A 83ª edição do prêmio Globo de Ouro acontece neste domingo (11), a partir das 22h, no horário de Brasília, no Beverly Hilton Hotel, em Los Angeles, Estados Unidos.
E, pela primeira vez, a cerimônia será transmitida por uma TV aberta, no caso a Globo, além das transmissões via streaming – TNT e HBO Max. A comediante Nikki Glaser será a anfitriã da noite e, entre as novidades do prêmio, a criação da categoria Melhor Podcast.
O Golden Globes é uma das mais importantes distinções do audiovisual mundial e, em 2026, tem um Brasil inteiro de olho nele: o já premiadíssimo longa-metragem do diretor Kleber Mendonça Filho, “O Agente Secreto”, concorre em três categorias (Melhor Filme de Drama, Melhor FIlme de Língua Estrangeira e Melhor Ator de Drama), fazendo com que os cinéfilos brasileiros não se aguentem de expectativa.
Pudera. Em 2025, saímos vencedores com a atriz Fernanda Torres levando a estatueta de Melhor Atriz de Drama por sua atuação em “Ainda Estou Aqui”, de Walter Salles, filme que ainda arrematou o Oscar de Melhor Filme Internacional em 2025. Torres concorria com Kate Winslet, Nicole Kidman, Pamela Anderson, Angelina Jolie e Tilda Swinton.
Indicados
Na categoria Melhor Filme de Drama, o “Agente” disputa a estatueta com “Foi apenas um acidente”, “Pecadores”, “Frankenstein”, “Hamnet: A Vida Antes de Hamlet”, “Valor Sentimental”, enquanto que Wagner Moura concorre com Joel Edgerton (”Sonhos de Trem”), Oscar Isaac (“Frankenstein”), Dwayne Johnson (“Coração de Lutador: The Smashing Machine”), Michael B. Jordan (“Pecadores”) e Jeremy Allen White (“Springsteen: Salve-me do Desconhecido”).
Já em Melhor Filme de Língua Não inglesa, o longa brasileiro concorre com: “Foi Apenas um Acidente” (França, Irã, Luxemburgo), “No Other Choice” (Coreia do Sul), “Valor Sentimental” (Noruega, França, Alemanha, Dinamarca, Suécia, Reino Unido), “Sirât“ (Espanha, França) e “A Voz de Hind Rajab” (Tunísia, França).
O “Agente”
Ambientada no Recife dos anos 1970, a trama do “O Agente Secreto” é sustentada em uma sátira política bem-humorada e conta a história do professor e pesquisador universitário Marcelo (Wagner Moura), que volta para a cidade onde nasceu (a capital pernambucana), durante o Carnaval de 1977 para se reunir com seu filho e se refugiar de uma perseguição política.
Entre as locações que aparecem no filme de Kleber Mendonça Filho, está o parque gráfico da Folha de Pernambuco, que mantém preservada uma máquina rotativa de impressão para representar um jornal dos anos 1970.
A Polícia Federal (PF) deflagrou, hoje, uma operação para apurar suspeitas de desvios de emendas parlamentares e manipulação de licitações em diferentes estados do país. A ação, batizada de Operação Vassalos, foi autorizada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) e mira um grupo que, segundo investigadores, teria montado um esquema para direcionar contratos públicos, desviar recursos e lavar dinheiro.
A reportagem apurou que o deputado federal Fernando Coelho Filho (União-PE) é um dos alvos, assim como o seu pai, o ex-senador Fernando Bezerra (MDB-PE), e o seu irmão, o ex-prefeito de Petrolina Miguel Coelho. Ao todo, são cumpridos 42 mandados de busca e apreensão em Pernambuco, Bahia, São Paulo, Goiás e no Distrito Federal. O caso está sob relatoria do ministro Flávio Dino.
De acordo com a investigação, a organização seria formada por agentes públicos e empresários que atuavam em conjunto para indicar emendas parlamentares a determinados municípios, viabilizar convênios e, na etapa seguinte, direcionar licitações para empresas ligadas ao próprio grupo.
Parte do dinheiro, ainda segundo a PF, voltaria aos envolvidos na forma de propina, além de ser usada para aquisição e ocultação de bens. Um dos episódios sob apuração envolve recursos destinados à cidade de Petrolina, no sertão pernambucano. O caso foi revelado pelo O Globo.
Em 2021, uma emenda de R$ 22 milhões indicada por Fernando Bezerra Coelho ajudou a financiar obras de revitalização da chamada Orla 3, às margens do Rio São Francisco. O convênio foi firmado entre a prefeitura e a Codevasf, então chefiada localmente por um ex-assessor do próprio ex-senador.
Investigadores apontam que o traçado da obra passa por área pertencente a empresa cujo sócio é irmão de Bezerra Coelho, o que levou à necessidade de desapropriação de parte do terreno.
Além disso, após a entrega da primeira etapa da revitalização, empreendimentos imobiliários começaram a ser anunciados na região, inclusive com participação de empresa ligada ao ex-prefeito Miguel Coelho, outro filho do ex-senador.
A Polícia Federal apura se a destinação da emenda, a celebração do convênio e a execução da obra atenderam a interesses privados, em vez de critérios técnicos e de interesse público.
A Operação Vassalos também investiga crimes como peculato, corrupção, lavagem de dinheiro, organização criminosa e frustração do caráter competitivo de licitações. O material apreendido nas buscas será analisado e pode subsidiar novas fases da apuração.
A nova pesquisa AtlasIntel/Bloomberg para a presidência da República, divulgada hoje, traz notícias animadoras para Flávio Bolsonaro (PL) e preocupantes para o entorno do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A diferença entre eles encurtou, devido a mudanças importantes na expectativa de voto em alguns estratos da sociedade.
No principal cenário de primeiro turno testado, Lula aparece com 45% das intenções de voto, contra 37,9% do senador fluminense, filho de Jair Bolsonaro. Em levantamento semelhante, feito em janeiro, o atual presidente tinha um índice de 48,8%, enquanto Flávio somava 35%. As informações são da Carta Capital.
Esse cenário teve forte influência do voto masculino. O Atlas aponta que, de janeiro para fevereiro, Lula caiu quatro pontos percentuais entre os homens (de 40,6% para 36,4%). Enquanto isso, Flávio subiu de 38% para 45,6%, uma alta de mais de sete pontos.
Chama atenção, ainda, a diferença entre as intenções de voto considerando pessoas que cursaram até o ensino fundamental. Em janeiro, Lula era o preferido de 61,2% desse grupo; em fevereiro, caiu para 37,3% – diferença de quase 24 pontos. Flávio, por outro lado, subiu de 28% para 41,2%, alta de 13,2 pontos.
Na região Sudeste, a mais populosa do país, houve um achatamento da distância. Em janeiro, Lula tinha 49,3% das intenções de voto na região, enquanto Flávio somava 36,1%. Já em fevereiro, a distância era bem menor: 43,6% para o petista, ante 41,9% para o senador.
Lula viu sua liderança diminuir também na região Nordeste, seu principal reduto eleitoral. Ele somava 58,2% em janeiro, e caiu para 50,4% em fevereiro. Flávio subiu de 28,7% para 31,8%.
Na pesquisa de janeiro, foram 5.418 participantes, com o código de registro no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) BR02804/2026. Em fevereiro, 4.986 pessoas participaram e o levantamento foi registrado no TSE com o código BR07600/2026.
Nos dois levantamentos citados, a margem de erro é de um ponto percentual, para mais ou para menos. Essa margem, porém, é relativa à amostra total, e não por estratos. A Atlas não divulga o detalhamento sobre a margem de erro para cada grupo de população, que pode ser diferente, dado que o número de pessoas entrevistadas é menor.
Em um único dia de agendas em Brasília, o deputado federal Felipe Carreras (PSB) demonstrou força política e capacidade de articulação ao reunir prefeitos pernambucanos em uma verdadeira maratona ministerial: foram quatro ministros de Estado e dois presidentes de órgãos federais estratégicos.
Ao lado dos prefeitos Helinho Aragão, de Santa Cruz do Capibaribe, Diógenes Patriota, de Tuparetama e Aline Karina, de Itapetim, Carreras abriu portas no primeiro escalão do governo federal. As comitivas foram recebidas pelos ministros Gustavo Feliciano do Turismo, Jader Barbalho Filho, das Cidades, André Fufuca, do Esporte, e Tadeu Alencar (em exercício), do Empreendedorismo.
A agenda incluiu ainda reuniões com os presidentes da Fundação Nacional de Saúde (Funasa), Alexandre Motta, e do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), Fernanda Pacobahyba, ampliando o alcance das tratativas.
Em Brasília, onde acesso e interlocução fazem diferença, a sequência de agendas reforça o prestígio político de Felipe Carreras e sua capacidade de abrir portas e garantir que as demandas dos municípios pernambucanos cheguem diretamente aos centros de decisão do Governo Federal.
O advogado Antônio Campos ajuizou uma Ação Popular, com pedido de tutela de urgência, visando ao ressarcimento de R$ 106 milhões pelos prejuízos causados ao patrimônio histórico e cultural de Olinda, decorrentes da frustração e da má gestão de recursos do PAC Cidades Históricas.
A ação é dirigida contra o ex-prefeito de Olinda, Lupércio Carlos do Nascimento, e a atual prefeita, Mirella Fernanda Bezerra de Almeida, que, segundo a petição inicial, exerceu funções estruturantes na gestão anterior.
De acordo com a ação, relatórios oficiais do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) apontam que, das 14 ações previstas para Olinda no âmbito do programa federal, apenas três foram concluídas.
O processo também registra inadimplência do município no Siafi, devolução de recursos e a instauração de tomadas de contas especiais junto ao Tribunal de Contas da União (TCU), fatos que, segundo o autor, configuram dano ao erário e ao patrimônio cultural protegido, cujos efeitos ainda são sentidos pela cidade, além de manter o município em situação de inadimplência.
Antônio Campos sustenta ainda que as obras atualmente vinculadas ao novo PAC e os projetos de restauro em andamento, sob gestão da Fundarpe, não eliminam o prejuízo já concretizado pela gestão municipal anterior no âmbito do PAC Cidades Históricas.
A ação tramita na 12ª Vara Federal da Seção Judiciária de Pernambuco. Em despacho, o juiz federal Frederico Augusto Leopoldino Koehler determinou a citação dos réus para apresentação de defesa e consignou que a análise do pedido de tutela de urgência, que requer a indisponibilidade de bens até o limite de R$ 106 milhões, será feita após as contestações, admitindo o regular prosseguimento da ação.
O ex-prefeito de Toritama Edilson Tavares segue consolidando seu nome como um dos principais quadros do Progressistas para a disputa por uma vaga na Câmara dos Deputados. Nesta semana, ele cumpre, ao lado do prefeito Sérgio Colin, ambos filiados ao Progressistas, uma série de agendas políticas e institucionais em Brasília.
Na tarde de ontem, Edilson participou de reunião com o presidente estadual do partido, o deputado federal Eduardo da Fonte, com o deputado federal Lula da Fonte (PP) e com o vice-presidente nacional da legenda e ex-presidente da Câmara dos Deputados Arthur Lira (PP-AL). O encontro teve como foco a necessidade de o Polo de Confecções contar com um representante na Câmara Federal que conheça de perto a realidade da região.
Edilson reforçou a importância de ampliar a voz do Polo das Confecções em Brasília. “A região do Polo precisa de um deputado que conheça de perto suas necessidades e sua força produtiva, que exporta moda para todo o país. Para mim, é uma honra saber que nossa forma de fazer política tem o respaldo do Progressistas”, afirmou.
A Polícia Federal (PF) faz uma operação, hoje, para combater uma organização criminosa acusada de movimentar um esquema de fraudes em licitações, corrupção e lavagem de dinheiro.
O objetivo da ação, denominada Operação Vassalos, é investigar a ocorrência de fraudes e desvios de emendas parlamentares. A suspeita é que o esquema tenha movimentado bilhões em recursos.
Segundo a TV Globo apurou, o ex-senador Fernando Bezerra (MDB-PE) e os filhos, o ex-prefeito de Petrolina Miguel Coelho e deputado Fernando Filho (União-PE), estão entre os alvos da operação.
De acordo com o blog da Camila Bomfim, a PF investiga suspeitas de negócios irregulares custeados com recursos de emendas parlamentares envolvendo a prefeitura de Petrolina (PE).
Forças de segurança cumprem 42 mandados expedidos pelo Supremo Tribunal Federal (STF) em Pernambuco, Bahia, São Paulo, Goiás e Distrito Federal.
Como funcionava o esquema?
De acordo com a PF, a investigação aponta para a existência de uma organização criminosa suspeita de desviar recursos públicos vindos de emendas parlamentares, por meio do direcionamento de licitações para empresa vinculada ao grupo.
Em seguida, os valores desviados eram encaminhados para o pagamento de vantagens indevidas e ocultação de patrimônio.
De acordo com pesquisa Gallup, 80% dos americanos desaprovam o trabalho dos congressistas dos EUA, segundo a The Economist de 21.2.2026. Há 25 anos essa taxa era de 50%. Uma tendência geral no Ocidente. Cada vez mais o cidadão ordinário se distancia das instituições. Cresce a percepção de que os legisladores, mesmo eleitos, só cuidam dos próprios interesses. No Brasil, já virou bordão o discurso de que o atual é o “pior Congresso da nossa história”. A pesquisa Datafolha de dezembro de 2025 indica uma aprovação de apenas 21% sobre o trabalho dos parlamentares, com 31% de ruim ou péssimo. Para reverter esses números são necessárias mudanças profundas na qualidade dos parlamentares.
Precisamos de um Congresso que aprove propostas para combater as causas do atraso do desenvolvimento brasileiro. Que melhore o funcionamento das nossas instituições, tornando o estado mais eficiente e capaz de estimular o aumento da produtividade e do poder relativo das classes populares. Na direção proposta por Alexandre Rands em seu último livro (“O Grande Fracasso”, 2026). Para que esse empoderamento do povo resulte na ampliação do acesso à educação de qualidade e melhore o nosso capital humano. Um Congresso que promova uma revolução educacionista para colocar ricos e pobres nas mesmas escolas. Na linha de propostas como as de Cristovam Buarque, capazes de reduzir a desigualdade e a exclusão que hoje freiam nosso desenvolvimento
Que legisle para atender reivindicações do povo como o fim da jornada de trabalho de 6×1 que hoje é apoiada por 73% dos brasileiros, a proteção do trabalho por aplicativos, o acesso à moradia digna e a serviços de saúde e transportes decentes.
Que promova, de verdade, uma cruzada contra a corrupção, inclusive a própria. Que combata a captura do estado pelo crime organizado. Mas também pelos grupos econômicos com amplo acesso às altas autoridades dos três poderes. Como ficou escancarado com o caso Master em que Daniel Vorcaro conquistou “amigos” colocando ministros do STF em suas folhas de pagamentos, financiando campanhas de políticos corruptos, mas também organizando festinhas como as de Trancoso. Similares às de Epstein nos EUA.
Que deixe de legislar em causa própria e exerça a autocontenção que deputados e senadores exigem do STF. Um bom exemplo seria reduzir a captura do orçamento da União através das emendas que já chegaram a R$ 52 bilhões anuais com R$ 50 milhões para indicações individuais de cada parlamentar.
Que se comprometa a não votar projetos como a PEC da blindagem de parlamentares e presidentes de partidos, que chegou a ser aprovada na Câmara e, diante da pressão de manifestações de rua, foi rejeitada no Senado.
Que não derrube os vetos que o presidente impôs à Lei Geral do Licenciamento Ambiental, a Lei 14.954/2025. E que, assim, não legalize a licença por autodeclaração, com a emissão automática de licenças para empreendimentos de médio impacto apenas com a declaração do empreendedor e flexibilizando a consulta aos povos originários.
Que promova mudanças culturais que superem a atual cultura de preconceitos contra os ‘desempoderados’ historicamente. Para que novos padrões culturais combatam os preconceitos contra pobres, pretos, mulheres, gays, pessoas com deficiência, idosos e moradores das periferias.
Que aprove a PEC da Segurança Pública e o PL Antifacção para que haja mais integração entre a União, os estados e os municípios no combate à criminalidade, seja a violência nas ruas, seja a do crime organizado, sejam os feminicídios.
Que modifique o atual sistema partidário e eleitoral em que as cúpulas partidárias distribuem ao seu bel-prazer os bilhões dos fundos partidário e eleitoral, favorecendo apaniguados e familiares na organização das listas de candidatos.
Essas e muitas outras propostas de reformas parecem utópicas. Mas qualquer mudança começa por um diagnóstico sobre o que precisa ser feito. Mesmo essas propostas não sendo unânimes. Por isso, a democracia exige a construção de consensos parciais sobre alguns temas que podem produzir resultados a partir de coalizões pontuais. Uma revolução na educação, o combate à corrupção e à violência são campos em que poderia haver alguma construção de consensos pontuais. Mas isso começa pela qualidade dos representantes que o Brasil vai eleger em outubro. Logo, depende do crescimento da consciência cidadã do nosso povo.
*Advogado formado pela FDR da UFPE, professor de Direito Constitucional da Unicap, PhD pela Universidade Oxford
Leandro Grass alerta para necessidade de pacto em torno do patrimônio cultural brasileiro
Por Larissa Rodrigues – Repórter do blog
O Brasil precisa de mais investimentos na consolidação de uma cultura de preservação dos seus patrimônios culturais. Embora o País tenha avançado nos últimos três anos nessa questão, ainda há um caminho a percorrer. Essa é a opinião do presidente do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) e pré-candidato a governador do Distrito Federal pelo PT, Leandro Grass.
Ele foi o entrevistado de ontem (24) do podcast Direto de Brasília, comandado pelo titular deste blog em parceria com a Folha de Pernambuco. Para Leandro Grass, é preciso conectar a população e os gestores municipais e estaduais ao patrimônio cultural, porque ele pertence à sociedade brasileira, não a governos nem mesmo ao Iphan.
“Uma questão a ser trabalhada cada vez mais nas escolas e nos meios de comunicação é a educação patrimonial, a conexão das pessoas com aquilo que é delas. A gente só vai cuidar daquilo que a gente conhece. A gente só ama aquilo que a gente conhece”, observou Grass.
Segundo ele, o Iphan tem investido em comunicação no sentido de conscientizar brasileiros e brasileiras sobre a importância da preservação e da valorização do patrimônio do país. O instituto duplicou as redes sociais, por exemplo, em número de seguidores, o que ajuda a difundir as informações sobre a riqueza patrimonial do Brasil.
A parceria com a iniciativa privada é importante nesse processo. “A Constituição, no artigo 216, diz que o patrimônio cultural tem que ser preservado em colaboração entre o Estado e a sociedade. Não é só o Estado; também não é só a sociedade. Então, o investimento privado é importante. A gente vê em outros países muito investimento empresarial, de particulares, na preservação do patrimônio. O Brasil tem ferramentas para isso”, destacou.
Nesse sentido, o Iphan tem realizado um trabalho de articulação para construir um pacto em torno do patrimônio cultural brasileiro, algo que não acontece de uma hora para outra, segundo Leandro Grass. “Mas posso dizer que na nossa gestão foi não só iniciado ou reiniciado, porque tinha sido interrompido, mas também foi intensificado todo esse processo”, comentou.
União de projetos – Embora não tenha aprofundado o debate sobre as eleições deste ano, Leandro Grass deixou no ar a possibilidade de unir seu projeto político ao do pré-candidato do PSB ao Governo do Distrito Federal (DF), Ricardo Capelli, ex-interventor de Segurança Pública do DF e atual presidente da ABDI. O petista revelou que já encontrou Capelli e que há um esforço para construir uma unidade no campo progressista, mas respeitando a liberdade dos partidos de participarem da disputa.
Projeto coletivo – “A gente faz parte mesmo do governo, inclusive. Veja, o exercício de uma unidade exige, primeiro, entender que projetos individuais ou meramente partidários não podem se sobrepor a um projeto coletivo. Também exige da gente inteligência política e uma certa objetividade na construção do acordo, da composição de chapa. A gente está em bom posicionamento nas pesquisas, a gente tem um legado da eleição de 2022 e também essa capacidade de poder colaborar com todos os partidos ao mesmo tempo. Se o PT vai ter duas cabeças de chapa? Em outros cenários também já aconteceu, inclusive com o PSB, na última eleição”, afirmou Grass.
Caso Marielle Franco – O início do julgamento dos acusados de mandarem matar a vereadora Marielle Franco e o motorista Anderson Gomes, ontem (23), repercutiu na Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe). A deputada Rosa Amorim (PT) foi à tribuna da Casa lembrar Marielle. “Continuamos a ecoar a sua voz. Nós somos a voz de Marielle ativa, viva e não vão nos silenciar. Estamos há oito anos sem Marielle. O tempo passou, mas agora a revolta permanece. Nenhuma sentença dará a vida de Marielle de volta. Nenhuma decisão judicial apagará a brutalidade do crime. Mas a justiça é o mínimo que o Estado deve ao povo brasileiro”, enfatizou Rosa.
ExpoGaranhuns – O deputado Izaías Régis (PSDB) também fez pronunciamento, ontem (23). Ele reforçou a importância da ExpoGaranhuns para o fortalecimento do agronegócio pernambucano e convidou toda a população a participar do evento, que acontece de 11 a 15 de março, no Parque Acauã, em Garanhuns. O parlamentar destacou o orgulho de ter participado ativamente das articulações para a realização da feira, contribuindo junto ao Governo do Estado para viabilizar o evento, uma das maiores exposições agropecuárias do Estado. “É motivo de muito orgulho ver Garanhuns sediando um evento dessa dimensão, que fortalece o agro, gera oportunidades e movimenta a economia regional”, afirmou.
Auxílio Caixa d’Água – O senador Fernando Dueire (MDB-PE) apresentou, ontem (23), no plenário do Senado, o Projeto de Lei nº 6.384/2025, que institui o Programa Auxílio Caixa d’Água Social. A proposta é voltada às famílias de baixa renda do semiárido nordestino e busca enfrentar a chamada pobreza hídrica — realidade marcada não apenas pela escassez de água, mas pela falta de meios adequados para armazená-la com segurança. Ao defender a iniciativa, Dueire destacou que muitas famílias ainda recorrem a recipientes improvisados, o que amplia riscos de contaminação e doenças. “Água é um direito fundamental. Não podemos aceitar que brasileiros armazenem água em condições precárias, colocando em risco a saúde das crianças, dos idosos e de toda a família”, afirmou.
CURTAS
Janela partidária – Os deputados estaduais Renato Antunes (PL) e Dani Portela (Psol) já têm as datas dos seus eventos de mudança partidária. Renato chega ao Novo no dia 12 de março. Já Dani ingressa do PT no dia 13, justamente porque é o número da sigla. O evento de Dani será no Pátio de São Pedro. O de Renato ainda será informado.
Fogo amigo – O pastor Silas Malafaia, apoiador do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), afirmou, em entrevista ao Metrópoles, que o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL) vai ajudar mais a candidatura à Presidência do irmão Flávio Bolsonaro “se ficar calado”.
Causa animal – O vereador de Caruaru e pré-candidato a deputado estadual, Anderson Correia (PP), protocolou na Câmara de Caruaru uma indicação solicitando ao Governo do Estado, por meio da Secretaria de Educação, a inclusão oficial do tema “prevenção de maus-tratos a animais” no currículo das escolas estaduais.
Perguntar não ofende: Eduardo Bolsonaro calado é um bom cabo eleitoral?
A prefeita de Bezerros, Lucielle Laurentino (União Brasil), enviou nota ao blog após a publicação de matéria sobre atrasos no pagamento de cachês de artistas que se apresentaram no São João de Serra Negra. No comunicado, a gestora reconhece que ainda há pagamentos em aberto e afirma que a situação está relacionada à virada do exercício financeiro e a trâmites administrativos de início de ano.
Segundo a prefeita, os repasses pendentes seguem um cronograma financeiro definido pela gestão municipal. Ela também destacou que a equipe mantém contato com os artistas e seus representantes para tratar das pendências e que os pagamentos serão realizados.
Na nota, a gestora afirmou ainda que a expectativa é concluir os pagamentos dentro do planejamento estabelecido pela administração municipal, após a realização dos eventos recentes e a organização do calendário financeiro.
O ministro Flávio Dino, presidente da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF), agendou para março o julgamento de uma denúncia contra o pastor Silas Malafaia. A ação foi incluída na pauta do plenário virtual da turma.
A análise foi marcada para ocorrer entre os dias 6 e 13 de março. Além de Dino, fazem parte do colegiado os ministros Cármen Lúcia, Cristiano Zanin e Alexandre de Moraes, que é o relator do caso.
A Procuradoria-Geral da República (PGR) acusa Malafaia de ter cometido injúria e calúnia contra o comandante do Exército, general Tomás Paiva. Segundo a PGR, os fatos teriam ocorrido durante uma manifestação em favor do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), ocorrida em São Paulo. Durante o ato, o pastor chamou generais de “frouxos, covardes e omissos”. Ele também disse que os militares “não honram a farda que vestem”. As informações são do jornal O GLOBO.
Malafaia já havia se manifestado ao STF negando que tivesse ofendido diretamente o general. Em sua manifestação, ele afirmou que apenas fez críticas genéricas ao alto comando militar e que não tinha a intenção de atingir pessoalmente o comandante.
De acordo com a defesa, o religioso usou “palavras fortes” para criticar os generais de forma genérica, sem citar nominalmente Tomás Paiva.
“Reitere-se que não houve ofensas, mas sim críticas. E as críticas apresentadas pelo denunciado foram genéricas, não se voltando contra pessoas específicas ou identificando quem quer que seja, e, obviamente, não tendo o intuito de desonrar a suposta vítima”, disseram os advogados de Malafaia.
Em vias de deixar a presidência do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) para disputar novamente o Governo do Distrito Federal, o petista Leandro Grass celebrou os passos de sua gestão para a preservação do patrimônio nacional. Todavia, reconhece que ainda há “um caminho a percorrer” nesse sentido.
“Acredito que a gente tenha dado passos importantes de 2023 para cá, no sentido de conectar a população, os gestores municipais e estaduais e a sociedade ao patrimônio cultural. Que é dela, não é de alguém, não é do governo, não é do Iphan. O Brasil tem 60 bens reconhecidos, como o forró, o frevo, a capoeira, o patrimônio arqueológico, que é vasto, imenso, no nosso país, tudo isso é patrimônio do povo brasileiro. E aí entra uma questão que tem que ser trabalhada cada vez mais nas escolas, nos meios de comunicação, que é a educação patrimonial, a conexão das pessoas com aquilo que é delas. A gente só vai cuidar daquilo que a gente conhece, a gente só ama aquilo que a gente conhece, e o Iphan investiu muito na educação patrimonial ao longo desses últimos anos”, destacou Grass, em entrevista ao podcast Direto de Brasília.
“O Brasil tem preservado muita coisa, é preciso dizer. Agora, é claro que em um país continental como o nosso, isso não se dá apenas por uma instituição. A Constituição diz que o patrimônio cultural tem que ser preservado em colaboração do Estado com a sociedade. E o investimento privado é importante. A gente vê, em outros países, muito investimento empresarial, de particulares, na preservação do patrimônio. O Brasil tem ferramentas para isso. A Lei Rouanet permite que as empresas apoiem o patrocínio direto também em alguns casos. Os detentores, os proprietários de imóveis têm que cuidar daquilo que é seu, não desvirtuar esse patrimônio. Então, a gente tem feito esse trabalho de articulação para construir um pacto em torno do patrimônio cultural brasileiro”, completou.
Grass citou o exemplo de Olinda e cobrou que o município tenha uma fundação própria para preservar seu patrimônio. “Em Olinda, temos obras do PAC que estão sendo feitas com a Fundarpe. Mas preciso fazer uma observação. A gente já se colocou à disposição da prefeitura, tanto na época do prefeito Lupércio quanto agora com Mirella. O Iphan vai ajudar Olinda, mas a cidade precisa de uma estrutura de patrimônio. Olinda é patrimônio mundial, não pode se abster ou abrir mão de ter uma estrutura própria. Precisa de uma fundação municipal de patrimônio e de uma legislação municipal. Esse trabalho do chamado Sistema Nacional tem o objetivo de colocar todo mundo na mesma página em termos de gestão e capacidade de investimento”, concluiu.
O Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) reabriu a investigação contra o ex-vereador do Rio Carlos Bolsonaro (PL) e outras 25 pessoas para apurar suspeitas de desvio de dinheiro público com o uso de funcionários fantasmas – prática conhecida como rachadinha – na Câmara Municipal
A decisão pela reabertura é da Procuradoria-Geral de Justiça (PGJ), que avaliou que a apuração anterior deixou de cumprir diligências consideradas essenciais. As informações são do g1.
A GloboNews teve acesso, com exclusividade, ao parecer da Assessoria Criminal da PGJ que determinou o prosseguimento das investigações.
Segundo o documento, “o prosseguimento das investigações revela-se medida necessária à adequada elucidação dos fatos”. A Procuradoria aponta que o arquivamento anterior não analisou de forma aprofundada pontos como a retirada de valores de um cofre bancário e a compra de um apartamento pelo então vereador.
A investigação contra Carlos Bolsonaro havia sido arquivada pelo próprio Ministério Público em setembro de 2024. Na ocasião, sete funcionários do gabinete foram denunciados por peculato — crime que envolve desvio de dinheiro público.
De acordo com a denúncia, o então chefe de gabinete Jorge Luiz Fernandes teria comandado a organização entre 2005 e 2021, arrecadando cerca de R$ 1,9 milhão — valor que teria sido devolvido por funcionários nomeados no gabinete. Ele segue trabalhando na Câmara Municipal.
O promotor responsável pelo caso à época, Alexandre Murilo Graça, argumentou que depoimentos, relatórios e laudos “não indicaram qualquer esquema de rachadinha em relação a Carlos Bolsonaro, visto que não se demonstrou qualquer circulação de valores para suas contas ou pagamentos”.
No início de 2025, o juiz Thales Nogueira Cavalcanti Venâncio Braga discordou do arquivamento. Ele apontou omissões e contradições na investigação e enviou o caso para análise da Procuradoria-Geral de Justiça, que decidiu reabrir o procedimento.
Pontos que serão aprofundados Entre os focos da nova apuração está a forma como o ex-vereador pagava o plano de saúde. Um relatório apontou que, em um intervalo de nove anos de contratação, apenas um boleto teria sido quitado por meio da conta bancária dele. A PGJ sugeriu que as operadoras do plano sejam oficiadas para informar valores, forma de pagamento e quem era o responsável pelas quitações.
Outro ponto é a compra de um apartamento em Copacabana, na Zona Sul do Rio, em 2009. Segundo o parecer, Carlos Bolsonaro declarou a aquisição do imóvel por R$ 70 mil — valor considerado muito abaixo do mercado à época.
O documento também menciona acessos frequentes a um cofre em agência bancária. Segundo o texto, o então vereador “realizou pelo menos um ou mais acessos por mês ao tal cofre”, fato que “despertou atenção, pois cofres bancários, usualmente, se destinam à guarda de joias, documentos ou grandes somas em dinheiro”.
A lista de investigados inclui 26 pessoas, entre elas Ana Cristina Siqueira Valle, ex-mulher do ex-presidente Jair Bolsonaro. Ela foi chefe de gabinete de Carlos Bolsonaro entre 2001 e 2008. Relatórios de inteligência financeira já apontaram depósitos em dinheiro vivo que somam até R$ 340 mil na conta dela.
A Assessoria Criminal da PGJ destaca que é “pertinente a realização de oitivas dos investigados, com o objetivo específico de indagá-los acerca do padrão de saques realizados após o recebimento de seus vencimentos”. A medida visa aprofundar a apuração sobre a possível prática de “rachadinha” — esquema em que funcionários devolvem parte dos salários — e formar juízo mais seguro sobre eventual denúncia ou novo arquivamento.
Carlos Bolsonaro deixou a Câmara Municipal há dois meses, após 25 anos no cargo. Até a última atualização desta reportagem, a defesa dele não havia se manifestado sobre a reabertura da investigação.
O que dizem os outros citados A GloboNews procurou o gabinete da vereadora Alana Passos, que herdou o cargo de Carlos Bolsonaro na Câmara Municipal, mas não obteve retorno.
Jorge Luiz Fernandes, apontado na denúncia entregue à Justiça como chefe da organização criminosa da suposta rachadinha no gabinete de Carlos Bolsonaro, não quis se manifestar
A defesa de Ana Cristina Siqueira Valle repudiou a última manifestação da Assessoria Criminal da Procuradoria-Geral de Justiça do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro.
“É estarrecedor que, em um procedimento absolutamente recheado de nulidades absolutas, com a utilização de expedientes reconhecidamente ilegais, como a clara fishing expedition, sirva de fundamento para uma suposta reabertura de investigações de fatos claramente prescritos. A defesa continua confiando nas instituições regularmente constituídas, que, dissociadas de contextos políticos e eleitoreiros, observem e apliquem o bom Direito”, disse a defesa, em nota.