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Por Alice Lins, Fagner Clemente
Do Jornal do Commercio
Em uma noite marcada pela celebração da memória, o palco do Teatro Santa Isabel, no bairro de Santo Antônio, recebeu ontem (24) o concerto de abertura das comemorações pelos 20 anos da Orquestra Criança Cidadã. O espetáculo representou o encontro entre duas décadas de histórias transformadas pela arte, além de reafirmar o papel da música como ferramenta de inclusão social e construção de futuros.
A programação percorreu diferentes momentos da trajetória da instituição, reunindo o coro infantil, grupos de ex-alunos e a Orquestra Sinfônica Jovem em um repertório que transitou entre clássicos da música erudita e composições brasileiras. O concerto para convidados abriu as celebrações, que continuam neste sábado (25) à noite.
Leia maisIdealizada pelo juiz de Direito João José Rocha Targino, a Orquestra Criança Cidadã nasceu em 2006 com um propósito que vai além da formação artística: oferecer oportunidades a crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade social. O Coque, um dos bairros com menor Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) do Recife, foi a primeira comunidade atendida pelo projeto, que hoje alcança também Ipojuca e Igarassu.
Atualmente, cerca de 400 jovens, entre 6 e 21 anos, participam gratuitamente das atividades, que incluem aulas de instrumentos de cordas, sopros e percussão, teoria musical, canto coral, além de acompanhamento pedagógico, psicológico, médico e odontológico.
A iniciativa também oferece alimentação, inclusão digital e formação profissional por meio da Escola de Formação de Luthier e Archetier (EFLA), ampliando as possibilidades de inserção no mercado de trabalho.
Expansão da Orquestra
Ao celebrar as duas décadas da iniciativa, João Targino destacou que o maior resultado do projeto está na transformação das vidas que passaram pela instituição. “Estamos muito felizes, muito alegres, por comemorarmos duas décadas de existência da Orquestra Criança Cidadã. Esse projeto, que nasceu há 20 anos com um objetivo precípuo bem definido: formar cidadãos e formar profissionais da música. E, ao longo dessa trajetória, ao longo dessa jornada, nós conseguimos encaminhar na roda da cidadania e da profissionalização, prioritariamente na área musical e também em outras áreas, como Direito, Veterinária e Fisioterapia, mais de mil garotos”, afirma.
O idealizador também compartilhou o desejo de expandir a atuação da Orquestra para outras comunidades pernambucanas e brasileiras. “Eu projeto com orquestra não só no Coque, em Ipojuca, em Igarassu, mas também em várias outras comunidades do Recife, de Pernambuco e do Brasil”, revelou.
Representando a governadora Raquel Lyra (PSD), a vice-governadora Priscila Krause (PSD) ressaltou a importância da iniciativa e o compromisso do Governo de Pernambuco com projetos culturais que promovem uma maior inclusão.
“O maior legado que a Orquestra Criança Cidadã tem deixado são pessoas transformadas. É essa obra de transformação: nascer num lugar difícil, num lugar mais vulnerável, e ter uma situação dessa, em que, quando as pessoas dão a mão, significa ter um futuro diferente, um destino diferente, além de toda a valorização da cultura e da música”, ressalta.
Histórias reescritas por meio da música
Entre as histórias que simbolizam esse impacto está a do violinista Ivo Gomes, de 22 anos. Ex-aluno da unidade de Ipojuca, ele iniciou a formação musical aos 10 anos e atualmente cursa bacharelado em Música, com especialização em performance de violino, nos Estados Unidos.
“Durante esses 12 anos, eu tenho ganhado várias experiências com a orquestra. A orquestra tem me ajudado bastante nessa questão de dedicação, de compromisso, de realmente querer algo, de querer estudar. Hoje, graças também à orquestra, eu estudo nos Estados Unidos. Vou para o meu segundo ano agora, em agosto”, relembra Ivo.
O músico também destaca todo o apoio que recebeu da instituição e sobre também poder contribuir com a formação da nova geração. “Hoje, sou grato por tudo que aconteceu por conta deles, por todo esse incentivo. Também fico muito feliz em voltar aqui, nesses 20 anos da Orquestra Criança Cidadã, e poder contribuir com esses jovens e essas crianças que um dia também sonham, assim como eu, quando era pequeno, sonhava em estar em um alto nível”, finaliza.
O projeto acumula mais de 30 premiações e reconhecimentos, entre eles o Prêmio Caixa Melhores Práticas em Gestão Local. Em 2010, foi apontado pela Organização das Nações Unidas (ONU) como exemplo de boa prática de inclusão social. Cinco anos depois, tornou-se a primeira escola de música das Américas e a segunda do mundo a integrar o Programa de Escolas Associadas da Unesco.
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A vereadora de Carpina Cássia do Moinho (MDB) oficializou, neste sábado (25), sua candidatura a deputada federal durante a convenção estadual do partido, realizada na Câmara Municipal do Recife. No evento, que confirmou o apoio do MDB à candidatura de João Campos (PSB) ao Governo de Pernambuco, a parlamentar afirmou que pretende representar a Mata Norte no Congresso Nacional. “Quero representar o meu povo de Carpina, Lagoa de Itaenga e de toda a Mata Norte no Congresso Nacional”, declarou.
Da CNN Brasil
O TSE (Tribunal Superior Eleitoral) já trabalha com a expectativa de que o vídeo produzido com inteligência artificial para simular um pronunciamento do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), exibido neste sábado (25) na convenção nacional do partido, seja alvo de questionamentos na Corte, segundo fontes ouvidas pela CNN.
O material foi apresentado durante o evento que oficializou a candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência da República. Na gravação, identificada como conteúdo produzido por inteligência artificial, Bolsonaro aparece em uma manifestação de apoio ao filho.
Leia maisA avaliação é de que o episódio deve provocar discussões sobre a aplicação das regras eleitorais para o uso de inteligência artificial e também sobre o alcance das restrições impostas pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), ao ex-presidente.
O advogado Luiz Eduardo Peccinin, especialista em Direito Eleitoral e doutor em Direito do Estado, afirma que as normas do TSE também devem ser observadas no período pré-eleitoral e em atos realizados durante convenções partidárias.
Segundo ele, mesmo com a identificação de que o vídeo foi produzido por inteligência artificial, o caso pode ser levado à Justiça Eleitoral para que a Corte avalie se houve uso irregular da imagem e da voz de uma pessoa real em uma manifestação de natureza eleitoral.
A resolução do TSE estabelece que conteúdos criados ou significativamente alterados por inteligência artificial devem informar, de forma explícita, destacada e acessível, que o material foi fabricado ou manipulado e indicar a tecnologia utilizada.
A norma também proíbe a publicação e a republicação de novos conteúdos sintéticos que utilizem imagem, voz ou manifestação de candidatos ou pessoas públicas, mesmo quando identificados, no período entre as 72 horas anteriores e as 24 horas posteriores ao término da votação.
Peccinin ressalta, no entanto, que o episódio também pode ser analisado sob a ótica das determinações impostas por Moraes a Bolsonaro. O ministro proibiu a divulgação de manifestos político-eleitorais do ex-presidente, inclusive por terceiros e independentemente do meio utilizado.
Na avaliação do especialista, não há proibição expressa ao uso da imagem ou da voz de Bolsonaro. Por isso, a princípio, não seria possível afirmar que o vídeo representou descumprimento da decisão. “Claramente eles estão testando os limites impostos pela sentença condenatória criminal”, disse à CNN.
Ainda assim, ele considera provável que o caso seja levado a Moraes, a quem caberá avaliar se a gravação constituiu apenas o uso da imagem pública de Bolsonaro ou uma forma indireta de divulgar uma manifestação político-eleitoral atribuída a ele.
Para Guilherme de Salles Gonçalves, advogado eleitoral e membro da Abradep (Academia Brasileira de Direito Eleitoral e Político), uma eventual responsabilização de Bolsonaro dependeria da produção de provas de que o ex-presidente, hoje em prisão domiciliar, tinha conhecimento, participou ou anuiu com a elaboração do vídeo.
“É preciso não aplicar a um terceiro que não participou pessoalmente algo que decorre da utilização da sua imagem, ainda que com uma simulação de realidade”, afirmou.
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Em vídeo divulgado durante a convenção nacional do PL, neste sábado (25), a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro declarou apoio à candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência e fez um apelo por união da direita.
A participação marca a primeira manifestação pública de apoio de Michelle à candidatura do enteado após o rompimento entre os dois, encerrado nesta semana com um pedido público de desculpas do senador. No vídeo, Michelle lembrou o lançamento da candidatura de Jair Bolsonaro à reeleição em 2022, afirmou que não participou do evento porque está em casa cuidando do ex-presidente e disse que a ausência dele “fala muito mais alto” por representar milhões de brasileiros que depositaram confiança em seu governo. As informações são do g1.
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A ex-primeira-dama também defendeu maior participação das mulheres na política, destacou que elas representam 53% do eleitorado e afirmou que a eleição será decidida pelo trabalho de lideranças locais na conquista de eleitores indecisos.
Na única vez em que mencionou diretamente o senador, Michelle desejou sucesso à candidatura. “Flávio, que Deus abençoe e proteja sua candidatura; que ele te dê sabedoria, coragem e força a você e à sua família para cumprir esta missão com a lealdade e a verdade que o nosso povo merece.”
Mesmo após deixar o comando do PL Mulher, Michelle segue em destaque no espaço dedicado ao núcleo feminino montado na convenção. Um totem instalado no local exibe uma imagem da ex-primeira-dama ao lado de Jair Bolsonaro.
Pedido de desculpas antecedeu convenção
A participação ocorre dois dias depois de Flávio e Michelle iniciarem uma reconciliação pública. Na quinta-feira (23), o senador divulgou um vídeo em que pediu desculpas pelos episódios que provocaram “desconforto” entre os dois e a convidou para integrar sua campanha. “Michelle, renovo aqui o convite para caminharmos juntos na missão de defender o Brasil”, declarou.
Horas depois, Michelle afirmou ter recebido as palavras “com muita paz” e valorizou a decisão do enteado de se desculpar publicamente. “Todos nós cometemos erros, isso é humano, e o seu gesto de vir a público para pedir desculpas tem muito valor”, afirmou. Em outro trecho, disse: “Aceito teu pedido. Eu te desculpo.”
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Do Metrópoles
O Partido dos Trabalhadores (PT) oficializa, neste sábado (25), a candidatura do ex-ministro da Fazenda Fernando Haddad ao governo de São Paulo. A convenção estadual, realizada em Campinas (SP), tem a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), do vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB), e ex-integrantes do governo.
Em discurso, Haddad fez críticas à gestão do atual governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) em áreas como educação e segurança pública. O ex-ministro da Fazenda afirmou que a Polícia Militar do estado está “contaminada” pelo crime organizado e criticou privatizações. Ele acusou a administração de “desleixo” e “abandono” em relação a políticas públicas. “Nós vamos ter que dizer um sonoro ‘não’ para esse governo”, afirmou o pré-candidato petista.
Leia maisMaior colégio eleitoral do país, São Paulo é um palanque estratégico para a reeleição de Lula. A chapa de Haddad será composta pelo ex-ministro do Empreendedorismo Márcio França (PSB), como vice, e as ex-ministras Simone Tebet (PSB) e Marina Silva (Rede) na disputa ao Senado.
Fundado em 1980, o PT nunca elegeu um governador em São Paulo devido à combinação de fatores históricos, políticos e sociais. A resistência do eleitorado ocorre, principalmente, no interior. O lançamento da candidatura em Campinas tem o objetivo de aproximar Haddad dessa parcela do eleitorado.
A convenção do PT paulista ocorre no mesmo dia que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) oficializa sua candidatura ao Palácio do Planalto, também em São Paulo. O evento do PL teve a participação do presidente argentino Javier Milei.
Críticas a Tarcísio
Durante a cerimônia, lideranças petistas e aliados discursaram no palanque. O evento foi recheado de críticas à gestão do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos).
O vice-presidente Geraldo Alckmin afirmou que “São Paulo não quer a prepotência a arrogância” das “marteladas” de Tarcísio. “São Paulo é da generosidade e da fraternidade. E essas marteladas do atual governador trincaram as principais vitrines do estado”, disse.
A ex-ministra do Planejamento, Simone Tebet, defendeu o diálogo com a direita democrática e o centro, e pediu esforço para conquistar o voto dos indecisos. “Vamos conversar com quem não pensa como a gente. Não vamos perder tempo com a extrema direita, esta não vem para nós. Mas vamos dialogar com a direita democrática, com a direita conservadora. Vamos conversar com o centro, com aqueles que não querem ir para as urnas e que querem se abster”, disse.
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Por Zé Américo Silva*
Se Dom Quixote tivesse de aconselhar os candidatos de 2026, provavelmente diria exatamente o contrário do que grande parte deles pratica
Há pouco mais de quatro séculos, Miguel de Cervantes escreveu uma das mais inteligentes reflexões sobre o exercício do poder. Antes de entregar a Sancho Pança o governo da fictícia Ilha Baratária, Dom Quixote lhe envia uma série de recomendações que, reunidas, formam um verdadeiro código de ética para quem pretende administrar a coisa pública.
Não eram conselhos sobre marketing, pesquisas eleitorais, redes sociais ou alianças partidárias. Eram orientações sobre honestidade, humildade, justiça, respeito ao povo, equilíbrio nas decisões e resistência à sedução do poder.
Leia maisO curioso é que, em 2026, boa parte da classe política brasileira parece ter estudado justamente o manual inverso.
Há candidatos que confundem o Estado com patrimônio pessoal. Outros tratam o orçamento público como moeda de troca para sustentar alianças políticas. Há os que fazem do cargo um palco para alimentar o próprio ego e os que acreditam que governar consiste apenas em vencer a próxima eleição.
Dom Quixote ensinava exatamente o contrário. O governante deveria lembrar diariamente que o poder é passageiro, mas as consequências de suas decisões permanecem por muitos anos na vida da população. Um administrador público não existe para ser servido. Existe para servir.
Essa talvez seja a maior crise da política brasileira: não faltam programas de governo. Faltam governantes com estatura moral para executá-los. É curioso observar campanhas inteiras discutindo quem enviou mais emendas, quem construiu mais hospitais, pavimenta mais ruas ou anuncia mais investimentos. Tudo isso é importante. Mas existe uma pergunta anterior, quase nunca feita: quem merece administrar o dinheiro e o destino de milhões de pessoas?
Caráter não aparece no horário eleitoral. Integridade não se mede em pesquisas. Honestidade não cabe em um jingle de campanha. No entanto, essas virtudes continuam sendo muito mais importantes do que qualquer promessa.
Talvez o maior erro do eleitor seja analisar apenas o plano de governo e ignorar o histórico de quem pretende executá-lo. Obras podem ser planejadas por técnicos. A ética depende exclusivamente do governante.
A Ilha Baratária nunca existiu. Mas os dilemas enfrentados por Sancho Pança continuam vivos em cada prefeitura, em cada governo estadual e no Palácio do Planalto.
Se os candidatos de hoje lessem Cervantes com a mesma dedicação com que acompanham as pesquisas eleitorais, talvez o Brasil tivesse outro rumo. O romance é do século XVII. A lição continua sendo a mais moderna da política: antes de escolher quem vai governar o estado ou o país, convém saber se essa pessoa é capaz de seguir os conselhos do Cavaleiro Andante.
*Jornalista e consultor de marketing político
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A Justiça Eleitoral suspendeu a divulgação da pesquisa Datatrends sobre o cenário eleitoral para o Governo de Pernambuco e o Senado. Conforme a decisão, proferida pelo desembargador eleitoral Luiz Gustavo Mendonça de Araújo, o levantamento tem indícios de irregularidades metodológicas que podem comprometer o resultado, que tinha divulgação prevista para o fim da noite deste domingo (26).
A liminar foi concedida a pedido do MDB. Segundo o partido, o instituto subdimensionou a margem de erro e não previu a indicação do nível econômico dos entrevistados, embora esse seja um indicador obrigatório por lei para pesquisas do tipo. A Justiça concordou com as alegações, avaliando que a análise dos documentos revela indícios que “tornam o registro [da pesquisa] irregular”.
“A veiculação de dados estatísticos possivelmente viciados alcança de forma irreversível o eleitorado, sendo replicada por veículos de comunicação e redes sociais, o que pode comprometer a paridade de armas e a liberdade de escolha consciente do cidadão”, afirmou o desembargador, determinando a suspensão da divulgação do levantamento e estipulando uma multa diária de R$ 10 mil em caso de descumprimento da decisão.
Do g1
O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) ministro Edson Fachin afirmou que as declarações do presidente da Argentina, Javier Milei, sobre o ministro Alexandre de Moraes se trata de “referência desrespeitosa a magistrado da mais alta Corte do País, feita em solo brasileiro”. Em nota, o ministro afirmou ainda que o tribunal “deplora manifestações incompatíveis com a civilidade que deve caracterizar as relações entre os Estados”.
Javier Milei foi um dos convidados que discursaram na convenção do Partido Liberal (PL), que oficializou a candidatura de Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência neste sábado (25) em São Paulo. O presidente argentino chamou o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, de “lixo careca” após ter negada uma visita ao ex-presidente Jair Bolsonaro.
Leia mais“Tomei conhecimento da declaração do Presidente da Argentina sobre Ministro do Supremo Tribunal Federal. Trata-se de referência desrespeitosa a magistrado da mais alta Corte do País, feita em solo brasileiro, por ato jurisdicional praticado conforme a Constituição e as leis da República Federativa do Brasil”, afirmou Fachin.
“Ao reafirmar a plena autonomia do Judiciário brasileiro, a Presidência do STF deplora manifestações incompatíveis com a civilidade que deve caracterizar as relações entre os Estados”, completou o ministro.
Visita a Bolsonaro negada
Milei usou seu discurso para criticar o ministro do STF Alexandre de Moraes, a quem chamou de “lixo careca”. Na última semana, a defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro pediu autorização ao ministro para que ele recebesse a visita do argentino, mas o pedido foi negado.
“Estimado Jair, mando-lhe um abraço à distância. Tenho certeza de que, quando os obstáculos burocráticos forem superados, poderemos nos reencontrar e dar um abraço pessoalmente, querido Jair Bolsonaro”, comentou.
“A Justiça brasileira não me permitiu visitar meu amigo injustamente encarcerado, quando Lula se cansou de receber dirigentes estrangeiros enquanto esteve preso, entre eles o então presidente da Argentina, Alberto Fernández”, continuou. “Isso não é nada além de mais uma clara demonstração da injustiça de sua detenção e do caráter vingativo de seus responsáveis”, completou.
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Javier Milei foi um dos convidados que discursaram na convenção do Partido Liberal (PL), que oficializou a candidatura de Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência neste sábado (25). Em um discurso inflamado, o presidente argentino fez críticas ao socialismo, valorizou a chamada “onda azul” na América do Sul e chamou o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, de “lixo careca” após ter negada uma visita ao ex-presidente Jair Bolsonaro.
“Confio plenamente em meu amigo Flávio”, disse Milei enquanto fazia críticas às políticas econômicas adotadas por governos anteriores na Argentina. Também disse acreditar que o Brasil se juntaria a outros países da América Latina ao eleger um presidente de direita. As informações são do g1.
Leia maisO argentino afirmou ver o senador como o nome capaz de conduzir uma mudança política no Brasil. Segundo ele, a disputa eleitoral representa uma escolha entre dois modelos: o que chamou de “socialismo” e uma agenda baseada na liberdade econômica e na redução do tamanho do Estado.
Milei também associou a candidatura de Flávio ao que chamou de uma transformação política em curso na América Latina. Segundo ele, países da região estariam abandonando governos de esquerda e adotando políticas liberais na economia, movimento ao qual o Brasil poderia se juntar.
Além disso, criticou programas de transferência de renda, afirmando que governos de esquerda ampliam gastos públicos para obter vantagem eleitoral e deixam problemas fiscais aos sucessores. Segundo Milei, esse modelo leva ao aumento da dívida pública e exige, posteriormente, medidas de ajuste econômico.
Em outro momento do discurso, Milei defendeu que um eventual governo de Flávio Bolsonaro deveria adotar uma política de disciplina fiscal, redução dos gastos públicos e diminuição da participação do Estado na economia, bandeiras que também marcaram sua campanha presidencial na Argentina. “Por isso, é preciso alguém que, como aconteceu na Argentina, esteja disposto a enfrentar essa realidade e a se tornar a voz dessa maioria silenciosa que já sofreu muito. Falo do meu amigo Flávio Bolsonaro, filho do ex-presidente Jair Bolsonaro”, defendeu.
Visita a Bolsonaro negada
Milei usou seu discurso para criticar o ministro do STF Alexandre de Moraes, a quem chamou de “lixo careca”. Na última semana, a defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro pediu autorização ao ministro para que ele recebesse a visita do argentino, mas o pedido foi negado.
“Estimado Jair, mando-lhe um abraço à distância. Tenho certeza de que, quando os obstáculos burocráticos forem superados, poderemos nos reencontrar e dar um abraço pessoalmente, querido Jair Bolsonaro”, comentou.
“A Justiça brasileira não me permitiu visitar meu amigo injustamente encarcerado, quando Lula se cansou de receber dirigentes estrangeiros enquanto esteve preso, entre eles o então presidente da Argentina, Alberto Fernández”, continuou. “Isso não é nada além de mais uma clara demonstração da injustiça de sua detenção e do caráter vingativo de seus responsáveis”, completou.
Mais cedo, neste sábado, Milei recebeu a Ordem do Ipiranga, maior honraria concedida pelo governo do Estado de São Paulo das mãos de Tarcísio de Freitas, governador de SP. A cerimônia ocorreu no Palácio dos Bandeirantes, na Zona Sul da capital, antes da convenção do PL.
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A convenção nacional do Partido Liberal (PL) que oficializou a candidatura à presidência da República do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) não pôde contar com a presença do ex-presidente Jair Bolsonaro, que cumpre prisão domiciliar. Pelo menos, não fisicamente.
Apesar disso, Jair esteve presente em vários dos discursos ao longo do evento e também marcou sua presença em uma versão feita por inteligência artificial. Já no final das apresentações, em meio a fala de Flávio, os apresentadores da convenção anunciaram uma surpresa para o candidato. Foi quando Jair apareceu no telão. Desde o início, o vídeo deixa claro que não se trata de uma fala gravada do ex-presidente, provavelmente para evitar problemas com a justiça. As informações são do jornal O Globo.
Leia mais“Isso que vocês estão vendo aqui não sou eu, isso é uma simulação da minha imagem e da minha voz feito com inteligência artificial. Como todos aqui sabem, eu estou preso e calado por uma decisão injusta e arbitrária baseada em algo que eu nunca fiz. Mas eu garanto que nenhuma prisão vai calar o sentimento de esperança que despertamos. Nenhuma prisão vai calar os milhões de brasileiros que acreditam no nosso país. Por isso, peço que vocês recebam de braços abertos a pessoa que escolhi para me substituir, sangue do meu sangue, meu filho Flávio. Vem com fé. O Brasil tem futuro e o futuro é Flávio Bolsonaro presidente”, disse a versão IA de Jair Bolsonaro, sob aplausos dos presentes.
Convenção
Em discurso, Flávio acenou para as mulheres, atacou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), seu principal adversário no pleito e que aparece à frente nas pesquisa, e disse que querem “matar meu pai Jair Bolsonaro pela terceira vez”.

Ele fez menção a ser mais “moderado” que o pai, mas disse que era “sangue de seu sangue”, e que vai “honrar” tudo o que o pai lhe ensinou. O senador ainda afirmou que será Jair que colocará a faixa presidencial nele caso ele seja eleito.
“Eles não vão nos intimidar, eu posso ser mais calmo, mais sorridente, mais tranquilo e moderado, mas aqui tem sangue de Bolsonaro. E sabe o que a gente vai fazer? O Brasil foi sequestrado e a gente vai libertar o nosso país desse cativeiro. Em janeiro de 2027, Jair Bolsonaro vai subir aquela rampa do Planalto junto com a gente”, falou, no evento realizado no Mercado Pago Hall, na Arena Pacaembu, em São Paulo.
O senador foi apresentado no palco por sua esposa, Fernanda Bolsonaro, que fez uma breve fala na qual disse que o Brasil “não aguenta mais quatro anos de PT” e mencionou a alta de violência contra a mulher.
Nos primeiros minutos de sua fala, o candidato do PL exaltou sua família, começando por sua esposa, a quem chamou de sua “coluna vertebral”, e por sua mãe, Rogéria. Ele também citou os que não puderam estar no evento, como a madrasta Michelle Bolsonaro. Nesta semana, os dois se reconciliaram e ela enviou uma mensagem em vídeo a ele para a convenção. Em outros momentos de seu discurso, destacou a necessidade da mulher “ter direito a creche para deixar seus filhos e poder trabalhar”.
“A Michelle, que está em Brasília, e em especial meu pai, Jair Messias Bolsonaro. Deus queira que nunca vocês tenham um pai injustiçado como ele está sendo, vítima da maior farsa que esse país já testemunhou. Pai, você despertou, nessa nação, com sua verdade, com sua coragem e com a sua humildade. Você vai colocar essa faixa de presidente em mim, em nome de Jesus”, falou, chorando.
Neste momento, foi exibido o vídeo de inteligência artificial do ex-presidente, que está em prisão domiciliar e proibido de receber visitas e se comunicar publicamente por redes sociais, vídeos ou até mesmo cartas.
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Do g1 – Blog do Valdo Cruz
O Ministério das Relações Exteriores (Itamaraty) negou os pedidos de visto solicitados pelos diplomatas Riley M. Barnes, secretário-assistente, e Samuel Samson, subsecretário-assistente do Departamento de Estado dos Estados Unidos.
Os dois foram citados em reportagem do jornal “The Washington Post” como reponsáveis por uma estratégia para questionar a integridade e a confiabilidade do sistema eleitoral brasileiro. A negativa do governo foi feita ontem (24), antes da publicação da reportagem.
Leia maisA viagem estaria prevista para ocorrer poucas semanas antes das eleições presidenciais do país, agendadas para 4 de outubro. Segundo informações obtidas pela reportagem, o governo brasileiro foi informado do caráter “inusitado” da missão dos dois funcionários e decidiu negar os vistos.
Segundo fontes da diplomacia, o Brasil tem tradição de receber observadores internacionais nas eleições, mas a avaliação é que os norte-americanos não são observadores, na verdade tinham “outro papel”.
Dúvidas sobre as urnas eletrônicas
Na avaliação de assessores presidenciais, a decisão do secretário de Estado Marco Rubio de enviar a missão no momento em que Flávio e Eduardo Bolsonaro levantaram dúvidas sobre as urnas eletrônicas mostra que eles estavam combinando uma operação para descrebidilizar o sistema eleitoral brasileiro.
Pré-candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro teve uma reunião com representantes de cerca de 40 países em um evento privado, na última semana. Durante o encontro, ele afirmou que o Brasil utiliza urnas fabricadas por uma empresa venezuelana suspeita de fraudes, informação já desmentida pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
O senador nega estar questionando o sistema eleitoral brasileiro, mas defendeu que os países presentes enviem observadores internacionais para acompanhar as eleições no Brasil.
Nos bastidores do Supremo Tribunal Federal (STF), ministros classificaram a tentativa de missão como “escandalosa” e “inusitada”. Para integrantes da Corte, a iniciativa representaria uma tentativa de interferência externa em um tema de competência exclusiva das instituições brasileiras e no processo eleitoral do país. Os magistrados também defendem uma reação do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) à tentativa de enviar a missão americana.
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O presidente da Assembleia Legislativa de Pernambuco, deputado Álvaro Porto, reforçou mais uma vez seu posicionamento a respeito da governadora Raquel Lyra (PSD), a quem apoiou em 2022. Durante a Convenção Estadual do MDB, neste sábado (25), na qual oficializou sua candidatura à reeleição e selou a aliança com o palanque do ex-prefeito do Recife e pré-candidato ao governo do estado João Campos (PSB), Álvaro disse que a gestão da governadora era marcada pela arrogância e incoerência, o que, segundo ele, decepcionou e afastou aliados.
Porto lembrou que, quatro anos atrás, quando foi o único deputado de mandato a apoiar Raquel, o ex-deputado caruarense Zé Queiroz o alertou afirmando que, caso ela vencesse a eleição, muitos iriam se arrepender. “E eu quero dizer que mudei. Mudei porque não quero estar do lado da arrogância, da prepotência e do autoritarismo que hoje estão no Palácio do Campo das Princesas”, ressaltou.
Dirigindo-se a João Campos, o deputado afirmou que João não seria “alguém fabricado”, mas espontâneo, preparado, e que teria sido o melhor prefeito do Recife e alguém qualificado para transformar Pernambuco. “Hoje temos esperança e a chance de eleger aquele que será o melhor governador da história”, frisou.
Porto voltou a afirmar que “quem conhece Raquel não vota em Raquel”. “Vou levar minhas palavras para todo o estado de Pernambuco. Fui o único deputado de mandato, inclusive arrisquei meu mandato, para apoiar quem eu achava que ia fazer uma mudança em Pernambuco. Realmente mudou, mas mudou para pior”, disse.
O deputado finalizou parabenizando os candidatos a deputado federal e estadual e conclamando os aliados a enfrentarem a campanha. “Sabemos que será uma campanha desigual e das perseguições que o atual governo vem fazendo com seus adversários. Mas não nos falta coragem para enfrentar a campanha de cabeça erguida. Todos da chapa de estadual e federal estaremos unidos para eleger João Campos governador de Pernambuco.
Realizada no plenário da Câmara Municipal do Recife, a convenção foi conduzida pelo presidente regional do MDB, o ex-deputado, ex-vice-governador e atual secretário de Relações Institucionais da capital, Raul Henry. Participaram da reunião filiados, dirigentes, parlamentares, prefeitos, vice-prefeitos, vereadores e lideranças de todas as regiões do Estado. Foram oficializadas as deliberações do partido para as eleições de 2026, principalmente o comprometimento com o projeto politico-eleitoral encabeçado por João Campos.
