Ministros e parlamentares do Centrão avaliam que Gleisi restringe articulação do governo

Ministros, líderes no Congresso e presidentes de partidos do Centrão e até de esquerda avaliam que o nome da deputada federal Gleisi Hoffmann (PT-PR) para a Secretaria de Relações Institucionais indica uma tendência de Lula de se fechar ainda mais. Para eles, manter o PT na SRI restringe a articulação política do governo.

Ainda que mantenha diálogo com os presidentes da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), líderes ressaltaram que a deputada tem pouca relação com a “planície” ou o “baixo clero” do Congresso, que são os deputados e senadores fora das lideranças partidárias. As informações são do Jornal O Globo.

Integrantes da Esplanada dos Ministérios indicados por partidos aliados ao governo veem um cenário ruim para a relação do Palácio do Planalto com o Congresso. O entendimento é que Gleisi ficou conhecida por ter um estilo mais combativo de fazer política e muitos parlamentares passaram a ter uma imagem de que ela é pouco afeita ao diálogo.

Um desafio para a futura ministra, segundo parlamentares, é desfazer essa imagem e mostrar que consegue negociar com diferentes forças políticas.

— Eu tenho uma relação pessoal com ela muito boa. O que surpreende é ser do PT. Eu esperava um movimento de colocar alguém na SRI que não fosse do PT e ajudasse ampliar a governabilidade. A escolha por ela não amplia a base para outros partidos — disse o líder do PDT na Câmara, Mario Heringer.

Para integrantes do Centrão, Lula está demonstrando que a reforma ministerial está sendo feita para resolver um problema interno do PT, acomodando Gleisi no governo e abrindo espaço para outro aliado na presidência do partido, Edinho Silva.

Um ponto destacado entre os parlamentares, no entanto, é que Gleisi terá mais autonomia dentro do governo do que Alexandre Padilha tinha. Ou seja, ela tem forte influência entre os ministros e poder para fazer planos serem executados e emendas serem pagas. A SRI é a pasta responsável por receber os pedidos de parlamentares e repassá-los aos ministérios.

O líder do Republicanos na Câmara, Gilberto Abramo (MG), avalia que a deputada tem a proteção de Lula e força política dentro do governo.

— Ela vai chegar empossada de uma autonomia maior para resolver o que precisa ser resolvido, tem poder de influência sobre os ministros. Ela vai chegar chegando — disse.

Já entre os presidentes dos partidos do Centrão, a avaliação é mais pessimista. Um presidente partidário diz que a escolha dela é “péssima devido ao perfil”. É apontado o fato de que as mudanças não alteraram a correlação de forças entre os partidos na Casa, já que Padilha já exercia influência no Ministério da Saúde e a SRI deixou de ser de um petista para colocar outra política também petista.

Há uma descrença entre os partidos do Centrão de que Lula realmente quer dar mais espaços para nomes do União Brasil, PP, Republicanos, MDB e PSD na Esplanada dos Ministérios. A avaliação é que a mudança ministerial serviu mais para atender a um problema interno do PT, já que Gleisi demonstrava a resistência a ter Edinho Silva como sucessor no comando do partido. Com a ida dela ao ministério, o caminho de Edinho para assumir a legenda é facilitado.

Ministros do Centrão
Ministros do governo que pertencem a siglas de centro afirmam que, embora Lula já tivesse sinalizado o nome de Gleisi, nenhum presidente de partido foi oficialmente consultado. Um ministro afirma que a ex-presidente do PT tem bom trânsito na Câmara, mas que sua atuação na SRI é uma incógnita.

A versão de que Lula rejeitou nomear um integrante de partido de centro devido às dúvidas sobre a adesão dessas siglas em 2026 é tida como exagerada.

Reservadamente, um ministro diz que antecipar as discussões partidárias para este ano não faz sentido num momento em que a popularidade do governo está em queda. A função da SRI agora, diz esse ministro, deve ser garantir governabilidade, buscar suporte no Congresso às pautas prioritárias do governo, e pressionar partidos a aderirem a um plano eleitoral agora não surtiria efeito.

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Chegou o Carnaval! Mantendo a tradição, este blog fica sem atualização a partir desta postagem, voltando na Quarta-Feira de Cinzas. Em 19 anos, a serem completados em abril próximo, nunca trabalhamos nos quatro dias de folia. Fico, literalmente, de pernas para o ar. A paradinha serve, igualmente, para uma reflexão.

Enquanto muitos se divertem no carnaval, eu leio muito e faço minhas reflexões. Reflexões, por exemplo, sobre a labuta exaustiva do dia a dia para deixar nosso público leitor bem-informado. Para mim, o trabalho não é apenas uma obrigação diária, mas um caminho de crescimento e realização. Cada desafio enfrentado, cada esforço dedicado e cada aprendizado adquirido constroem minha jornada profissional.

Não vejo o trabalho apenas como um meio de sobrevivência, mas como uma chance de deixar minha marca no mundo. Encontro propósito no que faço e a motivação, claro, naturalmente, me deixa com mais energia. Trabalhamos para viver ou vivemos para trabalhar? Eis uma boa pergunta. Acho que o equilíbrio entre esforço e descanso define a qualidade da vida.

O trabalho me dignifica, me ensina disciplina e me proporciona conquistas, mas nunca encaro como única fonte de identidade. Entendo que o verdadeiro sucesso na vida não está apenas no que acumulamos, mas no impacto positivo que deixamos nas pessoas ao nosso redor. Nenhum grande feito foi alcançado sem dedicação e persistência.

O sucesso não acontece de um dia para o outro. Com o tempo, e lá se vão 40 anos de jornalismo, aprendi que é construído nas pequenas escolhas diárias, no esforço constante e na paixão pelo que se faz. Eu amo o que faço. Sinto-me feliz! Digo isso todo dia aos meus filhos, a minha Nayla, amor da minha vida. 

Eles sabem que, mesmo nos dias difíceis, encaro cada passo como um degrau na escada do crescimento. Trabalhar apenas pelo lado econômico pode fazer os dias parecerem longos e cansativos. Mas quando encontramos um propósito no que fazemos, até os momentos mais difíceis se tornam alegres, gostosos e felizes.  

Se o seu trabalho não te motiva, faça uma reflexão. Busque ressignificá-lo. Como ele impacta na tua vida? Como pode ser um meio para conquistar seus sonhos? Propósito transforma esforço em realização. Vivemos em uma sociedade que glorifica o cansaço e mede o valor de alguém pela produtividade. Mas será que trabalhar até a exaustão é realmente sinônimo de sucesso?

O descanso não é preguiça, mas um direito e uma necessidade. Trabalhar com qualidade e equilíbrio vale mais do que se perder em longas jornadas sem sentido. Aprenda a valorizar seu tempo, sua saúde e sua vida. Nenhum profissional cresce sozinho. O verdadeiro sucesso se constrói através de colaboração, respeito e troca de conhecimento.

Por isso, compartilho tudo isso com minha equipe, meus colaboradores, gente que faz notícia, gente que acorda cedo e dorme tarde para deixar nossos leitores por dentro de tudo. Trabalhar em equipe não significa apenas dividir tarefas, mas compartilhar sonhos, aprender com os outros e construir juntos algo maior. Por isso, valorizo as pessoas ao meu redor, pois são elas que tornam minha jornada mais significativa.

Por que paramos no Carnaval? Porque entendo que há dois tipos de leitores: o que brinca, não está nem aí para notícias. Quer se desligar do mundo. O que relaxa, longe da folia, sabe que durante o carnaval não acontece absolutamente nada de importante na política e na economia que possa trazer reflexos de uma forma negativa ou positiva na vida de quem quer que seja.

Pensador e filósofo chinês, uma das maiores referências na filosofia da moralidade pessoal e governamental, nos procedimentos corretos nas relações sociais, na justiça e na sinceridade, Confúcio nos ensinou: “Escolhe um trabalho de que gostes e não terás que trabalhar nem um dia na tua vida”.

Bom Carnaval e até quarta! 

Conheça Petrolina

Está circulando no zap da política e em vários grupos, esta imagem, com um texto irônico, tratando do “grande sucesso” que faz no carnaval do Marco Zero, principal polo do reinado momo no Recife, o palco que a governadora Raquel Lyra (PSDB) montou entre o Centro de Artesanato de Pernambuco e o Cais do Sertão.

O recorde de público é impressionante, como se vê na imagem, diz ainda o texto.

Dulino Sistema de ensino
Ipojuca No Grau

Se o leitor não conseguiu acompanhar a entrevista com o cantor e compositor Almir Rouche ao quadro “Sextou”, do programa Frente a Frente, ancorado por este blogueiro e exibido pela Rede Nordeste de Rádio, não se preocupe. Clique aqui e confira. Está incrível!

Caruaru -IPTU 2025 - 20%

Diante da estiagem que atinge o Agreste pernambucano, a Compesa intensificou as obras emergenciais para preservar a barragem de Jucazinho, que opera com apenas 4,6% de sua capacidade. A principal ação em andamento é a integração da Adutora do Agreste ao Sistema Adutor de Jucazinho, garantindo o transporte de água do rio São Francisco para a região. Para acompanhar o andamento das obras, o presidente da Compesa, Alex Campos, e o diretor regional do Agreste, Daniel Genuíno, realizaram vistorias em Caruaru e Surubim, reforçando a necessidade dessas medidas para assegurar o abastecimento das 15 cidades atendidas pelo sistema.

Em visita ao ponto de conexão entre as adutoras, em Caruaru, Alex Campos detalhou a obra, que terá três quilômetros de extensão e permitirá a transferência de 400 litros de água por segundo do São Francisco para a Estação de Tratamento de Água Salgado. A medida visa liberar Jucazinho para abastecer exclusivamente os demais municípios que dependem do sistema. Com investimento de R$ 4,4 milhões autorizado pelo governo estadual, também estão sendo instaladas ventosas e caixas de descarga para otimizar a operação da adutora.

A governadora Raquel Lyra autorizou a antecipação dessas intervenções para reduzir a dependência da quadra chuvosa, prevista para iniciar em março. Segundo a Compesa, mesmo que as chuvas não sejam suficientes, a obra emergencial garantirá o abastecimento das cidades de Surubim, Casinhas, Salgadinho, Frei Miguelinho, Santa Maria do Cambucá, Vertentes, Vertente do Lério, Toritama, Cumaru, Passira, Riacho das Almas, Bezerros e Gravatá. A previsão é que todas as intervenções sejam concluídas até o final de março.

Camaragibe Cidade do Trabalho

O prefeito de São José do Egito, Fredson Brito, anunciou nesta quarta-feira (28) que o pagamento dos servidores municipais foi realizado dentro do mês trabalhado. A medida beneficia contratados, efetivos, aposentados e pensionistas, garantindo a injeção de mais de R$ 4 milhões na economia local. Segundo o gestor, além de assegurar o compromisso com os trabalhadores, a antecipação do pagamento contribui para um feriado mais tranquilo para os servidores.

“Além de injetar dinheiro na economia, garantimos um carnaval mais tranquilo, um feriadão, para as pessoas que vão viajar ou descansar terem o seu dinheiro em conta no dia certo”, afirmou Fredson Brito. Esse é o segundo mês consecutivo em que a gestão realiza o pagamento dentro do mês, em contraste com práticas anteriores, quando os vencimentos eram depositados apenas no mês seguinte.

Toritama - Prefeitura que faz

Prestes a iniciar um segundo mandato à frente do Novo Banco de Desenvolvimento (NDB), o banco do Brics, a ex-presidente Dilma Rousseff deixou um rastro de metas atrasadas, relatos de assédio moral, demissões e críticas por má gestão na instituição desde que assumiu, em abril de 2023.

Documentos obtidos pela Folha mostram que o NDB está atrasado no cumprimento da grande maioria de suas metas e tem rotatividade de funcionários (15,5%) três vezes maior do que a média em bancos multilaterais de desenvolvimento (5%), segundo relatório de avaliação independente do banco. Desde que Dilma assumiu, ao menos 46% dos funcionários brasileiros (14) deixaram o banco. Avaliações internas apontam que “limitações em delegar autoridade” contribuem para “atrasos na tomada de decisões e baixa eficiência na implementação”. As informações são da Folha de São Paulo.

A situação no banco foi descrita como disfuncional e de paralisia por funcionários ouvidos pela Folha.

As críticas foram corroboradas no voto de Prasanna Salian, diretor da Índia, em reunião do conselho de diretores sobre a Revisão de Médio Prazo da estratégia geral do banco no ano passado. “O banco está atrasado no cumprimento da maioria de suas metas estratégicas para o período de cinco anos (2022-2026)”, diz Salian, diretor do departamento de assuntos econômicos do Ministério das Finanças da Índia, no documento obtido pela Folha.

Segundo Salian, apenas 20% da meta de concessão de crédito do banco foi atingida, e o NDB está muito aquém dos objetivos de operações não soberanas (10,7%, diante da meta de 30%). Apenas um projeto (4%) foi cofinanciado (meta era 20%).

“A administração deve fazer esforços imediatos para melhorar a execução do banco e reduzir o atraso [no cumprimento das metas] nos próximos anos”, disse Salian em voto escrito. “De forma geral, há uma necessidade urgente de priorizar atividades, usar recursos limitados de forma criteriosa, ter planejamento efetivo esforços rigorosos para execução e coordenação eficiente.”

Procurada, a assessoria do NDB disse que não comentaria sobre o voto. “Os votos dos membros do NDB não são informação pública e não devem ser divulgados”, disse a assessoria.

A Folha conversou com seis funcionários e ex-funcionários do banco e do governo brasileiro que trabalham diretamente com Dilma. Por medo de represálias, eles pediram para não ser identificados. Todos afirmaram que o banco está paralisado e que o nível de assédio moral é muito alto.

Segundo vários relatos, Dilma frequentemente grita com os funcionários, em broncas que podem ser ouvidas em outros andares da instituição. Ela chamaria os funcionários de “burro” e “burra”, “ignorante”, além de dizer diz “você não presta para nada”, “você não serve para porra nenhuma” e “você nunca mais vai arrumar outro emprego”, “você escreve com os pés”.

Ela teria dito a um funcionário chinês que ele precisava “lavar atrás das orelhas”.

Outro relato frequente é que ela se nega a dar folgas, principalmente aos funcionários que trabalham diretamente com a presidente, e que os trabalhadores são forçados a jornadas que vão das 6h às 21h todos os dias da semana. Dois funcionários relataram ter procurado assistência psicológica.

O relatório anual do banco de 2023 não foi publicado até hoje, nem o de 2024. Os outros relatórios, relativos a 2017, 2018, 2019, 2020, 2021 e 2022 estão disponíveis no site do banco.

Já o relatório do Escritório de Avaliação Independente do NDB, assinado pelo diretor-geral Ashwani K. Muthoo, em 20 de maio de 2024, apresenta um retrato sombrio.

“O volume de empréstimos do banco ficou aquém do que foi previsto na estratégia geral para 2017-2021 e desacelerou ainda mais em 2022 e 2023”, diz o documento. “Há espaço para melhorar a cultura organizacional, os processos de gestão e de pessoas para aumentar a eficiência do banco para poder cumprir seu mandato.”

Além dos problemas de gestão, os relatórios internos apontam que a situação política, com a presença da Rússia no banco, aumentou o custo de captação e reduziu a competitividade.

Diz também que a “alta rotatividade” afeta a capacidade de o banco de funcionar.

Os relatórios também apontam paralisia na expansão do banco. Sob Marcos Troyjo, juntaram-se à instituição Egito, Emirados Árabes Unidos e Bangladesh. Na gestão Dilma, nenhum novo membro.

“Em suma, o NDB ainda não conseguiu se estabelecer completamente como um banco de desenvolvimento com foco em impacto como determinado em sua carta de fundação”.

Outro relatório do escritório independente, também obtido pela Folha, afirma que “a ausência de um processo de tomada de decisão ágil e consistente também compromete a capacidade de resposta e a eficiência geral do banco. Sem mudanças substanciais em seus processos e procedimentos, o banco continuará enfrentando sérios obstáculos para cumprir seu mandato”.

Procurado, o chefe de gabinete de Dilma, Marco Túlio Mendonça, que é assessor direto da presidente, não respondeu a mensagem de WhatsApp com perguntas e não atendeu a uma ligação.

Procurada, a assessoria de imprensa do NDB afirmou que as metas são para cinco anos, não para um ano. “Não é apropriado concluir que o NDB não atingiu as metas, pois o ciclo estratégico ainda está em andamento”, disse a assessoria. Os relatórios do escritório de avaliação independente do banco e o voto de diretor do conselho apontam que o cumprimento das metas está muito atrasado.

A assessoria afirma também que a primeira metade do ciclo estratégico de 2022-2026, de 1º de janeiro de 2022 a 30 de junho de 2024, foi dividida igualmente entre a administração de Troyjo e Dilma. “Quando a presidente Dilma chegou, em março de 2023, o banco enfrentava uma grave crise de liquidez. Ele havia passado 15 meses sem realizar uma emissão em dólares.”

O banco informou que, quando Dilma assumiu, os desembolsos de financiamentos foram “temporariamente suspensos por causa de preocupações com liquidez”. Mas afirma que, na gestão da brasileira, o banco como um todo teve “crescimento significativo” e que o balanço no final de 2024 mostra “forte recuperação e expansão”.

A assessoria afirmou que o único ano em que a rotatividade foi alta, de 15%, foi 2023. Segundo o banco, em 2024, essa porcentagem se normalizou em 5%. Como os relatórios anuais do banco dos anos 2023 e 2024 não foram publicados, não é possível checar. A reportagem da Folha pediu documentos oficiais com números de saídas de funcionários, mas não recebeu.

No caso dos funcionários brasileiros, a assessoria afirmou que, em 2022/2023, a taxa de rotatividade foi de 43%. Mas, segundo o banco, em 2024, esse número caiu para 16%.

“O NDB não viu qualquer queda na produtividade ou eficiência em relação às taxas de rotatividade.”

Em relação aos relatos de assédio moral, a assessoria do banco respondeu: “O NDB não vai comentar as alegações em relação a assédio moral, pois não há casos de assédio moral no departamento de conformidade e investigações do banco relacionados à presidente”.

A assessoria afirmou também que o horário de funcionamento do banco é das 9h às 17h15, nenhum funcionário do banco é obrigado a começar a trabalhar às 6h e todos os funcionários do banco têm folgas normais e regulamentadas. A reportagem mantém que funcionários do banco e do governo brasileiro que trabalhavam diretamente com a presidente relataram a carga horária excessiva e falta de folgas, e muitos pediram demissão.

Em relação ao fato de nenhum país ter entrado como novo membro no banco durante a gestão Dilma, a assessoria disse que “o NDB amplia sua adesão sob a aprovação de seu Conselho de Governadores e Conselho de Diretores”.

Belo Jarfim - Cidade Limpa

Serra Talhada registrou apenas 10,6 mm de chuvas em fevereiro de 2025, tornando-se o segundo mês mais seco da série histórica dos últimos 15 anos, cuja média é de 109 mm. O cenário agrava a preocupação com a estiagem, impactando tanto a zona urbana quanto a rural. Apesar de algumas localidades do interior apresentarem índices um pouco melhores, a situação segue crítica, reforçando a necessidade de economia de água e medidas preventivas.

O açude Cachoeira, responsável por parte do abastecimento da cidade, opera com menos de 50% da capacidade. No entanto, o volume exato ainda não foi divulgado devido à atualização dos dados pela Agência Nacional de Águas (ANA). Diante do quadro de seca prolongada, o Governo do Estado já decretou situação de emergência desde o final de janeiro, e as autoridades seguem monitorando os impactos da crise hídrica.

O coordenador da Defesa Civil de Serra Talhada, João Novaes, fez um apelo à população para intensificar a economia de água. “Estamos enfrentando uma situação delicada, e a colaboração de cada um é fundamental para garantir que o abastecimento seja mantido. Pedimos que todos redobrem os cuidados no consumo diário, evitando desperdícios e adotando medidas simples, como o uso racional da água”, alertou.

O município de São Lourenço da Mata conquistou a segunda colocação no ranking nacional da Atenção Básica à Saúde entre cidades com 100 mil habitantes, atingindo a nota 9,88 no levantamento do Ministério da Saúde. Em Pernambuco, a cidade lidera na Região Metropolitana e ocupa a 20ª posição no estado, um feito histórico para a gestão municipal.

O prefeito Vinícius Labanca celebrou o avanço e relembrou a situação crítica da saúde quando assumiu a administração. “Quando assumimos o mandato, São Lourenço ocupava a posição 182 no Estado, e isso nos envergonhava. Decidimos priorizar a saúde e, depois de quatro anos de muito esforço de toda a equipe, o resultado está aí. Agora, é manter o que está dando certo e avançar ainda mais!”, destacou.

Programas como “Remédio Até Você”, “Laboratório do Povo” e o fortalecimento do atendimento humanizado foram fundamentais para elevar a qualidade da assistência. A eficiência da gestão tem atraído a atenção de outros municípios, que buscam conhecer as iniciativas implantadas.

Alcymar Monteiro, o Rei do Forró, que canta todos os gêneros musicais, inclusive o frevo, fez, há pouco, um protesto contra a exclusão do seu nome na grade do Carnaval do Recife. um dos grandes nomes da música nordestina, fez um forte desabafo sobre sua ausência na programação do Carnaval do Recife. “Simplesmente, fui renegado pela organização do evento. Foram mais de três mil shows programados e eu estou fora de todos os palcos do grande festival carnavalesco de Recife”, desabafou.

Apesar de ter morado na capital pernambucana por 35 anos e ainda manter empresa e escritório na cidade, Alcymar destacou que tem sido ignorado nas festividades oficiais. O cantor criticou a forma como o frevo tem sido tratado no evento, cobrando maior valorização do ritmo que se tornou Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade. “

“Eles não fazem nada pelo frevo. Basta ver o que estão botando no Marco Zero. O Marco Zero deveria ser o berço, o lugar onde o frevo nasceu junto com Recife, mas é relegado a segundo plano”, afirmou. Ele também fez referência ao ex-governador Eduardo Campos, pai do atual prefeito João Campos, ressaltando que o político sempre valorizou os artistas locais.

“Eduardo nos tratava com dignidade. Nunca vi ele renegar alguém ou tirar alguém de qualquer pauta. Meu querido prefeito tem que olhar isso com lupa, porque está deixando muita mágoa e muita sequela”, acrescentou.

Alcymar lembrou as honrarias que recebeu ao longo da carreira, como o título de comendador da cultura brasileira, concedido pelo ex-presidente Michel Temer. “Isso ninguém pode tirar. Estou nos anais da história da cultura brasileira e continuarei cantando e enaltecendo nossas tradições”, afirmou.

Indignado, finalizou sua fala destacando sua missão de preservar a identidade cultural nordestina. “Eles são passageiros da agonia, eu sou mensageiro da alegria. Eles passarão, e eu passarinho”, ironizou.

O dólar mantém a trajetória de alta na tarde desta sexta-feira (28/2), e a expectativa do mercado é a de que a moeda norte-americana ganhe ainda mais força com o anúncio de que a deputada federal Gleisi Hoffmann, presidente nacional do PT, é a nova ministra das Relações Institucionais.

Já no cenário externo, o mercado financeiro acompanha a reunião entre os presidentes dos Estados Unidos, Donald Trump, e da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, em Washington, e repercute dados de inflação nos EUA. As informações são do Metróples.

O que aconteceu

  • Às 15h05, o dólar avançava 1,08%, a R$ 5,892.
  • Mais cedo, às 13h17, a moeda norte-americana subia 0,8% e era negociada a R$ 5,876.
  • Na cotação máxima do dia até aqui, o dólar bateu R$ 5,897. A mínima é de R$ 5,823.
  • Na véspera, o dólar fechou a sessão batendo o maior valor em quase 1 mês, cotado a R$ 5,828, em alta de 0,45%.
  • Com o resultado, a moeda dos EUA acumula ganhos de 1,7% na semana e perdas de 0,15% no mês e 5,68% no ano.

Gleisi ministra

  • No cenário doméstico, os investidores estão atentos às discussões a respeito da reforma ministerial levada a cabo pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Nesta semana, Lula demitiu a ministra da Saúde, Nísia Trindade, e anunciou o petista Alexandre Padilha (atual ministro da Secretaria de Relações Institucionais) para o posto.

O mercado esperava a definição sobre quem sucederia Padilha na articulação política do governo com o Congresso, considerada um dos pontos críticos da atual gestão.

Nesta semana, o mercado também repercutiu rumores sobre uma possível saída do ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT) – informação não confirmada pelo governo e, hoje, uma possibilidade praticamente descartada por Lula.

Nos bastidores do Planalto, comenta-se que Haddad e o ministro-chefe da Casa Civil, Rui Costa (PT), têm se chocado dentro do governo por divergências em relação à condução da política econômica. Ambos negam que a relação esteja estremecida.

A ex-presidente Dilma Rousseff recebeu alta hospitalar ontem (27) após ser internada devido a uma inflamação no nervo do labirinto, patologia chamada neurite vestibular. Segundo a assessoria de imprensa de Dilma, ela já retomou o trabalho normalmente na sede do banco do Brics, em Xangai, na China.

A ex-presidente do Brasil foi internada no dia 21 de fevereiro, no Shanghai East International Medical Center, tendo reagido bem ao tratamento. A condição que acometeu Dilma não oferece risco à vida, apesar de causar extremo desconforto, segundo especialistas consultados pela Agência Brasil.

“Hoje a gente fala que o labirinto é um sexto sentido, porque ele é um sensor de movimento, ele percebe a aceleração da cabeça. Associado à visão e ao tato, ele faz parte de um sistema maior, que é o equilíbrio”, informou a otoneurologista do Instituto Paranaense de Otorrinolaringologia, Lisandra Arima.

Dilma Rousseff preside o Novo Banco de Desenvolvimento (NBD), o banco do Brics, desde abril de 2023, onde atua com projetos de financiamento para países membros do bloco. Atualmente, o banco tem cerca de 100 projetos que somam aproximadamente US$ 33 bilhões.

Em outubro de 2024, o presidente russo, Vladmir Putin, ofereceu à Dilma mais um mandato de cinco anos à frente da instituição financeira. Isso porque era a vez da Rússia de indicar o próximo chefe do banco. O novo mandato só começa em julho de 2025.

Da Agência Brasil.