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Por Heron Cid
Do Portal MaisPB
Um café de duas horas e vinte minutos. O restaurante do Hotel Ba’ra, na orla marítima do Cabo Branco, deu o sabor ao encontro estratégico entre o presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, e lideranças da oposição na Paraíba, na manhã deste domingo (1).
Na mesa, além de Kassab, o prefeito de João Pessoa, Cícero Lucena, o candidato do MDB ao governo, o ex-deputado federal Pedro Cunha Lima, os deputados federais Mersinho Lucena (PP) e Wellington Roberto (PL) e o deputado estadual Fábio Ramalho, ex-presidente do PSDB.
O prato principal: o fortalecimento da candidatura de Cícero, a formação da chapa para deputado federal do PSD, com os ingressos de Welington e Mersinho. Na sobremesa, a discussão sobre quem comporá a vaga de vice.
O café se estendeu até o começo da tarde. Só não virou almoço porque Kassab já tinha compromisso com Raquel Lyra, governadora do vizinho Pernambuco. Os comensais saíram satisfeitos! Incluindo o chef nacional do PSD.
Da Reuters
O ex-presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, foi morto em um ataque aéreo em Teerã, informou a agência de notícias estatal ILNA neste domingo (1). Ahmadinejad, de 69 anos, foi morto em sua casa, na zona leste de Teerã, juntamente com seu guarda-costas, informou o veículo de mídia.
Durante seus oito anos de mandato, de 2005 a 2013, Ahmadinejad foi inicialmente o favorito do clero xiita governante, bem como dos linha-dura e conservadores no Parlamento. No entanto, no final de seu mandato, as dúvidas sobre suas políticas aumentaram. Sua política nuclear levou a inúmeras sanções contra o país e, consequentemente, a uma crise econômica.
Leia maisAhmadinejad foi alvo de críticas internacionais. Durante sua presidência, o Irã ficou isolado internacionalmente devido às suas ameaças militares contra Israel e à sua negação do Holocausto.
Seus apoiadores se afastaram cada vez mais dele, e até mesmo os linha-dura o consideravam uma figura controversa ao final de seu mandato, embora inicialmente fosse visto como um dos favoritos do aiatolá Ali Khamenei.
Como presidente, Ahmadinejad dependeu fortemente da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC), concedendo-lhe o controle sobre setores econômicos estratégicos, além dos lucros da privatização. Mas suas tentativas de aumentar os poderes da presidência eleita em detrimento da liderança clerical do país — em particular por meio de um conflito aberto sobre o Ministério da Inteligência em 2011 — levaram a um rompimento com Khamenei, que foi assassinado ontem.
O Conselho dos Guardiães, composto por 12 clérigos e advogados nomeados pelo líder supremo, o impediu de concorrer às eleições presidenciais de 2017, 2021 e 2024.
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Lideranças da direita e pré-candidatos às eleições deste ano foram às ruas, na manhã deste domingo (1), em uma mobilização nacional convocada para mais de 20 cidades. Batizada de “Acorda Brasil”, a iniciativa tem como principal alvo o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e decisões recentes do Supremo Tribunal Federal (STF).
O movimento foi articulado pelo deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) e inclui críticas diretas aos ministros Alexandre de Moraes e Dias Toffoli, além de questionamentos sobre a condução do caso envolvendo o Banco Master na Corte. A pauta reúne pedidos de impeachment de autoridades e cobranças relacionadas às decisões do Judiciário. As informações são da Revista Veja.
Leia maisPela manhã, manifestações foram registradas em Brasília, Belo Horizonte, no bairro de Copacabana, na zona sul do Rio, e em Salvador. Um ato também está previsto para ocorrer ao longo do dia em São Paulo.
Na capital mineira, a expectativa é de que Nikolas Ferreira suba ao trio para discursar aos apoiadores. Em Brasília, a mobilização é organizada pela deputada Bia Kicis (PL-DF) e conta com a presença do senador Rogério Marinho (PL-RN), líder da oposição no Senado.
A convocação original do ato foi feita por Nikolas nas redes sociais para o dia 12 de fevereiro, sob o slogan “Acorda Brasil – Fora Lula, Moraes e Toffoli”. O chamado, no entanto, gerou desconforto entre setores da própria direita, que avaliaram que a mobilização não enfatizava de forma clara a defesa da anistia aos envolvidos nos atos antidemocráticos de 8 de janeiro de 2023.
Diante das críticas, os organizadores reformularam a agenda do protesto. O novo escopo passou a incorporar, além das críticas ao Executivo e ao STF, a defesa da anistia aos investigados e condenados pelos atos de 8 de janeiro, tema que se tornou central na estratégia de mobilização de parte da oposição ao governo federal.
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Da CNN
Pelo menos nove pessoas morreram e outras 30 ficaram feridas após protestos no complexo fortemente protegido do consulado dos Estados Unidos em Karachi, informaram os serviços de emergência do Paquistão à CNN.
Anteriormente, um porta-voz da polícia afirmou que “centenas de pessoas”, revoltadas com a morte do líder supremo do Irã, se reuniram repentinamente em frente ao consulado americano. Vídeos geolocalizados pela CNN mostraram dezenas de manifestantes rompendo as barricadas do consulado e batendo nas janelas com paus.
A Embaixada dos Estados Unidos em Islamabad afirmou estar monitorando relatos de manifestações em andamento nos consulados americanos em Karachi e Lahore, em meio a apelos por protestos adicionais em outras partes do Paquistão. “Aconselhamos os cidadãos americanos no Paquistão a acompanharem as notícias locais e a adotarem boas práticas de segurança pessoal”, disse a embaixada em um breve comunicado.
Ontem, o regime iraniano, em resposta, lançou uma onda de ataques em todo o Oriente Médio, com explosões ouvidas em diversos países que abrigam bases militares americanas, entre eles: Emirados Árabes Unidos, Catar, Bahrein, Kuwait, Jordânia e Iraque.
O aiatolá Alireza Arafi foi eleito neste domingo (1) líder supremo interino do Irã, um dia após a morte do aiatolá Ali Khamenei, segundo agências estatais iranianas. Arafi assumirá temporariamente a chefia do país e comandará o processo de escolha do novo líder supremo, função central no sistema político iraniano.
A nomeação foi confirmada pelo Conselho de Discernimento do Interesse do Estado, responsável por mediar decisões estratégicas. “O Conselho de Discernimento do Interesse do Estado elegeu o aiatolá Alireza Arafi como membro do conselho interino de liderança”, afirmou o porta-voz Mohsen Dehnavi em publicação na rede X. O conselho interino também contará com representantes do Executivo e do Judiciário até a definição do sucessor permanente. As informações são do portal g1.
O grupo provisório conduzirá o país até que a Assembleia dos Peritos “eleja um líder permanente o mais rápido possível”. O ministro das Relações Exteriores, Abbas Araqchi, afirmou que o processo deve ser concluído rapidamente e que um novo líder supremo será escolhido em “um ou dois dias”. Arafi foi selecionado horas depois de três altas autoridades assumirem temporariamente a liderança institucional do país.
Entre os integrantes do comando interino estão o presidente Masoud Pezeshkian, o chefe do Judiciário Gholamhossein Mohseni-Ejei e um jurista do Conselho dos Guardiões. Khamenei morreu após um bombardeio coordenado pelos Estados Unidos e Israel contra o complexo presidencial onde ele estava, na madrugada de ontem, no horário de Brasília. A morte foi confirmada oficialmente pelo governo iraniano ainda à noite.
Por Marlos Porto*
Desde 28 de fevereiro, o mundo acompanha a mais grave escalada militar no Oriente Médio em décadas. A operação conjunta de Estados Unidos e Israel, “Fúria Épica”, não foi um ataque cirúrgico. Foi um bombardeio prolongado que, conforme admitido pela televisão estatal iraniana, decapitou a cúpula do regime. O Líder Supremo, aiatolá Ali Khamenei, está morto. Anunciaram 40 dias de luto. O regime perdeu a cabeça.
O Irã retaliou. Mísseis foram lançados contra Israel e contra bases americanas em pelo menos sete países — Catar, Bahrein, Kuwait, Emirados Árabes, Jordânia, Iraque e Arábia Saudita. As defesas funcionaram em grande parte, mas um detalhe incomoda qualquer analista atento: a configuração da armada americana.
Leia maisDois porta-aviões, duas estratégias
Os EUA montaram a maior força naval na região desde 2003. São dois porta-aviões: o USS Abraham Lincoln (CVN-72) e o USS Gerald R. Ford (CVN-78).
O Lincoln, veterano da classe Nimitz comissionado em 1989, está no Mar da Arábia, próximo a Omã, operando como carro-chefe de um grupo de ataque composto por três destroyers da classe Arleigh Burke: USS Frank E. Petersen Jr., USS Spruance e USS Michael Murphy (comunicados oficiais do CENTCOM e USNI News). A esses, somam-se mais de 60 aeronaves e cerca de 5.600 militares a bordo do porta-aviões. Os destroyers da classe Burke, cada um com cerca de 90 células de lançamento vertical (VLS), formam a espinha dorsal da defesa antiaérea do grupo. O jornal San Diego Union-Tribune menciona um total de nove navios americanos na região, o que inclui outras embarcações operando separadamente no Golfo Pérsico e Mar Vermelho.
O Ford, a joia da coroa — o maior e mais avançado porta-aviões do mundo —, foi mantido no Mediterrâneo oriental, próximo a Israel. Seus reatores A1B geram cerca de 600 megawatts de energia elétrica, três vezes mais que os da classe Nimitz. Para dimensionar: essa capacidade é suficiente para abastecer uma cidade de porte médio como Arcoverde, em Pernambuco. Esse excedente energético foi deliberadamente projetado para alimentar sistemas de alto consumo, como as catapultas eletromagnéticas (EMALS) e armas de energia direcionada — incluindo o misterioso “discombobulator” usado na operação que capturou Nicolás Maduro na Venezuela, em janeiro deste ano (conforme revelado pelo presidente Trump e reportado pela imprensa internacional).
Do ponto de vista militar, a separação geográfica entre os dois grupos merece análise.
O Irã possui mísseis como o Khorramshahr-4, também chamado Kheibar, com alcance declarado de 2.000 km e ogiva de 1.500 kg, capaz de atingir velocidades hipersônicas na reentrada (dados do Centro de Estudos Estratégicos e Internacionais – CSIS). São armas projetadas para enfrentar alvos de alto valor como um porta-aviões.
Tanto o Lincoln quanto o Ford estão tecnicamente dentro do alcance desses mísseis. A diferença crucial está no ambiente de defesa. O Ford, no Mediterrâneo oriental, navega sob o guarda-chuva das defesas terrestres de Israel — um país com uma das mais densas redes antimísseis do mundo (sistemas Arrow, David’s Sling e Iron Dome). O Lincoln, no Mar da Arábia, depende primariamente de seus próprios meios: os três destroyers Aegis, os caças F-35C e F/A-18 em patrulha aérea, e suas camadas defensivas finais.
Se a lógica fosse puramente defensiva, a concentração dos dois grupos de batalha criaria uma bolha defensiva muito mais robusta. Não foi o que se optou por fazer.
A hipótese da isca
Cabe uma pergunta: o posicionamento do Lincoln reflete um cálculo estratégico específico?
Há quem enxergue a guerra como instrumento de política interna. O presidente Donald Trump enfrenta eleições de meio de mandato em 2026. Um conflito prolongado e impopular pode ser um fardo. Mas um ataque devastador contra um símbolo máximo do poderio americano — um porta-aviões com milhares de tripulantes — poderia ter o efeito contrário, unificando a nação em torno do líder.
Não por acaso, o próprio Trump advertiu publicamente, dias antes do início da operação, que “vidas americanas podem ser perdidas”. Se fossem baixas pontuais e esperadas, não haveria necessidade de um anúncio tão enfático. A declaração soa como preparação psicológica para um evento de maior magnitude.
Some-se a isso o fato de o Lincoln ser um navio da classe Nimitz com 37 anos de serviço. Para manter a frota de 11 porta-aviões, os EUA precisam dos novos navios da classe Ford, cuja construção está atrasada (relatórios do Congressional Research Service). A perda de um Nimitz em combate aceleraria a necessidade — e o orçamento — para concluir os novos. Seria trágico, mas, num cálculo frio, poderia ser visto como um “mal necessário” para renovar a frota com navios capazes de operar armas como o “discombobulator”.
O Irã tem capacidade para afundá-lo?
A pergunta central permanece.
O Irã pode não ter a precisão cirúrgica americana, mas tem o ataque de saturação. Com um dos maiores arsenais de mísseis balísticos do Oriente Médio, pode lançar centenas de mísseis e drones simultaneamente. Três destroyers oferecem cerca de 270 células de lançamento, mas um ataque de saturação visa justamente esgotar esses interceptadores.
E há o fator Kheibar — o mesmo míssil Khorramshahr-4, a arma mais pesada do Irã. Se ainda não foi usado, pode estar guardado para o momento em que as defesas estiverem sobrecarregadas. Dois ou três impactos desse tipo em pontos críticos do navio — convés de voo, hangar ou depósitos de combustível — podem significar danos estruturais irreversíveis.
O risco humano
Um porta-aviões da classe Nimitz tem capacidade para mais de 5 mil tripulantes (dados do Registro Naval dos EUA). A evacuação de um navio em chamas, com explosões secundárias, é um cenário de pesadelo. A história registra acidentes como o do USS Forrestal em 1967, que matou 134 homens. Num ataque inimigo, seria muito pior.
Se isso ocorrer, a pressão sobre Trump será imensa. A população clamará por vingança, mas também questionará por que o navio estava ali, exposto, enquanto o Ford foi mantido a salvo sob proteção israelense.
O enigma persiste
A diplomacia americana negociava em Genebra até dois dias antes do ataque. Ao mesmo tempo, montava a maior armada desde 2003. Posiciona o navio mais valioso a salvo no Mediterrâneo e deixa o veterano Lincoln como “ponta de lança” no Mar da Arábia, dentro do alcance dos mísseis iranianos.
Pode ser incompetência estratégica. Pode ser um cálculo de risco. Pode ser a materialização de uma hipótese sombria: a de que, para justificar uma guerra total e acelerar a renovação da frota, é preciso que o inimigo desfira um golpe doloroso num navio que homenageia o presidente mártir.
Se essa hipótese se confirmar, o ocaso do USS Abraham Lincoln não será apenas uma tragédia militar. Será um episódio definidor do cinismo geopolítico do nosso tempo.
Nota: Este artigo é uma análise estratégica baseada em informações de fontes abertas e capacidades militares conhecidas. As principais referências incluem comunicados oficiais do CENTCOM, USNI News, San Diego Union-Tribune, CSIS, Congressional Research Service, e reportagens da imprensa internacional sobre a operação na Venezuela e o conflito no Oriente Médio. Elaborado com auxílio do Deepseek.
*Analista político.
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Da Agência Brasil
Os financiamentos de moradias a famílias que perderam a casa nas fortes chuvas que atingiram a Zona da Mata de Minas Gerais seguirão o modelo adotado nas enchentes do Rio Grande do Sul há dois anos, disse o presidente Luiz Inácio Lula da Silva ontem. Em declaração conjunta à imprensa após a reunião com os prefeitos de Juiz de Fora, Ubá e Matias Pereira, Lula afirmou que a União dará apoio integral às cidades atingidas.
As medidas incluem assistência às prefeituras e linhas de crédito para pequenos empresários prejudicados pelos temporais. “Aprendemos com a tragédia no Rio Grande do Sul. Vamos ajudar os prefeitos a recuperar suas cidades, vamos ajudar os pequenos empresários a ter crédito para recuperar suas empresas e vamos dar casa para as pessoas que perderam suas casas”, declarou Lula.
Leia maisO presidente determinou a criação de um escritório federal em Juiz de Fora para acelerar os trabalhos de reconstrução.
Assim como nas enchentes do Rio Grande do Sul, as novas residências, explicou o presidente, não serão reconstruídas em locais considerados de risco. Caso o município não disponha de terrenos adequados, o governo poderá adotar o modelo de “compra assistida”, já utilizado em outras tragédias climáticas no país.
Nesse formato, a família que perdeu o imóvel recebe um valor do governo federal e pode adquirir uma casa nova ou usada em qualquer cidade do estado. Todo o custo é arcado pela União. “Se a cidade não tiver terreno, vamos arrumar. Se não tiver, vamos adotar o sistema de compra assistida”, afirmou Lula.
O presidente ressaltou que a prioridade é garantir moradia digna e segura às famílias atingidas, evitando a reconstrução em encostas ou áreas sujeitas a alagamentos.
Sobrevoo e visita a desabrigados
O presidente desembarcou pela manhã na região e sobrevoou cidades atingidas. Em Juiz de Fora, município mais afetado, visitou áreas devastadas e conversou com moradores que estão em abrigos improvisados. A cidade concentra o maior número de vítimas e registra milhares de desalojados.
Além de Juiz de Fora, municípios como Ubá, Matias Barbosa, Divinésia e Senador Firmino também sofreram impactos severos, com deslizamentos de terra, alagamentos e danos a prédios públicos.
Em encontros com prefeitos da região, Lula pediu que as administrações municipais façam um levantamento detalhado dos prejuízos para viabilizar a liberação de recursos federais. “O que for material, seja na saúde, na educação ou na infraestrutura, nós vamos garantir que seja recuperado”, disse.
Recursos e medidas emergenciais
O governo federal já anunciou a liberação de recursos para ações emergenciais e assistência humanitária nas cidades em situação de calamidade pública. Os valores serão destinados ao restabelecimento de serviços essenciais, apoio a abrigos e reconstrução de estruturas públicas.
Também foi confirmada a antecipação do pagamento do Bolsa Família e do Benefício de Prestação Continuada (BPC) para famílias atingidas. Moradores dos municípios afetados poderão solicitar o saque do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), conforme as regras para desastres naturais. Além disso, pequenos empresários terão acesso facilitado a crédito para retomar atividades e recompor estoques e equipamentos perdidos.
Ao final da agenda, Lula reforçou que o apoio federal não dependerá de alinhamento político com prefeitos ou lideranças locais. “Não importa o partido do prefeito. Teve problema na cidade, tem projeto bem-feito e demanda verdadeira, nós vamos ajudar”, afirmou.
O presidente reconheceu que vidas perdidas não podem ser recuperadas, mas garantiu que o governo atuará para restabelecer as condições de moradia e infraestrutura. “A vida a gente não consegue trazer de volta. Mas podemos garantir que as pessoas tenham perspectiva e dignidade para recomeçar”, concluiu.
Lula visitou as cidades afetadas pelas enchentes acompanhado dos ministros Jader Filho (Cidades); Alexandre Padilha (Saúde); Waldez Góes (Integração e Desenvolvimento Regional); Wellington Dias (Desenvolvimento, Assistência Social, Família e Combate à Fome); do presidente da Caixa Econômica Federal, Carlos Antônio Vieira; e do senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG). Também participaram do pronunciamento a prefeita de Juiz de Fora, Margarida Salomão, e o prefeito de Ubá, José Damato.
“Me atrevo a falar em nome de todos os prefeitos da região. Nós vamos fazer o dever de casa, levantar detalhadamente as necessidades e vamos colocá-las para o governo federal. E tenho absoluta certeza de que ninguém vai ficar para trás. Ninguém vai ficar sem casa, ninguém vai ficar desassistido. A vida não conseguimos recuperar, mas a perspectiva de vida a todos podemos garantir”, declarou Margarida Salomão.
A pedido de Lula, o evento encerrou-se com um minuto de silêncio em memória dos mortos no desastre climático.
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Diante do elevado volume de chuvas registrado ontem, especialmente com precipitações acima da média histórica e acumulado significativo em poucas horas, a Prefeitura de Araripina publicou o Decreto nº 022/2026, declarando Situação de Emergência nas áreas urbana e rural do município, afetadas por desastre natural classificado como Chuvas Intensas (COBRADE 1.3.2.1.4).
A medida foi adotada após parecer técnico nº 02/2026 da Comissão Municipal de Defesa Civil (COMPDEC), que constatou alagamentos, enxurradas, danos estruturais em residências, prédios públicos, estradas vicinais, pontes e sistemas de drenagem, além de prejuízos que comprometem o abastecimento, o transporte de pacientes e o acesso a serviços essenciais.
Leia maisCom o decreto, ficam autorizadas a mobilização de todos os órgãos da Administração Municipal para ações de resposta ao desastre, assistência às famílias atingidas, reabilitação das áreas afetadas e reconstrução de estruturas danificadas. Também está prevista, em casos de extrema necessidade, a dispensa de licitação para aquisição de bens e contratação de serviços essenciais ao enfrentamento da situação, conforme a legislação vigente.
O documento determina ainda que a Defesa Civil realize levantamento técnico detalhado dos danos, com elaboração do Formulário de Informações do Desastre (FIDE), que subsidiará o pedido de reconhecimento da Situação de Emergência junto ao Governo do Estado e à União. O prazo de vigência do decreto é de 180 dias.
O prefeito Evilásio Mateus destacou que a prioridade da gestão é proteger vidas e garantir assistência imediata à população. “Nosso compromisso é estar ao lado das pessoas, principalmente neste momento delicado. Estamos mobilizando todas as equipes, garantindo suporte às famílias atingidas e tomando as medidas necessárias para restabelecer a normalidade o mais rápido possível. Araripina é uma cidade forte, e vamos enfrentar essa situação com responsabilidade, união e muito trabalho”, afirmou.
A Prefeitura segue em regime de plantão permanente e orienta que, em situações de risco, a população acione a Defesa Civil e evite áreas alagadas ou com comprometimento estrutural.
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Quando estou no Recife e chove, corro meus 8 km diários na garagem do prédio. Para manter o corpo em forma tem que ter determinação. Se ligue nessa!
Fortes chuvas atingiram a cidade de Araripina, no Sertão de Pernambuco, na tarde de ontem, provocando alagamentos e transbordamentos, deixando moradores em alerta. De acordo com a Agência Pernambucana de Águas e Clima (Apac), foram registrados 101 milímetros de chuva em um intervalo de apenas seis horas. Foi o município onde mais choveu.
Imagens e relatos de moradores apontam que o Riacho São Pedro transbordou, alagando ruas e dificultando a circulação de veículos e pedestres na parte baixa da cidade. O Açude do Governo, no bairro de Cavalete II, também transbordou, agravando a situação de inundação em áreas residenciais e vias públicas.
Os bairros Zé Martins e Universitário estão entre os mais afetados. A água invadiu casas e terrenos, segundo informações preliminares das equipes de emergência.
Equipes das Secretarias de Infraestrutura e Assistência Social atuam no atendimento às famílias atingidas e na desobstrução de vias. A prefeitura de Araripina declarou alerta máximo e orienta a população a evitar áreas alagadas.
Do Brasil 247
O economista Jeffrey Sachs afirmou que o assassinato do líder supremo iraniano Ali Khamenei pelos governos de Donald Trump, atual presidente dos Estados Unidos, e de Benjamin Netanyahu pode desencadear uma guerra de grandes proporções, com potencial de se transformar em um conflito global. A declaração foi feita em entrevista concedida à jornalista Liu Xin, da CGTN, logo após a morte de Khamenei.
Segundo Sachs, trata-se de um episódio de extrema gravidade, que ultrapassa os limites de uma ação militar pontual. “Este é um desastre, evidentemente. O assassinato de um líder de outro país não é algo trivial. Esta é uma guerra que provavelmente se tornará uma guerra generalizada no Oriente Médio, e pode se espalhar para uma guerra global”, afirmou.
Leia maisIran’s state media confirmed that Supreme Leader Ayatollah Ali Khamenei was killed in U.S.-Israeli attacks. Are we facing total jungle rule in international relations? What is the strategic logic or principle, if any, that the U.S. and Israel are relying on to justify such an… pic.twitter.com/HZKoD38Bao
— Liu Xin刘欣 (@LiuXininBeijing) March 1, 2026
O economista avaliou que a decisão de eliminar o principal líder político e religioso do Irã representa uma escalada brutal e perigosa. “Os Estados Unidos e Israel acenderam o estopim de um desastre completo, e fizeram isso de uma maneira absolutamente brutal”, declarou, acrescentando que a ação demonstra uma concepção primitiva de política externa baseada em assassinatos para tentar remodelar governos estrangeiros.
Escalada no Oriente Médio
Sachs alertou que a tendência, diante do cenário criado, é o fortalecimento do aparato militar iraniano, especialmente da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC). “O que deve acontecer, muito provavelmente, é que a Guarda Revolucionária Islâmica estará efetivamente no controle durante esta guerra, e eu esperaria que a guerra continuasse”, disse.
Para ele, a expectativa de que a eliminação de lideranças possa produzir um regime mais “dócil” é ilusória. “A CIA e o Mossad pensam que, ao matar o líder e alguns outros dirigentes, conseguirão criar um regime submisso. Essa é a ideia deles de política externa”, afirmou, demonstrando ceticismo quanto à eficácia dessa estratégia. “Sou muito cético quanto a isso. Quase sempre falha.”
“Estados Unidos estão inebriados pela própria arrogância”
Na entrevista à CGTN, Sachs foi ainda mais incisivo ao analisar o momento geopolítico. “Os Estados Unidos estão inebriados pela própria arrogância neste momento”, declarou. Segundo ele, Washington age como se tivesse o controle absoluto da ordem internacional, o que amplia os riscos de confrontos sucessivos e imprevisíveis.
O economista também criticou o que considera uma postura intervencionista recorrente. “Eles acham que comandam o mundo. Isso é muito perigoso, muito ilusório e está levando a mais e mais violência ao redor do mundo”, afirmou.
Risco de conflito ampliado
Ao avaliar o impacto regional, Sachs destacou que o Oriente Médio já vive um ambiente de alta tensão e que o assassinato de Khamenei pode desencadear uma cadeia de retaliações. A combinação entre rivalidades históricas, alianças militares e interesses estratégicos de grandes potências eleva o risco de que o conflito ultrapasse as fronteiras da região.
Para Sachs, a substituição da diplomacia por ações de força tende a produzir efeitos contrários aos desejados, consolidando posições mais duras e aprofundando divisões. Em vez de estabilidade, a eliminação de lideranças pode gerar radicalização e prolongamento da guerra.
A entrevista concedida a Liu Xin insere-se em um momento de forte apreensão internacional, em que governos e organismos multilaterais acompanham com preocupação os desdobramentos da crise. A possibilidade de envolvimento direto ou indireto de outras potências transforma o episódio em um ponto de inflexão na geopolítica contemporânea.
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O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, afirmou neste domingo (1) que a morte do líder supremo Ali Khamenei é uma “declaração de guerra contra os muçulmanos” e falou em “vingança legítima” contra os Estados Unidos e Israel.
“O assassinato do grande comandante da comunidade islâmica é uma guerra aberta contra os muçulmanos, especialmente os xiitas em todas as partes do mundo. (…) A República Islâmica do Irã considera a vingança e a responsabilização dos autores e mandantes deste crime um dever e um direito legítimo”, afirmou Pezeshkian em pronunciamento oficial lamentando a morte de Khamenei. As informações são do portal g1.
Leia maisPouco antes do pronunciamento de Pezeshkian, a agência estatal iraniana Isna afirmou que o presidente iraniano estava saudável e em segurança.
Khamenei foi morto em um bombardeio coordenado entre EUA e Israel contra o complexo presidencial onde ele estava na madrugada de ontem. A morte foi confirmada pelo Irã apenas horas depois, já no final da noite.
Morte de Khamenei
O governo do Irã e a sua mídia estatal confirmaram a morte do aiatolá Ali Khamenei ontem. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, havia anunciado mais cedo que o líder supremo do Irã foi morto durante um bombardeio.
Khamenei comandou o país por quase quatro décadas. A morte foi inicialmente confirmada pela agência estatal Fars em seu perfil no Telegram. “O líder supremo da Revolução foi martirizado”, diz a publicação.
O gabinete do governo do Irã, cujo presidente é Masoud Pezeshkian, declarou 40 dias de luto nacional e sete dias de feriado geral.
“É com profundo pesar e consternação que informamos que, após o ataque brutal do governo criminoso dos Estados Unidos e do regime abjeto sionista, o modelo de fé, luta e resistência, o líder supremo da Revolução Islâmica, sua eminência o grande aiatolá Ali Khamenei, alcançou a grande graça do martírio”, diz nota.
O texto classifica o episódio como um “crime” e diz que “marcará uma nova página na história do mundo islâmico e do xiismo”. “O sangue puro deste descendente do profeta fluirá como uma fonte impetuosa e erradicará a opressão e o crime americano-sionista. Desta vez, com toda a força e firmeza, e com o apoio da nação islâmica e dos homens livres do mundo, faremos com que os autores e mandantes deste grande crime se arrependam”.
Segundo a agência estatal, Khamenei foi morto em seu local de trabalho na manhã de ontem.
“Os meios de comunicação ligados ao regime sionista e à reação regional alegaram repetidamente que, por medo de assassinato, o líder da Revolução vivia em um local seguro e escondido. Seu martírio em seu local de trabalho provou, mais uma vez, a falsidade dessas alegações e da guerra psicológica do inimigo”, completa a nota.
A agência também compartilhou o comunicado das Guardas Revolucionárias do Irã, que lamentaram a morte. “O Corpo da Guarda da Revolução Islâmica, as Forças Armadas da República Islâmica e o vasto Basij (milícia popular) continuarão poderosamente o caminho de seu guia para defender o precioso legado deste líder supremo”.
O apresentador da TV estatal iraniana anunciou a morte de Khamenei emocionado.
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