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Um segundo sargento da Polícia Militar recebeu punição de três dias de detenção devido ao tamanho do bigode. Segundo a corporação, o estilo utilizado pelo militar não estaria conforme os padrões de apresentação pessoal exigidos. O policial recorreu da decisão, e o processo está em andamento.
Samuel de Araújo Lima tem 35 anos de atuação na PM e, atualmente, está lotado na Companhia Independente de Apoio ao Turista (CIATur), cuja sede fica em Olinda. Segundo a defesa, ele usa o mesmo bigode há anos e nunca havia sido questionado anteriormente, mesmo quando foi recebido pelo comandante-geral da corporação em 2024. As informações são do g1.
Leia maisEm entrevista ao g1, o advogado Tiago Reis, que representa o sargento, afirmou que, mesmo mantendo o visual há tanto tempo, Samuel de Araújo recebeu a notificação de desacordo com os padrões após uma fiscalização durante um serviço extra da PM.
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A punição disciplinar foi publicada em boletim interno da Polícia Militar no dia 13 de janeiro deste ano. Segundo o advogado, o sargento não foi denunciado por ninguém.
“Tem um oficial de operações e o oficial que está na rua e fiscaliza ele. Como militar, ele fiscaliza a questão da segurança pública e a questão do militarismo. E na questão do militarismo, uma capitã passou de fiscalização, ele estava no serviço extraordinário, que é chamado PJES (Programa de Jornada Extra de Segurança), que é um complemento, quando um policial tira um serviço extra, como uma hora extra. (…) E olhou para o bigode dele e disse que tinha passado o limite”, contou.
Procurada, a Polícia Militar informou que a punição disciplinar está de acordo com o Suplemento Normativo (Sunor) nº 68, de 26 de outubro de 2020, que regulamenta os padrões de apresentação pessoal dos militares estaduais.
A regra consta na seção 1 do capítulo 2 do Sunor. Segundo a norma, o bigode é permitido desde que seja discreto e aparado, não ultrapasse a linha dos lábios e conste na carteira de identidade do militar. O texto também determina que ele deve ser aparado acima da linha do lábio superior.
De acordo com a PM, “a medida adotada não retira o militar do serviço, tratando-se de sanção administrativa prevista nos regulamentos internos da instituição”.
“Foi uma surpresa”, diz advogado
Segundo o advogado Tiago Reis, o sargento recebeu com surpresa a notificação e precisou cortar o bigode de acordo com as normas.
“Foi uma surpresa. Ele teve que aparar o bigode e teve que explicar que não foi informado a ele, essa alteração, né, porque são muitas legislações que altera no Sunor da polícia”, contou.
A defesa informou também que o processo está atualmente em fase de recurso. Após a notificação feita pela capitã, o sargento apresentou uma defesa, que foi analisada, mas não foi acolhida pela corporação.
Enquanto o processo não for concluído, ele pode continuar exercendo suas funções normalmente.
“Ele foi punido com três dias. Só que essa punição ainda não foi cumprida porque existe o recurso e aí tem ele tem que fazer um recurso, a gente tem prazo, que é um recurso de reconsideração”, disse.
Gesto de bravura
Conforme a defesa de Samuel de Araújo Lima, o policial, utilizando o mesmo bigode, foi recebido e parabenizado pelo comandante-geral da PM, coronel Ivanildo Torres, após um gesto de bravura, depois que prendeu um suspeito de latrocínio em flagrante enquanto estava a caminho do trabalho.
O episódio ocorreu em 2024, quando o policial seguia para o batalhão, presenciou o crime, deu voz de prisão ao suspeito e apreendeu uma arma de fogo que estava com ele.
“Ele estava com esse mesmo bigode na sala com o comandante. Foi elogiado por esse fato (…). E aí, quando foi agora, por conta de um simples bigode, do tamanho de bigode, o mesmo bigode que ele sempre teve a vida toda, a capitã o notificou”, relatou o advogado.
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Se o leitor não conseguiu assistir a reprise do podcast ‘Direto de Brasília’, com o ministro da Defesa, José Múcio Monteiro, clique no link abaixo e confira. Está imperdível!
O ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, integra a comitiva do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, em missão oficial ao Panamá, que ocorre nesta terça (27) e quarta-feira (28). A agenda inclui a participação no Fórum Econômico Internacional América Latina e Caribe 2026, organizado pelo Banco de Desenvolvimento da América Latina e Caribe (CAF), em parceria com o governo panamenho, reunindo lideranças políticas e empresariais para debater desafios da região.
No fórum, Silvio Costa Filho participa de reunião bilateral com o CEO da Copa Airlines, Pedro Heilbron, para tratar da ampliação da atuação da companhia no Brasil e do fortalecimento do turismo. A missão do Ministério de Portos e Aeroportos também tem como foco a cooperação em logística, transporte marítimo, comércio exterior e desenvolvimento tecnológico.
O ministro acompanha ainda o presidente Lula em visita ao Canal do Panamá, uma das principais rotas do comércio marítimo internacional. O Brasil é o 15º maior usuário do canal, por onde passam cerca de sete milhões de toneladas anuais de exportações brasileiras. “Essas reuniões são estratégicas para fortalecer a integração do Brasil com a América Latina e o Caribe, ampliando parcerias em logística, aviação, comércio exterior e infraestrutura”, afirmou Silvio Costa Filho.
O delegado Wagner Domingues, que aparece no centro das investigações e no rastreamento do secretário Gustavo Monteiro, foi promovido pela governadora de Pernambuco, Raquel Lyra, dias antes da abertura de grupo de WhatsApp intitulado “Nova missão”.
O grupo, que era formado por delegados e agentes da Diretoria de Inteligência da Polícia Civil, foi usado para acompanhar o andamento da investigação. A Prefeitura do Recife trata a operação como “uso indevido das forças policiais de Pernambuco para perseguição política”. As informações são do R7.
Leia maisPoliciais civis seguiram de perto os passos de Gustavo Monteiro e do irmão dele Eduardo por três meses. Um rastreador foi instalado no carro usado pelo secretário. Também foi usado um sistema de reconhecimento facial para identificar as pessoas que interagiram com Monteiro.
De acordo com a Polícia Civil, a investigação foi aberta com base em uma denúncia anônima de corrupção. Não foi aberto inquérito policial, mas apenas uma investigação preliminar que usou as ferramentas de investigação sem autorização judicial.
A Polícia Civil ressaltou em nota que a investigação foi feita dentro da legalidade.
Domingues teve um papel central na operação. De acordo com o conteúdo das conversas do grupo “Nova Missão”, foi ele quem comprou o rastreador e cobrava o resultado das diligências dos agentes de campo.
Dias antes da criação do grupo, o delegado foi promovido pela governadora para assumir o cargo de Coordenador de Inteligência da Polícia Civil, de acordo com registro do Diário Oficial do Estado de Pernambuco de 16 de julho de 2025.
O monitoramento da rotina de Gustavo Monteiro durou de agosto a outubro. Em nota, a Polícia Civil informou que a investigação foi encerrada sem instauração de inquérito policial, porque “não foi constatada a prática de nenhum ato ilícito”.
Pouco mais de um mês depois de concluídos os trabalhos do grupo “Nova Missão”, o delegado Wagner Domingues foi novamente promovido pela governadora.
De acordo com o Diário Oficial, no dia 28 de novembro, ele foi nomeado por Raquel Lyra para assumir o cargo de Gerente Geral do Centro Integrado de Inteligência de Defesa Social, da Secretaria de Defesa Social. Ele entrou no lugar do delegado Felipe Monteiro que dias antes havia sido promovido a chefe da Polícia Civil de Pernambuco.
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Agentes da Polícia Civil de Pernambuco realizam, na tarde desta terça-feira (27), uma caminhada no Recife com uma pauta que inclui, segundo as entidades representativas, a valorização profissional, a modernização do órgão e do fortalecimento da segurança pública no estado. O ato teve concentração às 15h, com saída da sede do Sindicato dos Policiais Civis de Pernambuco (Sinpol) e da Associação dos Delegados e Delegadas de Pernambuco (Adeppe), seguindo em direção ao Palácio do Campo das Princesas.
A mobilização foi organizada pelo Sinpol e pela Adeppe e reuniu representantes de diferentes carreiras. Entre as principais reivindicações estão a regularização da carga horária, o pagamento do reajuste de 33% reconhecido judicialmente, a melhoria das condições de trabalho nas delegacias e a regulamentação da Lei Orgânica da Polícia Civil em Pernambuco. De acordo com o Sinpol, a cobrança do reajuste de 33% está relacionada ao aumento da carga horária ocorrido em 2010, quando a jornada de trabalho passou de seis para oito horas diárias sem reajuste proporcional nos salários.
Leia maisA entidade afirma que decisões judiciais já reconheceram o direito ao pagamento, com base no entendimento do Supremo Tribunal Federal de que o aumento da jornada deve ser acompanhado de reajuste salarial na mesma proporção, sob pena de violação ao princípio constitucional da irredutibilidade salarial.
Segundo o sindicato, os processos judiciais já transitaram em julgado, não cabendo mais recursos, e a categoria busca agora a abertura de diálogo com o governo do estado para discutir a forma de implementação do pagamento para todos os policiais civis.
“A Constituição é clara sobre isso, e o próprio Supremo Tribunal Federal já se pronunciou: se houver aumento da carga horária do trabalhador ou do servidor público, o salário precisa ser reajustado na mesma proporção”, destaca Áureo Cisneiros, presidente do Sinpol.
Outro ponto do protesto é a regulamentação da Lei Orgânica da Polícia Civil em Pernambuco. A legislação nacional, sancionada em 2023, estabelece diretrizes para a organização, os direitos, os deveres e o funcionamento das polícias civis em todo o país. As entidades defendem que a norma é fundamental para modernizar a estrutura da instituição, atualizar procedimentos investigativos e garantir maior autonomia administrativa e financeira.
A lei fixa a jornada de trabalho em até 40 horas semanais, com previsão de pagamento de horas extras quando esse limite for ultrapassado e garante direitos como porte de arma, inclusive para policiais aposentados, prisão especial, estabilidade após o estágio probatório e pensão integral para dependentes em caso de morte em serviço. “A gente não pode ser o último estado a modernizar a Polícia Civil. Precisamos correr atrás, porque é urgente dar esse choque de gestão. A lei foi aprovada em 2023, e desde então a gente espera diálogo”, afirma Áureo Cisneiros.
Para o presidente da Adeppe, delegado Diogo Victor, a regulamentação da Lei Orgânica é uma medida urgente para fortalecer a Polícia Civil e enfrentar o avanço da criminalidade no estado. Segundo ele, a legislação também contribui para resguardar a instituição de eventuais usos indevidos com fins político-eleitorais, reforçando o caráter de polícia de Estado. “É uma lei que traz prerrogativas para a investigação, modernização e autonomia administrativa, financeira e institucional. Então é importante, sobretudo, falar dessa independência, dessa autonomia que a polícia quer. E a polícia trabalha para a Justiça”, pontua o delegado Diogo.
Durante o ato, representantes das entidades também denunciam as condições estruturais das delegacias, apontando problemas como prédios deteriorados, falta de manutenção e funcionamento de unidades em imóveis alugados sem adequação para atividades policiais. Segundo os dirigentes, essas condições impactam o trabalho investigativo e a prestação de serviços à população.
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Em razão das minhas férias, o Direto de Brasília, meu podcast em parceria com a Folha de Pernambuco, desta terça será uma reprise. Escolhi voltar a exibir a entrevista com o ministro da Defesa José Múcio Monteiro, uma das que mais repercutiram desde a criação do programa.
Na conversa, José Múcio tratou de temas centrais do debate nacional, como o chamado PL da Anistia — hoje PL da Dosimetria —, defendeu a necessidade de diálogo com o Supremo Tribunal Federal e analisou o momento político do país.
A entrevista vai ao ar das 18h às 19h, com transmissão pelo YouTube da Folha de Pernambuco e do meu blog, incluindo também cerca de 165 emissoras de rádio no Nordeste. Retransmitem o programa a Gazeta News, do Grupo Collor, em Alagoas, a Rede Mais Rádios, com 25 emissoras, na Paraíba, e a Mais-TV, do mesmo grupo, sob o comando do jornalista Heron Cid. Ainda a Rede ANC, do Ceará, formada por mais de 50 emissoras naquele Estado, além da LW TV, de Arcoverde.
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A Prefeitura do Recife realiza, nesta quarta-feira (28), a primeira edição de 2026 do projeto Arena GO Recife, integrando a programação da Feira de Empregabilidade do Grau Técnico e Profissionalizante, na Avenida Conde da Boa Vista, nº 1234, no Centro da cidade. A iniciativa é coordenada pelas secretarias de Transformação Digital, Ciência e Tecnologia e de Trabalho e Qualificação Profissional e reúne serviços públicos, orientação profissional e ações voltadas à inovação e à qualificação para o mercado de trabalho.
Das 9h às 13h, o Arena GO Recife oferecerá atendimentos da Agência de Emprego do Recife, cadastro na plataforma GO Recife, serviços da Sala do Empreendedor e orientações para vagas de emprego, estágio e aprendizagem, com apoio de instituições parceiras como CIEE, IEL, ABRE, Rede Cidadã e Instituto da Oportunidade Social (IOS). À tarde, das 15h às 16h, está prevista a palestra “Marketing do Futuro Recife”, com foco em tendências, inovação e transformação digital. “A Arena GO é um espaço onde tecnologia, conhecimento e políticas públicas se encontram para gerar oportunidades reais”, afirmou o secretário de Transformação Digital, Ciência e Tecnologia do Recife, Rafael Cunha. Já a secretária de Trabalho e Qualificação Profissional, Isabella de Roldão, destacou que “é uma oportunidade de criar conexões e abrir novos caminhos para quem busca ampliar seus horizontes em 2026”.
O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), afirmou nesta terça-feira, 27, que terá um “papo de amigo” com Jair Bolsonaro daqui a dois dias, em visita marcada em sua cela na chamada “Papudinha”, em Brasília, e que recusaria um convite para concorrer a presidente, mesmo diante de um apelo do padrinho político.
— Isso não vai acontecer, mas eu diria não. É muito tranquilo isso para mim — declarou o político em entrevista à rádio Jovem Pan de Sorocaba, no interior de São Paulo. Ele foi à cidade para um encontro na fábrica da Toyota.
— Na última visita que eu fiz ao Bolsonaro, quando ele ainda estava em prisão domiciliar, antes do regime fechado, ele me disse: ‘E aí, Tarcísio, eleição presidencial, qual é a sua posição?’. Eu disse: ‘A minha posição é ficar em São Paulo’. Eu fui muito contundente, muito claro com ele em relação a isso, porque também eu precisava manter uma linha de coerência — relatou o governador. As informações são do jornal O GLOBO.
Leia maisTarcísio alegou ainda que não teve uma discussão acalorada com Flávio Bolsonaro (PL), senador pelo Rio de Janeiro escolhido pelo pai para representá-lo nas urnas contra o presidente Lula (PT), frustrando parte do empresariado e líderes do Centrão. Demonstrou incômodo nesse ponto, atribuindo as informações a mentiras que circulam nos bastidores.
— Não estou frustrado, não. Nem vou falar isso na quinta-feira para o Bolsonaro, até porque isso não existe — afirmou ele, em outro trecho da entrevista. — Eu sempre disse que o meu projeto para São Paulo é de longo prazo. Alguns que passaram e pensaram logo na candidatura presidencial deixaram cicatrizes, feridas abertas. Não quero decepcionar ninguém.
Tarcísio falou também sobre os motivos que levaram Bolsonaro a optar pelo filho no pleito:
— Uma pessoa da família traz para ele uma confiança, e eu vou estar com ele nessa caminhada. Na visita que eu vou fazer, o meu papo vai ser um papo de amigo. Vou falar de amenidades, perguntar se ele está precisando de alguma coisa, falar da solidariedade e do carinho que eu tenho por ele e do que a gente está fazendo aqui fora para tentar ajudá-lo. Sem entrar muito nessa questão. Não costumo falar de eleição, de política com ele. Procuro sempre mostrar que estou do seu lado.
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A deputada federal Heloísa Helena (Rede Sustentabilidade) utilizou suas redes sociais para anunciar que segue em andamento a coleta de assinaturas necessárias para a instalação da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) destinada a investigar o Banco Master no Congresso Nacional.
A parlamentar destacou ainda que aposentados e pensionistas estão entre os principais interessados no esclarecimento do caso. “Seguimos na dura batalha de coletar assinaturas de Deputados Federais para a CPMI do Banco Master. Que o povo assista ao vivo o que fizeram com dinheiro público”, escreveu a deputada. Confira:
Por Raphael Guerra – JC
Um dia após a repercussão da denúncia de suposta espionagem de um secretário da Prefeitura do Recife, o Ministério Público de Pernambuco (MPPE) enviou ofício à Secretaria de Defesa Social (SDS) solicitando informações sobre a apuração do caso.
O MPPE informou, em nota oficial, que tomou conhecimento das notícias veiculadas pelos meios de comunicação e, por isso, decidiu formalizar o pedido. O texto não informou qual Promotoria analisará as informações, nem possíveis medidas que possam vir a ser tomadas, a partir do que for constatado.
Leia maisReportagem do programa Domingo Espetacular, da TV Record, no último domingo (25), denunciou que policiais da Diretoria de Inteligência da Polícia Civil (Dintel) teriam usado métodos de espionagem para apurar uma denúncia anônima contra Gustavo Queiroz Monteiro, secretário de Articulação Política e Social da Prefeitura do Recife, – incluindo uso de um rastreador de veículo.
Em coletiva de imprensa, na segunda-feira, o secretário de Defesa Social, Alessandro Carvalho, negou a acusação de perseguição política e disse que a investigação preliminar apurou a denúncia de que um veículo locado pela gestão municipal estaria sendo usado para supostos pagamentos de propina. Segundo Carvalho, o monitoramento ocorreu entre agosto e outubro de 2025. Sem provas, o caso foi arquivado.
POLICIAL SUSPEITO DE VAZAMENTO DE DADOS
Por outro lado, o secretário estadual afirmou que um inquérito foi instaurado para apurar o vazamento de informações sigilosas da polícia, incluindo reprodução de conversas de um grupo de WhatsApp criado especificamente para a apuração da denúncia anônima.
Um comissário da Polícia Civil afastado da Dintel, e que fazia parte do grupo, é suspeito. Isso porque ele também foi flagrado em “reunião clandestina” com o ex-presidente da Câmara de Ipojuca, Flávio Henrique do Rêgo Souza, conhecido como Flávio do Cartório (PSD), suspeito de desvios milionários de emendas parlamentares.
“Houve violação do sigilo profissional. Muito provavelmente pelo policial que foi afastado em novembro e que estava passando informações para uma organização criminosa. Essa é uma hipótese que estamos apurando”, afirmou Carvalho, na coletiva.
O policial atualmente está respondendo à Diretoria de Recursos Humanos da Polícia Civil. Ele já era investigado pelo MPPE e pela Corregedoria da SDS.
JOÃO CAMPOS PROMETEU ACIONAR JUSTIÇA
Em vídeo publicado nas redes sociais, na noite da segunda-feira, o prefeito do Recife, João Campos (PSB), afirmou que houve “uso político da Polícia Civil de Pernambuco” e que irá buscar as instâncias jurídicas para denunciar o suposto esquema de perseguição. “Isso não vai passar impune.”
“Perseguição sem ordem judicial, sem inquérito, sem B.O., sem nenhuma formalidade. Rastreador sendo colocado em carro oficial da prefeitura sem ordem judicial. Isso é criminoso”, argumentou o prefeito.
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Por Edgar Lisboa – Repórter Brasil
O governador de Goiás, Ronaldo Caiado, confirmou, em entrevista ao jornalismo da Novabrasil, que já comunicou à cúpula do União Brasil sua decisão de deixar a legenda para viabilizar uma candidatura própria à Presidência da República nas eleições de outubro. O movimento, segundo ele, é irreversível caso o partido não assegure apoio claro ao seu projeto.
Caiado afirmou que o presidente nacional da sigla, Antônio Rueda, e o secretário-geral ACM Neto já foram oficialmente informados. “É algo a ser resolvido nos próximos dias”, disse o governador, sinalizando que a definição está em estágio avançado.
Leia maisNegociações em curso e silêncio estratégico
Sem revelar nomes, Caiado confirmou que já negocia filiação com outros partidos e que o entendimento é avançar rapidamente para a campanha presidencial. O silêncio sobre as siglas não é casual: o governador busca manter margem de manobra enquanto o cenário da direita segue fragmentado e instável.
“Eu entendo a dificuldade do partido… só que, nessa situação, eu já estou buscando também uma alternativa para ter outro partido para me candidatar”, afirmou, deixando claro que não aceitará ficar fora da disputa por imposição interna.
União Brasil entre Bolsonaro e Caiado
Nos bastidores, o pano de fundo da crise é o possível alinhamento do União Brasil à pré-candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL). No início do mês, o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro declarou publicamente que Antônio Rueda seria entusiasta de seu nome para a sucessão presidencial.
Para Caiado, essa inclinação inviabiliza sua permanência na legenda. A leitura é pragmática: não há espaço para dois projetos presidenciais concorrentes dentro do mesmo partido e o governador não pretende abrir mão do seu.
Estratégia da direita: pulverizar para sobreviver
Ao contrário do discurso predominante em setores do campo conservador, Caiado defende a pulverização de candidaturas de direita no primeiro turno. Na avaliação do governador, a ideia de um único nome favorece diretamente o presidente Lula (PT).
“Só um candidato da direita é o que Lula quer”, afirmou. Segundo ele, enfrentar “toda a máquina de um governo” com um único postulante tornaria o caminho até 4 de outubro praticamente inviável. Para Caiado, múltiplas candidaturas ampliam o debate, testam lideranças e evitam a concentração prematura de forças.
Bolsonaro pesa, mas não transfere tudo
Caiado também relativizou o poder de transferência de votos do ex-presidente Jair Bolsonaro. Reconheceu o prestígio político do líder conservador, mas fez uma distinção clara entre candidatura própria e indicação.
“Ninguém nega o prestígio dele, mas são duas coisas distintas: uma coisa é ele candidato e outra é um indicado dele candidato”, afirmou. Segundo Caiado, nenhum líder político consegue transferir integralmente sua base eleitoral, um recado direto ao entorno bolsonarista.
Ainda assim, o governador fez questão de sinalizar unidade no segundo turno, prometendo apoio a Flávio Bolsonaro caso o senador chegue à fase final da disputa.
Um movimento calculado, não um rompante
A decisão de Caiado não é um gesto impulsivo, mas um movimento calculado de sobrevivência política em um campo conservador cada vez mais fragmentado. Ao se antecipar e romper com o União Brasil, o governador tenta evitar o isolamento e manter protagonismo num tabuleiro em que o bolsonarismo busca hegemonia.
Mais do que uma disputa partidária, o episódio revela o dilema da direita brasileira: entre a fidelidade a um líder carismático e a construção de alternativas eleitorais capazes de enfrentar Lula com mais de um caminho possível. Caiado aposta que, neste jogo, diversidade no primeiro turno pode ser força e não fraqueza.
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Por Rinaldo Remígio Mendes*
Vivemos tempos em que a informação corre mais ligeira do que o vento que sopra nas margens do Velho Chico. E, como acontece com tudo que chega rápido demais, muitas vezes chega também sem clareza, sem contexto, sem verdade inteira.
Foi assim que, nos últimos meses, um tema passou a rondar as conversas dos empresários, das feiras, dos escritórios e das mesas de café: a Reforma Tributária.
Recentemente, estive em Olinda, caminhando por aquelas ladeiras cheias de história, quando recebi uma ligação de um amigo comerciante, homem trabalhador, desses que sustentam o Brasil com o suor diário. Ele me perguntou, com voz apertada:
Leia mais— “E agora, Remígio… para onde vamos? Tanta conversa, tanta notícia desencontrada… essa reforma vai acabar com a gente?”
Parei por um instante. Respirei fundo. E respondi com a serenidade de quem já viu muita coisa mudar, mas também já viu muita coisa permanecer.
A verdade é que a Reforma Tributária vem para reorganizar o sistema de impostos sobre o consumo, substituindo tributos antigos como ICMS, ISS, PIS e Cofins por dois novos pilares: o IBS e a CBS.
Parece complicado quando se fala assim, com siglas e termos técnicos. Mas, no fundo, a intenção é simples: reduzir a bagunça e trazer mais uniformidade ao país inteiro.
E o que mais tranquiliza, especialmente os pequenos empresários, é saber que:
o Simples Nacional não vai acabar.
Ele permanece garantido como regime favorecido para quem empreende com coragem, começando pequeno e enfrentando desafios diários.
O que muda, neste início, é quase nada. A transição será lenta, gradual, feita por etapas até 2033. Nada de susto imediato. Nada de terremoto fiscal de um dia para o outro.
Haverá novidades, sim. Uma delas é a possibilidade futura de o Simples permitir créditos tributários em algumas operações, o que pode beneficiar quem vende para empresas maiores. Mas tudo será opcional e cuidadosamente avaliado.
Por isso, meu conselho como contador, professor e consultor empresarial há mais de 36 anos é direto:
não se deixe levar pelo pânico.
Reforma tributária não é um bicho de sete cabeças. É um processo. E processos se atravessam com informação segura, organização e acompanhamento profissional.
O Brasil muda, os sistemas mudam, as leis mudam… mas uma coisa permanece:
quem trabalha com seriedade, planejamento e orientação correta sempre encontra o caminho.
Ao final da conversa, meu amigo respirou aliviado. E eu também. Porque entendi mais uma vez que, além de números e impostos, nossa missão é oferecer confiança em tempos de incerteza.
A reforma está chegando, sim. Mas chega devagar.
E nós, juntos, saberemos conduzir.
*Professor universitário aposentado, administrador, contador e mestre em economia
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