Por René Junior*
Não é novidade para ninguém que os índices de violência estão altíssimos em todo o país, e isso tem gerado um sentimento de insegurança no cidadão de bem, que todos os dias sai de casa com medo de tudo e de todos.
Os governos, seja ele federal ou estadual, estão aumentando o efetivo das polícias, mas, mesmo assim, os índices de violência continuam crescendo. Recentemente, aqui em nosso estado, a PMPE formou mais de 2 mil novos policiais militares, que já estão nas ruas atuando de forma ostensiva no combate à criminalidade. Isso é muito bom para a segurança de todos.
Mas uma coisa me chamou a atenção: todos eles, sem exceção, trabalham com um boné na cor laranja e, inclusive, estão sendo chamados de LARANJINHAS por causa da cor do referido boné.
Leia maisNa minha opinião, como cidadão, essa diferença na cor das boinas não deveria ocorrer. Isso faz com que os meliantes, muitos deles com vasta experiência no mundo do crime, “se aproveitem” da falta de experiência desses novos policiais, já que eles são facilmente identificados, repito, pela cor de suas boinas. Claro que todos participaram de um curso extenso na academia, mas sabemos também que é na rua e com o passar do tempo que eles, de fato, se tornam mais qualificados e mais experientes.
Isso sem falar que todos ficam sabendo que eles estão em estágio probatório (período exigido para adquirir estabilidade, ou seja, três anos), em que qualquer falha que venha a acontecer resulta em desligamento do serviço público. Isso faz com que eles fiquem, de certa forma, com as mãos atadas, principalmente quando são confrontados por determinadas pessoas que sabem dessa situação.
Não seria o caso de todos usarem a mesma farda, as mesmas cores dos bonés que os mais antigos usam, para que não haja nenhum tipo de diferença entre eles? E que sejam vistos apenas como policiais, e não como “os policiais novinhos” ou “os laranjas”. Fica a dica!
*Advogado
Leia menos