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O avanço da inteligência artificial e a mudança de postura política das big techs tornarão a desinformação nas eleições de 2026 um problema ainda mais difícil de ser monitorado e combatido do que nos pleitos anteriores. A constatação é de organizações integrantes do Programa Permanente de Enfrentamento à Desinformação, criado em 2021 pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral).
Plataformas de redes sociais encerraram programas que garantiam mais transparência sobre a circulação de conteúdo, mudaram suas políticas —em alinhamento a ideais defendidos pelo governo de Donald Trump— e têm se mobilizado para barrar regulações que estabeleçam obrigações, alertam especialistas.
Essas alterações, dizem os parceiros do TSE, terão impacto direto no monitoramento de desinformação nas redes. Procurado, o TSE não se manifestou. As informações são da Folha de S. Paulo.
Leia maisAs empresas Meta, Google e X (ex-Twitter) foram procuradas, mas não se manifestaram.
Em janeiro de 2025, o CEO da Meta, Mark Zuckerberg, publicou um video em que afirmou que se aproximaria do governo dos Estados Unidos para resistir às tentativas de regulação das redes e ao que chamou de censura. Disse ainda que haveria “tribunais secretos” em “países da América Latina” que estariam ordenando que “empresas removam conteúdos de forma silenciosa”.
Nas eleições de 2024, quando a Justiça Eleitoral obrigou as redes a manter um repositório de anúncios políticos que mostrasse, por exemplo, valores investidos e quantidade de pessoas atingidas, o Google e o X proibiriam o impulsionamento de conteúdo político argumentando que não conseguiriam cumprir a norma. A Folha revelou, entretanto, que o Google descumpriu sua própria decisão e manteve a veiculação dos conteúdos sem a transparência ordenada.
Para a pesquisadora Débora Salles, coordenadora geral de pesquisa no Netlab, o Laboratório de Estudos de Internet e Redes Sociais da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro), o encerramento das ferramentas de transparência das redes dificulta o monitoramento.
Uma das ferramentas retiradas pela Meta em 2024 é o CrowdTangle, que permitia a análise dos conteúdos compartilhados na rede. Foi substituído pela Meta Content Library, alternativa “bem pior” por dificultar o acesso a pesquisadores independentes e jornalistas e restringir a extração e exportação de dados, de acordo com a pesquisadora.
O X também encerrou o acesso gratuito à sua API, ferramenta que permite a terceiros se conectar à plataforma e era muito usada em estudos sobre desinformação. O usuário pode pagar de acordo com os dados que acessar, mas, de acordo com o X, o custo mensal estimado é de US$ 215, ou seja, mais de R$ 1.100.
“É cada vez mais difícil conseguir coletar dados sobre publicações e comentários das plataformas, ainda que sejam públicos”, afirma Heloisa Massaro, diretora do InternetLab.
Luis Fakhouri, co-fundador da Palver, acrescenta que, se a diretriz da empresa “não está alinhada com algum tipo de enfrentamento à desinformação, fica muito difícil criar mecanismos externos”.
“A gente está muito desarmado”, conclui o professor Marco Ruediger, diretor da Escola de Comunicação, Mídia e Informação da FGV (Fundação Getúlio Vargas). Ele defende que a “mudança de política das plataformas” tornará o combate à desinformação na eleição de 2026 muito mais difícil do que em outros anos.
Os especialistas também destacam a ascensão da inteligência artificial como um desafio adicional para as eleições de 2026. Massaro aponta que não há transparência sobre que critérios são utilizados por modelos generativos, como o ChatGPT, para citar candidatos quando questionados por eleitores.
Já Salles acrescenta que a produção de mídias com aparência profissional, feita a baixo custo por ferramentas de IA, pode permitir que novos atores atuem para “influenciar o debate” com conteúdo falso.
O TSE determina que toda postagem feita com IA seja identificada, mas a coordenadora do NetLab destaca que há pouca fiscalização sobre o tema.
Marco civil possibilita responsabilização
Apesar de a decisão do STF (Supremo Tribunal Federal) em julgamento do artigo 19 do Marco Civil da Internet ter ampliado a possibilidade de responsabilização das redes, o Supremo estabeleceu uma ressalva ao tratamento de conteúdos eleitorais, que são regidos pela Justiça Eleitoral.
Ainda assim, Massaro ressalva que o Marco Civil pode impactar as eleições em casos de “discussões que não são explicitamente eleitorais e que não vão entrar necessariamente no escopo da Justiça Eleitoral, mas que podem influenciar o ecossistema de debate público”.
Já Ruediger destaca que a dificuldade de responsabilização segue, pois em um cenário de falta de transparência há dificuldade de “caracterizar claramente que alguma coisa está acontecendo com a aquiescência ou omissão [das redes]”.
Os representantes das organizações consultadas pela Folha ainda não sabem se serão convidados a atuar nas eleições neste ano. Até o momento, com exceção da Palver, que envia relatórios semanais ao TSE sobre questionamentos ao sistema eleitoral, as outras entidades disseram não estar em contato com o tribunal.
Durante a eleição, o TSE será presidido pelo ministro Kássio Nunes Marques, que foi indicado por Jair Bolsonaro ao Supremo em 2020. Ele será responsável por definir os focos da Justiça durante o pleito.
No dia 19 de janeiro, o tribunal publicou a primeira versão das resoluções que orientarão as eleições. A minuta atual de publicidade eleitoral define que “deepfakes” e conteúdo “fabricado ou manipulado” para disseminar mentiras são proibidos. As resoluções ainda estão em processo de elaboração e serão depois votadas pelos ministros.
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CORREIO DA MANHÃ
Apesar do raio que caiu na cabeça dos manifestantes, o PL avalia que a caminhada comandada pelo deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) foi uma impressionante demonstração de força. Debaixo de um toró de proporções bíblicas, 18 mil pessoas foram à Praça do Cruzeiro receber o final da marcha. Muito longe de ser banal.
Mas nenhum dos nomes diretamente ligados à corrida presidencial pelo campo da direita esteve presente nem na caminhada nem na chegada debaixo de chuva. Lá não esteve o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Lá não esteve o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos). Por lá não passou a esposa do ex-presidente Jair Bolsonaro, Michelle.
Leia maisForça sem compromisso
No fundo, porém, essas ausências estão longe de serem avaliadas como um problema para o PL. O ato mostrou força política, sem ainda se comprometer diretamente com ninguém. Da mesma forma, nenhum dos nomes na disputa presidencial se compromete caso prevaleça que foi uma irresponsabilidade submeter os manifestantes ao temporal impressionante que caiu sobre Brasília. O raio que atingiu dezenas de pessoas era previsível.
Disputa interna permanece igual

No caso do PL, a demonstração de força a essa altura é importante porque internamente o partido continua dividido quanto ao melhor caminho para enfrentar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva em outubro. O nome de Flávio tem resistências. Inclusive do presidente do PL, Valdemar Costa Neto, que continua preferindo que a candidata seja Michelle Bolsonaro. E Michelle segue trabalhando internamente para que o PL, não sendo ela, se incline em favor de Tarcísio de Freitas. E Tarcísio, da mesma forma, também continua esperando.
Batizado no Jordão
Os gestos de Flávio na semana passada em Jerusalém repetindo o que fizera seu pai antes da candidatura à Presidência também dividem opiniões internas no PL. Flávio é mais ou menos Bolsonaro após isso? Em 2016, o pastor Everaldo, que depois acabou enrolado com as irregularidades de Wilson Witzel no Rio, batizou Jair Bolsonaro no rio Jordão, mesmo lugar onde foi batizado Jesus.
Moderado ou não?
Fica a dúvida sobre qual a melhor estratégia para Flávio. Repetir, como em Jerusalém, gestos de Bolsonaro ou se mostrar mais moderado do que ele, como quando declarou ter se vacinado contra a covid-19? A avaliação é que o senador, vê-se obrigado a equilibrar entre o bolsonarismo ou ampliar o eleitorado.
Valdemar
Diante de todas essas dúvidas, a estratégia do presidente do PL, Valdemar Costa Neto, é permanecer quieto, esperando o momento de avaliar se Flávio de fato se viabiliza ou se vai acabar murchando. Quieto, o comandante do PL não se compromete nem com uma nem outra estratégia.
Tarcísio
E mantém Michelle na sua prateleira. E também Tarcísio de Freitas. Apesar de ter manifestado nas redes sociais novamente na semana passada sua intenção de disputar a reeleição em São Paulo, a avaliação é que ele só irá mesmo definir o que fará em abril, quando chegar a hora da desincompatibilização.
Nikolas
Fica da caminhada e do raio de domingo (25) o que sobra para Nikolas Ferreira. Se nenhum presidenciável pegou carona na sua marcha, o mérito ou o desgaste ficará para ele. E, no PL, o que fica no momento é a constatação de que foi ele quem conseguiu levar 18 mil pessoas a uma praça de Brasília no meio de um temporal.
29 anos
Nikolas tem somente 29 anos. Não pode, assim, ser candidato à Presidência, pelas regras atuais, nem este ano e nem mesmo nas próximas eleições em 2030. A idade mínima para disputar a Presidência é 35 anos. Mas Nikolas se cacifa para voos futuros do PL. E pode ter se consolidado para o governo de Minas Gerais.
Minas
Nikolas fará 30 anos em maio. Terá, portanto, a idade mínima para disputar o governo de Minas Gerais. Onde não há candidato claro. Quem ali lidera as pesquisas é o senador Cleitinho (PL). E, pelo lado do governo, Lula não conseguiu convencer o senador Rodrigo Pacheco (PSD) a entrar na disputa.
Pelo menos seis prefeituras de cidades do Rio Grande do Norte estão na mira da Polícia Federal por suspeita de envolvimento em um esquema criminoso de desvio de recursos públicos e fraudes em processos de licitação de saúde no estado.
Uma operação foi deflagrada nesta terça-feira (27) e cumpriu 35 mandados de busca e apreensão no estado. Segundo apurou a TV Globo, as prefeituras alvos de medida são Mossoró, Serra do Mel, Tibau, Paraú, São Miguel e José da Penha. Todas ficam na região Oeste potiguar. As informações são do g1.
Leia maisO prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra (União), está entre os alvos da operação. Ele negou qualquer irregularidade em sua conduta. (leia abaixo)
Além de Allyson, também foram alvo de mandados de busca da PF o vice-prefeito de Mossoró, Marcos Medeiros (PSD), o prefeito de Sâo Miguel, Leandro do Rego Lima (União), o Prefeito de Paraú, Júnior Evaristo (PP) e secretários de José da Penha. A casa do irmão do prefeito de São Miguel também foi alvo de busca.
O g1 procurou, mas não recebeu retorno dos demais mencionados até a última atualização desta reportagem.
Segundo a Polícia Federal, a investigação apura indícios de irregularidades em contratos de fornecimento de insumos para a rede pública de saúde, envolvendo empresas sediadas no Rio Grande do Norte que atuavam junto a administrações municipais de diversos estados.
A operação tem como base auditorias da Controladoria-Geral da União (CGU). Documentos do órgão apontam que há falhas na execução contratual. Inclusive, indícios de compra de materiais que não foram entregues, fornecimento inadequado de insumos e sobrepreço dos produtos.
Os mandados foram cumpridos nas cidades de Mossoró, Natal, Paraú, São Miguel, Upanema, Serra do Mel, Pau dos Ferros e José da Penha.
Os investigados poderão responder por crimes relacionados a desvios de recursos públicos e fraudes em contratações administrativas.
Um empresário de Serra do Mel, foi conduzido em flagrante para a Polícia Civil por posse ilegal de arma de fogo. A PF também confirmou que apreendeu dinheiro na casa de um dos sócios de uma empresa investigada. Porém, o valor não foi divulgado até a última atualização desta reportagem.
Segundo apuração da TV Globo, a Justiça determinou medidas cautelares diversas contra os empresários, inclusive pagamento de fiança e implementação de tornozeleira eletrônica relativos a sócios e funcionários das empresas investigadas.
Veja o que dizem os municípios:
A defesa do prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra, disse que a operação investiga fatos ocorridos em diferentes entes municipais, “e não se confunde com a atuação pessoal do chefe do Poder Executivo de Mossoró”. Nas redes sociais, o prefeito disse que teve celular, notebook e HDs levados pelos policiais.
Segundo a defesa, o mandado foi deferido com base em diálogos envolvendo terceiros e decorre de decisão judicial proferida em fase investigativa, “sem qualquer juízo de culpa”. Além disso, a defesa afirmou que o prefeito adotou medidas em 2023 para aumentar a transparência sobre a compra e gestão dos medicamentos.
“Desde o primeiro momento, o prefeito colaborou integralmente com a diligência, franqueando acesso às informações solicitadas, em respeito às instituições e à legalidade, convicto de que a apuração técnica e imparcial dos fatos demonstrará a correção de sua conduta”, diz a nota.
A Prefeitura de José da Penha considerou que a investigação é algo “comum” e que “mediante irregularidades em um contrato público com a empresa, todos os demais contratos firmados com municípios são alvos de investigação, independentemente de dolo ou culpa por parte dos municípios”.
A prefeitura confirmou que teve contratos com a empresa investigada, “dentro da legalidade”, e sem “nenhum ilícito”, durante os anos de 2023 a 2025 e disse que a PF cumpriu mandados de busca e apreensão nas casas das secretárias de Planejamento, Ana Jarvis de Souza; de Saúde, Thaciane Maria Ferreira de Souza; e do pregoeiro municipal, Fabiano Ferreira Alves, “não tendo sido apreendida nenhuma documentação em suas residências, somente o aparelho celular”.
A prefeitura ainda informou que vai fornecer todos os contratos com a empresa investigada à PF em um prazo de 30 horas.
Os demais municípios não comentaram a ação até a última atualização desta reportagem.
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Em razão das minhas férias, o Direto de Brasília, meu podcast em parceria com a Folha de Pernambuco, desta terça será uma reprise. Escolhi voltar a exibir a entrevista com o ministro da Defesa José Múcio Monteiro, uma das que mais repercutiram desde a criação do programa.
Na conversa, José Múcio tratou de temas centrais do debate nacional, como o chamado PL da Anistia — hoje PL da Dosimetria —, defendeu a necessidade de diálogo com o Supremo Tribunal Federal e analisou o momento político do país.
A entrevista também percorre sua trajetória pública, que inclui passagens como prefeito, deputado federal, ministro de Estado e presidente do Tribunal de Contas da União, além do atual comando do Ministério da Defesa.
Leia maisO podcast ‘Direto de Brasília’ vai ao ar das 18h às 19h com transmissão pelo YouTube da Folha de Pernambuco e do meu blog, incluindo também cerca de 165 emissoras de rádio no Nordeste.
Retransmitem o programa a Gazeta News, do Grupo Collor, em Alagoas, a Rede Mais Rádios, com 25 emissoras, na Paraíba, e a Mais-TV, do mesmo grupo, sob o comando do jornalista Heron Cid. A Rede ANC, do Ceará, formada por mais de 50 emissoras naquele Estado, também retransmite, assim como a LW TV, de Arcoverde.
Os parceiros neste projeto são o Grupo Ferreira de Santa Cruz do Capibaribe, a Autoviação Progresso, o Grupo Antonio Ferreira Souza, a Água Santa Joana, a Faculdade Vale do Pajeú, o grupo Grau Técnico e o Berlitz Idiomas.
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O Sindicato dos Policiais Civis de Pernambuco divulgou, nesta terça-feira (27), uma nota em reação à reportagem exibida pelo programa Domingo Espetacular, da TV Record, no último domingo (25), que apontou o uso da estrutura da Polícia Civil de Pernambuco em ações classificadas como perseguição a adversários políticos do governo Raquel Lyra.
Na manifestação, o sindicato afirma que o conteúdo da matéria expõe um padrão de instrumentalização da instituição, denuncia assédio institucional contra policiais civis, relata perseguições a dirigentes sindicais e cobra providências do Governo de Pernambuco, incluindo a regulamentação da Lei Orgânica da Polícia Civil e a abertura de diálogo com a categoria.
Confira o comunicado na íntegra:
Leia maisO Sindicato dos Policiais Civis de Pernambuco (SINPOL-PE) vem a público repudiar de forma veemente a tentativa de instrumentalização política e eleitoral da Polícia Civil, prática escancarada na reportagem exibida neste domingo (25/01) pelo programa Domingo Espetacular, da Rede Record. A matéria revelou a utilização da estrutura da instituição para fins de perseguição e controle de adversários políticos, distorcendo a finalidade constitucional da atividade policial e comprometendo a credibilidade das investigações no Estado.
Além de evidenciar o desvio de finalidade, o episódio confirma um padrão: o assédio e a perseguição contra policiais civis para forçá-los a executar tarefas de interesse político do atual governo. Trata-se de um assédio institucional que combina ameaças de Corregedoria, remoções, transferências e processos disciplinares, mecanismos que, somados ao achatamento salarial, constituem hoje um dos principais fatores de adoecimento da categoria.
O próprio presidente do SINPOL, Áureo Cisneiros, tem sido alvo reiterado de perseguições por exercer atividade sindical. Após denunciar a precariedade das delegacias, das condições de trabalho dos policiais e mostrar que os propagados investimentos do Juntos pela Segurança não chegaram na Polícia Civil, o Governo Raquel Lyra instaurou Processos Administrativos Disciplinares (PADs) e acionou a Corregedoria numa tentativa de silenciar o sindicato e impedir a defesa dos direitos da categoria, que atualmente recebe o pior salário do Brasil e trabalha em condições degradantes: unidades policiais improvisadas em casas alugadas, cotinhas para compra de água mineral, material de limpeza, internet e material de expediente.
Em novembro de 2025, o SINPOL denunciou a instalação ilegal e o uso de câmeras com escutas clandestinas dentro de delegacias, prática não autorizada pela Justiça, que viola direitos, compromete investigações e transforma o ambiente policial em espaço de vigilância política sobre policiais, advogados e cidadãos comuns. O sindicato repudia e denuncia, mais uma vez, o uso de escutas clandestinas, incompatíveis com o Estado Democrático de Direito e com a atividade investigativa. E até a presente data o governo não informou quem tem acesso às imagens e áudios gravados nas delegacias.
Há mais de dois anos foi aprovada a Lei Orgânica Nacional da PolíciaCivil, cabendo aos Estados aprovarem suas respectivas legislações. A governadora Raquel Lyra permanece intencionalmente omissa. Mesmo assim, o SINPOL, em conjunto com outras entidades classistas, elaborou uma proposta de minuta de Lei Orgânica, construída de forma democrática, escutando e colhendo propostas da categoria e encaminhou formalmente à governadora, que até hoje não enviou o Projeto de Lei Orgânica da Polícia Civil de Pernambuco à Assembleia Legislativa. A lei é fundamental para impedir o uso político da Polícia Civil, salvaguardar direitos dos policiais, proteger a instituição, ter uma Corregedoria da Policia Civil e não uma corregedoria do governo que é utilizada para fins de perseguição. A Lei Orgânica garantira à população uma polícia investigativa voltada ao interesse público, e não aos interesses políticos e eleitorais de qualquer governo.
O SINPOL informa que, na próxima terça-feira, dia 27 de janeiro, às 15h, os policiais civis realizarão uma grande passeata, com concentração na sede do sindicato e encerramento no Palácio do Campo das Princesas. Esperamos que, enfim, a governadora Raquel Lyra receba a categoria, abra um canal de diálogo institucional e atenda às pautas urgentes: Extensão dos 33%, garantidos pela Justiça na ação da carga horária, para todos os policiais civis (ativa e aposentados); Envio à ALEPE do Projeto da Lei Orgânica da Polícia Civil de Pernambuco; e destinação dos investimentos anunciados pelo Programa Juntos pela Segurança, que, apesar de estarmos no último ano do governo Raquel Lyra, ainda não chegaram à Polícia Civil.
Sindicato dos Policiais Civis de Pernambuco
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O presidente do STF (Supremo Tribunal Federal) Edson Fachin afirmou, na última segunda-feira (26), que vive tempos de “erosão democrática”, em que “magistrados e magistradas são perseguidos por seu ofício”.
“Quando se apagam os vestígios da violência institucional, abre-se espaço para que a intolerância se reorganize. A democracia, por isso, requer memória e vigilância. Não por nostalgia, mas por lucidez”, disse Fachin durante a posse do magistrado brasileiro Rodrigo Mudrovitsch na presidência da CIDH (Corte Interamericana de Direitos Humanos), na Costa Rica. As informações são da CNN.
Leia mais“São tempos em que a estrutura de freios e contrapesos é tensionada até quase a exaustão. Tempos em que a liberdade de imprensa é hostilizada. Tempo em que magistrados e magistradas são perseguidos por seu ofício. Tempo em que os direitos civis, políticos e sociais são relativizados. Tempo em que o discurso de ódio alcança mulheres, imigrantes e minorias étnicas e religiosas. Tempo em que o meio ambiente é devastado”, prosseguiu o ministro.
A fala ocorre em meio à crise do Banco Master, que tem colocado ministros do STF, como Dias Toffoli e Alexandre de Moraes, no centro de questionamentos públicos por supostas relações com o controlador da instituição, Daniel Vorcaro.
8 de janeiro de 2023
Fachin também mencionou os atos antidemocráticos de 8 de janeiro de 2023, dizendo que todos foram julgados e condenados “com total respeito ao devido processo legal”.
“Podemos orgulhar-nos, justificadamente, do esforço republicano levado a efeito pelos três Poderes no sentido de repudiar aqueles atos, de forma inequívoca e coesa. Os três Poderes reforçamos nosso compromisso inabalável com a democracia”, expôs o presidente da Suprema Corte.
Ele enfatizou ainda que os atos não devem ser “jamais esquecido, mas sirva como advertência histórica dirigida ao presente e ao futuro”.
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Por Blog da Folha
A governadora de Pernambuco, Raquel Lyra (PSD), alfinetou seus adversários políticos por meio de sua rede social, ao ressaltar as entregas da sua gestão. A mensagem, enviada nesta terça-feira (27), foi confiante: “Aqui a caneta não faz barulho. Faz entrega. Resolve”.
Em resposta às cobranças por posicionamentos, vindas especialmente dos setores de oposição ao seu governo, Raquel Lyra decidiu reforçar suas entregas.
Leia mais“A gente usa (a caneta) do jeito certo: para governar Pernambuco e cuidar de todos os pernambucanos, sem deixar ninguém para trás”, escreveu em uma publicação.
A governadora tem citado recorrentemente ações como o início das obras do Arco Metropolitano, a requalificação de estradas, as reformas de hospitais e os investimentos na segurança, por exemplo.
Raquel Lyra também tem desenvolvido a imagem de seus aliados através das redes sociais. Um exemplo é a publicação compartilhada nos perfis da chefe do executivo estadual e da vereadora do Recife, Flavia de Nadegi (PV), um dos novos nomes que compõem a base de apoio do governo.
“Quando a política é feita com respeito e presença, ela chega onde o povo está. Seguimos firmes nessa articulação junto ao dep. estadual João de Nadegi, ao dep. federal Clodoaldo Magalhães e ao Governo do Estado, com a governadora Raquel Lyra, cuidando de gente e fazendo a diferença”, escreveu a vereadora na legenda da postagem.
Com isso, a governadora busca reafirmar a união e a articulação organizada acima de qualquer possível controvérsia.
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BLOG DO ROBERTO ALMEIDA
É comum, nas redes sociais, simpatizantes da oposição acusarem a governadora Raquel Lyra de bolsonarista.
Na verdade ela nunca se declarou desse campo político.
O que colabora com a ideia é o fato da governadora, em 2022, não ter apoiado a candidatura de Lula.
Leia maisNão apoiou o ex-presidente também, mas com a atitude de ficar neutra os bolsonaristas em peso votaram nela, já que Marília Arraes é lulista de primeira hora.
Já no Palácio das Princesas, Raquel montou sua equipe com nomes ligados a Jair Bolsonaro no primeiro escalação do governo.
A primeira secretária de educação do Governo de Pernambuco era (ainda deve ser) bolsonarista de carteirinha, ligada ao ex-prefeito Anderson Ferreira.
Também a direção do Detran, órgão importante da máquina estadual, esteve nas mãos de adeptos do ex-presidente da República.
Para completar, embora nunca tenha se declarado pró-Bolsonaro, Raquel copiou algumas atitudes do líder da extrema-direita.
Como quando fez um vídeo apontando uma arma. Nada mais bolsonarista, não é mesmo?
Um jargão utilizado pelo capitão, desde a campanha de 2018, alardeando ser honesto, também foi utilizado pela governadora.
Mais de uma vez ela repetiu Bolsonaro: “Sou honesta!”, bradou.
Agora, no último ano do seu governo, surge uma encrenca que coloca a governante novamente no colo bolsonarista.
A revelação de que a Polícia Civil de Pernambuco espiona adversários políticos lembra o caso da Agência Brasileira de Inteligência, ABIN, que atuou ilegalmente na gestão do ex-presidente.
Numa entrevista ao jornalista Magno Martins, em abril de 2025, Jair Bolsonaro admitiu que seus seguidores em Pernambuco votaram na atual governadora.
Raquel Lyra é de família que sempre atuou no campo progressista. Mas sua prática, desde que se elegeu para comandar o estado, está mais próxima da direita e do bolsonarismo, infelizmente.
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A China quer aumentar a “coordenação estratégica” com a Rússia para melhorar sua capacidade de responder a “vários riscos e desafios”, anunciou o Ministério da Defesa chinês, nesta terça-feira (27).
Segundo a agência de notícias estatal chinesa, Xinhua, as negociações já começaram em uma conversa telefônica mais cedo entre os ministros chinês e russo, e Dong Jun falou a Andrei Belousov na videoconferência:
“A China está disposta a trabalhar com a Rússia para implementar seriamente o importante consenso alcançado pelos dois chefes de Estado: fortalecer a coordenação estratégica, enriquecer a substância da cooperação e aprimorar os mecanismos de intercâmbio”. As informações são do g1.
Leia maisO ministro russo também se pronunciou à agência de notícias estatal russa. Disse que os “exemplos da Venezuela e do Irã” exigem que os dois países “analisem constantemente a situação de segurança.
As declarações ocorrem um dia depois que o governo Trump divulgou sua nova estratégia de Defesa. De acordo com o documento, divulgado pelo Ministério da Guerra dos EUA nesta segunda-feira (26), o objetivo é assegurar aos EUA plena dominância militar e comercial “do Ártico à América do Sul”.
O governo Trump ameaçou países vizinhos que não ajudarem a combater o narcotráfico e a influência da Rússia e da China no Hemisfério Ocidental com força militar.
Nesta terça, o governo chinês também renovou um acordo de cooperação em construção naval com a Dinamarca – que vive um momento tenso com os Estados Unidos por causa da Groenlândia.
Os dois países vão realizar pesquisas para desenvolver em conjunto tecnologias de navios movidos a combustíveis de baixo ou zero carbono e explorar o potencial de cooperação no setor de veículos de novas energias, disse o ministro da Indústria chinês, Li Lecheng.
Com o aumento das tensões devido às ameaças dos Estados Unidos, o governo chinês está tentando estreitar laços com vários líderes ocidentais.
Após o primeiro-ministro do Canadá, Mark Carney, e o presidente da França, Emmanuel Macron, visitarem Pequim, nesta terça, o presidente chinês, Xi Jinping, recebeu o primeiro-ministro da Finlândia, Petteri Orpo.
Reunidos no Grande Salão do Povo, Xi disse a Orpo que “a China está disposta a trabalhar com a Finlândia para defender firmemente o sistema internacional que tem as Nações Unidas no centro”, segundo um comunicado divulgado pelo canal estatal CCTV.
O comentário é uma clara referência à criação do “Conselho da Paz” elaborado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que em gerando preocupações sobre uma possível rivalidade com a ONU. Convidado para ser membro, o país ainda não deu uma resposta.
O primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer, viajará à China na noite desta terça, na primeira visita de um líder britânico ao país em oito anos. Especialistas apontam que a intenção é estreitar laços com a segunda maior economia do mundo e reduzir sua dependência de um Estados Unidos cada vez mais imprevisível.
Saiba mais sobre a nova estratégia de Defesa dos EUA
O governo de Donald Trump quer barrar a influência de seus rivais geopolíticos Rússia e China do Hemisfério Ocidental e ameaçou empregar ação militar contra países do continente que não cooperarem ou ainda obstruírem seus objetivos.
A ameaça, estendida a quem não colaborar com as ações de combate ao narcotráfico, está na nova Estratégia Nacional de Defesa dos EUA, publicada pelo Departamento de Guerra norte-americano na última sexta-feira (23). O intuito, segundo a estratégia, é assegurar aos EUA plena dominância militar e comercial “do Ártico à América do Sul”.
A Estratégia Nacional de Defesa serve como guia das políticas e mobilizações militares planejadas para os próximos anos do governo dos EUA, além de detalhar como implementar a Estratégia de Segurança Nacional, divulgada em dezembro.
No novo documento, ao mesmo tempo em que fala em cooperação na base da “boa-fé” com os vizinhos, o governo Trump deixou a porta aberta para ações militares onde e quando julgar que seus interesses não estão sendo atendidos, e utilizou a operação militar em Caracas que depôs o ditador venezuelano Nicolás Maduro como exemplo de ações que o Exército norte-americano pode empregar no futuro.
A gestão de Donald Trump explica ainda como aplicará o lema que tem repetido desde a captura do venezuelano Nicolás Maduro, o de que “este é o nosso hemisfério”. E fala de garantir “o acesso militar e comercial dos EUA a áreas estratégicas fundamentais, especialmente o Canal do Panamá, o Golfo da América e a Groenlândia. (…).
“Garantiremos, de forma ativa e destemida os interesses dos Estados Unidos em todo o Hemisfério Ocidental. Atuaremos de boa-fé com nossos vizinhos, do Canadá aos parceiros na América Central e do Sul, mas asseguraremos que respeitem e façam a sua parte na defesa de nossos interesses compartilhados. E, quando isso não ocorrer, estaremos prontos para adotar ações focadas e decisivas que promovam os interesses dos EUA. Este é o Corolário Trump à Doutrina Monroe, e as Forças Armadas dos EUA estão prontas para a aplicar com rapidez, poder e precisão, como o mundo viu na Operação Resolução Absoluta [que resultou na prisão de Maduro]”, diz a nova estratégia, assinado pelo secretário Pete Hegseth.
A política de defesa do 2º mandato do governo Trump, segundo o documento do Departamento de Guerra, busca a “paz por meio da força” e começa nas fronteiras dos EUA, passa pelo Domo de Ouro e termina no monitoramento e contenção de seus rivais globais, como a China e a Rússia, contando com a ajuda de aliados ao redor do mundo.
China
A China é tratada na nova estratégia como o principal rival dos EUA no palco mundial e, por isso, é necessário “deter” o país de Xi Jinping “por meio da força, não do confronto”, ou seja, sem entrar em guerra.
No entanto, o documento diz não ser necessário “dominar nem estrangular” Pequim para atingir esse objetivo, e indicou que vai buscar um arranjo em que cada um exerça dominação em suas regiões de influência para evitar choques.
Isso seria buscado por meio de dois fatores:
“China e suas forças armadas tornaram-se cada vez mais poderosas na região do Indo-Pacífico, a maior e mais dinâmica área de mercado do mundo, com implicações significativas para a segurança, a liberdade e a prosperidade dos próprios americanos. (…) Vamos manter um equilíbrio favorável de poder militar no Indo-Pacífico. (…) Isso não exige mudança de regime nem algum outro tipo de luta existencial. Em vez disso, é possível alcançar uma paz aceitável, em termos favoráveis aos americanos, mas que a China também possa aceitar e sob os quais consiga viver”, afirmou o documento.
Trump busca uma “paz estável, comércio justo e relações respeitosas” com a China, segundo o documento. Mas os EUA dizem estar de olho na região do Pacífico Oriental, que abrange Taiwan, Hong Kong e Japão.
Outros pontos da estratégia
O PSB se mobiliza para atrair aliados do governo que enfrentam impasses em suas siglas com a proximidade das eleições. É o caso da ministra Simone Tebet (MDB), do Planejamento e Orçamento, e do ministro Carlos Fávaro (PSD), da Agricultura, cotados para disputar vagas ao Senado.
Segundo relatos à CNN, integrantes do partido também sondaram o ex-presidente do Senado Rodrigo Pacheco (PSD-MG). O parlamentar tem dito que deseja deixar a vida pública, mas o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ainda busca convencê-lo a disputar o governo de Minas Gerais. As informações são da CNN.
Leia maisO movimento do PSB mira, em especial, integrantes da equipe ministerial que enfrentam incertezas e compõem siglas que ensaiam lançar nomes próprios na corrida presidencial.
No caso do PSD, o presidente nacional da sigla, Gilberto Kassab, deu aval ao governador do Paraná, Ratinho Jr., em prol da pré-candidatura a presidente em 2026. Uma candidatura própria do partido impede que Fávaro apoie Lula formalmente na campanha eleitoral.
Eventuais trocas de aliados, no entanto, devem ainda ser debatidas com Lula. A oito meses das eleições, o Planalto segue avaliando alternativas para os principais palanques.
Em São Paulo, o maior colégio eleitoral do país, uma das possibilidades cogitadas é uma chapa ao Senado com Simone Tebet, que já recebeu convite do PSB e também precisaria transferir seu domicílio eleitoral.
Além de reforçar o peso eleitoral com novas filiações, o PSB também tem como prioridade manter Geraldo Alckmin como vice-presidente na chapa de Lula.
O PT avaliava o nome de Alckmin para a disputa em São Paulo, ou para o governo estadual ou ao Senado. O atual vice de Lula já governou o estado quatro vezes. Como a CNN mostrou, no entanto, Alckmin só admite ser candidato se for para repetir a chapa de 2022 à Presidência.
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A Polícia Federal (PF) deflagrou, na manhã desta terça-feira (27), uma operação para desarticular um esquema criminoso de desvio de recursos públicos e fraudes em processos de licitação de saúde no Rio Grande do Norte (RN).
A TV Globo apurou que o prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra (União), está entre os alvos da operação. Ao todo, a PF cumpre 35 mandados de busca e apreensão no estado. As informações são do Potiguar News.
Leia maisSegundo as investigações, há indícios de irregularidades em contratos de fornecimento de insumos para a rede pública de saúde, envolvendo empresas sediadas no Rio Grande do Norte que atuavam junto a administrações municipais de diversos estados.
A operação tem como base auditorias da Controladoria-Geral da União (CGU). Documentos do órgão apontam que há falhas na execução contratual. Inclusive, indícios de compra de materiais que não foram entregues, fornecimento inadequado de insumos e sobrepreço dos produtos.
Os investigados poderão responder por crimes relacionados a desvios de recursos públicos e fraudes em contratações administrativas.
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A governadora Raquel Lyra (PSD) está novamente fora do país sem passar o cargo para a vice, Priscila Krause (PSD). A viagem, desta vez, para a Costa Rica, repete procedimento que já havia sido adotado no início de janeiro, quando ela tirou dez dias de férias na Espanha, mas seguiu assinando nomeações e remanejamentos orçamentários a distância.
A reincidência na prática só reforça o clima de desconfiança em relação à vice-governadora em pleno ano eleitoral. A não transmissão do cargo em viagens internacionais, que contraria uma praxe, pode ser uma medida de Raquel para evitar desgastes vivenciados sempre que Priscila assumiu a gestão estadual interinamente.
Leia maisEm março do ano passado, quando passou 15 dias à frente do Governo de Pernambuco, denúncias apontaram a ocorrência de 25 repasses da Secretaria de Saúde, com um valor total de R$ 3 milhões, em favor do Hospital Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, em Garanhuns. A unidade tem como sócio Jorge Branco Neto, marido de Priscila.
Em maio de 2025, Raquel também transmitiu o cargo a Priscila para participar de missão oficial em Nova Iorque, e um novo revés afetou o governo. Prefeitos de municípios atingidos por fortes chuvas reclamaram do tratamento distante dado por Priscila às demandas que apresentaram.
As queixas se agravaram depois que veio à tona uma foto que mostrou Raquel em solo pernambucano, jantando com amigos em um restaurante refinado, na noite anterior à audiência com os prefeitos, que foi conduzida por Priscila ainda como governadora interina.
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