Por Magno Martins – exclusivo para a Folha de Pernambuco
O que se diz em Brasília, tanto na oposição quanto em setores do próprio Governo, é que o presidente Lula (PT), ao comparar o Governo de Israel e os judeus em geral com Hitler, criou um problema incomensurável para ele e o seu governo e que pode se refletir fortemente no projeto da sua reeleição, em 2026.
O confronto com Israel e o povo judeu envolve reações de poderosíssimos grupos econômicos que controlam desde redes de lojas, jornais, revistas, controle de propaganda nas grandes mídias, além de megas corporações financeiras, capazes de eleger ou derrotar qualquer candidato que se exponha numa disputa política.
Lula entregou o próprio destino político a meia dúzia de homens poderosos, que podem destrui-lo, caso o considerem inimigo do povo judeu. Esse episódio é muito mais grave do que imagina a superficialidade da imprensa.
Ontem, o ministro de Relações Exteriores israelense, Israel Katz, voltou a exigir um pedido de desculpas do presidente Lula pela fala em que compara os ataques de Israel na Faixa de Gaza ao extermínio de judeus promovido por Adolf Hitler durante a 2ª Guerra Mundial. No X (ex-Twitter), o chanceler subiu o tom e disse que a declaração de Lula é “um cuspe no rosto dos judeus brasileiros”. Declarou que não é tarde para que o presidente “aprenda História” e “peça desculpas”.
“Milhões de judeus em todo o mundo estão à espera do seu pedido de desculpas. Como ousa comparar Israel a Hitler? É necessário lembrar ao senhor o que Hitler fez?”, escreveu Katz. O chanceler afirmou que conflito no Oriente Médio é uma “guerra defensiva” contra “os novos nazistas”, em referência ao grupo extremista palestino Hamas.
Reiterou que Lula continua sendo “persona non grata” em Israel caso não se retrate. “Não importava para eles se eram idosos, bebês, deficientes. Eles assassinaram uma garota em uma cadeira de rodas. Eles sequestraram bebês. Se não tivéssemos um exército, eles teriam assassinado mais dezenas de milhares. Que vergonha. Sua comparação é promíscua, delirante. Vergonha para o Brasil e um cuspe no rosto dos judeus brasileiros. Ainda não é tarde para aprender História e pedir desculpas. Até então – continuará sendo persona non grata em Israel”, disse.
Quando pesquisas “estranhas” viram motivo de descrédito
O cenário político pernambucano atravessa um momento de inflexão em que a disputa eleitoral deixa de se restringir ao campo tradicional e passa a ser travada, também, no terreno sensível da credibilidade das pesquisas de opinião. Nesse contexto, a circulação recente de levantamentos controversos acabou por produzir um efeito colateral indesejado para a base governista.
No epicentro desse movimento está a governadora Raquel Lyra (PSD), cuja articulação política se vê tensionada após a divulgação de pesquisas encomendadas. Os números apresentados — que colocam a gestora à frente de João Campos — destoam de maneira significativa do conjunto mais amplo de levantamentos disponíveis e da percepção consolidada no meio político, que aponta o ex-prefeito do Recife como líder absoluto nas intenções de voto.
Em um primeiro momento, tais pesquisas poderiam cumprir uma função estratégica: oferecer à governadora um discurso de competitividade e, eventualmente, sustentar a narrativa de que estaria à frente na corrida eleitoral. No entanto, a tentativa de construção dessa imagem acabou por produzir um efeito inverso. Longe de consolidar força política, esses levantamentos passaram a gerar desconforto interno, constrangendo aliados que se veem obrigados a defender números cuja credibilidade é amplamente questionada.
A fragilidade dessa narrativa tornou-se ainda mais evidente com a divulgação de um levantamento do instituto Real Time Big Data, empresa de alcance nacional e reconhecida inserção no debate público. A pesquisa apresentou um cenário substancialmente distinto, com João Campos abrindo uma vantagem expressiva — cerca de 17 pontos percentuais — reforçando sua posição como principal liderança no atual quadro eleitoral.
O contraste entre os diferentes estudos não apenas evidenciou a inconsistência dos levantamentos anteriores, como também acelerou seu desgaste público. O que inicialmente poderia servir como peça de comunicação política rapidamente se transformou em objeto de ironia e descrédito, tanto nos bastidores quanto nas redes sociais, onde a repercussão negativa ganhou tração.
Especialistas em opinião pública costumam lembrar que divergências entre pesquisas são inerentes ao processo democrático, sobretudo em períodos pré-eleitorais. Contudo, quando as discrepâncias extrapolam margens razoáveis, a discussão deixa de ser meramente técnica e passa a envolver a própria confiança nas instituições responsáveis pela produção desses dados.
No caso em análise, o episódio revela um paradoxo recorrente na política contemporânea: o uso instrumental de pesquisas pode, em determinadas circunstâncias, comprometer justamente aquilo que se busca construir — a imagem de solidez. Para a base de Raquel Lyra, o resultado é inequívoco: o que poderia sustentar discurso acabou por fragilizá-lo, convertendo-se em fonte de desgaste e constrangimento público.
CENÁRIO TENEBROSO – Se a governadora já estava com dificuldades para aprovar as demandas do seu governo na Assembleia Legislativa, com a debandada do PP (Partido Progressistas) da sua base, ontem, o quadro se agravou. E muito. São dez parlamentares que engrossam o bloco da oposição. Mesmo em minoria, o bloco oposicionista tem assumido a dianteira nas comissões e no plenário. O projeto da LOA, a Lei das Diretrizes Orçamentárias, por exemplo, foi aprovado em 16 de dezembro, mas os deputados impuseram ao texto uma série de alterações, incluindo um aumento de R$ 350 milhões na arrecadação do Estado. A justificativa é um cálculo que considerava que o Executivo havia subestimado algumas receitas.
A gota d’água – O estopim do rompimento do PP com o Governo Raquel foi a demissão, ontem, do presidente da Ceasa, Bruno Rodrigues, ligado ao presidente estadual da federação Progressista, Eduardo da Fonte. Lá atrás, aliás, a governadora já havia desidratado o PP na estrutura do primeiro e segundo escalões. O partido ficou sem o Detran, Lafepe e o Porto do Recife. A tendência é de o partido buscar uma aproximação com o candidato da oposição ao Governo do Estado, João Campos (PSB).
Travou de vez – Mais uma vez, a votação da redação final do Projeto de Lei que trata da margem de remanejamento de recursos da Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2026 foi adiada, ontem, na Assembleia Legislativa, por falta de quórum. Na sessão, apenas seis dos 49 deputados estiveram presentes, sendo necessária pelo menos a presença de nove parlamentares (1/5 – um quinto) para a abertura dos trabalhos. Entre os presentes estavam o presidente da Casa, Álvaro Porto (MDB), e os deputados João Paulo (PT), João Paulo Costa (PT) e Romero Albuquerque (PSB). Da bancada governista estiveram presentes Luciano Duque (Podemos) e Nino de Enoque (PL).
Temer na lista de Vorcaro – O Banco Master declarou ao menos R$ 59,03 milhões em pagamentos para políticos, dirigentes partidários, ex-ministros e um ex-presidente entre 2022 e 2025, mostram documentos da Receita Federal a que o jornal O Globo teve acesso. Os valores constam na declaração apresentada à autarquia pela instituição financeira de Daniel Vorcaro, preso por suspeita de fraudes. Um dos presentes na lista é o ex-presidente Michel Temer. De acordo com o documento do Master enviado à Receita, o escritório de advocacia do emedebista recebeu R$ 10 milhões pelos serviços prestados em 2025.
“Ninguém será subserviente” – Tão logo a bancada do PP debandou do Governo, criando um ambiente mais hostil ainda na Alepe para Raquel, o presidente estadual da federação Progressista, Eduardo da Fonte, evitou falar na palavra rompimento. “Vamos conversar com a bancada. Ninguém vai ser subserviente. Vamos analisar as pautas. Jamais vamos fazer qualquer encaminhamento que seja contra Pernambuco”, disse, referindo-se à reunião que terá na próxima segunda-feira com a bancada. Na pauta, a relação com o Governo Raquel e o destino que a federação tomará na eleição estadual.
CURTAS
CONTRATO – Temer foi contratado por Vorcaro para atuar na tentativa de venda do Master ao BRB, instituição controlada pelo governo do Distrito Federal. À época, o governador era Ibaneis Rocha, também do MDB — ele deixou o cargo há duas semanas para concorrer ao Senado.
PARECERES – Em entrevista ao programa Roda Viva, da TV Cultura, em novembro do ano passado, Temer disse que seu trabalho como advogado inclui pareceres e mediações. No caso do Master, ele contou que foi chamado por Ibaneis e pelo então presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, para uma reunião em Brasília.
EM VITÓRIA – João Campos cumpre agenda hoje em Vitória de Santo Antão, na companhia do prefeito e aliado Paulo Roberto, uma das lideranças do MDB em ascensão. Na agenda, uma homenagem ao pai Eduardo Campos, adesões e encontro com lideranças que passam a se engajar ao projeto majoritário do socialista.
Perguntar não ofende: Por que a governadora vacila tanto na articulação política?
A disputa pelo Senado em Pernambuco revela um movimento bastante pragmático dentro da polarização entre esquerda e direita. Dois pré-candidatos, em entrevista recente ao programa Passando a Limpo, da Rádio Jornal, chamaram a atenção por isso. Em vez de confronto direto entre campos ideológicos, o que se desenha é um equilíbrio de malabares entre identidade política e pragmatismo eleitoral.
Candidatos que, em tese, deveriam se enfrentar, como Anderson Ferreira (PL) e Túlio Gadêlha (PSD), operam com cautela calculada, preservando espaços e evitando conflitos que possam custar votos decisivos.
Regra do jogo O ponto de partida é simples e decisivo. A eleição para o Senado permite dois votos por eleitor e esse desenho reorganiza a disputa e os discursos. A direita critica a esquerda, mas com cuidado para não passar do ponto e perder uma fatia do eleitorado cujo segundo voto pode lhe ajudar. Coisa parecida acontece à direita. A lógica eleitoral incorpora a convivência entre adversários quando isso amplia as chances de sucesso.
Movimento de Anderson Nesse cenário, Anderson Ferreira demonstra leitura estratégica refinada. Em entrevista ao Passando a Limpo, adotou um discurso firme contra a esquerda, mantendo sua identidade política e dialogando com sua base. Delimitou cuidadosamente seus alvos. Criticou o PT, o PSB de João Campos e o campo progressista de forma ampla, mas evitou mencionar Túlio Gadelha.
A escolha é deliberada. Anderson não disputa o mesmo eleitorado de Túlio e compartilha com ele o mesmo ambiente político de apoio à governadora Raquel Lyra (PSD). Ao preservar essa fronteira, evita abrir um flanco desnecessário e mantém intacta a possibilidade de uma convivência eleitoral funcional. É extremamente inteligente e foi assim por toda a entrevista, resposta após resposta.
Movimento de Túlio Túlio Gadelha opera com lógica equivalente, ajustada ao seu campo político. Ao ser provocado sobre adversários naturais dentro do campo progressista, recorre a uma linguagem de respeito e aproximação que até causa estranheza. Refere-se a nomes como Humberto Costa (PT) e Marília Arraes (PDT) quase como aliados, evitando qualquer sinal de confronto direto.
A lógica é direta. Sua viabilidade eleitoral passa pela capacidade de se tornar segunda opção de voto para eleitores que já têm preferência consolidada, inclusive por esses dois nomes. Ao não romper com esse eleitorado, mantém aberta a porta para capturar o voto complementar que pode definir a eleição em favor dele próprio. Também foi inteligente.
Equilíbrio instável O cenário aparenta contradição. Mas é como se estivéssemos assistindo malabaristas tentando equilibrar pinos de ideologia e de pragmatismo, sem deixar nenhum cair.
A ideologia continua presente e orienta o discurso público. O pragmatismo define os limites da ação.
Jogo sofisticado O Senado assume a forma de um exercício de coordenação indireta. Quem compreender melhor esse malabarismo terá vantagem na reta final. Eleição de duas vagas para o Senado é parecida com eleição para governador ou presidente e pode surpreender quem espera discursos mais diretos. É preciso muito cuidado para atingir um eleitor sem melindrar outros.
Às vezes tem mais vantagem quem não apresenta muita lógica no que diz do que aquele que é assertivo além da conta.
O presidente do Senado Federal, Davi Alcolumbre (União-AP), afirmou nesta quarta-feira (8) que vai conversar com o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), para marcar uma sessão do Congresso Nacional para votar vetos presidenciais, entre eles o veto ao PL da Dosimetria.
“E o meu desejo é, o mais rápido possível, nós fazermos uma sessão do Congresso Nacional para deliberarmos um assunto relevantíssimo e que carece da deliberação do Congresso, que é o veto ou a manutenção do veto do projeto de lei da dosimetria, votada no Congresso Nacional”, disse. As informações são do g1.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) vetou integralmente, em 8 de janeiro deste ano, o projeto de lei que reduz as penas do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e de outros condenados por atos golpistas, inclusive pelos episódios de vandalismo de 8 de janeiro de 2023, que ficou conhecida como PL da Dosimetria.
A decisão do presidente, no entanto, pode ser revista no Congresso. Os parlamentares podem manter ou derrubar o veto presidencial. Para a derrubada, são necessários 257 votos de deputados e 41 de senadores.
A Câmara e o Senado aprovaram, no fim do ano passado, o projeto de lei que viabiliza a redução da punição aplicada ao ex-presidente Jair Bolsonaro e a outros réus do “núcleo crucial” da trama golpista, além de envolvidos nos atos de 8 de janeiro.
Bolsonaro foi condenado a mais de 27 anos de prisão por tentativa de golpe e cumpre pena na Superintendência da PF, em Brasília. Além dele, outros cinco estão na mesma situação:
Walter Braga Netto, ex-ministro;
Anderson Torres, ex-ministro;
Almir Garnier, ex-comandante da Marinha;
Paulo Sérgio Nogueira, ex-ministro da Defesa.
Augusto Heleno está em prisão domiciliar e Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro, está em regime aberto. O ex-deputado Alexandre Ramagem (PL) está nos Estados Unidos e é considerado foragido.
A decisão de Lula não surpreendeu parlamentares. Desde a tramitação do projeto, o presidente vinha sinalizando publicamente que vetaria a proposta, por considerar que ela poderia beneficiar aliados políticos e enfraquecer a responsabilização pelos atos golpistas.
O que diz o texto vetado?
Os parlamentares aprovaram o projeto de lei que viabiliza a redução da punição aplicada ao ex-presidente Bolsonaro e a outros réus do “núcleo crucial” da tentativa de golpe de Estado.
A proposta estabelece:
um mecanismo para tornar mais rápida a progressão do regime de pena (quando um condenado sai de uma modalidade mais severa e passa para um regime mais brando) para quem cumpre pena por crimes contra o Estado Democrático de Direito;
redução de até 2/3 da pena imposta aos vândalos comuns dos ataques de 8 de janeiro de 2023;
que o crime de tentativa de golpe de Estado (com penas maiores) vai absorver o de tentativa de abolição do Estado, em caso de condenação simultânea.
O texto aprovado também estabelece que os condenados por envolvimento com os ataques de 8 de janeiro de 2023 terão direito a progredir ao regime semiaberto após o cumprimento de 16% da pena no regime fechado.
A legislação atual prevê que esses criminosos precisam cumprir ao menos 25% para pleitear uma progressão.
O que acontece se o Congresso derrubar o veto?
Se a proposta entrar em vigor – por exemplo, em caso de derrubada de veto – pode ser alvo de questionamentos de partidos políticos, entidades de classe, Procuradoria-Geral da República e do próprio governo.
Estes são alguns dos agentes autorizados pela Constituição a entrar com ações no Supremo questionando a validade de leis.
Se o tema parar no Supremo, caberá aos ministros decidir se a norma está de acordo com a Constituição. Se não estiver, a lei é anulada.
Ainda em rota pelo Sertão pernambucano, a passagem de João Campos (PSB) por Serra Talhada, nesta quarta-feira (8), abriu margem para o pré-candidato ao governo de Pernambuco repercutir algo que vem chamando de “coesão de chapa”. A visita foi acompanhada pela prefeita Márcia Conrado (PT), a pré-candidata ao senado Marília Arraes (PDT), o senador Humberto Costa (PT), além do pré-candidato a vice-governo, Carlos Costa (Republicanos), e outros aliados políticos.
Cercado de partidários que já receberam a chancela do presidente Lula (PT), Campos se sentiu à vontade para destacar o apoio que a Frente Popular pretende oferecer ao longo da campanha de reeleição do petista. As informações são do Blog da Folha.
“Me perguntam se eu acho a minha chapa muito lulista. Não vejo isso como um problema, mas sim como um fato de quem tem coerência na caminhada. Se eu voto em Lula, Humberto vota em Lula, Marília vota em Lula, isso não é um problema, é uma virtude. Isso é um time que tem coerência política”, destacou durante uma entrevista para a rádio local, Vila Bela FM.
Disputa de palanques
O posicionamento acontece em um momento estratégico para o alinhamento da pré-candidatura do ex-prefeito ao palanque lulista, que vem sendo disputado entre Campos e a atual governadora do estado, Raquel Lyra (PSD). Apesar da oficialização de Ronaldo Caiado como presidenciável do PSD e a formalização do apoio do Partido dos Trabalhadores à pré-candidatura de João Campos, a atual gestora estadual ainda não deu sinais de que pretende se alinhar completamente com a oposição no âmbito nacional.
Ainda ontem, durante entrevista à Rádio Grande Rio FM, em Petrolina, a governadora afirmou ter recebido autonomia para definir os rumos do partido em Pernambuco no cenário nacional. Lyra, que também é a presidente estadual do PSD, ressaltou que recebeu o endosso diretamente do presidente nacional da legenda, Gilberto Kassab.
“Desde o primeiro momento em que entrei no partido, o presidente Kassab nos deu total liberdade para construir o caminho que leve adiante o estado de Pernambuco, de acordo com as nossas convicções”, declarou.
Sem responder diretamente quais palanques pretende ocupar e ainda sem cravar nomes em sua chapa majoritária, Raquel Lyra destacou que deverá seguir o que considera mais urgente para o estado.
“Há total liberdade para que a presidência do partido, liderada por mim, possa construir o caminho que entendermos mais importante para Pernambuco neste momento, e aquilo que nos representa”, complementou.
Além da falta de confirmações sobre alianças que, segundo a gestora, deverão acontecer de acordo com o calendário eleitoral em julho, João Campos também destacou a importância do alinhamento político de sua chapa de senadores, Marília Arraes e Humberto Costa.
“A vida cobra quem fica sem posição, porque você precisa ter um lado e precisa se posicionar. Isso mostra coerência. A gente não pode, enquanto Pernambuco e um time que defende o presidente, ajudar a eleger pessoas que vão atrapalhar a governabilidade do país e vão estimular essa instabilidade governamental”, destacou. “Acredito que Marília e Humberto vão ter uma grande votação porque as pessoas vão entender essa coerência de compromisso dos dois com o presidente Lula”, finalizou Campos.
Força no interior
Ao falar sobre a aliança com a atual prefeita de Serra Talhada, João Campos insistiu na narrativa de união e posicionamento político. O pré-candidato destacou a força do apoio que já vem recebendo no interior e Sertão do estado, destacando a movimentação como algo que “ajuda a vencer eleição”.
“É bom estar com uma turma que tem coerência, que tem lado e posição. Isso faz toda a diferença. Quem conhece Márcia, sabe que ela tem posição, tem lado, tem coerência, tem alinhamento com o partido do qual faz parte. Cada vez mais as pessoas cobram coerência na política, não adianta você estar no mandato de um jeito, aí chega a eleição você fica de outro jeito e tenta se posicionar para ter um oportunismo eleitoral.Não dá para vir contando uma história e mudar em cima da hora achando que as pessoas vão acreditar”.
Em outra provocação, Campos destacou que ele e seus aliados não pretendem “botar forças políticas para brigarem entre si”.
“Nesses últimos anos foi dissipada muita energia política com coisas pequenas. Não adianta estar com pequenas brigas políticas, precisamos de energia política jogando junto para entregar grandes conquistas”.
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes determinou nesta quinta-feira que a Polícia Militar do Distrito Federal (PM-DF) declare a perda dos cargos públicos de cinco ex-integrantes da cúpula da corporação. Os ex-agentes foram condenados pela Primeira Turma da Corte por omissão nos eventos que resultaram na depredação dos prédios dos três Poderes em 8 de janeiro de 2023.
Serão afetados pela determinação os coronéis Fábio Augusto Vieira (então comandante-geral da PM-DF), Klépter Rosa Gonçalves (então subcomandante-geral da corporação), Jorge Eduardo Naime Barreto (ex-chefe do Departamento de Operações), Paulo José Ferreira de Sousa Bezerra e Marcelo Casimiro Vasconcelos. As informações são do jornal O GLOBO.
A decisão de Moraes foi tomada em resposta a um questionamento da corporação sobre como implementar a decisão do STF sobre a perda de postos e patentes dos oficiais militares, diante de regras constitucionais aplicáveis à categoria e por se encontrarem na reserva remunerada.
Na decisão, com base na jurisprudência do STF, o ministro relator estacou que não há controvérsia sobre a possibilidade de perda do posto e da patente de oficial como consequência de condenação criminal, seja por crime militar ou comum.
Os cinco ex-membros da PM foram condenados a 16 anos de prisão pelos crimes de tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado pela violência e grave ameaça contra o patrimônio da União e deterioração de patrimônio tombado. Além disso, foi decretada a perda dos cargos públicos.
O presidente Donald Trump voltou a criticar a Otan nesta quarta-feira (8), após um encontro a portas fechadas na Casa Branca com o secretário-geral da aliança militar, Mark Rutte.
“A Otan não estava lá quando precisamos deles — e não estará se precisarmos novamente. Lembrem-se da Groenlândia, aquele grande pedaço de gelo mal administrado!!!”, postou Trump na sua rede social Truth Social. As informações são do g1.
Mais cedo, Mark Rutte disse que teve uma conversa “franca e aberta” com Trump, na qual o presidente dos EUA expressou decepção com os aliados europeus.
“Pude destacar que a grande maioria dos países europeus têm colaborado com bases, logística, sobrevoos”, disse Rutte à CNN Internacional durante uma entrevista após a reunião.
A Otan é uma aliança militar formada por mais de 30 países, incluindo EUA e nações europeias, como França, Itália e Reino Unido. Os Estados Unidos exercem papel militar central na aliança desde a criação da organização, em 1949. Trump, porém, tem cobrado maior participação dos aliados no financiamento e nas operações militares.
Em 2025, os demais membros da Otan aprovaram aumento significativo dos gastos com defesa, dentro de um plano com metas até 2035.
Trump quer punir a Otan Trump avalia medidas para punir países os países da Otan por falta de apoio na guerra contra o Irã. A informação foi revelada pelo jornal The Wall Street Journal nesta quarta-feira (8).
Segundo o WSJ, a administração Trump prepara um plano para punir países considerados “prejudiciais” aos interesses americanos na guerra contra o Irã.
Uma das hipóteses é transferir tropas americanas de alguns países para outros que apoiaram a ofensiva no Oriente Médio. Polônia, Romênia, Lituânia e Grécia estariam entre os possíveis beneficiados.
O plano também inclui a possibilidade de fechar uma base militar dos EUA na Europa, possivelmente na Espanha ou na Alemanha, segundo o jornal.
Casa Branca acusa a Otan de virar as costas Poucas horas antes do encontro de Rutte e Trump, a Casa Branca acusou a Otan de ter dado as costas aos Estados Unidos durante a guerra contra o Irã.
“Eles foram postos à prova e falharam”, declarou a secretária de imprensa Karoline Leavitt, citando palavras de Trump.
“É bastante triste que a Otan tenha dado as costas ao povo americano nas últimas seis semanas, quando é justamente esse povo que financia sua defesa”, acrescentou.
Questionada sobre uma possível retirada dos Estados Unidos da aliança, Leavitt respondeu que o tema já foi mencionado pelo presidente e poderá ser discutido no encontro com Rutte.
Também antes do encontro, o secretário-geral da Otan conversou com o secretário de Estado americano, Marco Rubio. Segundo o Departamento de Estado, as conversas abordaram as operações militares contra o Irã, a guerra na Ucrânia e o reforço da coordenação e da divisão de encargos entre os aliados da Otan.
Rutte deve recorrer à relação pessoal com Trump para tentar reduzir as críticas do presidente americano à aliança.
Trump costuma elogiar o chefe da Otan, a quem já chamou de “um cara formidável” e “genial”. Ao mesmo tempo, critica países europeus por não apoiarem os EUA e Israel na ofensiva contra o Irã, iniciada no fim de fevereiro e atualmente em pausa após a trégua anunciada na terça-feira (7).
Peguei um Uber em Brasília hoje e achei muito inusitada a forma a que o jovem Breno recorreu para garantir uns trocadinhos em reforço aos custos da sua festa de casamento com Yumi, uma jovem da sua mesma idade, 24 anos, de família japonesa.
“Estamos vendendo pipoca de leite ninho para nos ajudar a pagar os custos do nosso casamento. Nos ajude a realizar nosso sonho”. Valor: R$ 5,00.
Breno me contou que namora Yumi desde os 14 anos, sua primeira e única namorada. Eles se conheceram na escola, na comunidade de Vicente Pires, na periferia de Brasília.
“Minha única mulher, mas a mulher da minha vida”, revelou. Ele contou que sua iniciativa tem sensibilizado muitos clientes do seu Uber.
A Câmara dos Deputados aprovou, nesta quarta-feira (8), a Proposta de Emenda à Constituição 383/2017, de autoria do ex-deputado Danilo Cabral, que estabelece a destinação obrigatória de recursos para a assistência social. A matéria foi aprovada por 464 votos a favor e 16 contrários e prevê a aplicação progressiva de recursos pela União até atingir 1% da Receita Corrente Líquida.
De acordo com o texto, nos dois primeiros anos o percentual será de 0,5%, com ampliação gradual nos anos seguintes. A estimativa é que os valores destinados à área passem de cerca de R$ 3,9 bilhões para aproximadamente R$ 7,5 bilhões, podendo alcançar R$ 15 bilhões ao final do processo. “A principal inovação da PEC é garantir previsibilidade e continuidade das ações, independentemente de mudanças de governo”, afirmou Danilo Cabral.
Relatada pelo deputado André Figueiredo, a proposta também estabelece a participação de estados e municípios no financiamento e deve impactar diretamente os serviços voltados à população em situação de vulnerabilidade. “O maior impacto desta PEC é o social, aquele que trata do atendimento da população mais vulnerável”, disse o relator.
A Prefeitura de Serra Talhada realizou reunião com representantes do Conselho Tutelar e de diversas áreas da gestão municipal para discutir a modernização dos atendimentos por meio de ferramentas digitais. A proposta inclui a criação de um sistema para organização das demandas, registros de atendimento e melhoria na comunicação entre os órgãos envolvidos.
De acordo com a prefeita Márcia Conrado, a iniciativa prevê a implantação de um Núcleo de Escuta e Atendimento Especializado Eletrônico. “A criação do Núcleo de Escuta e Atendimento Especializado Eletrônico é uma ação estratégica que vai agilizar as demandas”, afirmou. O projeto também contempla medidas para garantir a segurança e o sigilo das informações tratadas pelo Conselho Tutelar.
A governadora de Pernambuco, Raquel Lyra (PSD), demonstrou não ter pressa para montar o palanque para as eleições deste ano. Em coletiva de imprensa realizada em Petrolina, no Sertão do estado, nesta quarta-feira (8), ela afirmou estar focada em trabalhar, junto aos aliados, em prol da população pernambucana.
Na ocasião, ela também aproveitou para alfinetar adversários políticos que avalia que estão preocupados com as eleições.
“Nós vamos ter o tempo de anunciar palanque, mas nós já estamos trabalhando juntos. Isso é o mais importante, porque vai ter gente que vai pedir voto e falar de eleição todo dia, vai falar mal, trabalhar contra, e nós vamos estar trabalhando juntos e a favor do nosso povo”, afirmou. As informações são do Blog da Folha.
A declaração de Raquel ocorre em meio às especulações de o ex-prefeito de Petrolina e pré-candidato ao Senado pelo União Brasil (UB), Miguel Coelho, compor uma das vagas na chapa majoritária da governadora nas eleições.
Presente na coletiva de imprensa, Miguel vem participando também das agendas da chefe do Executivo estadual nas últimas semanas. Em evento de filiação de Túlio Gadelha ao PSD, em Caruaru, na semana passada, o ex-prefeito chegou a cravar que Raquel Lyra seria eleita no primeiro turno das eleições e que ela faria serem eleitos os senadores da chapa que liderará.
A outra vaga da chapa majoritária da gestora para o Senado também segue indefinida. O nome de Túlio Gadelha ganhou força na composição após sua filiação ao partido da governadora.
Além de Túlio, Fernando Dueire, que também se filiou ao PSD no fim da janela partidária, vem sendo cotado para disputar a reeleição na chapa majoritária de Raquel. O atual senador já afirmou anteriormente em agenda com a gestora que mantém um bom diálogo com ela.
Investimentos Durante a coletiva de imprensa, Raquel Lyra também aproveitou a oportunidade para anunciar uma série de medidas e investimentos para Petrolina. Na área da saúde, a governadora destacou a construção de uma nova maternidade municipal e de um hospital municipal, e prometeu o reforço no atendimento com a contratação de novos profissionais.
Na segurança pública, a chefe do Executivo estadual anunciou a construção e a reforma de delegacias e batalhões policiais, além de operações especiais e concursos públicos para a cidade.
A gestora também garantiu a ampliação do abastecimento de água tratada, especialmente nas áreas irrigadas, como parte dos investimentos em infraestrutura hídrica no Sertão.
Na educação, Raquel enfatizou que o governo busca regularizar pagamentos atrasados de terceirizados, substituindo empresas que não cumpriram contratos.
O senador Flávio Bolsonaro passou os últimos dias tentando conter a escalada de tensões dentro da família Bolsonaro e evitar que o comportamento do irmão Eduardo Bolsonaro, hoje fora do país, reverbere entre os demais integrantes do grupo. Segundo interlocutores, a avaliação no entorno do senador é que, diante da situação no exterior, Eduardo tem atuado de forma mais autônoma e, por isso, precisa ser “contido” para não contaminar a pré-campanha.
Nesse contexto, Flávio passou a atuar diretamente com Carlos Bolsonaro e Jair Renan Bolsonaro para evitar que ambos ampliem conflitos nas redes sociais. A orientação é não reagir a provocações e não “entrar na pilha” de Eduardo. As informações são do jornal O GLOBO.
A leitura foi reforçada pelo próprio senador em entrevista na segunda-feira.
— Dos irmãos, converso com Eduardo sempre. Às vezes é preciso segurar uma onda aqui e ali. Ele está fora do país, passa por uma situação complicada e fica indignado. Mas não é inteligente esse tipo de postura agora — afirmou ao podcast Inteligência LTDA.
A partir desse diagnóstico, Flávio passou a atuar em outras frentes para conter o desgaste interno. Uma delas envolve a tentativa de reaproximação entre Eduardo e a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro. Segundo interlocutores, Michelle condicionou um maior engajamento à frente da campanha a um pedido de desculpas público do enteado.
A cobrança ocorre após uma sequência de episódios que desgastaram a relação. De acordo com aliados, a ex-primeira-dama se sentiu exposta por cobranças públicas feitas por Eduardo a nomes da direita para que se engajassem na campanha. O incômodo aumentou após o episódio do CPAC, quando o deputado afirmou ter produzido um vídeo para o pai, que cumpre prisão domiciliar. Isso foi interpretado no entorno de Michelle como uma exposição direta da ex-primeira-dama, por ser ela a única com acesso ao ex-presidente com celular dentro de casa.
O desgaste foi ampliado por ataques de aliados de Eduardo nas redes sociais, entre eles o influenciador Allan dos Santos, sem que houvesse uma reação pública do deputado. No entorno da ex-primeira-dama, a avaliação é de que o silêncio contribuiu para aprofundar a crise.
A tentativa de reaproximação ganhou força após um outro foco de tensão, desta vez envolvendo Eduardo e o deputado Nikolas Ferreira. A briga começou depois de Eduardo afirmar, nas redes sociais, que Nikolas compartilhava conteúdos de perfis que não declaravam voto em Flávio. O deputado mineiro reagiu com ironia, e Eduardo respondeu dizendo que não havia “limites para o desrespeito” com a família Bolsonaro.
Após o episódio, Flávio entrou diretamente na articulação e colocou os dois para conversarem por telefone. Segundo interlocutores, a orientação foi encerrar o conflito e evitar novos desdobramentos públicos.
A tentativa de costurar um gesto público de Eduardo a Michelle envolve também o presidente do PL, Valdemar Costa Neto. De acordo com relatos, ele deve tratar diretamente do tema com o deputado na próxima semana, durante agenda nos Estados Unidos, e reforçar a necessidade de um movimento de pacificação.
Nos bastidores, aliados de Flávio admitem incômodo com a postura recente de Eduardo e avaliam que os episódios deixaram de ser pontuais. A leitura é de que, sem coordenação, conflitos internos podem comprometer a estratégia de ampliação da pré-campanha.
No entanto, aliados reconhecem que Eduardo Bolsonaro pode continuar protagonizando episódios desse tipo, já que está no exterior e tem apostado todas as fichas na eleição do irmão.
Será lançado nesta quinta-feira, às 18h, na Livraria Jaqueira, no Bairro do Recife, o livro Eduardo Campos – em histórias, escrito pelos jornalistas Evaldo Costa e Ítalo Rocha Leitão.
São 48 histórias que retratam o ex-governador de Pernambuco em seu tempo de criança, adolescente, jovem e adulto. Ou seja, em cada relato há traços biográficos de Eduardo Campos.
Sua formatura, aos 20 anos, em Economia pela UFPE; seu primeiro cargo público (chefe de gabinete do governador Miguel Arraes, seu avô); deputado estadual; três vezes deputado federal; ministro da Ciência e Tecnologia no primeiro governo Lula, em 2002; governador de Pernambuco por dois mandatos; e candidato à Presidência da República em 2014.
O livro mostra ainda como Eduardo Campos conheceu seu avô Miguel Arraes no exílio, em Argel, capital da Argélia.
E também a sua participação na campanha vitoriosa de Arraes ao Governo de Pernambuco, em 1986, que teve como uma das marcas os versos cantados por Zeto do Pajeú:
“Volta Arraes ao Palácio das Princesas, vai entrar pela porta que saiu”.