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Por Marcus Prado*
“O riacho do Ipiranga recolheu a cenografia da Independência, o Capibaribe ficou com o sangue das vítimas da liberdade” (Nilo Pereira)
Nos dois primeiros artigos sobre o livro “A Confederação do Equador: A Luta pela Cidadania na Construção do Brasil” (Editora do Senado), afirmou-se que a obra – por ser coletiva e, portanto, complexa em sua organização – consegue uma unidade metodológica e acadêmica exemplar e inovadora.
Sob a coordenação de George Cabral e Marcos Albuquerque, ambos da UFPE, descreve o movimento revolucionário, separatista e republicano que desafiou as bases absolutistas e centralizadoras da Coroa brasileira, então encabeçada por D. Pedro I. (Dou ao ideário pernambucano e nordestino de cidadania, o sentido amplo, próximo – mas não idêntico –, ao cosmopolitismo kantiano, o “direito a ter direitos”, no entendimento de Hannah Arendt).
Leia maisFoi um dos episódios mais vibrantes e dramáticos do Brasil Império, (1824), que inspirou a pintura de Francisco Brennand, João Câmara e Cícero Dias; a poesia de César Leal, Ângelo Monteiro, Alberto Cunha Melo e Audálio Alves; o teatro de Cláudio Aguiar e os ensaios de José Luiz Mota Menezes, Marcos Galindo, Luiz Delgado, Flávio Guerra, Amaro Quintas, Leonardo Dantas, entre outros.
O conjunto de textos inéditos lança luz sobre o histórico movimento que culminou no sacrifício de Frei Caneca, ao mesmo tempo que oferece uma perspectiva valiosa para futuras pesquisas e abordagens — afinal, esta é a função dos estudos históricos em qualquer época. Sob essa ótica, a obra é fascinante e funciona como um verdadeiro laboratório de possibilidades.
O livro não apenas relata fatos, mas ressuscita o espírito republicano e federalista que pairava sobre o Recife e se espalhava pelas províncias vizinhas, levando-nos a refletir sobre os pilares da democracia brasileira que ainda hoje estão em debate. Atualmente, a discussão sobre a harmonia e a independência entre o Executivo, o Legislativo e o Judiciário (especialmente o papel do STF) ecoa essa preocupação. O livro, por sua atualidade, provoca-nos a pensar: onde termina o exercício do direito e onde começa a interferência indevida entre os poderes.
Este é, inclusive, o tema de escritos recentes como o “Limits of Judicial Independence”, de Tom S. Clark (The University of Chicago Press), que examina como os tribunais ajustam seu comportamento para manter a legitimidade institucional, abordando quando a atuação judicial ultrapassa os limites aceitáveis em uma democracia. Destaco, nesse contexto, o da página 255. (É importante conferir o que ora se realiza na Universidade de Chicago sobre temas do Brasil, marcados por vertentes distintas e influentes no passado e no contemporâneo).
O livro sobre a Confederação do Equador consolida-se, portanto, como uma obra de referência absoluta, não apenas para a historiografia pernambucana, mas para a compreensão das raízes democráticas do país. A novidade é que é possível baixar gratuitamente (e copiar) esta coletânea de ensaios (mais de 800 páginas) em formato digital. O arquivo está disponível no site do Senado Federal (livraria.senado.leg.br) nos formatos PDF e ePUB, sem necessidade de cadastro ou login.
Por fim, sendo a maior referência até agora sobre o tema, recomenda-se a leitura atenta dos fundamentos teóricos que nortearam a coordenação do livro, o critério de seleção de textos, sua matriz teórica, o seu Lócus de enunciação cultural e epistêmico.
*Jornalista
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Em postagem nas suas redes sociais, o governador do Paraná, Ratinho Júnior, parabenizou o seu partido, PSD, por ter escolhido o governador de Goiás, Ronaldo Caiado, como pré-candidato à presidência da República para as eleições deste ano. Na ocasião, Ratinho também fez elogios ao governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, que concorria com Caiado pela vaga. Confira!
O PSD deu um exemplo do seu compromisso com a democracia ao promover um debate equilibrado para escolher o candidato que disputará às eleições presidenciais deste ano. A definição do partido pelo governador de Goiás, Ronaldo Caiado, reforça que a legenda apostou num homem aprovado como gestor, com trabalho reconhecido nacionalmente, sobretudo, em áreas vitais como educação e a segurança.
Leia maisO seu entusiasmo em servir é fonte de inspiração para todos aqueles que acreditam num Brasil moderno, que ofereça oportunidade aos jovens e reconheça a força da iniciativa privada como fonte de crescimento.
Ao governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, o meu reconhecimento da sua grandeza e do seu espírito público. Eduardo, é sempre bom lembrar, reposicionou o Rio Grande do Sul no cenário nacional depois de equilibrar as contas do Estado. Os brasileiros terão mais uma opção para virarmos a página de um país menos desigual, moderno e sem amarras burocráticas.
Ratinho Junior – governador do Estado do Paraná
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O pré-candidato ao senado Miguel Coelho e o deputado federal Fernando Filho, ambos do União Brasil, anunciaram, neste final de semana, a pré-candidatura a deputado estadual do vereador Diogo Hoffmann, da cidade de Petrolina. Diogo, também filiado ao União, é líder do governo Simão Durando na Câmara de Petrolina e está no seu segundo mandato como vereador na cidade. O pré-candidato é mestre em Administração Pública e bacharel em administração pela Universidade Federal do Vale do São Francisco.
Poder360
O PSD definiu que o governador de Goiás, Ronaldo Caiado, será o candidato do partido à Presidência. O anúncio oficial à imprensa será feito às 16h de hoje, na sede da legenda, em São Paulo. Preterido, o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, não deve participar do encontro.
Com a desistência do governador do Paraná, Ratinho Junior, da disputa interna do partido pelo Planalto, Caiado ganhou força internamente para representar a sigla. O ex-governador de Santa Catarina Jorge Bornhausen (PSD) afirmou que o conselho de escolha do partido já definiu o goiano como o representante do PSD para a Presidência. A decisão teria sido tomada na última segunda-feira, assim que Ratinho Junior anunciou a desistência.
Leite é visto no PSD mais como uma alternativa ao goiano. Ele e Caiado aparecem tecnicamente empatados nas pesquisas de intenções de voto ao Planalto. O gaúcho já admitiu que pode disputar o Senado pelo Rio Grande do Sul caso não seja o escolhido pela sigla.
Nas eleições de 2022, o PT coligou com o PSB e expulsou parlamentares que apoiaram Marília Arraes (SD), ignorando Danilo Cabral, então candidato do PSB e da Frente Popular. No encontro estadual do PT, sábado passado, no qual o partido anunciou o apoio a João Campos (PSB), pré-candidato a governador da mesma frente, três deputados estaduais petistas deram sinais de que vão desobedecer a orientação dos diretórios nacional e estadual da legenda.
São eles: Rosa Amorim, Doriel Barros e João Paulo, que, na realidade, parecem ter mesmo a intenção de criar o PT de Raquel. Em 2022, a vereadora Fanny Bernal, do PT em Garanhuns, foi expulsa sumariamente do partido por apoiar Marília. As informações são do blog do Roberto Almeida.
Perguntar não ofende: e agora, o PT será implacável do mesmo jeito e vai expulsar os três rebeldes?
Recife já ficou para trás de Salvador e Fortaleza tem um bom tempo no quesito hotelaria. Mas com a chegada do Novotel Recife Marina, localizado no coração do Recife, colado com o Marco Zero, isso parece ser uma página que começa a ser virada.
O hotel possui alto padrão nas suas instalações, serviços e atendimento. A localização é o diferencial. Além da vista privilegiada, onde o hóspede abre a janela e se depara com o mar e do outro lado é possível contemplar o sítio histórico da cidade, o hotel oferece uma experiência completa com apartamentos confortáveis, rooftop, piscina de borda infinita, spa e academia.
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Projetado por Jerônimo Cunha Lima, virou, em quase dois anos, tempo do seu funcionamento pleno, num perfeito local para negócios ou lazer, com fácil acesso ao Marco Zero e ao complexo Porto Novo Recife. Suas modernas salas de eventos, equipadas com tecnologia de ponta, são ideais para qualquer ocasião.
A equipe do hotel garante um atendimento de excelência para tornar sua estadia ainda mais especial. Os apartamentos no piso superior com camas de alto conforto, tem varanda com vista para o mar. Possui Smart Tv Digital Ar-condicionado, Frigobar, Cofre eletrônico e Internet Wi-Fi grátis.

O café da manhã é um manjar dos deuses, uma verdadeira imersão na cultura local, com opções que celebram os sabores típicos da região. Entre as delícias, o tradicional bolo de rolo, tapioca, cuscuz, pamonha, canjica e mungunzá. Tem também uma variedade de pães, frutas frescas e pratos quentes.

O buffet proporciona ainda uma refeição saborosa e cheia de história, ideal para começar o dia com o melhor da gastronomia local em um ambiente acolhedor e moderno. Local perfeito para relaxar e aproveitar o clima tropical de Recife.
O hotel tem um excelente restaurante e parceiros vizinhos por excelência, como o Bargaço e o japonês Ohra Marina Sushi, que por muito tempo funcionou no Riomar. Aos sábados, os hóspedes podem desfrutar de uma Feijoada sem igual, com música ao vivo, um chorinho, e uma vista privilegiada para a marina. Cultura e descontração em um só lugar.

Com borda infinita e uma vista deslumbrante, a piscina, por sua vez, oferece um ambiente tranquilo e sofisticado para os hóspedes. Ideal para momentos de lazer, seja para um mergulho refrescante ou para relaxar à beira da água, a piscina é um verdadeiro refúgio, complementado pelo bar da piscina, que serve bebidas geladas e coquetéis exclusivos, criando uma experiência completa e única.
Já o centro fitness é moderno e bem equipado, ideal para quem busca manter sua rotina de exercícios durante a estadia. Com equipamentos de última geração, o espaço é perfeito para treinos de força e condicionamento cardiovascular, proporcionando uma experiência prática e confortável para os hóspedes que desejam cuidar do corpo e bem-estar enquanto aproveitam a viagem.

O Novotel Recife Marina dispõe de quatro salas de eventos, sendo duas menores, perfeitas para reuniões íntimas, e duas grandes, no estilo salão, ideais para conferências ou eventos corporativos de grande porte. Todos os espaços são equipados com tecnologia de ponta e iluminação natural, proporcionando um ambiente confortável e funcional.
Com flexibilidade para atender às suas necessidades, a equipe do hotel fica disponível para garantir o sucesso de qualquer evento, com um atendimento personalizado e de excelência.
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Por José Adalbertovsky Ribeiro*
MONTANHAS DA JAQUEIRA – Estamos diante da maior fraude financeira da República, no caso do Banco Master, da ordem de 40 a 50 bilhões. Se considerados os satélites do Master, o montante vai além do 50 bi. Numa comparação simplória, o Petrolão que abalou os pilares da República idos de 2015, arrombou os cofres da Petrobras em “apenas” 6 bilhões. Gangsters, esta é a palavra exata. Nem mais, nem menos.
A delação está na ordem do dia. Vejamos. Haverá a recuperação de bilhões de recursos fraudados e desviados para entidades fantasmas ou não? Este é o X do problema, o antigo Twitter do problema. Verbas de 200 milhões, 300 milhões ou 400 milhões em malversação utilizadas para o pagamento de consultorias fajutas serão devolvidas? Nunca jamais. Entonce, qual a serventia das delações? Apenas para render notícias a mídia e livrar os quadrilheiros da cadeia?
Minhas antenas sensitivas, que possuem poderes proféticos, estão dizendo que os aiatolás da corrupção serão poupados de todos os castigos. É fácil ser profeta no Brazil. Aprendi com meu guru Nelson Rodrigues que só os profetas enxergam o óbvio. Estou dizendo apenas o óbvio ululante, que todos os corruptos serão perdoados. Vocês que são brasileiros, aguarem o próximo escândalo de corrupção, ainda mais bilionário.
Observadores de Brasília revelam-se estarrecidos com a magnitude desse terremoto financeiro. Em pouco tempo cooptou uma rede de parcerias com os aiatolás da República. Cada lance do cara era na base dos milhões ou dezenas de milhões. Cunhado e comparsa do gângster movimentou 400 milhões… Que tal uma saidinha com a namorada?! Rolou uma mansão e depósito de milhões numa offshore. A namorada não namora mais, não beija mais. Também nem lembra de offshore. Devolver a grana, nem pensar, ela não é otária.
Subitamente, não mais que subitamente, o banqueiro mega corrupto aciona o modo desespero. Esmurrou as paredes no presídio. Chorou. Mandou espalhar que não aguenta uma cadeia prolongada. Quer fazer delação, urgentemente. Denunciar todos os laços de corrupção. Aliás, denunciar alguns laços de corrupção. É falso. Jogo de cena. Credibilidade zero.
Se a justiça funcionasse, a delação seria dispensável; não entrou em modo desespero coisa nenhuma. Entrou no modo esperteza. Quer salvar boa parte do que roubou e se livrar da cadeia, ou pegar uma cadeia de araque. Não cogita delatar a si mesmo para devolver o que roubou. Quem lida com 40 bilhões, 50 bilhões, se salvar 10 bilhões estará no lucro.
Pandora, a primeira mulher criada por Zeus, recebeu a oferta de um Jarro contendo todas as maldições que atormentam a humanidade. No fundo do Jarro havia a esperança. O Jarro não poderia ser aberto, para que não se consumassem as maldições antes que sobrevinha a esperança. O Brazil está vivenciando a fase das maldições e a esperança continua distante. No fundo do Jarro de Pandora, existe apenas a esperança de que os escândalos são grandes demais para serem abafados.
*Periodista, escritor e quase poeta
O diabo contra o dono do céu
Raquelzista de carteirinha e a caminho do abraço da morte no palanque bolsonarista da governadora, o deputado João Paulo (PT) liderou uma rebelião na bancada petista na Assembleia Legislativa para boicotar o anúncio oficial do partido, sábado passado, ao ingresso na Frente Popular, unida em torno da candidatura de João Campos (PSB) ao Governo do Estado.
Ao mesmo tempo, não referendou o projeto de reeleição do senador e aliado histórico Humberto Costa. Trombou de frente com o partido. Mostrou que sua aliança branca com Raquel não tem volta. Arrastou o deputado Doriel Barros e a deputada Rosa Amorim, ambos forjados na luta sindical, nos movimentos sociais.
Leia maisEntendo as razões de João Paulo. Foi um prefeito medíocre do Recife e morre de inveja do atual gestor. Soube que abriga uma porção de aliados no guarda-chuva do poder estadual. O fisiologismo vence o ideologismo em ocasiões assim. Mas Doriel e Rosa, não sei as razões. Só sei que, enrolados por João Paulo, passam uma borracha na história como militantes de esquerda, frustrando seus eleitores cativos.
Uma atribuição popular a um dos mais emblemáticos presidentes dos EUA, Abraham Lincoln, mas sem prova documental confirmada, cai como uma luva para os três deputados petistas dissidentes do palanque da Frente Popular de Pernambuco: “Você pode enganar muitas pessoas por algum tempo e algumas pessoas o tempo todo, mas não pode enganar todas as pessoas o tempo todo”.
João Paulo, Rosa Amorim e Doriel Barros falam, falam, falam e até agora não conseguiram apresentar sequer uma justificativa política razoável para suas posições de cães de guarda da governadora Raquel Lyra. O ex-governador Miguel Arraes dizia que quando um político se justifica demais, das duas uma: ou está buscando camuflar a verdade, ou perdendo a razão.
De fato, o argumento dos três, sustentando a tese de palanque duplo para o presidente Lula no Estado, através da candidatura da governadora, não se sustenta em pé. É uma retórica de viés fisiológico e oportunista. Raquel Lyra vai ficar em cima do muro. E ninguém sabe mais disso do que o trio dissidente. Até por questão de acomodação das forças políticas que acompanham a governadora.
Já estão abraçados com a reeleição de Raquel bolsonaristas raizes, entre eles Gilson Machado Neto, ex-ministro de Bolsonaro. Também os deputados Pastor Eurico, Mendonça Filho e Fernando Rodolfo, ou seja, a fina-flor do bolsonarismo no Estado. O eleitorado de esquerda de João Paulo, Doriel e Rosa vai aceitar esse samba do criolo doido à direita?
Seria mais honesto, intelectualmente e politicamente para os três deputados, assumirem o que é consenso para todos que sabem como funciona o jogo do poder numa campanha eleitoral disputadíssima para a reeleição à Assembléia Legislativa de Pernambuco: estrutura de cargos.
Que o Governo do Estado, aliás, dispõe para atrair até pseudos opositores. E nessa peleja do diabo contra o dono do céu, parodiando Zé Ramalho, a ambição derrota o caráter dos fracos.
Aliás, revela.
ALIANÇA HISTÓRICA – Super aplaudido no congresso estadual do PT que referendou sua candidatura à reeleição, o senador Humberto Costa fez um discurso enaltecendo a aliança em torno de João Campos. “Há muito tempo temos uma trajetória de alianças políticas com o PSB. Todo partido tem sua forma de decisão. No PT, quem tem a última palavra é a direção, ouvindo nossa base. Tínhamos um processo pré-estabelecido de discutir com nossos filiados e militantes. Não fizemos nada de novo. Não creio que tenha gerado constrangimento para quem quer que seja. É uma defesa do modo do PT fazer política”, afirmou.

Vai dobrar ? – Antes também defensor da tese de um palanque duplo para Lula em Pernambuco, o presidente estadual do PT, deputado Carlos Veras, também se rendeu a maioria e aderiu de vez ao projeto João Campos governador. “Está montado o time. Vamos à vitória”, disse, em seu discurso no congresso estadual da legenda. Resta saber o que o PT fará diante dos dissidentes. No caso do grupo de Veras, até o prefeito de Tabira, Flávio Marques (PT), boicotou o anúncio do PT e reiterou que estará no palanque de Raquel.
Não basta buscar voto – Em sua fala, a senadora Teresa Leitão (PT), aliada de primeira hora da candidatura de João e pela manutenção do partido na Frente Popular, aproveitou o encontro de sábado para dar um puxão de orelhas nos que insistem em palanque duplo para Lula no Estado. “Esta eleição exige não só pragmatismo, mas clareza de projeto. Não basta buscar voto. É preciso saber o que se defende”, disse referindo-se à reeleição do presidente Lula em sintonia com o palanque e o projeto de eleger João governador.
Votos para salvar Lulinha – Entre os senadores que votaram contra o relatório da CPI mista que indiciava Lulinha, filho do presidente Lula, envolvido até o talo com o Careca do INSS, chegando a confessar uma viagem com ele a Portugal, estão os representantes do PT de Pernambuco na Casa Alta: Humberto Costa e Teresa Leitão. Ao todo, 19 congressistas votaram contra o texto apresentado pelo relator Alfredo Gaspar (PL-AL). Outros 12 senadores e deputados votaram a favor, a maioria do PL e do Novo. Além de Lulinha, o relator pediu o indiciamento de 215 envolvidos.

Sem desvendar o mistério – No afunilamento do prazo de encerramento do troca-troca partidário, previsto para o próximo dia 4, a governadora Raquel Lyra (PSD) inicia a última semana de negociações para montagem da sua chapa envolta num grande mistério: não confirma se já bateu o martelo para uma das vagas ao Senado ser ocupada pelo ex-prefeito de Petrolina, Miguel Coelho, nem tampouco dá sinais sobre o futuro da atual vice Priscila Krause, se mantém, ou abre o espaço ocupado por ela para trazer alguém que agregue mais.
CURTAS
SERÁ? – Num voo para Brasília na semana passada, o senador Fernando Dueire (MDB) confessou a um parlamentar já ter recebido o convite formal da governadora para disputar a reeleição na chapa dela. Mas, da mesma forma que se comporta em relação a Miguel, Raquel também não confirmou Dueire.
TRÊS PODERES – Um ano depois do anúncio da compra do Banco Master pelo BRB (Banco de Brasília), o país assiste ao maior escândalo bancário de sua história culminar em um possível acordo de delação premiada que pode atingir os Três Poderes. O fundador Daniel Vorcaro está preso pela segunda vez desde 4 de março. É investigado por corrupção, lavagem de dinheiro e invasão de dispositivos informáticos. As ligações do ex-banqueiro podem representar um risco para várias autoridades. Esse acordo foi assinado quase 12 meses depois do anúncio de compra pelo BRB, que tenta se recuperar financeiramente após a operação.
PODCAST – O meu convidado para o podcast Direto de Brasília de amanhã é uma cara conhecida em Pernambuco: José Carlos Aleluia, pré-candidato a governador da Bahia pelo Novo. No início da sua carreira pública, Aleluia presidiu a Chesf e morou por quatro anos no Recife. Na pauta, sua candidatura e o cenário nacional.
Perguntar não ofende: Quem serão os senadores na chapa de Raquel?
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Por Correio Braziliense
O ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), suspendeu a eleição indireta para o mandato-tampão de governador do Rio de Janeiro. A decisão, tomada na noite da última sexta-feira, será analisada pelo plenário da Corte em data ainda a ser definida. O presidente Edson Fachin define, amanhã, quando será o julgamento. Por ora, o governo fluminense continua a ser exercido pelo desembargador Ricardo Couto de Castro, presidente do Tribunal de Justiça do estado (TJ-RJ).
A decisão do magistrado que suspendeu a eleição indireta é liminar (provisória) e vale até nova definição a ser feita pelo colegiado do STF. Zanin atendeu ao pedido do PSD, partido do ex-prefeito Eduardo Paes — pré-candidato ao Palácio Guanabara —, que defende que a eleição para a chefia do Executivo fluminense deve ocorrer de maneira direta, ou seja, por meio do voto popular.
Leia maisIsso representa que os eleitores do Rio de Janeiro podem ter de ir duas vezes às urnas neste ano — a primeira para a escolha do governador-tampão e a segunda em outubro, quando haverá a votação para presidente da República, governador, senadores e deputados federais e estaduais.
O PSD alega que o ex-governador Cláudio Castro, que renunciou na segunda-feira, saiu do posto por estratégia política, já que deixou o governo um dia antes de ser condenado e tornado inelegível até 2030 pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), por abuso de poder político e econômico no pleito que o reelegeu, em 2022. Embora impedido de disputar o pleito de outubro — ele é um dos nomes do bolsonarismo para o Senado no estado —, Castro pretende recorrer até mesmo ao STF. Caso consiga uma liminar, seu nome poderá constar nas urnas.
Estava em andamento no plenário virtual do Supremo um julgamento para avaliar as regras das eleições no Rio. A previsão era de que uma decisão sobre o caso fosse tomada até amanhã. No entanto, Zanin apresentou um pedido de destaque. Com isso, o caso é levado para avaliação na sessão presencial do Tribunal.
“Essa situação e o precedente vinculante apontado como paradigma nesta reclamação reforçam, ao meu ver, a necessidade da concessão da medida liminar para obstar a realização de eleições indiretas para os cargos majoritários do Estado do Rio de Janeiro”, afirmou Zanin.
O ministro afirmou que os demais colegas não tiveram tempo de analisar a situação sob a ótica do caso concreto, ou seja, de acordo com a situação envolvendo Cláudio Castro. “A renúncia do governador eleito surge como mecanismo de burla à autoridade da Justiça Eleitoral, excluindo o eleitor e, em consequência, o exercício da soberania popular, da escolha do titular para o cargo de governador do Estado, ainda que em período residual. A soberania popular, nos termos do art. 14 da Constituição Federal, é exercida pelo sufrágio universal e pelo voto direto e secreto, com valor igual para todos”, sustenta Zanin.
Antes do encerramento do julgamento por conta do pedido de destaque, cinco magistrados já tinham votado para autorizar eleições indiretas. No plenário presencial, a votação retoma do zero. O escolhido para o cargo, seja pela decisão dos deputados estaduais seja do povo, fica no cargo até 31 de dezembro deste ano.
Assembleia legislativa
Na quinta-feira, o deputado estadual Douglas Ruas foi eleito presidente da Assembleia Legislativa do Estado do Rio, mas o pleito foi anulado pelo TJ-RJ horas depois, depois que o PSB moveu uma ação denunciando o atropelo das regras para a escolha ao posto. O parlamentar, que é aliado de Castro, foi o único a se apresentar à disputa. Os partidos que fazem oposição ao ex-governador afirmam que ele tentou dar um golpe e colocar Ruas no cargo estratégico, com visibilidade, capaz de encorpar uma candidatura para concorrer contra Eduardo Paes.
Com a anulação da eleição na Alerj, o grupo do ex-prefeito da capital fluminense articulam para que o deputado estadual André Ceciliano (PT) seja adversário de Ruas. O petista, inclusive, já foi presidente da Assembleia.
Ao levar a decisão sobre o mandato-tampão de governador no Rio de Janeiro, Zanin expõe a situação de deterioração da política fluminense. Na sexta-feira, o ex-presidente da Alerj, ex-deputado Rodrigo Bacellar, foi preso novamente pela Polícia Federal, na casa em que mora em Teresópolis, Região Serrana do estado. Ele seria integrante do braço político do Comando Vermelho e teria ajudado o ex-deputado Thiego Raimundo dos Santos Silva, o TH Joias, a se precaver de uma operação da PF por causa da conexão que tinha com a facção. Os dois ex-parlamentares são aliados de Castro.
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Por Fabio Serapião e Natália Portinari
Do UOL
Quando agentes da Polícia Federal chegaram à mansão de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, às 6h do dia 14 de janeiro, encontraram algo que não esperavam: um advogado já estava postado no portão externo.
Os seguranças do imóvel, armados e contratados por empresa privada, se recusaram a deixá-los entrar, segundo os policiais. A PF diz que teve de forçar a entrada — o que a defesa nega. A cena se repetiria, com variações, em ao menos cinco outros endereços naquela manhã — em São Paulo, Minas Gerais, no Rio de Janeiro e na Bahia.
Leia maisDocumentos obtidos pelo UOL mostram sinais de que, em cada um deles, os investigados souberam com antecedência da operação: camas abandonadas às pressas, apartamentos sendo esvaziados para mudança, suspeitos que teriam “ido à academia” antes do amanhecer e não voltaram enquanto a polícia estava no local.
A segunda fase da Operação Compliance Zero, deflagrada naquela manhã, investigava crimes de organização criminosa, gestão fraudulenta de instituição financeira, manipulação de mercado e lavagem de dinheiro.
Ao todo, 42 mandados de busca e apreensão foram cumpridos em cinco estados, com bloqueio de bens que ultrapassaram R$ 5,7 bilhões. O UOL procurou a PF para comentar sobre os indícios de vazamento, que disse que não comentaria o caso.
Primo, academia e quarto vazio
A cerca de 1.500 quilômetros de São Paulo, em Trancoso, na Bahia, os agentes chegaram à casa de Felipe Vorcaro —primo do banqueiro e administrador de empresas ligadas ao grupo— e encontraram o quarto do casal com a porta aberta, o ar-condicionado ligado e os lençóis revirados, “com aparência de que as pessoas que ocupavam o imóvel teriam saído repentinamente”, segundo o relatório policial.
Uma babá com um bebê de seis meses e outros familiares estavam no local. Disseram que Felipe e a mulher haviam ido à academia. Os sogros chegaram cerca de 20 minutos depois da polícia, num carrinho de golfe. O casal, porém, não retornou ao condomínio enquanto os agentes ainda estavam lá.
A consequência foi direta: sem os suspeitos, não havia celulares, tablets, notebooks ou qualquer mídia digital a apreender —exatamente os itens que o mandado autorizava buscar. “Somente havia pertences relacionados aos demais ocupantes do imóvel”, registrou a PF. A única apreensão foi uma câmera de vigilância.
Apartamento em mudança e arsenal escondido
No Leblon, bairro nobre do Rio de Janeiro, o apartamento do investidor Nelson Tanure — suspeito de fraudes com fundos de investimento e de manter sociedade oculta com Vorcaro — foi encontrado sendo esvaziado. Não havia pertences pessoais, nem funcionários, nem familiares. Nenhum celular, veículo, joia ou valor em espécie foi localizado.
Em Belo Horizonte, na casa de André Beraldo de Morais, suspeito de operar empresas laranjas para desvio de recursos do Master, o cenário era de fuga às pressas: roupas jogadas pelo chão nos quartos do casal e das crianças, camas desarrumadas. Um cachorro de pequeno porte —”talvez da raça maltês”, anotou a PF com precisão incerta— estava bem cuidado dentro da casa. Os donos, não.
No quarto do casal, havia uma arma carregada de fácil acesso. Numa sala-cofre que precisou ser arrombada por um chaveiro, os agentes encontraram o que descreveram como “um grande arsenal de armas e munições”. Todas foram apreendidas.
Em Nova Lima, também em Minas Gerais, a PF foi recebida na residência de Fernando Vieira —outro suspeito de operar empresas fantasmas— por policiais militares à paisana que se identificaram como seguranças privados da família.
“Não foi possível saber qual unidade da PM-MG os policiais militares estão lotados”, registrou a PF, sinalizando que o caso exige apuração à parte. Diversas armas e munições de calibres variados foram apreendidas no local.
Buscas frustradas
Por trás dos problemas operacionais havia também um conflito institucional. O pedido de busca e apreensão tinha sido feito meses antes da operação. A PF solicitou prazo adicional para confirmar os endereços atualizados dos alvos — pedido que o então relator do caso, ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal, não aprovou.
A decisão teve consequências práticas. Endereços desatualizados, somados aos indícios de vazamento, resultaram em buscas amplamente frustradas em termos de apreensão de evidências digitais —exatamente o tipo de material que os investigadores buscavam.
O único que não sabia
Nem todos os alvos foram avisados, ou ao menos não demonstraram ter sido. Na busca ao apartamento de Silvio Barreto da Silva, diretor da Lormont Participações — empresa pela qual Nelson Tanure possuía R$ 52 milhões em títulos num fundo de investimento —, os agentes tocaram a campainha repetidamente sem obter resposta.
A portaria informou que o investigado tem problemas de audição. Um chaveiro abriu a porta. Os policiais encontraram Barreto da Silva dormindo em sua cama.
A defesa responde
Os advogados de Daniel Vorcaro contestam a versão da Polícia Federal sobre o que ocorreu na mansão do banqueiro no Jardim América. Negam que os seguranças tenham resistido à entrada dos agentes e afirmam que a PF atirou nas fechaduras sem aguardar que o cliente abrisse a porta.
Sobre a presença de um advogado no portão externo antes mesmo da chegada dos agentes — episódio que a PF interpretou como indício de que Vorcaro foi avisado da operação —, a defesa ofereceu uma explicação.
Na véspera, o cunhado do banqueiro, Fabiano Zettel, havia sido preso ao tentar embarcar para Dubai no Aeroporto de Guarulhos. Diante disso, os advogados anteciparam que uma operação poderia ocorrer na manhã seguinte e foram ao local preventivamente. Zettel também figurava entre os alvos da fase.
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O vice-presidente da República e ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio (MDIC), Geraldo Alckmin, confirmou na última sexta-feira (27), que deixará o comando da pasta na semana que vem, provavelmente na quinta-feira, dia 2 de abril. Ele seguirá como vice-presidente da República, mas precisava se desincompatibilizar do cargo de ministro para participar das eleições, em outubro. Alckmin é cotado para se manter como vice-presidente na chapa com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, mas seu nome também é avaliado para a disputa por uma vaga no Senado, em São Paulo.
“Cumprindo a legislação, a vice-presidência não tem desincompatibilização para participar da eleição, mas do ministério tem. A data é 4 de abril, mas dia 3 é sexta-feira santa, então provavelmente dia 2, sairei do ministério. Aí o presidente define, são os últimos dias e estamos muito felizes” , disse Alckmin, em rápida coletiva de imprensa com jornalistas após participar de seminário sobre o Acordo Mercosul-União Europeia, promovido pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) em São Paulo. As informações são do Estadão.
Questionado se a saída do MDIC o levaria a alguma disputa eleitoral em São Paulo, o vice-presidente disse que a candidata do seu partido ao Senado por São Paulo será a ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet.
“A cadeira ao Senado está aqui: a ministra Simone Tebet, que hoje assina a ficha no PSB e deverá ser nossa candidata ao Senado Federal. Reúne a experiência de quem foi prefeita, vice-governadora, Senadora da República, ministra da república, e candidata a presidente com espírito público. A gente fica muito feliz”, disse.
Dias após o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes autorizar que o ex-presidente Jair Bolsonaro cumpra prisão domiciliar por razões de saúde, o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) gravou, ontem, um vídeo durante a Conferência de Ação Política Conservadora (CPAC), nos Estados Unidos. Eduardo disse que o conteúdo seria mostrado ao pai.
Antes do discurso do irmão, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), Eduardo disse que queria provar que o ex-presidente não poderia ser contido por uma prisão que classificou como injusta. Em seguida, anunciou Flávio como “próximo presidente do Brasil”. O evento reuniu representantes da direita e da extrema direita de diversos países. As informações são do jornal O Globo.
Leia mais“Vocês sabem por que estou fazendo esse vídeo? Porque estou mostrando para o meu pai e vou provar para todos no Brasil que você não pode barrar prendendo injustamente o líder desse movimento, Jair Messias Bolsonaro”, afirmou.
A manifestação ocorre em meio às restrições impostas pela decisão de Moraes, que autorizou a prisão domiciliar temporária por 90 dias, após a alta hospitalar, para recuperação de um quadro de broncopneumonia. A medida determina que Bolsonaro não pode usar celular, telefone ou qualquer meio de comunicação com o exterior, direta ou indiretamente, nem por intermédio de terceiros. Mesmo visitantes autorizados devem entregar aparelhos eletrônicos antes de entrar na residência.
A transferência de Bolsonaro da cela que ocupava para sua casa, em Brasília, foi acompanhada da fixação de regras de visitação. Filhos que não moram com ele podem visitá-lo às quartas-feiras e sábados, em horários previamente definidos. Ontem, Moraes negou pedido da defesa para ampliar esse acesso e alertou que o descumprimento das condições impostas pode levar à revogação da prisão domiciliar e ao retorno ao regime fechado ou a unidade hospitalar.
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