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Na minha Arcoverde, dei uma passadinha na loja de conveniência do posto Cruzeiro para renovar o estoque do meu livro Os Leões do Norte. A gerente Célia Caetano, na foto ao meu lado, informou que todos os livros do restaurante do posto também foram vendidos. Que bom! Aliás, aqui e no posto Cruzeiro de Itacaimbó são os pontos mais recordistas de demanda da obra.
O crescimento nas vendas ocorre em meio ao aumento do interesse por obras voltadas à história pernambucana, especialmente após o anúncio da governadora Raquel Lyra sobre a criação de uma disciplina obrigatória de História de Pernambuco na rede estadual de ensino. O livro reúne 22 minibiografias de ex-governadores do Estado e vem sendo procurado como material de consulta por leitores e educadores.
Aos que me perguntam onde encontrar Os Leões do Norte: além da Livraria Leitura do Shopping Caruaru, o livro está disponível em qualquer unidade da Rede Imperatriz, nas livrarias Jaqueira (Praça da Jaqueira e Paço Alfândega) e na Leitura do Riomar, no Recife. No interior, também pode ser adquirido nos postos Cruzeiro de Tacaimbó e Arcoverde, na livraria do Shopping Serra, em Serra Talhada, e na Gráfica Zap, em Afogados da Ingazeira.
Quem preferir comprar pela internet pode adquirir diretamente no site da Editora Eu Escrevo, pelo link: https://www.euescrevoeditora.com/os-le%C3%B5es-do-norte.
Do jornal O Globo
O vice-presidente da República, Geraldo Alckmin (PSB), tem indicado a aliados que não deseja disputar cargos eletivos por São Paulo, estado que governou por quatro mandatos, se for descartado da chapa de reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Na quinta-feira, o petista admitiu pela primeira vez que pode trocar seu companheiro de chapa para ter um palanque mais forte no maior colégio eleitoral do país. No partido do vice, a manutenção no posto é considerada estratégica, e a posição será levada ao Palácio do Planalto em reunião marcada para a semana que vem entre o presidente nacional da sigla, João Campos, e Lula.
O entorno de Alckmin vê uma pressão de um núcleo do PT para que ele dispute alguma vaga majoritária em São Paulo. Esse grupo pontua que o vice-presidente não está disposto a encarar o desafio. Quem conversou com ele nos últimos dias argumenta que é mais fácil o ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), ser convencido a disputar o Palácio dos Bandeirantes, embora tenha dito reiteradas vezes que não deseja concorrer, do que Alckmin ser persuadido a abrir mão da vice-presidência.
Leia maisRelação de confiança
Ex-adversários que viraram aliados políticos na campanha de 2022, quando o ex-tucano foi peça central da estratégia petista para ampliar as alianças e derrotar Jair Bolsonaro (PL), Lula e Alckmin construíram uma relação de lealdade, com diálogo que dispensa intermediários, ao longo do mandato. É por isso que, ainda que o vice resista a disputar eleições em São Paulo, aliados ressaltam que ele não deixará de ouvir o presidente sobre o assunto.
A permanência de Alckmin na chapa voltou a ser questionada na quinta-feira, quando Lula admitiu pela primeira vez a possibilidade de excluir o aliado da disputa à Presidência. O movimento ocorre no momento em que o PT busca atrair o MDB para fazer uma dobradinha na tentativa de se manter no Palácio do Planalto. Em entrevista ao Portal UOL, Lula disse que tanto Alckmin quanto Haddad, ou a ministra do Planejamento, Simone Tebet (MDB), podem ser candidatos em São Paulo.
“Nós temos muito voto em São Paulo e temos condições de ganhar as eleições em São Paulo. Eu ainda não conversei com o Haddad, ainda não conversei com o Alckmin, mas eles sabem que têm um papel para cumprir em São Paulo. Eles sabem. A Simone (Tebet) também tem um papel para cumprir, também não conversei com ela”, afirmou.
No PSB, o discurso é de que o vice, que também é ministro de Indústria e Comércio, mostrou ao longo do governo sua importância. O partido vê o posto como de peso simbólico, mas com componente estratégico a partir do eventual novo mandato, já que a sucessão passaria a ser mais discutida. Com a vice mantida, a sigla teria maior poder de barganha em negociações futuras para o pós-Lula.
Lula e João Campos vão se encontrar brevemente neste fim de semana em Salvador, onde acontece a celebração de aniversário do PT. A conversa privada entre o presidente e o prefeito do Recife, que dirige o PSB, contudo, será apenas na semana que vem. Interlocutores indicam que Campos vai ouvir Alckmin com atenção antes de formular o discurso, mas é fato que a manutenção da chapa será defendida ao petista.
Para a cúpula do PT, Haddad segue como único plano do partido para o governo de São Paulo. Pessoas próximas a Lula afirmam que o presidente citou Alckmin para “não deixar Haddad sozinho” diante de pressões reiteradas que o ministro vem sofrendo de colegas de Esplanada. Nos últimos dias, Camilo Santana (Educação), Gleisi Hoffmann (Relações Institucionais) e Simone Tebet (Planejamento) fizeram coro por Haddad.
No início do evento de aniversário do PT, na Bahia, quem também defendeu a candidatura do chefe da Fazenda e a continuidade de Alckmin na vice foi o ex-ministro da Casa Civil José Dirceu, petista histórico que tende a tentar um retorno à Câmara dos Deputados nas próximas eleições. Para ele, a chapa formada em 2022 representou um “pacto” que deveria ser mantido.
“Eu defendo há muito tempo que ele (Haddad) seja o nosso candidato, já que o Geraldo Alckmin, no meu entendimento, deve continuar como vice-presidente. Porque isso foi um pacto político, uma espécie de um contrato que nós assinamos com a sociedade brasileira, que a aliança entre o Lula e o Alckmin criaria as condições para nós vencermos a eleição”, afirmou.
Parte dos aliados de Lula afirma que apostam que Alckmin seguirá onde está, e que uma mudança na vice só ocorreria na hipótese de alteração significativa do cenário nacional que envolvesse a ida formal de legendas como MDB, PSD ou Republicanos para a chapa — o que não está no horizonte neste momento. Esses petistas também pontuam que Alckmin poderia cumprir papel sendo o coordenador principal da campanha de Lula em São Paulo, sem necessariamente concorrer.
Geraldo Alckmin realizou o sonho de estar no Palácio do Planalto como vice de Lula e ministro da Indústria e Comércio, na avaliação de pessoas que convivem com ele. No cargo, manteve boa relação com o PIB, empresários, entidades e prefeitos. Cumpriu ainda missões estratégicas ao país, como a negociação da crise do tarifaço dos Estados Unidos.
Aliados do ex-governador entendem que o estado de São Paulo mudou desde que o político deixou o Palácio Bandeirantes, em 2018. Além do enfraquecimento do PSDB, o interior paulista, antes tucano e território por onde Alckmin sempre navegou com desenvoltura, se aproximou do bolsonarismo e mantém resistência da gestão petista.
Palanque forte
A pressão de Lula e do PT por um nome de peso na disputa paulista reside mais na importância do maior estado do país para a eleição presidencial do que na eventual esperança de conquistar o governo local — que o partido nunca conseguiu ganhar, mesmo no auge de popularidade do presidente no passado. Tarcísio de Freitas (Republicanos), candidato à reeleição, larga com favoritismo, diante da gestão bem avaliada nas pesquisas, e petistas querem ao menos garantir a Lula um palanque robusto por lá.
Em 2022, por exemplo, a presença de Haddad no segundo turno contra Tarcísio foi considerada decisiva para a campanha de Lula. O então presidenciável venceu Bolsonaro na capital por boa vantagem e perdeu no estado por uma diferença tida como aceitável — foi possível, enfim, reduzir os danos num local conservador e com muito voto. Percentualmente, o resultado das duas eleições foi praticamente idêntico em São Paulo, com pouco mais de 55% para Tarcísio e Bolsonaro e pouco menos de 45% para Haddad e Lula.
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Arcoverde, a 250 km do Recife, terá, enfim, um candidato a deputado estadual da terra como alternativa aos eleitores que torcem o nariz aos candidatos invasores, sem identidade com o município. Trata-se do farmacêutico Olavo Bandeira, filho do saudoso médico Rui Bandeira, muitíssimo conceituado, querido e com relevantes serviços prestados à região.
Filiado ao PSDB, fará dobradinha e com o candidato a deputado federal Gabriel Porto, filho do presidente da Assembleia Legislativa, Álvaro Porto. Olavo tem forte inserção na sua categoria.
Com uma carreira consolidada no serviço público e na representação de classe, Olavo chega à pré-disputa estadual com forte ligação com o Sertão do Moxotó e reconhecimento em diferentes áreas. Atualmente, ele ocupa os cargos de Conselheiro Federal de Farmácia de Pernambuco e Presidente da Associação Farmacêutica do Estado de Pernambuco, representando a categoria em nível estadual e nacional.
Ao longo de sua trajetória, também acumulou experiências relevantes na gestão pública e no esporte. Já atuou como Diretor de Esportes de Arcoverde, Diretor da UPA de Vitória de Santo Antão, Diretor do Laboratório Municipal da Prefeitura de Buíque e Presidente do Flamengo de Arcoverde, funções que reforçam seu perfil técnico e administrativo.
Em meio às movimentações recentes do cenário político de Manari, o ex-candidato a prefeito em 2012, 2016 e 2020 e ex-candidato a vice-prefeito em 2024, Cícero do Sindicato, reafirmou o posicionamento da oposição no município. Segundo ele, o grupo que historicamente apoiou o ex-deputado estadual Rodrigo Novaes mantém o apoio ao pré-candidato a deputado estadual Bruno Marques, filho do prefeito de Petrolândia, Fabiano Marques, aliança construída com base na confiança e em ações concretas, como o apoio na área da saúde que viabilizou cirurgias eletivas e de média complexidade para mais de 100 famílias carentes de Manari.
Cícero também criticou o rompimento unilateral de compromissos por parte de um ex-candidato a prefeito anteriormente apoiado pelo grupo e afirmou que a decisão não representa a oposição organizada. “Meu apoio a Bruno Marques não é circunstancial, é fruto de compromisso, de palavra dada e de um projeto construído com diálogo e respeito. Em política, acordo não é algo descartável; é um pacto de confiança com as pessoas e com o futuro do município”, afirmou, destacando ainda que Bruno “sempre esteve presente” e ressaltando seu apoio a Carlos Costa, pré-candidato a deputado federal.
O presidente Donald Trump disse hoje que não vai se desculpar por ter publicado um vídeo em suas redes sociais que mostrava o ex-presidente Barack Obama e sua esposa Michelle como macacos. As informações são do portal UOL.
“Só vi a primeira parte, que falava sobre fraude eleitoral… e não o vi completo”, disse Trump a jornalistas. A bordo do Air Force One, o republicano acrescentou que “passou” o vídeo para sua equipe para que fosse publicado e que eles também não o assistiram por completo: “Geralmente elas [da equipe] olham tudo, mas acho que alguém não olhou”, declarou.
Leia maisAinda questionado sobre o tema, o presidente afirmou não ter errado com a publicação. “Não, eu não cometi um erro”, falou, de acordo com o New York Times.
A Casa Branca minimizou o vídeo, que foi apagado após 12 horas. Inicialmente, a porta-voz do presidente americano, Karoline Leavitt, denunciou uma “indignação falsa” e criticou os veículos que repercutiram o caso. “Isso é um trecho de um vídeo publicado na internet que mostra o presidente Trump como rei da selva e os democratas como personagens do ‘Rei Leão’. Parem com essa indignação falsa e relatem algo que realmente importe ao público americano hoje”, declarou a porta-voz em comunicado enviado à AFP na sexta.
Diante da comoção provocada pelas imagens do primeiro presidente negro dos Estados Unidos e de sua esposa, a Casa Branca mudou sua versão. “Um funcionário da Casa Branca publicou esse conteúdo por engano. Ele foi apagado”, declarou à AFP um alto responsável do Executivo. Ele não deu mais explicações sobre a gestão da conta pessoal de Donald Trump no Truth Social.
Entenda o caso
Trump publicou anteontem um vídeo de teor racista e com uma teoria da conspiração sobre as eleições. O vídeo retrata o ex-presidente Barack Obama e sua esposa Michelle como macacos — o que provocou indignação em vários líderes democratas.
Rostos do casal Obama aparecem sobrepostos aos corpos de macacos por cerca de um segundo, em vídeo publicado por Trump. As imagens foram postadas ontem na Truth Social. Ao fundo do vídeo, a canção “The Lion Sleeps Tonight” toca ao fundo quando o casal aparece.
O vídeo repete alegações falsas de que a empresa de apuração de votos Dominion Voting Systems ajudou a roubar a eleição de 2020 de Trump. Postado duas vezes, o vídeo recebeu milhares de ‘likes’ e tinha sido compartilhado por quase duas mil contas seis horas após a publicação.
Democratas repudiaram a publicação. Um deles foi o governador da Califórnia, Gavin Newsom, potencial candidato democrata à presidência em 2028 e crítico veemente de Trump. “Comportamento repugnante do Presidente. Todo republicano deve denunciar isto. Agora”, publicou a conta do gabinete de imprensa de Newsom na rede social X.
Ben Rhodes, ex-conselheiro de Segurança Nacional e aliado próximo de Barack Obama, também condenou as imagens. “Deixem que Trump e seus seguidores racistas sejam assombrados porque os americanos do futuro verão os Obamas como figuras queridas, enquanto o estudam como uma mancha em nossa história”, escreveu no X.
Obama é o único presidente negro na história dos Estados Unidos. Ele apoiou a rival de Trump, a democrata Kamala Harris, na disputa eleitoral de 2024.
Imagens de IA
Donald Trump utiliza publicações provocativas para mobilizar sua base conservadora e aumentou o uso de imagens geradas por IA no seu segundo mandato. As publicações são feitas muitas vezes para celebrar seu nome e tentar ridicularizar seus críticos, sempre na plataforma criada por ele, Truth Social.
No ano passado, Trump publicou um vídeo gerado por IA que mostrava Barack Obama sendo detido no Salão Oval. Na ocasião, o ex-presidente aparecia atrás das grades, vestindo um uniforme laranja de detento.
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Por Marcelo Tognozzi
Colunista do Poder360
A letra era de quem havia praticado caligrafia, uma especialidade daqueles tempos. Ter uma letra bonita era a certeza de uma boa comunicação. Não havia as modernidades do nosso tempo, nem acesso fácil às máquinas de escrever que, naquele ano de 1923, no Brasil, ainda eram novidade.
Foi com clareza e habilidade de raciocínio que Evaristo de Moraes (1871-1939) protocolou junto ao STF (Supremo Tribunal Federal), em 4 de janeiro, um habeas corpus em favor do ex-presidente marechal Hermes da Fonseca.
Leia maisHermes fora preso em 2 de julho de 1922 por ordem do presidente Epitácio Pessoa, acusado de envolvimento com a Revolta dos 18 do Forte, em Copacabana, da qual participou seu filho Euclides Hermes da Fonseca. Saiu no dia seguinte. No dia 5, voltou a ser preso e levado para o navio Floriano, fundeado na baía da Guanabara.
O caso do ex-presidente foi o primeiro no Brasil envolvendo um ex-mandatário preso acusado de comandar uma conspiração para tomar o poder. Hermes da Fonseca chegou debilitado na cadeia. Tinha problemas cardíacos e era um fumante inveterado. Sairia pior do que entrou.
Evaristo de Moraes, no caso, dava a ele um fiapo de esperança. O advogado era conhecido pela capacidade de virar o jogo nos tribunais. Um dos seus clientes fora João Cândido, o almirante negro, líder da Revolta da Chibata de 1910, protesto contra os castigos corporais impostos aos marinheiros.
Hermes da Fonseca tomou posse em 15 de novembro de 1910 e, uma semana depois, no dia 22, estourou a revolta comandada por João Cândido. Foi a primeira crise do seu governo. Ele usou a força para impor a ordem, mas no ano seguinte uma reforma militar acabou com os castigos. Veio a anistia. Mesmo assim, João Cândido continuou sendo perseguido, preso, torturado e saiu da cadeia na Ilha das Cobras graças à inteligência e à habilidade do advogado Evaristo.
Agora ele defendia o presidente que mandara perseguir seu antigo cliente. Não compartilhava das ideias dos militares do grupo de Hermes da Fonseca, muitos dos quais, como Juarez Távora, apoiaram o golpe de 1964, 42 anos depois da Revolta do Forte. Fundador do PSB (Partido Socialista Brasileiro), Evaristo não agia por ideologia, mas por sede de justiça.
Seu texto do habeas corpus é simples, sucinto, lúcido e tremendamente atual:
“[…] Os pacientes foram presos em julho do ano último, enquanto se procedia contra eles, e muitos outros, o inquérito, e, denunciados, passaram à disposição do poder judiciário militar a fim de responder ao Conselho.
Nesta situação permanecem até hoje, sem que tenha sobrevindo mandado de prisão preventiva, à espera da constituição e do funcionamento do mesmo Conselho, o que, parece, não se dará tão cedo […]
Ora, os pacientes estão denunciados, pelo mesmo fato, em companhia dos oficiais a quem este Egrégio Tribunal concedeu habeas corpus, e tal se verifica no documento sob número 1, em qual se encontram os nomes de todos, isto é, os dos já soltos e os dos pacientes.
Demais, dados os termos da própria denúncia, torna-se evidente que se trata de crime político e, portanto, não tem razão de ser o processo no foro militar, constituindo o seu prosseguimento uma coação ilegal, de que, aliás, só pode resultar trabalho inútil, prejudicial aos interesses da Justiça.
Nestes termos, espera o impetrante que se lhe defira o pedido, dispensadas informações, visto a igualdade de circunstâncias em que se acham presos os pacientes e os a quem o Colendo Tribunal já concedeu habeas corpus.”
Ele venceu. Hermes saiu da cadeia e seguiu para Petrópolis. Ali foi acolhido pelo sogro, o barão de Tefé, e por sua mulher, Nair. Hermes era a maior patente do Exército, e a prisão decretada por Epitácio Pessoa fora uma humilhação muito grande. Ele anistiara os marinheiros liderados por João Cândido, mas fez vista grossa para a perseguição contra ele. Sua sorte foi ter saído da cadeia debilitado.
Sem Evaristo de Moraes, poderia ter tido destino semelhante ao do ex-presidente Bolsonaro, que agora corre o risco de perder a patente. Morreu aos 68 anos, vítima de um AVC, em 9 de setembro, quando o inverno começava a abrir passagem para a primavera.
Entrara na campanha presidencial de 1922 apoiando Nilo Peçanha contra Arthur Bernardes, numa tentativa de quebrar a lógica da política do café com leite, quando São Paulo revezava com Minas o comando do país. Arthur Bernardes, o vencedor da eleição, era inimigo político de Hermes, e os dois se engalfinharam por causa de cartas falsas publicadas no Correio da Manhã.
As cartas atribuídas a Bernardes atacavam duramente as Forças Armadas, mas tinham sido fabricadas por falsários. Pura fake news e desinformação. Essas cartas serviram de combustível para a conspiração tenentista e a exposição de Hermes da Fonseca, então presidente do clube militar.
Eleito em março, Bernardes só tomaria posse em novembro. E entre a eleição e a posse, o país pegou fogo. Passada a onda dos tenentes de 1922, veio a Revolução de 1923 no Rio Grande do Sul, a Revolução de 1924 em São Paulo e, na sequência, a coluna Prestes. Bernardes governou sob estado de sítio praticamente todo o governo. Era um presidente tremendamente impopular, violento e cruel.
Sua ira acabou se abatendo sobre Evaristo de Moraes, cujo crime foi defender os perseguidos pelo regime. Ele foi preso e mandado para a Casa de Detenção junto com centenas de outros adversários políticos de Bernardes, entre eles jornalistas, advogados, operários e militares.
Defensor de tantos oprimidos, esse carioca nascido em 1871 na rua Larga, atual Marechal Floriano, no centro do Rio, veio de uma família pobre. Aprendeu sozinho, estudou e chegou lá por mérito. De rábula passou a bacharel em 1916, quando já tinha nome. Era superpopular na cidade. Sonhou ser deputado, não foi eleito. O povo gostava dele não como político, mas como o advogado das causas perdidas. Era assim que o chamavam. Uma espécie de São Judas Tadeu carioca.
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Época de movimentação cultural e atração de turistas para Pernambuco, o carnaval 2026 deve impulsionar a movimentação de R$ 10,79 bilhões em fevereiro considerando, exclusivamente, a circulação de mercadorias. O levantamento feito pelo Hub de Dados do Comércio da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Pernambuco (Fecomércio-PE) também revela uma retração de 1,3% em relação ao mesmo período de 2025, resultado do cenário mais restritivo ao consumo das famílias.
Segundo o estudo, a projeção de arrecadação de Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) em fevereiro de 2026 é de cerca de R$ 2,2 bilhões, com dados deflacionados, de acordo com os preços de dezembro de 2025. As informações são do Diário de Pernambuco.
Leia mais“As projeções de arrecadação do ICMS indicam uma movimentação econômica otimista durante o Carnaval, com expectativa de que o consumo associado exclusivamente ao período supere em 1,6% o resultado observado no ano anterior. A ampliação dessas oportunidades do setor terciário está associada principalmente à capacidade dos empresários de planejar e executar estratégias direcionadas ao aproveitamento desse aumento temporário da demanda”, analisa o economista Rafael Lima, do Hub de Dados do Comércio da Fecomércio-PE
Durante os quatro dias de carnaval, a previsão é de que o período adicione aproximadamente R$ 141,8 milhões em mercadorias à economia do estado. Isso representa 1,3% da movimentação total projetada para fevereiro e 1,6% acima do registrado no carnaval de 2025, considerando um intervalo de confiança de 95%, que varia entre R$119,1 milhões e R$164,5 milhões.
O presidente do Sistema Fecomércio/Sesc/Senac Pernambuco, Bernardo Peixoto, destaca a importância do carnaval para a economia do estado. “O carnaval de Pernambuco mantém relevância para o setor terciário. No comércio de mercadorias, o período representa uma perspectiva de reforço de caixa e de efetivação de vendas. De forma complementar, os segmentos de serviços e turismo registram aumento de demanda durante as festividades. Trata-se de um período de oportunidades para o setor”.
Série histórica
Na análise da série histórica, referente ao período de 2013 a 2026, a pesquisa mostra uma tendência de crescimento da arrecadação real no decorrer dos anos, com oscilação sazonal. A partir de 2020, a série aponta maior volatilidade reflexo dos impactos econômicos da pandemia.
A pesquisa indica que os meses de Carnaval, em geral, alcançam desempenho superior ou alinhado à média mensal, seguida pelos meses subsequentes que tendem a registrar acomodação da atividade econômica. Esse padrão foi observado de forma recorrente desde 2013, o que reforça a potência do impacto do carnaval, concentrado no curto prazo, principalmente nos setores de serviços e atividades diretamente ligadas ao período.
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Por Ayrton Niño
Da Folha de Pernambuco
O festival Pernambuco Meu País deu início a um final de semana de festa no Terminal Marítimo do Porto do Recife, na área central da cidade, ontem (6). A abertura foi embalada por bandas icônicas do Movimento Manguebeat até o piseiro de João Gomes. Até amanhã (8), dezenas de artistas renomados passarão pelo palco, como Alcione, Priscila Senna, Raphaela Santos, Belo e Glória Groove.
O ritmo de Alessandra Leão e Buhr abriu os trabalhos. A parceria montou um setlist com músicas autorais e outras mais populares do público, mas sempre sob um arranjo típico do maracatu pernambucano e outras referências locais.
Leia maisColocando todo mundo para dançar, a banda Mestre Ambrósio recordou as raízes do movimento mangue no palco do festival. Especialistas em reunir diversos instrumentos regionais, como a rabeca e o triângulo, com guitarras e demais instrumentos elétricos, o conjunto cantou seus principais sucessos e emocionou o público que cirandou bastante.
Ressaltando a riqueza cultural da época, Helder Vasconcelos, um dos integrantes da banda, falou da importância de evidenciar as mais diversas tradições do Carnaval pernambucano.
“A gente carrega isso na nossa formação, mas também precisamos chamar a atenção que a força do Carnaval tradicional segue firme nas tradições populares; é importante que a gente traga e perceba a correspondência dessa força, porque o Carnaval é sempre um lugar de chamar a atenção para a cultura popular, é nisso que está a profundidade dessa festa”, disse o artista.
Outro grupo de muita representatividade na cena do Manguebeat é o Mundo Livre S/A, banda fundada no bairro de Candeias, Jaboatão dos Guararapes, que está em atividade desde 1984. Em entrevista à imprensa após o show no Pernambuco Meu País, Fred Zero4, líder da banda, comentou sobre as homenagens ao movimento.
“Completamos 30 anos do nosso primeiro álbum em 2025, ‘Samba Esquema Noise’, fizemos um relançamento e vendemos mais de 8 mil cópias, algo que foi muito importante para a gente. Fomos recentemente homenageados na Bienal de São Paulo; vamos desfilar na Grande Rio, uma das grandes escolas de samba do Brasil, que tem como enredo ‘A Nação do Mangue’, então a gente tem o maior prazer de estar celebrando esse legado”, comentou Fred Zero4.
Nome tradicional no Carnaval pernambucano, Nação Zumbi encara mais uma edição apostando nos maiores sucessos dos discos “Da Lama ao caos” e “Afrociberdelia”. Jorge du Peixe, vocalista da banda, falou sobre a expectativa de se apresentar em mais um ano.
“Para a gente representa uma missão, e não é de hoje, é uma missão antiga. A gente vem fazendo isso há mais de 30 anos, lembrando os discos ‘Da Lama ao caos’ e Afrociberdelia’, é nosso papel estar fazendo parte desta folia. Recife sem Carnaval não é Recife, Olinda do mesmo jeito, é um prazer enorme estar fazendo parte disso”, disse o cantor.
Homenagens
O Carnaval de Pernambuco homenageia quatro artistas da terra em 2026: João Gomes, Chico Science (in memoriam), Maestro Duda e Nena Queiroga. Recepcionando a festa, a governadora Raquel Lyra fez entregas de placas e prestou homenagens aos artistas.
“Não tem um lugar no Brasil ou no mundo que você tenha tanto artista extraordinário por metro quadrado e a gente está com a alegria de poder homenagear pessoas como Maestro Duda, em vida, como Nena Queiroga e o meu querido João Gomes; ainda temos Chico Science, e eu quero muito agradecer a vocês porque sabemos que Pernambuco tem um hall de artistas fantásticos, mas poder homenagear vocês foi maravilhoso”, disse a governadora.
Sequência
No segundo dia, a programação começa mais cedo. A partir das 16h30, o Cortejo Brincantes de Pernambuco com O Homem da Meia-Noite, Galo da Madrugada e bonecos gigantes de Olinda agitam o público presente no Terminal Marítimo.
Em seguida, Orquestra do Maestro Duda, com Nonô Germano, André Rio e Marrom Brasileiro sobem ao palco. Dando continuidade, a festa fica por conta do Frevo Mulheres, formado por Nena Queiroga, Isadora Melo, Ylana Queiroga, Natascha Falcão e Laís Sena.
Posteriomente, Priscilla Senna e Raphaela Santos fecham a noite. Depois de dois dias repletos de apresentações locais, o domingo fecha o festival com shows de Alcione, Belo e Glória Groove.
Ainda sobem ao palco, a partir das 17h30, o Bloco Samba A Turma do Sabaré, e Mulheres no Samba: Orquestra Recife de Bambas, Gabi do Carmo, Karynna Spinelli, Maria Pagodinho e Gerlane Lops.
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Um dia após divulgar a programação do Carnaval 2026, ampliada com a criação de mais um polo, o prefeito de Camaragibe, Diego Cabral, anunciou a primeira atração da festa em 2027: a realização do primeiro Baile Municipal do município. O evento será organizado pela primeira-dama, Rosângela Cabral, em parceria com a Fundação de Cultura e Turismo.
“Vai ser mais uma forma de valorizar todos que fazem cultura na cidade. Temos o compromisso de fazer a cada ano uma festa melhor para os moradores e, também, para os turistas. Quem mora em Camaragibe não precisa mais ir brincar o carnaval em Recife ou Olinda, porque o que tem lá, nós estamos trazendo pra cá e aqui ainda temos coisas melhores: nossa cultura popular. Bois, ursos, maracatus, o nosso Bloco Amante das Flores tantas vezes campeão em outras cidades”, destacou Diego.
A novidade foi revelada durante o Concurso das Realezas, realizado no Teatro Bianor Mendonça Monteiro, que ficou lotado. Ao som da Orquestra 100% Camará, foram conhecidas as novas majestades da folia em quatro categorias. Na categoria adulto, Riso Gomes e Deyse Gomes receberam os títulos. Emocionada, a nova rainha afirmou: “Isso aqui é por e para ela, mas, sobretudo para vocês”. Já Riso prometeu um reinado participativo: “Vou estar com cada folião. Em cada bloco, em cada polo fazendo jus a essa coroa”.
Também foram coroados o Rei e a Rainha da Pessoa Idosa, Adilson Serafim, 62, o Japinha, e Sandra Lima, 56, além do Príncipe e da Princesa Infanto-juvenil, Thiago Miguel e Júlia Carvalho. O concurso ainda premiou Alex Carvalho e Adriely Carla como melhores passistas, com uma premiação total de R$ 23 mil, e prestou homenagens ao Mestre Maureliano e a Dona Céa. Para a presidente da Fundação de Cultura e Turismo, Rosa Santana, o concurso preserva as tradições locais: “Os candidatos são eleitos, também, pelo que sabem sobre os costumes, origens e herança cultural da cidade. E, nas novas gerações, fortalece o pertencimento e o amor ao carnaval representado pela cultura popular”.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) lidera com ampla vantagem todos os cenários da primeira pesquisa Datafolha/CBN de 2026 sobre a disputa presidencial em Pernambuco, divulgada ontem (6). O levantamento mostra que o petista venceria tanto o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), quanto o senador Flávio Bolsonaro (PL), com folga, incluindo simulações de segundo turno.
O estudo ouviu 1.022 eleitores entre os dias 2 e 4 de fevereiro. A margem de erro é de três pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. As informações são do Blog da Folha.
Leia maisNo primeiro cenário apresentado aos entrevistados, Lula aparece com 55% das intenções de voto, contra 14% do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos). Na sequência, surgem Ratinho Júnior (PSD), com 5%, Renan Santos (Missão), com 3%, e Romeu Zema (Novo), com 2%. Votos em branco, nulo ou em nenhum dos candidatos somam 18%, enquanto 3% não souberam responder.
No segundo cenário estimulado, que inclui o senador Flávio Bolsonaro (PL), o presidente mantém a liderança com 54%, frente a 25% do parlamentar. Ratinho Júnior, Renan Santos e Romeu Zema aparecem tecnicamente empatados, com 3%, 2% e 2%, respectivamente. Brancos, nulos ou nenhum correspondem a 12%, e 2% dos entrevistados não souberam opinar.
Segundo turno
Em uma eventual disputa de segundo turno entre Lula e Tarcísio de Freitas em Pernambuco, o presidente teria 58% das intenções de voto, contra 29% do governador paulista. Em relação à pesquisa realizada em outubro de 2025, Lula apresentou queda de um ponto percentual, enquanto Tarcísio oscilou positivamente na mesma proporção. Brancos, nulos ou nenhum permanecem em 11%, e 2% não souberam responder.
Pela primeira vez, o Datafolha testou um cenário de segundo turno entre Lula e Flávio Bolsonaro no estado. Nesse recorte, o presidente venceria com 59% das intenções de voto, enquanto o senador alcançaria 31%. Brancos e nulos somam 9%, e 2% não souberam responder.
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Polícia Civil admite ausência de investigação formal contra funcionários de João Campos
Por Larissa Rodrigues – Repórter do blog
A suspeita de que houve monitoramento indevido pela Polícia Civil de Pernambuco contra funcionários da Prefeitura do Recife foi reforçada nesta semana, uma vez que a própria polícia confirmou de maneira formal a inexistência de qualquer procedimento investigativo que desse lastro à chamada “Nova Missão”, que investigava aliados do prefeito João Campos (PSB).
Em ofício encaminhado ao escritório Lacerda e Trindade Advogados Associados, a corporação admite que não houve registro de boletim de ocorrência, instauração de Verificação Preliminar de Informação (VPI), designação formal de delegado ou agente, tampouco abertura de processo administrativo ou criminal relacionado ao caso. O documento foi assinado pelo delegado-geral da Polícia Civil de Pernambuco, Felipe Monteiro Costa.
Leia maisEspecialistas em Direito Penal afirmam que essa conduta aponta para abuso de poder. O professor de Direito Penal e Processo Penal da Universidade de Pernambuco (UPE) e da Universidade Católica de Pernambuco (Unicap), que também é advogado criminalista e delegado especial de polícia aposentado, Durval Lins, já havia alertado, em entrevista a este blog, que a atuação fora dos procedimentos formais indica ilegalidade e autoritarismo.
“E o que é pior: dependendo da origem e dos propósitos, pode revelar a tentativa de utilização inadequada da Polícia Civil de Pernambuco, entidade fundamental à política de segurança pública e distribuição da justiça no Estado. A Polícia Civil é entidade de Estado, e não cabe a nenhum governo apropriar-se dela”, defendeu o especialista.
O ofício assinado pelo delegado-geral reconhece que não foram gerados números no Sistema Eletrônico de Informações (SEI), não houve comunicação ao Judiciário e que não existe relatório técnico formal sobre a operação “Nova Missão”. Segundo o ofício, a “missão de inteligência” foi encerrada sem confirmação de ilícitos, motivo pelo qual não houve produção de relatório final ou formalização de peças de convicção.
O objetivo do ofício era mostrar que a não instauração de inquérito policial decorre, justamente, do resultado da apuração preliminar realizada a partir de denúncia anônima. Porém, ao admitir que não houve procedimentos formais, o documento reforçou as suspeitas de monitoramento indevido destacadas em despacho do ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF).
Mendes determinou à Polícia Federal a apuração do caso. Para o ministro, há indícios de uma possível “operação clandestina” da Polícia Civil pernambucana, durante a gestão da governadora Raquel Lyra (PSD), voltada para o rastreamento e o reconhecimento facial de integrantes do entorno político de João Campos.
Polícia Civil discorda – Em nota enviada à imprensa, ontem (6), a Polícia Civil de Pernambuco argumentou que qualquer denúncia anônima precisa ser apurada e que o ofício assinado pelo delegado-geral visou esclarecer os procedimentos do setor de inteligência. “É incorreta a interpretação de que ‘a Polícia Civil de Pernambuco admite ter realizado monitoramento indevido de aliados do prefeito João Campos sem investigação formal’, conforme afirma reportagem publicada pela imprensa em 5 de fevereiro de 2026”, diz a nota.

Exigência legal – “A não instauração de inquérito policial decorre, justamente, do resultado da apuração preliminar realizada a partir de denúncia anônima. Por exigência legal, denúncias anônimas passam, inicialmente, por uma verificação de verossimilhança, etapa técnica preliminar, consolidada há décadas nas polícias judiciárias, antes de qualquer medida investigativa formal. No caso em questão, a checagem preliminar não identificou elementos indiciários mínimos que justificassem a abertura de investigação criminal formal”, diz outro trecho da nota.
Sem ilegalidade – De acordo com a Polícia Civil, o ofício mencionado nas reportagens não reconhece ilegalidades nem aponta irregularidades nas diligências realizadas. “Ao contrário: o documento registra que os procedimentos adotados observaram os parâmetros legais e operacionais aplicáveis às fases de inteligência e de verificação preliminar, compatíveis com práticas adotadas por forças de segurança de todo o país”, defendeu a Polícia.
Violência em PE – A deputada federal Maria Arraes (SD) voltou a denunciar a escalada da violência em Pernambuco após ser vítima de três assaltos em 20 dias, evidenciando o clima de insegurança que atinge o Estado. O episódio mais recente ocorreu na noite da última quinta-feira (5), quando a parlamentar foi abordada por três indivíduos armados, enquanto voltava para casa, na Ponte do Pina, no sentido Boa Viagem, no Recife. Dois homens e uma mulher se aproximaram do carro em que ela estava e, sob ameaça de armas de fogo, levaram seu celular, o aparelho do motorista que a acompanhava e outros itens pessoais. Apesar do susto, Maria Arraes informou que ninguém ficou ferido.

Direto de Brasília – O ministro Augusto Nardes, do Tribunal de Contas da União (TCU), que ganhou fama nacional como relator das pedaladas da ex-presidente Dilma Rousseff (PT), resultando no impeachment da sucessora de Lula (PT), é o convidado do podcast ‘Direto de Brasília’, comandado pelo titular deste blog em parceria com a Folha de Pernambuco, da próxima terça-feira (10). Ele vai falar sobre os limites daquela corte nas investigações no Banco Master e o escândalo que envolve políticos graúdos e dois ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). Atual ministro e ex-presidente do TCU, Nardes foi deputado federal pelo Rio Grande do Sul durante três mandatos e deputado estadual por dois mandatos, além de vereador de Santo Ângelo, município do RS.
CURTAS
Aniversário do PT – Este sábado (7) será mais um dia de celebração dos 46 anos do Partido dos Trabalhadores (PT), em Salvador, na Bahia. As comemorações tiveram início no último dia 5. O evento de hoje contará com a presença do presidente Lula (PT) e de lideranças pernambucanas, como o prefeito do Recife, João Campos (PSB), e da ministra Luciana Santos (PCdoB).
Desconto no IPTU – A cota única do IPTU 2026 do Recife vence na próxima terça-feira (10) e é o prazo máximo para aproveitar o desconto de até 10% à vista. A Secretaria de Finanças está na reta final de entrega dos 362.538 carnês e também disponibiliza a emissão das guias no Portal Recife em Dia (recifeemdia.recife.pe.gov.br), pelo WhatsApp da Sefin (81) 3355-9025 e também por meio do aplicativo Conecta Recife. A data também é o vencimento da primeira parcela para quem escolher parcelar.
Audiência com secretário – A Comissão de Finanças da Alepe convocou os integrantes para audiência pública no dia 24 de fevereiro, às 11h, com o secretário estadual de Planejamento, Gestão e Desenvolvimento Regional, Fabrício Marques Santos. A pauta será o Projeto de Lei Orçamentária (3694/2026). A audiência será realizada no Plenarinho 2.
Perguntar não ofende: A sensação de insegurança em Pernambuco combina com a propaganda oficial de queda nos números de violência?
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) comparou o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) a um “cachorro louco” nesta sexta-feira. A declaração ocorreu enquanto o petista comentava o veto ao projeto de lei da dosimetria, que previa alterar as penas aplicadas aos condenados pelo atos de 8 de janeiro. Sem citar o nome do rival político, Lula disse que o antigo chefe do Executivo tentou destruir a democracia e “vai morder alguém” caso seja liberado da prisão.
— Você acha que, se você tiver um cachorro louco preso e soltar ele, ele vai estar mais manso? Ele vai morder alguém (…) Esse cidadão, que foi condenado a 27 anos e três meses de cadeia, tinha um plano para matar o Lula, o (Geraldo) Alckmin e Alexandre de Moraes. E não foi ninguém da oposição que denunciou, foram os comparsas dele que delataram ele — afirmou Lula em entrevista à TV Aratu, de Salvador. As informações são do jornal O GLOBO.
Leia maisBolsonaro atualmente cumpre pena no 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, no Complexo da Papuda, conhecido como Papudinha. O ex-presidente foi transferido para a unidade em 15 de janeiro.
Quando questionado sobre a possibilidade de derrubada dos vetos, Lula afirmou que seria um “problema do Congresso Nacional”.
— Eu fiz o meu papel. Vetei porque não concordo. Esse cidadão tem que ficar preso. Se você liberta ele, se desmoraliza a seriedade da Suprema Corte que o condenou.
O petista assinou o veto integral à proposta no mês passado, em cerimônia no Palácio do Planalto que marcou os três anos dos ataques golpistas. Integrantes do governo Lula apostam na pressão da sociedade civil junto aos parlamentares para evitar a derrubada do veto.
A ideia de anunciar o veto no ato faz parte da estratégia desenhada por integrantes do governo para tentar mobilizar a sociedade a pressionar o Parlamento, numa disputa política acerca do tema. De acordo com governistas, o objetivo é buscar uma mobilização social como foi na tramitação da PEC da Blindagem, no ano passado, que levou à rejeição da matéria no Senado, após ter sido aprovada na Câmara.
O projeto, conhecido como PL da Dosimetria, foi aprovado pela Câmara e pelo Senado e vinha sendo defendido por seus articuladores como uma tentativa de reduzir tensões políticas em torno das condenações impostas pelo Supremo Tribunal Federal (STF) aos envolvidos nos ataques às sedes dos Três Poderes. O texto alterava critérios de cálculo das penas e de progressão de regime para crimes contra o Estado Democrático de Direito, o que, segundo críticos, poderia resultar na redução das condenações já fixadas pela Corte.
Entre os principais pontos da proposta estavam a proibição da soma de penas quando mais de um crime fosse cometido no mesmo contexto — fazendo prevalecer apenas a condenação mais grave — e a flexibilização das regras para progressão de regime, permitindo a mudança para o semiaberto ou aberto após o cumprimento de ao menos 16,6% da pena, independentemente de reincidência ou do uso de violência ou grave ameaça.
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