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Por Bernardo Mello Franco
Do jornal O Globo
Rumo à sétima campanha presidencial, Lula deixou escapar uma preocupação com os debates de TV. “Eu não sei quantos candidatos vai ter do lado de lá”, comentou, na quarta-feira. O petista disse que preferia participar de encontros “sem tanta regra”. “Quem sabe não precisa ser todo mundo junto, quem sabe faz uma mistureba?”, sugeriu, em entrevista ao ICL Notícias.
Pela lei eleitoral, outros três pré-candidatos têm lugar garantido nos debates: Flávio Bolsonaro (PL), Ronaldo Caiado (PSD) e Augusto Cury (Avante). Eles são filiados a partidos que elegeram ao menos cinco congressistas em 2022. As emissoras também podem convidar representantes de legendas nanicas que pontuarem bem nas pesquisas. Em tese, poderá ser o caso de Romeu Zema (Novo) e Renan Santos (Missão).
Leia maisCom três, quatro ou cinco rivais, o petista caminha para ficar isolado no ringue televisivo. Todos os oponentes estarão “do lado de lá”, e tendem a se revezar em ataques ao presidente que busca a reeleição.
Lula não terá a quem culpar. Foi ele quem definiu a estratégia de barrar outras candidaturas na esquerda e na centro-esquerda. Partidos como PDT e PSOL, que têm tradição de lançar presidenciáveis, foram convencidos a apoiá-lo desde o primeiro turno. O PSB se manteve na chapa em troca da permanência de Geraldo Alckmin como vice.
Em busca de votos do centro, presidente ainda ensaiou oferecer a vaga ao MDB, mas esbarrou num manifesto de 17 diretórios estaduais contra a aliança. Terá que se contentar com apoios regionais no Norte e no Nordeste. O mesmo vale para o PSD: a sigla lançou Caiado, mas autorizou as seções locais a se dividirem entre Lula e Flávio.
O “todos contra um” nos debates não será a única consequência da estratégia escolhida pelo presidente. Ao bloquear o surgimento de adversários no campo progressista, Lula pode ter criado uma armadilha para si mesmo no segundo turno.
No cenário de hoje, todos os rivais tendem a pedir votos para o primogênito de Bolsonaro. Lula teria dificuldade para repetir o efeito frente ampla de 2022, quando recebeu apoio declarado de Simone Tebet e envergonhado de Ciro Gomes.
Desta vez, o presidente deve encontrar pouco espaço para ampliar a votação num segundo turno. Como escreveu no Globo o pesquisador Mauricio Moura, isso o obrigará a fazer o possível para liquidar a fatura em 4 de outubro. Seria um feito inédito: nas cinco vezes em que levou a Presidência, o PT jamais conseguiu vencer no primeiro turno.
O ocaso do Tucanistão
Pela primeira vez, o PSDB admite não lançar candidato ao governo de São Paulo. O partido venceu sete eleições consecutivas no estado entre 1994 e 2018. Nos últimos anos, foi devorado pelo bolsonarismo e viu prefeitos e deputados migrarem em massa para o PSD, de Gilberto Kassab.
Sem nomes competitivos para o Palácio dos Bandeirantes, os tucanos agora negociam apoiar Kim Kataguiri, o deputado tiktoker do MBL.
O que diria Mario Covas?
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A governadora Raquel Lyra (PSD) e o pré-candidato ao Governo de Pernambuco João Campos (PSB) participaram, há pouco, da Missa Solene da 22ª Festa da Divina Misericórdia, realizada na Serra das Varas, em Arcoverde. A Festa da Misericórdia é um tradicional evento na cidade sertaneja, capitaneado pelo Padre Adilson Simões, e reúne fiéis de todo o Nordeste na chamada Terra da Misericórdia.
O pré-candidato apareceu junto a mãe Renata Campos, o pré-candidato a vice-governador Carlos Costa, a ex-prefeita de Arcoverde Madalena Britto, o deputado federal Pedro Campos, entre outros. A governadora apareceu ao lado do prefeito aliado Zeca Cavalcanti, de vereadores como Célia Galindo e de nomes como Túlio Gadelha, Priscila Krause, Miguel Coelho e Romero Sales, entre outros.
“Bora, minha turma, que hoje é dia de Arcoverde, porta do nosso Sertão, terra do Cardeal e onde tem o tradicional samba de coco! Eita, terra que amo! E para o domingo ficar completo, vamos juntos agradecer a Jesus Misericordioso por todas as graças alcançadas, na missa e na 22ª Festa da Divina Misericórdia. Meu prefeito Zeca Cavalcanti, estamos juntos, viu? Obrigada por esse convite irrecusável!”, disse em sua rede social.
Já em suas redes sociais, João Campos também registrou a participação e ressaltou o momento de fé que, para ele, vai além do contexto político. “A gente está mais uma vez nessa cidade querida, dessa vez por um motivo tão especial, que é poder participar da festa na Terra da Misericórdia, liderada pelo querido Padre Adilson Simões”, diz. “Eu vim aqui já muitas vezes, já vim aqui criança, jovem, já vim deputado. Eu tenho uma relação pessoal com o Padre Adilson, tenho uma relação muito boa com ele, de muito respeito e pela obra social que ele faz. Então, eu não estou aqui apenas como pré-candidato, mas estou como católico, cristão e amigo de Padre Adilson. E estar aqui em Arcoverde, para mim, é especial. Um momento também onde a gente começa uma caminhada para o Pernambuco, podendo andar o estado inteiro”, completa.
Um delegado da Polícia Federal lotado em Pernambuco foi flagrado furtando um item avaliado em R$ 300 em um supermercado no shopping RioMar, no bairro do Pina, Zona Sul do Recife. A ação, na última quarta-feira (8), foi registrada pelas câmeras de segurança do estabelecimento.
No vídeo, o suspeito, identificado como Erick Ferreira Blatt, de 50 anos, aparece em frente a uma prateleira, pegando um item pequeno e colocando em um carrinho de compras. Em seguida, ele se dirige a uma mesa na área da padaria, onde senta e, após alguns instantes, coloca o produto no bolso da bermuda. As informações são do Diário de Pernambuco.
Leia maisDepois, vai ao caixa, paga por outras mercadorias e deixa o supermercado. Na saída, é abordado por seguranças, que o conduzem de volta ao estabelecimento. As imagens seguintes mostram ele retirando o produto do bolso e entregando a um segurança, que o revista. Segundo a TV Globo, o delegado tentou furtar um vidro de carpaccio de trufa.
Quem é o delegado
Blatt é delegado da PF desde 2006. Em 2020, quando atuava no Rio, ele isentou o senador Flávio Bolsonaro (PL) em uma investigação da PF que apurava se o parlamentar tinha cometido lavagem de dinheiro e falsidade ideológica eleitoral em declarações de bens à Justiça Eleitoral. Na época, o colunista Guilherme Amado publicou que os dois se conheciam há cerca de sete anos.
Investigação
Em nota, a Polícia Civil disse que Erick Blatt foi conduzido à Delegacia de Boa Viagem para prestar esclarecimentos. O caso está sendo investigado como “furto em estabelecimento comercial”.
A Superintendência da Polícia Federal em Pernambuco informou que foi instaurado “procedimento de natureza disciplinar com vistas a rigorosa apuração pela Corregedoria Regional”.
O Diario não localizou a defesa do delegado. O espaço está aberto.
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O candidato ao Governo de Pernambuco, João Campos (PSB), manifestou apoio público ao presidente da Câmara Municipal de Arcoverde, Luciano Rodrigues Pacheco, após o avanço do pedido de cassação do mandato do vereador. Em publicação nas redes sociais neste domingo (12), João divulgou um vídeo ao lado do parlamentar, em que presta solidariedade e reforça a legitimidade da atuação de Pacheco à frente do Legislativo municipal.
No vídeo, João afirma: “Tenho a minha solidariedade, você que foi eleito de forma legítima para representar o povo, conduz um poder municipal, um poder legislativo. Eu tenho certeza, Luciano, que o povo de Arcoverde tá com você. Você conta com a nossa solidariedade, nosso apoio, e o principal é trabalhar pelo povo”.
O gesto ocorre após o envio do pedido de cassação à Câmara, motivado por denúncia de uma servidora municipal que acusa Luciano Pacheco de descumprir o Estatuto da Advocacia ao exercer atividades típicas da profissão durante o mandato. Segundo o Blog do Elielson, há indícios de atuação do parlamentar em processos judiciais, o que, se confirmado, pode configurar infração político-administrativa e até improbidade.
Nos bastidores, aliados de Luciano Pacheco apontam motivação política no processo e relacionam o caso a um rompimento com o prefeito Zeca Cavalcanti (Podemos). O caso segue sob análise interna da Casa Legislativa e deve ter novos desdobramentos nos próximos dias, em meio a um ambiente de tensão política.
A mobilização em defesa da permanência da agência do Banco Itaú em Arcoverde ganhou novo reforço político após a divulgação da carta do Sindicato dos Bancários. A vereadora Célia Galindo declarou apoio público ao movimento liderado por entidades e pela sociedade civil, destacando a importância estratégica da unidade para a população local, especialmente diante do papel do município como polo regional no Sertão.
Em posicionamento firme, a parlamentar ressaltou o caráter essencial dos serviços prestados pela agência, sobretudo para os segmentos mais vulneráveis. “Estamos falando de um serviço essencial, que atende milhares de pessoas — especialmente aposentados, pequenos comerciantes e trabalhadores que dependem do atendimento presencial no dia a dia”, afirmou. Segundo ela, a realidade de exclusão digital ainda presente em parte da população reforça a necessidade de manutenção do atendimento físico.
A manifestação ocorre em meio às preocupações sobre os impactos econômicos e sociais de um possível fechamento da unidade, apontados em carta aberta divulgada recentemente. Célia Galindo reforçou o compromisso de atuar ao lado de diferentes setores para evitar o encerramento das atividades. “Sigo ao lado das entidades, dos comerciantes e de toda a população nessa luta. Arcoverde é um polo regional forte, e precisamos defender aquilo que sustenta nossa economia e o bem-estar do nosso povo”, declarou. A mobilização segue em andamento e busca abrir diálogo com a direção do banco.
Por Elio Gaspari
Do jornal O Globo
Entre propinas, festas, milicianos, consultorias e honorários, em três anos, Daniel Vorcaro aspergiu, numa conta de padaria, mais de R$ 1 bilhão. Contratou serviços de um ex-presidente (Michel Temer, com R$ 10 milhões), dois ex-ministros (Ricardo Lewandowski, do STF, com pelo menos R$ 6,1 milhões e Guido Mantega, da Fazenda, com R$ 14 milhões.) Nessa constelação de notáveis brilha o escritório de advocacia de Viviane Barci de Moraes (R$ 80 milhões). Em quatro anos o Master gastou mais de R$ 500 milhões com advogados de 91 bancas.
A milícia privada de Vorcaro custou-lhe R$ 68,66 milhões em 2023. Nas asas de suas empresas voaram pelo menos três ministros do Supremo: Alexandre de Moraes, marido da doutora Viviane, Gilmar Mendes e Dias Toffoli. Este, como relator do caso Master, quis impor sigilo ao processo e tentou blindar a investigação.
Leia maisO escândalo do Banco Master tomou lugar da roubalheira da rede varejista Americanas, que expôs executivos e três dos maiores bilionários do Brasil. Segundo o ministro Fernando Haddad, Vorcaro armou a maior fraude bancária já vista em Pindorama. Ao contrário da turma da Americanas, Vorcaro é um exibicionista; uma festa em Taormina, na Itália, custou-lhe R$ 363 milhões, e um cruzeiro pelo Mediterrâneo saiu por R$ 11,5 milhões. Torrou R$ 3,3 milhões numa farofa para degustar uísque em Londres, enfeitando-a com ministros do STF. As farofas custaram-lhe R$ 60 milhões.
É pena que o ritual das delações premiadas não permita que estranhos às investigações participem das oitivas. Se Daniel Vorcaro fosse interrogado pelo antropólogo Michel Alcoforado, autor de “Coisa de rico”, suas confissões lançariam luz sobre a espécie. Essas oitivas poderiam ter a participação especial do festeiro Diogo Batista, conhecido como “concierge dos VIPs”. Ele armava festas e cruzeiros para Vorcaro. Um passeio pela França custou R$ 11,5 milhões.
As festas de Vorcaro eram enfeitadas por modelos nacionais ou europeias. Em tese, uma modelo sérvia não reconhece as companhias nacionais. (Em outro tempo, na prática, uma modelo francesa disse ao seu par: “Je vous ai vu à la télévision”, e estragou a noite.)
Vorcaro não é um corruptor comum, ele foi a expressão máxima de um grupo de novos ricos que não conseguem se relacionar com outras pessoas sem lhes dar algum capilé ou oferecer favor que os coloque em dívida, um voo no jatinho, por exemplo.
Os brasileiros endinheirados e/ou poderosos mudaram de patamar. No século passado, Tancredo Neves, ex-ministro da Justiça, e Magalhães Pinto, dono do banco Nacional e governador de Minas Gerais, moraram no mesmo edifício da Avenida Atlântica em apartamentos de 600 metros quadrados. Por algum tempo, lá morou também, na cobertura, o banqueiro Walther Moreira Salles.
O mundo dos bancos para Vorcaro “é uma máfia”, e seu “business” incluía a oferta de acompanhantes para os convidados ilustres. Com suas fraudes, Vorcaro entrou para a crônica política e policial. Ele é também um personagem para estudo dos antropólogos.
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Os peruanos irão às urnas ao longo deste domingo (12) com um cardápio variado de candidatos presidenciais. No total, são 35 candidatos, um recorde peruano e sul-americano.
São muitos, mas nenhum deles consegue despertar o entusiasmo, já que a intenção de voto é ultrafragmentada. E, tal como na eleição de 2021, sempre podem ocorrer surpresas. Os principais candidatos oscilam entre os 5% e 15% das intenções de voto. Não se descarta um alto número de votos brancos e nulos. Aliás, na eleição de 2021, os brancos e nulos superaram o 1º colocado no primeiro turno. As informações são do g1.
Leia maisKeiko Fujimori: a filha do ditador

Primeira em todas as pesquisas, Keiko Fujimori é filha do ex-ditador Alberto Fujmori e é a 4ª vez que tenta ser eleita presidente. Na vez anterior disse que “a terceira é a vencida”… e não deu. Agora diz que “a quarta será a vencida”. Representante da direita, tem propostas que são um mix de neoliberalismo e assistencialismo social.
Carlos Álvarez: humorista que faz o eleitorado gargalhar

Carlos Álvarez, de direita, é um humorista famoso que começou a fazer piadas sobre os rivais e imitá-los. Ele se tornou um sucesso e foi subindo nas pesquisas. Álvarez descobriu que seu principal capital político é fazer o eleitorado gargalhar. Ele promete implantar a pena de morte no país.
Rafael López Aliaga: o conservador que se autoflagela

Rafael López Aliaga é um católico fervoroso que diz que todos os dias se flagela com um cilicio metálico para evitar a tentação. Ele afirma também que não tem relações sexuais desde 1981. Contra o aborto, propõe dar um documento de identidade aos fetos. Ele propões enviar ladrões a prisões na Amazônia peruana e que estejam rodeados de serpentes venenosas.
Ricardo Belmont: o empresário que deu calote

Ricardo Belmont, o mais longevo dos candidatos, com 80 anos de idade, é empresário de centro-esquerda de alta exposição midiática nas últimas décadas. Ex-prefeito de Lima, ele foi protagonista de um calote em 56 mil pessoas que comparam ações do canal de TV que ele inaugurou no final dos anos 80 e que ele nunca pagou.
Roberto Sánchez: ‘cowboy’ de esquerda

Roberto Sánchez, de esquerda, promete anistiar o ex-presidente Pedro Castillo, preso por ter tentado dar um golpe de estado em 2022. Dias atrás apareceu no centro histórico de Lima montado a cavalo com o chapéu que o ex-presidente lhe deu na cadeia.
Alfonso López Chau: o acadêmico que perdeu força

Alfonso López Chau, economista de centro-esquerda, acadêmico, que começou a campanha despontando nas pesquisas, mas posteriormente sua candidatura foi se diluindo.
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A pré-candidata ao Senado Marília Arraes (PDT) participou, na última sexta (10), ao lado do senador e pré-candidato à reeleição Humberto Costa (PT) de um encontro com lideranças e profissionais do setor cultural.
A agenda, promovida pelo mandato do congressista, foi a primeira realizada conjuntamente pelos postulantes à Casa Alta na Região Metropolitana após a oficialização da chapa da Frente Popular. O evento ocorreu na sede do Sindicato dos Bancários de Pernambuco. As informações são do Blog da Folha.
Leia maisCoautora das leis Aldir Blanc e Paulo Gustavo, que garantiram auxílio durante a pandemia da Covid 19 e investimentos de mais de R$ 3,86 bilhões no setor cultural, Marília destacou a importância da luta permanente em defesa da Cultura e fez uma avaliação do cenário nacional e estadual do setor.
“Nos últimos anos, o Governo Federal, sob a liderança do presidente Lula, recolocou a cultura no centro das políticas públicas, com a reconstrução do Ministério da Cultura, a retomada do diálogo com o setor e a implementação de uma política nacional estruturante, permanente e descentralizada. A criação da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura, com repasses contínuos a estados e municípios, além da regulamentação e execução efetiva da Lei Paulo Gustavo, garantiram que os recursos chegassem na ponta. Também avançamos na valorização da economia criativa, na ampliação de editais, no fortalecimento do Sistema Nacional de Cultura e na inclusão de fazedores de cultura historicamente invisibilizados. É um novo momento, em que a cultura volta a ser entendida como estratégia de desenvolvimento, geração de renda e afirmação da nossa identidade”, disse.
Marília também afirmou que Pernambuco tem tido problemas na gestão da área e ressaltou a necessidade de os investimentos chegarem de forma adequada.
“Em contrapartida, Pernambuco ainda enfrenta problemas como burocracia, falta de planejamento, dificuldade de acesso a editais e pouca descentralização dos recursos. O que ouvimos aqui hoje mostra que quem faz cultura segue lutando quase sozinho. Precisamos mudar essa realidade, tratar a cultura como prioridade e garantir que os investimentos cheguem de forma justa e eficiente a todos os territórios e trabalhadores do setor. Por isso mesmo esse encontro, promovido pelo mandato do senador Humberto Costa é tão importante”, ressaltou.
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O mercado de mentoria empresarial vive um processo de expansão impulsionado pelo avanço da economia digital, pelo aumento do empreendedorismo e pela crescente demanda por orientação estratégica para empresas em fase de crescimento. Apesar desse movimento, o setor ainda apresenta fragilidades estruturais importantes, como baixa padronização, ausência de certificação institucional, forte dependência da marca pessoal dos mentores e pouca governança organizacional.
É nesse contexto que Janguiê Diniz cria a Mentor Capital Group (MCG), uma holding empresarial estruturada para consolidar autoridade, padronização, governança, escalabilidade e capital no mercado de mentoria empresarial. Constituída como uma Sociedade Anônima (S/A), inicialmente fechada, a organização nasce com governança corporativa implantada, auditoria formal e tese futura de abertura de capital (IPO).
Leia mais“A mentoria empresarial cresceu muito nos últimos anos, mas esse crescimento ainda não foi acompanhado pela mesma evolução em estrutura, governança e critérios objetivos de qualidade. Existe uma lacuna institucional clara nesse mercado”, afirma Janguiê Diniz, idealizador do projeto.
A proposta da MCG é atuar justamente nessa lacuna por meio de uma infraestrutura institucional privada e seletiva, voltada à conexão entre mentores, conselheiros, investidores, empresários e líderes empresariais de alta performance.
Diferentemente de uma comunidade aberta ou de um grupo informal de networking, a organização foi concebida como um ecossistema estratégico de empresas de mentorias com critérios claros de entrada, governança interna e visão de longo prazo.
Entre os pilares da estrutura está o Mentor Capital Standard (MCS), sistema oficial de certificação interna criado para classificar, validar e posicionar mentores com base em critérios objetivos de performance empresarial, capacidade estratégica, governança, ética, escalabilidade de conhecimento com impacto comprovado. O sistema estabelece níveis de maturidade institucional dentro do ecossistema: Apex, Sovereign, Elite e Core, além da categoria Affiliated, destinada a parceiros em fase de qualificação para ingresso no padrão oficial do Mentor Capital Standard.
Na prática, o modelo cria para os mentores uma escada de progressão institucional com exigências objetivas. No nível Core, porta oficial de entrada no sistema de certificação Mentor Capital Standard, o participante deve atender a critérios como faturamento anual mínimo, crescimento anual mínimo, margem operacional mínima, NPS mínimo e estudos de casos auditáveis. Já a categoria Affiliated, que está fora do sistema oficial de certificação, funciona como etapa preparatória e exige, entre outros pontos, faturamento anual mínimo, receita mensal recorrente mínima, equipe estruturada, contabilidade regular e disponibilidade para compartilhar números e desafios em ambiente protegido.
Nos níveis mais avançados, os critérios se tornam progressivamente mais rigorosos. O nível Elite exige para os mentores faturamento anual mínimo de R$ 10 milhões; o Sovereign, R$ 20 milhões; e o Apex, R$ 40 milhões, além de indicadores crescentes de margem, recorrência, governança e impacto comprovado. Para preservar a densidade estratégica do ecossistema, a distribuição dos níveis também é limitada: o topo, Apex, poderá representar no máximo 5% dos membros, enquanto Sovereign terá teto de 15% e Elite, de 30% e Core 50%.
“Hoje, o mercado de mentoria ainda opera com muita assimetria de informação. Em muitos casos, a escolha de um mentor é feita por percepção e posicionamento, não por critérios objetivos de estrutura, governança e entrega real. Nossa proposta é oferecer um padrão institucional que ajude a organizar esse ambiente para ajudar as empresas de mentoria a escalar”, diz Janguiê.
Outro eixo central da holding é o 4E Growth Framework, metodologia proprietária e auditável criada para avaliar, estruturar e escalar empresas de mentoria com base em quatro dimensões: Elevation, Engine, Execution e Expansion. O framework funciona como base técnica para validação, progressão e manutenção dos níveis institucionais dos membros certificados, reduzindo subjetividade e orientando o desenvolvimento empresarial dos participantes.
Segundo a estrutura proposta, o modelo busca transformar negócios de mentoria ainda dependentes da figura do fundador em empresas mais previsíveis, escaláveis e institucionalmente maduras. A metodologia envolve desde posicionamento estratégico e estruturação de receita recorrente até implantação de governança, compliance, planejamento, KPIs e expansão estruturada, inclusive com potencial para novos mercados e operações de M&A.
Modelo econômico e incentivos
Para sustentar sua infraestrutura institucional — que inclui governança, certificação, metodologia, eventos estratégicos e plataforma de conexões empresariais — a MCG adota um modelo de royalties mensais progressivos. A lógica é simples: quanto maior o nível institucional do participante do mentor no ecossistema, menor o percentual aplicado. A estrutura inicial prevista é de 15% da receita para Affiliated, 13% para Core, 12% para Elite, 11% para Sovereign e 10% para Apex.
Esse desenho busca incentivar a evolução institucional dos mentores participantes, premiar maturidade empresarial, garantir sustentabilidade financeira da plataforma e alinhar os interesses individuais ao fortalecimento coletivo da organização. “Todo mercado que cresce sem estrutura chega a um ponto de inflexão. Ou se organiza, ou começa a perder credibilidade. O que estamos propondo é justamente antecipar essa profissionalização e criar uma nova camada institucional para o setor de mentoria empresarial”, afirma Janguiê Diniz.
A governança da Mentor Capital Group – MCG será composta por Assembleia Geral de Acionistas, Conselho de Administração Estratégico, Conselho Consultivo, Diretoria Executiva e comitês técnicos permanentes, como os de Certificação, Ética, Governança, Finanças, M&A e Expansão. A estrutura foi desenhada para garantir transparência institucional, qualidade nas decisões e sustentabilidade de longo prazo.
Mais do que uma rede de mentores, a Mentor Capital Group se apresenta como uma infraestrutura institucional privada voltada à construção de capital intelectual, reputacional e financeiro entre mentores líderes empresariais. A ambição, segundo seus idealizadores, é elevar o padrão da mentoria empresarial com base em critérios claros de reputação, performance, governança e colaboração estruturada.
Sobre Janguiê Diniz
Bacharel, mestre e doutor em Direito. Graduado também em Letras. Foi Juiz Federal do Trabalho Togado TRT da 6ª Região e Procurador do Trabalho do Ministério Público da União, além de professor da Universidade Federal de Pernambuco – UFPE. Fundador, acionista controlador e presidente do Conselho de Administração do Grupo Ser Educacional. Fundador e presidente do Instituto Êxito de Empreendedorismo. Fundador da Epitychia Investimentos. Sócio da Bossa Invest. Fundador da JD Business Academy, academia de negócios e infoprodutos. Criador do Movimento Obstinado, do CSE – Código Secreto da Empresa – Jornada de Escalabilidade Empresarial e do MBN – Million Business Network – Mentoria de Alta Performance Empresarial. Presidente da Associação Brasileira de Mantenedoras de Ensino Superior (ABMES). Autor de 39 livros nas áreas do Direito, educação, empreendedorismo e desenvolvimento pessoal. Empresário e mentor empresarial.
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Eleitoras e eleitores de Cachoeirinha (RS), Cabedelo (PB) e Oiapoque (AP) voltam às urnas neste domingo (12) para escolher novos prefeitos e vice-prefeitos em eleições suplementares, de acordo com o TSE (Tribunal Superior Eleitoral).
As eleições foram convocadas após a perda do mandato dos gestores eleitos em 2024. Quem vencer nas três cidades vai cumprir mandato até 31 de dezembro de 2028. A votação ocorre das 8h às 17h, no horário de Brasília. A orientação vale para os três municípios que participam do pleito suplementar. As informações são do UOL.
Leia maisCalendário de eleições suplementares de 2026 foi definido por portaria do TSE. A Portaria nº 567 foi publicada no Diário da Justiça Eletrônico (DJE) em 17 de dezembro de 2025. Convocação e regras específicas de cada eleição ficam a cargo dos tribunais regionais eleitorais. Os TREs chamam o novo pleito e aprovam as instruções, respeitando o cronograma definido pelo TSE.
Em Cachoeirinha, quatro chapas disputam a prefeitura. As candidaturas são Claudine de Lima Silveira e Marco Aurélio Albernaz de Oliveira (PP); Jussara Maria da Silva e Luis Carlos Azevedo da Rosa (Coligação Compromisso com a Nossa Gente); Laís Rocha Cardoso e Breno de Oliveira Munhoz (Federação PSOL/Rede); e Tairone Rodrigo Pereira Keppler e Cláudia Azevedo de Oliveira (Federação Brasil da Esperança e PT/PCdoB/PV).
Em Cabedelo, dois candidatos concorrem ao cargo de prefeito. Edvaldo Neto (Avante) tem como vice Evilásio Cavalcante (Avante), e Walber Virgolino (PL) concorre com Morgana Macena (PL).
Em Oiapoque, três chapas disputam a prefeitura. São elas Inácio Monteiro Maciel (PDT) e Oscar (PSOL); Guido Mecânico (União Brasil) e Marcelo Martins (PP); e Sena da Dinâmica (MDB) e Yuri Alesi (MDB).
Como votar e quando justificar
Para votar, é possível se identificar com documento oficial com foto, inclusive pelo e-Título, se a foto aparecer no aplicativo. Também valem carteira de identidade, passaporte, documento de categoria profissional reconhecida por lei, certificado de reservista, carteira de trabalho e Carteira Nacional de Habilitação (CNH). Quem não puder comparecer precisa justificar a ausência. A regra vale para eleitoras e eleitores que estão aptos a votar nas três cidades.
Quando há eleição suplementar
Código Eleitoral prevê situações em que novas eleições podem ser convocadas. Uma delas ocorre quando a nulidade de votos ultrapassa metade da votação para cargos majoritários, como prefeito.
Justiça Eleitoral também pode chamar novo pleito em outras hipóteses previstas em lei. Entre elas estão indeferimento de registro, cassação de diploma ou perda de mandato em eleição majoritária, independentemente do número de votos anulados.
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Minha corridinha diária de 8 km, hoje, há pouco, foi em chão de areia respirando o ar puro do Vale do Catimbau, onde passo o fim de semana na maravilhosa pousada Vila Mara, da empresária Marília Santos.
Por Silvino Teles Filho*
Viver com depressão é como carregar uma mochila invisível que fica mais pesada a cada passo. Psicoterapia e medicação são fundamentais para aliviar esse peso, mas existe um terceiro pilar que muitas vezes define a diferença entre estagnar e se recuperar: a rede de apoio.
Depressão não se enfrenta sozinho
A depressão é reconhecida pela Organização Mundial da Saúde como um transtorno que afeta mais de 300 milhões de pessoas no mundo. Ela altera neurotransmissores, sono, apetite e a forma como interpretamos a realidade. Um dos sintomas centrais é o retraimento social. A pessoa se afasta, sente que é um fardo e passa a acreditar que ninguém pode ajudar.
Leia maisÉ nesse ponto que familiares, amigos, colegas de trabalho e profissionais de saúde fazem diferença. Não para resolver a depressão pelo outro, mas para garantir que a pessoa não precise enfrentar tudo sozinha enquanto o tratamento age.
Cinco funções da rede de apoio que impactam diretamente a recuperação
O contato humano regular ajuda a quebrar o ciclo de isolamento. Ele reduz níveis de cortisol e aumenta a liberação de ocitocina, hormônio ligado à sensação de segurança. Uma mensagem, um convite para caminhar ou apenas fazer companhia em silêncio já são intervenções poderosas contra o afastamento social.
A rede também sustenta a adesão ao tratamento. Até 50% dos pacientes abandonam antidepressivos nos primeiros três meses por efeitos colaterais ou por acharem que “não está funcionando”. Lembrar dos horários, acompanhar em consultas e reforçar que a melhora em quadros depressivos costuma ser gradual faz com que a pessoa continue no processo.
Outro papel essencial é a corregulação emocional. Quem está em depressão tende a ter autocrítica severa. Ouvir que a luta é legítima tem efeito terapêutico. Validar não significa concordar com pensamentos distorcidos, e sim reconhecer o sofrimento sem julgamento.
O suporte prático para tarefas do dia a dia também é decisivo. Funções executivas como planejar, iniciar e concluir atividades ficam comprometidas. Ajuda com mercado, organização da casa, transporte para terapia ou preparo de refeições libera energia mental para que a pessoa consiga focar na recuperação.
Por fim, quem convive de perto consegue identificar sinais de alerta mais cedo. Parar de responder mensagens, abandonar higiene, aumento do uso de álcool ou falas sobre desesperança são bandeiras vermelhas. Notar essas mudanças e incentivar a busca de ajuda profissional imediata pode evitar agravamento do quadro. Em caso de risco de suicídio, o CVV atende 24h pelo telefone 188.
O apoio emocional aparece na escuta ativa e na presença sem cobrança. É estar junto sem exigir que a pessoa “melhore logo” ou “pense positivo”. O apoio instrumental é a ajuda prática e logística. Levar à consulta, organizar os remédios na caixa semanal, resolver uma burocracia que virou uma montanha para quem está sem energia.
O apoio informacional é orientar sobre o tratamento sem impor. Indicar um psiquiatra de confiança, explicar como a terapia funciona, compartilhar material de fontes seguras. O apoio social mantém a pessoa conectada à vida. Chamar para atividades leves, sem pressão por desempenho, como ver um filme, tomar um sol por dez minutos ou caminhar no quarteirão.
Troque soluções prontas por perguntas reais. Em vez de dizer que a pessoa precisa sair mais, pergunte o que seria possível hoje. Uma volta no quarteirão juntos pode ser suficiente. Combinados claros criam segurança. Avisar que vai mandar mensagem toda segunda, quarta e sexta funciona melhor que esperar a pessoa pedir ajuda. Ferramentas agem.
Conheça seus limites. Você não precisa ter todas as respostas. Seu papel é ser ponte, não ser o tratamento inteiro. Cuide-se para conseguir cuidar. Rede de apoio esgotada não sustenta ninguém. Tenha com quem conversar também.
Antidepressivos regulam serotonina, terapia cognitivo comportamental reestrutura crenças, a rede de apoio garante que a pessoa continue viva, nutrida e integrada à realidade enquanto essas ferramentas agem. Se você conhece alguém em tratamento, sua presença constante e sem julgamento pode ser o fator que vai ser o ponto decisivo no processo de recuperação.
*Médico com Pós Graduação em Psiquiatria e Neurologia Clínica
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