A rivalidade de duas famílias (Capuleto e Montechio) na Itália do século XVI, retratada pelo escritor inglês William Shakespeare, foi transportada para o interior do Nordeste brasileiro quatro séculos depois. A partir do ano de 1949, houve o que Luiz Gonzaga, o rei do baião, chamou de “Romeu e Julieta” do Sertão pernambucano.
Começava naquele ano, em Exu, a 615 km do Recife, uma guerra sangrenta entre duas famílias, Alencar e Sampaio, que durou mais de três décadas e deixou um saldo lastimável de 33 pessoas assasinadas. As desavenças entre os dois clãs começaram a partir de um caso de infidelidade conjugal que foi parar na polícia.
O estopim foi uma frase dirigida de forma provocativa por um integrante da família Sampaio, o coronel Romãozinho, na frente da delegacia local, a um jovem de 22 anos da família Alencar: “O que você está olhando para mim, seu pederasta?!”
Ao que Zito Alencar respondeu: — Já sabia de muitas coisas ruins a seu respeito, menos que o senhor tinha essa tendência!
Ambos puxaram seus revólveres e o coronel levou a pior. Nesse mesmo dia, começou a série de assassinatos dos dois lados, que só terminou em 1982, com a intervenção decretada pelo então governador Marco Maciel e uma campanha pela paz feita por Luiz Gonzaga, filho ilustre da terra. A médica Adriana Alencar decidiu, em 2022, contar em livro o amor que surgiu entre a sua mãe Teresinha Sampaio e o seu pai Zito Alencar, no meio desse banho de sangue entre essas duas famílias.
No livro “Amor sem tréguas”, Adriana conta nas suas 237 páginas detalhes de como começou o conflito que ocupou o noticiário nacional. Mas a parte mais instigante do livro, contada por Adriana, foi como pôde ser possível ter surgido uma história de amor tão puro e verdadeiro entre duas pessoas das famílias rivais.
Uma união que gerou seis filhos. A autora também descreveu como foi o dia mais triste da sua vida, o 12 de maio de 1978, quando seu pai Zito Alencar, então prefeito do município, foi assassinado a tiros, no centro da cidade, por um pistoleiro que desapareceu misteriosamente na escuridão da noite de Exu.
Mas, hoje, 43 anos depois de o conflito ter terminado, Adriana olha para trás e conclui que o mais importante foi a paz ter sido selada definitivamente entre os Alencar e os Sampaio!
O senador Humberto Costa (PT) recebe, nesta segunda-feira (11), o título de Cidadão do Cabo de Santo Agostinho. A homenagem foi proposta pela vereadora Gabi Jerônimo (PT) em reconhecimento aos serviços prestados pelo parlamentar ao município.
Nos últimos oito anos, Costa destinou ao Cabo de Santo Agostinho um total de R$ 5.174.153,00 em recursos de emenda parlarmentar, para áreas como assistência social e combate à fome, saúde e apoio a instituições sociais do município. As informações são do Blog da Folha.
Além do envio de recursos, o mandato do senador também atuou para destravar prioridades do Cabo de Santo Agostinho dentro do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), garantindo, por exemplo, a implantação de uma policlínica e a renovação da frota do SAMU.
Para 2026, a previsão é de mais R$ 1.661.000,00 em recursos de para a saúde do município. “Vou receber esse título com muita gratidão e senso de responsabilidade. Tenho uma relação histórica com o Cabo de Santo Agostinho e seguirei trabalhando para garantir investimentos e melhorias para a população da cidade”, afirma o senador.
A internacionalização da economia pernambucana começa a ganhar espaço no debate sobre desenvolvimento econômico do Estado. A cerca de 30 dias de navegação marítima da China, Pernambuco reúne estrutura produtiva, polo tecnológico e capacidade acadêmica apontados como fatores estratégicos para ampliar a inserção no mercado internacional. Para especialistas da área, o avanço depende de investimentos em qualificação técnica, tecnologia, infraestrutura e planejamento voltado à exportação.
A advogada aduaneira Anna Dolores destaca que a formação técnica e a internacionalização do polo tecnológico pernambucano são pontos centrais nesse processo. Segundo ela, a reforma tributária também tende a tornar a exportação mais vantajosa para empresas brasileiras. “Devemos calçar as sandálias da humildade e entender que precisamos estudar para vender para mercados internacionais”, afirmou. Entre os setores citados com potencial de crescimento estão têxtil, agronegócio, tecnologia, frutas, carnes, lácteos, cachaça e gesso.
A infraestrutura logística aparece como um dos principais desafios para ampliar a competitividade pernambucana. Atualmente, Suape é o único terminal refrigerado e alfandegado do Estado, enquanto rotas diretas da China já operam em Salvador. A criação de Zonas de Processamento de Exportação (ZPEs), a transição energética e a conclusão da Transnordestina até Petrolina também são apontadas como medidas estratégicas para ampliar exportações e atrair investimentos. Instituições como Exporta PE, ApexBrasil, Sebrae e Instituto Confúcio integram a rede de apoio ao setor exportador em Pernambuco.
O Recife recebe, nos dias 14 e 15 de maio, debates sobre “Integridade da Informação nas Eleições e Plataformas Digitais” durante o I Congresso do Tribunal Regional Eleitoral de Pernambuco (TRE-PE), realizado em conjunto com o III Congresso Integrado de Direito, no Recife Expo Center. Entre os participantes da programação está a advogada e jornalista Cacyone Gomes, que atuará como palestrante no evento.
Cacyone Gomes é doutoranda em Direito Civil pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), mestre em Direito e possui formação em Inteligência Artificial pela University of California Berkeley. Atualmente, ocupa a vice-presidência da Comissão de Direito e Tecnologia da OAB-PE e atua como professora, pesquisadora e palestrante nas áreas de Direito Digital, Inteligência Artificial e Proteção de Dados.
A presidente da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da Câmara dos Deputados, Erica Hilton (PSOL-SP), é a convidada do meu podcast em parceria com a Folha de Pernambuco, o Direto de Brasília, desta terça-feira (12). A deputada deve comentar temas que têm dominado o debate político nas últimas semanas, entre eles a PEC que propõe o fim da escala 6×1 e a redução da jornada de trabalho no país, além das pautas ligadas aos direitos das mulheres, da população LGBTQIA+ e ao combate à violência política de gênero.
Uma das autoras da proposta de mudança na jornada de trabalho, Erika Hilton tem defendido a redução gradual da carga horária e admitido discutir modelos de transição para viabilizar o projeto no Congresso. A parlamentar afirma que a atual escala compromete a saúde física e mental dos trabalhadores e transformou a pauta em um dos principais debates trabalhistas do país.
Natural de Franco da Rocha, em São Paulo, Erika Hilton ganhou projeção nacional ao se tornar a primeira mulher trans e negra eleita deputada federal no Brasil. Antes, já havia sido a vereadora mais votada do país em 2020, na Câmara Municipal de São Paulo, onde presidiu a Comissão de Direitos Humanos e teve atuação voltada ao combate à fome, à transfobia e à defesa de direitos sociais.
Nos últimos anos, também esteve no centro de episódios de forte repercussão política envolvendo ataques transfóbicos e debates sobre violência política de gênero no Congresso. Além disso, ampliou sua atuação em pautas trabalhistas e de direitos humanos, consolidando-se como uma das parlamentares de maior visibilidade nacional dentro do PSOL.
O Direto de Brasília vai ao ar das 18h às 19h, com transmissão pelo YouTube da Folha de Pernambuco e do meu blog, incluindo também cerca de 165 emissoras de rádio no Nordeste. Retransmitem o programa a Gazeta News, do Grupo Collor, em Alagoas; a Rede Mais Rádios, com 25 emissoras na Paraíba; a Mais-TV, do mesmo grupo, sob o comando do jornalista Heron Cid; a Rede ANC, do Ceará, formada por mais de 50 emissoras naquele Estado; além da LW TV, de Arcoverde.
Os parceiros neste projeto são o Grupo Ferreira de Santa Cruz do Capibaribe, a Autoviação Progresso, o Grupo Antonio Ferreira Souza, a Água Santa Joana, a Faculdade Vale do Pajeú e o grupo Grau Técnico.
O horizonte de prédios históricos que compõem o conjunto arquitetônico do Marco Zero, no Centro do Recife, está prestes a recuperar um de seus contornos mais emblemáticos. O Palácio do Comércio, sede histórica da Associação Comercial de Pernambuco (ACP), deu mais um passo para o seu minucioso processo de restauro. A iniciativa, liderada pela própria ACP, foca agora na recuperação de suas quatro fachadas, uma etapa crucial para devolver a imponência ao edifício de estilo clássico-eclético que testemunhou a modernização urbana da capital pernambucana no início do século XX.
A obra, já em andamento, tem previsão de conclusão para junho deste ano. O serviço inclui pintura, recuperação de alguns desprendimentos de fachada e adornos que corriam o risco de cair. No último dia 6 de maio, o presidente da entidade, Tiago Carneiro, apresentou os detalhes do projeto a uma comitiva de diretores e empresários associados. O investimento, estimado em R$ 500 mil, é custeado com recursos próprios e doações dos associados. Uma parceria com a Tintas Coral garante o fornecimento do material necessário. As informações são do JC.
O entusiasmo do setor produtivo sublinha o entendimento de que a preservação da memória é um ativo para o futuro. “A preservação do nosso patrimônio é também uma forma de fortalecer a identidade do Recife e impulsionar o desenvolvimento da região”, destacou Carneiro durante o encontro.
Segundo ele, outras obras estruturais, com reparos internos também estão sendo encaminhadas para uma segunda fase de intervenções. “É um gesto de reconhecimento ao patrimônio cultural e histórico da arquitetura e desenvolvimento econômico de Pernambuco, por tudo que o Palácio do Comércio representa”, reforça Tiago Carneiro.
Um gigante arquitetônico Inaugurado em 16 de dezembro de 1915, o Palácio do Comércio foi fruto de um intercâmbio de experiências com a Associação Comercial de Chicago e nasceu sob a batuta do engenheiro Manoel Antônio de Moraes Rego — o mesmo responsável pela construção do Porto do Recife. Na época, a obra representou a verticalização e a modernização do bairro nos moldes europeus.
A construção, no entanto, não foi isenta de percalços: a inauguração chegou a ser atrasada devido ao naufrágio do navio que transportava as pedras de mármore norueguês destinadas ao edifício. Hoje, o prédio, tombado pelo Iphan, é um verdadeiro museu vivo. Seu interior guarda uma escadaria de ferro e carvalho ingleses, vitrais que narram os ciclos econômicos do Estado, colunas de ferro maciço e um teto em latão prensado vindo da França. No topo, a estátua de Hermes, o deus do comércio, vigia o movimento do porto.
Palco da história nacional Mais do que um monumento arquitetônico, o Palácio do Comércio é o guardião de uma história que remonta a 1839. Embora a sede atual seja de 1915, a Associação Comercial já recebia figuras ilustres como o Imperador Dom Pedro II em sua antiga sede. O atual edifício preserva relíquias como o caderno de assinaturas e a caneta utilizados pelo monarca em 1872, documento que também ostenta as rubricas de Joaquim Nabuco e Santos Dumont.
O Salão Nobre abriga telas de valor inestimável, como o retrato de Dom Pedro II pintado por Ernest Papf em 1870, e uma representação em tamanho real do Barão do Amazonas, homenageando a Batalha do Riachuelo.
Garantia de futuro O projeto de restauro não visa apenas a manutenção física, mas também a reafirmação do papel da ACP como agente ativo na valorização da identidade local. O prédio continua aberto ao público, oferecendo acesso a um acervo de livros, pinacoteca e jornais que datam da fundação da instituição. O espaço também mira a ampliação da locação para os mais diversos eventos, para manter os recursos necessários à manutenção predial.
As visitações ao Palácio do Comércio podem ser realizadas de sexta a domingo (no período de obras), das 10h às 17h (sexta e sábado) e no domingo (das 13h às 18h30). Com a conclusão das obras de fachada, o Recife espera ver seu “cartão-postal” de volta ao esplendor que o consagrou como um dos quatro pilares arquitetônicos da Praça Rio Branco.
A Associação Municipalista de Pernambuco (AMUPE) confirmou parceria com o Instituto de Direito Eleitoral de Pernambuco (IDEPPE) para participar do I Congresso do TRE-PE, realizado em conjunto com o III Congresso Integrado de Direito Eleitoral. O evento acontece nos dias 14 e 15 de maio, no Recife ExpoCenter, e tem como tema central “Eleições 2026: Integridade do processo eleitoral na era digital”. Por meio da parceria, todos os prefeitos pernambucanos terão acesso gratuito ao congresso, sem necessidade de inscrição prévia.
A participação é pessoal e intransferível, e os nomes dos gestores municipais constarão em lista oficial do evento. O congresso reunirá assessores, políticos, pré-candidatos, advogados, magistrados, promotores e profissionais da comunicação, consolidando-se como o principal espaço de debate sobre o processo eleitoral no Nordeste. Um dos destaques da programação é a palestra magna da ministra do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Estela Aranha, prevista para o segundo dia do evento.
Diana Câmara, coordenadora acadêmica do congresso e presidente de honra do IDEPPE, destacou a relevância da iniciativa da AMUPE: “A decisão do presidente Pedro Ermírio de garantir a participação dos prefeitos nesse congresso é muito significativa. Os gestores municipais precisam estar preparados para não cometer equívocos e excessos nesta eleição, seja nos apoios que declaram, seja nas redes sociais, atitudes que podem impactar diretamente suas próprias candidaturas em 2028. O agente político não pode estar desconectado dessa realidade nem de como a Justiça Eleitoral está enxergando esses temas. A AMUPE é parceira do IDEPPE desde a primeira edição do congresso, e essa parceria reafirma o compromisso com a capacitação dos prefeitos e das prefeituras de Pernambuco”.
O presidente da AMUPE, Pedro Ermírio, reforçou a importância do evento para os gestores municipais. “As eleições de 2026 já estão batendo à porta, e os prefeitos precisam estar bem orientados sobre os limites e as responsabilidades que essa nova realidade digital impõe. Um equívoco nas redes sociais, um excesso no apoio a seus candidatos, pode custar caro. Por isso, a AMUPE não mediu esforços para garantir que todos os prefeitos de Pernambuco tenham acesso gratuito a esse congresso. Capacitar é proteger o mandato e respeitar o eleitor”, destacou.
As assessorias dos prefeitos, procuradorias, controladorias, equipes técnicas e demais servidores municipais poderão realizar inscrição diretamente pelo link oficial do evento ou por meio de contratação coletiva pela Prefeitura junto à LEGIS. A partir de cinco inscritos, há desconto de 40% no valor da inscrição. A contratação de equipes de prefeitura é realizada diretamente pela LEGIS.
O deputado estadual Antonio Coelho realizou visita institucional ao 5º Batalhão da Polícia Militar de Pernambuco, em Petrolina, onde se reuniu com o comandante da unidade, tenente-coronel Vieira, para discutir ações voltadas ao fortalecimento da segurança pública no Sertão do São Francisco.
Durante o encontro, o parlamentar destacou a destinação de emendas para a unidade e informou que novos recursos deverão ser encaminhados para melhorias na estrutura do batalhão. Antonio também ressaltou o anúncio do Governo de Pernambuco sobre o envio de mais 100 policiais militares para Petrolina e cidades da região até o fim deste semestre, reforçando o efetivo e ampliando a capacidade operacional das forças de segurança.
O ministro Kássio Nunes Marques assume, nesta terça-feira (12/5), a presidência do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A posse do magistrado marca a transição da gestão de Cármen Lúcia para o novo comando, que terá ainda André Mendonça como vice-presidente.
O desafio vem também com uma preocupação: o uso da Inteligência Artificial nas Eleições 2026. Os principais desafios dentro desse cenário é a desinformação coordenada e o uso de IA para simular usuários reais nas redes.
Há ainda a manipulação de imagens e deepfakes. Nesses casos, a IA pode criar imagens de personagens reais com falas falsas, o que pode gerar grande prejuízo para a imagem dos candidatos e dar trabalho para a identificação do que é verdadeiro e o que é falso. As informações são do Metrópoles.
O TSE, por meio da Resolução nº 23.755/26, já proibiu que sistemas de IA façam comparativos, recomendações ou priorizem candidatos, mesmo que a pedido do eleitor, visando conter viés automatizado.
A resolução, relatada por Nunes Marques e aprovada em plenário, proíbe ainda nas 72 horas antes e 24 horas depois da votação, a divulgação, a republicação — ainda que gratuita — e o impulsionamento pago de conteúdos produzidos ou manipulados por IA que usem imagem, voz ou manifestação de candidatos ou de pessoas públicas. A medida também exige a identificação explícita de conteúdos feitos com inteligência artificial.
Há ainda regras para as plataformas, que têm de tornar indisponível o conteúdo ilícito, independentemente de ordem judicial.
Gestão Nunes Marques O novo presidente do TSE atuará no combate do uso irregular da Inteligência Artificial. Uma das medidas estudadas é firmar convênio com universidades para assegurar as perícias dos materiais produzidos por IA generativa. Uma possível parceira vai assegurar que a Polícia Federal não fique sobrecarregada nas análises. Veja alguns pontos que devem nortear a atuação de Nunes Marques:
reuniões com os Tribunais Regionais Eleitorais para ouvir as principais demandas do país. A atenção maior será à manutenção do parque de urnas eletrônicas, que será amplamente defendido pelo novo presidente;
combate ao efeito nocivo da inteligência artificial e parcerias com universidades para não sobrecarregar a PF;
posição menos intervencionista da Justiça no debate, com uso preferencial do direito de resposta. O protagonismo será do eleitor e dos candidatos.
Ao ser eleito, em sessão administrativa de 14 de abril, Nunes Marques agradeceu a confiança depositada nele para estar à frente do TSE.
“Agradeço a confiança depositada em mim por todos os pares. É uma das maiores honras da minha vida presidir o Tribunal Superior Eleitoral”, disse Nunes Marques.
Com a saída de Cármen, a terceira cadeira reservada ao Supremo Tribunal Federal (STF) passará a ser ocupada pelo ministro Dias Toffoli, que era substituto da magistrada.
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) decidiu que o publicitário Marcello Lopes, conhecido em Brasília como Marcelão, será o coordenador de comunicação de sua campanha à Presidência.
Marcelão é amigo de Flávio e um dos principais conselheiros de sua pré-candidatura a presidente. Ele é dono da Cálix Propaganda e ex-policial civil do Distrito Federal. O publicitário prepara a saída dele da empresa para assumir oficialmente a função até o começo de junho. As informações são da Folha de S. Paulo.
Avesso ao rótulo de marqueteiro, Marcelão recebeu carta branca de Flávio para coordenar a estratégia de comunicação da campanha, desde a parte digital até as inserções em rádio e TV, passando pela assessoria de imprensa.
Ele foi apresentado ao presidente do PL, Valdemar Costa Neto, na semana retrasada e já acertou as primeiras contratações. O publicitário foi procurado pela Folha na sexta (8), mas não quis se manifestar.
Pessoas a par das tratativas relatam que Marcelão afirmou a Flávio que gostaria de montar uma equipe com profissionais conhecidos no mercado. Marcos Carvalho, especialista em estratégia digital, e Fernando Pessoa, assessor de longa data de Flávio, vão continuar à frente das redes sociais.
Integrantes da campanha afirmam que a estratégia de comunicação deve ser fortemente amparada em dados.
A avaliação até aqui —colhida principalmente a partir de pesquisas qualitativas, em que eleitores conversam à vontade sobre os pré-candidatos— é a de que a rejeição a Flávio vem do pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), mas pode ser revertida.
Para enfrentar a desaprovação de Flávio entre as mulheres, a equipe tem aumentado a aparição da esposa dele, Fernanda, e das duas filhas. A campanha tem reforçado a mensagem de que o senador é “pai de menina” como contraponto à declaração de Jair de que teve uma filha mulher, depois de quatro filhos homens, porque deu “uma fraquejada”.
Flávio participou do lançamento da pré-candidatura do senador Marcos Rogério (PL) ao Governo de Rondônia, em março, com uma camiseta com a frase “pai de menina” e repetiu a roupa em um vídeo divulgado em 1º de maio.
Aos 45 anos, Flávio também tem sido apresentado como um candidato jovem para forçar uma comparação com o presidente Lula (PT), que tem 80 anos. Um dos motes da pré-campanha tem sido o de que “o Brasil tem futuro”.
O jeito desengonçado de dançar do senador viralizou nas redes sociais e, de acordo com assessores, trouxe efeitos positivos, ao reforçar a mensagem de jovialidade.
Como mostrou a coluna Painel, a equipe de Flávio também escalou uma tropa de choque de deputados federais bolsonaristas. A ideia é não só rebater rapidamente notícias falsas que surjam contra o senador, mas também usar as redes desses aliados para debates em que ele não queira entrar diretamente.
Na terça-feira da semana passada (28), o pré-candidato se reuniu no gabinete dele com os deputados federais Bia Kicis (PL-DF), Júlia Zanatta (PL-SC), Gustavo Gayer (PL-GO), Maurício Marcon (PL-RS) e Carlos Jordy (PL-RJ). Nikolas Ferreira (PL-MG) participou da reunião por videoconferência.
Uma nova indicação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para a vaga de Luís Roberto Barroso é vista com ceticismo por integrantes do STF (Supremo Tribunal Federal).
A avaliação feita por magistrados é de que o Senado está sem clima para uma nova sabatina após a recusa do advogado-geral da União, Jorge Messias. As informações são da CNN.
O ideal, ainda segundo as fontes ouvidas pela CNN, seria aguardar o resultado das eleições para, então, indicar um nome.
O diagnóstico é baseado em conversar informais com senadores da base aliada, que avaliam como improvável o presidente do Senado Federal, Davi Alcolumbre (União-AP), pautar uma nova sabatina.
Nesta semana, Lula deve se reunir com Alcolumbre para discutir o tema, a primeira conversa desde a recusa de Messias.
No Palácio do Planalto, a orientação é para Lula não insista em Messias e indique um nome de uma mulher para a vaga, o que poderia pressionar os senadores.
O presidente ainda não tomou uma decisão. Antes de definir seus próximos passos, ele também terá um novo encontro com Messias, cotado para assumir o Ministério da Justiça.
MONTANHAS DA JAQUEIRA – O aiatolá da seita vermelha e o aiatolá das Américas reuniram-se na Casa Branca para trocar figurinhas. O encontro foi regado a contêineres de bois gordos, montanhas de soja, rios de suco de laranja, lagoas de café e big techs. Como vão suas terras raras? Joia. Um brinde aos mares de etanol.
Minhas terras têm palmeiras, onde canta o carcará e onde cantava o sabiá. Esqueçam as palmeiras e os carcarás. A onda agora são as terras gordas de nióbio e monazitas, onde cantam as big techs. As nuvens de Internet das high techs também são terras raras, impregnadas de silício e silicatos. Os chips de computador são feitos de areia nobre de silicatos.
Acertar os ponteiros das big techs e das terras gordas, este é o X do problema, o antigo Twitter do problema.
Eu adoro suas terras gordas, o galegão falou. Eu trouxe um aperitivo de nióbio para você. Estou emocionado! Não precisa se emocionar. Lembre-se da história do elefante e a formiguinha. Faz um pix pra mim, imposto free.
Por falar no Irã, Estreito de Ormuz, Palestina, Hamas, Cuba e Venezuela, eu sou fã do multilateralismo ideológico, disse o vermelhão. Multilateralismo só se for a dança choca-choca da colombiana Shakira, respondeu o Aiatolá Yankee.
Nos tempos presentes, a Longa Língua do Aiatolá Vermelho tem chamado o cowboy Tramp até de arroz-doce por conta das guerras no Oriente e dos casos da Venezuela e de Cuba que as esquerdas tanto amam. O Aiatolá Tramp, jogador de pôquer, mata na unha.
O guru vermelho viajou aos Estados Unidos para bater um papo-cabeça com o capitalista Tramp e não deu nem um alô para o socialista Nicolas Maduro. Se fosse um amigo rochedo, teria visitado o coitado, vítima do império capitalista, na penitenciária do Brooklin, e levado uma manta de carne de sol para ele. Quanta ingratidão!
Em 2022, a Longa Manus de Joe Biden favoreceu as esquerdas através da CIA e da USAID. Assim ocorre pelo menos desde o contragolpe de 1964. A USAID foi desativada nesta era de Tramp. A CIA segue ativa e operante. Olhai as conspirações imperialistas ao redor do mundo. Faz parte da geopolítica do poder. O Aiatolá Vermelho finge ignorar esta realidade. O Brasil é grande demais para ser ignorado pelo Tio Sam. O comissário Dirceu já alertou que não haverá eleição sem ingerência dos EUA. Este é um fato determinante na sucessão presidencial.
É verdade, Tramp, que você vai dar um baculejo em Cuba, a vitrine heroica do comunismo? Será um choque capitalista multilateral de 220 volts. Os prisioneiros do campo de concentração comunista vão ficar felizes, livres da escravidão.
O regime comunista de Cuba está descatembado, caindo pelas tabelas, mas o pulso ainda pulsa. Precisa de um pirão capitalista. “Pega o pirão, esmorecido!”, assim diria o poeta Ascenso Ferreira, guru do periodista Vandeck Santiago.
Foi mais do que um gesto diplomático entre os presidentes Lula (PT) e Donald Trump, dois líderes que vinham atravessando meses de tensão comercial e política. A reunião realizada em Washington representou uma vitória política para Lula em meio a um cenário doméstico de desgaste, investigações e derrotas no Congresso.
O encontro resultou na suspensão temporária das tarifas americanas sobre produtos brasileiros por 30 dias e abriu conversas sobre minerais críticos e terras raras — um dos temas centrais da disputa. Lula conseguiu converter uma reunião inicialmente prevista para durar cerca de 30 minutos em um encontro de aproximadamente três horas.
Além disso, Trump fez elogios públicos ao presidente brasileiro. “Tivemos uma ótima reunião com o presidente do Brasil. Ele é um bom homem, é um cara inteligente”, afirmou o americano após o encontro. A reação de Trump teve impacto direto sobre a narrativa construída pela direita, especialmente o bolsonarismo.
Setores alinhados ideologicamente ao bolsonarismo, aliás, pressionavam por uma postura mais dura contra Lula. De outro, prevaleceu um grupo pragmático preocupado com interesses estratégicos americanos. A imagem amistosa entre Lula e Trump enfraqueceu parte do discurso bolsonarista que apresentava o presidente americano como aliado exclusivo da direita brasileira.
O fato de Lula ter conseguido manter uma relação cordial com Trump altera o debate político sobre soberania e alinhamento internacional. O maior simbolismo disso tudo foi Trump elogiar Lula justamente no momento em que bolsonaristas intensificam ataques ao presidente brasileiro.
RECONHECIMENTO DA MÍDIA INTERNACIONAL – O encontro teve ampla repercussão na mídia internacional. O jornal espanhol El País destacou o tom de reaproximação entre os dois presidentes. Segundo a publicação, apesar das tensões acumuladas nos últimos meses, “havia muito em jogo nessa relação estratégica” e os líderes “demonstraram clara sintonia”. A reportagem afirmou que Lula minimizou os atritos anteriores com Trump e que o encontro teve como objetivo “virar a página dos desentendimentos” entre os dois governos.
Raquel nem aí – No encontro que selou o apoio formal do PP à reeleição da governadora Raquel Lyra (PSD), o ex-prefeito de Petrolina, Miguel Coelho (UB), que ainda aposta em ser escolhido para o Senado na chapa governista, não conseguiu esconder o constrangimento de ver o evento se transformar na alavancagem da candidatura do presidente da Federação Progressista, Eduardo da Fonte, ao Senado. Raquel fez rasgados elogios a Dudu da Fonte, como é conhecido o líder da federação, mas preferiu ignorar em seu discurso sua opção para a Casa Alta entre Dudu e Miguel.
Vai demorar – Não será agora nem muito menos num curto espaço de tempo que a governadora vai, enfim, definir sua chapa. Continuam em aberto as três vagas restantes da majoritária: a de vice e dois dois senadores. Segundo um aliado da governadora, ela vai esticar a corda até onde for possível, seguindo visceralmente o conselho de Marco Maciel, de que quem tem prazo, não tem pressa.
O troco vem a galope – Lula decidiu não romper com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, mesmo depois de ele articular pesado para rejeitar a indicação de Jorge Messias ao STF. Mas vai mandar um recado ao senador. Autorizou o ministro José Guimarães, o novo articulador político do Planalto, a mapear todos os cargos de Alcolumbre no terceiro escalão do governo federal — dentro e fora do Amapá.
São Lourenço atrai indústrias – Administrada pelo socialista Vinicius Labanca, São Lourenço da Mata avança na atração de investimentos com a implantação de um distrito industrial em uma área de aproximadamente 13 hectares, às margens da estrada de Matriz da Luz. Em breve, médias indústrias, com expectativa de geração de empregos e fortalecimento da economia local serão atraídas para o local. O setor de serviços segue como o mais representativo na economia do município, influenciado pela proximidade com o Recife, seguido pela atividade industrial. A cidade conta com uma rede de comércio e serviços, incluindo supermercados, com a chegada de grandes redes do setor atacarejo, farmácias, agências bancárias e postos de combustíveis, o que contribui para o atendimento da população e para a valorização imobiliária.
CURTAS
MACONHA 1 – Sistemas de irrigação, uso intensivo de defensivos agrícolas, maquinário pesado, energia fornecida por placas solares e vigilância 24 horas. Em meio ao clima árido do sertão nordestino, uma plantação com uso de tecnologias tradicionalmente empregadas por fazendas de ponta foi alvo no fim do mês passado de operação da Polícia Federal.
MACONHA 2 – O investimento tinha como objetivo o cultivo de uma “maconha gourmet”, versão mais potente da droga, que vem se espalhando pela bacia do Rio São Francisco e desafiando a corporação na tentativa de erradicação da prática criminosa. Em Pernambuco, a planta já havia sido colhida e estava pronta para distribuição em larga escala, mas policiais chegaram no dia 20 para erradicar a produção.
MACONHA 3 – Foram destruídos 23 mil pés, o equivalente a 37 toneladas. A nova realidade ocorre no chamado “polígono da maconha”, conhecida por escoar um tipo com alto teor de THC — substância responsável pelo efeito entorpecente —, mas que entrou em declínio nos últimos anos com a entrada da droga paraguaia, mais barata.
Perguntar não ofende: Raquel vai comer a pamonha do São João sem chapa?