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O ex-presidente Jair Bolsonaro pediu ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorização para abater parte da pena por meio da leitura de livros, no âmbito da execução penal em curso na Corte. Bolsonaro foi condenado a 27 anos e 3 meses de prisão por tentativa de golpe de Estado e está preso na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília.
No pedido apresentado ao STF, a defesa do ex-presidente solicita que ele seja incluído no programa de remição de pena pela leitura, previsto na Lei de Execução Penal e regulamentado por resolução do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). As informações são do jornal O GLOBO.
Leia maisPelas regras do programa, cada obra literária lida e avaliada pode resultar na remição de quatro dias da pena, desde que o preso apresente um relatório escrito, que é submetido à análise de uma comissão responsável e, posteriormente, à homologação judicial.
Os advogados afirmam que o ex-presidente manifesta interesse em aderir formalmente às atividades de leitura como forma de desenvolver ações educativas compatíveis com a finalidade ressocializadora da pena. A petição destaca que é necessária uma autorização judicial prévia para garantir o acesso aos livros e às condições materiais para a elaboração das resenhas exigidas.
A defesa pede que Moraes autorize a participação de Bolsonaro no programa e determine à administração responsável que viabilize o acesso às obras e o registro das atividades, o que permitiria a apresentação de futuros pedidos de abatimento da pena.
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A oposição apresentou um requerimento para pedir a realização ainda em janeiro de uma sessão do Congresso Nacional para derrubar o veto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
A iniciativa é da deputada Carol De Toni (PL-SC) e tem apoio de outros membros da bancada bolsonarista na Câmara e no Senado. As informações são da CNN.
Leia mais“Não há nada mais urgente do que rever os direitos e garantias fundamentais de pessoas presas sob condenações marcadas por ilegalidades processuais e penas desproporcionais”, afirmou a parlamentar.
À CNN, o líder da oposição no Senado, Rogério Marinho (PL-RN), disse que irá trabalhar para derrubar o veto.
O projeto, que permitiria a redução de penas aos condenados no 8 de janeiro e que também poderia ter efeito para o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), foi vetado por Lula durante cerimônia organizada pelo governo para marcar os três anos dos atos golpistas.
No entendimento da oposição, a Constituição Federal autoriza a convocação extraordinária do Congresso em casos de urgência ou relevante interesse público.
Desde a Constituição de 1988, ocorreram diversas convocações extraordinárias, geralmente associadas a crises econômicas, reformas estruturais, pressões do Executivo e riscos de paralisação administrativa do Estado.
Entre os precedentes do tipo, está o ano de 2020, quando no auge da pandemia a Câmara e o Senado cancelaram o recesso do meio do ano para seguir com votações que poderiam atenuar os efeitos da crise do coronavírus.
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) vetou integralmente, nesta quinta-feira (8), o projeto de lei que reduz as penas do ex-presidente Jair Bolsonaro e de outros condenados por atos golpistas, inclusive pelos episódios de vandalismo de 8 de janeiro de 2023. A proposta ficou conhecida como PL da Dosimetria.
A decisão do presidente, no entanto, pode ser revista no Congresso. Os parlamentares podem manter ou derrubar o veto presidencial. Para a derrubada, são necessários 257 votos de deputados e 41 de senadores.
Leia maisA assinatura do veto ocorreu durante cerimônia no Palácio do Planalto, em alusão aos três anos das invasões às sedes dos Três Poderes em Brasília. Os presentes à cerimônia comemoraram a decisão do petista (veja no vídeo acima).
A Câmara e o Senado aprovaram, no fim do ano passado, o projeto de lei que viabiliza a redução da punição aplicada ao ex-presidente Jair Bolsonaro e a outros réus do “núcleo crucial” da trama golpista, além de envolvidos nos atos de 8 de janeiro.
Bolsonaro foi condenado a mais de 27 anos de prisão por tentativa de golpe e cumpre pena na Superintendência da PF, em Brasília. Além dele, outros cinco estão na mesma situação:
Augusto Heleno está em prisão domiciliar e Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro, está em regime aberto. O ex-deputado Alexandre Ramagem (PL) está nos Estados Unidos e é considerado foragido.
A decisão de Lula não surpreendeu parlamentares. Desde a tramitação do projeto, o presidente vinha sinalizando publicamente que vetaria a proposta, por considerar que ela poderia beneficiar aliados políticos e enfraquecer a responsabilização pelos atos golpistas.
O que diz o texto vetado?
Os parlamentares aprovaram o projeto de lei que viabiliza a redução da punição aplicada ao ex-presidente Bolsonaro e a outros réus do “núcleo crucial” da tentativa de golpe de Estado.
A proposta estabelece:
O texto aprovado também estabelece que os condenados por envolvimento com os ataques de 8 de janeiro de 2023 terão direito a progredir ao regime semiaberto após o cumprimento de 16% da pena no regime fechado.
A legislação atual prevê que esses criminosos precisam cumprir ao menos 25% para pleitear uma progressão.
O Congresso pode retomar o texto?
Sim. O tema volta a ser apreciado pelo Poder Legislativo, em sessão do Congresso.
Nela, deputados e senadores podem derrubar ou manter o veto. Para derrubar, precisam do apoio de 257 deputados e 41 senadores.
Se o veto for derrubado, a proposta se torna lei após a promulgação, que pode ser feita pelo presidente da República ou presidente do Senado, se o chefe do Executivo não fizer.
O que acontece se o projeto virar lei?
Se a proposta entrar em vigor – por exemplo, em caso de derrubada de veto – pode ser alvo de questionamentos de partidos políticos, entidades de classe, Procuradoria-Geral da República e do próprio governo.
Estes são alguns dos agentes autorizados pela Constituição a entrar com ações no Supremo questionando a validade de leis.
Se o tema parar no Supremo, caberá aos ministros decidir se a norma está de acordo com a Constituição. Se não estiver, a lei é anulada.
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Uma polêmica envolvendo a mudança de endereço da Pernambuco Participações e Investimentos S/A (Perpart), estatal vinculada à Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Habitação (Seduh), está agitando os bastidores do Poder Executivo do Estado.
Sob a condição de anonimato, funcionários da empresa relataram que a gestão Raquel Lyra (PSD) quer retirar os trabalhadores do prédio próprio, construído exclusivamente para a Perpart, e deslocá-los para outro edifício, no bairro do Bongi, no Recife.
Leia maisA Perpart funciona na Rua João Lacerda, no bairro do Cordeiro, na capital. Segundo os funcionários, há rumores de que o Governo do Estado teria feito um acordo com as polícias e deve transferir a Secretaria de Defesa Social para o prédio. São cerca de 500 trabalhadores da Perpart que se mudarão.
“Toda a empresa está revoltada. O governo do Estado vai desalojar a Perpart de um prédio próprio, no qual não pagamos aluguel, para nos levar para o Bongi. Esse prédio foi construído com dinheiro do BIRD exclusivamente para acomodar a Perpart, durante o Governo Marco Maciel, em 1981. A equipe está insatisfeita, mas ninguém tem coragem de falar com medo de sofrer represálias”, desabafou um funcionário.
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As tropas da Polícia Militar (PMPE) e do Corpo de Bombeiros de Pernambuco estão revoltadas com a exoneração do coronel Renato Pinto Aragão, do Hospital da PM. Ele era diretor de assistência à saúde no local e, segundo os relatos dos profissionais, promoveu uma verdadeira reestruturação da unidade. A exoneração foi publicada hoje (8) no Diário Oficial do Estado.
De acordo com os profissionais, o Sistema de Saúde dos Militares Estaduais de Pernambuco estava em um caos absoluto. “Faltava até dipirona nos estoques. Pacientes aguardavam mais de três anos por exames. Estrutura hospitalar sucateada e finanças desorganizadas. Foi o coronel Renato quem mudou essa realidade”, afirmam os policiais e bombeiros em nota enviada a este blog.
Leia mais“O coronel Renato regularizou as finanças e eliminou desvios. Reestruturou o Centro Médico Hospitalar. Garantiu medicamentos e equipamentos novos. Melhorou o atendimento aos beneficiários. Acabou com a fila dos exames. Agora, quando o sistema finalmente evolui e mostra resultados, querem retirar o homem que se dedicou de corpo e alma para salvar o SISMEPE, sem apresentar nenhuma proposta de continuidade! Não aceitamos retrocesso”, enfatizaram as equipes.
Ainda segundo os profissionais, não havia alguém comprometido com a unidade. “Quando aparece alguém honesto, comprometido e competente, querem tirá-lo. Isso é um desrespeito com todos os militares, pensionistas e familiares que dependem desse sistema. Foi o coronel Renato quem abraçou essa causa e trouxe esperança”, destacaram, acrescentando: “se a governadora Raquel Lyra permitir sua saída, será um grande tiro no pé. O governo perderá a credibilidade conquistada junto aos beneficiários, pois ficará claro que não valoriza quem realmente trabalha pelo povo”.
A nota é assinada pela presidente da Associação das Pensionistas PM e BM, Maria Inês.
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Por Rinaldo Remígio Mendes*
Há encontros que se transformam em inspiração. Em recente conversa com o irmão Afonso José, servidor público lotado na Câmara de Vereadores de Petrolina, ouvi dele uma observação generosa: vinha acompanhando, com atenção e apreço, as crônicas e matérias publicadas nos blogs do jornalista Magno Martins e em veículos locais. Em seguida, fez-me uma sugestão que soou como dever moral: “Professor Remígio, é preciso homenagear um nome que tem história na medicina de Petrolina”. Perguntei, de pronto, quem seria. A resposta veio sem hesitação: Euclides Mendes Marinho, recentemente aposentado do Hospital Dom Malan.
Aceitei imediatamente a sugestão. Não apenas pela relevância do nome indicado, mas porque conheço o Dr. Euclides desde a sua chegada a Petrolina e com ele construí uma amizade sólida, marcada pelo respeito, pela convivência fraterna e pela admiração profissional. Solicitei, então, alguns dados biográficos que aqui registro com satisfação, conscientes de que nenhuma síntese será capaz de abarcar plenamente a grandeza de sua trajetória.
Leia maisDoutor Euclides Mendes Marinho formou-se em Medicina no ano de 1984. Logo após a graduação, seguiu para Manaus, onde serviu ao Exército Brasileiro, permanecendo naquela missão até 1986. Ao retornar, dirigiu-se a Ouricuri–PE, motivado pelo desejo de estar mais próximo de seu saudoso pai, que se encontrava enfermo. Nesse período, a convite do então governador Miguel Arraes, assumiu a diretoria do Hospital Regional Fernando Bezerra, conciliando o exercício da Medicina com a gestão pública da saúde.
Em 1988, ingressou na vida política ao candidatar-se ao cargo de vereador em Ouricuri, logrando expressiva vitória: foi eleito em primeiro lugar, com 1.352 votos, tornando-se, proporcionalmente, o vereador mais votado da história do município até os dias atuais. Após assumir o mandato, licenciou-se em curto espaço de tempo para assumir a diretoria da IX Gerência Regional de Saúde (IX GERES), ampliando sua atuação na organização da saúde pública regional.
No ano de 1991, prestou concurso público estadual, passando a integrar o quadro de médicos do Hospital Regional. Apesar do reconhecimento popular, da credibilidade política e do apreço da população, viveu um profundo desencanto com a atividade política partidária. Optou, então, por não disputar novo mandato eletivo, decisão que refletia sua compreensão de que sua verdadeira vocação estava no cuidado direto às pessoas.
Foi nesse contexto que decidiu fixar residência em Petrolina. Ao chegar à cidade, passou a atuar no Hospital Dom Malan, onde construiu a mais longa e marcante etapa de sua trajetória profissional. Paralelamente, foi sócio do Hospital Memorial por muitos anos, contribuindo de forma significativa para o fortalecimento da rede privada de saúde.
Ainda em Petrolina, exerceu o cargo de Secretário Municipal de Saúde no segundo governo de Fernando Bezerra Coelho. Nesse período, destacou-se como um dos grandes idealizadores e precursores da criação do Hospital de Traumas de Petrolina, projeto estruturante para a saúde regional. Pelo reconhecimento de sua competência e liderança, recebeu convites para compor chapa majoritária como candidato a vice-prefeito e, posteriormente, para disputar o cargo de deputado estadual. Convites que, coerente com sua trajetória, preferiu declinar.
A aposentadoria do Dr. Euclides Mendes Marinho não representa encerramento, mas consagração. São 42 anos dedicados à Medicina, dos quais 36 anos como plantonista do Hospital Dom Malan e servidor do Estado, exercidos com rigor técnico, equilíbrio emocional e profunda humanidade. A ginecologia – área que exige ciência apurada e sensibilidade permanente – encontrou nele um profissional completo, seguro em suas decisões e atento à dignidade de cada paciente.
É preciso registrar um aspecto de especial relevância: durante todo esse período no Dom Malan, Dr. Euclides exerceu também o papel de preceptor dos estudantes de Medicina, formando gerações de médicos. Ensinou não apenas protocolos e condutas clínicas, mas valores essenciais da prática médica: responsabilidade, ética, respeito ao sofrimento humano e compromisso com a vida. Seu legado, portanto, multiplica-se no saber e na postura daqueles que passaram por sua orientação.
Nos corredores do hospital – espaço de urgências, desafios e escolhas difíceis – tornou-se referência de serenidade e confiança. Nunca lhe faltaram presença, escuta e disposição. Sempre solícito, sempre firme, sempre humano. Para as mulheres e famílias do Vale do São Francisco, seu nome passou a significar segurança e cuidado.
Fora do ambiente hospitalar, Dr. Euclides construiu igualmente uma trajetória social exemplar. Na Maçonaria, é irmão de loja, referência ética e Grão-Mestre Adjunto do GOPE, exercendo liderança discreta e efetiva, baseada no exemplo e no serviço. No Lions Clube, reafirma sua vocação para a filantropia e para o compromisso social, traduzindo em ações concretas o ideal de servir.
No âmbito familiar – esse espaço silencioso onde se revelam os verdadeiros fundamentos do caráter – sempre encontrou o alicerce que sustenta grandes caminhadas. Ali se manifestam, de forma íntegra, o homem, o pai, o esposo e o amigo, em plena coerência com a ética praticada na vida pública e profissional.
Essa vocação para cuidar de vidas transformou-se também em legado familiar. Ao lado da esposa, a Dra. Aguida Maria Ulisses Sobreira Mendes, ginecologista-obstetra, construiu um núcleo familiar igualmente dedicado à Medicina. Os filhos seguiram o mesmo caminho: o Dr. Euclides Marinho Mendes, ginecologista-obstetra com atuação em ultrassonografia, este foi colega na graduação do meu filho também médico, Rinaldo Remígio Júnior e o Dr. Vinícius Ulisses Marinho Mendes, ginecologista-obstetra especializado em videolaparoscopia, todos profissionais que honram e ampliam o legado paterno.
A propósito, registre-se que, em 2011, o Dr. Euclides recebeu o Título de Cidadão Petrolinense, reconhecimento formal de uma cidade que o acolheu e que, por ele, foi igualmente cuidada ao longo de décadas.
Assim, sua aposentadoria não é ponto final. É uma vírgula generosa. Porque sua missão sempre foi – e continuará sendo – servir ao próximo, independentemente de cargo público, mandato ou função exercida.
Dr. Euclides Mendes Marinho permanece onde realmente importa: na história da saúde pública, na formação de novos médicos, na vida das pessoas e na memória afetiva desta cidade.
Nossa homenagem, nosso respeito e nossa gratidão.
*Professor universitário aposentado e memorialista!
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A Casa Azul Unidade Pão de Açúcar, segundo Centro de Especialidades em Reabilitação para Pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA) do município de Taquaritinga do Norte, iniciou seus atendimentos na última segunda-feira (5). Inaugurada em 20 de dezembro de 2025, a nova estrutura representa um avanço na descentralização dos serviços de saúde e inclusão, beneficiando diretamente famílias do distrito de Pão de Açúcar e de comunidades vizinhas.
A iniciativa visa facilitar o acesso a tratamentos especializados, reduzindo deslocamentos para a sede do município e atendendo moradores de áreas como Vila do Socorro, Mulungu, Algodão, Tatus, Sítio Varzinhas, Fonte de Água Viva, Sítio Cardoso e Sítio Lages. “Essa segunda Casa Azul reforça o compromisso da gestão municipal com a inclusão e o cuidado integral às pessoas com TEA, tornando Taquaritinga do Norte uma referência nacional nesse atendimento”, destaca o prefeito Gena Lins.
Por Flávio Chaves*
Num tempo em que a pressa esvazia os gestos e a palavra parece perder sua morada, celebrar o Dia do Leitor é, mais do que um ato simbólico, um gesto de resistência espiritual. O leitor, esse ser silencioso que caminha por entre páginas como quem atravessa desertos e tempestades, mantém acesa a chama da escuta interior, aquela que não se apressa e ainda se comove.
Ler não é apenas decifrar signos sobre o papel ou a tela. É mergulhar numa vertigem que nos arranca do cotidiano e nos devolve à essência. O leitor é, antes de tudo, um viajante da alma, um exilado voluntário que se deixa conduzir por estradas invisíveis, onde a linguagem não é apenas meio, mas substância. Há, no ato de ler, uma espécie de fé, um pacto silencioso entre o que foi dito e o que será sentido, entre o que o autor revelou e o que o leitor reinventará com suas memórias, suas inquietações e seus próprios fantasmas.
Leia maisPor isso, mais do que homenagear a figura do leitor, é justo reconhecer a coragem que existe nesse gesto. É preciso coragem para abrir um livro como quem abre uma ferida e permitir que o texto nos atravesse, nos desloque, nos transforme. É preciso coragem para encontrar no outro, autor desconhecido ou amigo íntimo, os fragmentos daquilo que ainda não sabíamos que éramos.
O leitor é também um construtor do tempo. Enquanto o mundo insiste em correr rumo ao abismo da distração, ele permanece fiel à lentidão fecunda da leitura, ao silêncio grávido de sentidos, à solidão povoada que só os livros sabem oferecer. Em tempos de superficialidade, o leitor é o guardião da profundidade. Ele sabe que a leitura não é distração, é convocação. Que cada página lida abre uma porta para o outro, para o mistério, para a vastidão do humano.
Neste 7 de janeiro, quando se celebra o Dia do Leitor, vale lembrar que a data foi instituída em 1928, em homenagem à fundação do jornal cearense O Povo, na mesma data, pelo poeta e jornalista Demócrito Rocha. Senado Federal+1 E, para além da efeméride, que possamos reconhecer: sem leitores, a literatura seria apenas eco perdido no vazio, letra sem destino, grito que não encontra ouvido. O autor sonha, sim, mas é o leitor quem acorda o sonho. O autor acende a vela, mas é o leitor quem a carrega noite adentro, em silêncio, protegendo sua chama contra os ventos da indiferença.
Ser leitor é viver muitas vidas. É morrer um pouco a cada capítulo. É amar com intensidade personagens que jamais existirão fora das páginas. É carregar consigo palavras como se fossem pedras ou relíquias. É ter a alma habitada por vozes que falam por dentro, mesmo quando tudo, do lado de fora, emudece.
Por isso, neste dia, que a palavra nos una. Que os leitores sejam celebrados como devem ser, artífices da esperança, cúmplices da beleza, peregrinos de uma luz que só se acende quando olhos e palavras se encontram no escuro.
*Jornalista, poeta, escritor e membro da Academia Pernambucana de Letras
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O deputado estadual Waldemar Borges criticou duramente a condução administrativa do Governo de Pernambuco, sob a gestão de Raquel Lyra, em um novo vídeo postado em suas redes sociais. O parlamentar questionou a urgência e a viabilidade de novos pedidos de empréstimos enviados pelo Executivo à Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe), que somam bilhões de reais.
Segundo Borges, o governo convocou a Casa em caráter extraordinário para autorizar operações de crédito que totalizam R$ 5,2 bilhões, sendo R$ 2,5 bilhões com o Banco do Brasil e R$ 2,7 bilhões com a Caixa Econômica Federal, sob a justificativa de reestruturar a dívida pública do estado.
Leia maisEntretanto, Waldemar Borges argumenta que o problema central do estado não é a falta de autorização para crédito, mas sim a incapacidade da gestão em executar os recursos que já possui em mãos. O deputado relembrou que, desde o início do atual mandato, a Alepe já deu o aval para empréstimos que chegam a aproximadamente R$ 13 bilhões.
“É oportuno a gente lembrar que, desde o começo da gestão, a Assembleia já autorizou empréstimos que, somados, batem o valor de aproximadamente R$ 13 bilhões”, destacou o parlamentar, evidenciando o montante expressivo já disponível para investimentos.
O ponto de maior atrito levantado pelo deputado diz respeito à eficiência gerencial da máquina pública. Segundo Borges, dos R$ 13 bilhões autorizados anteriormente, o governo conseguiu efetivamente captar apenas R$ 3,7 bilhões, o que demonstraria um travamento burocrático e operacional. “Esse governo é muito ruim de serviço. A sua gestão é amarrada, a sua incapacidade gerencial é absurda”, disparou o parlamentar, reforçando que nenhuma obra deixou de ser realizada em Pernambuco por falta de limite de crédito aprovado pelos deputados.
Para ilustrar sua crítica, Waldemar Borges citou a entrega de creches, que foi uma das principais bandeiras da campanha eleitoral de Raquel Lyra. Segundo ele, os resultados práticos após três anos de governo são insuficientes diante das promessas feitas à população. “Chega ao seu terceiro ano conseguindo apenas concluir algumas obras que vinham em andamento e entregar como algo novo uma creche em três anos”, pontuou o deputado em tom irônico. Ele concluiu sua fala afirmando que a gestão atual carece de resultados concretos, deixando a impressão de ser um governo que, apesar do tempo transcorrido, “nunca começou”.
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O cantor e compositor Alcymar Monteiro acaba de lançar o clipe da música “Garçom”, sucesso consagrado de Reginaldo Rossi, em uma produção inédita feita com bonecos de papel machê. A iniciativa aposta na inovação e na linguagem das redes sociais para renovar o frevo, fugindo dos cenários tradicionais do Carnaval de Olinda e trazendo uma estética sui generis, conectada à realidade das pessoas e ao espírito do Carnaval na era digital. Confira!
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) defendeu, hoje, a atuação do Supremo Tribunal Federal (STF) na condução dos processos sobre os atos golpistas. Segundo Lula, a Corte “não se submeteu aos caprichos de ninguém”.
“Esse ato de hoje é uma exaltação a esse momento que estamos vivendo, de manutenção do Estado Democrático de Direito. Ao acompanhar o comportamento da Suprema Corte, que foi um comportamento magistral, e que não se submeteu aos caprichos de ninguém, e que pode permitir que quando você exerce a democracia a gente pode ver as coisas acontecerem da forma mais previsível possível”, disse.
Leia maisHoje, uma cerimônia em referência ao marco de 3 anos desde os atos antidemocráticos de 8 de janeiro de 2023, quando as sedes dos Três Poderes foram invadidas e depredadas. Os presidentes da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB) e do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), não participam do evento.
Realizada anualmente pelo governo Lula, a cerimônia no Palácio do Planalto tem o objetivo de reforçar os valores democráticos após o episódio que ficou marcado na história do Brasil e resultou na prisão de 1,4 mil pessoas.
O ato começou com discurso do ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski. Durante o pronunciamento, ele defendeu que crimes dessa natureza devem ser devidamente punidos.
“É necessário ressaltar que os crimes cometidos contra o Estado Democrático de Direito, como muitos daqueles praticados naquela época recente, o 8 de janeiro – conforme consta da Constituição e de decisão do STF – são imprescritíveis, impassíveis de indulto, graça ou anistia, sobretudo quando envolvem grupos civis e militares armados”, defendeu.
Também participam do evento os comandantes das Forças Armadas e o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues. O evento, no Salão Nobre do Palácio do Planalto, prevê ainda uma atividade na área externa do prédio, e conta com a presença de parlamentares do Congresso Nacional e de representantes da sociedade civil.
O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, não participa do evento. Mas, haverá uma programação específica sobre a data na Corte. Movimentos sociais também farão ato na Esplanada.
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O gabinete do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), divulgou, hoje, um balanço que aponta que 179 envolvidos nos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023 estão presos atualmente. As informações são do portal G1.
Esse número inclui pessoas que estiveram na Praça dos Três Poderes no dia dos atos de vandalismo em Brasília e também os integrantes dos principais núcleos da trama golpista, como “crucial”, composto pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e aliados.
O balanço foi divulgado pelo STF no dia em que os atos golpistas de 8 de Janeiro completam três anos. Em 2023, apoiadores de Bolsonaro descontentes com a vitória de Lula nas eleições invadiram e depredaram as sedes dos Poderes Executivo, Judiciário e Legislativo. O Palácio do Planalto e o STF vão sediar eventos sobre os atos golpistas, criticando as ações antidemocráticas e defendendo as instituições brasileiras.
