Clique no link disponível e ouça o Frente a Frente de hoje. Programa ancorado por este blogueiro e transmitido pela Rede Nordeste de Rádio. Ao clicar no link, o leitor deve selecionar a opção “ouvir pelo navegador”.
Clique no link disponível e ouça o Frente a Frente de hoje. Programa ancorado por este blogueiro e transmitido pela Rede Nordeste de Rádio. Ao clicar no link, o leitor deve selecionar a opção “ouvir pelo navegador”.
O senador Rogério Marinho (PL-RN), atual líder da Oposição no Senado, anunciou, hoje, candidatura à presidência da Casa para o biênio 2027–2028. O anúncio foi feito após reunião da bancada do Partido Liberal, em Brasília.
Na disputa interna, Marinho deve ter como principal adversário o atual presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), que articula a reeleição. A senadora Tereza Cristina (PP-MS) é outro nome cotado para participar do pleito.
Leia mais“Nós, se Deus quiser e o povo, que são os senadores, nos derem essa honra, seremos o presidente do Congresso Nacional. E vamos tratá-los de forma diferente. Vamos respeitar a proporcionalidade. Vamos respeitar a democracia. Vamos respeitar a dissidência! Porque, ao contrário do que eles dizem, nós somos democratas”, afirmou Marinho ao lançar a candidatura.
Para a eleição ao comando do Senado, Marinho contará com o peso do PL na próxima legislatura. A partir de fevereiro de 2027, o partido passará a contar com 29 senadores, consolidando-se como a maior bancada da Casa.
Aos 62 anos, Rogério Marinho é formado em Economia e está no primeiro mandato como senador. Ele foi eleito para a Casa em 2022. Antes, foi deputado federal e, na gestão Jair Bolsonaro, secretário de Previdência e ministro do Desenvolvimento Regional. Na Câmara, em 2017, foi o relator da reforma trabalhista. Em 2026, coordenou a campanha presidencial de Flávio Bolsonaro (PL), candidato que foi derrotado pelo presidente Lula nas eleições de outubro.
Leia menos
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) deve fazer um pronunciamento à nação, no próximo domingo (8), no qual pretende prometer trabalhar pela pacificação do país, garantir que não haverá estelionato eleitoral e anunciar que fará um ajuste fiscal para cumprir as metas fiscais durante seu quarto mandato.
Segundo assessores presidenciais, Lula vai dizer que adotará medidas para garantir o cumprimento das metas de resultado primário ao longo do próximo mandato, preservando os programas sociais e cumprindo as promessas feitas durante a campanha eleitoral. As informações são do blog do Valdo Cruz.
Leia mais“Não haverá estelionato eleitoral. O presidente vai deixar isso claro, mas também vai dizer que seu governo terá responsabilidade fiscal durante todo o quarto mandato”, disse um assessor direto de Lula. Outro auxiliar afirmou que a intenção é garantir a geração de superávits primários ao longo de todo o quarto mandato.
Estelionato eleitoral é uma expressão usada para definir casos em que um candidato, depois de eleito, adota medidas contrárias ao que prometeu durante a campanha. Apesar do nome, não é um crime previsto na legislação brasileira. Lula já discute com os ministros Dario Durigan, da Fazenda, e Bruno Moretti, do Planejamento, medidas fiscais que o governo pretende aprovar ainda neste ano.
Durigan já entrou em contato com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), e com o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), para agendar reuniões e negociar a aprovação das medidas.
O ministro tem dito que o objetivo é garantir o cumprimento do centro da meta fiscal. Para 2027, a previsão citada pelo governo é de superávit primário equivalente a 0,5% do Produto Interno Bruto (PIB).
Em seu pronunciamento, Lula também vai agradecer aos brasileiros pela reeleição, com destaque para mulheres, jovens e idosos, e dirá que vai trabalhar pela pacificação do país.
Interlocutores do presidente avaliam que Lula tem uma oportunidade para isolar politicamente a extrema direita, representada pelo bolsonarismo.
No terceiro mandato, ele já havia prometido enfrentar o avanço desse grupo político, mas, na avaliação desses interlocutores, não conseguiu cumprir esse objetivo.
Leia menos
Em entrevista gravada para o Frente a Frente, o presidente da Câmara de Caruaru, Bruno Lambreta (PSDB), destacou a expectativa para a minha palestra sobre o resultado das eleições, amanhã, no plenário da Casa que dirige, seguida de um amplo debate. “As pesquisas apontaram um caminho no primeiro turno e erraram. As pesquisas apontaram um caminho no segundo turno e erraram. Acho que isso traz algumas reflexões de como compreender e entender o eleitor”, afirmou.
Para o vereador, a vitória de Lula não pode ser interpretada apenas como um triunfo ideológico do PT. Ele concordou com a avaliação do ex-ministro José Dirceu de que o resultado foi determinado por eleitores que analisaram as propostas antes de definir o voto. “É uma vitória do eleitor que buscou a melhor proposta e analisou com cautela”, disse.
Leia maisLambreta também criticou a ausência de discussões programáticas durante a campanha presidencial. Segundo ele, os ataques pessoais ocuparam o espaço que deveria ser destinado à apresentação de propostas para áreas como economia, saúde e segurança pública. “Foi muito frustrante o debate eleitoral para a Presidência da República. Porque você não discutia proposta, você não discutia o plano de governo. O que se situou foi ataque. Ataque de um lado, ataque de outro”, observou.
Outro ponto destacado pelo presidente da Câmara foi a capacidade de mobilização da campanha petista no segundo turno, especialmente nas redes sociais. Lambreta citou a atuação do deputado André Janones e avaliou que a candidatura de Flávio Bolsonaro não conseguiu adaptar sua estratégia à nova etapa da disputa. “Eu acho que um dos aspectos importantes foi justamente a atuação de Janones no segundo turno. Acho que isso é muito evidente hoje”, pontuou.
O parlamentar também apontou os ataques direcionados ao Nordeste como um dos erros da direita na campanha. Na avaliação dele, faltou ao candidato derrotado uma postura mais firme em defesa da região e a apresentação de propostas voltadas à população nordestina. Lambreta ressaltou ainda que o próximo governo enfrentará dificuldades na relação com o Congresso e defendeu o cumprimento dos compromissos assumidos durante a campanha.
A palestra sobre o pós-eleições, amanhã, às 20h, deverá aprofundar essas questões, reunindo reflexões sobre a polarização política, o papel das redes sociais, o comportamento do eleitorado e os desafios de governabilidade que Lula encontrará no quarto mandato.
O encontro, aberto ao público, também abrirá espaço para discutir os desdobramentos do processo eleitoral e seus impactos sobre o futuro político do país. O programa Frente a Frente vai ao ar hoje, das 18h às 19h, pela Rede Nordeste de Rádio, que tem como cabeça de rede a Rádio Folha 96,7 FM.
Leia menos
Por Rudolfo Lago – Correio da Manhã
O cálculo feito na semana passada pelo Tribunal de Contas da União (TCU) de que ficará em 11,3% a alíquota da Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS), a parte de impostos que vai caber à União na nova reforma tributária, colocou o Congresso de cabelos em pé.
Em um almoço ontem, promovido pela Frente Parlamentar do Ambiente de Negócios, o doutor em direito público e tributário Bruno Junqueira, da BJL Direito e Negócios, calculou que, com isso, então, a alíquota total dos novos impostos que os brasileiros passarão a pagar ao consumir produtos e serviços a partir de 2033 vai ultrapassar os 30%. A conta ficará bem salgada.
Leia maisPara entender o que acontecerá. A reforma tributária propõe a adoção de um Imposto sobre Valor Agregado (IVA) sobre o consumo. É o modelo utilizado por cerca de 180 países, na Europa, por exemplo. No caso brasileiro, será um IVA dual, ou seja, haverá um imposto para a União (a CBS, que substituirá os atuais PIS e Cofins) e outro para os estados e municípios (que fica no lugar de ICMS, cobrado pelos estados, e ISS, de responsabilidade dos municípios).
Quando se discutia a reforma tributária, a expectativa é que a alíquota da CBS ficassem em torno de 9,2%. Com isso, imaginava-se, então, que o valor total das alíquotas que o brasileiro iria pagar, somando CBS e IBS, ficaria em torno de 27,5%. Já era considera muito alta, uma das maiores do mundo. O cálculo feito na semana passada pelo TCU eleva essa alíquota de forma estratosférica. Em termos do que se irá pagar de imposto, poderá, então, não haver vantagem alguma – ou muito pouca vantagem – para o consumidor.
Relator da tributária no Senado, o relator da reforma, Eduardo Braga (MDB-AM), admitiu que o cálculo feito pelo TCU pegou o Congresso “de surpresa”. Ele marcou, então, uma audiência pública para o dia 10 de novembro para discutir o que poderá ser feito. O Congresso precisa fixar a nova alíquota em dezembro para que os novos impostos possam vir a ser cobrados no ano que vem, em fase de teste, numa transição que vai até 2033.
O almoço na Frente Parlamentar mostrou que há ainda uma série de outros enguiços que podem atrasar a implementação da reforma já a partir de janeiro do ano que vem, como se previa. O almoço discutiu o impacto da reforma no varejo. E a constatação geral ali é que a regulamentação teria sido feito de forma açodada, para permitir a aprovação este ano, antes das eleições, como forma a conferir o legado ao governo Luiz Inácio Lula da Silva.
A Confederação Nacional do Comércio (CNC), por exemplo, destacou a falta de clareza até agora sobre como será feito o cashback e o tax free. O casback é um modelo a partir do qual se devolve à população mais pobre o que pagará de tributos em serviços como gás e energia. O tax free é a devolução para o turista do valor que paga de imposto. A CNC acredita que as duas novidades aquecerão o consumo, o que poderá ser muito bom. Mas como irá funcionar na prática? Ninguém ainda sabe. Imposto caro e cobrado sem clareza é tudo o que não se queria da reforma tributária…
Leia menos
Folha de São Paulo
O democrata Felipe Sousa Lazaballet, de 40 anos, tornou-se o primeiro brasileiro eleito deputado estadual na Flórida, ontem, dia de midterms, em que conseguiu ao redor de 63% dos votos contra seu opositor republicano na região metropolitana de Orlando.
Lazaballet também se torna o primeiro imigrante abertamente gay a conseguir o cargo no estado da Costa Leste dos Estados Unidos. Ele imigrou para o país na adolescência e permaneceu em situação irregular por anos. Esteve na linha de frente da mobilização para que esses jovens tivessem suas condições legalizadas no país.
Leia maisA reportagem da Folha de São Paulo conversou com o agora deputado estadual eleito em outubro, em plena corrida eleitoral. Leia, abaixo, versão adaptada de seu perfil publicado à época.
Nascido em Duque de Caxias, no Rio de Janeiro, Felipe Sousa Lazaballet, 40, é gay e, por anos, foi um imigrante em situação irregular nos Estados Unidos. Filho de mãe solo e empregada doméstica natural do Ceará, ele foi levado aos EUA em 2001, aos 14 anos, pela irmã mais velha, de quem era muito próximo e que emigrara havia seis anos para a Flórida. Viajou com um visto de turista, e já sem planos de retornar ao Brasil.
A irmã havia prometido que o levaria assim que se estabilizasse, para que Felipe pudesse ter um futuro de mais oportunidades. Ele foi matriculado no colégio, tornou-se um dos melhores alunos, segundo relata à reportagem, e criou uma rede de amizades. Uma vida feliz.
Foi em torno dos 16 anos, no entanto, que ele enfim tomou consciência de como sua vida poderia ser afetada por ser um imigrante em situação irregular, pois seu visto de turista há muito havia vencido. O orientador de profissões de sua escola disse que, nessa situação, ele não poderia ir para uma universidade.
Após meses desolado com a informação, dado que o ensino superior era um sonho que tinha, Felipe soube por outro imigrante brasileiro, um conhecido da igreja que frequentava, que o Miami Dade College, uma das principais faculdades da Flórida, aceitava imigrantes que, como ele, estavam em situação irregular.
Isso já não ocorre atualmente, mas, naquela época, Felipe abraçou a oportunidade e estudou relações internacionais na instituição. Naquele período, ganhou ainda mais consciência de seu status migratório. Crescia nos EUA, afinal, um debate que o incluía diretamente: a mobilização para que imigrantes levados ao país quando crianças fossem legalizados pelo governo.
Essas pessoas eram e são, ainda, conhecidas como os “dreamers” (sonhadores). Felipe começou a se envolver com o movimento em 2006, a participar de reuniões e mobilizações. A mais expressiva delas ocorreu em 2010.
No começo daquele ano, ele e outros jovens adultos na mesma situação —imigrantes sem documentos levados para aos EUA antes dos 18— organizaram a chamada Trail of Dreams (trilha dos sonhos), uma marcha a pé da Flórida a Washington (1.500 km) para pedir pela legalização dos dreamers. Foram cinco meses de empreitada, de janeiro a maio.
Era época do primeiro governo de Barack Obama, tido como mais progressista e propenso a apoiar essa agenda, ainda que, anos depois, saiba-se que foi em seu governo que mais imigrantes foram deportados dos EUA, até a chegada do atual governo de Donald Trump.
A primeira tentativa de aprovar o projeto no Congresso americano falhou. Dois anos depois, porém, Obama criou o chamado Daca (algo como “ação diferida para os que chegaram quando crianças”, no inglês), um programa que fornecia proteção temporária de dois anos e autorização de trabalho para imigrantes que haviam entrado nos EUA antes dos 16 anos e tivessem, então, menos de 31, além de um diploma do ensino médio. O benefício podia ser renovado.
Felipe comemorou. Não somente pela causa da qual era ativista, mas porque, então com 26 anos, ele mesmo se enquadrava nos critérios, e recebeu o Daca.
Muitos brasileiros foram beneficiados. Entre os 436 mil imigrantes que ainda têm o benefício, há 2.990 brasileiros, configurando a sétima nacionalidade. Mexicanos são líderes, com 356 mil, seguidos por salvadorenhos, guatemaltecos, hondurenhos, peruanos, sul-coreanos e, enfim, brasileiros.
Desde então, o agora candidato a deputado na Flórida seguiu envolvido na defesa da agenda migratória. Após um breve período em Nova York, retornou para a Flórida em 2016 para ajudar a Prefeitura de Orlando.
Em junho daquele ano, em um ataque homofóbico, o atirador Omar Mateen deixou 49 pessoas mortas em uma boate gay da cidade. O massacre na boate Pulse ainda é considerado o maior ataque à comunidade LGBTQIA+ da história dos EUA. Felipe trabalhou no suporte aos sobreviventes e aos familiares das vítimas.
Depois, começou a liderar a Hope CommUnity Center, organização de apoio a imigrantes. Casou-se, conseguiu o green card e, em 2021, a sua cidadania americana.
Até que, em 2025, recebeu um convite inusitado. A deputada democrata Anna Eskamani o convidou para disputar uma vaga na Câmara da Flórida no seu lugar. Filha de imigrantes iranianos, mas nascida nos EUA, ela já não podia mais disputar no próximo 3 de novembro. Anna foi deputada por quatro mandatos consecutivos de dois anos, limite da legislação local para o cargo.
Segundo Felipe, Anna disse a ele que sua história falava por si só. E que o fato de sempre ter atuado por aqueles mais marginalizados, tendo sido ele próprio um imigrante em situação irregular, dava-lhe a credibilidade necessária para concorrer.
“Minha mãe sempre me ensinou a importância da educação, do trabalho duro, da honestidade”, conta ele em conversa por videochamada feita a um mês das midterms.
Leia menos
A aprovação da PEC da Segurança Pública foi uma vitória do governo Lula, sem dúvida. Mas também foi uma vitória de Davi Alcolumbre. Foi um combo de vitórias, e faz parte de uma agenda que foi combinada. As informações são do blog da Andréia Sadi.
Desde a campanha eleitoral, temos falado aqui que o governo tinha pautas que avaliava que só conseguiria aprovar com esse Senado que está aí. Isso porque o Senado que saiu das urnas e toma posse em 2027 vai oferecer mais resistência às propostas do governo.
Leia maisSabendo disso, o governo colocou essa agenda para andar. Primeiro, o fim da escala 6 por 1, que passou e foi muito usado durante a eleição. Depois, a PEC da Segurança Pública.
A segurança já era uma promessa de campanha. A discussão sobre dividir o Ministério da Justiça e Segurança Pública, sobre as polícias e a integração vem de muito antes, ainda da transição de 2022.
Alcolumbre, quando recompôs a relação com o governo, porque ele estava brigado com o governo, é bom lembrar, se colocou à disposição para fazer essas pautas andarem. Mas há um motivo também.
Acabou a campanha para o presidente Lula e começou a campanha de Davi Alcolumbre.
Os movimentos de Alcolumbre são acenos ao governo porque ele quer, em troca, o apoio para sua reeleição à presidência do Senado.
O Senado que saiu das urnas está mais à direita. Há nomes na base da direita e do bolsonarismo, como Rogério Marinho e Tereza Cristina, na disputa. E Alcolumbre quer ser reeleito.
Com a vitória de Lula para a Presidência da República, ele avalia que o caminho ficará mais fácil, segundo interlocutores com quem tenho conversado.
Então, ele fez esses acenos e espera colher os votos no começo do ano que vem, quando haverá a eleição para a presidência da Casa. Só que também precisa fazer acenos ao bolsonarismo.
É por isso que falo em combo. Sabe aquela coisa de tentar agradar todo mundo? Vamos ver como ele vai sair dessa.
É sempre bom registrar quando o Congresso e os políticos tratam de temas de interesse da população, do dia a dia da sociedade. Segurança pública e violência urbana são preocupações presentes na vida das pessoas.
Mas o pano de fundo desses movimentos também é eleitoral. Agora, a disputa é pela presidência do Senado.
Leia menos
O Nordeste se consolida como o grande produtor e exportador das energias limpas no Brasil, mas a ascensão da Inteligência Artificial (IA), o consumo massivo de novos data centers e a necessidade de armazenamento de energia trazem um novo e complexo desafio: como garantir uma produção constante sem atropelar a sustentabilidade ambiental? Para debater essas transformações e apontar caminhos seguros para o setor, o Conselho Regional de Engenharia e Agronomia de Pernambuco (Crea-PE) realiza, na próxima terça-feira (10), o seminário “Perspectivas da Energia Elétrica para o Nordeste e o Brasil”.
A pujança solar e eólica do Nordeste coloca a região na vanguarda da transição energética. Contudo, o cenário exige respostas rápidas para gargalos estruturais e socioambientais. Além da necessidade de garantir estabilidade no fornecimento de energia (superando a inconstância natural do vento e do sol), o setor agora corre para atender a demanda dos data centers, que consomem grandes quantidades de energia e operam sem parar para sustentar o avanço global da IA.
Leia maisAs projeções confirmam as preocupações. A Empresa de Pesquisa Energética (EPE), por exemplo, projeta que a demanda por energia para data centers no país crescerá a uma taxa média de 13,7% ao ano até 2036. O grande desafio não é a falta de energia em si, mas a capacidade física de armazenamento, transmissão e subestações para entregar eletricidade estável.
“O Crea-PE, através do Comitê Tecnológico Permanente, será o catalisador deste debate. Nossa contribuição apontará soluções técnicas viáveis para assegurar a segurança energética necessária para o desenvolvimento do País. O berço da Engenharia, Agronomia e Geociências tem muito a contribuir sobre o tema com a proposta deste seminário”, pontua o presidente do Crea-PE, Adriano Lucena.
“O evento foi desenhado justamente para analisar o passado, compreender o momento atual e projetar soluções de abastecimento seguro e sustentável. O Nordeste é uma região de peso na contribuição da geração de energia do País e convidamos palestrantes de excelência para o evento”, esclarece o coordenador técnico do encontro, integrante do CTP, José Carlos Miranda.
O seminário gratuito acontece das 14h30 às 18h, no auditório da Federação das Indústrias do Estado de Pernambuco (Fiepe), e reunirá grandes nomes do setor elétrico e ambiental. As inscrições já estão abertas e devem ser feitas previamente online.
Programação
O encontro será dividido em quatro palestras estratégicas ministradas por autoridades do mercado. “Evolução da Matriz de Energia Elétrica do Brasil e do Nordeste”, será o tema apresentado pelo engenheiro eletricista e ex-Secretário de Planejamento e Desenvolvimento Energético do Ministério de Minas e Energia, Altino Ventura Filho.
O presidente da Associação Nacional de Entidades Representativas de Energias Renováveis, Rudinei Miranda, falará sobre “Oportunidades e Riscos das Fontes Renováveis no Nordeste e em Pernambuco”. Os “Desafios da Energia de Pernambuco para Atender as Demandas Crescentes”, serão abordados pelo engenheiro civil e presidente do Sindicato das Indústrias de Energia e de Serviços do Setor Elétrico de PE – Sindienergia Pernambuco, Bruno Câmara.
Já o engenheiro eletricista, ex-superintendente de Meio Ambiente da Empresa de Pesquisa Energética (EPE) e da CHESF, Ricardo Furtado, vai focar sobre os “Riscos Ambientais dos Novos Grandes Consumidores das Fontes Renováveis”. Neste contexto, o uso de energia dos data centers acende um grande alerta, já que, em essência, são grandes consumidores de energia.
Não à toa, o governo do Ceará anunciou um marco para a economia digital: um projeto de R$ 200 bilhões para a instalação do maior data center da América Latina, com uma demanda de 200 MW de processamento. Ao posicionar esses equipamentos no Nordeste, o estado aproveita a conectividade dos cabos submarinos e a oferta de energia renovável para atrair a infraestrutura que sustentará a inteligência artificial e o big data nas próximas décadas.
Debates
A mediação do evento será conduzida pelo engenheiro eletricista José Carlos Miranda, integrante do CTP. Após as apresentações, a discussão será ampliada com a participação dos debatedores Emmanoelle Lira (Engenheira ambiental) e João Bosco de Almeida (Engenheiro eletricista), ambos integrantes do comitê técnico do Crea-PE. Também será aberta a palavra ao público em geral.
Serviço
Evento: Seminário “Perspectivas da Energia Elétrica para o Nordeste e o Brasil”
Data: 10 de novembro
Horário: Das 14h30 às 18h
Local: Auditório da Fiepe (Av. Cruz Cabugá, 539 – Santo Amaro, Recife – PE)
Entrada: Gratuita (Aberta ao público geral)
Inscrições: https://forms.gle/SVV9XRgbwrNeNZC59
Leia menos
Depois de Olinda, chegou a vez de Caruaru debater o resultado das eleições 2026. A discussão, saudável, salutar e oportuna, está marcada para amanhã, a partir das 20 horas, na Câmara de Vereadores. “Vamos ampliar esse debate, que é necessário”, disse o presidente da Câmara, Bruno Lambreta (PSDB), que me fez o convite em nome dos demais colegas da Casa.
Na manhã de hoje, os jornalistas Vitor Araújo e Laís Florêncio, da Rádio Cidade, divulgaram o evento durante a programação da emissora. Confira no vídeo!
O evento é aberto ao público em geral, uma sequência do primeiro ocorrido em Olinda na última quinta-feira, por iniciativa do presidente da Câmara, Saulo Holanda (MDB).
Os Estados Unidos começaram a apuração de votos das eleições de meio de mandato, que vão definir a nova composição da Câmara dos Representantes e um terço do Senado. As primeiras urnas começaram a ser fechadas às 20h dessa terça-feira (3/11), no horário de Brasília.
Os democratas conseguiram maioria sobre os republicanos na disputa pelas cadeiras tanto do Senado quanto da Câmara, no que já é considerado como uma derrota histórica do do presidente Donald Trump. As informações são do portal Metrópoles.
No Senado, as projeções apontam 54 cadeiras ocupadas pelos democratas, contra 44 dos republicanos, até o momento. Já na Câmara, que será totalmente renovada, a diferença está em 220 a 136 para os democratas.
Nos governos estaduais, até o momento são 27 democratas e 20 republicanos. O resultado começou a sair na noite desta terça-feira (3/11), mas a conclusão pode levar dias. Nas midterms de 2022 e de 2024, o controle da Câmara só foi definido após oito dias de apuração.
André de Paula vê Raquel como presidenciável em 2030
O ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula (PSD), apontou a governadora reeleita de Pernambuco, Raquel Lyra (PSD), como um possível nome para a disputa presidencial de 2030. Em entrevista ao podcast ‘Direto de Brasília’, ontem, o auxiliar do presidente Lula (PT) destacou a força política da correligionária após a vitória sobre João Campos (PSB) e defendeu que ela amplie sua projeção nacional. A avaliação acompanha o discurso do presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, que já colocou a pernambucana entre as alternativas da legenda para o Palácio do Planalto.
Para André, a reeleição consolidou Raquel como uma liderança capaz de disputar espaços além de Pernambuco. “Raquel é uma governadora vitoriosa, uma política de mão cheia. Não me lembro dela perder alguma coisa”, afirmou. O ministro ressaltou que a vitória sobre João Campos, considerado por ele um adversário de grande força eleitoral, representou um novo patamar na trajetória da governadora. “Imagino que uma das preocupações de Raquel agora seja nacionalizar mais a imagem que ela tem”, acrescentou.
Leia maisApesar dos elogios, André evitou avaliar a neutralidade adotada pela governadora no segundo turno da eleição presidencial, quando não declarou apoio a Lula. O ministro reconheceu a complexidade da disputa em Pernambuco, onde o PT integrou a chapa de João Campos, mas preferiu respeitar a estratégia da aliada. Segundo ele, a relação institucional entre Raquel e o presidente deve permanecer preservada, independentemente das diferenças eleitorais. O posicionamento evidencia o esforço de conciliar a proximidade com o governo federal e a articulação política do PSD em torno de seus próprios projetos nacionais.
A relação da legenda com Lula também foi abordada pelo ministro, que defendeu a permanência do PSD na base governista, apesar das divisões internas e da candidatura presidencial de Ronaldo Caiado. André argumentou que o partido, com 43 deputados eleitos, tem oferecido apoio expressivo ao Planalto nas votações da Câmara. “Evidente que em algumas votações, dos nossos 43 deputados, o governo vai ter o apoio de 30. Mas veja, um partido mais infiel do centrão vai botar 20 votos. Dá duas vezes o PCdoB, que é alinhado, dá mais que o PSB”, comparou. Ele também reconheceu que a escolha de Caiado, identificado com a direita, provocou desconforto entre lideranças nordestinas próximas ao petista.
No comando da Agricultura, André procurou separar as divergências eleitorais da relação do governo com o agronegócio, setor que, segundo ele, apoiou majoritariamente Flávio Bolsonaro (PL). O ministro afirmou que a orientação de Lula é manter a aproximação com os produtores, mesmo diante das resistências políticas. “O governo sempre apostou no diálogo”, declarou, citando a ampliação dos recursos do Plano Safra e o desempenho econômico do segmento. Na avaliação dele, a expansão da produção agropecuária e sua participação nas exportações reforçam a necessidade de preservar essa interlocução.
Sobre o futuro na Esplanada, André afirmou que ainda não recebeu sinalização de Lula quanto à permanência no ministério durante o quarto mandato. Embora defenda a contribuição do PSD para a governabilidade, reconheceu que a composição da nova equipe dependerá das negociações conduzidas pelo presidente. “Quem decide o ministério é o presidente. Não houve nenhuma conversa em relação à permanência”, disse.
EUA votam sob desconfiança de Trump – A votação final nas eleições legislativas de meio de mandato dos Estados Unidos, as midterms, ocorreu, ontem, após uma campanha de interferência eleitoral comandada pelo presidente Donald Trump (Republicano). O mandatário americano tem longo histórico de questionar, sem apresentar provas, o resultado de eleições em que foi derrotado. Foi assim em 2020, quando empreendeu uma tentativa de anular a vitória de Joe Biden, e em 2024, quando deu vários sinais de que não aceitaria um eventual triunfo de Kamala Harris, suscitando temores de reações violentas de apoiadores. Também nas midterms deste ano o republicano tem sido pouco claro sobre aceitar um possível resultado em que, como apontam as pesquisas, perca o controle do Congresso. Trump insiste na tese nunca comprovada de que há fraude generalizada no sistema eleitoral americano.

Lula comemora aprovação da PEC da Segurança Pública – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) comemorou, ontem, a aprovação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública. Em uma rede social, Lula reforçou que, a partir da aprovação da PEC, vai criar o Ministério da Segurança Pública. Na postagem, o presidente não anunciou quem vai assumir a pasta. “Vamos somar a esse avanço a criação do Ministério da Segurança Pública, com foco em inteligência, planejamento e cooperação com estados e municípios para enfrentar as facções e as milícias”, escreveu Lula. O vice-presidente Geraldo Alckmin também comemorou a aprovação da PEC e a partir de agora será “combate sem trégua ao crime organizado e proteção ao cidadão”.
Flavio tentou votar – Nos Estados Unidos desde a semana passada, quando saiu do país por não aceitar a derrota nas eleições, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) tentou participar remotamente da sessão plenária do Senado que votou, ontem, a PEC da Segurança Pública. Segundo aliados de Flávio, ele tentou entrar na sessão por meio do celular, mas não conseguiu. Para votar na sessão remotamente, o senador precisa ter o celular autorizado pelo Senado. Flávio, contudo, mudou de número ao fugir para os Estados Unidos e não conseguiu cadastrar o novo aparelho no sistema da Casa. O novo número de Flávio não está habilitado no sistema. Por questões de segurança, a habilitação só pode acontecer pessoalmente, o que obrigaria o senador a estar no Brasil.
Meta é proibida de usar notícias para treinar IA – A Justiça de São Paulo proibiu a Meta, dona do Facebook, Instagram e WhatsApp, de coletar conteúdos de veículos de imprensa para alimentar sistemas de inteligência artificial (IA) sem autorização. As informações são do portal Metrópoles. A liminar foi concedida pelo juiz Guilherme Madeira Dezem, da 44ª Vara Cível do Foro Central de São Paulo. A decisão prevê multa diária de R$ 1 milhão em caso de descumprimento, limitada a R$ 100 milhões. O magistrado atendeu a um pedido de três entidades nacionais que representam jornais, revistas e emissoras de rádio e televisão. Dezem considerou abusiva a tentativa da Meta de obrigar veículos de comunicação a autorizar a coleta gratuita de conteúdos jornalísticos como condição para continuar utilizando suas plataformas. Para o juiz, a exigência viola direitos autorais e representa uma forma de enriquecimento sem causa.

Fora do réveillon – O prefeito do Recife, Victor Marques (PCdoB), anunciou ontem, que a dupla Jorge & Mateus não fará mais parte da programação da Virada Recife 2027. Em novo pronunciamento nas redes sociais, Victor afirmou que o fim de ano deve ser marcado pela união, fraternidade e renovação da esperança. “É justamente por esse motivo que não há mais clima para apresentação da dupla Jorge & Mateus dentro da nossa programação”, declarou. O gestor também ressaltou a importância econômica da festa para a cidade, especialmente para os setores hoteleiro, de bares, restaurantes e serviços. Victor afirmou que a gestão seguirá com a realização do evento e destacou que o réveillon do Recife é o maior do Nordeste. “Vamos fazer uma festa bonita mostrando a unidade do nosso povo”, concluiu. As informações são do Blog da Folha.
CURTAS
ORDEM DE PRISÃO SUSPENSA – A Justiça de Pernambuco suspendeu o mandado de prisão expedido contra o influenciador digital e deputado estadual eleito Emerson Freitas (MDB), suspeito de envolvimento em um caso de extorsão. Como o processo tramita em segredo de Justiça, os detalhes da investigação não foram divulgados.
ORDEM DE PRISÃO II – O influenciador se pronunciou sobre a decisão em vídeo publicado nas redes sociais. Ao lado do advogado Weryd Simões, ele agradeceu a Deus e à sociedade pernambucana. Já o advogado disse que ele se apresentou em juízo e afirmou que a decisão também garantiu à defesa amplo acesso aos elementos da investigação. O parlamentar foi eleito em outubro com 49.254 votos.
PERNAMBUCO NA F1 – O recifense Rafael Câmara, de 21 anos, foi escolhido pela Haas para disputar os Grandes Prêmios (GPs) de São Paulo e de Las Vegas da temporada 2026. O anúncio foi feito pela equipe norte-americana ontem. A estreia do recifense está prevista para o próximo domingo (8), às 14h, no Autódromo de Interlagos, em São Paulo.
Perguntar não ofende: Raquel sonha mesmo com o Palácio do Planalto?
Leia menos
A Justiça de São Paulo proibiu a Meta, dona do Facebook, Instagram e WhatsApp, de coletar conteúdos de veículos de imprensa para alimentar sistemas de inteligência artificial (IA) sem autorização. As informações são do portal Metrópoles.
A liminar foi concedida hoje, pelo juiz Guilherme Madeira Dezem, da 44ª Vara Cível do Foro Central de São Paulo. A decisão prevê multa diária de R$ 1 milhão em caso de descumprimento, limitada a R$ 100 milhões. O magistrado atendeu a um pedido de três entidades nacionais que representam jornais, revistas e emissoras de rádio e televisão.
Leia maisDezem considerou abusiva a tentativa da Meta de obrigar veículos de comunicação a autorizar a coleta gratuita de conteúdos jornalísticos como condição para continuar utilizando suas plataformas. Para o juiz, a exigência viola direitos autorais e representa uma forma de enriquecimento sem causa.
“Impor aos veículos de comunicação a entrega gratuita e universal de seu patrimônio autoral como pedágio para permanecerem conectados aos canais em que o público contemporâneo consome notícias constitui manifesto abuso do direito e enriquecimento sem causa, ferindo os postulados da boa-fé objetiva e da função social dos contratos”, escreveu o magistrado.
O magistrado ressaltou ainda que a publicação de reportagens, fotografias e outros conteúdos na internet não significa que os autores tenham autorizado a utilização do material para desenvolver ou treinar sistemas de IA.
Segundo o juiz, a legislação brasileira exige autorização prévia e expressa dos titulares de direitos autorais para a reprodução e utilização das obras. O magistrado apontou o risco de danos irreversíveis, uma vez que conteúdos incorporados aos sistemas de IA dificilmente poderiam ser identificados e removidos posteriormente.
Dezem também considerou abusiva a cláusula dos termos comerciais da Meta que estabelecia tribunais dos Estados Unidos como responsáveis pela resolução de disputas comerciais.
“Obrigar entidades e empresas jornalísticas brasileiras a litigar perante o tribunal distrital da Califórnia para discutir a higidez jurídica do acesso a plataformas essenciais que operam no Brasil configuraria barreira fática e econômica intransponível, aniquilando a garantia fundamental da inafastabilidade da jurisdição insculpida no artigo 5º, inciso XXXV, da Constituição Federal”, afirmou.
Além de proibir a coleta automatizada de conteúdos nos sites das empresas associadas às entidades autoras, o magistrado determinou que a Meta mantenha ativas as contas, páginas e ferramentas utilizadas pelos veículos, sem punições pela recusa em aceitar as novas regras comerciais.
Leia menos
O presidente da Câmara Municipal do Paulista, vereador Eudes Farias, aprovou, hoje, um requerimento que solicita ao Poder Executivo a adequação das normas municipais à Emenda Constitucional 140/2026. A medida busca garantir a regularização do vínculo funcional e a aposentadoria diferenciada para os Agentes Comunitários de Saúde (ACS) e Agentes de Combate às Endemias (ACE). O documento destaca que o município tem até 31 de dezembro de 2028 para concluir a regularização.
