Enquanto a sessão não começa, relaxo com minha Nayla Valença no Salão Verde da Câmara dos Deputados. Feliz por ela me acompanhar ao longo desta semana em Brasília.
Enquanto a sessão não começa, relaxo com minha Nayla Valença no Salão Verde da Câmara dos Deputados. Feliz por ela me acompanhar ao longo desta semana em Brasília.
O Supremo Tribunal Federal (STF) promove na próxima quinta-feira um evento, em Brasília, para relembrar os atos golpistas de 8 de janeiro de 2023, quando apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro invadiram e depredaram as sedes dos três Poderes em Brasília. As informações são do jornal O GLOBO.
No evento do ano passado, o ministro Edson Fachin afirmou que os atos golpistas foram a “face visível” de um movimento “subterrâneo” que articulava um golpe de Estado.
— Relembrar esta data, com a gravidade que o episódio merece, constitui, também, um esforço para virarmos a página, mas sem arrancá-la da história — frisou o magistrado durante cerimônia que lembrou os dois anos do 8 de janeiro.
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A equipe jurídica de Jair Bolsonaro (PL) pediu nesta sexta-feira (2) ao STF (Supremo Tribunal Federal) que o ex-ministro de Minas e Energia e ex-secretário de política econômica Adolfo Sachsida passe a integrar a defesa do ex-presidente.
Os advogados apresentaram, no processo de execução penal, o ato de “substabelecimento com reservas”, que consiste em delegar ao novo membro da defesa poderes de atuar no processo representando o cliente, neste caso, Bolsonaro. As informações são da CNN.
Leia maisO ex-ministro também é um crítico do ministro Alexandre de Moraes. Nesta sexta, por exemplo, ele fez uma postagem nas redes sociais em que diz que o magistrado é “a maior ameaça à democracia brasileira”.
Com formação em direito e pós-graduação em economia, Sachsida foi ministro de Minas e Energia no período de maio a dezembro de 2022. Ele também esteve à frente da Secretaria de Política Econômica, no Ministério da Economia, entre janeiro de 2019 e abril de 2022.
Atualmente, fazem a defesa do ex-presidente os advogados Celso Vilardi, Paulo Cunha Bueno e Daniel Tesser. Caso passe a integrar a equipe jurídica, Sachsida também poderá ter acesso ao ex-presidente sem autorização judicial.
Bolsonaro está preso cumprindo a pena de 27 anos de prisão pela condenação pela tentativa de golpe de Estado. Ele cumpre o regime fechado na Superintendência da PF (Polícia Federal), em Brasília.
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O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro, que perdeu o mandato por faltas, usou as redes sociais nesta sexta-feira (2) para rebater a determinação da Polícia Federal para que ele retorne à função de escrivão. Eduardo é concursado da corporação.
“Não abdiquei de todos os privilégios parlamentares para me sujeitar aos caprichos dos bajuladores de tiranos, que chefiam a Polícia Federal”, escreveu.
Numa referência à polícia secreta da Alemanha nazista, o ex-parlamentar diz que não trocaria a “honra” pela “burocracia pública”. “Que a Gestapo faça o que bem entender com meu concurso público, jamais trocaria minha honra por um emprego na burocracia pública”. As informações são da CNN.
Leia maisO filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) vive nos Estados Unidos desde março de 2025 e, caso não se reapresente, poderá ser demitido do serviço público.
Eduardo estava afastado das funções na PF para exercer o mandato na Câmara dos Deputados. No entanto, em 18 de dezembro de 2025, ele perdeu o cargo de deputado após ultrapassar o limite de ausências previsto na Constituição.
Ao longo de cerca de dez meses, o parlamentar acumulou 59 faltas não justificadas em sessões deliberativas do plenário.
Durante o período em que atuou como deputado federal, Eduardo não recebia salário como escrivão da PF. Com a perda do mandato, para voltar a ter remuneração como servidor público, ele precisa se apresentar novamente à instituição.
Eduardo Bolsonaro ingressou na Polícia Federal em 2010, no estado de Rondônia, e atuou no cargo até 2015, quando foi eleito deputado federal.
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Se o leitor não conseguiu acompanhar a entrevista com o cantor e compositor Juarez Cantor, ex-integrante das bandas de forró Mastruz com Leite e Magníficos e do grupo Amigos Sertanejos, no quadro “Sextou”, do programa Frente a Frente, ancorado por este blogueiro e exibido pela Rede Nordeste de Rádio, não se preocupe. Clique aqui e confira. Está incrível!
Por Flávio Chaves*
O estampido que alguns chamam de tradição cobra caro de quem não tem como se defender. Animais, pessoas em tratamento, idosos e cidadãos com hipersensibilidade sensorial
Há um detalhe que deveria encerrar a discussão antes mesmo de ela começar: dá para celebrar sem ferir. A cidade não precisa escolher entre alegria e responsabilidade, entre beleza e empatia. A tecnologia já entregou alternativas que preservam o espetáculo e eliminam o estrago. Mesmo assim, a cada ciclo festivo, o estampido reaparece como se fosse inevitável, como se a pólvora tivesse mais direito à rua do que a paz pública.
O debate costuma ser empurrado para um canto caricato, como se fosse disputa entre gente “sensível” e gente “raiz”. Mas não é. Fogos com estampido não são uma inocente preferência cultural. São uma forma de agressão coletiva de baixa responsabilidade, porque o prazer é individual e os danos são distribuídos sobre quem não escolheu participar. Numa sociedade minimamente madura, isso se chama externalidade: o conforto de alguns depende do incômodo e do risco imposto a muitos.
Leia maisOs animais são a face mais visível desse custo. Não se trata apenas de vídeos com cães tremendo ou de gatos se escondendo. Há evidência fisiológica de estresse associado a fogos, inclusive com medições de cortisol em cães durante a noite de Ano Novo, quando o barulho atinge o auge. Em pesquisas recentes, esse aumento hormonal acompanha mudanças comportamentais típicas de medo, reforçando que o pânico não é “manha”, é resposta orgânica a um estímulo que o animal não consegue compreender nem antecipar.
E há um lado ainda mais duro, pouco lembrado: o estouro não se limita aos nossos quintais. Ele atravessa parques, áreas de mata, margens de rios, telhados e rotas de aves. A literatura ambiental registra que fogos alteram padrões de comportamento e deslocamento de animais, principalmente aves, que podem levantar voo de forma abrupta, se desorientar e sofrer com gasto energético e colisões. É o tipo de impacto que não deixa sempre um cadáver na calçada, mas deixa um rastro de estresse e fuga na fauna urbana e periurbana.
No campo humano, o discurso da “frescura” cai por terra quando a cidade lembra que nem todo mundo processa ruído do mesmo jeito. O estampido é imprevisível, impulsivo e intenso, justamente o tipo de estímulo que desorganiza quem tem hipersensibilidade sensorial, incluindo pessoas com transtorno do espectro autista, além de afetar bebês, idosos e pacientes em recuperação. Por isso instituições e organizações de referência em autismo insistem em medidas de ambiente sensorialmente amigável em noites de fogos. Não é capricho, é cuidado básico.
Há, ainda, um ponto objetivo e frequentemente ignorado: limites de segurança auditiva. Diretrizes internacionais sobre ruído comunitário apontam que, para evitar perda auditiva por exposição a ruído impulsivo, picos não deveriam ultrapassar 140 dB para adultos, com ressalvas ainda mais rigorosas para crianças. Quando o assunto é explosão, o risco cresce com proximidade, repetição e falta de controle do ambiente. A cidade inteira vira um corredor de impacto, sem mediador, sem dosímetro, sem consentimento.
A consequência mais brutal dessa “festa” está nos prontos-socorros. O Brasil tem números oficiais que desmontam qualquer romantização. Em reportagem baseada em dados do Ministério da Saúde, a Agência Brasil informou que, entre 2019 e 2022, o SUS registrou 1.548 internações por ferimentos causados por fogos de artifício, o que dá uma média de um caso por dia. É uma estatística que fala por si: o estampido não é só incômodo, ele vira queimadura, trauma e mutilação.
E, como se não bastasse, ainda existe a dimensão ambiental e sanitária que quase nunca entra na conversa de esquina: poluição do ar. Estudos científicos em diferentes contextos mostram picos de partículas finas, como PM2,5, durante eventos de fogos, com mudança na composição química do material particulado por conta de metais e sais liberados na combustão. Não é um debate abstrato para “ambientalista de gabinete”. Para quem tem asma, bronquite, DPOC ou cardiopatias, esses picos podem piorar sintomas e agravar crises. A beleza do céu, para muita gente, vira ar pesado no peito.
Em Pernambuco, esse tema já deixou de ser apenas uma disputa moral, porque existe base legal estadual. A Lei Estadual nº 15.736, de 21 de março de 2016, e sua alteração pela Lei nº 17.195, de 8 de abril de 2021, avançam na restrição à queima e soltura de fogos e artefatos pirotécnicos de efeito sonoro ruidoso com estampidos, incluindo a vedação de fogos enquadrados nas classes C e D, conforme a classificação federal citada na própria atualização legislativa. A mensagem é clara: o Estado reconhece que o estampido tem custo social alto demais para seguir como “normal”.
No Recife, o passo municipal foi igualmente simbólico e pedagógico. Em 4 de novembro de 2021, a Prefeitura editou decreto proibindo fogos com estampido em eventos promovidos pelo Poder Executivo Municipal, justamente por considerar o impacto sobre pessoas com TEA e sobre animais. A capital, ao menos no âmbito do que organiza, assumiu que a festa não pode depender de violência sonora. É um gesto de civilização, porque coloca a cidade real acima do ego ruidoso.
O Ministério Público de Pernambuco também tem atuado na linha de reforçar restrições e orientar municípios sobre poluição sonora e uso de fogos com estampido, com recomendações explícitas para que o poder público se abstenha de permitir esse tipo de artefato em eventos e promova campanhas de conscientização sobre os danos a idosos, crianças, pessoas com TEA e animais. Isso não nasce do nada: nasce do acúmulo de ocorrências, queixas e impactos repetidos, ano após ano, sempre com o mesmo roteiro e os mesmos prejudicados.
Quando alguns chamam a crítica de “exagero”, basta olhar para o mundo. Onde a gestão pública leva a sério segurança, saúde e bem-estar, cresce a pressão por restrições a fogos privados e por alternativas menos poluentes e menos violentas. Há debate aberto em grandes cidades internacionais, justamente porque o custo em feridos, ataques a equipes de emergência, incêndios e caos urbano deixa de ser “tradição” e passa a ser um problema de ordem pública.
Nada disso significa acabar com o encantamento. Significa resgatar o sentido da celebração. Fogos de vista e tecnologias de luz podem preservar o espetáculo sem impor pânico. Drones, projeções, lasers, shows de luz sincronizados e até pirotecnia de baixo ruído já viraram solução em vários lugares. Se a cultura muda quando a consciência muda, a cidade precisa admitir o óbvio: insistir no estampido não é amor à tradição, é resistência ao progresso.
Chamar essa prática de “atraso” não é insulto gratuito, é diagnóstico. O estampido se sustenta na lógica mais antiga e mais pobre da convivência: eu faço, eu gosto, eu posso, o resto que aguente. Só que a vida em comunidade é justamente o oposto. Civilização é quando a alegria não exige vítimas, quando o espaço público não é sequestrado por quem grita mais alto, quando a festa não precisa humilhar o silêncio.
A virada, o São João, a comemoração que for, podem continuar sendo lindas. Basta que a beleza do brilho nas alturas não venha acompanhada do barulho que machuca aqui embaixo. E, quando a cidade aprende isso, ela não perde a festa. Ela ganha futuro.
*Jornalista, poeta, escritor e membro da Academia Pernambucana de Letras
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Por Ricardo Noblat – Metrópoles
Conta a lenda que o jornalista Roberto Marinho, fundador das Organizações Globo, costumava dizer aos seus colegas de trabalho em tom de advertência jocosa:
– Se um dia eu lhes faltar…
Espero que este meu último comentário de 2025 não soe como presságio de mau gosto ou desejo velado. Porque não é nem uma coisa nem outra.
Simplesmente é um dado da realidade que não pode ser ignorado: o estado de saúde de Bolsonaro inspira severos cuidados.
Leia maisNa semana passada, ele submeteu-se à oitava cirurgia desde a facada que levou em setembro de 2018. Operou-se de uma hérnia.
De lá para cá, voltou mais três vezes à mesa de cirurgia do hospital DF-Star, de Brasília, devido a crises de soluços intermitentes.
Não cessam os picos de pressão. A alta prevista foi adiada. A essa altura, nem a prisão domiciliar poderá lhe fazer bem.
Torço para que ele se recupere e possa pagar pelos muitos crimes que cometeu nos seus quatros anos como presidente.
Mas, e se isso não acontecer? E se, em breve, ele faltar à sua família e aos muitos brasileiros que ainda o cultuam?
Como a eventual morte de Bolsonaro impactaria a eleição do próximo ano? É por esse caminho que me aventuro.
Às vésperas de sua morte, em agosto de 1954, a popularidade de Getúlio Vargas estava ao rés-do-chão.
Ele governou o país como ditador de 1930 a 1945, e governava há dois anos como presidente eleito pelo voto popular.
Para não ser deposto por um novo golpe militar, em meio ao mar de lama que ameaçava sufocar seu governo, Vargas suicidou-se.
O mesmo povo que até na madrugada do dia 24 de agosto clamava por sua saída chorou sua morte e ocupou as ruas do Rio.
Jornais que se opunham ao governo foram empastelados. Registraram-se tumultos em todas as grandes cidades do país.
Jamais se vira multidão como a que acompanhou seu corpo até o avião que o levou para ser enterrado no Rio Grande do Sul.
Juscelino Kubitschek elegeu-se presidente em 1955 capitalizando a popularidade do legado nacional desenvolvimentista de Vargas.
A repentina saída de cena de Bolsonaro consolidaria de vez a candidatura de Flávio a presidente, seu herdeiro.
O Centrão, que hesita em apoiar Flávio, acabaria arrastado pelo vagalhão do bolsonarismo revivido. Bem como expressiva parcela da direita que se diz civilizada.
Mas alguns pensam o contrário. As viúvas são protagonistas dos velórios. E Michelle teria mais chances de se eleger do que Flávio.
É o que indicam as pesquisas de opinião. Se Flávio herda os votos de Bolsonaro, herda sua elevada rejeição. Michelle, não. Além dos evangélicos, ela atrairia o voto das mulheres.
Lula prefere enfrentar Flávio com Bolsonaro vivo.
Feliz Ano Novo para todos os leitores deste blog, que fará uma pausa em janeiro e só retornará em 2 de fevereiro, por sinal dia de Iemanjá. Odoyá!
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A PF (Polícia Federal) determinou nesta sexta-feira (2) que o ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) retorne imediatamente ao Brasil para reassumir o cargo de escrivão da corporação. O filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) vive nos Estados Unidos desde março de 2025 e, caso não se reapresente, poderá ser demitido do serviço público.
Eduardo estava afastado das funções na PF para exercer o mandato na Câmara dos Deputados. No entanto, em 18 de dezembro de 2025, ele perdeu o cargo de deputado após ultrapassar o limite de ausências previsto na Constituição. Ao longo de cerca de dez meses, o parlamentar acumulou 59 faltas não justificadas em sessões deliberativas do plenário. As informações são da CNN.
Leia maisDurante o período em que atuou como deputado federal, Eduardo não recebia salário como escrivão da PF. Com a perda do mandato, para voltar a ter remuneração como servidor público, ele precisa se apresentar novamente à instituição.
A média nacional de remuneração do cargo de escrivão da PF é de R$ 17.750, segundo dados da plataforma Glassdoor. O salário inicial gira em torno de R$ 14 mil, podendo chegar a cerca de R$ 20 mil no topo da carreira.
Eduardo Bolsonaro ingressou na Polícia Federal em 2010, no estado de Rondônia, e atuou no cargo até 2015, quando foi eleito deputado federal pelo Rio de Janeiro.
O escrivão é o servidor responsável pela parte burocrática e organizacional da atividade policial, atuando na elaboração, organização e guarda de documentos oficiais, como boletins de ocorrência, inquéritos, depoimentos e mandados. Também auxilia delegados e juízes na condução de processos, garantindo o cumprimento das normas legais.
Entre as atribuições do cargo estão o cumprimento de formalidades processuais, o acompanhamento de investigações, a gestão de bens e valores apreendidos, a condução de veículos oficiais, a execução de medidas de segurança interna e o desempenho de tarefas administrativas e policiais.
Para ingressar na carreira, é necessário possuir diploma de nível superior e ser aprovado em concurso público. Eduardo Bolsonaro é formado em Direito pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), onde concluiu o curso em 2008.
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O Sextou de daqui a pouco, o primeiro de 2026, está emocionante e dedicado ao melhor do forró romântico. O convidado é o cantor e compositor Juarez Cantor, ex-integrante das bandas de forró Mastruz com Leite e Magníficos e do grupo Amigos Sertanejos.
Natural do Rio de Janeiro, desde os 15 anos Juarez vive da música. Fez parte de concursos musicais e já cantava à noite em barzinhos do Ceará, estado onde cresceu. Em 2022, o artista decidiu seguir em carreira solo e se destaca por belíssimas canções, como ‘Dom da Vida’, ‘Ponta de Faca’ e ‘Minha Delicadeza’.
O Sextou vai ao ar das 18h às 19h, pela Rede Nordeste de Rádio, formada por 48 emissoras em Pernambuco, Paraíba, Alagoas e Bahia, tendo como cabeça de rede a Rádio Folha 96,7 FM, no Recife. Se você deseja ouvir pela internet, clique no link do Frente a Frente em destaque no alto do blog ou baixe o aplicativo da Rede Nordeste de Rádio na play store.
Por Letícia Lins – Oxe Recife
Lugar normalmente esquecido pelas gestões públicas, o Largo de Santo Amaro acaba de ser repaginado. E de ganhar um novo nome: Largo Miguel Arraes. É que foi ali, ao longo da Rua Frei Casimiro, que aconteceu a maior festa de recepção do Brasil a um político beneficiado pela anistia nos anos 70 do século passado. No caso, o ex-Governador Miguel Arraes (1916-2005), que amargou 15 anos de perseguição e exílio impostos pela ditadura implantada no país a partir de 1964.
A concentração, organizada pelo hoje licenciado Senador Jarbas Vasconcelos – então um dos principais líderes de oposição à ditadura – aconteceu no dia 16 de setembro de 1979 e atraiu mais de 65 mil pessoas. E eu estava lá, como repórter, acompanhando os primeiros passos de um dos mais notáveis exilados brasileiros, em seu retorno ao país. Foi um dos eventos mais emocionantes que assisti, em minha vida de jornalista. Arraes foi o maior mito da política pernambucana e ao acompanhá-lo, em suas primeiras incursões pelo interior após o retorno, cheguei a ver camponeses idosos se ajoelhando aos seus pés. Isso porque ele marcou sua atuação em defesa das classes desfavorecidas, principalmente o campesinato da Zona da Mata, que era tratado quase como escravos por usineiros e senhores de engenho, até os anos 1960.
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“Agradeço ao trabalho da Prefeitura e dizer o quanto é importante a gente lembrar a história da luta democrática porque se hoje temos uma democracia devemos essa luta a muita gente, inclusive a Miguel Arraes de Alencar”, afirmou o prefeito, João Campos, que é bisneto de Arraes. A requalificação foi feita via programa Mais Vida, em parceria com a URB (Autarquia de Urbanização do Recife). Para marcar o local do primeiro comício de Arraes, após chegar do exílio, foi inaugurado também um totem em cerâmica com a imagem do ex-governador, reforçando a memória política e afetiva do território. A entrega ocorreu no último dia do ano.
O espaço antes abandonado ganhou arborização (pouca como sempre ocorre no Recife), quadra esportiva com alambrado, parquinho infantil e áreas de permanência integradas ao paisagismo. Entre os novos equipamentos implantados estão uma quadra, mesas de concreto, um anfiteatro, jardineiras, bancos com encosto, uma casinha na árvore e um circuito lúdico. “O paisagismo contemplou o plantio de árvores e diversas plantas ornamentais, além da criação de uma área verde”, informa a Prefeitura. Os números das “novas árvores” não foram fornecidos.
Deve ser porque o verde não é tão importante… Ao todo, 286 famílias foram diretamente beneficiadas com a requalificação, que também resultou na pintura de casas e eliminação de pontos críticos de lixo. O investimento total na obra foi de mais R$ 54 mil. Criado em 2016, o programa Mais Vida é uma política pública de inovação e resiliência urbana que atua em comunidades de interesse social do Recife. Já beneficiou diretamente mais de 1.700 famílias em 67 comunidades de interesse social.
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Na tarde da quarta-feira (31), o pescador Wellington Maia, de 53 anos, se deparou com um tubarão-lixa de quase dois metros preso ao seu anzol. Durante uma pescaria com isca viva, o animal foi “pescado” por engano e arrastado para a areia. Com mais de 30 anos de experiência com pesca esportiva, Wellington decidiu tirar o anzol da boca do tubarão para evitar danos maiores ao animal marinho. As informações são do g1.
A ação foi filmada por testemunhas que estavam na Praia de A Ver o Mar, em Barra de Sirinhaém, na Zona da Mata de Pernambuco (veja vídeo acima). As imagens mostram o momento em que o pescador puxa com as mãos o animal pela cauda. Depois, é possível quando o anzol é removido da boca do bicho, que é devolvido ao mar.
Leia mais“Eu trabalhei muito para pôr ele para fora [do mar], até então não sabia a proporção do tubarão-lixa, nem tampou que era um tubarão-lixa. Então eu tinha que ter esse trabalho de tirar os anzóis, remover, para futuramente não ficar enganchado na garganta dele e provavelmente matar o animal”, disse o pescador.
Segundo Wellington, ele já tinha encontrado outros tubarões durante suas pescarias, mas nunca desse tamanho – cerca de 50 quilos e 1,80 metro de comprimento. Ele precisou virar o animal de barriga para cima para o anzol sair da boca.
Em seguida, com ajuda de dois homens, conseguiu arrastar o tubarão de volta para o mar. “Ele saiu com bastante saúde, saiu nadando bem mesmo”, disse Wellington.
A oceonógrafa e membro do Comitê Estadual de Monitoramento de Incidentes com Tubarões em Pernambuco (Cemit), Simone Teixeira, avaliou as imagens da captura e soltura do animal. De acordo com ela, o procedimento adotado pelo pescador foi o ideal.
“Normalmente a gente também coloca o tubarão de barriga para cima para fazer a manipulação dele. Ele sabia como manipular o animal. Mas se é uma pessoa totalmente inexperiente, o ideal seria cortar a linha”, informou a pesquisadora.
Simone Teixeira, que também é professora do Instituto de Ciências Biológicas da Universidade de Pernambuco (UPE), disse que janeiro é o período de reprodução dos tubarões-lixa. O animal do vídeo é um macho e sua devolução ao mar foi uma atitude que ajuda na manutenção da espécie, que é ameaçada de extinção.
“Vi muita gente falando que é crime ambiental [pescar tubarão]. E é. Mas foi uma captura acidental. Ele não estava com anzol visando pegar o tubarão”, comentou a pesquisadora.
O tubarão-lixa é considerado inofensivo para humanos e só ataca quando é molestado. Ele é encontrada na costa de Pernambuco e em Fernando de Noronha. Sua alimentação é baseada em peixes pequenos ou invertebrados, como crustáceos, ouriços e lulas.
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MAIS PB
A subprocuradora-Geral da República, Cláudia Sampaio Marques, encaminhou, na tarde desta sexta-feira (02), um parecer ao ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), onde opina pela rejeição ao pedido do ex-governador Ricardo Coutinho (PT) para trancar principal ação no âmbito da Operação Calvário, que apura desvios de recursos durante o governo do petista na Paraíba.
Para o MPF, o argumento acostado pela defesa do ex-governador de que a denúncia teria sido baseada apenas por colaboração premiada não merece ser acatado.
“Entende o Ministério Público Federal que a alegação de que a denúncia contra o reclamante estaria lastreada tão somente na palavra de colaboradores e que tal fato justificava o trancamento do Procedimento Investigativo, parte de premissas equivocadas, não merecendo a reclamação, por isso, prosperar”, defende o MPF.
Leia mais“Note-se, de toda forma, que a denúncia contra o reclamante atendeu às exigências contidas no art. 41 do CPP, contendo a “exposição dos fatos criminosos, com todas as suas circunstâncias, as qualificações dos acusados, as classificações dos crimes imputados e o rol de testemunhas” (v. recebimento da denúncia, fls. 413, colacionada apenas após a solicitação de informações)”, diz a procuradora em parecer que o Blog Wallison Bezerra teve acesso.
O pedido de Ricardo
O ex-governador Ricardo Coutinho (PT) pediu, em dezembro, que o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determine o trancamento da principal ação em que o petista é investigado no âmbito da Operação Calvário do Ministério Público da Paraíba.
Além de Ricardo, também são réus a ex-deputada Estela Bezerra, a deputada Cida Ramos, os ex-secretários Waldson de Souza, Gilberto Carneiro, Cláudia Veras, Márcia Lucena, Ney Suassuna, atual suplente do senador Veneziano Vital do Rêgo (MDB), e outros.
O processo tramitou inicialmente no Tribunal de Justiça da Paraíba e em seguida foi remetido ao Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba. No mês de julho, declinou da competência e remeteu o caso ao Superior Tribunal de Justiça (STJ).
Um dos argumentos usados pela defesa, na manifestação que o Blog Wallison Bezerra teve acesso, é de que a denúncia oferecida pelo Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco) “foi lastreada exclusivamente em colaborações premiadas e material unilateralmente produzido pelos próprios delatores”.
Para os advogados, isso representa uma “afronta direta ao entendimento do STF que estabeleceu a natureza de meio de obtenção de prova dos acordos de colaboração premiada e, consequentemente, a incapacidade deste, isoladamente de qualquer outro meio autônomo de prova, fundamentar juízo condenatório criminal”.
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O prefeito do Recife, João Campos (PSB), informou, por meio das redes sociais, a entrega de uma obra de proteção de encosta na Rua Petrovina, no Córrego da Padaria, no bairro de Água Fria. A intervenção recebeu investimento de cerca de R$ 1,2 milhão e tem como objetivo ampliar a segurança de aproximadamente 150 moradores da área, especialmente no período de chuvas.
Segundo a gestão municipal, a obra inclui técnicas de solo grampeado, sistema de drenagem, muros de arrimo, além da instalação de corrimão e guarda-corpo. De acordo com dados divulgados pelo prefeito, desde 2021 o Recife concluiu 150 obras de contenção de encostas, com investimentos superiores a R$ 260 milhões, além de outras intervenções em andamento no âmbito da Ação Inverno, que concentra ações preventivas em áreas de risco da cidade.
