Como anunciado por este blog, o debate que seria realizado neste sábado (28), com os candidatos a prefeito de São José do Egito, foi cancelado por não haver consenso sobre as regras.
Hoje, a Faculdade Vale do Pajeú, onde seria realizada a sabatina, emitiu uma nota explicando a situação. Confira:
A Faculdade Vale do Pajeú, diante do cancelamento do debate com os candidatos à Prefeitura de São José do Egito que seria realizado neste sábado (28), em seu auditório, vem a público esclarecer que o evento seria de total responsabilidade, organização e mediação do renomado jornalista Magno Martins, com utilização do espaço físico da instituição e presença da comunidade acadêmica, dada sua experiência de anos a serviço do jornalismo político em Pernambuco.
Uma das garantias foi de um debate ético e isento, voltado para a sociedade egipciense e comunidade acadêmica.
A formatação do debate foi construída com apoio do jornalista Nill Júnior, dada sua contribuição em encontros dessa natureza em todo estado, também como forma de garantir um formato equilibrado. Outro destaque é de que o assessor jurídico, Jonas Cassiano, foi sugerido e convidado por indicação do jornalista.
Como em todo debate dentro de um ambiente acadêmico, por solicitação do jornalista Magno Martins, seriam selecionados quatro universitários para realizarem perguntas de caráter propositivo, conforme regra estabelecida, sem qualquer risco de favorecimento ou prejuízo a qualquer um dos candidatos.
Os outros blocos teriam perguntas entre os candidatos e dos jornalistas e blogueiros Nill Júnior, Marcelo Patriota, e do próprio Magno Martins, com direito a réplica e tréplica. Ou seja, um debate equilibrado e propositivo, que seria para o engrandecimento de São José do Egito.
Dito isso, a Faculdade Vale do Pajeú lamenta profundamente que, desde a entrega do formato, o organizador do debate, Magno Martins, o colaborador Nill Júnior e até esta instituição tenham enfrentado questionamentos ao modelo, principalmente no que tange à legítima participação dos universitários, ilações estapafúrdias e tentativas de descredenciar o debate por candidatos e seus assessores.
O propósito final era de fato o ora alcançado, com o cancelamento do debate, num episódio que empobrece a campanha eleitoral justamente em sua reta final.
A Faculdade Vale do Pajeú espera que, ao contrário da postura adotada neste episódio, os candidatos e, especialmente aquele que sair vencedor da disputa, trate com mais respeito o ambiente universitário e a sociedade egipciense.
Ampliando as alianças em torno de sua candidatura para a Assembleia Legislativa, o pré-candidato a deputado estadual Batista Cabral (PSB) reuniu, ontem, 14 dos 21 vereadores do Cabo de Santo Agostinho. O encontro foi pluripartidário, reforçou a capacidade de articulação do socialista e foi marcado por um produtivo debate sobre projetos para apoiar a ampliar o desenvolvimento da cidade. O prefeito Lula Cabral e o vice-prefeito, Jamerson Batera também prestigiaram a reunião.
“O Cabo é uma cidade que está resgatando seu potencial com o trabalho que vem sendo feito pela gestão de Lula, que já fez muito pela cidade quando também era deputado estadual. Eu quero, e vou ser, o representante dos cabenses na Assembleia Legislativa a partir de 2027. Essa construção que estamos fazendo aqui, com o apoio dos vereadores que tem compromisso com a cidade, com nossa gente, vai ser muito importante para nossa caminhada vitoriosa”, destacou Batista Cabral.
O deputado Ricardo Salles (Novo-SP) não está nem um pouco disposto a recuar do que disse a respeito do presidente do PL, Valdemar Costa Neto. Muito pelo contrário, a julgar pelo que ele declarou com exclusividade ao Correio Político. “Valdemar usa o PL para engravidar o Centrão”, acusou Ricardo Salles. “Essas coisas precisam acabar”, ataca.
Na avaliação do deputado, que se elegeu para o PL e depois migrou para o Novo, não haveria sinceridade no posicionamento de direita de Valdemar e de outros políticos da ala mais ligada a ele no partido. “Em 2022, foi claramente a direita quem elegeu os principais deputados, e essa turma entrou no vácuo. É o que eu chamo de fazer filho na barriga dos outros”, disse.
Valdemar declarou que irá processar Ricardo Salles. “É um direito dele, mas não estou nem um pouco preocupado”, respondeu Salles. “Basta eu mostrar as diversas reportagens da época”. O que afirmou Ricardo Salles que irritou Valdemar? Que o PL desviou dinheiro público nos tempos em que teve o comando do Ministério dos Transportes nos outros governos de Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff.
E, de fato, houve denúncias à época contra o ex-ministros Anderson Adauto e Alfredo Nascimento. Em 2011, Dilma chegou a demitir Alfredo Nascimento do ministério dentro daquelas ações que à época foram chamadas de “faxina”. Foi um dos primeiros a cair nesse processo. Mais tarde, Nascimento afirmou ter sido inocentado das acusações. Mas há quem atribua a esse processo de “limpeza ética” feito por Dilma o movimento mais tarde do Centrão para aprovar o seu processo de impeachment, quando presidia a Câmara o deputado Eduardo Cunha.
Salles fulmina o Centrão. “É o cara que sempre faz negócio”. Para o deputado, o nome que o PL defende para o Senado em São Paulo, o deputado estadual André do Prado (PL), seria “o estereótipo do Centrão”. Na visão de Salles, um nome ligado a Valdemar sem esse perfil exatamente de direita e com o perfil negocista que definiria o Centrão.
Então, Salles afirma se decepcionar com a defesa que Eduardo Bolsonaro faz da candidatura de André do Prado, de quem quer ser o suplente de senador. “Para minha surpresa, ele defende”, afirmou Salles. “Um tipo de incoerência que a gente assiste e que só nos prejudica”, completou.
Ricardo Salles, então, torce pela briga? “Claro que não é bom esse tipo de briga”, admite ele. “Mas em algum tempo, nós teremos que discutir essa captura do PL pelo Centrão”. Para Salles, é isso o que representaria o comando de Valdemar. Alguém que viu o crescimento conservador do país e pegou carona.
Segundo o deputado, haveria deputados do PL dessa turma a que ele classifica de “Centrão”, que votam com o governo Lula em mais de 60% dos casos. “Então, o que adianta fazer alianças para eleger parlamentares que agem dessa maneira?”, questiona Salles. “Que tipo de oposição é essa?”, questiona.
Para Ricardo Salles, é natural que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), na sua construção de candidatura à Presidência da República, procure ampliar ao máximo suas alianças, buscando os votos dos partidos do Centrão. Mas, na sua visão, essa não deveria ser a estratégia para a formação das chapas para o Parlamento, que deveriam ter mais solidez.
Salles avalia que o eleitor compreende que um presidente, o governo federal, precisa ampliar suas alianças para ter governabilidade. Mas não tem como compreender que alguém que ele eleja com a expectativa de um comportamento de direita no Congresso aja de outra maneira.
Ricardo Salles deseja ser ele o candidato da direita na chapa pela reeleição de Tarcísio de Freitas (Republicanos) em São Paulo para o Senado. E o PL e Eduardo Bolsonaro querem André do Prado. Há, portanto, uma disputa política. Que Salles, porém, pontua ao Correio Político que é também ideológica.
Realizado sempre às terças-feiras, o podcast ‘Direto de Brasília’, parceria deste blog com a Folha de Pernambuco e transmissão para 165 emissoras no Nordeste, só vai ao ar amanhã. O convidado é o senador Eduardo Girão, pré-candidato ao Governo do Ceará pelo Novo. Há pouco, Girão pediu a suspeição do novo presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Nunes Marques, pela sua amizade com o senador Ciro Nogueira (PP-PI), objeto de uma operação da Polícia Federal na semana passada por envolvimento no escândalo do banco Master.
Recentemente, Girão participou do movimento que culminou com o protocolo de um mandado de segurança no STF, com pedido de liminar, contra a omissão do presidente do Senado, Davi Alcolumbre, no andamento do requerimento de criação da CPI do Banco Master.
Girão também é contra o uso da colaboração premiada como instrumento de investigação e responsabilização criminal e defende que o mecanismo seja aplicado sem seletividade e com base em provas consistentes.
Dentre as propostas de Girão no Senado, encontra-se a redução do número de deputados federais, de 513 para 300, com o objetivo de gerar economia aos contribuintes. Em março de 2021, Girão foi autor de um requerimento pela instalação de uma CPI que investigasse a União, estados e municípios por eventuais irregularidades no uso de recursos federais destinados ao combate à pandemia de COVID-19 no Brasil.
O requerimento obteve o apoio de 45 senadores e o então presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, criou oficialmente a CPI, unindo o requerimento de Girão ao pedido de CPI feito anteriormente pelo senador Randolfe Rodrigues, que previa investigação exclusiva sobre o Governo Federal.
Girão foi eleito em 2018 com 1.325.786 votos. Após uma disputa acirrada contra Eunício Oliveira (MDB), então presidente do Congresso Nacional e candidato à reeleição, ele elegeu-se como o segundo mais votado – o primeiro foi o ex-governador Cid Gomes (PDT).
Anteriormente, Girão atuava como empresário nas áreas de hotelaria, transporte de valores e segurança privada. Em 2004, fundou a Associação Estação da Luz, entidade sem fins lucrativos de atuação na área social e responsável por produções audiovisuais do cinema brasileiro tais como ‘Chico Xavier – o filme’, ‘Divaldo: O Mensageiro da Paz’, ‘As Mães de Chico Xavier’, ‘Bezerra de Menezes: O Diário de um Espírito’, entre outros.
O podcast Direto de Brasília vai ao ar das 18h às 19h, com transmissão pelo YouTube da Folha de Pernambuco e do meu blog, incluindo também cerca de 165 emissoras de rádio no Nordeste. Retransmitem o programa a Gazeta News, do Grupo Collor, em Alagoas; a Rede Mais Rádios, com 25 emissoras na Paraíba; a Mais-TV, do mesmo grupo, sob o comando do jornalista Heron Cid; a Rede ANC, do Ceará, formada por mais de 50 emissoras naquele Estado; além da LW TV, de Arcoverde.
Os parceiros neste projeto são o Grupo Ferreira de Santa Cruz do Capibaribe, a Autoviação Progresso, o Grupo Antonio Ferreira Souza, a Água Santa Joana, a Faculdade Vale do Pajeú e o grupo Grau Técnico.
Nas andanças pelo Estado para difundir ‘Os Leões do Norte’, minibiografia de 22 governadores de Pernambuco, de vez em quando me surpreendo com gestos de leitores que devoram a obra e ficam empolgados.
É o caso do empresário da área de tecnologia Tiago Rangel, diretor de implantação de cursos profissionalizantes e cursos técnicos da Faculdade Vale do Pajeú. Ele esteve em Bezerros na semana passada, me confessou que ficou apaixonado pelo livro e comprou várias unidades para doar a repartições públicas, políticos, escolas e bibliotecas.
Tiago é daqueles que só acreditam no futuro de uma Nação através da leitura!
Só faltam 5 dias para o primeiro evento em comemoração aos 20 anos deste blog: o jantar de adesão, no próximo dia 18, a partir das 19 horas, no restaurante Sal e Brasa Jardins, na Avenida Rui Barbosa. O segundo será o 1º Forró do Magno, em 13 de junho, no Sesc, em Arcoverde, a partir de meio-dia, animado pela super Oara e a participação de vários artistas, entre eles, meu amigo Maciel Melo.
O jantar de adesão já está esgotado. Planejado para apenas 300 pessoas, devido às restrições de espaço do ambiente, as pulseiras de acesso estão disponíveis com a cerimonialista Branca Góes. Quem adquiriu e ainda não retirou, favor contactar pelo número: (81) 9.9973-6095.
Será uma noitada bem especial e com muita música também. Vários artistas passarão por lá para homenagear o blog e dar uma “canjinha”, entre eles, Alcymar Monteiro, Maciel Melo, Petrúcio Amorim, Almir Rouche, Josildo Sá, André Rio, Fabiana Pimentinha, Cristina Amaral, Irah Caldeira, Walquiria Mendes e Novinho da Paraíba.
Todos sob a batuta do meu amigo Renato Bandeira. Renatinho, como é tratado pelos colegas de profissão e amigos mais próximos, é violonista, guitarrista, arranjador e produtor musical, reconhecido pela versatilidade na MPB e música instrumental.
Integrante da Spok Frevo Orquestra, acompanhou grandes nomes como Dominguinhos e Gal Costa, destacando-se no frevo e no jazz. Atua também em projetos como o “Renato Bandeira Trio” e “Som de Madeira”. Desenvolve ainda projetos intimistas, como o show “Buarque-se” com Marina Duarte, e lidera seu próprio trio de jazz.
Renatinho também é comentarista do Sextou, programa musical que apresento pela Rede Nordeste de Rádio, formada por 48 emissoras em Pernambuco, Paraíba, Alagoas e Bahia, tendo como cabeça de rede a Rádio Folha 96,7 FM, no Recife.
Quanto ao segundo evento, o 1º Forró do Magno, no Sesc, em Arcoverde, dia 13 de junho, a partir do meio-dia, as mesas já estão disponíveis para venda através do número: (87) 9.9973-6095. Além da Super Oara e do sensacional Maciel Melo, outros artistas passarão por lá para cantar e homenagear o blog.
Haverá, por fim, um terceiro evento para fechar as festividades dos 20 anos em alto astral: um jantar de adesão em Brasília. A ideia era promover logo em seguida ao forró de Arcoverde, mas Brasília fica esvaziada em junho, em seguida vem o recesso de julho. Em razão disso, ficou agendado para 11 de agosto.
A Secretaria de Saúde de Pernambuco (SES-PE) se contradisse ao informar à imprensa que a ala do Hospital da Restauração (HR) onde parte do teto desabou, ontem, ainda não havia sido reformada. Postagem feita no perfil da própria pasta no Instagram em 15 de janeiro deste ano fala da expectativa pela entrega de pavimentos que estavam em obras e celebra a inauguração da reforma do 7º andar, o mesmo onde houve o incidente de ontem.
“O 7º andar já foi entregue no Hospital da Restauração. E já, já estamos entregando o 8º andar no mesmo padrão”, divulgou a SES-PE, na época. Ontem, porém, o argumento foi o de que o caso ocorreu “em área que ainda não passou por reforma”. Imagens gravadas dentro da unidade pelo deputado Romero Albuquerque (PSB), vice-líder da oposição, poucas horas após o incidente, mostram buracos no forro de gesso a poucos metros de um quarto reformado no 7º andar.
A requalificação desse pavimento foi a primeira entregue pela governadora Raquel Lyra (PSD), ainda em 2024. Atualmente, há um contrato ativo para a reforma do 4º, 5º, 6º e 8º andares, com prazo até agosto de 2026. Até o momento, contudo, somente dois andares foram entregues de um total de nove que tinham promessa de requalificação até o fim do mandato da governadora, em dezembro deste ano.
Levantamento Genial/Quaest, divulgado hoje, mostra que 49% dos entrevistados desaprovam o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), enquanto 46% afirmam aprovar a gestão. Em relação à avaliação do governo, 34% classificam a administração petista como “positiva”, 25% como “regular” e 39% como “negativa”. Outros 2% não souberam responder. As informações são do portal Poder 360.
A pesquisa foi realizada de 8 a 11 de maio de 2026. Foram entrevistadas 2.004 pessoas com 16 anos ou mais no Brasil. O intervalo de confiança é de 95%. A margem de erro é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o código BR-03598/2026. O custo do estudo foi de R$ 433.255,92. Foi pago pelo Banco Genial.
O presidente Lula assinou uma Medida Provisória retirando a “taxa das blusinhas” – aquela taxação sobre produtos comprados diretamente da China por sites internacionais.
Eu avisei. A gente avisou. E agora? Para quem produz: mais imposto. Para quem gera emprego: mais imposto. Para quem desenvolve o Brasil: mais imposto. Para quem compra da China com zero de imposto: tudo de graça.
Quero ver a cara de quem dizia que “estava tudo resolvido”. E quero ver como a indústria nacional de confecções vai suportar tudo isso. São 8 milhões de empregos em jogo. E o governo escolheu o lado errado.
O Brasil precisa saber!
*Produtor no polo de confecções de Santa Cruz do Capibaribe
O ex-prefeito de Gravatá, Joaquim Neto (PSDB), anunciou, ontem, que vai apoiar a candidatura do jovem Bruno Marques (PSB), filho do prefeito de Petrolândia, Fabiano Marques, a deputado estadual. Joaquim é uma das principais lideranças políticas de Gravatá e deve disputar a Prefeitura nas eleições de 2028. “É um reforço importante no Agreste”, comemorou Bruno.
Pesquisa Quaest, divulgada hoje, mostra as intenções de voto para o 1º turno da eleição presidencial de 2026. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aparece à frente com 39% das intenções de voto, seguido de Flávio Bolsonaro (PL), que tem 33%, e Ronaldo Caiado (PSD), com 4%. Romeu Zema (Novo) aparece com 4%. As informações são do portal G1.
Na pesquisa de abril, Lula tinha 37%, e Flávio Bolsonaro, 32%. Caiado aparecia com 6%, e Zema, com 3%. As oscilações de intenção de voto nos candidatos se deram dentro da margem de erro, que é de dois pontos para mais ou para menos. Lula oscilou dois pontos para cima e Flávio, um ponto para cima. Caiado oscilou dois pontos para baixo, e Zema, um para cima.
Veja os números:
· Lula (PT): 39% (eram 37% em abril);
· Flávio Bolsonaro (PL): 33% (eram 32%);
· Ronaldo Caiado (PSD): 4% (eram 6%);
· Romeu Zema (Novo): 4% (eram 3%);
· Renan Santos (Missão): 2% (eram 2%);
· Augusto Cury (Avante): 1% (eram 2%);
· Cabo Daciolo (Mobiliza): 1% (era 1%);
· Samara Martins (UP): 1% (era 1%);
· Aldo Rebelo (DC): 0% (não pontuou na pesquisa anterior);
· Hertz Dias (PSTU): 0% (não estava na pesquisa anterior);
Uma máxima na política é a de que, para render dividendos eleitorais aos governantes, as obras precisam ser vistas pela população. E Raquel Lyra (PSD) parece ter levado esse conceito a sério. Insatisfeita com a falta de repercussão da reforma de apenas dois andares do Hospital da Restauração (HR), que ninguém viu e acabou sucumbindo diante da continuidade dos problemas históricos da unidade, ela resolveu apostar na pintura da fachada, que causa impacto visual na Avenida Agamenon Magalhães, em pleno reduto de seu principal adversário nas eleições deste ano, o ex-prefeito do Recife, João Campos (PSB).
Desde 28 de abril, as redes sociais da governadora e de seu governo postaram à exaustão imagens da intervenção externa. Influenciadores e páginas patrocinadas pela gestão estadual também foram escalados para turbinar o conteúdo positivo, assim como a vice-governadora Priscila Krause (PSD). O ex-secretário Daniel Coelho (PSD) fez o mesmo, mas não teve muita sorte.
Ele publicou um vídeo elogioso sobre a fachada do HR na manhã de ontem, mas, horas depois, acabou desmoralizado pela notícia da queda de parte do forro de gesso de uma ala do 7º andar reformada recentemente.
Não é a primeira vez que o teto do HR desaba na gestão de Raquel Lyra. Em 15 de maio de 2025, parte do gesso que cobria um posto de enfermagem do 5º andar despencou. Em 26 de outubro, o problema aconteceu em uma copa do 4º andar.
Na mesma época, a recém-reformada Unidade de Terapia Intensiva (UTI) Neonatal do Hospital Barão de Lucena, também no Recife, foi cenário de um incidente similar sobre duas incubadoras que estavam em uso, mas, por sorte, não houve feridos.
O episódio ocorrido na Restauração, contudo, é emblemático porque se abate sobre o Governo Raquel Lyra após quase quatro anos de gestão. Seria tempo mais que suficiente não só para intervenções profundas na unidade, mas para a governadora se empenhar no cumprimento de sua promessa de campanha, que projetava a reforma completa da unidade.
Até agora, só estão prontos dois andares inteiros e metade do 7º andar, exatamente onde houve o desabamento. Falta serviço em outros seis andares e meio, um ocaso melancólico para uma governadora que não costuma cumprir metas.
Com atrasos significativos tão perto de sua busca pela reeleição, faz sentido Raquel investir em pinturas de fachadas. O problema é quando a maquiagem derrete e revela a face real do problema, como aconteceu no HR, a máscara cai.
Para quem passa na frente, a pintura transmite a impressão de que vai tudo bem lá por dentro, desde que o cidadão não tenha a desventura de precisar de atendimento em corredores superlotados e com tetos desabando. Aí não tem obra de fachada que resista.
CONFRONTO RADICAL – Num claro sinal de que radicalizou a contenda aberta contra o Governo, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), não compareceu, ontem, ao lançamento do programa “Brasil Contra o Crime Organizado”, no Palácio do Planalto, apesar de ter sido convidado. A ausência ocorre em meio ao agravamento da crise entre o senador e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) após a rejeição da indicação de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal (STF). Já o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), discursou e circulou ao lado de Lula, em gesto visto por aliados como tentativa de preservar a relação institucional com a Câmara.
Crime no meio de tudo – No evento no Palácio do Planalto, o presidente Lula lançou um pacote de R$ 11 bilhões para ações de segurança pública e endureceu o discurso sobre o crime organizado. Afirmou que o crime “muitas vezes está no meio empresarial, no Judiciário e no Congresso” e voltou a defender a aprovação da PEC da Segurança Pública, proposta que hoje está parada há dois meses no Senado, sob comando de Alcolumbre. O carro-chefe é o fortalecimento do sistema prisional: R$ 330,6 milhões para implantar um padrão de segurança máxima em 138 unidades estratégicas, nos 26 estados e no Distrito Federal. O objetivo é cortar a capacidade de líderes de facções de comandar operações criminosas de dentro das cadeias.
Foco nos presídios – As medidas incluem a aquisição de drones, scanners corporais, bloqueadores de celular, georradares e sistemas de áudio e vídeo. O programa estabelece ainda a criação do CNIP (Centro Nacional de Inteligência Penal) e o isolamento total de lideranças criminosas em unidades de segurança máxima. “80% das lideranças catalogadas das organizações criminosas estão concentradas nesses sistemas prisionais”, disse o ministro da Justiça, Wellington César Lima.
Auxílio chuva – Na sessão de ontem, os deputados estaduais aprovaram o projeto que prevê o pagamento de R$ 2,5 mil para vítimas das chuvas no Estado. O “Auxílio Pernambuco” será repassado exclusivamente às famílias de baixa renda residentes nos municípios que tiveram situação de emergência reconhecida pelo Governo do Estado em função das fortes chuvas do primeiro fim de semana deste mês. O pagamento será feito a partir dos dados cadastrais registrados na Secretaria de Assistência Social, Combate à Fome e Políticas sobre Drogas (SAS).
Situação complexa – O prefeito do Recife, Victor Marques (PCdoB), afirmou, ontem, em entrevista à Rádio Jornal, que não existe uma obra isolada capaz de resolver o problema dos alagamentos na capital pernambucana. “Se em 2021 ou 2022 caísse uma chuva de dinheiro para executar obras de macrodrenagem na bacia do Rio Tejipió, não se saberia o que deveria ser feito. De fato, é uma solução complexa”, afirmou.
CURTAS
OBRAS – O prefeito citou os reservatórios da Imbiribeira como obras já em execução para dirimir os problemas. Também mencionou o Canal da Mauricéia e a criação de parques alagáveis como parte do pacote de intervenções previstas.
INVESTIMENTOS – Questionado sobre o caso de Dois Unidos, área que registrou mortes recentes em decorrência de deslizamento de barreira, Marques afirmou que, em um raio de 1 km daquela localidade, a Prefeitura tem mais de R$ 50 milhões em investimentos. As ações incluem instalação de lonas, aplicação de geomanta e obras coletivas de proteção de encosta.
PODCAST – Por uma questão de atropelo na agenda do convidado, o podcast Direto de Brasília, parceria deste blog com a Folha de Pernambuco, será amanhã, com o polêmico senador cearense Eduardo Girão, pré-candidato ao Governo do Ceará pelo Novo.
Perguntar não ofende: Quantos estados vão aderir ao novo programa de combate à violência?
O prefeito do Recife, Victor Marques (PCdoB) anunciou que pretende se reunir com a governadora Raquel Lyra (PSD) para discutir as prioridades da cidade. Os dois já se falaram recentemente durante as chuvas que atingiram o Recife, ocasião em que a governadora ligou para ele.
O prefeito do Recife, Victor Marques (PCdoB) anunciou que pretende se reunir com a governadora Raquel Lyra (PSD) para discutir as prioridades da cidade. Os dois já se falaram recentemente durante as chuvas que atingiram o Recife, ocasião em que a governadora ligou para ele.
Victor revelou que, momentos após tomar posse, enviou uma mensagem à governadora se colocando à disposição. Ele classificou a relação entre as duas gestões como estritamente institucional.
“Institucionalmente, a gente não pode ter diferenças quando a prioridade é cuidar do cidadão. O cidadão recifense é cidadão pernambucano. Institucionalmente, com certeza teremos uma boa relação”, afirmou.
Victor descartou tensão entre as duas gestões e defendeu a separação entre disputa eleitoral e administração pública. “Não há nada que a prefeitura do Recife possa atrapalhar o governo do estado, e o governo não tem atrapalhado o Recife. E mais do que isso, sempre que possível, ações conjuntas são feitas”, declarou.
“Uma coisa é a disputa eleitoral, outra é a institucionalidade. A gente não pode misturar nunca as duas coisas para que o cidadão não seja impactado negativamente. Ninguém quer saber de confusão de política, todo mundo quer que a vida melhore”, completou.
Campanha de 2026
Questionado sobre sua participação na campanha de João Campos ao governo do estado em 2026, Victor reconheceu que o tema já circula nos bastidores, mas deixou claro que sua atenção está voltada à gestão. “Estou prefeito do Recife. Nossa prioridade é cuidar do Recife”, afirmou.
O prefeito disse ter direito de escolher um candidato para e trabalhar por ele no processo eleitoral, mas demarcou o momento.
“No processo eleitoral, cada pessoa vai sair de casa para votar em alguém, vai levantar suas bandeiras de forma organizada. Eu, enquanto prefeito do Recife, tenho meu direito de poder escolher um candidato e poder pedir votos e trabalhar por ele. Mas esse momento não é para isso, esse momento é para a gente cuidar do Recife”, ponderou.
A relação com o PCdoB
Questionado de forma direta se “já havia virado comunista”, Victor respondeu exaltando os nomes do partido com quem passou a conviver.
“Luciana Santos, que é ministra da Ciência e Tecnologia, é uma craque. Renildo Calheiros, que foi líder do governo, é craque na política. Tenho muita alegria de estar no PCdoB”, disse.
Futuro na política
Ao ser questionado sobre pretensões futuras, Victor apostou na narrativa do trabalho como principal legado. “As pessoas podem esperar que eu vou trabalhar muito. A única coisa que dignifica muito é trabalhar. Se a gente parar para olhar o futuro, erra no presente”, disse.
O prefeito antecipou que deseja chamar atenção pelo ritmo de agendas como prefeito. “As pessoas vão me ver sair muito cedo e às vezes sem hora para voltar para casa, mas para trabalhar. Quero que isso seja uma marca minha. Se eu estiver fazendo meu trabalho bem feito, já estou satisfeito”, afirmou.