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Editorial do Estadão
Para surpresa de rigorosamente ninguém, o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSD), foi vaiado por militantes do PT durante um evento institucional realizado nesta semana ao lado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A reação do governador à violência retórica lulopetista no ato, no entanto, ofereceu a um país cansado de vandalismo político e analfabetismo cívico uma valiosa aula de civilidade e espírito público.
O episódio ocorreu em Rio Grande, no sul do Estado, durante cerimônia oficial do governo federal destinada à assinatura de contratos ligados à construção de navios para a Petrobras. As vaias começaram quando o nome de Leite foi mencionado pelo cerimonial, prosseguiram durante o discurso da prefeita da cidade, a petista Darlene Pereira, e se intensificaram quando o governador foi chamado ao microfone. Como se viu, Leite teve dificuldade para iniciar sua fala. E protestou conjugando serenidade e firmeza: “Este é o amor que venceu o medo? Não, né? Vamos respeitar, por favor. Estou aqui cumprindo meu dever institucional. Eu e o presidente fomos eleitos pelo mesmo povo. Somos diferentes. Mas a gente não precisa pensar igual”.
Leia maisAs manifestações hostis partiram de apoiadores do presidente e se repetiram ao longo da fala do governador, interrompendo seu discurso e constrangendo o ambiente — hostilidade dirigida a um chefe de Executivo estadual legitimamente eleito e convidado a participar de um ato que, em tese, deveria se ater aos limites republicanos da institucionalidade. A atitude de Leite, marcada pelo autocontrole e pela defesa do respeito às diferenças e à etiqueta republicana, contrastou com o mau comportamento de parte da plateia.
O episódio diz menos sobre o governador gaúcho do que sobre o estado de degradação cívica a que chegou parcela expressiva da militância política no Brasil, sobretudo a petista. O governador não foi vaiado por ter cometido um desvio administrativo, por afrontar a democracia ou por atacar adversários. Foi hostilizado simplesmente por existir politicamente fora do universo lulopetista, por representar uma alternativa que não se submete à liturgia do governismo militante. O constrangimento não foi do governador, mas de quem confundiu um ato oficial da República com um comício partidário.
O comportamento da militância do PT foi revelador. Ao hostilizar um governador em pleno exercício do cargo, num evento oficial, repetiu exatamente o padrão que o próprio partido diz combater: intolerância política, patrulhamento ideológico e tentativa de silenciar vozes dissonantes. Na prática, trata-se do mesmo impulso autoritário travestido de virtude moral, legitimado pela sensação de pertencimento ao campo “do bem”. Para o PT, democracia só vale quando se presta a aplaudir Lula.
Não deixa de ser sintomático que o próprio presidente tenha convertido o evento em palanque, exatamente o que Eduardo Leite disse que não deveria acontecer numa cerimônia estritamente institucional. Mas aí não tem jeito: trata-se da natureza de Lula. O presidente, ao contrário do governador, discursou em tom de campanha, recorreu a slogans eleitorais e falou diretamente à base militante. Fez, afinal, o seu comício de sempre. É verdade que o petista tentou contemporizar, fazendo algumas mesuras ao governador. E, não raro, tenta pregar a ideia de que a democracia exige convivência com quem pensa diferente. Seus gestos são protocolares diante de um discurso claramente eleitoral. Não se pode estimular a polarização como método e depois surpreender-se com seus efeitos colaterais. O tribalismo militante aprende pelo exemplo dos seus morubixabas, não pelas notas de rodapé.
O contraste entre os protagonistas é eloquente. De um lado, um governador que reafirma o valor das instituições, da civilidade e do pluralismo. De outro, uma militância que age como se a democracia fosse propriedade privada de um campo político.
Num Brasil exausto da política do grito e da permanente guerra moral, a atitude de Eduardo Leite aponta para uma alternativa cada vez mais rara: a de que é possível discordar sem destruir, competir sem desumanizar e fazer política sem transformar o adversário em inimigo. A lição está dada. Resta saber quem está disposto a aprendê-la.
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Por Anthony Santana – do Blog da Folha
A folia de Momo em Pernambuco também é palco para a disputa por visibilidade política de pré-candidatos ao governo estadual. Neste ano, as movimentações em torno da organização do Carnaval já deixam clara uma polarização entre a governadora Raquel Lyra (PSD) e o prefeito do Recife, João Campos (PSB), que podem se enfrentar nas urnas no pleito de outubro.
A disputa entre os gestores, que já vinha se desenhando nos últimos meses, ganhou mais uma nuance esta semana. No mesmo dia em que o prefeito João Campos realizou evento para divulgar a programação do Carnaval da cidade, que pode ser o seu último como gestor da capital, a governadora Raquel Lyra divulgou a campanha publicitária do carnaval do estado, inspirada no filme “O Agente Secreto”, que concorre em quatro categorias do Oscar.
Leia maisO anúncio das indicações do longa-metragem ao prêmio também foi realizado no mesmo dia e acabou sendo celebrado tanto pela governadora quanto pelo prefeito.
Simbolismo
A convergência na data não passou despercebida e reforçou que a festa é também um espaço de afirmação política. Na visão do cientista político Alex Ribeiro, o simbolismo do Carnaval para a cultura pernambucana é enxergado como capital político importante pelos postulantes.
“O carnaval vai aparecer em rede nacional e, por vezes, internacional. Um político sabe desse alcance e quer criar uma associação direta, conectada com as tradições daqui e com a participação popular, a cultura local. Então isso é um capital simbólico bastante significativo”, avaliou.
A presença na folia também é vista como uma forma de medir a popularidade, e, além disso, reforçar alianças e demonstrar força de articulação. De acordo com Ribeiro, aparecer ao lado de outros políticos locais e nacionais é uma forma de mostrar força política. A visibilidade proporcionada pela ampla cobertura da mídia, tradicional e digital, faz cada movimento político reverberar ainda mais.
Nesse aspecto, eventos com grande participação popular, como o desfile do bloco Galo da Madrugada, considerado como maior agremiação carnavalesca do mundo, se torna uma obrigatoriedade quase institucional ao reunir políticos de todos os lados, até mesmo opositores.
“O galo, por si só, é um evento que é quase a obrigatoriedade de qualquer gestor público, seja prefeito, governador. Todos estão lá independentemente de ano eleitoral. E não só eles como as alianças deles. A mídia está bastante presente, gente de todo o país. Então, é significativo marcar presença”, reforça Alex Ribeiro.
Gestão
Outro aspecto que costuma ser explorado pelos gestores é a própria organização da festa, que tende a ser pensada como uma vitrine administrativa. A busca por uma festa com eficiência, segurança, atrações culturais que tenham o gosto da maioria dos foliões, entre outros aspectos, vão além de meros esforços de gestão.
“Eles vão mostrar no balanço como foram eficientes, quantos turistas trouxeram, quanto a economia conseguiu alavancar no período. Esse é um ponto significativo, a capacidade de gestão. Antes, perto do Carnaval, durante, e, principalmente, depois. Capacidade de gestão é um ativo eleitoral significativo’, considera ainda Alex Ribeiro.
A antecipação da disputa eleitoral também se reflete na possibilidade de o gestor poder circular pelos principais polos da folia. Isso porque, por ter o cargo de governadora, Raquel Lyra poderá se deslocar por todo o território pernambucano com facilidade, ampliando a visibilidade para além da capital.
Já o prefeito do Recife, apesar de comandar uma festa com projeção nacional, terá a circulação como anfitrião limitada à cidade. Isso não impede, porém, que João Campos atenda a convites de aliados de outras cidades, ampliando também a sua presença.
Imagem
O cientista político Alex Ribeiro considera, no entanto, que o carnaval por si só não é capaz de construir uma imagem política positiva para a eleição. Ele lembra que nos seis meses seguintes que antecedem a eleição, é preciso continuar mantendo o esforço para consolidar a imagem.
“O carnaval não sustenta o projeto político sozinho. É forte no início do ano eleitoral, ajuda lideranças a serem conhecidas, mas a continuidade política é significativa. Depois do carnaval ainda tem seis meses pela frente, então tem muita coisa”, explicou Alex Ribeiro.
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Por Estadão Conteúdo
Morreu, na manhã deste sábado (24), o fundador e presidente do conselho de administração da Gol, Constantino Júnior. O empresário da aviação tinha 57 anos e lutava contra um câncer há anos.
“Neste dia de enorme tristeza, a companhia se solidariza com os familiares e amigos, expressando seus sentimentos e reconhecendo seu legado”, afirma nota da Gol Linhas Aéreas Inteligentes.
Leia maisConstantino Júnior e família iniciaram a Gol há 25 anos. “Os princípios estabelecidos por seu fundador fizeram a companhia crescer e hoje fazer parte de um grupo internacional”, acrescenta a empresa.
Além de ocupar a liderança na Gol, o empresário também era membro do Conselho de Administração e um dos fundadores do Grupo ABRA, uma holding de aviação que controla a Gol e a Avianca, companhia colombiana de aviação.
Constantino Júnior era filho do empresário Nenê Constantino e irmão do também empresário Henrique Constantino.
Apaixonado por aviação, ele fundou a Gol em 2001, assumindo o cargo de Diretor-Presidente (CEO) da companhia aérea. Em 2004, tornou-se membro do Conselho de Administração da empresa e, em 2012, assumiu o cargo de Presidente do Conselho de Administração.
Constantino Júnior também era apaixonado por automobilismo e foi piloto na Porsche GT3 Cup Challenge Brasil, chegando a vice-campeão na categoria em 2008, e campeão em 2011.
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No percurso das férias, que se prolonga ao longo deste sábado pela paradisíaca e cultural Tiradentes, conheci, ontem, a casa na qual o ex-presidente Tancredo Neves morou em São João Del-Rei e também estive na casa em que Juscelino Kubitscheck nasceu e morou até os 16 anos, em Diamantina.
Que emoção! Sentei no batente da histórica casinha de JK e saí com este registro feito pela minha Nayla, que me acompanha junto com suas primas Tayse e Kelly Lira, esta com o esposo Cid Severo, de Sertânia.
Leia maisJuscelino Kubitschek nasceu no dia 12 de setembro de 1902 na cidade de Diamantina, Minas Gerais. Oriundo de uma família humilde, estudou no seminário diocesano de Diamantina, dirigido por padres lazaristas. Em 1922, ingressou na Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), concluindo em 1927.
Foi telegrafista até iniciar a carreira médica como interno na enfermaria da clínica cirúrgica da Santa Casa. JK especializou-se em urologia em Paris e, em 1931, tornou-se médico do Hospital Militar da Força Pública de Minas Gerais, atuando na Revolução Constitucionalista de 1932, onde conheceu Benedito Valadares.
Li sua biografia e por ele tenho profunda admiração. Quando chegou ao poder, uma das primeiras proposições políticas foi o lançamento do Plano Nacional de Desenvolvimento, chamado de Plano de Metas. Composto por 31 metas distribuídas entre energia, transporte, alimentação, indústria e educação, o Plano de Metas objetivava estimular a diversificação e o crescimento da economia brasileira, principalmente, em crescimento industrial.
A era JK foi marcada pelo lema “cinquenta anos de progresso em cinco de governo”. Durante o período desse governo, a produção industrial cresceu 80%, resultado de um amplo mercado interno, da capacidade de produção de ferro e de aço e pela disposição externa de investimento.
Apesar dos excelentes resultados na expansão industrial, a política econômica dos anos JK gerou contradições, como o favorecimento à concentração de capital, com a entrada de empresas multinacionais, que deixou poucas oportunidades para o pequeno capital. Durante o período presidencial, Juscelino pediu o fim do estado de sítio e aboliu a censura à imprensa.
Construiu as usinas hidrelétricas “Três Marias” e “Furnas”, em Minas Gerais, e gerou o aumento na produção de petróleo. Seu grande marco foi Brasília. A ideia de construir uma nova capital federal era o objetivo central do Plano de Metas do governo e marcou a história e a política brasileira.
A construção de Brasília foi uma das maiores obras do século XX. Em 1957, Oscar Niemeyer organizou um concurso para eleger quem formularia o plano-piloto de Brasília, no qual foi escolhido o projeto do urbanista Lúcio Costa.
A União Democrática Nacional (UDN) foi contra a transferência da capital nacional do Rio de Janeiro para Brasília, convocando uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar irregularidades na construção de Brasília, contudo essa CPI foi adiada.
Construída em tempo recorde, após mil dias de obras, Brasília foi inaugurada em 21 de abril de 1960, tornando-se um exemplo da arquitetura moderna. Considerada uma das obras mais importantes da arquitetura e do urbanismo contemporâneos, foi tombada pela Unesco e registrada como patrimônio histórico e cultural da humanidade.
Em 1961, Juscelino Kubitschek entregou o poder ao novo presidente eleito, Jânio Quadros. Com o fim de seu mandato, elegeu-se senador pelo PSD por Goiás. Posteriormente, disputaria mais uma vez a presidência da República, quando eclodiu o golpe de 1964.
JK teve seu mandato cassado pelo governo militar e os direitos políticos suspensos por dez anos. Kubitschek foi um dos formadores do movimento denominado “Frente Ampla”, que reunia políticos de renome em oposição ao regime militar.
Permaneceu exilado por alguns anos, retornando ao Brasil em 1967. Após a extinção da “Frente Ampla”, em 1968, Juscelino Kubitschek passou a dedicar-se à escrita de suas memórias. Em 1975, tornou-se membro da Academia Mineira de Letras.
Juscelino Kubitschek faleceu 22 de agosto de 1976, aos 73 anos, em um acidente automobilístico, na Rodovia Presidente Dutra, até hoje não esclarecido, o que levanta suspeitas de um atentado.
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Por Marcelo Tognozzi
Colunista do Poder360
Ele passou de um momento a uma era. Está no caminho do trabalho, no trânsito, no elevador, no grupo da família, na notificação do celular, na conversa no bar, nas manchetes, nas redes sociais, nos palácios e nos barracos, nos gritos e nos sussurros “você viu o que aconteceu?” ou “você ainda está aí?”. O medo está em toda parte, em corações e mentes. Mergulhamos na era do medo industrializado, absoluto, solene e perene.
Antes, ele chegava em ondas: no jornal da manhã, no telejornal à noite. Agora é fluxo. A tecnologia criou o grande aquário da ansiedade, iluminado 24 horas por dia, borbulhando. Quem está dentro não dorme; cochila. A exceção agora é regra. Alerta virou rotina; prudência e paranoia se confundem. E o mundo, que sempre foi perigoso, agora parece estar à beira do apocalipse.
Leia maisUrgência é modelo de negócio. A internet não premia a verdade, premia a audiência. E nada prende mais um ser humano do que a ameaça, a sensação de insegurança. O algoritmo é pastor do pânico: conduz seus rebanhos pela trilha programada, porque sabe que, na sua métrica, o medo vale mais que a esperança. A esperança exige tempo, comparação, paciência, sonho. O medo exige um clique. É rápido, instintivo, rentável, fecha a mente e faz a pessoa se entregar inteira. Nada é realidade, apenas barulho.
A grande mídia não inventou a tragédia. Mas integra o mercado da tragédia cotidiana, seja na Ucrânia, em Minneapolis, São Paulo, Rio, Paris ou Adis-Abeba. No mundo da concorrência brutal por cliques e audiência, a política só tem dois lados, a notícia virou espetáculo e o espetáculo vive de sangue, escândalo e desgraça. O fato passou a ter formato. Paz não rende, é invisível. A percepção coletiva se deforma e a violência chega até nós cada vez mais violenta, seja em filmes, séries, stories, memes, na política, no esporte ou na arte. Está sempre lá.
Entre o medo contemporâneo e o antigo há uma diferença essencial: antes era apenas emocional, agora é estrutural. Uma parte da sociedade teme menos o assaltante do que o mês que vem. Teme não ter dinheiro para o aluguel, o mercado, os boletos acumulando, o hospital que não atende, a escola que não ensina, o Estado que não chega, os impostos que não param de subir. Um medo que trabalha em silêncio como ferrugem. Carcomendo.
A insegurança econômica virou estilo de vida. Quando o futuro deixa de ser construção para virar aposta, a mente entra em modo sobrevivência. Difícil planejar, cooperar, confiar. Pressa agora é virtude. Cautela, desconfiança.
Crime é muito mais que o batedor de carteira ou o assaltante armado. É engrenagem a controlar territórios, mercados, transportes, gás, internet, água, votos, proteção e tem até tribunal próprio. Marcha à ré civilizatória. Homem lobo do homem. Violência administrada faz o cidadão falar baixo e aprender a ser cego. Mordaça coletiva. Não precisa prender jornalista, basta fomentar a sensação de que perguntar custa caro, como quem assopra brasas no leito da fogueira.
Confiança virou artigo de luxo. Terreno perfeito para a política do medo, o atalho mais antigo do manda quem pode e obedece quem tem juízo. No poder do medo, ou você está comigo ou com meu inimigo. Sem meio termo. Reto e direto. O inimigo pode ser o comunismo, o fascismo, o golpe, o sistema, o globalismo, o Estado policial, a ditadura do Judiciário, a ditadura militar, os diferentes, LGBTQIA+, não importa. O medo é a arma mais democrática que existe: serve a qualquer ideologia.
A indústria do medo vende soluções para si mesma. Seja grande ou pequeno, caro ou barato, fugaz ou duradouro. Na vitrine está o medo de perder a reputação, o que nesta era digital significa perder a identidade. Qualquer um é destruído em minutos pelo recorte fora de contexto, a acusação vazia ou mentira bem editada. O pavor de ser cancelado, exposto, ridicularizado, perseguido.
Medo agora é cultura, linguagem, hábito. Gente se alimentando dele vorazmente: é ruim, mas é energia imediata, adrenalina pura. Viver do medo e com medo. Há aqueles com medo de Trump, os que temem globalistas, fascistas, islamitas, Deus, o diabo e há os apavorados com a perversão e a pedofilia. Para aplacar temores, uns consomem barbitúricos, outros cocaína, muitos preferem álcool, uns poucos oram. E assim o mundo vai sendo conduzido por fantasmas.
Nesta época tão desgastante e cansativa, onde a contemplação perde para a ansiedade, o vício é estar sempre conectado, ligado, alerta. O medo é a essência do sistema. Move dinheiro, elege, dá e tira poder, vende produto, justifica abuso, sustenta narrativas, aprisiona corações, amores, afetos. Esvazia a inteligência coletiva. E uma sociedade emburrecida é uma sociedade de joelhos.
Aos poucos as pessoas começam a entender que é preciso domar o medo. Tratá-lo não como realidade absoluta, mas como parte dela. Entendê-lo como um sentimento tão humano quanto a coragem, o amor ou a alegria. Shakespeare escreveu que “de todas as paixões vis, o medo é a mais maldita”. Juscelino Kubitschek sabia disso quando disse que Deus o havia poupado do sentimento do medo. Não por acaso ele se tornou o símbolo dos anos dourados do Brasil.
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Reeleição de Lula não está garantida, indicam pesquisas
Por Larissa Rodrigues – Repórter do blog
O presidente Lula (PT) afirmou, ontem (23), que, enquanto estiver vivo, “os cidadãos que ajudaram a destruir esse país não voltarão a governar”. A declaração foi dada em Maceió (AL), em cerimônia do Minha Casa, Minha Vida. Lula não citou o nome do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), mas enfatizou que “essas pessoas” negaram a compra das vacinas contra a covid e prometeram “emprego, casa e comida e não deram”.
Embora lidere as intenções de voto na maioria das pesquisas, um levantamento divulgado pela Futura/Apex, na última quinta-feira (22), indicou que talvez Lula tenha um caminho mais difícil do que imagina, neste momento, na busca pelo quarto mandato como presidente. O senador Flávio Bolsonaro (PL) aparece como vencedor em um possível segundo turno.
Leia maisDe acordo com a pesquisa Futura/Apex, enquanto Flávio tem 48,1% das intenções de voto, o chefe do Executivo tem 41,9% — uma diferença de 6,2 pontos percentuais. O estudo também sugeriu que, no segundo turno, o presidente perderia em cenários contra Tarcísio de Freitas (RP-SP), Ratinho Jr. (PSD-PR) e Ronaldo Caiado (UB-GO).
O petista só venceria Romeu Zema (Novo-MG) e Eduardo Leite (PSD-RS). A pesquisa ouviu 2.000 brasileiros de 15 a 19 de janeiro deste ano. A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais para mais e para menos. O intervalo de confiança é de 95%.
Os números da Futura/Apex destoam de pesquisas como a Quaest, que, no primeiro levantamento do ano eleitoral, divulgado no último dia 14, apontou que, no segundo turno, Lula venceria todos os adversários, embora com margens diferentes. A disputa contra Tarcísio seria a mais apertada: cinco pontos de diferença (44% a 39%). Em dezembro, eram 10 pontos (45% a 35%). Em relação a Flávio Bolsonaro, segundo a Quaest, a vantagem de Lula é de sete pontos (45% a 38%). Em dezembro, era de dez pontos (46% a 36%).
O levantamento foi encomendado pela Genial Investimentos e ouviu 2.004 pessoas com 16 anos ou mais entre os dias 8 e 11 de janeiro, com poucos dias de diferença da realização da pesquisa Futura/Apex. A margem de erro é de dois pontos para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%.
A pesquisa Futura/Apex aponta derrota de Lula, enquanto a Quaest indica uma leve queda do favoritismo do presidente, com a diminuição das distâncias em um eventual segundo turno. São sinais de que, mesmo estando na dianteira e com a direita ainda indefinida sobre qual nome vai unir todos os projetos, a corrida presidencial não pode ser considerada resolvida em favor de Lula.
Urnas – No mesmo discurso em Maceió, o presidente Lula mencionou as urnas eletrônicas e disse não existir “nada mais honesto” no Brasil, em uma referência às críticas de Bolsonaro e de aliados. “Se a urna eletrônica permitisse roubar, o Lulinha não seria presidente da República desse país. A elite brasileira já teria roubado há muito tempo”, declarou. O chefe do Executivo participou da entrega de unidades do Minha Casa, Minha Vida no Residencial Pedro Teixeira Duarte 1 e 2, em Maceió (AL). A cerimônia celebrou 2 milhões de moradias contratadas pelo programa desde 2023, batendo a meta estabelecida com um ano de antecedência, segundo o governo. As informações são do portal Poder360.

Por falar em Lula – O presidente Lula anunciou que concederá isenção de algumas categorias de vistos de curta duração a cidadãos chineses, em reciprocidade à medida de isenção adotada pela China desde 2025. Lula informou a decisão ao presidente da China, Xi Jinping, em conversa por telefone, na noite da última quinta-feira (22). Em nota divulgada ontem (23), o Palácio do Planalto explicou que a isenção ocorre no contexto da ampliação da cooperação em áreas da “fronteira do conhecimento”. As informações são da Agência Brasil.
Boas notícias para Ipojuca – O ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho (RP), anunciou, ontem (23), um pacote de investimentos em infraestrutura e pavimentação para o município de Ipojuca. Ao lado do prefeito Carlos Santana (RP) e da deputada estadual Simone Santana (PSB), o ministro detalhou ações para preparar o entorno do Porto de Suape para novos aportes, como o novo terminal de contêineres de R$ 1,6 bilhão da APM Terminals. Na reunião, também foi anunciado o investimento em 38 mil metros quadrados de vias contempladas.
Apoio a Dueire – O prefeito de Ibimirim (Sertão), Welliton Siqueira (PSDB), formalizou apoio à reeleição do senador Fernando Dueire (MDB), destacando o trabalho e o empenho do parlamentar em favor do município e de toda a região. A decisão reforça a parceria construída ao longo do mandato. “Fernando Dueire é um senador trabalhador, que olha para Ibimirim, que conhece nossas necessidades e que tem compromisso verdadeiro com a cidade e com o povo. Além disso, é um homem honesto, correto, que faz política com seriedade e respeito aos municípios”, afirmou Welliton Siqueira.

Causa animal – O deputado estadual Romero Albuquerque (UB) criticou, nas redes sociais, a decisão da governadora Raquel Lyra (PSD) de promover uma vaquejada na Arena Pernambuco. A final do Campeonato Nacional de Vaquejada está marcada para novembro de 2026. “O Governo de Pernambuco, que não investe nada na causa animal, que criou uma secretaria que levou anos para fazer quase nada, ou melhor, nada, que abandonou cachorro dentro de presídio que está desativado, que não investe na única delegacia que investiga todos os crimes de maus-tratos contra animais em Pernambuco, agora decidiu fazer história. A Arena de Pernambuco vai virar palco de circuito de vaquejada”, disparou.
CURTAS
Mais uma baixa no PL 1 – O deputado estadual Renato Antunes confirmou sua saída do PL para se filiar ao Partido Novo durante a janela partidária, com previsão para 12 de março. Segundo o parlamentar, a decisão foi construída ao longo de meses e fortalece o campo da direita em Pernambuco.
Mais uma baixa no PL 2 – Renato reafirmou apoio à pré-candidatura de Anderson Ferreira ao Senado e disse que a mudança de sigla foi muito bem construída com André Ferreira e com o próprio Anderson, líderes do PL. Antunes agradeceu a acolhida do Novo, na pessoa do presidente estadual Técio Teles.
Alepe Cuida – Em dois dias de ação, o programa Alepe Cuida realizou, em Abreu e Lima, na Região Metropolitana, 3.923 atendimentos em diversas especialidades médicas e serviços de cidadania. Os moradores tiveram acesso a consultas de dermatologia, clínica geral, ginecologia, otorrino, urologia e odontologia.
Perguntar não ofende: Lula vai conseguir manter a vantagem nas intenções de voto até outubro?
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Nem estava na minha agenda e nem no roteiro turístico das férias, mas cheguei em Tiradentes, esta charmosa, histórica e cultural cidade mineira, no dia da abertura da 29 mostra de cinema. Adorei!

Trata-se de um dos eventos mais importantes da cena do audiovisual brasileiro. Basta andar pelas ruas de pedra para perceber o clima diferente: gente de todo canto do país, cineastas, atores, estudantes e curiosos dividindo espaço com turistas e moradores.

O festival, que segue até o fim de janeiro, transforma esta cidade histórica em um grande ponto de encontro da cultura brasileira, movimentando hotéis, bares, restaurantes e colocando o cinema no centro das conversas.
Na abertura, a recepção ao público foi marcada Banda Ramalho, no vídeo abaixo, grupo musical centenário de Tiradentes, fundado em 1860 e responsável por manter viva a tradição musical da cidade nos espaços públicos e festas locais.
Confira!
A Justiça de Pernambuco suspendeu o aumento da tarifa do transporte público da Região Metropolitana do Recife, aprovado durante a 43ª Reunião Ordinária do Conselho Superior de Transporte Metropolitano (CSTM), no dia 15 de janeiro.
A decisão foi proferida pelo 5º Juizado Especial da Fazenda Pública da Capital e tem efeito imediato. O Bilhete Único passaria de R$ 4,30 para R$ 4,50 a partir de fevereiro. As informações são do Diario de Pernambuco.
Leia maisA medida atende a uma ação proposta por Pedro César Josephi Silva e Sousa, membro titular do CSTM e representante da sociedade civil, que questionou a legalidade das deliberações tomadas pelo colegiado.
Segundo o autor, o reajuste tarifário foi aprovado em meio a uma série de irregularidades formais e materiais, em desrespeito ao Regimento Interno do Conselho, à Lei Estadual nº 11.781/2000 e a princípios constitucionais como legalidade, moralidade, publicidade e participação democrática.
Na decisão, assinada pela juíza Nicole de Faria Neves, a magistrada reconhece a presença dos requisitos legais para concessão da tutela antecipada, destacando que a documentação apresentada confere “robusto suporte” às alegações iniciais.
Entre os problemas apontados estão a ausência de reuniões ordinárias do CSTM por mais de 13 meses, a convocação da 43ª reunião sem a antecedência mínima prevista em norma e a disponibilização tardia de estudos técnicos e da pauta deliberativa, o que teria prejudicado a análise.
Outro ponto considerado relevante pela Justiça foi a possível irregularidade na composição do colegiado. De acordo com os autos, conselheiros representantes da sociedade civil passaram a ocupar cargos comissionados na Administração Pública, situação que pode configurar conflito de interesses e comprometer a autonomia e imparcialidade do Conselho.
A decisão menciona, inclusive, que alguns desses membros se abstiveram de votar contra o reajuste tarifário.
O Governo de Pernambuco deverá cumprir a decisão no prazo máximo de 48 horas após a intimação, sob pena de multa diária a ser fixada pelo juízo. A magistrada destacou ainda que a decisão tem força de mandado, devendo ser cumprida de forma imediata.
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POR BASTIDORES DA POLÍTICA PE
A governadora Raquel Lyra decidiu apostar sua estratégia de reeleição no marqueteiro baiano Raimundo Luedy, um veterano da comunicação política que chega ao governo carregando um dado difícil de ignorar: três derrotas consecutivas nas últimas campanhas que comandou ,Marília Arraes, Danilo Cabral e Rosalba Ciarlini, no Rio Grande do Norte.
Não se trata de falta de experiência. Luedy foi o marqueteiro de confiança do PSB, responsável pela comunicação da campanha vitoriosa de Eduardo Campos em 2006, além de ter atuado com Geraldo Júlio e João da Costa. O problema é que, desde então, o currículo recente fala mais alto do que as glórias do passado.
Ainda assim, Raquel Lyra escolhe olhar pelo retrovisor.
O deputado estadual Cayo Albino recebeu com estranheza um ofício interno enviado pela deputada Débora Almeida a todos os 49 parlamentares da Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe). Por meio do documento, a governista tenta intimidar os colegas a encerrarem uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), instalada ainda em 2025, para apurar uma milícia digital montada pelo Governo de Pernambuco com o objetivo de atacar nas redes sociais desafetos da governadora Raquel Lyra, no que ficou conhecido como “Gabinete do Ódio” de Raquel.
“É inaceitável que a governadora utilize uma de suas principais aliadas para tentar calar os deputados da Alepe, como se fôssemos nos curvar a essa intimidação. A governadora se diz à frente de uma gestão honesta e ilibada, pediu que não mexessem com a honra de ninguém. Por que tentou barrar na Justiça uma CPI que investiga as práticas de seu governo? O que ela está escondendo? A transparência que ela tanto prega não existe? Onde estão os contratos que deveriam ser claros e abertos à população?”, questionou Cayo Albino, que não poupou críticas: “A governadora agride a verdade mais uma vez! Essa, aliás, é uma prática recorrente dela.”
Leia maisCayo Albino também criticou a postura de Débora Almeida, ressaltando que sua ação parece servir aos interesses da governadora Raquel Lyra, que frequentemente se pronuncia sobre a lisura dos processos e a transparência nas contas públicas. “É lamentável ver uma postura controversa de quem deveria defender nosso papel fiscalizador e autonomia legislativa, adotando um discurso intimidador. Mais uma vez a governadora usa a deputada Débora para jogar o Judiciário contra a Alepe. Isso precisa de um basta! Não permitiremos interferência nas questões internas do Legislativo”, afirmou Albino.
O deputado lembrou ainda que, enquanto a governadora se posiciona contra a corrupção, sua administração enfrenta questionamentos sérios, como a operação irregular da empresa de ônibus Logo Caruarusense, pertencente ao pai de Raquel, João Lyra Neto, e sua família. “A governadora não vai investigar ou processar a empresa de seu pai por conta deste escândalo? Essa contradição é gritante e precisa ser abordada. A população merece respostas e ações concretas”, enfatizou.
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O município de Jupi recebeu, nesta sexta-feira (23), a visita do deputado federal Felipe Carreras, em uma agenda institucional ao lado da prefeita Rivanda Freire, do vice-prefeito Ledson Liberato, de lideranças políticas e dos vereadores Antônio Liberato, Professora Vanderleia, Nal de Roque, Luiz Ricardo, Dielson Miguel e Jeffeton Monteiro.
Durante a agenda, o deputado anunciou a destinação de uma emenda parlamentar no valor de R$ 300 mil para a aquisição de uma nova ambulância. Além disso, foram discutidas novas iniciativas, projetos e ações que poderão ser viabilizadas por meio da parceria entre a Prefeitura de Jupi e o mandato do deputado em Brasília.
O cenário político cearense para as eleições de 2026 começa a se desenhar com a divulgação da nova pesquisa do Instituto Paraná, que revela uma vantagem significativa de Ciro Gomes (PSDB) sobre o atual governador Elmano de Freitas (PT). No levantamento estimulado, Ciro aparece com 44,8% das intenções de voto, enquanto Elmano soma 34,2%, seguido por Eduardo Girão (Novo) com 7,9% e Professor Jarir Pereira (PSOL) com 1,6%. As informações são da Revista do Ceará.
Os votos brancos e nulos representam 6,3%, e 5,3% dos entrevistados não souberam ou preferiram não opinar. A pesquisa ouviu 1.502 eleitores entre os dias 17 e 21 de janeiro, com margem de erro de 2,6 pontos percentuais, registrada sob o número CE-05139/2026 no TSE.
Em uma simulação de segundo turno, Ciro amplia sua vantagem e alcança 51,9%, contra 37,2% de Elmano, consolidando-se como o principal nome da oposição ao atual governo estadual. O levantamento marca o início de uma campanha que promete ser polarizada e estratégica, com repercussões nacionais, especialmente pela presença de figuras como Camilo Santana e Capitão Wagner nas articulações paralelas para o Senado.
