Condenado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) por abuso de poder econômico, o ex-governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), viajou, em novembro de 2025, quando ainda comandava o estado, para a final da Libertadores, no Peru, em uma aeronave administrada pela empresa Prime — companhia ligada ao empresário Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, preso desde março sob acusação de liderar uma organização criminosa. Com informações do jornal O Globo e do g1.
Segundo a coluna de Octavio Guedes, no g1, o voo transportava 12 passageiros. Além de Castro e da primeira-dama, estavam a bordo o advogado Willer Tomaz, o senador Weverton Rocha e familiares. A viagem ocorreu em 28 de novembro, na véspera da final entre Flamengo e Palmeiras.
Leia maisComo mostrou a reportagem do comentarista da GloboNews, Castro nega qualquer relação entre a viagem e o fato de o seu governo ter realizado o maior aporte de recursos públicos em Certificado de Depósito Bancário (CDB) do Banco Master. O RioPrevidência, responsável pela gestão e pagamento de aposentadorias e pensões de servidores estaduais, investiu cerca de R$ 1 bilhão na instituição financeira.
Além do RioPrevidência, a Cedae (Companhia Estadual de Águas e Esgotos) aplicou cerca de R$ 200 milhões no banco, também durante a gestão Castro.
A empresa responsável pela aeronave, a Prime Aviation Táxi Aéreo e Serviços, tem como um dos sócios Arthur Martins de Figueiredo. Segundo as investigações, Vorcaro aparece como participante indireto do negócio. Ele, no entanto, deixou a sociedade da empresa em setembro de 2025.
Arthur também atuava como diretor de fundos da gestora Trustee DTVM. Ele foi alvo de uma operação da Polícia Federal em agosto de 2025, quando teve o celular apreendido. Conforme os investigadores, mensagens encontradas no aparelho indicam que o beneficiário final das manobras contábeis atribuídas a Arthur seria Vorcaro.
“Nunca ouvi falar desse Arthur. Para mim, o dono do avião é Willer”, afirmou Castro. O ex-governador disse ainda que conheceu Vorcaro apenas em congressos internacionais e que nunca tratou com ele sobre o RioPrevidência. “Nem com o presidente do RioPrevidência eu falava sobre o tema. Ele tinha autonomia. Eu só estive com Deivis duas vezes”, declarou.
Castro nomeou Deivis Antunes para o comando do fundo, mas afirmou não se lembrar da indicação. Fontes do Palácio apontam o presidente do União Brasil, Antonio Rueda, como responsável pela escolha. “Posso ter consultado o Rueda, mas não foi ele. Eu tinha 500 indicações”, disse.
O advogado Willer Tomaz confirmou ser cliente da Prime, responsável pela gestão do jato Legacy, mas afirmou desconhecer tanto Arthur quanto Vorcaro. Ele ressaltou ainda que atua em processos envolvendo partes contrárias ao Banco Master. “Inclusive, estou vendendo minhas cotas na Sociedade de Propósito Específico dona da aeronave, em razão da exposição da Prime”, declarou.
O senador Weverton Rocha disse que viajou a convite do advogado e que também não conhece Vorcaro.
Segundo a coluna, a ligação entre o sócio da Prime Táxi Aéreo e Vorcaro foi identificada durante a Operação Quasar, que investiga esquemas bilionários de lavagem de dinheiro, gestão fraudulenta e fraudes no setor de combustíveis.
Afastado do cargo desde março deste ano, investigações da Polícia Federal apontam que Castro utilizou a estrutura da Fundação Ceperj e da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (Uerj) de forma ilegal para financiar cabos eleitorais e ampliar seu apoio em meio à disputa. Agora, o ex-governador está inelegível pelos próximos oito anos.
Conforme as investigações, a Fundação — que até então era um braço de pesquisas do governo do Rio — passou a contratar milhares de funcionários, sem processo seletivo e com indicações de políticos, para projetos sociais. Os pagamentos eram feitos na boca do caixa a pedido do próprio governo.
Castro chegou a renunciar o cargo de governador da véspera do julgamento, em uma possível manobra para manter a viabilidade eleitoral, o que não deu certo, com sua inelegibilidade confirmada.
Já Vorcaro foi preso na terceira fase da Operação Compliance Zero, em março, após mensagens encontradas no celular do empresário mostrarem a tentativa de obstrução de justiça, ameaças e monitoramento ilegal de jornalistas e autoridades. Ele é investigado por suspeitas de fraudes financeiras, lavagem de dinheiro e organização criminosa.
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Por Alex Fonseca – do Blog da Folha
A governadora Raquel Lyra (PSD) rebateu, neste sábado (11), as críticas feitas pelo ex-prefeito do Recife João Campos (PSB) à manutenção das estradas do estado. Por meio de uma publicação no Instagram, a chefe do Executivo estadual afirmou que os governos anteriores tinham abandonado rodovias que, agora, na administração dela, estão sendo recuperadas.
“Tem gente que vai pegar aquela estrada que a gente ainda não fez, mas essa pessoa teve a oportunidade de fazer por muitos anos e não fez. Então me deixe trabalhar que eu sei fazer. Eu sei juntar gente boa, tirar projeto do papel e transformar em ação”, disse a governadora em vídeo publicado no perfil dela.
No trecho publicado do discurso, feito na cidade de Taquaritinga do Norte, onde entregou a requalificação da PE-130, Raquel Lyra disse que o estado estava recuperando 1500 km de estradas e prometeu que recuperaria outros 1500.
“Eu lancei agora R$ 2 bilhões de licitação em novas estradas. O governo anterior prometeu muito dinheiro, muita obra e botou propagandas na televisão. Até eu acreditei que cheguei num governo rico. (Mas) o estado estava quebrado”, disse.
Por Alex Fonseca – do Blog da Folha
O ex-prefeito do Recife João Campos (PSB) afirmou, neste sábado (11), que os eleitores do estado estão buscando um debate sobre o futuro. A declaração, dada em entrevista à Rádio Pajeú, foi uma resposta às críticas da governadora Raquel Lyra (PSD) às gestões do PSB à frente do governo de Pernambuco.
“Primeiro, a gente vai mostrar tudo que a gente vai fazer. Eu tenho certeza que as pessoas que estão me ouvindo não vão querer participar de um debate sobre o passado. A gente vai falar de futuro. E eu vou mostrar tudo que dá pra fazer, que Pernambuco não está fazendo e que pode fazer melhor”, disse Campos, que é pré-candidato ao governo.
Leia maisEle também defendeu o legado da sigla à frente do Executivo estadual. “(É preciso) contar a história da forma verdadeira, explicar tudo que foi feito, conquistas. (…) Se não fosse o que foi construído pelo nosso conjunto, não teria educação técnica em Pernambuco”, ressaltou.
PT
Campos negou, ainda, qualquer pressão do PT nacional sobre a reunião que definiu adesão do PT pernambucano ao palanque da Frente Popular e relembrou que a sigla chancelou a aliança com 84% dos votos. O encontro, conduzido no mês passado, definiu que a legenda deverá apoiar a candidatura do ex-prefeito ao Palácio do Campo das Princesas e que terá o senador Humberto Costa (PT) como um dos candidatos ao Senado.
“(Foi) uma decisão amplamente favorável e decidida no ambiente estadual. Não foi nenhuma intervenção nacional, foi votada no diretório estadual do partido”, pontuou. Ele ressaltou também que a aliança com o presidente Lula (PT) tem um caráter consolidado. “A construção política com Lula não é circunstancial nem pontual”, disse.
Estradas
O pré-candidato ao governo voltou a criticar a manutenção das estradas no governo Raquel Lyra. Na entrevista, Campos citou a BR-232, cujo trecho de São Caetano a Serra Talhada deve ser duplicado. De acordo com o governo estadual, o custo será de R$ 250 milhões, com a licitação a ser aberta ainda no primeiro semestre de 2026, e contemplará um primeiro trecho: de São Caetano a Belo Jardim.
“Se fosse verdade desse governo, já teria saído pelo menos um metro dessa duplicação da BR-232. Eu posso afirmar que comigo será diferente. A gente não pode pegar algo tão importante e estruturador e simplesmente usar como promessa para convencer as pessoas em tempo de eleição e não fazer. Vi meu pai muitas vezes dizer que o patrimônio do político é a palavra”, declarou.
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O senador Humberto Costa (PT) desembarca em Petrolina, amanhã (12), para uma agenda que terá como foco o fortalecimento da saúde pública do Sertão do São Francisco. O parlamentar vai anunciar investimento de R$ 1 milhão destinados à compra de novos equipamentos para o Hospital Universitário (HU) da Universidade Federal do Vale do São Francisco (Univasf).
Os recursos viabilizarão a aquisição de itens essenciais para a modernização do centro cirúrgico e da UTI da unidade. Entre os equipamentos, uma torre de videoendoscopia, mesas cirúrgicas com extensão para ortopedia e neurologia, monitores multiparamétricos, camas elétricas. As informações são do Blog da Folha.
Leia maisAlém do anúncio dos novos recursos, Humberto Costa fará a entrega simbólica de equipamentos em funcionamento no hospital, fruto de emendas parlamentares anteriores, como aparelhos de raio-X e ventiladores pulmonares, que já estão auxiliando no atendimento.
O compromisso com o HU de Petrolina é uma constante no mandato do senador. Somente nos anos de 2024 e 2025, Humberto destinou cerca de R$ 1,6 milhão em emendas para a unidade de saúde. “Esse é um trabalho muito importante que eu valorizo não apenas como senador, mas como médico e alguém que tem uma longa trajetória na área da saúde. Garantir que o Hospital Universitário tenha estrutura para atender bem a população de Petrolina e de todo o entorno é uma prioridade absoluta do nosso mandato”, afirmou Humberto Costa.
Encontro do PT
Aproveitando a visita à maior cidade do sertão pernambucano, o senador participará do Encontro Regional do Partido dos Trabalhadores (PT). O evento faz parte de uma série de debates que a legenda vem promovendo com sua base partidária em todo o estado.
“É muito importante estar com a nossa militância, dialogar sobre os caminhos. Nestas eleições, precisamos fortalecer a campanha do presidente Lula e nosso time no estado. Estamos juntos com a Frente Popular. Este é um momento de alinhar o projeto para a minha pré-candidatura à reeleição ao Senado, além das pré-candidaturas de João Campos (PSB) ao Governo do Estado, Carlos Costa (Republicanos) a vice-governador e Marília Arraes (PDT) ao Senado”, destacou o senador.
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva escolheu o líder do governo na Câmara, José Guimarães (PT-CE), para comandar a Secretaria de Relações Institucionais, responsável pela articulação política. A pasta estava sob comando interino de Marcelo Costa, antigo secretário-executivo, desde a semana passada, quando a ex-ministra Gleisi Hoffmann saiu do cargo para concorrer ao Senado pelo Paraná. O anúncio foi feito por Guimarães nas redes sociais.
Lula queria um nome de perfil político para a vaga e descartou o chefe do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social, Olavo Noleto, que chegou a ser considerado favorito para a função. O presidente da Comissão de Constituição e Justiça do Senado, Otto Alencar (PSD-BA), também chegou a ser cotado, mas ele indicou que não aceitaria o cargo e que preferia focar nas articulações das eleições da Bahia. As informações são do jornal O Globo.
Leia maisApesar de em anos eleitorais o Congresso estar mais esvaziado, o governo ainda enfrenta uma série de demandas pendentes. Lula deseja aprovar na Câmara a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que muda a escala de trabalho 6 x 1, o projeto que regulamenta o trabalho por aplicativos e também quer destravar a indicação do ministro da Advocacia-Geral da União (AGU), Jorge Messias, para o Supremo Tribunal Federal (STF). Messias será sabatinado pelo Senado no dia 19 de abril.
O governo também quer tentar emplacar o deputado petista Odair Cunha (MG) no Tribunal de Contas da União (TCU). A eleição ocorrerá na semana que vem.
A ida de Guimarães para a pasta tira a possibilidade de ele concorrer nas eleições, já que o período de desimcompatibilização já passou. O deputado petista tinha o desejo de concorrer ao Senado, mas a disputa no Ceará já está congestionada com outros aliados do PT no estado, como o deputado Eunício Oliveira (MDB) e o deputado Junior Mano (PSB), apadrinhado pelo senador Cid Gomes (PSB), que tem descartado tentar se reeleger.
Com a saída de Guimarães, Lula faz um gesto ao grupo de Cid. O irmão do senador, Ciro Gomes, deve concorrer ao governo do Ceará pelo PSDB contra o atual governador Elmano de Freitas (PT). Cid está rompido com Ciro e já indicou que apoiará o PT no estado.
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São Bento do Una deu um passo importante na educação inclusiva ontem (10), com a inauguração das Salas Azuis nas escolas municipais Lenita Fontes Cintra e Cônego João Rodrigues. A entrega contou com a presença do deputado federal Felipe Carreras, do prefeito Alexandre Batité, do vice-prefeito Paulo Renato e dos vereadores André Valença, Pezinho, Bruno Braga, Andréia de Rinaldo, Neide do Hospital e Diogo Professor.
Voltadas ao acolhimento de pessoas neurodivergentes, as Salas Azuis são ambientes multissensoriais pensados para oferecer conforto e apoio em momentos de sobrecarga sensorial. Os espaços contam com isolamento acústico, iluminação controlada e recursos táteis, funcionando como um importante instrumento de regulação emocional dentro do ambiente escolar. A iniciativa fortalece a política de inclusão na rede municipal de ensino e garante mais dignidade, cuidado e acessibilidade para estudantes que necessitam de atenção especializada.
Durante a agenda, a comitiva também percorreu ruas que estão sendo pavimentadas com recursos viabilizados pelo mandato de Carreras. Ao todo, de acordo com a Prefeitura, mais de 30 vias já foram contempladas com novo asfalto.
Pesquisa Datafolha divulgada neste sábado (11) mostra que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) possui 48% de rejeição dentre os eleitores brasileiros, enquanto o senador Flávio Bolsonaro aparece com 46%. Na última publicação do instituto, no dia 7 de março, o petista marcava 46%, contra 45% do filho do ex-presidente Jair Bolsonaro. Ambos permanecem na liderança do quesito quando comparados aos outros pré-candidatos à Presidência da República nas eleições deste ano. Os ex-governadores de Minas, Romeu Zema, e de Goiás, Ronaldo Caiado, aparecem com 17% e 16% respectivamente.
O levantamento testou ainda outros nomes, com o do ex-deputado Cabo Daciolo (Mobiliza), que apareceu com 19% de rejeição, o presidente do partido Missão Renan Santos (Missão), com 17% e o ex-ministro Aldo Rebelo (DC). Houve ainda quem optasse por rejeitar todos os candidatos, 2%, assim como 2% não souberam responder e 1% disse que votaria em qualquer um. As informações são do jornal O Globo.
Leia maisAo todo, o Instituto Datafolha ouviu 2.004 eleitores, em 137 municípios pelo país, entre os dias 7 e 9 de abril. A pesquisa está registrada na Justiça Eleitoral com o código BR-03770/2026. O nível de confiança é de 95%, e a margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos.
A publicação deste sábado é a primeira após o PSD definir o ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado como o nome do partido à Presidência. Na divulgação anterior, o pré-candidato somava 14% de rejeição, sendo àquela altura o nome presidenciável do partido melhor posicionado no quesito. Eduardo Leite (governador do Rio Grande do Sul) e Ratinho Junior, que saíram da disputa, apareciam com 15% e 19%, respectivamente.
Segundo Turno
O levantamento testou também eventuais cenários de 2º turno e Lula aparece pela primeira vez numericamente atrás do senador Flávio Bolsonaro, caso a disputa fosse direta entre os dois. O presidente tem 45% contra 46% do parlamentar. O resultado, no entanto, indica um empate entre os dois por conta da margem de erro de dois pontos percentuais.
Os ex-governadores de Minas Gerais, Romeu Zema, e de Goiás, Romeu Zema, também foram testados contra o petista. Nos dois casos, se repete o empate numérico.
Comparativo
No último levantamento Datafolha divulgado em março, o presidente Lula tinha 46% de rejeição, enquanto Flávio Bolsonaro aparecia com 45%. A lista tinha ainda o ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), que enfrenta 27% de rejeição, e os governadores do Paraná, Ratinho Jr (PSD), com 19%, de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), com 18%, de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), com 17%, do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSD), com 15%, e de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD), com 14%.
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Uma decisão da 10ª Vara da Justiça Federal em Pernambuco determinou a reabertura do sistema Educacenso 2025 para correção de dados da rede estadual de ensino após a identificação de um erro que pode impactar no repasse de R$ 78.777.828,31 do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb). A decisão foi tomada após um pedido da Procuradoria Geral do Estado de Pernambuco (PGE-PE).
A medida atende a um pedido do estado, que apontou inconsistências no registro de matrículas durante o Censo Escolar de 2025. Segundo o processo, 46.081 alunos matriculados em regime de tempo integral foram classificados como estudantes de tempo parcial, atingindo 157 escolas e 1.328 turmas. As informações são do Diário de Pernambuco.
Leia maisDe acordo com a decisão judicial, a falha ocorreu durante a migração de dados entre o Sistema de Informações Educacionais de Pernambuco (SIEPE) e o Educacenso. No procedimento, apenas as informações da Formação Geral Básica foram consideradas, enquanto os chamados Itinerários Formativos, que também integram a carga horária, não foram incorporados automaticamente. Como consequência, a jornada registrada ficou abaixo das sete horas diárias mínimas exigidas para caracterizar o ensino integral.
O documento aponta ainda que mudanças operacionais implementadas pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) contribuíram para o problema. A partir de 2025, o sistema passou a exigir o lançamento detalhado da carga horária por dia da semana, substituindo o modelo anterior, mais simplificado. Além disso, o layout definitivo para envio das informações foi disponibilizado próximo ao início da coleta, reduzindo o tempo de adaptação dos sistemas estaduais.
Indícios de erro
A Justiça considerou que há indícios suficientes de que o erro tem natureza técnica e sistêmica. O juiz destacou que a inconsistência só foi percebida após a divulgação dos dados preliminares do censo e que, apesar disso, o Inep não contestou o conteúdo das informações apresentadas, negando a correção apenas com base no prazo administrativo já encerrado.
Na avaliação do magistrado, a manutenção dos dados incorretos poderia gerar efeitos sobre o financiamento da educação. O valor de mais de R$ 78 milhões foi calculado com base na diferença de ponderação entre matrículas de tempo integral e parcial.
Ao fundamentar a decisão, o juiz destacou que o caso envolve um conflito entre o cumprimento de prazos administrativos e o impacto sobre o direito à educação. Para ele, a eventual manutenção do erro afetaria diretamente milhares de estudantes, podendo comprometer desde a infraestrutura escolar até programas de alimentação e pagamento de profissionais da educação.
Com a liminar, o Inep deverá reabrir o sistema em até 72 horas, permitindo que o Estado corrija os dados das escolas afetadas. Após a reabertura, haverá prazo de cinco dias úteis para a retificação das informações. A decisão também proíbe a consolidação definitiva dos dados dessas unidades até a conclusão das correções e estabelece multa diária de R$ 10 mil em caso de descumprimento.
O processo segue em tramitação, mas a decisão tem efeito imediato e busca evitar que os dados incorretos sejam consolidados e passem a influenciar a distribuição dos recursos federais já no próximo ano.
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Quem vai ao Vale do Catimbau, em Buíque, não pode deixar de visitar o ateliê do Mestre Luiz Benício. Artesão da região há 26 anos, sua primeira peça esculpida foi um tatu, do qual criou várias réplicas. Com o tempo, se interessou por formas humanas e pelo imaginário do Sertão: cangaceiros, cabeças humaniformes, imagens de santos e cães, figuras que podem ser vistas em seu ateliê, um dos mais visitados no distrito do Catimbau.
Marcadas pela paisagem da caatinga, suas peças atravessaram fronteiras e já chegaram a países como Bélgica, Holanda, Argélia e Portugal. Luiz Benício tem o título de Mestre desde 2006 e participa da FeneArte desde o ano de 2007. Foi vencedor de uma premiação no Salão de Arte Religiosa em 2016 e três premiações no Salão de Arte Popular Ana Holanda em 2019, 2021 e 2022.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva perdeu vantagem em cenários de segundo turno e aparece empatado tecnicamente com o senador Flávio Bolsonaro (PL), segundo pesquisa Datafolha divulgada neste sábado (11). Pela primeira vez, o adversário supera numericamente o petista.
Em uma possível disputa de segundo turno, Flávio teria 46% das intenções de voto, ante 45% de Lula. A diferença, no entanto, está dentro da margem de erro de dois pontos porcentuais para mais ou menos, o que configura empate técnico. Em março, Lula marcava 46% em um eventual segundo turno enquanto Flávio tinha 43%, empatados dentro da margem de erro de dois pontos porcentuais. As informações são do Estadão.
Leia maisNos cenários contra outros possíveis candidatos, Lula aparece à frente, também em empate técnico. Contra o governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD), o presidente registra 45%, contra 42% do adversário. Já diante do governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), Lula também tem 45%, enquanto Zema soma 42%.
A pesquisa ouviu 2.004 eleitores em 137 cidades entre os dias 7 e 9 deste mês. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-03770/2026.
No cenário de intenção espontânea de voto para o primeiro turno, Lula aparece com 26% das menções, segundo o levantamento. O senador Flávio Bolsonaro é citado por 16%. Também foram mencionados o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que cumpre pena de 27 anos e três meses de prisão por liderar uma tentativa de golpe de Estado, e o governador Ronaldo Caiado, ambos com 2% das citações.
Nesse tipo de pergunta, em que o entrevistado não recebe uma lista prévia de candidatos, 42% disseram não saber em quem votar. Outros 7% afirmaram votar em branco, nulo ou em nenhum candidato, enquanto 5% deram outras respostas.
Já no cenário estimulado, quando os nomes dos candidatos são apresentados ao entrevistado, o presidente aparece com 39% das intenções de voto, seguido pelo senador Flávio com 35%. Na sequência, Caiado tem 5%, e Zema soma 4%. Renan Santos (Missão) aparece com 2%, enquanto Aldo Rebelo (DC) e Cabo Daciolo (Mobiliza) registram 1% cada.
Os votos em branco, nulo ou em nenhum candidato somam 10%, enquanto uma parcela dos entrevistados afirmou não saber em quem votar.
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Ao lado do pré-candidato a governador de Pernambuco, João Campos, e do prefeito de Afogados da Ingazeira, Sandrinho Palmeira, a deputada federal Maria Arraes (PSB) visitou a feira livre do município, na manhã deste sábado (11). Com forte repercussão popular, o grupo conversou com feirantes e moradores, ouvindo de perto as principais demandas da região.
“Sábado é dia de feira, e eu fico muito feliz de ser tão bem recebida aqui em Afogados, uma cidade pela qual Arraes tinha um carinho enorme, que fazia questão de visitar e que hoje nos acolhe na construção de um projeto para trazer mais desenvolvimento a toda a região”, destacou Maria.
Leia maisPara João Campos, voltar a Afogados também é resgatar memórias afetivas e reforçar o compromisso com o futuro. “Eu já estive aqui tantas vezes, desde criança. Estive com meu pai, o ex-governador Eduardo Campos, e depois tive uma votação muito expressiva no município para deputado federal”, afirmou o pré-candidato.
O gestor do município frisou a importância da parceria. “Afogados da Ingazeira está de portas abertas para recebê-los sempre. É com uma construção coletiva que a gente fortalece nossas ações em prol do nosso povo”, destacou Sandrinho. Além de formalizar parceria com o prefeito Sandrinho e o vice Daniel Valadares, Maria Arraes também conta com o apoio dos vereadores César Tenório, Raimundo Lima, Renaldo Lima, Mário Martins e Simone da Feira.
Na sexta-feira, antes de seguir para o Pajeú, a parlamentar esteve no município de Pedra, no Agreste, onde formalizou o apoio do vereador Wilson do Poço do Boi à sua pré-candidatura a deputada estadual. Em seguida, passou por Calumbi, onde também conta com o apoio do vereador Nem.
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Do jornal O Globo
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, anunciou ontem (10) um acordo do governo federal com os Estados Unidos para reforçar o combate ao crime organizado transnacional. A iniciativa envolve a integração de esforços entre a Receita Federal do Brasil e a Alfândega e Proteção de Fronteiras dos EUA (U.S. Customs and Border Protection, em inglês). O anúncio vem em um contexto no qual a segurança pública, inclusive sob o viés da relação com os EUA, deve ser um dos principais temas da eleição de outubro.
Batizado de Projeto MIT (Mutual Interdiction Team, ou “equipe de interdição mútua”, em tradução livre), o acordo prevê o compartilhamento de informações de inteligência e a realização de ações coordenadas para interceptar cargas ilegais, especialmente de armas e drogas, que circulam entre os países. A iniciativa faz parte de uma agenda de cooperação bilateral entre os governos Lula e Trump.
Leia maisO anúncio ocorre no momento em que os Estados Unidos ameaçam classificar facções brasileiras, como o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV), como organizações terroristas, o que desagrada a gestão petista. A denominação, segundo formuladores da política externa brasileira, poderia servir como um aval para interferência militar direta no país, o que colocaria em xeque a soberania nacional. O tema ganhou cunho eleitoral, com integrantes da oposição acusando o PT de cumplicidade com bandidos.
“Recebi representantes do governo dos Estados Unidos para uma informação, um reporte para mim, que foi dado tanto pela Receita Federal e a Polícia Federal, quanto pelas autoridades norte-americanas, autoridades da Embaixada dos Estados Unidos e autoridades da alfândega norte-americana. Hoje marca o primeiro passo relevante depois da conversa do presidente Lula com o presidente Trump no sentido de avançar na cooperação no combate ao crime organizado entre os nossos dois países”, disse Durigan ontem.
Segundo o ministro, são duas grandes expectativas: mais efetividade no combate ao crime organizado e a espera de que a circulação de armas no Brasil diminua, além do avanço em outras frentes de cooperação com os EUA. Durigan destacou ainda que, do lado brasileiro, a estratégia é liderada pela Polícia Federal, com apoio do Ministério da Fazenda, especialmente na área de inteligência financeira.
Uma das principais medidas do acordo prevê o lançamento do “Programa Desarma”, sistema informatizado da Receita que amplia a capacidade de rastreamento internacional de armas e materiais sensíveis. Essa plataforma permite o compartilhamento estruturado, em tempo real, de informações entre os dois países, sempre que a aduana brasileira identificar produtos de origem americana relacionados a armas, munições, peças, componentes, explosivos e outros itens sensíveis, e vice-versa.
A ferramenta registra e organiza dados das apreensões, como tipo de material, origem declarada, informações logísticas da carga e eventuais identificadores ou números de série, permitindo o rastreamento da origem desses produtos e o mapeamento de redes ilícitas de comércio internacional de armas.
Análise de cargas
Outro mecanismo apresentado foi o chamado “remote targeting”, que permite a análise remota de cargas antes da chegada ao destino. Na prática, contêineres enviados passam por uma espécie de “raio-x”, com imagens cruzadas com dados de inteligência e compartilhadas digitalmente em fluxo contínuo entre os países.
O sistema poderá ser utilizado tanto em apreensões em portos e aeroportos quanto em remessas internacionais, operações especiais de fiscalização e ações integradas com outros órgãos de investigação, ampliando a capacidade de resposta do Estado brasileiro.
Dados apresentados na sexta-feira mostram a dimensão do problema. Nos últimos 12 meses, mais de 1.100 armas ou peças foram apreendidas vindas dos Estados Unidos, somando cerca de meia tonelada.
Apenas no primeiro trimestre deste ano mais de 1,5 tonelada de drogas com origem americana também foi interceptada, com destaque para drogas sintéticas e haxixe. Segundo a Receita Federal, o compartilhamento de dados já permitiu identificar métodos sofisticados de ocultação, como partes de fuzis escondidas em equipamentos de airsoft e drogas camufladas em produtos comuns enviados por remessas postais.
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