 1.389.418, a autarquia ambiental alegou que os animais silvestres mantidos em cativeiro irregular deveriam ser apreendidos e devolvidos ao seu habitat ou entregues a jardins zoológicos.
Contudo, o ministro entendeu que não seria possível analisar a questão sob a ótica estritamente legal, pois, após mais de 20 anos de convivência, o papagaio estava totalmente adaptado ao ambiente doméstico. Ao manter o papagaio Leozinho com a sua tutora, o ministro destacou que a finalidade da lei ambiental é a proteção do animal.
Se a lei define vias, o Estado deve pavimentá-las
O ministro também foi responsável por relatar o incidente de assunção de competência (IAC) 13, por meio do qual a Primeira Seção detalhou as implicações do direito à informação ambiental e reforçou a obrigação do Estado com a transparência. No julgamento, foram fixadas quatro teses que se ampararam na Lei de Acesso à Informação (LAI) e na Lei de Acesso à Informação Ambiental.
Se a lei define vias, o Estado deve pavimentá-las
O ministro também foi responsável por relatar o incidente de assunção de competência (IAC) 13, por meio do qual a Primeira Seção detalhou as implicações do direito à informação ambiental e reforçou a obrigação do Estado com a transparência. No julgamento, foram fixadas quatro teses que se ampararam na Lei de Acesso à Informação (LAI) e na Lei de Acesso à Informação Ambiental.
Para Og Fernandes, o Judiciário deve considerar a regra da publicidade das informações ambientais para, a partir dessa perspectiva, analisar as razões da administração pública para não divulgar determinado dado – sem ceder à simples justificativa da discricionariedade administrativa.
“Onde a lei estabeleceu as avenidas, descabe ao administrador criar becos; se a lei definiu as vias, deve o Estado pavimentá-las. Ao Judiciário compete remover barreiras, muros e desvios ao livre fluxo da informação administrativa – muito especialmente, a de caráter ambiental. Ou, em termos simples, fazer cumprir a lei, em toda a sua clareza”, ressaltou o ministro.
Poder público também é responsável por canil clandestino que funcionou por 13 anos
O ministro também conduziu o julgamento, na Segunda Turma, do AREsp 2.024.982 que manteve a responsabilidade do município de Guarulhos (SP) pelo uso de área pública por canil clandestino durante 13 anos. Na ação civil pública, o Ministério Público estadual apontou indícios de maus tratos contra mais de 100 animais, além de indicar evidências de contaminação do solo e de instalação irregular de poço para abastecimento de água no terreno.
Para Og Fernandes, o federalismo cooperativo impõe ao município a competência para licenciar e fiscalizar atividades e empreendimentos de impacto ambiental. “Não há que se falar em ilegitimidade passiva da municipalidade que, ciente dos fatos por 13 anos, deixou de tomar medidas efetivas para sua solução, penalizando os animais submetidos ao ‘abrigo’, o que não pode mesmo ser tolerado, inclusive diante da dimensão ecológica da dignidade humana”, concluiu.
Leitura para remissão da pena
Já no âmbito penal, o ministro foi o responsável por definir, sob a forma de precedente vinculante, que a leitura pode gerar remição de pena, desde que validada por comissão imparcial. A tese foi fixada pela Terceira Seção no julgamento do Tema 1.278, sob o rito dos recursos repetitivos.
Na visão de Og Fernandes, as ações capazes de promover o melhoramento do sistema prisional e da recuperação do preso – incluindo a leitura – devem ser objeto de especial atenção e de incentivo do poder público.
“Ler é o principal método para estudar e aprender. E aprender é essencial para a reforma do ser humano. Seria um contrassenso que a leitura devidamente validada não pudesse ser considerada uma forma de estudo”, enfatizou o ministro.
“Há juízes que parecem não fazer parte deste mundo. Por isso são essenciais” (Cabeça de Juiz, p. 25).
Entre os juízes essenciais, Og Fernandes.
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O Instituto Luiz Mário Moutinho realiza amanhã (9), a partir das 15h, no Hotel Novotel Recife Marina, o Workshop Relevância da Questão Federal. O encontro reúne o vicepresidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), ministro Mauro Campbell Marques, magistrados e processualistas de Pernambuco e de Brasília para discutir o novo filtro de admissibilidade do recurso especial, mudança que altera a forma como os processos chegam à Corte.
Criada pela Emenda Constitucional 125/2022 e recentemente regulamentada, a relevância da questão federal passa a exigir que o recurso especial demonstre que a controvérsia ultrapassa o interesse das partes. Divididos em quatro painéis, os debates tratam do uso da inteligência artificial no filtro recursal, do diálogo com a repercussão geral do Supremo Tribunal Federal (STF), do sistema de precedentes e dos mecanismos decisórios adotados pelo STJ.
Entre os participantes estão o desembargador Alexandre Freire Pimentel, do Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE), o professor Marco Aurélio Peixoto e os professores Rodrigo Becker, Henrique Mouta e Fabiano Tesolin, de Brasília. O encerramento, às 19h, fica com o ministro Mauro Campbell Marques, que aborda as perspectivas e os desafios do filtro da relevância no STJ, em mesa presidida pelo professor Luiz Mário Moutinho.
Com dez anos de atuação, conceito máximo no MEC e mais de 3 mil alunos formados, o Instituto Luiz Mário Moutinho se consolidou como referência na formação jurídica de alto nível no Nordeste. Ao reunir no Recife a vice-presidência do STJ, a magistratura pernambucana e nomes de referência nacional do processo civil, a instituição reafirma o papel de Pernambuco na construção do pensamento jurídico do país e aproxima academia, advocacia e tribunais. À frente do Instituto, Luiz Mário Moutinho reúne trajetória na docência, na advocacia, como sócio do escritório Loyo, Moutinho, Luzes & Cisneiros, e na magistratura, da qual é juiz aposentado.
Por Estadão Conteúdo
A maioria dos brasileiros reprova a decisão do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) de fugir do Brasil após ser derrotado nas eleições presidenciais, mostra pesquisa Quaest divulgada neste domingo (8).
Para 62% dos entrevistados, a ida do senador aos Estados Unidos foi uma decisão “errada”, enquanto 29% a consideram “certa”. Outros 9% não souberam ou não responderam.
Leia maisA decisão de deixar o País é reprovada até mesmo por uma parcela dos eleitores que votaram em Flávio no segundo turno. Embora 58% considerem acertada a ida do senador ao país estrangeiro, quase um terço (32%) não concorda com a atitude. Entre os que votaram em Lula, a rejeição é ampla: de 89%.
A Quaest também perguntou sobre a motivação de Flávio para sair do País. Quase seis em cada dez (56%) dizem que o senador deixou o Brasil para “fugir da Justiça”, enquanto 35% acreditam que foi para “se proteger de perseguição política”. Outros 2% não concordam com nenhuma das duas hipóteses colocadas e 7% não sabem ou não quiseram responder.
A opinião sobre o que levou o candidato derrotado a fugir também muda conforme o voto no segundo turno. Entre os eleitores de Lula, 83% dizem que Flávio deixou o Brasil para fugir da Justiça, enquanto 11% apontam uma suposta perseguição política. Já entre os eleitores do senador, prevalece a interpretação de que ele buscou se proteger de perseguição política (65%), embora 29% digam que o objetivo foi escapar da Justiça.
Maioria vê eleições limpas e justas
A exemplo do que fez seu pai após a derrota nas eleições de 2022, Flávio Bolsonaro tem questionado o resultado das urnas, postura reprovada por 59% dos entrevistados e aprovada por 34%, segundo a Quaest. A rejeição é praticamente a mesma registrada há quatro anos, quando 61% desaprovavam os questionamentos ao processo eleitoral feitos pelo então presidente Jair Bolsonaro e 34% os apoiavam.
A pesquisa mostra ainda que a maioria dos brasileiros rejeita a tese de fraude eleitoral defendida pelo senador e seu entorno. Para 61% dos eleitores, as eleições brasileiras foram “limpas e justas”, enquanto 30% acreditam que houve fraude. Há quatro anos, os percentuais eram de 64% e 29%, respectivamente.
A crença em fraude eleitoral é predominante entre os eleitores de Flávio: 64% dos que apertaram o 22 no segundo turno dizem acreditar que as eleições foram fraudadas, enquanto 28% as consideram limpas e justas. Entre os que votaram no 13, 93% reconhecem a lisura do pleito e apenas 3% apontam fraude.
No recorte regional, o Nordeste é onde há maior confiança no processo eleitoral: 72% dos entrevistados da região consideram que o País teve eleições limpas e justas. A desconfiança, por outro lado, é maior entre os eleitores do Sul, onde 41% acreditam que houve fraude.
A pesquisa Quaest ouviu 2.004 eleitores brasileiros com 16 anos ou mais entre os dias 30 de outubro e 2 de novembro. A margem de erro é de 2 pontos porcentuais para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%.
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A Aponti realiza, de quarta (11) a sexta-feira (13), sua maior participação desde que passou a integrar o calendário de eventos REC’n’Play. Serão três dias de programação, mais de 70 palestrantes e três espaços de conteúdo: Palco Conexões, Palco Futuro e Palco Sunset Talks. As atividades serão organizadas em uma jornada integrada, com horários alternados, permitindo que o público acompanhe os debates sem conflitos de agenda.
A programação começa quarta às 10h, no Palco Futuro, com a palestra do presidente da Aponti, Ítalo Nogueira, com o tema “O mapa da inovação no Brasil: quem financia, fomenta e conecta o ecossistema”. O encontro discutirá os caminhos para aproximar empresas de tecnologia, startups, investidores, instituições de ciência e tecnologia, poder público e agentes de fomento.
No primeiro dia, acontecerá também a trilha temática dedicada a Govtech e ao Sistema Nacional de Inovação, com debates sobre contratação pública, investimentos, pesquisa, inovação aberta e políticas que aproximem tecnologia e desenvolvimento. A partir das 18h, o Happy Hour de Negócios será no rooftop do Hub Aponti. A proposta é oferecer um ambiente panorâmico propício para transformar encontros em parcerias, projetos e oportunidades em negócios concretos.
Outra atração é o Palco Sunset Talks, dedicado a palestras master com grandes nomes do mercado. Entre os convidados está Bruno Barino, Country Manager da BlackRock Brasil, considerada a maior gestora de ativos do mundo. Managing Director da companhia, Barino reúne 25 anos de experiência no setor de investimentos. Já ocupou posições de liderança no UBS, HSBC US e HSBC Brasil, com atuação em estratégias de crescimento, parcerias, fusões e aquisições.
Ao longo de três dias, a associação reunirá debates estratégicos sobre vendas, mercado de tecnologia e inovação, investimentos e expansão empresarial. A ideia é conectar empresas associadas a novos negócios e potenciais parceiros. Acompanhe toda a programação pelo Instagram da entidade: @apontipe.
O deputado federal reeleito Pedro Campos (PSB) afirmou, nas redes sociais, que vai cobrar uma investigação sobre a exoneração de 136 servidores comissionados da Casa Civil do Governo de Pernambuco. Entre os demitidos estão diversos aliados do PL e do grupo do presidente estadual da sigla, Anderson Ferreira, que foram nomeados para cargos às vésperas das eleições. “Tudo indica que parte desses cargos servia mais para acomodação política do que para atender às necessidades do Estado”, escreveu o parlamentar.
Ele também anunciou que vai solicitar os relatórios de atividades, os relatórios de trabalho e as folhas de ponto dos exonerados. “Afinal, quem trabalhava? O que fazia? Que serviço prestava ao povo pernambucano?”, questionou. “Dinheiro público não é moeda de troca política!”, concluiu.
Do g1
Pesquisa Quaest divulgada neste domingo (8) mostra que 48% dos brasileiros aprovam o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, enquanto 44% desaprovam a atual gestão. Este é o primeiro levantamento sobre a avaliação do governo realizado após as eleições.
A pesquisa também indica que 94% dos entrevistados torcem para que Lula faça um bom governo. O percentual é o mesmo registrado em dezembro de 2022, depois da eleição presidencial daquele ano.

Fim da escala 6×1 está entre as prioridades
Os entrevistados também apontaram quais medidas consideram mais importantes para o próximo período. Entre as principais prioridades estão o fim da escala 6×1, a isenção de impostos sobre os produtos da cesta básica, a valorização do salário mínimo e a criação de um pacto de enfrentamento aos feminicídios.

O levantamento mostra ainda que 48% dos brasileiros estão preocupados com o futuro do país, enquanto 44% se dizem otimistas. Na comparação com dezembro de 2022, o nível de preocupação diminuiu e o otimismo aumentou.

Entre os otimistas, as principais razões mencionadas são a defesa da democracia e o combate ao bolsonarismo, o fortalecimento dos programas sociais e a redução da desigualdade, além da regulação das casas de apostas, conhecidas como bets, e das redes sociais.

Já entre os entrevistados preocupados com o futuro do país, os motivos mais citados são a situação da economia, a dívida pública e os juros; a violência e a atuação do crime organizado; e a corrupção.

Quem frequentou o antigo Clube do Servidor Civil, às margens do Lago Paranoá na L4 Norte, nas décadas de 1970 e 1980, certamente se lembra das piscinas, quadras e das apresentações de artistas como Alceu Valença, Legião Urbana e outros astros da música brasileira.
Esse espaço que tomou tanto o imaginário de brasilienses poderá ganhar um ressignificado após 20 anos fechado: será reinaugurado em 9 de dezembro como Senado Cultural, aberto para a comunidade com exposições e galerias. As informações são do Metrópoles.
Leia maisO antigo clube começou a ser desenvolvido em 1973 e foi inaugurado em 1976. Com o passar dos anos, o uso do lugar foi se reduzindo até fechar em 1997.
A marcante fachada de colunas brancas em forma de elipse, no entanto, nunca deixaram de chamar atenção de quem passa pelo Setor de Clubes de Brasília, e no final deste ano, poderá voltar ao calendário de visitas das famílias do DF.
Como o clube ficou no tempo fechado
A ideia inicial era construir um clube para servidores do Ministério da Educação e Cultura, mas a proposta foi ampliada para atender funcionários públicos de toda a capital por determinação do então presidente Ernesto Geisel.
Após ser fechado em 1997, o lugar que tinha sido tão estimado se tornou um palco para depredação e abandono: postes derrubados, vidros quebrados, telhas retiradas, cabos elétricos arrancados à força e até sanitários removidos.
Em 2024, uma reportagem do Metrópoles mostrou que as piscinas, agora vazias, vegetações sem poda e chuvas que formavam poças d’águas contribuiram com o que o local virasse um chamariz para proliferação de mosquitos que transmitem dengue.
Como funcionará o local
O local que há pouco tempo estava inutilizado dará espaço para um ambiente familiar e cultural, previsto para inauguração no dia 9 de dezembro. A exposição inaugural já foi divulgada: Senado em Movimento, 200 anos de História.
Segundo a Agência Senado, o local oferecerá auditório, exposições, espaços de convivências e restaurantes aberto a toda a comunidade, além de um paisagismo assinado pelo Escritório Burle Marx. Os ingressos serão gratuitos, mas sob a condição de registrada em bilheteria para organização interna. A plataforma que será utilizada ainda não foi definida.
A diretora-geral do Senado, Ilana Trombka, compartilhou que o espaço pretende “incluir playground, coworking, paisagismo e local para palestras. Este é um projeto grandioso e diferenciado de tudo que já existe em Brasília”.
Após a exposição inaugural, ainda segundo informações da Agência, o espaço da galeria principal será ocupado com uma exposição dos itens do acervo museológico do Senado, e contará com quatro espaços, em que uma destas áreas será dedicada a obras representativas de todos os estados, enquanto uma segunda terá produção artística local.
Entre as funções de cada espaço, o projeto prevê uma área para exposição sobre os atos golpistas de 8 de janeiro de 2023, em que 1,5 mil bolsonaristas foram detidos pela vandalização de estruturas e danos patrimoniais ao Palácio do Planalto, Congresso e Supremo Tribunal Deferal (STF).
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