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Do Diário do Centro do Mundo
A crise institucional da GloboNews, iniciada com o PowerPoint que ligava Lula a Vorcaro, ganhou um novo capítulo com a saída de Carlos Jardim, chefe da Redação do canal de notícias da Globo desde 2013. A mudança foi comunicada internamente por Ricardo Villela, diretor-geral de Jornalismo da Globo, em e-mail obtido pelo TV Pop.
No comunicado, Villela afirma que Jardim pediu uma conversa ainda em março, antes de sair de férias, e informou que deixaria o jornalismo para se dedicar “ao teatro, ao cinema, à cultura”. O pedido ocorreu no mesmo mês em que o Estúdio i exibiu um PowerPoint com informações erradas sobre o caso Banco Master, episódio que abriu uma crise de credibilidade na GloboNews.
Leia maisJardim estava na Globo desde 1997 e era o segundo nome da hierarquia da GloboNews, abaixo apenas de Miguel Athayde, diretor-geral do canal. A partir de junho, o cargo será ocupado por Denise Lacerda, coordenadora da GloboNews em Brasília desde 2020 e funcionária da Globo desde 1996.
A trajetória de Jardim foi marcada por relação conturbada com colegas e que ele figurava entre os nomes com mais queixas no departamento de Compliance da Globo. Parte da Redação da GloboNews comemorou sua saída, e funcionários o viam como um assediador moral contumaz.
A saída ocorre depois da crise provocada pelo PowerPoint exibido no Estúdio i sobre Daniel Vorcaro e o Banco Master. O GloboNews pediu desculpas após levar ao ar uma arte que ligava Vorcaro ao PT e ao presidente Lula, classificada pela própria emissora como “errada” e “incompleta”.
Além disso, o PowerPoint exibido colocava Lula e o PT no centro da apresentação, enquanto nomes do Centrão e da direita apareciam de forma secundária ou sequer eram mencionados. Entre os ausentes citados estavam Jair Bolsonaro, Tarcísio de Freitas, Roberto Campos Neto, Ibaneis Rocha e Cláudio Castro.
A crise interna causada pelo PowerPoint levou o GloboNews a sofrer varias baixas. A equipe relatou frustração com a blindagem dada pelo jornal para Andréia Sadi, enquanto o editor-chefe do Estúdio i, Rodrigo Caruso, foi afastado temporariamente e deve ser remanejado, e agora levou a saída de Carlos Jardim, chefão da Redação do Globo News.
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Por Leandro Magalhães – do SBT News
A defesa de Filipe Martins, ex-assessor internacional no governo de Jair Bolsonaro, afirmou ao SBT News que vai entrar com uma representação no Ministério Público e na OAB, alegando omissão e falta de estrutura na cadeia pública de Ponta Grossa, Hildebrando de Souza, no Paraná. Advogados relataram ao SBT News ontem (8) que, devido às fortes chuvas dos últimos dias, as condições da unidade prisional pioraram.
“A situação já passou muito do que a Lei de Execução Penal admite como condição mínima de custódia. Está literalmente chovendo dentro da cela de Filipe Martins. A água entrou, molhou colchão, roupas e pertences. Além disso, a porta tem uma abertura embaixo que deixa vento entrando o tempo inteiro, então a cela fica fria, úmida e insalubre. O resultado concreto é que Filipe Martins pegou uma gripe forte, ficou praticamente sem voz e segue exposto exatamente às mesmas condições porque o problema não foi resolvido até agora” relatou à reportagem o advogado Ricardo Scheiffer Fernandes.
Leia maisA defesa, que visitou Filipe Martins ontem, ressaltou que vai entrar com um pedido urgente de vistoria da cela, registro fotográfico, laudo estrutural e atendimento médico, além de entrar com representação paralela ao Ministério Público e na Ordem dos Advogados do Brasil, pedindo fiscalização penitenciária para documentar formalmente a omissão do presídio.
“A Lei de Execução Penal garante integridade física e moral do preso e exige cela com condições mínimas de salubridade, ventilação adequada e ambiente compatível com a dignidade humana. Cela com infiltração, chuva entrando, umidade constante e exposição contínua ao frio viola frontalmente esses deveres do Estado”.
O SBT News entrou em contato com o diretor responsável pela unidade prisional Hildebrando de Souza, em Ponta Grossa, Acir Portela de Almeida Junior, que negou as informações de que a cela em que Filipe Martins está entrou água e que o ex-assessor estaria doente.
Advogados de Filipe Martins solicitaram ao ministro Alexandre de Moraes a transferência do ex-assessor para o Complexo Médico Penal de Pinhais, no estado no Paraná. A defesa alegou superlotação na unidade prisional de Ponta Grossa e más condições após um princípio de rebelião. O pedido foi negado pelo magistrado.
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O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes suspendeu neste sábado (9) os primeiros pedidos de aplicação da Lei da Dosimetria para condenados do 8 de janeiro. O magistrado alega que é preciso esperar que o plenário da corte decida sobre as ações que questionam a aplicação da lei.
Moraes deu 5 dias úteis para o Legislativo apresentar uma resposta sobre a ADI (Ação Direta de Inconstitucionalidade) feita pela federação Psol-Rede ontem (8). Na ação, os partidos alegam que a derrubada do veto foi feita de maneira irregular, já que houve o fatiamento de um veto integral. As informações são da CNN Brasil.
Leia maisO ministro entende que a explicação que será apresentada pelo Congresso pode influenciar na execução e até na definição das penas. “Poderá influenciar no julgamento dos pedidos realizados pela Defesa, recomendando a suspensão da aplicação da lei, por segurança jurídica, até definição da controvérsia pelo STF, com prosseguimento regular da presente execução penal em seus exatos termos, conforme transitado em julgado”, disse.
Moraes suspendeu ao menos 10 pedidos feitos até o começo da tarde deste sábado por advogados dos condenados pelo 8 de Janeiro. Os processos foram abertos logo depois da promulgação da lei pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), ontem (8).
A defesa de dois condenados divulgou uma nota afirmando que a decisão de Moraes contradiz a decisão do Congresso, que já tinha aprovado uma lei e que esta norma já está em vigor.
“A própria nova lei reconhece que não se pode tratar todos da mesma forma. Não se pode colocar no mesmo patamar quem organizou, financiou ou liderou e quem apenas estava presente no contexto dos acontecimentos. Estamos discutindo o alcance da vontade soberana do Congresso Nacional, a segurança jurídica e o respeito às garantias fundamentais previstas na Constituição”, diz a nota.
Mais cedo, a federação PT/PCdoB/PV também entrou com uma ADI pedindo a derrubada da Dosimetria. O grupo argumenta em 76 páginas que há incompatibilidade da lei com normas fundamentais da Constituição e com a jurisprudência do STF e pede medida cautelar para “suspender os efeitos dos dispositivos impugnados”, “dada a excepcional urgência do caso”.
Em nota, o presidente do PT, Edinho Silva, chamou a proposta de “retrocesso contra a democracia” e lembrou que a cúpula da tentativa de golpe de estado elaborou planos para assassinar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o vice Geraldo Alckmin (PSB) e o próprio Alexandre de Moraes.
“A proposta representa um retrocesso no enfrentamento aos crimes contra a democracia e aos crimes gravíssimos, já que as investigações apontaram provas irrefutáveis de que houve um plano para assassinar o presidente Lula, o vice-presidente Geraldo Alckmin e o então presidente do TSE, Alexandre de Moraes”, afirmou.
O projeto de Lei da Dosimetria mira beneficiar condenados pelos atos de 8 de Janeiro de 2023 e o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). A proposta estabelece critérios e define percentuais mínimos para o cumprimento da pena e a progressão de regime.
A medida mirou evitar flexibilizar penas de condenados em casos, por exemplo, de constituição de milícia privada, feminicídio e crimes hediondos. Apesar de mirar as regras de cálculo de penas e de progressão de regime para condenados do 8 de Janeiro, os efeitos do projeto poderiam se estender a outros crimes.
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Flávio Bolsonaro (PL) encontrou-se, neste sábado (9), com Gilson Machado (Podemos) e Gilson Machado Filho (PL) durante o lançamento das pré-candidaturas do PL em Santa Catarina. O encontro foi publicado há pouco nas redes sociais de Gilson Machado, que escreveu: “É o 01 né? Um homem que vai devolver nosso país para os trilhos. Um amigo, um irmão”.
No vídeo, Flávio afirma que Gilson é “leal e preparado” e diz que ele “vai ajudar muito o estado de Pernambuco e o nosso Brasil”. Gilson retribui os elogios e declara: “Pernambuco, olha para esse cara aqui. Esse cara aqui vai consertar o país da gente”. Já o filho disse que o senador é “como se fosse da família”. O evento deste sábado oficializou a preferência do PL em Santa Catarina pelas candidaturas de Jorginho Mello ao governo e de Carlos Bolsonaro e Carol de Toni ao Senado, todos do PL.
O ex-prefeito de João Pessoa e pré-candidato ao Governo da Paraíba, Cícero Lucena (MDB), elevou o tom neste sábado (9) ao comentar levantamentos eleitorais divulgados recentemente no estado. Durante entrevista à Rádio Piranhas, em Cajazeiras, ele acusou institutos de pesquisa de atuarem de forma manipulada e defendeu punições severas para os responsáveis.
A reação ocorreu após a divulgação de números que colocam Cícero fora de um possível segundo turno na disputa estadual. Segundo o emedebista, há suspeitas sobre a credibilidade de alguns levantamentos apresentados ao público. Cícero citou o caso de uma pesquisa do Instituto Veritá que, de acordo com ele, já havia sido alvo de decisão judicial impedindo sua divulgação anteriormente. Mesmo assim, o levantamento voltou a circular nos últimos dias. As informações são do portal O Norte Online.
Na entrevista, o ex-prefeito afirmou que existe uma “venda e manipulação” de pesquisas eleitorais e disse esperar providências mais rígidas por parte da Justiça. Ele também mencionou o posicionamento de um desembargador sobre o episódio. “Isso é caso de polícia”, afirmou Cícero ao defender responsabilização contra os envolvidos na divulgação dos dados questionados.
O ativista brasileiro Thiago Ávila foi solto pelas autoridades de Israel neste sábado (9), após mais de uma semana detido, segundo informou a organização não governamental Adalah, que atua em defesa dos direitos humanos na Palestina e em Israel.
Em comunicado divulgado neste sábado, a ONG afirmou que os interrogatórios contra Ávila e o ativista palestino Saif Abukeshek foram encerrados e que ambos seriam transferidos às autoridades de imigração israelenses enquanto aguardam deportação para seus países de origem. As informações são do Correio Braziliense.
Leia maisSegundo a Adalah, a agência de inteligência israelense Shin Bet informou à equipe jurídica da entidade que os dois líderes da Global Sumud Flotilla seriam liberados após permanecerem sob custódia desde a detenção.
A organização afirma ainda que os ativistas foram interceptados pela Marinha israelense em águas internacionais próximas à Grécia durante uma missão civil ligada à flotilha pró-Palestina. A ONG também acusa Israel de manter os dois em isolamento, sob “condições punitivas”, além de submetê-los a maus-tratos e tortura.
Ainda de acordo com a Adalah, Ávila e Abukeshek iniciaram uma greve de fome desde o começo da detenção. A ONG informou que o ativista palestino passou também a recusar água desde a noite de 5 de maio.
Até o momento, as autoridades israelenses não divulgaram detalhes oficiais sobre a deportação dos ativistas.
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Da Folha de Pernambuco
O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, recebeu representantes do setor canavieiro do Nordeste, afetado significativamente pelo tarifaço dos EUA sobre açúcar e etanol. O encontro, que ocorreu ontem (8) no gabinete de Motta, em João Pessoa, serviu para tratar sobre a concessão de uma subvenção de R$ 12 por tonelada de cana para o setor afetado.
Na ocasião, o presidente da Câmara antecipou que tratou do assunto com a deputada e relatora do Projeto de Lei Complementar (PLP) 114/26 do Combustível, Marussa Boldrin (Republicanos-GO), e que a proposta foi acolhida pela parlamentar. O PLP prevê a destinação de R$ 20 bilhões para o setor agrícola, podendo destinar parte desse montante para a subvenção.
Leia maisAlém disso, durante a reunião, Motta informou aos representantes do setor canavieiro nordestino que acionou o deputado pernambucano Augusto Coutinho (Republicanos) para tratar sobre o tema, inclusive, com o ministro da Fazenda, Dário Durigan, em busca do apoio por parte do governo federal.
Proposta
O relatório do Projeto de Lei Complementar (PLP 114/26) do Combustível deve ser apresentado até o fim deste mês e já pode ser votado caso haja consenso entre a oposição e governo no Congresso. Com a proposta, a ideia é usar recursos extraordinários oriundos do petróleo em função da crise de energia do Oriente Médio, inclusive para favorecer os biocombustíveis brasileiros.
O encontro com o deputado Hugo Motta foi viabilizado por intermédio do presidente da Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan-PB), José Inácio, junto com o presidente da União Nordestina dos Produtores de Cana (Unida), Pedro Neto, e com o presidente da Associação dos Fornecedores de Cana de Pernambuco (AFCP), Alexandre Andrade Lima.
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O deputado federal Eduardo da Fonte participou, na noite de ontem (8), da Cruzada Evangelística da Igreja Evangélica Assembleia de Deus, em Barreiros, no Litoral Sul, ao lado do deputado estadual Adalto Santos e do prefeito Carlinhos da Pedreira.
Durante o evento, o pastor Eslijanai Carlos agradeceu a presença do parlamentar. Eduardo destacou o trabalho de evangelização da igreja e afirmou que se sente honrado em participar das cruzadas. “Agradeço toda a atenção, o carinho e, principalmente, a oportunidade de testemunhar a fé e a união do povo de Barreiros”, disse.
O ex-ministro Ciro Gomes (PSDB) lançará a pré-candidatura ao Governo do Ceará na manhã do próximo sábado (16), no bairro Conjunto Ceará, em Fortaleza. A informação foi publicada nas redes sociais do ex-ministro na noite de ontem (8).
O anúncio oficial do lançamento deverá ser realizado na próxima terça-feira (12), durante o “Café da Oposição” da Assembleia Legislativa (Alece), com a participação do coordenador-geral da campanha de Ciro, Lúcio Gomes — irmão dele e ex-presidente da Companhia Docas do Ceará. Foi o que informou o anfitrião do encontro, o deputado Felipe Mota (PSDB), que avalia o momento como uma forma de “prestigiar” o grupo de parlamentares. As informações são do Diário do Nordeste.
Leia maisEm tese, a decisão encerra o impasse sobre uma possível postulação de Ciro à Presidência da República, o que seria a quinta tentativa dele ao cargo. O nome do político chegou a ser defendido para a disputa nacional pelo presidente do PSDB, o deputado federal Aécio Neves.
Por outro lado, a confirmação da pré-candidatura confirma o ex-ministro como um dos nomes da oposição contra o governador Elmano de Freitas (PT), que buscará a reeleição no pleito de outubro.
O senador Eduardo Girão (Novo), Jarir Pereira (Psol), Zé Batista (PSTU) e Giovanni Sampaio (PRD) são outros pré-candidatos lançados na corrida pelo Palácio da Abolição.
Articulações da oposição
Ciro vinha sendo apontado como possível candidato ao Governo do Estado desde o ano passado, quando participou do “Café da Oposição” da Assembleia Legislativa. Na oportunidade, o ex-ministro sinalizou aliança com nomes do PL, como o apoio à pré-candidatura do deputado estadual Alcides Fernandes (PL) ao Senado.
Em outubro de 2025, Ciro se filiou ao PSDB e assumiu o comando do partido no Ceará. Em diversas agendas, o político negava a chance de ser candidato outra vez e defendia o ex-prefeito Roberto Cláudio (União) para disputar o Governo, mas alegava estar com o “coração todo balançado” e que era um “soldado do partido”.
Agora, Ciro será confirmado como o nome a encabeçar uma chapa majoritária, que pode contar, ainda, com Roberto Cláudio e o presidente da Federação União Progressista, Capitão Wagner (União) — ambos são pré-candidatos ao Senado.
A definição completa da chapa ainda dependerá do PL, que suspendeu as conversas com Ciro, mas tem nomes que defendem a candidatura do ex-ministro. Em paralelo, outra ala defende o apoio ao senador Eduardo Girão (Novo).
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Por Cesar Mello*
Ao contemplarmos o propósito de Deus para a mulher, somos conduzidos às verdades antigas, firmadas na criação e confirmadas pela experiência humana ao longo das gerações. A mulher foi criada para a comunhão, para o companheirismo e para a maternidade, não como imposições culturais, mas como expressões da sabedoria divina.
O homem, por sua vez, somente poderia desfrutar inteiramente da vida se pudesse partilhar do amor, da confiança e da devoção no íntimo círculo familiar. A solidão não fazia parte do projeto original; a comunhão, sim. Nesse contexto, o dom de ser mãe revela-se como uma missão divina, marcada pelo amor incondicional, pela doação constante e pela proteção diligente. A maternidade representa, de forma concreta, a criação e a presença do amor de Deus na Terra.
Leia maisÉ no cuidado diário, nas renúncias silenciosas e na vigilância perseverante que esse amor se torna visível. Ser mãe envolve a capacidade de se reinventar diante das dificuldades, ensinar com paciência e cuidar com ternura, estabelecendo um vínculo profundo e sagrado que supera os desafios cotidianos.
Amor incondicional e doação sacrificial: ser mãe é amar de forma plena e complexa. Trata-se de um amor que se doa sem cálculos, muitas vezes sem esperar nada em troca, senão o bem-estar do filho. Esse amor não é frágil, mas forte; não é passageiro, mas perseverante. Ele se expressa tanto no aconchego quanto na correção, tanto na proteção quanto no ensino. É um amor que forma caráter, sustenta emocionalmente e prepara o filho para a vida.
Essa disposição para a doação encontra eco na vocação mais ampla da mulher como companheira idônea. A declaração divina — “far-lhe-ei uma ajudadora que lhe seja idônea” (Gn2:18) não diminui a mulher, antes a eleva. O termo “idônea” carrega a ideia de alguém compatível, adequada, correspondente, perfeitamente ajustada para caminhar em harmonia. Trata-se de um chamado elevado e nobre: servir a Deus e ao próximo, utilizando dons e talentos na edificação de relacionamentos sólidos, saudáveis e duradouros.
Missão de sacrifício, proteção e unidade. A maternidade e o companheirismo conjugal convergem em uma mesma direção: a unidade familiar. Essa missão envolve sacrifícios diários, resistência diante das adversidades e o compromisso de proteger e nutrir a vida confiada por Deus. A maternidade, assim, transcende o físico e se estabelece como uma experiência que toca a alma, criando um laço duradouro entre mãe e filho, um vínculo que permanece mesmo quando os anos avançam.
Na narrativa pastoral da fé cristã, a mulher se apresenta como sustentáculo emocional do lar, cooperadora na edificação do casamento e guardiã diligente da unidade familiar. Ao exercer seu papel com temor a Deus, ela reflete o cuidado divino, tornando o lar um espaço de refúgio, formação e esperança. E, nesse desígnio supremo, a mulher, a mãe e companheira permanece como expressão viva do amor que une, protege e preserva a família para a glória de Deus.
*Dentista
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O pré-candidato ao Governo de Pernambuco João Campos (PSB) participa, neste sábado (9), de agenda em Surubim, no Agreste do Estado. O ex-prefeito do Recife percorre a feira da cidade acompanhado do pré-candidato a vice-governador Carlos Costa (Republicanos) e do senador Humberto Costa (PT).
Também participam da caminhada o deputado Rodrigo Farias (PSB), o ex-deputado Danilo Cabral (PSB), a ex-prefeita Ana Célia Farias (PSB) e o ex-vereador Biu Farias (PSB). Durante o percurso, João visita boxes da feira e conversa com comerciantes e toyoteiros.
Marcelo Tognozzi
Colunista do Poder360
No final do século 19, o mundo era iluminado por lampiões a gás e velas. Nas praias da Bahia e do Espírito Santo, havia um mineral escuro e pesado que fez do Brasil protagonista de uma revolução tecnológica. As areias monazíticas brasileiras começaram a ser exploradas em escala comercial. O planeta nunca vira algo semelhante. O impulso veio da nascente indústria de iluminação urbana da Europa.
Mas o que parecia o início da inovação e liderança tecnológica revelou-se, mais de 100 anos depois, um fiasco. O país com 25% das reservas mundiais de terras-raras praticamente não produz nada refinado até hoje. Simplesmente perdeu o bonde da prosperidade.
Leia maisNaquele Brasil ainda escravocrata da década de 1880, o geólogo norte-americano Orville Derby, então chefe da Comissão Geológica do Império, identificou concentrações significativas de monazita nas areias do litoral sul da Bahia, especialmente em Prado e Cumuruxatiba. Pouco depois, depósitos semelhantes foram encontrados em Guarapari, no Espírito Santo. A monazita continha um tesouro: tório e pequenas quantidades de urânio.
Por volta de 1885, o químico austríaco Carl Auer von Welsbach acabara de patentear sua invenção, nada mais nada menos que a famosa camisa ou manta incandescente para lampiões a gás. Feita de 99% de óxido de tório e 1% de óxido de cério, essa camisa aquecida pela chama produzia uma luz branca e intensa, muito superior à chama nua. Cidades europeias e norte-americanas demandavam toneladas de monazita.
Por volta de 1886 e 1887, as exportações brasileiras deslancharam. O empresário Antero de Brito organizou a extração manual das areias pesadas, e o produto seguia para a Europa com o Brasil bombando.
De 1888 a 1910, o país dominou o mercado global, e as praias de Guarapari eram chamadas de “praias do ouro preto”. A liderança durou quase nada. A partir da década de 1910, a Índia entrou no mercado com as areias monazíticas de Travancore, de teor igual ou superior.
A eletrificação das cidades reduziu a demanda por lampiões. O interesse industrial migrou lentamente para os minerais raros usados em ligas metálicas, catalisadores e, décadas depois, em eletrônicos e ímãs permanentes. Era o momento de investir em química de separação. O Brasil não o fez. Como dizia Millôr Fernandes, oportunidade é careca e temos de agarrá-la pelos cabelos.
Índia, Estados Unidos e, mais tarde, China construíam plantas de refino. Aqui, o governo Vargas chegou a criar, nos anos 1940, estruturas de controle dos minerais estratégicos, mas o foco nunca foi a cadeia industrial de terras-raras. Na década de 1960, o país perdera completamente o protagonismo, sem imaginar quantos bilhões e bilhões de dólares dormiam debaixo do nosso chão.
Por isso, foi tão importante a recente aprovação do PL 2.780 de 2024, a chamada Lei das Terras-Raras. O Senado ainda precisa referendar, mas já significa um passo para o resgate do protagonismo brasileiro num setor em que fomos pioneiros há exatos 140 anos. O Brasil tem só 30% das suas reservas mapeadas e, mesmo assim, já é o 2º maior detentor das reservas mundiais. O potencial é gigante. As oportunidades, maiores ainda.
O diretor do INTR (Instituto Nacional de Terras-Raras), Davi Moreira, que trabalhou como superintendente nas INB (Indústrias Nucleares do Brasil), conhece profundamente o potencial do Brasil, rico em monazita, itirio, cério, lantânio, neodímio e braseldímio, minerais estratégicos da sofisticada indústria de componentes para espaçonaves, carros elétricos, celulares, data centers, baterias de todos os tipos, equipamentos de medicina nuclear e tanta coisa que está no nosso dia a dia e não nos damos conta.
Hoje, segundo o USGS (Serviço Geológico dos Estados Unidos), o Brasil tem a segunda maior reserva mundial de terras-raras, com 22 milhões de toneladas, atrás só da China, dona de 44 milhões. Mas nossa produção refinada é irrisória: menos de 1% do total global. Para variar, continuamos a exportar matéria-prima e comprar produto acabado.
Davi Moreira é um dos cérebros que trabalha para libertar o Brasil desse ciclo viciado de atraso. Estamos sentados em cima de uma montanha de minério valiosíssima, algo essencial para o mundo da tecnologia. O futuro é agora, e não podemos e nem devemos abrir mão de usufruirmos dessa riqueza como país, povo e civilização.
Mineiro, ele fala suave sem abrir mão da firmeza. Conhece o assunto a fundo, quer colher solução, jamais plantar problema. Explica que o INTR, fundado em 2024, trabalha para desenvolver a indústria nacional de extração e refino de terras-raras, criando visão estratégica com transparência e tecnologia. Gente como Davi Moreira é o motor capaz de fazer o setor andar.
Há muito trabalho pela frente. Temos de desburocratizar e ajustar para que os empregos e o dinheiro fluam. Extrair terras-raras como neodímio, praseodímio e disprósio exige centenas de estágios com uso de solventes, domínio aperfeiçoado pela China ao longo de 40 anos de política industrial com subsídios, formação de mão de obra especializada e integração universidade-empresa. O Brasil precisa seguir a mesma rota. Não há que inventar nada.
Pequim controla 85% do refino global e quase 90% da produção de ímãs de neodímio-ferro-boro, essenciais para veículos elétricos, turbinas eólicas, drones e sistemas de defesa. Estados Unidos, Europa e Japão correm atrás com bilhões em investimentos públicos.
A Mineração Serra Verde, em Goiás, iniciou operações-piloto em 2024 e é hoje o projeto mais avançado do país. A CBMM, em Araxá (MG), já produziu terras-raras como subproduto do nióbio, mas interrompeu a operação por falta de escala econômica. São apenas soluços, num Brasil necessitado de ação e pragmatismo.
A história do pioneirismo perdido é lição dura, porque não basta ter riqueza. É preciso transformar em valor, refinando, industrializando e inovando. Em 20 anos, a demanda por ímãs de alto desempenho triplicará, e o preço por não agir no tempo e hora certa será alto demais.
O ouro preto das praias de Guarapari ainda está lá, como há 140 anos. É o momento de virarmos o jogo e nos livrarmos para sempre da máxima de Roberto Campos, segundo a qual o Brasil nunca perde a oportunidade de perder uma oportunidade.
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