Recebi, há pouco, do empresário José Chaves, ex-deputado federal, esta pérola: o ex-governador Roberto Magalhães, o primeiro em pé à esquerda, com 10 anos, num flagrante com seus pais e irmãos. Se você tem uma imagem histórica no fundo do seu baú, nos envie agora para postagem neste quadro pelo número 81.982224888.
O PL confirmou neste domingo (2) as candidaturas de Bia Kicis e Michelle Bolsonaro ao Senado pelo Distrito Federal. A decisão foi anunciada durante a convenção do partido em Brasília.
A candidatura da ex-primeira-dama era dúvida no PL após discussões com o enteado e candidato à presidência Flávio Bolsonaro. Na ocasião, Michelle deixou a presidência do PL Mulher e chegou avaliar saída do partido. Ela teria dito a aliadas que aguardava “sinal divino” para decidir candidatura. As informações são do g1.
Essa é a primeira candidatura da ex-primeira-dama. Natural de Ceilândia (DF), Michelle se casou com o então deputado Jair Bolsonaro em 2007. A candidata é uma das apostas do PL para aproximar a sigla do público feminino. Michelle assumiu presidência do PL Mulher em 2023.
Até a última atualização desta reportagem, Michelle Bolsonaro ainda não havia chegado ao evento. Horas antes, a ex-primeira-dama recebeu alta do hospital DF Star, onde estava internada desde a noite de ontem (1º) com um quadro de cefaleia. Pouco antes das 19h, o senador Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência da República, chegou ao evento.
Bia Kicis e Michelle Bolsonaro oficializam candidatura ao Senado no Distrito Federal
O outro nome da “chapa pura” do PL ao Senado é o da deputada federal Bia Kicis (PL), presidente do diretório distrital do partido. Bia Kicis está em seu segundo mandato na Câmara dos Deputados e também é um nome próximo da família Bolsonaro. Graduada em Direito pela Universidade de Brasília, Bia Kicis foi subprocuradora-Geral do do Distrito Federal, cargo em que se aposentou em 2016.
Na convenção, o partido também confirmou que apoiará a campanha de reeleição da atual governadora do Distrito Federal, Celina Leão (PP). Ao discursar no evento, Celina Leão afirmou que Michelle enfrentou dias difíceis antes de decidir disputar o Senado.
“Ela foi muito questionada por que não decidia logo. Era muito difícil para ela decidir entre cuidar do marido e ser candidata. Mas, por amor ao marido, pela aliança que ela tem com a Bia e pela responsabilidade que ela tem com o Brasil, Michelle será nossa senadora junto comigo”, disse.
O candidato a deputado estadual Anderson Luiz confirmou, neste domingo (2), sua candidatura durante a convenção estadual do PSD. Apontado como o candidato do prefeito de Caruaru, Rodrigo Pinheiro, Anderson reafirmou o compromisso de fortalecer o projeto político liderado pelo gestor municipal e pela governadora Raquel Lyra, que disputa a reeleição. Junto ao deputado federal Fernando Monteiro, Rodrigo destacou, durante convenção, a importância de ampliar a representação de Caruaru na Assembleia Legislativa de Pernambuco.
Ao lado de Rodrigo Pinheiro e acompanhado por centenas de apoiadores que prestigiaram o ato, Anderson destacou que pretende contribuir para ampliar o trabalho que, segundo ele, vem transformando Caruaru e Pernambuco. “Fazemos fazer parte desse time para continuar transformando a vida das pessoas e ajudar esse projeto a crescer cada vez mais”, afirmou.
O deputado estadual Izaías Régis teve sua candidatura a deputado federal oficializada neste domingo (2), durante a convenção estadual do PSD. O evento também oficializou as candidaturas da governadora Raquel Lyra (PSD) à reeleição, tendo Priscila Krause (PSD) como vice-governadora, além das candidaturas de Túlio Gadelha (PSD) e Eduardo da Fonte (PP) ao Senado Federal.
Com uma trajetória marcada pelo compromisso com Garanhuns e o Agreste, Izaías inicia uma nova etapa de sua vida pública com o propósito de representar Pernambuco na Câmara dos Deputados. “Meu amor por Garanhuns supera tudo. Foi lá que construí minha história, fiz amigos, aprendi a servir e fortaleci meu compromisso com o nosso povo. Representar Garanhuns e todo o Agreste em Brasília é mais do que um sonho: é uma missão de vida”, afirmou.
Após dois mandatos como prefeito de Garanhuns e quatro como deputado estadual, Izaías destaca que a experiência adquirida ao longo da vida pública será colocada a serviço de Pernambuco no Congresso Nacional. “O Agreste tem força. Pernambuco tem futuro. Vamos construir juntos um novo capítulo para nossa região, levando sua voz para o Congresso Nacional e trabalhando para que mais investimentos e oportunidades cheguem ao nosso povo”, concluiu.
A convenção do PSD em Recife, realizada no Bairro do Recife, ficou marcada pelo contraste entre percalços e grandiosidade. O evento começou com atraso, sofreu quedas de energia que interromperam a transmissão de áudio e registrou casos de mal-estar entre o público exposto ao sol e à aglomeração. Em compensação, a estrutura montada para a ocasião impressionou pela dimensão, digna de um grande show — um investimento que evidenciou a aposta do partido na força simbólica do ato.
A programação também fugiu do rito protocolar, sem o anúncio oficial da chapa majoritária na abertura. Apesar da demora, a entrada de Raquel Lyra teve o efeito de apoteose: carregada nos braços do público, ela chegou ao palco visivelmente emocionada, num momento que pareceu agradar profundamente sua militância.
Marcaram presença lideranças de peso na articulação política pernambucana. André de Paula, da executiva nacional do PSD, representou o governo Lula na condição de ministro. Túlio Gadelha, candidato ao Senado, e Sebastião Oliveira, do Avante, também discursaram. Destaque para a fala de Eduardo da Fonte, que defendeu a união em torno de Pernambuco — ele que protagonizou uma das negociações mais difíceis na costura da aliança que sustenta a candidatura de Raquel.
No discurso, Raquel Lyra optou pelo tom emocional, resgatando sua trajetória pessoal, da origem no interior até a chegada à capital, e destacando feitos de sua gestão à frente do governo. Reforçou ainda a tese de que, por ser mulher, enfrenta cobranças mais duras do que teria um homem em sua posição, mas afirmou seguir firme no propósito de buscar um novo mandato. O discurso, somado ao cenário de espetacularização, sinalizam para uma companha grandiosa ainda que os desafios da aliança e da corrida eleitoral permaneçam no horizonte.
Durante a convenção que lançou seu projeto de reeleição, neste domingo (2), a governadora Raquel Lyra (PSD) fez questão de fazer um agradecimento especial ao ex-prefeito Miguel Coelho (UB). Após ser preterido na disputa pelo Senado, o líder sertanejo e seu grupo político não marcaram presença no ato.
“Quero aqui fazer um agradecimento especial a Miguel Coelho, presidente do União Brasil. Andou Pernambuco comigo nessa jornada há quatro meses. Tem legitimidade e já mostrou sua capacidade de trabalho por Pernambuco. Miguel, eu sei que você não conseguiu estar aqui hoje, mas você tem o meu respeito”, ressaltou.
O presidente estadual do União Brasil era o nome favorito de Raquel para disputar o Senado. Contudo, a gestora optou pelo deputado federal e presidente da federação União Progressista em Pernambuco, Eduardo da Fonte (PP), para garantir o tempo de televisão e rádio do bloco partidário.
Ao saudar Eduardo da Fonte no seu discurso, Raquel fez questão de justificar a escolha do candidato da federação. “Na nossa convenção está escrito, o segundo senador será o nome da federação União Progressista em Pernambuco e eu quero agradecer a você Eduardo a sua confiança, agradecer aos deputados e prefeitos a sua confiança”, resumiu.
A Federação Psol-Rede oficializou, neste domingo (2), durante convenção estadual realizada na Casa Marielle Franco, no bairro do Derby, no Recife, a chapa majoritária que disputará as eleições de 2026 em Pernambuco.
Foram homologadas as candidaturas de Ivan Moraes (Psol) ao governo do estado; Alice Galbino (Rede), como vice-governadora; e Paulo Rubem Santiago (Rede) ao Senado, além dos candidatos proporcionais da federação.
Ao discursar durante a coletiva de imprensa, Ivan Moraes afirmou que sua candidatura representa a “verdadeira terceira via” na disputa pelo Palácio do Campo das Princesas.
Segundo o psolista, a população pernambucana está cansada de escolher entre os mesmos grupos políticos e sua chapa pretende apresentar uma alternativa baseada em propostas, como, entre outros, a tarifa zero no transporte metropolitano, plano integrado de combate ao feminicídio e violência contra a mulher, reflorestamento da Mata Atlântica e cuidado com a Caatinga e investimentos na educação pública.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), 80 anos, teve o nome oficializado neste domingo (2) como candidato à reeleição a presidente da República pelo PT. O partido realizou sua Convenção Nacional no Expo Center Norte, em São Paulo. Lula discursou por 62 minutos, ou pouco mais de uma hora. Não citou temas como segurança pública e a dívida pública.
Pesquisa Datafolha realizada em dezembro de 2025 mostrou que a segurança é o 2º tema que mais preocupa o brasileiro, atrás só de saúde. Na esfera econômica, a dívida bruta atingiu 81,9% do PIB em junho, segundo dados do Banco Central. Relatório do IFI (Instituição Fiscal Independente) estima que pode chegar a 115% em 2036. O ministro da Fazenda, Dario Durigan, tem tentado acalmar a Faria Lima, indicando que um eventual Lula 4 seria mais austero.
Em determinado momento do discurso, Lula disse ser “mais barato investir em educação do que gastar dinheiro com prisão”. Eis a frase:
“Um preso aqui em São Paulo, na prisão comum, custa R$ 35.000 por ano. Um estudante num instituto federal custa R$ 16.000 por ano. Numa cadeia de segurança máxima, custa R$ 40.000 por mês um preso. Um estudante na universidade federal, fazendo um curso de engenharia espacial, que é o único curso de engenharia no Brasil, gasta R$ 20.000 por mês. Qual é a definição? É que é mais barato investir em educação do que gastar dinheiro com prisão. E quem pode ir para a prisão é esse jovem se a gente não der oportunidade”.
Assista ao discurso de Lula na íntegra (1h2min):
Convenção nacional do PT
O PT oficializou neste domingo (2) a candidatura do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, 80 anos, à reeleição. O petista busca o 4º mandato.
Se eleito, Lula terá 81 anos em outubro e será o presidente mais velho a ocupar o cargo. Geraldo Alckmin (PSB) volta a compor a chapa como vice-presidente. É a 7ª candidatura de Lula à Presidência. Ele concorreu em 1989, 1994, 1998, 2002, 2006, 2018 e 2022. Em 2018, estava preso e teve a candidatura barrada pelo Tribunal Superior Eleitoral com base na Lei da Ficha Limpa. Nas disputas efetivas, perdeu três vezes (1989, 1994 e 1998) e venceu outras três (2002, 2006 e 2022).
A escolha de São Paulo para sediar a convenção reflete a importância estratégica do Estado para a campanha. Em 2022, os paulistas deram 4,3 milhões de votos a mais a Lula do que Fernando Haddad (PT) havia obtido em 2018, quando o ex-ministro foi candidato ao Planalto. O crescimento de votos nesse período foi considerado decisivo para a eleição de Lula pela 3ª vez. São Paulo é o maior colégio eleitoral do país.
Lula definiu o início oficial da campanha para 16 de agosto, às 10h, no estádio 1º de Maio, em São Bernardo do Campo (SP). O local, anteriormente conhecido como estádio da Vila Euclides, tem ligação direta com a trajetória política do presidente. Ali, ele atuou como sindicalista no final dos anos 1970 e início dos anos 1980. O estádio foi palco da grande greve dos trabalhadores do ABC, em 1979, e é associado ao surgimento da CUT (Central Única dos Trabalhadores) e do próprio PT.
Ontem estive em São Paulo, convidado a participar da convenção que oficializou Lula como candidato à Presidência da República pelo PT e por uma ampla frente política. Entre discursos, encontros e conversas de bastidores, uma constatação ficou evidente: nem tudo o que se diz acontece, nem toda narrativa se materializa na vida real.
Essa reflexão me leva diretamente ao neodireitista Túlio Gadêlha.
Nos bastidores da convenção, a percepção que tive foi de que suas recentes posições políticas despertam mais desconfiança do que credibilidade. Ouvi comentários que tratavam com ironia a ideia de que ele pudesse falar em nome de qualquer campo político, sobretudo depois da guinada que protagonizou nos últimos anos.
Túlio insiste na tese de que a esquerda deve se aproximar justamente dos setores da direita que, durante anos, perseguiram Lula e trabalharam para inviabilizar o projeto político liderado por Lula. Na minha avaliação, essa leitura revela imaturidade política e uma incompreensão do momento vivido pelo campo progressista.
Talvez lhe falte apenas um encontro. E aqui a referência não é política, mas uma ironia com o antigo programa de televisão. Quem sabe, depois de um Encontro com Fátima Bernardes, Túlio Gadêlha não aproveitasse para rever algumas posições e redescobrir o valor da coerência entre discurso e prática.
A convenção da governadora Raquel Lyra (PSD) não trouxe nenhum fato novo a não ser a presença de Eduardo da Fonte (PP), que já era esperada desde ontem (1º), quando veio a público a escolha dele como candidato a senador na chapa governista em lugar do ex-prefeito Miguel Coelho (União Brasil). O evento não apresentou nenhuma adesão de partido político ou declaração de apoio de dissidentes de palanques adversários. Em sentido contrário, porém, chamaram atenção as ausências.
Uma das faltas mais emblemáticas foi a do senador Fernando Dueire (PSD). Após meses comparecendo a eventos de Raquel e tendo a esperança de reeleição alimentada por ela de forma pública, ele acabou preterido na chapa e não compareceu à convenção estadual do seu próprio partido, o que expõe possíveis fraturas após o desfecho do processo.
Miguel Coelho até foi citado na convenção, mas também levou falta. Seus irmãos, o deputado federal Fernando Filho (União Brasil) e o deputado estadual Antônio Coelho (União Brasil), chegaram a fazer postagens anunciando o evento de Raquel há três dias, antes da notícia da escolha dela por Eduardo da Fonte. Neste domingo (2), nenhum deles esteve na convenção.
Aliados dos Coelho deram meia-volta, a exemplo do prefeito de Surubim, Cléber Chaparral (União Brasil), e da esposa, a candidata a deputada federal Juliana de Chaparral (União Brasil), que estiveram no Recife ontem, mas, frustrados, já voltaram para o Agreste. Foi o caso também de vereadores de Petrolina, como Maria Elena Alencar, que gravou vídeos fazendo desabafos contra Raquel na estrada de volta ao Sertão.
O prefeito Simão Durando (União Brasil), de Petrolina, principal reduto do grupo e quinto maior colégio eleitoral do estado, também não compareceu. Já o prefeito Evilásio Mateus (PDT), de Araripina, que condicionava o voto em Raquel à presença de Miguel na chapa dela, tomou uma posição ontem mesmo, viajou ao Recife e declarou apoio ao candidato a governador João Campos (PSB) durante a convenção da Frente Popular de Pernambuco.
Observando a cena política pernambucana, percebemos o movimento da governadora trazendo, numa guinada à direita, o deputado Túlio Gadelha para o seu partido, PSD, e, com isso, tentando atrair a neutralidade do presidente Lula nas eleições de Pernambuco. As expectativas da governadora não se confirmaram. O presidente Lula vem enfatizando e reiterando o apoio ao ex-prefeito do Recife, João Campos, filho de Eduardo Campos, seu aliado histórico, e neto do mito Miguel Arraes.
Foi um erro de percepção e avaliação da governadora achar que o deputado Túlio, sem desmerecê-lo, reunisse essas credenciais, essa história e essa força política para tanto. Com isso, a governadora queimou o cartucho de uma preciosa vaga para acomodar duas grandes lideranças, Dudu da Fonte e Miguel Coelho, ancorados, ambos, na força política da Federação União Progressista e em todo o seu tempo de TV e fundo eleitoral.
Eis que a roda da política gira: Marília Arraes, candidata ao Senado pela Frente Popular, endossada por João e demais pares, faz um movimento em direção ao ex-senador Fernando Bezerra Coelho, filiado ao MDB, no sentido de tê-lo como companheiro de chapa, o que me parece, caso seja aceito o convite, a consolidação da perspectiva de vitória não só de Marília, mas também de toda a chapa majoritária da Frente Popular de Pernambuco.
Como dizia Euclides da Cunha em Os Sertões, “o sertanejo é um forte”.