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Por Rudolfo Lago – Correio da Manhã
Depois de divulgada a nota da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) rebatendo a acusação feita pelo candidato do PL, Flávio Bolsonaro, de que a instituição estaria por trás da boataria que se espalhou de que ele iria retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de Padroeira do Brasil, a Igreja Católica fez várias reuniões. Não exatamente para discutir o impacto político da nota ou de toda essa polêmica. Mas porque tudo isso coincidiu com um momento crucial de organização de festividades religiosas no país.
Outubro é o Mês de Nossa Senhora. Na próxima quarta-feira, dia 7 de outubro, começam as festividades do Círio de Nazaré, em Belém (PA), que avançam até o dia 26 de outubro. Serão 14 procissões a serem realizadas nesses dias. E o tema deste ano é “Maria, Missionária que nos dá Jesus”. Ou seja, algo muito na linha da discussão religiosa que se entranhou.
Ou seja, algo muito na linha da discussão religiosa que se entranhou na campanha eleitoral: evangélicos mostram-se contrários à idolatria à Nossa Senhora, mas não podem negar que ela é a mãe daquele que idolatram, Jesus Cristo. A estimativa da organização do Círio de Nazaré é de que mais de quatro milhões de fiéis se somem aos vários eventos que acontecerão. O principal deles é a Procissão do Círio, no dia 11 de outubro, com uma previsão de mais de 2 milhões nas ruas.
Se a eleição passar para o segundo turno, o que parece o mais provável segundo as pesquisas, o Círio de Nazaré permeará todo o tempo de discussão política. O Círio acaba um dia depois do segundo turno, em 25 de outubro. No meio disso tudo, há o próprio dia de Nossa Senhora Aparecida, 12 de outubro, uma segunda-feira, feriado prolongado. Durante todo o ano passado, mais de 10 milhões de devotos foram ao Santuário de Nossa Aparecida, em Aparecida do Norte (SP), um número 15% maior do que o de 2024.
Devoto de Nossa Senhora, representante da CNBB no Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral (MCCE), o advogado e analista político Melillo Dinis lamenta ver a Padroeira do Brasil usada como cabo eleitoral da disputa presidencial, seja contra ou a favor. “É muito triste”, comenta. “A devoção à Nossa Senhora é muito forte no país e é muito mais do que um ciclo eleitoral”
Para Melillo, a polarização e o acirradíssimo grau da disputa política estão fazendo com que se parta para um “vale tudo”, onde o que menos se discute são propostas para o país. “Qual é o projeto de educação dos candidatos? De saúde?”, questiona. “Isso muito pouco se discute, enquanto vai se gerando um quadro de divisão da sociedade”.
Para Melillo, católicos e evangélicos têm mais pontos de semelhança do que de diferença. Até porque ambos os segmentos religiosos têm em torno de si a mesma figura central: Jesus Cristo. Ambos são cristãos e têm como livro que baliza as suas atitudes a mesma Bíblica, o Velho e o Novo Testamento. As diferenças estão em interpretações.
Nessa linha, começou a circular nas redes sociais um vídeo produzido pela CNBB que fala sobre tolerância religiosa. “A fé brasileira tem muitos ritos, muitos nomes, muitas expressões”, diz o vídeo. “Em um país tão grande e diverso, nenhuma crença precisa desaparecer para que outra possa florescer”. O vídeo não é novo.
Mas, diante da polêmica atual, voltou a ser compartilhado por alguns. Segundo Melillo, no caso da Igreja Católica, uma questão determinada a partir do Concílio Vaticano II, iniciado por João XXIII e concluído por Paulo VI. A partir daí, a Igreja Católica começou a considerar mais uma relação de maior tolerância com os não cristãos.
Em torno de toda essa discussão, entra também uma discussão de julgamento moral, que de alguma forma se associa. Nesse sentido, repercutem histórias sobre Flávio, a partir de reportagem do site Platô com seu antigo sócio na loja de chocolates que tinha no Rio, Alexandre Santini. A reportagem fala de festas com garotas de programa.
“Isso pode gerar um abalo sobre Flávio, mas pode ser também um tiro no pé”, adverte Melillo. “Vai depender do grau de hipocrisia de quem julgue”. Para Melillo, pode tento gerar reação de quem exerce padrões morais muito rígidos quando levar em conta que Flávio, convertido, afirma num dos diálogos ter se arrependido.
Este Blog recebeu, na manhã de hoje, diversas mensagens de trabalhadores terceirizados da rede estadual de Educação relatando uma convocação para que todos compareçam, após o expediente desta terça-feira (30), em Apipucos, no Recife. Segundo os relatos encaminhados ao blog, a orientação teria partido da vice-governadora, Priscilla Krause (PSD).
As mensagens relatam, ainda, que os trabalhadores estariam sendo informados de que seus empregos poderiam estar ameaçados em caso de vitória de João Campos (PSB) na eleição para o Governo do Estado, no próximo domingo.
Se a informação for confirmada, trata-se de uma situação grave e que merece esclarecimentos imediatos do Governo de Pernambuco. Utilizar o temor da perda do emprego de trabalhadores terceirizados, justamente um segmento mais vulnerável, como instrumento de mobilização eleitoral representaria um uso preocupante da estrutura pública em uma campanha de reeleição. O episódio precisa ser explicado pela gestão.
A governadora Raquel Lyra (PSD) chegou ao debate da Globo, ontem, já sob forte pressão. Antes mesmo de entrar no estúdio, vinha de uma sequência de cinco pesquisas que mostram João Campos (PSB), seu opositor, encurtando a distância, empatando ou assumindo numericamente a dianteira na disputa pelo Governo de Pernambuco.
O que durante meses foi tratado por aliados da governadora como uma eleição praticamente resolvida havia se transformado em uma corrida aberta. E o debate mostrou, no confronto direto, uma diferença importante de momento entre os dois candidatos. João parecia à vontade para atacar, cobrar e comparar.
Leia maisRaquel, mais pressionada, passou boa parte do debate na defensiva. O desempenho de João pode ser resumido em uma palavra: massacre. Nos duelos diretos com Raquel, o socialista conseguiu impor a pauta e obrigar a governadora a responder por seu próprio governo.
A cada bloco, João voltava às mesmas perguntas incômodas: onde estão as delegacias, as escolas técnicas, as UPAs e as UPAs Especialidades prometidas ou esperadas pelos pernambucanos? E, mais importante, por que entregas que foram marcas das administrações do PSB não tiveram continuidade na mesma proporção durante o governo Raquel?
A governadora apresentou obras, investimentos e ações de sua gestão, mas teve dificuldade para responder de maneira objetiva ao tipo de comparação que João colocou sobre a mesa. Foi justamente aí que o debate ganhou um caráter de prestação de contas.
João não estava apenas atacando Raquel. Estava perguntando o que ela fez com durante os quatro anos em que teve a caneta na mão. O momento mais emblemático veio quando Raquel voltou a explorar a passagem de João pelo governo Paulo Câmara, repetindo a tentativa de associá-lo ao antigo governo do PSB.
João devolveu com ironia e uma pergunta que virou uma das frases da noite: “Quem manda no governo? É a governadora ou é o chefe de gabinete?” A provocação foi certeira porque desmontou uma das principais linhas de ataque de Raquel. João lembrou, na prática, que ele nunca foi governador de Pernambuco e que quem precisa prestar contas pela atual administração seria a própria Raquel.
Foi uma inversão importante de posições. Raquel tentava levar a eleição para o passado. João conseguiu trazê-la para o presente. Em vez de discutir indefinidamente Paulo Câmara, obrigou a governadora a explicar suas próprias entregas. E, nesse terreno, conseguiu conduzir praticamente todos os duelos em que os dois se enfrentaram diretamente.
Na saúde, o domínio também foi evidente. João voltou a colocar sobre a mesa os números e equipamentos que considera símbolos das gestões anteriores e perguntou o que Raquel efetivamente acrescentou à estrutura estadual.
Hospitais, UPAs, UPAs Especialidades e novos equipamentos entraram no centro do confronto. A governadora respondeu com obras e investimentos de sua gestão, mas não conseguiu retirar o debate do terreno escolhido pelo adversário: o da comparação concreta de entregas.
A sensação de pressão sobre Raquel ficou ainda mais forte pelo comportamento da governadora durante o debate. Em diferentes momentos, ela pareceu tensa, gaguejou e trocou palavras. Isso, isoladamente, não permite tirar conclusões sobre seu estado emocional.
Politicamente, porém, a imagem contrastou com a segurança que uma candidata na reta final precisaria transmitir. Enquanto João avançava sobre os pontos mais sensíveis da adversária, Raquel frequentemente parecia estar tentando recuperar o controle da conversa.
E houve ainda o episódio que se tornou uma espécie de calcanhar de Aquiles da campanha governista: o “faz sem ela saber”. A frase voltou a aparecer no debate e dificilmente deixará de fazer parte da eleição. Mesmo com o pedido de desculpas posterior, o episódio passou a ser explorado por João como símbolo de uma campanha que precisa explicar não apenas o que pretende fazer, mas também declarações e decisões que marcaram o atual governo.
O assunto, ao contrário do que a campanha de Raquel gostaria, ganhou vida própria e já não parece haver uma explicação capaz de simplesmente retirá-lo da disputa. Ivan Moraes teve uma atuação mais independente, procurando se diferenciar dos dois candidatos e atacando tanto João quanto Raquel.
Em alguns momentos, conseguiu introduzir temas próprios, como a questão das bets e da tributação. Mas, quando o debate era transformado em duelo direto entre João e Raquel, o socialista conseguia impor uma dinâmica diferente: perguntava, pressionava e deixava a governadora na posição de responder.
A confirmação mais importante veio depois. Horas após o debate, o levantamento Paraná Pesquisas divulgado pelo Diario de Pernambuco tornou-se a sexta pesquisa consecutiva a mostrar João à frente ou numericamente à frente de Raquel.
São 49,1% dos votos válidos para João contra 48,6% para a governadora. No cenário estimulado, 45,3% a 44,8%. Os números configuram empate técnico pela margem de erro de 2,7 pontos, mas o dado político mais relevante está na sequência: seis levantamentos sucessivos registrando a mudança de posição ou uma disputa em equilíbrio na reta final.
É impossível dissociar o debate desse ambiente. João chegou ao estúdio já beneficiado por uma tendência que vinha sendo registrada nas pesquisas. Saiu com a impressão de ter vencido os principais confrontos diretos e, poucas horas depois, recebeu uma nova pesquisa que reforçou a mudança de cenário.
A eleição ainda está aberta e os números não permitem declarar resultado antecipado. Mas a dinâmica mudou profundamente. O que os aliados de Raquel apresentavam como uma eleição resolvida agora precisa ser defendido diariamente. E o debate da Globo mostrou por quê: João conseguiu transformar a noite em uma cobrança sobre o governo que está terminando, venceu os principais embates retóricos com a adversária e deixou Raquel diante de uma pergunta que a campanha terá cada vez menos espaço para evitar: depois de quatro anos no poder, quais são, afinal, as grandes entregas que justificam pedir ao eleitor mais quatro?
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Durante o debate entre os candidatos ao Governo de Pernambuco, realizado pela Globo, na noite de ontem, o candidato João Campos (PSB) confrontou a governadora e candidata à reeleição Raquel Lyra (PSD) sobre um vídeo antigo em que ela teria sugerido que uma mulher fosse submetida a uma laqueadura sem saber do procedimento.
João afirmou que nunca defendeu violações aos direitos das mulheres e criticou a fala atribuída à governadora. “Quem tem um vídeo falando, faz sem ela saber, numa ala pediátrica de um hospital é você, candidata. Isso é um absurdo. Não tente confundir as pessoas. Essa postura envergonhou Pernambuco, chocou o Brasil”, afirmou.
Na sequência, João questionou Raquel sobre a declaração relacionada à esterilização de uma mulher pobre com sete filhos. “Dizer ‘faz sem ela saber’, defendendo uma esterilização forçada de uma mulher pobre com sete filhos, isso sim é cruel. Você se arrepende disso? Como é que pode ter dito algo tão duro?”, questionou.
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) analisa, em plenário virtual, nesta quarta-feira (30/9), a decisão monocrática do ministro André Mendonça que determinou a exclusão de publicações com conteúdos envolvendo candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL). A convocação para a sessão extraordinária foi feita pelo presidente da Corte, Kassio Nunes Marques.
A análise terá início às 10h e se estenderá até as 23h59 desta quarta no ambiente remoto, modalidade em que os ministros registram seus votos formalmente, sem espaço para debates orais. As informações saindo portal Metrópoles.
A determinação individual de Mendonça foi direcionada inicialmente a um post do ator Antonio Tabet e depois estendida a outras postagens que indicavam a Flávio Bolsonaro a intenção de retirar o título de Padroeira do Brasil de Nossa Senhora Aparecida.
O caso deflagrou um novo atrito no Supremo Tribunal Federal (STF). O episódio gerou sobreposição de decisões, discussões nos bastidores e levou Nunes Marques a acionar o presidente do STF, Edson Fachin, pedindo providências.
Integrantes do TSE avaliam reservadamente que o desgaste institucional e a escalada da crise poderiam ter sido evitados caso a matéria tivesse sido encaminhada diretamente para deliberação do colegiado desde o início.
A ideia, com uma análise colegiada pelo plenário do TSE, é esvaziar o movimento feito pelo ministro Flávio Dino de discutir o caso no plenário do STF.
Diário de Pernambuco
Pesquisa do Instituto Paraná Pesquisas, encomendada pelo Diário de Pernambuco, mostra o candidato João Campos (PSB) com 49,1% das intenções de votos válidos no primeiro turno – numericamente à frente da governadora e candidata à reeleição, Raquel Lyra (PSD), que tem 48,6% das intenções de voto. A pesquisa foi divulgada hoje.
Ainda no mesmo recorte estatístico, Ivan Moraes (PSOL) é citado por 1,1% dos eleitores; o estudo também computou intenções de votos para Professora Camila (UP), 0,4%; Renan Hallais (Missão), 0,4%; Victor Assis (PCO), 0,2%; e Guilherme Fonseca (PSTU), 0,1%.
O levantamento Diário de Pernambuco/Paraná Pesquisas está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), sob o número PE-01835/2026, e foi realizado entre os dias 27 e 29 de setembro, através de entrevistas pessoais, domiciliares e presenciais.
No total, 1352 eleitores foram consultados em 57 municípios. A amostra tem grau de confiança de 95,0%; a margem estimada de erro é de aproximadamente 2,7 pontos percentuais.
Primeiro turno
Na pesquisa espontânea de primeiro turno, quando não são mencionados os nomes dos candidatos, João Campos tem 36,7% das intenções de votos, ante 36,5% de Raquel Lyra. Os demais candidatos não chegam a pontuar 1%. O grupo dos que não sabem/não opinaram registra 20,6%; já os votos brancos/nulos/em ninguém somam 5,2%
Já no cenário estimulado, João Campos tem 45,3%, seguido de Raquel Lyra, com 44,8%. Os demais nomes aparecem com percentuais bem inferiores: Ivan Moraes soma 1,0%, enquanto Professora Camila e Renan têm 0,4% cada, Victor Assis registra 0,2% e Guilherme Fonseca, 0,1%.
O levantamento também aponta 4,4% de entrevistados que declararam voto em branco, nulo ou em nenhum dos nomes apresentados, enquanto 3,5% não souberam ou não quiseram opinar.
Segundo turno
A pesquisa também simulou o cenário de segundo turno entre os candidatos com mais intenção de voto. O estudo aponta João Campos com 46,9%, com Raquel Lyra logo em seguida, 46,0%. Entres os eleitores que disseram votar branco, nulo ou nenhum dos dois, 4,3%. Não sabem/não opinaram são 2,8%.
Considerando apenas os votos válidos, aparece com João Campos 50,5%, contra 49,5% de Raquel Lyra no segundo turno.
João cresce na hora certa
A nova pesquisa da Quaest de ontem apontou que, diferentemente da governadora Raquel Lyra (PSD), o candidato do PSB, João Campos, manteve uma onda crescente. De agosto para cá, o socialista cresceu seis pontos, saindo de 36% para 42%, enquanto a atual gestora estadual perdeu dois pontos, saindo de 44% em agosto para 42% no levantamento de ontem.
Isso mostra uma tendência de o eleitorado que ainda está indeciso optar por quem está em ascensão, no caso João Campos. Polarizando a disputa, João e Raquel se defrontaram ontem em mais um debate, desta feita na poderosa TV Globo. Como estão empatados numericamente, a percepção do eleitor indeciso sobre o duelo global pode influenciar no resultado da eleição.
Leia maisApós um debate importante, como o da Globo, a principal tendência do eleitor indeciso é usar o desempenho dos candidatos como um atalho para definir o voto ou optar pela abstenção, avaliando reações sob pressão e postura em vez de ler planos de governo extensos. Sem uma preferência política consolidada, o eleitor observa como cada candidato reage a críticas, perguntas difíceis e temas complexos.
Um debate, entretanto, raramente converte massivamente eleitores de um polo para o oposto. Na maioria das vezes, ajuda a cristalizar impressões sobre quem transmite mais preparo ou, ao contrário, gera antipatia. Uma parcela significativa dos indecisos — frequentemente cansada da polarização política — pode decidir não comparecer às urnas caso o debate seja dominado por ataques agressivos em vez de propostas concretas para resolver os problemas mais graves.
SEGUNDO TURNO NO RIO – No Rio, o cenário, antes bastante favorável ao candidato do PSD, o ex-prefeito Eduardo Paes, já não é tão confortável faltando quatro dias para as eleições. A nova pesquisa Quaest mostra Paes na liderança com 34% das intenções, enquanto o presidente da Assembleia Legislativa, Douglas Ruas (PL), seu principal adversário, aparece com 25% na sequência. A distância entre os dois, que era de 13 pontos na semana passada, agora é de nove. Em patamar inferior, o ex-governador Anthony Garotinho (Republicanos) registra 9%. A candidatura dele, no entanto, foi indeferida pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE) por causa de uma condenação por improbidade administrativa e depende de recursos para continuar válida.

Lula cresce e Flávio recua em Pernambuco – A rodada da pesquisa Quaest nos estados, divulgada ontem, mostra que o presidenciável do PL, Flávio Bolsonaro, subiu nas intenções de voto no primeiro turno da corrida ao Planalto nos três maiores colégios eleitorais do Sudeste e no Distrito Federal. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), por sua vez, avançou em Pernambuco, onde tem ampla vantagem, e no Rio de Janeiro, onde Flávio lidera. Em Pernambuco, Lula avançou quatro pontos percentuais e ampliou a vantagem contra o bolsonarista. O petista, que cumpriu agenda no Estado na sexta-feira passada, passou de 54% para 58%, enquanto Flávio recuou de 21% para 20% em uma semana. A margem de erro também é de três pontos percentuais.
Adversário de Paes investigado – Ainda sobre o Rio, o Ministério Público investiga Douglas Ruas (PL), candidato ao governo do estado, por suposta prática de crimes licitatórios, peculato, lavagem de dinheiro e organização criminosa. O procedimento investigatório criminal foi instaurado pelo procurador-geral de Justiça, Antonio José Campos Moreira, em 17 de julho. Uma denúncia recebida pelo órgão apontou suspeitas de conflito de interesses e enriquecimento ilícito envolvendo o atual presidente da Alerj.
Tarcísio amplia vantagem sobre Haddad – Em São Paulo, o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) tem 44% das intenções de voto contra 24% do ex-ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), em nova rodada da pesquisa Quaest. O levantamento anterior, divulgado em 23 de setembro, mostrava Tarcísio com 44% e Haddad com 27%. Com o novo resultado, a vantagem do governador sobre o petista passou de 17 para 20 pontos percentuais. A variação de Haddad está fora da margem de erro da pesquisa, de cerca de dois pontos percentuais, para mais ou para menos.

Cenário embolado para o Senado em SP – Na disputa para o Senado em São Paulo, a Quaest aponta Guilherme Derrite (PP) com 18% das intenções de voto e as ex-ministras Marina Silva (Rede) e Simone Tebet (PSB) com 15% cada uma. Na sequência aparece André do Prado (PL) com 12%. Na última segunda-feira, o deputado federal Ricardo Salles (Novo) anunciou a desistência da candidatura e o apoio à chapa de Derrite e Prado, que fazem parte do grupo político do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos). Salles aparecia atrás dos outros postulantes da direita, e foi convencido por Tarcísio a abandonar a disputa para não dividir os votos do campo conservador. A pesquisa, porém, ainda incluiu Salles entre os candidatos. Ele somou 3% das intenções de voto, mesmo índice do levantamento anterior.
CURTAS
JANJA 1 – A primeira-dama Rosângela Lula da Silva, a Janja, dá demonstrações públicas da influência que exerce na campanha do presidente Lula (PT). Antes mais concentrada nos bastidores, Janja ganhou protagonismo nos palanques, tem destaque na propaganda eleitoral e influi na definição da agenda de eventos do petista, segundo a Folha de São Paulo.
JANJA 2 – Ela passou a discursar em todos os comícios do candidato à reeleição, chegando a repreender o marido em caso de desatenção. Foi assim em Maceió, na última quinta-feira, quando a primeira-dama interrompeu o discurso ao perceber que ele conversava com o governador de Alagoas, Paulo Dantas (MDB). “Amor, amor”, disse ela, em tom de reprimenda, para dizer que falava de uma peça de artesanato da Ilha do Ferro mantida no Palácio do Alvorada.
PRIMEIRO TURNO – As eleições estaduais podem ser definidas já no primeiro turno em ao menos 14 unidades da Federação, apontam pesquisas Quaest e Datafolha divulgadas nas últimas duas semanas. O quadro inclui eleições polarizadas entre dois candidatos, cenário que amplia a probabilidade de uma definição já no próximo domingo, e estados onde os candidatos abriram uma vantagem ampla sobre os adversários.
Perguntar não ofende: Lula blefa quando diz que não irá ao debate da Globo amanhã?
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Em debate na TV Globo, nesta terça-feira (29), o candidato ao Governo de Pernambuco João Campos (PSB) apontou uma suposta contradição nas críticas da governadora Raquel Lyra (PSD) direcionadas ao PSB e à gestão do ex-governador Paulo Câmara. O socialista ressaltou o vínculo de Raquel com o partido que preside atualmente.
“Ela fala muito do PSB, mas vocês sabiam que o partido que ela passou mais tempo filiada na vida foi o PSB? Vocês sabiam que ela já pediu voto para Paulo Câmara? Pode ver na minha rede, estou postando uma foto dela pedindo voto para Paulo Câmara. Vocês sabiam disso ela foi duas vezes deputada estadual pelo PSB o número dela era 40789”, disse. As informações são do Diario de Pernambuco.
Leia maisRaquel foi filiada ao PSB de 2007 a 2016, quando deixou a legenda para se candidatar a prefeita de Caruaru pelo PSDB. Desde 2025, a governadora está filiada ao PSD.
No registro publicado nas redes sociais de João, Raquel aparece em um palanque durante a campanha eleitoral de 2014 pedindo voto para o ex-governador socialista.
“Paulo, muita gente já citou aqui, os que me antecederam falaram disso, mas eu venho repetindo sempre. Eu quero poder me juntar a esse povo que está aqui para ajudar, Paulo, o seu governo. Eu quero deixar aqui o meu abraço e essa convocação. Vamos à vitória, que não vai ser a vitória de Paulo, vai ser a vitória do povo de Pernambuco”, disse a governadora, que à época cumpria mandato de deputada estadual.
Leia menos
O candidato ao Governo de Pernambuco Ivan Moraes (PSOL) ironizou, no segundo bloco do debate da TV Globo, nesta terça-feira (29), a postura da governadora e candidata à reeleição Raquel Lyra (PSD) em relação à disputa presidencial. Desde 2022, Raquel evita declarar publicamente apoio a um candidato ao Palácio do Planalto e, nesta eleição, voltou a não revelar em quem pretende votar. Ao comparar a posição da governadora com o apoio declarado do ex-prefeito do Recife e candidato ao Governo de Pernambuco João Campos (PSB) ao presidente Lula, Ivan afirmou: “Ela está com o Lula mais no off. Você está com o Lula no on”.
A provocação surgiu durante um questionamento sobre a trajetória política do PSB e o atual alinhamento de João com Lula. O socialista rebateu e direcionou parte da resposta para Raquel. “Eu esperava até da outra candidata, que está cercada dos bolsonaristas de Pernambuco. Mas eu não esperava isso de você”, afirmou. João também lembrou que o PSOL nasceu de uma dissidência do PT e citou candidaturas lançadas pela legenda contra Lula. Ivan respondeu que considera João e Raquel integrantes do “campo democrático”.
O primeiro bloco do debate da TV Globo com os candidatos ao governo de Pernambuco teve como um dos principais temas discutidos o mercado das casas de aposta online, conhecidas como bets.
O assunto foi abordado a partir do questionamento do candidato da Frente Pernambuco de Luta, Ivan Moraes (PSOL), ao candidato da Frente Popular de Pernambuco, o ex-prefeito do Recife, João Campos (PSB), sobre a redução de imposto para as bets promovida pela gestão dele no Recife. As informações são do Blog da Folha.
Leia maisMoraes questionou se Campos teria se arrependido do feito, João Campos rebateu afirmando que é pessoalmente contra as bets e que a isenção fiscal foi consequência da regulamentação das bets promovida pelo governo federal.
“Deixar muito claro: eu sou contra as bets. É uma inverdade dizer que eu sou parceiro de Bet. Claro que não, Ivan. […] Depois que o presidente Lula [regulamentou] as bets no Brasil, as cidades precisaram adequar suas legislações e vocês viram, time de futebol aqui na Rede Globo, Bet patrocina Big Brother, programas de televisão, festas públicas e privadas no Brasil inteiro, como as cervejarias fazem. O Recife adequou a legislação para garantir que o Recife pudesse arrecadar isso. Agora eu quero parabenizar o presidente Lula que a minha posição pessoal é contrária […] estava ao lado dele na sexta-feira. E eu quero aqui agradecer ao presidente por ter vindo aqui em Pernambuco, ter feito o maior ato de sua campanha e dizer que estamos juntos contra essa luta”, declarou campos.
Na réplica, Ivan Moraes confrontou o ex-gestor com a justificativa apresentada na proposição de isenção fiscal para as bets enviada à Câmara do Recife.
“Essa história da Bet é curiosa mesmo, porque no projeto de lei que tu enviou pra Câmara, tu dizia que queria fazer com que Recife atraísse mais bets, né, que são empresas que geram muito pouco emprego, arrecadavam pouco, porque tu deu de presente para elas, deu 3% de presente e elas patrocinaram praticamente todas as festas que você fez enquanto era prefeito”, enfatizou.
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A segurança pública abriu o primeiro confronto direto entre João Campos (PSB) e Raquel Lyra (PSD) no debate da TV Globo, na noite desta terça-feira (29). Questionado pela governadora sobre a Guarda Municipal do Recife, João respondeu citando ações realizadas na capital e cobrou as entregas da atual gestão estadual na área.
O candidato também chamou atenção para o avanço das facções criminosas em Pernambuco. Citou o Córrego do Sargento, no Recife, onde houve um assassinato nesta terça-feira e moradores enfrentam toque de recolher.
“Falar de segurança pública é algo decisivo. As facções invadiram Pernambuco. PCC, Comando Vermelho, tirando a liberdade das famílias. E nós vamos enfrentar isso”, afirmou.
João lembrou a construção de duas unidades do Compaz, o concurso da Guarda Municipal, o processo gradual de armamento da corporação e a ampliação da rede de atendimento às mulheres em situação de violência. Em seguida, dirigiu uma pergunta à governadora.
“Se a segurança é tão importante, quantas delegacias você construiu enquanto governadora?”, questionou.
Na resposta, Raquel Lyra voltou a não informar quantas delegacias foram entregues pelo Governo do Estado. João retomou o ponto na réplica.
“Ela não disse quantas delegacias fez. Sabe por quê? Porque passou quatro anos e não inaugurou nenhuma delegacia. Como é que cuida da segurança desse jeito?”, afirmou.
João Campos também apresentou as linhas do Pacto Antifacção, proposta que prevê atuação integrada das forças de segurança e participação da Secretaria da Fazenda no rastreamento do dinheiro das organizações criminosas e no combate à lavagem de recursos.
“Nós vamos enfrentar essa realidade. A Secretaria da Fazenda vai fazer parte do programa de segurança pública para combater a lavagem de dinheiro, enfrentar o andar de cima e também garantir proteção para quem está na ponta”, declarou.
Outra proposta citada foi o reforço da Polícia Civil e a criação de uma estrutura específica para investigar crimes cibernéticos, como golpes por Pix, clonagem de WhatsApp e fraudes com cartões.
“Como governador, vou liderar desde o primeiro dia o programa de segurança. Segurança pública tem que ser prioridade desde o início”, afirmou.
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O ex-prefeito do Recife e candidato ao Governo de Pernambuco João Campos (PSB) cobrou a governadora e candidata à reeleição Raquel Lyra (PSD), no segundo bloco do debate da TV Globo, nesta terça-feira (29), pela entrega de equipamentos públicos durante os quase quatro anos de gestão. João pediu que Raquel somasse quantas escolas técnicas, UPAs, UPAs Especialidades, delegacias da mulher, centros para pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA) e campi da Universidade de Pernambuco foram inaugurados no período. “Eu já adianto. O que é fácil nessa soma? Essa soma é zero. Zero”, afirmou.
A governadora rebateu dizendo ter recebido áreas como saúde e segurança pública em condições precárias e citou investimentos e obras em hospitais, delegacias e outros equipamentos. Raquel também voltou a associar João às gestões anteriores do PSB. “Eu fiz parte, eu fui do PSB, mas, no momento que começou a dar errado, para mim não dá”, declarou.
O ex-prefeito do Recife retomou a cobrança na réplica e citou uma promessa feita por Raquel para a criação de centros voltados a crianças neurodivergentes. Ao questionar se alguma unidade havia sido entregue, ironizou: “Está inaugurado? Ou você fez sem ela saber?”. A provocação remete ao vídeo gravado em maio de 2025, durante uma agenda da governadora no Hospital Regional Dom Moura, em Garanhuns, que voltou a repercutir neste mês. Nas imagens, ao ser informada sobre uma gestante que já tinha sete filhos, Raquel sugeriu a realização de uma laqueadura sem o consentimento da paciente: “Faz sem ela saber”.
