Por Letícia Lins – Oxe Recife
Na semana passada, o jornalista João Alberto escreveu uma reportagem bem nostálgica, lembrando os tempos áureos do Bal Masqué, que até o final do século 20 era uma das prévias carnavalescas mais disputadas do Recife e tida como uma das mais luxuosas do Brasil. As mulheres usavam vestidos longos, plumas e brilhos, enquanto os homens usavam traje smoking completo.
“Todos precisavam usar máscaras e estas, também eram bem luxuosas”, segundo lembra o jornalista Mucíolo Ferreira. “As máscaras dos homens eram presas com elástico, mas as mulheres seguravam as delas com uma varetinha, um luxo!”, completa. O Bal Masquê ocorria sempre no Clube Internacional. Havia concurso de fantasias e os looks usados pela alta sociedade e convidados eram esperados com tanta expectativa, que quem não ia para o Baile ficava no meio da rua, vendo os famosos chegarem. Era a chamada turma do sereno.
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“O Baile Municipal também era bem luxuoso, só sendo permitido traje a rigor ou fantasia”, lembra Mucíolo, que foi repórter setorista da Legião Assistencial do Recife, comandada pela primeira dama da cidade que é quem organiza o baile ainda hoje, já que a festa tem finalidade filantrópica.
O Baile Municipal teve apenas uma edição no Clube Internacional, sendo logo transferido para o Clube Português. “Tinha mezanino, que facilitava a instalação de camarotes”, lembra Mucíolo. Hoje o baile promovido pela Prefeitura é sempre no Classic Hall, que fica vizinho ao Centro de Convenções de Pernambuco. Tem brilho e glamour, mas não como antigamente.
Já o Bal Masquê ocorria só no Clube Internacional, então um dos mais sofisticados da cidade e frequentado pela alta sociedade do Recife. Corta. No século 21, o Recife ganhou um outro evento, número um em sofisticação. Porém sem ingressos, mas com senhas distribuídas para um seleto grupo de 600 convidados. É o Baile CiS, festa em black-tie, que tem sua quarta edição quinta, 5 de fevereiro, a partir das 20h. O tema da festa é “Aurora dos Carnavais”, e acontece no Mirante do Paço, no Paço Alfândega, no Recife Antigo.
A anfitriã é Cris Lemos, designer e empresária que comanda a joalharia CiS, grife de luxo que transita entre o clássico e o contemporâneo: ouro, prata, pedras preciosas. O baile será animado pelo Maestro Spok, com muito frevo e acompanhamento de onze músicos. Ele terá como convidados: Rafa Cout, Neto Ventura e André Rio. DJ Caverna e VJ Limoni completam a noite. Realmente estava fazendo falta no Recife uma festa com glamour, pois elas praticamente não existem mais. As fantasias hoje puxam muito para o sarcasmo, a sátira.
Como ocorrem em bailes como os de blocos como “Enquanto isso Sala de Justiça”. Enquanto nos festaços das novas gerações, a fantasia passa a ser uma camiseta customizada. É verdade que tem gente criativa, que sabe transformar as camisetas em roupas luxuosas, às custas de plumas, lantejoulas e paetês. Mas nada que se compare ao glamour do Baile da CiS. Diz Cris:
“Celebraremos a elegância do passado, o brilho do ouro e a arte que atravessa o tempo. O Baile é um momento ápice para mim, de muita gratidão e consolidação do que fazemos com tanto amor e afinco ao longo do ano. Pela quarta vez, ousamos em resgatar o imaginário desses carnavais, valorizando raízes e origem e evidenciando o que é tão importante para a cultura do nosso estado”.
Apresentado pela Due Incorporadora, Grupo Esfera e Porsche, o evento tem patrocínio da Bloom, Clínica Pele, Ícone da Visão, Shopping Recife, Oculum Ótica e Piazza. O buffet leva assinatura da Fiordes, os doces são de Lucinha Cascão, e a produção é da CiS Joias, V7 e R&A Comunicação.
Com destaque no mercado de luxo, as peças da Cis são vistas e tratadas como verdadeiras obras de arte e 90% da produção Cis é feita à mão, por ourives, num trabalho minucioso, e artesanal . A CiS Joias atua com três lojas na cidade (shoppings Recife, RioMar e Plaza) e uma em Brasília.
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