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O STF (Supremo Tribunal Federal) vai retomar no dia 25 de março o julgamento que analisa a suspensão do pagamento de verbas indenizatórias não previstas em lei, os chamados “penduricalhos”, utilizados para ultrapassar o teto constitucional do funcionalismo público.
O STF (Supremo Tribunal Federal) vai retomar no dia 25 de março o julgamento que analisa a suspensão do pagamento de verbas indenizatórias não previstas em lei, os chamados “penduricalhos”, utilizados para ultrapassar o teto constitucional do funcionalismo público. As informações são da CNN.
Leia maisO julgamento envolve liminares concedidas por Dino e Gilmar, que determinaram a suspensão nacional de parcelas consideradas irregulares. O teto constitucional do funcionalismo está atualmente fixado em R$ 46.366,19.
Até a retomada da análise, permanecem em vigor as decisões individuais. Os ministros também uniformizaram o prazo para que os Poderes adotem providências sobre as verbas indenizatórias: 45 dias, contados a partir da decisão do decano, proferida em 23 de fevereiro.
Ao justificar o adiamento, Fachin afirmou que a solução exige articulação entre os três Poderes.
“Como se percebe, o equacionamento uniforme do problema no prazo reclamado exigirá um esforço conjunto dos Três Poderes. Por isso, em diálogo que tivemos com os Três Poderes e com este colegiado, que dará a última palavra em sede de controle de constitucionalidade, creio que podemos continuar o debate na sessão de 25 de março”, disse o presidente da Corte.
Penduricalhos
O plenário do Supremo começou a julgar na quarta-feira (25) decisões dos ministros Flávio Dino e Gilmar Mendes que suspenderam o pagamento de “penduricalhos”.
Atualmente, todos os servidores públicos estão submetidos a um teto remuneratório, fixado em R$ 46,3 mil. No entanto, eles também têm direito às chamadas “verbas indenizatórias”: gratificações e auxílios para cobrir despesas relacionadas ao trabalho, como reembolso de viagens a serviço, por exemplo.
Esses valores não entram no cálculo do teto constitucional no Judiciário, no Ministério Público e nos demais Poderes.
Na primeira ação, Dino deu prazo de 60 dias para que órgãos dos três Poderes, do nível federal ao municipal, listem os penduricalhos pagos a seus servidores e indiquem a lei que os justifica. Aqueles penduricalhos que não tiverem respaldo legal deverão ser imediatamente suspensos.
Já na segunda liminar, Gilmar Mendes determinou, por meio de uma medida cautelar, a paralisação de verbas indenizatórias do Poder Judiciário e do Ministério Público fundadas em leis estaduais.
As decisões foram proferidas em caráter liminar, por isso já estão em vigor e devem ser são submetidas ao referendo dos outros ministros da Corte.
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O deputado federal e relator da CPMI do INSS, Alfredo Gaspar (União Brasil), mandou um recado para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) durante seu discurso na comissão. Na declaração, ele disse para o chefe do Executivo “ficar com raiva da sua base” após a aprovação da quebra de sigilo bancário de seu filho, conhecido como Lulinha.
“Lula, não fique com raiva do presidente, do relator e da oposição, não. A gente quer o bem do Brasil. Agora fique com raiva da sua base, fique com raiva da sua liderança porque eles erraram pela segunda vez na estratégia. Eles foram soberbos. Eles foram e partiram para uma estratégia que tinha tudo para dar errado”, disse o parlamentar. As informações são da CNN.
Leia maisAlfredo Gaspar se referiu a um tumulto envolvendo parlamentares da CPMI durante a sessão desta manhã. A confusão, marcada por bate-boca e empurrões, aconteceu logo após o colegiado aprovar uma série de requerimentos importantes. A sessão foi suspensa após a confusão.
A comissão apura os desvios no repasse de benefícios pagos a aposentados e pensionistas do INSS. Fábio Luís Lula da Silva teve o nome citado como um dos possíveis beneficiários do esquema de desvios em uma das fases da Operação Sem Desconto.
Embora tenha menções ao seu nome, o filho do presidente ainda não foi alvo da operação da PF (Polícia Federal), que investiga o esquema.
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O presidente Lula (PT) deve cumprir mais uma agenda em Pernambuco ainda no primeiro semestre deste ano para participar da inauguração do Hospital do Amor, no município de Garanhuns. A expectativa é que a unidade seja inaugurada em alguma data dos próximos dois meses, a ser definida conforme a agenda presidencial. Isso porque, segundo o deputado estadual Cayo Albino (PSB), o presidente faz questão de participar da cerimônia de entrega. A declaração foi dada em entrevista à Rádio Folha FM 96,7.
“Ele (Lula) faz questão de estar presente. É um momento simbólico e importante. Agora, precisamos alinhar a agenda presidencial para definir a data oficial da inauguração”, concluiu. As informações são do Blog da Folha.
Leia maisDe acordo com o parlamentar, a entrega da unidade deve ocorrer nos próximos dois meses. A mesma inauguração chegou a ser noticiada para este mês, quando o presidente veio a Pernambuco marcar presença no Carnaval do Recife, no Galo da Madrugada. No entanto, a data foi adiada.
“Quando saiu essa discussão da inauguração, alguns veículos noticiaram, mas a gente que acompanha a obra sabia que não seria naquela data. Houve um vazamento antecipado de algo que não estava previsto. O presidente queria visitar a obra, não inaugurá-la naquele momento”, explicou.
Construção
Segundo Cayo Albino, a construção está em fase avançada e é considerada estratégica para o fortalecimento da rede de saúde no Agreste. Com a participação do governo federal na viabilização da obra, o Hospital do Amor deve reforçar a estrutura de atendimento do município de origem do presidente Lula.
“O presidente Lula teve papel fundamental para que essa obra se tornasse realidade. Independentemente de divergências políticas, é preciso reconhecer o trabalho. Ele não faltou a Pernambuco e tem contribuído com recursos importantes para Garanhuns”, afirmou.
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A prefeita de Olinda, Mirella Almeida (PSD), transmitiu o cargo ao vice-prefeito Chiquinho durante cerimônia realizada no Palácio dos Governadores. Grávida de sete meses, a gestora ficará afastada por 10 dias para tratar de assuntos pessoais relacionados à família. Nesse período, o município será administrado interinamente pelo vice.
Durante a interinidade, Chiquinho deve cumprir a agenda administrativa da Prefeitura, incluindo vistorias para acompanhamento de obras e serviços em andamento na cidade, além da condução das atividades institucionais do Executivo municipal.
O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou em janeiro a quebra de sigilo de Fábio Luís Lula da Silva, o filho mais velho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), após um pedido da Polícia Federal.
A quebra já havia sido autorizada antes que a CPMI do INSS tomasse a mesma decisão. A informação sobre a autorização dada por Mendonça foi publicada pelo site Poder 360 e confirmada pelo GLOBO.
A CPI do INSS aprovou, nesta quinta-feira, um pacote de requerimentos que inclui a quebra de sigilo bancário e fiscal de Fábio Luís Lula da Silva, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, e de Augusto Ferreira Lima, ex-sócio do empresário Daniel Vorcaro, do Banco Master. As informações são do jornal O GLOBO.
Leia maisAlém deles, passaram pedidos de novas convocações e solicitações de informações a órgãos públicos e empresas investigadas. Ao todo, mais de 80 requerimentos foram colocados em votação e, por decisão do colegiado, apreciados de uma só vez em bloco.
Após a aprovação, contudo, iniciou-se uma confusão no colegiado, com protesto de parlamentares governistas pela forma como a votação ocorreu, de forma simbólica — em que os votos de cada um não são computados individualmente. A sessão foi interrompida em seguida.
O presidente da CPI, Carlos Viana (PSD-MG), declarou que quem era contra o pacote de requerimentos teria que se levantar. Ele, então, contou sete parlamentares de um quórum de 31. E anunciou a aprovação dos itens da pauta, que incluía a quebra do sigilo de Fábio Luis, de uma empresária amiga dele, de uma ex-publicitária do PT e do ex-sócio do Banco Master.
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A CPI mista do INSS aprovou, hoje, a quebra de sigilo bancário e fiscal do filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como “Lulinha”. Após a votação, houve confusão e empurra-empurra na sessão. Governistas se aproximaram da mesa para protestar diante do resultado, quando começou o tumulto. Alguns socos foram desferidos durante a confusão.
Parlamentares que ameaçavam brigar, inclusive, tiveram de ser separados. Entre os envolvidos no empurra-empurra estão o deputado Rogério Correa (PT-MG), o relator Alfredo Gaspar (União-AL), os deputados Evair de Melo (PP-ES) e Luiz Lima (Novo-RJ). As informações são do portal G1.
Leia maisApós a confusão, a sessão foi suspensa. Mas, minutos depois, foi retomada com a fala de alguns parlamentares. O deputado Luiz Lima afirmou ter recebido um dos socos, enquanto o deputado Rogério Correa admitiu tê-lo atingido quando estava sendo empurrado. Em seguida, Correa pediu desculpas a Lima.
Anulação do resultado
Durante sua fala, o deputado Paulo Pimenta (PT-RS) pediu a anulação do resultado em função do que chamou de “contraste” na votação. “No momento da votação tem um contraste. A imprensa tem essas imagens, a secretaria da Casa tem as imagens. O resultado da votação foi 14 a 7. A TV Senado mostra isso. O regimento é claro no sentido de que o contraste da votação simbólica se dá entre a maioria e minoria dos presentes”, afirmou Pimenta.
“Eu requeiro que anule o resultado por erro na contagem e anuncie o resultado verdadeiro. Não havendo esse entendimento, vamos interpretar como uma ação do senhor para fraudar o resultado da votação e iremos até o presidente do Congresso para solicitar a imediata anulação da votação que teve aqui. E faremos uma representação no Conselho de Ética por decisão de fraudar o resultado da votação”, prosseguiu.
Após a declaração de Pimenta, o presidente da CPI mista do INSS, senador Carlos Viana (Podemos-MG), rejeitou o pedido de anulação. Viana afirmou que a votação está mantida e que não seria possível a recontagem, já que o cálculo havia sido feito duas vezes.
Como foi a votação
O presidente da CPI deu início a uma votação simbólica dos requerimentos pautados em globo. E destacou que suplentes não teriam direito a voto. A votação ocorreu por contraste visual, que é um método de votação em que não há contagem da quantidade exata de votos, mas sim uma análise do panorama de votos (pessoas em pé, mãos levantadas) visualmente.
Os parlamentares a favor deveriam permanecer sentados, enquanto os contra se levantaram para se manifestar. Viana fez a contagem em voz alta, e alegou que são sete votos, desconsiderando suplentes. “Tem suplente aí. Só os titulares”, reiterou. “Sete, a pauta está aprovada”, emendou Viana.
Outros requerimentos
A comissão também aprovou nesta quinta a convocação do ex-assessor do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-PB), Gustavo Gaspar, e do ex-CEO do Banco Master, Augusto Ferreira Lima, para prestarem depoimentos. Também foram aprovados durante a sessão outros requerimentos relacionados ao Master como a quebra de sigilo bancário e fiscal da empresa.
Suspeitas envolvendo ‘Lulinha’
O filho do presidente Lula entrou na mira de parlamentares da oposição após a Polícia Federal (PF) apreender trocas de mensagens entre Antônio Carlos Camilo Antunes, o “Careca do INSS”, e uma empresária com possíveis menções a ele.
Essa empresária, Roberta Luchsinger, é amiga de Lulinha e teria recebido pagamentos do Careca para atuar junto a órgãos de saúde na venda de produtos de cannabis medicinal. Roberta foi alvo de operação da PF. Ela nega irregularidades em sua relação com o Careca.
Segundo o relator, deputado Alfredo Gaspar, a medida se fez necessária pela suspeita de que o filho do presidente tenha atuado como “sócio oculto” de Antônio Camilo.
“A necessidade de investigar Fábio Luís decorre diretamente de mensagens interceptadas em que Antônio Camilo [Careca do INSS], ao ser questionado sobre o destinatário de um pagamento de R$ 300 mil destinado à empresa de Roberta Luchsinger, responde explicitamente se tratar do ‘filho do rapaz’”, afirmou.
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A pesquisa Atlas/Bloomberg, divulgada ontem, mostrou o senador Flávio Bolsonaro (PL) à frente do presidente Lula (PT) em um possível segundo turno. Em São Paulo, uma nova pesquisa vem apontando para Flávio com 8 pontos percentuais à frente de Lula. Segundo o deputado estadual Coronel Feitosa (PL), isto mostra que Flávio vem se consolidando e deixa clara a transferência do capital político do pai.
“Além de já ter consolidado os votos bolsonaristas, Flávio está furando a bolha, conquistando votos do centrão”, avalia Feitosa. O parlamentar reforça que o cenário otimista de crescimento de Flávio é construído pelo próprio “governo desastroso da esquerda”. “Escândalos de corrupção voltando à tona e, desta vez, com filho, ex-nora e irmão do presidente Lula envolvidos. O brasileiro não aguenta mais isso e daqui para a frente as pesquisas vão registrar cada vez mais essa insatisfação com o governo da esquerda e o crescimento da direita”, reforçou Feitosa.
O deputado participou do encontro nacional do PL em Brasília, ontem, com a presença do presidenciável Flávio Bolsonaro e parlamentares da direita de todo país para alinhar os rumos da disputa política deste ano. “Estamos mais unidos e mais fortes do que nunca pelo Brasil. Conforme Flávio mesmo falou, isso é uma questão de honra ao nosso capitão Jair Bolsonaro”, reforçou Feitosa.
Uma mostra que reúne fotografias históricas, objetos, miniaturas e apresentações musicais irá celebrar, no próximo dia 03 de março, os 400 Anos das Missões Jesuíticas Guaranis, no Brasil. A iniciativa é do ministro do TCU Augusto Nardes. O evento irá acontecer no Instituto Serzedello Corrêa, conhecido como Espaço Cultural do TCU, na próxima terça-feira, das 16h às 20h30. A entrada é gratuita.
As Missões Jesuíticas, estabelecidas no século XVII, representam uma fusão única de tradições indígenas e europeias. Seu legado influência até hoje a cultura e as tradições brasileiras, especialmente no Sul do Brasil. O ministro Augusto Nardes é gaúcho. Haverá um coquetel para celebrar a mostra.

Serviço:
Celebração dos 400 Anos das Missões Jesuíticas Guaranis
Data: 3 de março de 2026
Horário: 16h às 20h30
Local: Instituto Serzedello Corrêa -TCU – St. de Clubes Esportivos Sul Trecho 3, Brasília – DF
Entrada: Franca
O cantor, compositor e sambista Diogo Nogueira é a atração do Sextou desta semana. Dono de hits como “Pé na Areia”, “Alma Boêmia”, “Clareou”, “Sou Eu” e “Fé em Deus”, o músico vai falar sobre a sua carreira e como se sente influenciado pelo pai João Nogueira, um dos sambistas mais conhecidos do País.
Este ano, Diogo celebra 20 anos de carreira com a turnê ‘Infinito samba’. No palco, o cantor vai reunir sucessos e apresentar algumas novidades. A estreia, marcada para o próximo domingo, terá participação especial de Alcione, que deixou uma marca importante na trajetória de Diogo, e um convidado surpresa. Depois do Rio, ele parte para São Paulo, Porto Alegre, Curitiba, Brasília, Salvador, Recife, Fortaleza, Belo Horizonte e Belém.
Leia maisO Sextou vai ao ar amanhã, das 18h às 19h, pela Rede Nordeste de Rádio, que reúne 48 emissoras em Pernambuco, Paraíba, Alagoas e Bahia, tendo como cabeça de rede a Rádio Folha 96,7 FM, no Recife. Para ouvir pela internet, acesse o link do Frente a Frente no topo desta página ou baixe o aplicativo da Rede Nordeste de Rádio na Play Store.
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Por Antonio Magalhães*
Até o dia 5 de março, na próxima quinta-feira, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) apresentará a versão final de como deve ser tratado o tema do uso da Inteligência Artificial (IA) nesta campanha de 2026. O temor, alertado por parte da imprensa, é que um cenário dominado por “memes” e conteúdo de rápido compartilhamento se submeta às novas regulamentações que só favorecem os governistas, em desvantagem hoje nas redes sociais.
Já foi dito na eleição municipal de 2024 que é expressamente proibido o uso de informações fabricadas, manipuladas ou gravemente descontextualizadas, capazes de afetar o equilíbrio da disputa ou a integridade do processo eleitoral. “Mas diante da impossibilidade de eliminar o problema completamente por falta de meios, o desafio é equilibrar o combate à desinformação com a preservação da liberdade de expressão. Medidas de exceção não devem ser aceitas. Devemos estar vigilantes”, alertou o professor Guilherme Barcelos à CNN Brasil.
Leia maisNinguém esquece a decisão da ministra do STF Carmem Lúcia de censurar previamente, na eleição de 2022, um videodocumentário sobre o atentado contra Bolsonaro de modo, supostamente, a não interferir na campanha presidencial. Segundo ela, o bloqueio da divulgação seria apenas até o fim do segundo turno. Mas não foi o que aconteceu. A censura endureceu mais ainda e todas as escaramuças do petismo durante a campanha foram encobertas. A restrição durou toda a campanha e vem se arrastando há quatro anos.
A censura continua pairando no ar e os censores não descansam. A Procuradoria-Geral Eleitoral sugeriu ao TSE a ampliação das restrições ao uso de tecnologias, como Inteligência Artificial (IA), nas eleições de 2026. Para o órgão, as normas apresentadas pela Corte eleitoral até o momento são insuficientes para garantir maior segurança jurídica, efetividade e adequação às tecnologias digitais.
Hoje, Carmem Lúcia comanda o TSE, mas vai passar o cargo em agosto para o ministro Kassio Nunes Marques, que atuará no pleito de outubro. O futuro presidente do tribunal vai atuar num momento que é notória a ampliação do uso da Inteligência Artificial. “Hoje, qualquer pessoa pode gerar texto, imagens, áudio ou vídeo em segundos usando recursos já incorporados em plataformas como mecanismos de busca, redes sociais, aplicativos móveis e assistentes conversacionais”, disse Fernando Ferreira, pesquisador do Netlab da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), simpático ao petismo.
Voltamos ao tempo em que qualquer um apoiador poderia imprimir e distribuir panfletos do seu candidato ou do adversário para levá-lo a ser punido pela justiça eleitoral. O pesquisador da UFRJ diz que o “conhecimento técnico e infraestrutura não são mais necessários: a barreira de entrada caiu drasticamente, inclusive para a produção de conteúdo enganoso ou manipulado”. Diante do que pode acontecer, por má fé ou ignorância muitos repórteres não irão identificar, se lhes for favorável, o texto ou vídeo produzidos por IA. E muito menos alguns integrantes do Judiciário.
Enfim, este é o cenário que o futuro presidente do TSE, Kassio Nunes Marques, e seu vice André Mendonça vão trabalhar com mais cinco integrantes claramente ligados ao petismo, como o ministro Dias Toffoli, Antônio Carlos Ferreira (STJ), Ricardo Villas Bôas Cueva (STJ), Floriano Peixoto de Azevedo Marques Neto (jurista) e Estela Aranha (jurista), todos indicados por Lula. Enquanto a multa por espalhar supostamente desinformação com o uso da IA pode chegar a insignificantes R$ 30 mil, o custo da campanha de 2026 vai alcançar o indecente valor de bilhões de reais. É isso.
*Jornalista
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Por Rudolfo Lago – Correio da Manhã
O Correio Político encontrou o senador Esperidião Amin (PP), na tarde de ontem, no cafezinho do Senado. E perguntou a ele como se resolveria a composição da chapa da direita em Santa Catarina. Amim foi enigmático: “Vai se resolver pelo voto”. A coluna insistiu, e Amin esclareceu o que quis dizer. “Significa que serei candidato a senador em qualquer hipótese. E vai caber ao eleitor decidir quem irá querer”.
Nova insistência da coluna: “Na chapa do governador Jorginho Mello [PL] ou não”. Amin respondeu: “Foi o que acabei de dizer pessoalmente a ele”. Jorginho Mello esteve com Amin na manhã de quarta. E Amin disse a ele sobre sua determinação. Segue o racha à direita no estado mais conservador do país.
Leia maisO alto grau de insatisfação de Amin veio em seguida com nova frase enigmática: “Sou Bolsonaro, por enquanto”. Daí para frente o senador não quis prosseguir. “Ponto final”, disse ele. Mas o recado era claro. Amin ainda esperava que Jorginho Mello cumprisse o compromisso feito com ele de tê-lo como um dos candidatos a senador na sua chapa. Mas sabe que é o ex-presidente Jair Bolsonaro quem hoje o veta em Santa Catarina.
A insatisfação de Amin certamente aumentou pouco tempo depois. Porque no final da tarde, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), candidato à Presidência, anunciou que a chapa em Santa Catarina será mesmo cem por cento pura do PL. Do seu lado, estavam Jorginho Mello, seu irmão, Carlos Bolsonaro e a deputada federal Caroline de Toni. Todos os três do PL. Atrás deles, referendando tudo, o presidente do partido, Valdemar Costa Neto, que vinha tentando costurar um espaço na chapa para Amin, pressionado pelo presidente do PP, Ciro Nogueira (PI).
Assim, os grupos que hoje estão escanteados vão buscando caminhos alternativos. Amim abriu duas possibilidades de conversa. Pode se unir ao prefeito de Chapecó, João Rodrigues (PSD), que quer sair candidato a governador. Uma outra hipótese estaria sendo costurada: o ex-governador Raimundo Colombo trocar o PSD, onde hoje é filiado, pelo MDB.
Além de Amin, a chapa pura do PL também fez Jorginho Mello quebrar um compromisso com o MDB. Seu candidato a vice seria Carlos Chiodini, do MDB. Assim, um dia depois de costurar uma chapa ampla no Rio de Janeiro, Flávio alinha-se a uma outra totalmente limitada em Santa Catarina.
A chapa restrita em Santa Catarina é fechada no mesmo dia em que a pesquisa Atlas/Bloomberg consolida Flávio Bolsonaro como o nome mais competitivo na disputa presidencial com Luiz Inácio Lula da Silva, num empate com o atual presidente num eventual segundo turno: 46,3% para Flávio, 46,2% para Lula.
A Atlas/Bloomberg monta um cenário curioso para a disputa. Os dois nomes que lideram, Lula e Flávio, são também os que têm a maior rejeição. A de Lula é maior que a de Flávio. Lula tem 48,6% de rejeição, e Flávio tem 46,4%. Ou seja, quem não vota nos dois é praticamente o mesmo percentual de quem vota.
A definição do resultado eleitoral, assim, se o quadro permanecer sendo esse, será mais pelo “não” do que pelo “sim”. O que definirá o vencedor será menos o voto de eleitores que tem, mas o número de eleitores que, ao analisar o quadro, vão considerar quem é o menos pior entre os dois. No fundo, já foi assim em 2022.
Um quadro, portanto, que deveria significar como recado para os dois principais candidatos na disputa a necessidade de ampliação. Lula precisa de votos além da esquerda tradicional. E Flávio precisa de votos além da extrema-direita que o bolsonarismo representa. Mas esse poderá não ser o caminho seguido por eles.
Ao lançar sua pré-candidatura em Salvador no aniversário do PT antes do Carnaval, Lula decretou o fim do “Lulinha Paz e Amor”. E Flávio, como o Correio Político vem mostrando, oscila entre buscar a ampliação ou manter a direita-raiz que rejeita qualquer conversa. Entre mortos e feridos, veremos quem se salva…
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Está marcada para amanhã (27) a posse da nova diretoria da Federação Nacional dos Institutos dos Advogados (FENIA) para o período de 2026–2028. A instituição passará a ser presidida por Flávio Buonaduce Borges, que também comanda o Instituto dos Advogados de Goiás (IAGO). A solenidade ocorrerá às 18h, na sede da Ordem, em Goiânia (GO). Buonaduce terá ao seu lado, como vice-presidente, Eduardo Lycurgo Leite; a presidente do Instituto dos Advogados de Pernambuco (IAP), Érika Ferraz, como secretária-geral; e Diogo Melo, como diretor financeiro. A eleição para a escolha da nova diretoria ocorreu em novembro passado.
A trajetória da pernambucana Érika Ferraz é marcada por pioneirismos notáveis: foi a primeira advogada a ocupar o cargo de desembargadora titular no Tribunal Regional Eleitoral de Pernambuco e a primeira mulher a exercer a função de ouvidora da mesma instituição. Tem ganhado representatividade por atuar como presidente do Instituto dos Advogados de Pernambuco, sendo também a primeira mulher a dirigir o tradicional IAP, um dos mais antigos institutos do segmento no Brasil, fundado em 1851.
Leia maisA FENIA foi criada em 2021 e reúne Institutos estaduais de todo o país, com o objetivo de promover o estudo e a pesquisa jurídica, defender os direitos humanos e os interesses dos advogados, fortalecendo a Justiça. Atualmente, a Federação congrega Institutos dos estados da Bahia, Distrito Federal, Goiás, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraná, Pernambuco, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo, Espírito Santo, Paraíba e Acre.
“Juntos, esses Institutos somam mais de mil anos de história, dedicados ao estudo do Direito, ao aperfeiçoamento profissional e à defesa do Estado Democrático de Direito, dos advogados e da advocacia no Brasil”, afirma Ferraz, que diz sentir-se honrada em integrar a diretoria e assumir o novo desafio.
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