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O deputado federal Túlio Gadêlha (Rede) protocolou uma representação junto à Procuradoria-Geral Eleitoral solicitando a abertura de investigação sobre o uso de uma aeronave executiva pelo deputado federal Nikolas Ferreira (PL) durante o segundo turno das eleições presidenciais de 2022.
A ação pede que seja apurada a vinculação de um jatinho utilizado pelo parlamentar com o empresário Daniel Vorcaro, à época então CEO do Banco Master. A aeronave teria sido utilizada para realizar deslocamentos ligados à mobilização eleitoral em apoio à candidatura à reeleição do ex-presidente Jair Bolsonaro. As informações são do Diário de Pernambuco.
Leia maisSegundo o documento encaminhado à Procuradoria, a aeronave Embraer 505 Phenom 300 teria sido utilizada em viagens realizadas entre os dias 20 e 28 de outubro de 2022, período em que ocorreu o segundo turno da eleição presidencial. Os deslocamentos teriam sido realizados no âmbito das ações da caravana “Juventude pelo Brasil”, iniciativa que percorreu diversas capitais promovendo eventos políticos e atos de mobilização eleitoral.
A representação destaca que a utilização de uma aeronave executiva para a realização de atividades de campanha pode configurar benefício econômico relevante vinculado à promoção eleitoral.
Caso o uso do avião tenha sido disponibilizado por empresa ou pessoa jurídica, a prática pode caracterizar doação eleitoral vedada pela legislação brasileira, que proíbe o financiamento de campanhas por empresas.
Contas eleitorais
O documento também aponta necessidade de verificar se houve registro desse benefício nas prestações de contas eleitorais. Segundo a representação, a eventual omissão de um recurso dessa natureza poderia configurar falsidade ideológica eleitoral ou até financiamento eleitoral paralelo, conhecido como “caixa dois”, caso os custos envolvidos não tenham sido declarados à Justiça Eleitoral.
“Os fatos divulgados levantam dúvidas importantes sobre o uso de estrutura econômica privada em atividades de campanha”, afirma Gadêlha. Segundo o parlamentar, o objetivo da representação é permitir que os órgãos competentes verifiquem se houve irregularidades. “Queremos saber quem custeou esses deslocamentos, em que condições a aeronave foi utilizada e se tudo foi devidamente declarado à Justiça Eleitoral. O processo democrático exige transparência”, acrescenta.
Caso sejam confirmados indícios de irregularidades, a representação pede que o Ministério Público Eleitoral adote as medidas legais cabíveis para responsabilização dos envolvidos.
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Da Revista Fórum
O presidente nacional do PL, Valdemar da Costa Neto, confirmou em entrevista que o empresário Fabiano Zettel, citado como cunhado de Daniel Vorcaro (Banco Master), “deu 3 milhões na campanha do Bolsonaro” em 2022. A fala reforça a informação já publicada pela Fórum, que revelou a doação de R$ 3 milhões vinculada ao entorno do Banco Master durante a campanha presidencial.
Valdemar foi questionado sobre o caso Banco Master e sobre o fato de figuras da direita, inclusive dentro do PL, evitarem se expor publicamente sobre o tema. No trecho, o dirigente tenta responder ao argumento de que o doador teria sido “o maior” financiador e diz que o rótulo se explica pelo valor depositado na campanha de Bolsonaro.
Leia mais“Quando eles falam que ele foi o maior doador, é porque ele deu 3 milhões na campanha do Bolsonaro, deu diretamente na conta do Bolsonaro. Na conta do partido também entrava dinheiro. E nós tivemos até doações de 7 milhões de uma pessoa só”, declarou.
A frase central é objetiva: Valdemar confirma a doação de R$ 3 milhões para a campanha de Jair Bolsonaro. Mas, ao emendar que “na conta do partido também entrava dinheiro”, ele adiciona um segundo elemento que amplia o alcance político do assunto: não fala apenas de repasse para a campanha presidencial, e sim de entrada de recursos no próprio PL.
Na prática, Valdemar faz algo que o PL vinha evitando: dá a cara para reafirmar um repasse associado ao núcleo do caso Banco Master. E faz isso num momento em que o assunto voltou a pressionar o partido e seus aliados, com o tema circulando de forma pesada nas redes e no debate público.
O trecho também expõe um movimento defensivo: o dirigente tenta enquadrar o assunto como “doação de campanha”, mas acaba admitindo, na mesma resposta, que houve dinheiro no partido, uma linha que pode render novos desdobramentos e novas cobranças.
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O deputado federal Felipe Carreras esteve em Garanhuns, neste sábado (7), para acompanhar obras na área da saúde do município. Ao lado do prefeito Sivaldo Albino, do deputado estadual Cayo Albino, do vice-prefeito Eraldo Ferreira e dos vereadores Johny Albino, Alcindo Correia, Bruno Taveira, Darliane de Natalício, Fabiana Zoobi, Juca Viana, Leleu Andrade, Luizinho Roldão, Luiza da Saúde, Marcos de Zaqueu, Nelma Carvalho, Matheus Martins e Professor Cláudio, o parlamentar visitou o local onde estão sendo construídos o Hospital de Amor e o Hospital Municipal Antônio Carlos Figueira.
As duas unidades estão em obras e devem ampliar a estrutura de saúde do município. O Hospital de Amor terá uma unidade em Garanhuns com foco no atendimento oncológico, enquanto o Hospital Municipal Antônio Carlos Figueira integra o projeto da prefeitura para reforçar a assistência hospitalar da cidade. As obras contam com recursos destinados por meio de emendas parlamentares do deputado federal Felipe Carreras.
A deputada estadual Dani Portela publicou, neste sábado (7), um vídeo nas redes sociais em que critica uma festa realizada por alunos do Colégio Damas, na Zona Norte do Recife, na última quinta-feira (5), véspera do feriado, com o tema “Deu a Louca no Morro”.
A parlamentar apontou que o evento reproduziu racismo recreativo ao estigmatizar moradores de favelas e periferias. “Uma das modalidades da prática de racismo é o racismo recreativo. É quando o racismo é praticado como piada, como meme, como brincadeira, que foi o que aconteceu nessa festa Deu a Louca no Morro”, disse. Ao final do vídeo, ela cobra uma resposta da escola e afirma que “racismo não pode ser ensinado na escola”.
Tem um fenômeno impressionante mexendo com a política britânica. E a vitória de Hannah Spencer, uma encanadora e gesseira do norte da Inglaterra tem tudo a ver com isso.
Os dois partidos tradicionais, o Conservador e o Trabalhista, que dominam a política do país há mais de um século estão murchando. É uma reviravolta surpreendente que está acontecendo agora. Na última eleição, em 2024, o Partido Trabalhista teve uma vitória histórica: pegou 63% das cadeiras do parlamento. E agora, um ano e meio depois, está em terceiro lugar nas pesquisas. As informações são do portal g1.
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O partido que mais cresceu nos últimos meses foi o Reform UK, de extrema-direita, e que inclusive conseguiu cooptar várias figuras importantes do Partido Conservador.
Como reação a esse movimento, não foram os trabalhistas que ficaram mais fortes. A nova pesquisa trouxe uma grande surpresa. O Partido Verde — que era periférico — terminou a última eleição com 1% das cadeiras do parlamento e está agora com 21% das intenções de voto, em 2º lugar. Se aproximando bastante do Reform UK, que está em primeiro. Já os Trabalhistas e os Conservadores estão ficando pra trás. É um sinal do cansaço dos britânicos com a esquerda e a direita tradicionais.
E a Hannah Spencer é a primeira grande surpresa dessa mudança. Ela surgiu no contexto de uma eleição suplementar do parlamento. Não tem a política como profissão. Ela é encanadora. E no discurso de vitória, ela até brincou, dizendo pros clientes que teria que desmarcar os agendamentos, pra assumir o novo trabalho em Westminster.
Por Thiago Prado
Do jornal O Globo
O cientista político e sociólogo Alberto Carlos Almeida costuma ser uma voz que a esquerda considera relevante ouvir para tomar decisões. Antes de lançar seus últimos dois livros, foi recebido em Brasília por petistas como o presidente Lula, os ministros da Casa Civil, Rui Costa, e da Secretaria das Relações Institucionais, Gleisi Hoffman, e os senadores Jaques Wagner e Humberto Costa.
“A mão e a luva: o que elege um presidente” enaltece a importância dos resultados econômicos para um governante ser bem avaliado e, consequentemente, se reeleger. “A cabeça do brasileiro, vinte anos depois: o que mudou” lança luz sobre o perfil conservador do eleitor brasileiro. Em entrevista para a newsletter “Jogo Político”, Almeida explica por que considera em risco a reeleição de Lula em outubro mesmo com o petista na liderança das pesquisas.
Leia maisO caso Master atinge ministros do Supremo Tribunal Federal, o PT da Bahia, o Centrão e parte da direita. Na corrida presidencial entre Lula e Flávio Bolsonaro, quem sairá como o maior prejudicado?
O Lula. O Caso Master atinge o sistema como um todo e, hoje, quem simboliza tudo isso é o presidente, e não o Jair Bolsonaro e o seu filho. O escândalo reforça percepções como “todo político é ladrão, nada muda no Brasil”. As denúncias no INSS vão pelo mesmo caminho, é tudo ruim para o governo. Agora, ainda não é possível dizer que corrupção será o grande tema da eleição, teremos que ficar atentos naquela pergunta típica das pesquisas: “Qual a sua maior preocupação?”. Esse dado oscila. Em 2005, por exemplo, o mensalão durou como escândalo que impactou a avaliação do Lula de meados do ano até novembro. Depois, o presidente passou a recuperar a popularidade, e venceu a eleição.
No fim de fevereiro, o presidente do PT, Edinho Silva, falou que Flávio Bolsonaro é a “essência do fascismo”. É repetindo a estratégia de 2022 contra a direita que o Lula vai vencer a eleição de outubro?
É bobagem essa estratégia de chamar Flávio dessas coisas. Venho dizendo e reafirmo: ele é um candidato mais difícil de ser batido do que o Tarcísio de Freitas (governador de São Paulo). O Tarcísio teria que ficar fazendo sinais para a direita o tempo todo para se mostrar confiável e isso teria impacto na rejeição. O Flávio não precisa de nada disso, pode passar o ano inteiro se vendendo como moderado e sinalizando ao centro desde já. Lula versus Flávio será uma disputa sobre quem vai ter menos rejeição. Como estratégia, o melhor para o PT será jogar o Flávio para dentro do sistema também. Lembrar que ele é político, que é senador, que os aliados dele estão envolvidos no caso Master, lembrar a rachadinha. É por aí, e não falando de fascismo.
Mesmo assim, você tem dito nas redes que o Lula também vai precisar melhorar a própria popularidade para ganhar a eleição. Por quê?
Neste momento, o Lula é favorito para perder. Há anos, utilizo o dado de avaliação do governo em ótimo ou bom como régua. Lula fechou o ano na casa dos 30% neste quesito em várias pesquisas, mas os últimos levantamentos nas mãos do governo estão indicando o presidente na casa dos 25% e 26%. Pelo histórico brasileiro de eleições, ele precisa ter mais de 35% de ótimo ou bom se quiser vencer.
Mas o Lula tinha subido nas pesquisas no segundo semestre do ano passado com o discurso da soberania contra Donald Trump e a condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro. O que está acontecendo agora para que pareça uma volta ao cenário do primeiro semestre de um presidente fragilizado?
Esses são fatos isolados, eventos de cobertura de mídia que, claro, balançaram a popularidade do Lula positivamente. É parecido com o exemplo do Barack Obama nos EUA. Quando o Osama Bin Laden foi capturado e morto, em 2011, a popularidade dele subiu nos Estados Unidos. Depois, caiu de novo. O ponto é que, passados quatro anos, o eleitor brasileiro continua achando que o governo não o atende, que não está fazendo diferença na sua vida. Falamos muito de queda da inflação nos últimos meses, mas há um elemento que talvez tenhamos que prestar mais atenção: a carestia. A verdade é que as coisas continuam muito caras para a população.
Renato Meirelles, em artigo no Globo essa semana, fala sobre essa tema com a seguinte provocação: “A inflação recuou nos índices, mas a Dona Maria não consulta o IPCA antes de ir à feira. Ela lembra que o frango custava metade”…
É isso. As pessoas não conseguiram aumentar a quantidade de coisas que compram, o salário deixou de dar conta. A isenção do Imposto de Renda, pelo visto, não está significando percepção de melhoria de vida das pessoas.
A repercussão ruim do desfile da Acadêmicos de Niterói com uma ala ironizando a “família em conserva” teve algum impacto?
Não acredito que uma ala de escola de samba faça as pessoas mudarem de ideia sobre o que pensam a respeito de um governo. Isso é uma afronta à inteligência do eleitor. Lula já é pior avaliado entre os evangélicos desde sempre, o desfile não alterou esse quadro.
E o que Lula pode fazer faltando tão pouco tempo para a eleição?
Não vai adiantar só comunicação, não. Para não ficar na dependência de eventos midiáticos aleatórios, as pessoas vão precisar sentir a melhoria de via na veia. O que fez o Bolsonaro em 2022? Baixou o preço dos combustíveis com canetadas. Ele estava numa situação muito pior que a do Lula neste momento e quase ganhou a eleição naquele ano.
O senhor está sugerindo que só vai restar ao Lula ser populista para vencer?
Sim. Vai precisar gastar mais, baixar os juros. Não basta falar que é defensor do fim da pauta 6×1 que pode vir a acontecer um dia. Vai precisar de medidas na área econômica para que a população perceba efeitos agora. E, de preferência, medidas que não precisem da autorização do Congresso. Porque pode ser que desta vez deputados e senadores não queiram mais aprovar nada a favor do governo.
Na sua opinião, Lula 3 está sendo pior que Lula 1 e 2?
Acho que há duas diferenças cruciais. A primeira, econômica. O Lula não fez os movimentos dos outros mandatos que é o de começar contendo gastos e fazendo ajustes para chegar no fim do governo expandindo. Ele deixou a Presidência em 2010 crescendo 7%. Desta vez, os dois primeiros anos terão crescimento superior aos dois finais. A segunda coisa é que ele não pegou um grande partido do centro e transformou em um grande aliado como foi o MDB lá atrás. Eram outros tempos, claro, mas trazer Geraldo Alckmin para vice e dar ministérios periféricos para o Centrão foi insuficiente. Acabou sendo um governo que ampliou pouco e que ficou muito vinculado à esquerda. Não adiantou ter escondido a Janja um pouco mais nos últimos meses, a cara do Lula 3 ainda continuou sendo essa: a de ser um governo muito petista e bastante exclusivista.
Várias dessas análises estão em seus livros e postagens na internet. Afinal, a esquerda gosta de te ouvir, mas não segue seus conselhos?
Acho que no fundo eles não leem as coisas que eu escrevo, não. O Lula foge de determinadas discussões até, mas já o PT, nada. A cartilha que o partido segue é insana. Dizer que pardo é preto? Dizer que a mulher é dona do seu corpo na questão do aborto? Ser contra privatizações, sendo que o brasileiro a apoia se o serviço melhorar? É tudo uma loucura na esquerda.
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O diretório nacional do PSOL aprovou neste sábado (7) resoluções em que sinaliza o apoio do partido à reeleição do presidente Lula desde o primeiro turno, mas recusou proposta de federação com o PT, optando por renovar a Federação PSOL-Rede para os próximos quatro anos.
Decisão de apoiar atual presidente Lula já no primeiro turno das eleições deste ano tem objetivo de enfrentar e derrotar a extrema-direita. Segundo o partido, a prioridade em nível nacional segue sendo a construção da unidade entre setores populares contra a extrema direita. As informações são do UOL.
Leia maisPSOL vetou proposta de federação com o PT para as eleições de 2026. A ideia foi debatida neste sábado (7), em reunião virtual do diretório nacional do partido. Foram 47 votos contrários e 15 favoráveis. “O tema foi acolhido e, assim como os demais, debatido de modo democrático e amplo, conforme nossa tradição partidária. Vamos seguir agora orientados pelas decisões hoje tomadas, mas sempre com respeito a posições divergentes”, disse, por meio de nota, a presidente nacional do PSOL, Paula Coradi.
Direção nacional do PSOL renovou, por mais quatro anos, a federação do partido com a Rede Sustentabilidade. Segundo o diretório nacional, o balanço da experiência atual é positivo como instrumento para que os partidos ultrapassem a cláusula de barreira nas eleições deste ano e aumentem as bancadas federais e estaduais com autonomia política. “Construímos unidade em temas centrais e estabelecemos diálogos ponderados para lidar com as diferenças. Seguimos crescendo com consistência programática num contexto adverso para o conjunto das esquerdas”, diz trecho da resolução aprovada.
Decisão representa derrota para grupo de Boulos. A vertente do PSOL liderada pelo ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos, vinha sofrendo baixas nas últimas semanas em meio a pressões internas para que o partido aceitasse formar a federação. A recusa evidenciou essa resistência na legenda em torno da ideia de se unir ao PT, quase 22 anos depois da dissidência dentro do partido de Lula que originou o próprio PSOL.
Alinhados a Boulos apontam desafios de partido seguir sem formar uma federação. Também lembram que a Rede pode se separar do PSOL neste ano e que há deputados estaduais petistas que ainda rejeitam alinhamento com o prefeito do Rio.
Cláusula de barreira é uma regra eleitoral brasileira que estabelece performance mínima nas eleições deste ano para assegurar acesso ao Fundo Partidário. Indicador também serve de base para tempo de propaganda no rádio e na televisão. Em 2026, para vencer essa cláusula, os partidos precisarão ter ao menos 2,5% dos votos válidos distribuídos em pelo menos nove estados, com um valor mínimo de 1,5% em cada um desses Estados, ou eleger 13 deputados federais, distribuídos em pelo menos nove estados.
Em 2022, em federação com a Rede Sustentabilidade, o PSOL elegeu 14 deputados. Conquistou ainda mais um parlamentar para a bancada após a reversão de um resultado eleitoral no Amapá. Hoje, a federação tem 11 deputados do PSOL e quatro da Rede. Os eleitos pela legenda são, em sua maioria, do Rio de Janeiro e de São Paulo. As únicas exceções são Célia Xakriabá (MG) e Fernanda Melchionna (RS).
Integrantes do partido contrários à federação reconhecem que o cumprimento da cláusula ficaria mais difícil. No entanto, avaliam que pode haver crescimento na votação de parlamentares do partido e também veem possibilidade de o PSOL atrair nomes de peso para as eleições.
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Autoridades públicas manifestaram solidariedade à secretária da Defesa dos Animais do Recife, Andreza Romero, após ela relatar ter sido vítima de importunação sexual durante visita ao Beach Park, em Aquiraz, Região Metropolitana de Fortaleza, ontem (6). O caso foi divulgado pela própria secretária em um vídeo publicado nas redes sociais, no qual afirma que a importunação havia sido praticada por um funcionário do parque enquanto ela aguardava na fila de um brinquedo, acompanhada da filha de três anos.
Entre as manifestações de apoio, a deputada estadual Dani Portela (PSOL) escreveu: “Primeira coisa. Você não tem culpa alguma. Segunda coisa. Você não está sozinha. Mexeu com uma, mexeu com todas. Denunciar é fundamental.” A senadora Teresa Leitão (PT) também comentou: “Minha solidariedade, Andreza! Fez muito bem em denunciar. Conte conosco, você não está sozinha.” Já a ex-deputada federal Marília Arraes afirmou: “Andreza, a vítima nunca é culpada! Sinta-se abraçada nesse momento. Resista e faça justamente isso: denuncie e encoraje tantas mulheres que você representa a fazerem o mesmo.”
Em nota, o presidente da Assembleia Legislativa de Pernambuco, Álvaro Porto, também manifestou solidariedade. “Em nome da Alepe, expresso minha solidariedade à vereadora Andreza Romero, esposa do deputado Romero Albuquerque, pela inaceitável importunação sexual que sofreu no Beach Park, em Fortaleza. É lamentável que, em pleno século XXI, ainda enfrentemos atos que ferem a dignidade da mulher e da sociedade. Condeno veementemente essa violência e apelo às autoridades do Ceará para que tomem as providências necessárias. Que este episódio sirva como um chamado à ação pela defesa dos direitos das mulheres e pelo combate à impunidade”, afirmou.
Na rede social de Andreza Romero, o Beach Park se manifestou afirmando repudiar qualquer forma de importunação ou violência e lamentando o ocorrido. Segundo o parque, o funcionário citado foi afastado imediatamente e a empresa adotou as medidas cabíveis. Andreza Romero informou que registrou boletim de ocorrência e notificou formalmente o parque sobre o caso.
Do Poder360
O ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes negou ter trocado mensagens com Daniel Vorcaro em 17 de novembro de 2025, dia em que o fundador do Banco Master foi preso pela primeira vez pela operação Compliance Zero. Há, entretanto, muitos indícios de que houve de fato o diálogo por meio de aplicativo de mensagens entre o agora ex-banqueiro e o magistrado.
Vorcaro costumava escrever suas mensagens no aplicativo de notas do celular. Fazia uma imagem do que havia escrito e enviava essa captura de tela via WhatsApp — numa mensagem configurada para apagar automaticamente depois que o destinatário a abrisse.
Leia maisOcorre que o criador do Master se esqueceu de um detalhe que tornou vulnerável sua estratégia: todas as imagens que Vorcaro fazia da tela ficavam também arquivadas no álbum de fotos do celular, indicando o momento exato em que foram captadas. A Polícia Federal achou essas capturas de tela e os horários batiam com os das mensagens que o então banqueiro mandava para Alexandre de Moraes via WhatsApp.
É que a Polícia Federal também teve acesso a imagens da tela do celular de Vorcaro, inclusive do aplicativo WhatsApp. Essas imagens da tela foram reveladas pela jornalista Malu Gaspar, do jornal O Globo.
Mesmo com todos esses indícios, o magistrado passou os dois últimos dias negando ter sido o receptor das mensagens de Vorcaro. Falou com vários políticos e jornalistas ontem (6). Disse que as imagens das mensagens de texto do ex-banqueiro estavam arquivadas pela Polícia Federal em pastas junto com contatos telefônicos de outras pessoas no material extraído do celular de Vorcaro. Logo, as mensagens não teriam sido remetidas a ele, Alexandre de Moraes.
A mensagem mais comprometedora é a que Vorcaro pergunta: “Alguma novidade? Conseguiu ter notícia ou bloquear?”. Foi enviada às 17h26 de 17 de novembro de 2025, poucas horas antes de o então banqueiro ser preso pela Polícia Federal.
O Poder360 notou um detalhe importante a respeito de onde está arquivada a imagem desse texto de Vorcaro. O arquivo está repetido em duas pastas no acervo que a PF enviou para a CPMI do INSS. Numa dessas pastas, está também arquivado o cartão de contato telefônico do senador Irajá (PSD-TO), filho da ex-senadora Kátia Abreu. Numa segunda pasta, a mesma imagem aparece junto com o cartão de contato da advogada Viviane Barci, mulher de Moraes.
Moraes sugere que as mensagens de Vorcaro teriam sido enviadas ao senador Irajá porque a imagem do bloco de notas estava numa pasta com o contato do político. Só que esse mesmo argumento então poderia ser usado para sustentar que a mensagem teria sido destinada a Viviane Barci.


O argumento de Moraes é frágil do ponto de vista técnico. Os dados baixados do celular de Vorcaro aparentemente foram salvos pela PF em diversas pastas de maneira aleatória — é o que se observa nos cerca de 700MB de arquivos enviados à CPMI do INSS e depois vazados para a mídia, inclusive para o Poder360. O fato de cartões de contatos estarem salvos em diversas pastas, numa primeira análise, não indica nenhum tipo de relação entre esses vários conteúdos.
O senador Irajá mandou notas para todos os principais veículos de comunicação negando que tivesse recebido mensagens de Vorcaro. “A informação de que Daniel Vorcaro teria enviado qualquer mensagem ao senador Irajá é completamente inverídica. O fato de o senador eventualmente constar na lista de contatos de Daniel Vorcaro não significa absolutamente nada”, disse o político de Tocantins.
Atuação fora da jurisdição
Há mais um problema a ser enfrentado por Alexandre de Moraes. Ele soltou uma nota com os argumentos para se defender dizendo que se baseava em “análise técnica realizada nos dados telemáticos de Daniel Vorcaro, tornados públicos pela CPMI do INSS”. Ocorre que os vazamentos de dados pela CPI são ilegais do ponto de vista formal. Não estão disponíveis para análise técnica nem legal. Além disso, ao dizer que fez esse tipo de análise, o magistrado entrou num caso em que não atua — o relator do inquérito do Banco Master é o ministro André Mendonça. Na tarde de ontem, Mendonça abriu um inquérito para investigar os vazamentos.
Não há um risco imediato para Moraes, pois ministros do Supremo só podem ser investigados pelo Senado se o presidente da Casa aceitar abrir um processo de impeachment. Não há indicação de que Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), que preside o Senado, tenha intenção de seguir esse caminho agora.
O problema para Moraes é que o próprio Supremo pode investigar o que se passou. Se Daniel Vorcaro vier a delatar para tentar reduzir sua pena, será indagado sobre quem foram os destinatários de suas mensagens escritas no bloco de notas do celular. Se confirmar que mandou as imagens e textos para Moraes, o magistrado ficará ainda mais fragilizado.
A nota de Alexandre de Moraes o coloca numa situação de desconforto em relação a André Mendonça. Ao assumir a relatoria do caso Master, em 12 de fevereiro, Mendonça restringiu o acesso a informações só aos policiais federais diretamente envolvidos nas investigações. Nem mesmo superiores dos agentes poderiam tomar conhecimento das informações. Em 20 de fevereiro, o ministro autorizou o compartilhamento das informações da PF com a CPMI do INSS — informações essas que já estavam no Senado sob guarda da presidência da Casa desde antes de Mendonça assumir o caso.
Ao usar, como diz Moraes, material que foi vazado (com o eufemismo “tornado público”) pela CPMI, o magistrado saiu de sua jurisdição e analisou dados do caso Master, cujo inquérito está sob o cuidado exclusivo de André Mendonça.
Acervo da CPMI do INSS
A investigação sobre fraudes em descontos de aposentados e pensionistas do INSS recebeu cerca de 700MB de arquivos que estavam dentro de um ou mais celulares de Vorcaro. O ex-banqueiro teve sete celulares apreendidos nas fases um e dois da operação Compliance Zero. A PF não informou ao Congresso de quais celulares extraiu o conteúdo, que é incompleto.
A imagem da mensagem no bloco de notas que está causando controvérsia aparece repetida em duas pastas dos arquivos recebidos pela CPMI, como está mostrado nas imagens acima neste post. Há também uma imagem numa dessas duas pastas com anotações feitas à mão no que parece ser um guardanapo de papel.

No papel, há quatro registros:
Marcela Mattiuzzo – advogada, sócia no escritório VMCA, e ex-chefe de gabinete da presidência do Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica);
VMCA – escritório de advocacia especializado em concorrência, regulação econômica, tecnologia e compliance;
Rodrigo Mudrovitsch – advogado que tem excelente relação com o ministro Gilmar Mendes, é presidente da Corte Interamericana de Direitos Humanos. O ministro o elogiou quando foi indicado ao cargo;
Vitor Rufino – advogado no escritório Mudrovitsch Advogados.
Nada prova que essas imagens e arquivos tenham alguma relação entre si, exceto que tudo foi extraído de celulares de Daniel Vorcaro. Moraes não explica na nota como a “análise técnica” foi feita nem quem teria conduzido o procedimento para sustentar que possivelmente a mensagem de Vorcaro teria ido para outras pessoas e não para ele. O Poder360 questionou a assessoria do STF sobre o assunto. “É o que tem na nota” foi a resposta enviada.
Polícia Federal Seletiva
Em meio à controvérsia sobre as mensagens entre Moraes e Vorcaro, há também a atuação seletiva da Polícia Federal. A CMPI do INSS pediu acesso a dados do Banco Master que pudessem ter relação com fraudes em empréstimos consignados e com a Previdência Social. A PF mandou para a CMPI só uma fração do que apreendeu até agora. No despacho para o colegiado do Congresso, mandou também dados que não têm relação com o INSS –– por exemplo, quase 2.000 páginas de texto reproduzindo em grande parte conversas pessoais de Vorcaro com uma namorada que teve nos anos de 2024 e 2025.
A PF também enviou para a CPMI dados só extraídos de celulares de Vorcaro. Não se sabe se esses 69 contatos foram os únicos que os peritos conseguiram extrair ou se a PF filtrou o que desejou repassar para o colegiado.
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O deputado federal Felipe Carreras cumpriu agenda em Cachoeirinha, no Agreste, neste sábado (7), para visitar obras e acompanhar o andamento de projetos nas áreas de saúde e educação, ao lado do prefeito André Raimundo, do vice-prefeito Geraldo de Cabanas, dos vereadores Euclides Raimundo, Gilvania de Geraldo de Cabanas e Genilson de Geraldo Dentista, além de outras lideranças locais.
Um dos pontos da agenda foi a visita ao Hospital Municipal, onde o prefeito apresentou ao parlamentar o bloco cirúrgico da unidade. Implantado na gestão do ex-prefeito Roberto Raimundo, o espaço permaneceu desativado por vários anos e passa por reestruturação com recursos destinados pelo parlamentar em parceria com a gestão municipal. O investimento já foi pago e a previsão é que o bloco seja reaberto em breve, após a conclusão das adequações necessárias.
A agenda também incluiu uma visita ao terreno onde será construída uma nova creche na cidade, obra viabilizada por meio do Novo PAC. O equipamento vai ampliar a oferta de vagas na educação infantil e garantir mais estrutura para o atendimento às crianças de Cachoeirinha.
Por fim, a comitiva também esteve no bairro Tancredo Neves, onde está sendo construída uma nova Unidade Básica de Saúde (UBS), por meio de recursos do Novo PAC. A obra vai fortalecer a atenção básica no município, ampliando o acesso da população aos serviços de saúde.
Irmão do empresário e influenciador Pablo Marçal (União Brasil), Hudson Marçal afirmou ao blog que deve disputar uma vaga de deputado federal nas eleições deste ano. Pablo ganhou projeção nacional ao disputar a Prefeitura de São Paulo em 2024.
Filiado ao Partido Liberal (PL), Hudson concorreu pela primeira vez a um cargo eletivo no mesmo ano, quando disputou uma vaga de vereador em Goiânia. Na ocasião, recebeu 915 votos e não conseguiu se eleger.
Mas agora, o cenário mudou e a projeção do irmão em São Paulo pode ter forte influência na campanha em Goiás.
Presidente da CPI do INSS, o senador Carlos Viana (Podemos-MG) rebateu, ontem (6), a nota divulgada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a pedido do ministro Alexandre de Moraes e afirmou que a comissão parlamentar não divulgou material sigiloso envolvendo integrantes da Corte.
A manifestação foi publicada nas redes sociais após a nota a pedido de Moraes afirmar que conversas encontradas no celular do empresário Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, no dia em que foi preso foram tornadas públicas pela CPI do INSS. No comunicado, Moraes nega que prints de mensagens atribuídos ao banqueiro tenham sido enviados a ele. As informações são do Estadão.
Leia maisNa nota, o ministro não nega, porém, que tenha conversado com Vorcaro em 17 de novembro do ano passado, dia no qual o banqueiro foi preso pela primeira vez — na primeira fase da Operação Compliance Zero. Pessoas ouvidas pelo Estadão confirmam que houve troca de mensagens entre ambos neste dia.
A troca de mensagens se dava com prints no modo visualização única. Para manter o sigilo, tanto Vorcaro quanto Moraes escreviam textos em seus blocos de notas, capturavam a tela e enviavam as imagens com o recurso que só permite uma única visualização antes de apagar o arquivo.
Mendonça manda PF investigar vazamento
Carlos Viana também reagiu à decisão do ministro André Mendonça, relator do caso no STF, que determinou a abertura de investigação para apurar eventual vazamento de dados relacionados à CPI.
O senador afirmou receber a medida “com serenidade e respeito institucional”, mas ressaltou que o Congresso possui prerrogativas constitucionais próprias para conduzir investigações. “O Parlamento não pode abrir mão de suas competências constitucionais de investigar fatos graves que atingem milhões de brasileiros”, escreveu, citando especialmente denúncias que envolvem aposentados e pensionistas.
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