Nunes afirmou à GloboNews que não tem contato com a irmã há mais de 15 anos. Segundo ele, a mãe de ambos cria um dos três filhos dela, e os os outros dois vivem com o pai. Segundo prefeito, ela tem um transplante marcado na próxima terça-feira e estava, de fato, na unidade para retirar medicamentos. De acordo com ele, a família sempre fez de tudo para ela sair do vício, mas não adiantou.
Janaina foi condenada por embriaguez ao volante e desacato a PMs após uma abordagem numa rodovia em Botucatu, no interior do estado. Esse caso aconteceu em outubro de 2022 e ela foi condenada em julho de 2025.
Segundo os autos, a irmã do prefeito da capital dirigia um carro “com a capacidade psicomotora alterada em razão da influência de álcool e, ao ser abordada, desacatou policiais militares que atuavam na ocorrência”.
Uma policial que atuou na ocorrência afirmou que a equipe fazia patrulhamento quando percebeu que o veículo dirigido por Janaina “estava ziguezagueando”. Ela apresentava sinais de embriaguez, não portava documentos pessoais, tinha o licenciamento do veículo vencido e a habilitação fora do prazo de validade .
Ao ser informada de que seria levada ao distrito policial, Janaína “xingou a equipe”, ameaçou soltar os cães que estavam dentro do carro contra os agentes, ficou “bem descontrolada” e chegou a ameaçar correr pela rodovia, segundo o depoimento da militar.
Ainda de acordo com o relato, a ré disse que o marido era capitão da polícia e que iria prejudicar os policiais, além de afirmar que eles deveriam “estar pegando ladrão” e não abordando “uma mãe de família”.
Ela se recusou a fazer o teste do bafômetro.
Na sentença, o juiz destacou que, para a configuração do crime de embriaguez ao volante, não é necessária exclusivamente a prova técnica, como bafômetro ou exame de sangue. Segundo o magistrado, basta a comprovação de que o motorista conduzia o veículo com a capacidade psicomotora alterada em razão da influência de álcool, o que foi demonstrado pela prova testemunhal dos PMs.
Em nota, a Prefeitura de São Paulo informou que a prisão está amparada em mandados judiciais, obedeceu ao rigor da lei e foi executada seguindo os critérios de identificação do Smart Sampa.
O caso de lesão corporal aconteceu em novembro de 2014 contra seu filho. Ela foi condenada em abril de 2024.
Segundo a denúncia, Janaina agrediu a criança com mordidas no braço, puxões de cabelo, batidas da cabeça contra a parede e arremesso de objetos, causando lesões corporais de natureza leve, comprovadas por exame de corpo de delito.
Smart Sampa
Lançado em 2024, a tecnologia é uma das principais bandeiras do prefeito Ricardo Nunes. O Smart Sampa conta com mais de 30 mil câmeras espalhadas pela cidade.
O sistema de videomonitoramento da prefeitura utiliza reconhecimento facial para identificar foragidos da Justiça e ajudar a localizar pessoas desaparecidas.
O sistema opera por meio de uma Central de Monitoramento que integra diversos órgãos públicos, como Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), SPTrans, Guarda Civil Metropolitana e as polícias Civil e Militar.
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