O líder do PT na Câmara, deputado Zeca Dirceu (PR) disse, hoje, que “não é justo o governo ser a favor” do projeto de lei da desoneração da folha de pagamento com benefício que reduz a contribuição previdenciária dos municípios no Senado e depois cobrar mudanças na Câmara.
“A percepção que tenho é que o governo deveria ter feito isso [barrado a proposta] quando estava lá no Senado. Não é justo o governo deixar aprovar no Senado, ser a favor no Senado e depois quando chegar na Câmara a posição ser outra. É uma injustiça, não comigo, mas com os deputados da nossa bancada e de todos os outros partidos”, afirmou o líder.
A declaração de Zeca ocorre um dia depois de o presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), afirmar que o governo Lula não pode cobrar da Casa o que “não realizou” no Senado. Lira se queixou de que a gestão petista não se posicionou “claramente” e “nem com tanta sensibilidade” na Casa Alta.
O projeto aprovado pelos senadores incluiu um gasto de mais de R$ 9 bilhões por ano com o benefício aos municípios, além da redução de impostos da folha de pagamento de empresas de 17 setores.
O filho do presidente venezuelano deposto Nicolás Maduro assegurou que seu pai está “bem” nos Estados Unidos, onde está preso e responde a um processo por narcotráfico, segundo um vídeo divulgado ontem por um dirigente de seu partido.
“Os advogados nos disseram que ele está forte. Disse para não ficarmos tristes, que ‘nós estamos bem, somos lutadores'”, disse Nicolás Maduro Guerra, conhecido como “Nicolasito”, ao citar seu pai.
“Um homem que não puderam vencer por nenhum meio e tiveram que usar uma força desproporcional, mas não o venceram. Ele é forte”, acrescentou.
O deputado federal Rodrigo Rollemberg (PSB) publicou, nas redes sociais, um relato sobre sua aproximação com o ex-governador Eduardo Campos e o papel de Miguel Arraes em um momento de crise interna do PSB no Distrito Federal.
No depoimento, Rollemberg conta que, à época presidente do partido no DF, procurou Eduardo Campos em meio a um processo de intervenção na legenda. “Eu conheci Eduardo Campos na porta do Carpe Diem. Tinha um processo de intervenção no PSB do Distrito Federal, eu era presidente. E o PSB tinha o Garotinho como candidato”, relatou. Segundo ele, Campos orientou que a questão fosse tratada diretamente com Miguel Arraes. “Ele falou assim: não adianta você pedir isso a mim, você tem que falar com o Miguel Arraes. Ele me deu o telefone, me deu o endereço do Miguel Arraes em Pernambuco. Vá, abra seu coração e conte tudo para o Miguel Arraes”, afirmou.
Rollemberg diz que viajou ao Recife no dia seguinte e expôs a situação ao então líder socialista, incluindo o rompimento com o candidato Anthony Garotinho e o apoio a Lula no fim da campanha. De acordo com o parlamentar, Arraes acolheu o diálogo e optou por não avançar com a intervenção no DF, diferentemente do que ocorreu em outros estados. O deputado conclui afirmando que, a partir daquele episódio, construiu uma amizade enorme com o Eduardo Campos e com o Miguel Arraes.
O prefeito do Recife, João Campos (PSB), celebrou hoje o casamento com a deputada federal Tabata Amaral (PSB) em publicação no Instagram. Em vídeo, João voltou a falar sobre a união e afirmou estar “muito feliz”, destacando que a cerimônia será um momento íntimo, reservado à família. “Chegou a hora de casar, tô muito feliz. Tô com o amor da minha vida e poder fazer esse casamento é um momento especial. Lógico, vai ser uma coisa muito particular, né? Enfim, pra família, uma coisa muito pequena”, disse.
Na postagem, o prefeito também comentou as expectativas para 2026 e incluiu o casamento entre os marcos do próximo ano. “Eu dizia, né, e reafirmo, que 2026 vai ser um grande ano. Então, que seja um ano de conquistas, de vitórias, e um ano de casamento”, afirmou, em tom descontraído, ao incentivar seguidores a também oficializarem suas uniões.
A cerimônia está marcada para o dia 21 de fevereiro, o primeiro sábado após o carnaval de 2026. O noivado do casal já havia sido anunciado em 29 de novembro, também pelas redes sociais. João Campos e Tabata Amaral têm a mesma idade, 32 anos, e estão juntos há sete anos.
O deputado federal Waldemar Oliveira (Avante) esteve ontem em Goiana ao lado do presidente da Câmara Municipal e ex-prefeito Eduardo Batista, quando o Avante oficializou a pré-candidatura de Batista a deputado estadual, em agenda que também contou com a presença do presidente estadual da legenda, Sebastião Oliveira, e marcou a consolidação da parceria política entre os dois para o ciclo eleitoral de 2026.
A Comissão de Ética Pública da Presidência da República abriu um processo contra o general Augusto Heleno, de forma preliminar. O procedimento antecede a possível instauração de um Processo de Apuração Ética (PAE).
Segundo informações do Ministério da Casa Civil, o processo ocorrerá de acordo com o decreto que institui o Sistema de Gestão Ética do Poder Executivo Federal. O decreto prevê dez dias para o investigado se manifestar.
A Casa Civil, porém, não informou a data de instauração do processo nem motivo para a abertura. Informações divulgadas na imprensa, porém, indicam que o objeto do processo está relacionado a falas do ex-ministro durante reunião ministerial em 5 de julho de 2022. Na ocasião, o então presidente Jair Bolsonaro (PL) cobrou dos auxiliares reação e um “plano B” diante da alegada fraude no sistema eleitoral.
Então chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), Heleno pregou uma ação antes da disputa eleitoral. “Nós vamos ter que agir. Agir contra determinadas instituições e contra determinadas pessoas”, disse o general. “Não vai ter revisão do VAR. Então, o que tiver que ser feito tem que ser feito antes das eleições. Se tiver que dar soco na mesa é antes das eleições. Se tiver que virar a mesa é antes das eleições.”
Além de Heleno, estavam na reunião os ex-ministros Anderson Torres (Justiça), Paulo Sérgio Nogueira (Defesa) e Walter Braga Netto (candidato a vice de Bolsonaro em 2022).
Após a instrução processual, será proferida a decisão conclusiva, com a possível recomendação de abertura de procedimento administrativo.
Heleno foi condenado pela Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) a 21 anos de prisão por envolvimento no núcleo crucial da tentativa de golpe de Estado para manter Bolsonaro no governo. O militar se encontra atualmente em prisão domiciliar após apresentar laudos que comprovam seu quadro de demência causado pelo Alzheimer.
Mudei a rota e fui, hoje, por mera curiosidade, correr meus 8 km diários no Recife Antigo. E encontrei um cenário deslumbrante, com ruas repletas de ciclistas, corredores e caminhantes. Me deparei até com pagodeiros, num barzinho, que pareciam ter varado a madrugada.
Passei sobre a Ponte Giratória, recentemente restaurada. Ficou sensacional! Depois, fui ao Marco Zero e encontrei muita gente. Parecia dia de festa. O Recife Antigo voltou a ser abraçado pelos recifenses e turistas pela manhã para prática de esportes.
Falta agora renascer para a noite, para a boemia. Revigorado dentro de um projeto na gestão do então prefeito Jarbas Vasconcelos, o Recife Antigo morreu para noitadas, com exceção do Marco Zero, local de grandes eventos.
Uma pena! É um bairro histórico, zona portuária de Recife, berço da cidade, conhecido por sua rica arquitetura colonial, ruas de paralelepípedos, e vibrante vida cultural, com atrações como o Marco Zero, Paço do Frevo, Cais do Sertão, Rua do Bom Jesus (com a Sinagoga Kahal Zur Israel) e o Parque das Esculturas de Brennand.
Caminhar ou correr, como faço, pelo Recife Antigo é como abrir um livro de história, onde cada rua e cada esquina contam um capítulo diferente da alma pernambucana. Entre casarões coloridos, calçadas de pedra e até o trilho de quando ainda havia bondinho circulando por ali, tudo remete a um passado cheio de saudosismo.
E pra embelezar ainda mais esse lugar, que é o coração da cidade, há o Rio Capibaribe, que corta vários bairros. Mas nem só de passado vive o Recife Antigo, ele conta com o Porto Digital, intervenções que inspiram música, cultura e tecnologia. Inclusive, ganhou recentemente a opção de você circular pelas ruas de carrinho elétrico, que são gratuitos e estão disponíveis de quinta a sábado.
A cada 15 anos, o Brasil esquece o que aconteceu nos últimos 15 anos. A frase foi cunhada por Ivan Lessa antes do surgimento da internet. Na era das redes sociais, há quem precise de apenas 15 minutos para perder a memória.
Na semana em que o 8 de janeiro completou três anos, parte da elite dirigente fez uma opção pela amnésia. Os presidentes da Câmara e do Senado ignoraram a data. A oposição só se manifestou para pedir impunidade aos golpistas. No Supremo, o ministro Edson Fachin marcou um ato com exposição e rodas de debate. Dos dez juízes em atividade na Corte, foi o único a comparecer.
Relembrar os ataques à democracia brasileira é o mote de “O golpe bateu na trave”, do cientista político Leonardo Avritzer. Lançado no fim de 2025, o livro sustenta que a legalidade foi salva por pouco. E discute os fatores que mantêm o extremismo vivo entre nós.
Professor emérito da Universidade Federal de Minas Gerais, Avritzer argumenta que a redemocratização do país não eliminou os “bolsões autoritários” na sociedade e nas Forças Armadas. Eles produziram Jair Bolsonaro, que ascendeu como porta-voz de militares inconformados com o fim da ditadura.
A sucessão de crises políticas a partir de 2013 abriu espaço ao discurso radical do capitão. Ele se apropriou da revolta com o establishment e investiu na imagem de homem simples, que defenderia o povo de um sistema corrompido.
Avritzer lembra que o ex-presidente entrou em conflito com o Supremo desde o início do governo. “Bolsonaro identificou que era essa a instituição que ameaçava o seu projeto de poder e tentou desconstruí-la”, afirma.
O cientista político diverge da visão, repetida por alguns de seus colegas, de que o capitão teria sido um “bobo da corte” porque terceirizou a gestão econômica e a negociação com o Congresso. “Ele achava mais importante controlar a Abin e a Polícia Federal do que o Ministério da Economia”, observa.
Avritzer afirma que as investigações comprovaram o que ele descreve como quatro elementos de uma tentativa de golpe: planejamento, designação de pessoal e recursos, intenção de romper a ordem legal e organização de ações violentas. Para ele, o plano fracassou porque os militares se dividiram e a sociedade formou a “coalizão antigolpista” que faltou em 1964.
O professor descreve o 8 de janeiro como “a ruptura mais radical” com a concepção de ordem e desordem que orientou a cultura política brasileira por um século. Ele diz que os extremistas foram inflamados pelo discurso de Bolsonaro contra a urna eletrônica e se viam como protagonistas de uma “insurreição de baixo para cima”. “Aquelas pessoas julgavam que estavam destruindo as instituições políticas brasileiras ao invadi-las, quebrar seus móveis e vandalizar suas obras”, constata.
O livro tropeça em erros factuais, como dizer que Bolsonaro foi expulso do Exército e que Fernando Henrique Cardoso teria pedido desfiliação do PSDB, o que nunca ocorreu. Mas faz um alerta importante ao sustentar que a condenação do capitão e dos generais golpistas não eliminou a ameaça do extremismo. “A democracia segue sendo um projeto contencioso no Brasil”, conclui o autor.
Quem nunca se debruçou numa janela e instantaneamente teve leves pensamentos, uma reflexão meteórica sobre a vida, que atire a primeira pedra! A janela é um filtro para a alma, como definiu Mário Quintana, na sua genialidade prosaica.
Cronista refinado das montanhas mineiras, Paulo Mendes Campos ganhou o coração dos cariocas, no Rio das suas paixões, quando fez uma declaração de amor do alto de uma janela. “A janela é ponto de partida de amores impossíveis”, atestou, contemplando o Largo da Carioca da sua inseparável janela.
“Quando eu era menino, nunca olhei pela janela, mas fazia parte da paisagem dum quintal, doce e áspero a um só tempo, com seus mamoeiros bicados pelos passarinhos, as galinhas neuróticas em assembleia permanente, o canto intermitente do tanque e o azul sem morte”, diz um trecho da sua crônica “Janelas”, uma das mais conhecidas. Paulo Mendes Campos nasceu em Belo Horizonte, filho do médico e escritor Mário Mendes Campos.
Criado com nove irmãos em ambiente familiar de poliglotas e anglófonos, foi a mãe Maria José Lima Campos quem despertou nele o gosto pela poesia. Em geral, as pessoas possuidoras de muitos automóveis se recordam de todos eles, do romântico fusquinha ao mais sofisticado BMW. Paulo Mendes Campos foi uma linha fora da curva. Sua paixão era a janela.
“Eu possuí janelas e ajuntei para as lembranças um sortido patrimônio de paisagens”, confessou. Quando se mudava de uma casa para outra no Rio, Paulo Mendes observava logo se havia janelas nos quartos. “Minha primeira providência em casa nova é instalar meus instrumentos de trabalho ao lado duma janela”, escreveu. “A janela também faz parte do equipamento profissional do escritor”, declarou numa entrevista.
Sem janelas, segundo ele, a literatura seria “irremediavelmente hermética, feita de incompressíveis pedaços de vida, lágrimas e risos loucos, fúrias e penas”. Que lindo! Já tive minhas janelas também, mas sem essa paixão alucinada de Paulo Mendes. Fiquei encantado por janelas ouvindo uma canção de Roberto Carlos. “Da janela o horizonte/ A liberdade de uma estrada eu posso ver/ O meu pensamento voa livre em sonhos/ Pra longe de onde estou”.
De uma janela, já presenciei o conviver nem sempre harmônico de famílias, um pouco de brigas, traições, separações, sexo, choros e várias e diferentes formas humanas de se amar e de odiar. A privacidade de uma janela é o esconderijo onde os seres humanos dispõem suas máscaras e revelam suas verdadeiras faces.
É também um lugar de poesia e melancolia, capturando a beleza fugaz do mundo. A janela pode ser o ponto de partida para um amor impossível ou a metáfora de um relacionamento que se vive à distância. Observar o mundo pela janela quebra a monotonia, oferecendo pequenas “fugas” diárias e a percepção de uma vida plena fora das obrigações.
A janela é também um palco onde se assiste à vida dos outros (vizinhos, rua) sem participar, gerando reflexões sobre intimidade, solidão e a natureza humana. Numa crônica, Rubem Braga disse que a janela aberta ou fechada simboliza a receptividade, a consciência, a memória e os sentimentos, sendo um convite à contemplação e aos devaneios.
Crônicas sobre janelas exploram o olhar para o mundo, a reflexão, a intimidade, a passagem do tempo e a vida cotidiana. Da janela, nasce a moldura para a existência observando a rua, a natureza, a si mesmo ou o vizinho.
O ordinário se transforma em poesia, metáforas de abertura, saudade ou desejo. Escrever de uma janela é um convite à desaceleração e à experiência consciente da vida. A janela é o limite entre o interior e o exterior, o conhecido e o desconhecido, a rotina e o sonho.
Preços dos carros usados acumulam alta de 80,5% desde a pandemia
Quem acompanhou o mercado de veículos nos últimos anos percebeu que os carros usados tiveram uma valorização expressiva, sobretudo a partir da pandemia de Covid-19. A leitura do IBV Auto, índice que acompanha os preços dos veículos leves usados no país, em comparação com os valores dos carros 0km medidos no IPC-Fipe, mostra que a alta dos usados foi a mais intensa desde 2020.
Desde janeiro daquele ano, os preços dos usados passaram a subir em ritmo mais acelerado do que os dos carros novos. Nesse período, que compreende até novembro de 2025, os 0km acumularam alta de 51,9%, enquanto os usados avançaram 80,5%. Na comparação entre os índices padronizados, é visível que desde o início do movimento de alta o usado encareceu mais do que o novo. “Essa diferença tão expressiva entre a alta dos usados e dos carros novos reflete uma mudança clara no comportamento do consumidor ao longo dos últimos anos”, afirma Roberto Padovani, economista-chefe do banco BV.
“Com fortes reajustes dos 0km, especialmente durante a pandemia, o mercado de usados passou a concentrar uma demanda maior do que o habitual, o que ajuda a explicar por que os preços avançaram de forma tão acelerada”, ressalta ele. Esse movimento está diretamente ligado ao avanço dos preços dos carros novos, que se intensificou durante a pandemia e reduziu o acesso de parte dos consumidores aos 0k. Diante desse cenário, muitos optaram pelo mercado de usados como alternativa, aquecendo ainda mais o segmento de seminovos.
Variações – Mesmo caminhando juntos ao longo do tempo, os dois mercados não reagiram da mesma forma. A cada novo ciclo de reajustes nos preços dos carros novos, o mercado de usados respondeu com variações mais fortes, reflexo da alta sensibilidade do consumidor brasileiro ao preço do 0km. Hoje, mesmo com sinais mais recentes de acomodação, os valores seguem em patamares historicamente elevados, especialmente entre os usados, que ainda sentem os efeitos do forte movimento de alta observado nos últimos anos.
“Mesmo com um cenário mais estável recentemente, o consumidor ainda encontra preços elevados na hora de comprar um usado. Por isso, o papel do crédito, do planejamento financeiro e da escolha consciente do veículo se torna cada vez mais relevante para viabilizar a troca de carro sem comprometer o orçamento”, diz Jamil Ganan, diretor executivo de Varejo do banco BV
Metodologia – O IBV Auto (Índice BV Auto) é um indicador desenvolvido para medir, com precisão e base metodológica robusta, a variação de preços de automóveis leves usados no Brasil. Construído a partir da base de dados do banco BV, líder em financiamento de veículos no país, o índice reflete as tendências de valor de mercado a partir de um volume expressivo de transações reais. Sua metodologia incorpora critérios rigorosos de amostragem, ajustes por depreciação e agrupamento técnico de modelos, permitindo acompanhar mensalmente a dinâmica dos preços por região e tipo de propulsão — combustão, híbrido ou elétrico
Inflação dos usados em dezembro – Já no fim do ano, o índice que mede a variação de preços de automóveis leves usados no país registrou crescimento de 0,46%, contra 0,39% em novembro. No acumulado de 12 meses, o indicador aponta alta de 5,31%, sinalizando que o mercado de usados permanece aquecido mesmo diante da desaceleração gradual da economia e do recuo de preços dos veículos novos. Para o economista, os dados reforçam que o mercado de veículos usados segue resiliente, sustentado pelo desempenho do emprego mesmo em um cenário de juros elevados. A expectativa é que ao longo de 2026 os preços de usados sigam crescendo, mas em ritmo mais brando, fechando o ano com um avanço menor frente ao observado em 2025.
Descontos no 0km – Trocar de carro sempre volta ao radar do consumidor, principalmente no começo do ano. Com descontos mais agressivos nos modelos de entrada, o carro 0km reaparece como opção, mas os seminovos completos seguem competitivos em preço, tecnologia e conforto, reacendendo a dúvida sobre qual alternativa oferece melhor custo-benefício hoje.
Segundo o Estudo de Preços de Veículos 0km (PVZ), desenvolvido pela MegaDealer em parceria com a Auto Avaliar, o desconto médio no valor dos carros novos chegou a 7,3% entre janeiro e agosto e recuou para 7,1% em novembro. Ainda de acordo com o estudo, o preço médio dos veículos novos vendidos em novembro foi de R$ R$ 172.785. “Uma vez que poucas montadoras aumentaram seus preços em novembro, podemos dizer que as mudanças importantes no cenário se dirigiram mais fortemente aos veículos de maior valor. Paralelamente, houve um pequeno aumento no desconto médio, de 7% para 7,1% entre outubro e novembro”, explica Fábio Braga, Country Manager da Megadealer.
Os menores descontos praticados permanecem nos segmentos sedã médio (Corolla, Civic, Sentra etc.) SUVs e modelos hatchs pequenos (Mobi, Kwid, entre outros). Por outro lado, os descontos em pickups são os mais generosos. O movimento que está acelerando o giro de estoque e ampliando o acesso ao primeiro carro zero. Com o preço dos 0 km atrativo, muitos consumidores estão em dúvida entre um carro novo, porém sem opcionais, ou um seminovo completo, com conforto e tecnologia.
Novo Tera: 50 mil unidades emplacadas – O mais novo produto da Volkswagen no Brasil, o SUV Tera, fechou 2025 em grande estilo. Com apenas sete meses de mercado, o modelo terminou dezembro com 10.449 unidades emplacadas, sendo o segundo SUV mais vendido e o segundo carro de passeio com mais unidades emplacadas no último mês de 2025, atrás apenas do T‑Cross, que foi o líder nos dois quesitos, com 10.721 unidades. Em suma: o modelo fechou 2025 com 48.143 emplacamentos. Na comparação com os dois principais concorrentes, o Tera teve 8,4% a mais de vendas que o segundo colocado, e 148,8% a mais que o terceiro modelo mais vendido de sua categoria.
Ranger comemora 30 anos no Brasil – A Ford Ranger completou 30 anos no mercado brasileiro em 2025 com vários motivos para comemorar. A começar pelo recorde histórico de vendas: as mais de 30.000 unidades emplacadas até novembro representam um crescimento de 9% no ano, comparado aos 3,8% do segmento de picapes médias. O crescimento na demanda da Ranger no Brasil e outros mercados da América do Sul levou a Ford a investir US$ 40 milhões este ano no aumento da produção da fábrica de Pacheco, na Argentina, que abastece a região. A capacidade da planta foi ampliada para o recorde histórico de 80.000 unidades anuais, 30% maior que em 2024.
Esses números são exemplos do sucesso da picape que se tornou um dos produtos mais importantes da história da Ford no país e segue em constante evolução ao longo de cinco gerações. A primeira Ranger foi lançada nos EUA em 1982, como opção menor e mais econômica que a grande F-150. Inicialmente ela era equipada somente com cabine simples e motores a gasolina.
No Brasil, a Ranger foi apresentada oficialmente no Salão do Automóvel de São Paulo em 1994, já na segunda geração. E chegou ao mercado no ano seguinte, nas versões XL com cabine simples e STX com cabine estendida, importada dos EUA. Em 1996, ela começou a ser produzida na fábrica de Pacheco. A terceira geração estreou em 1998 com a opção de cabine dupla e, em 2012, a quarta geração chegou ao país com novo visual e mais tecnologia, agora como um produto global, estabelecendo novos padrões no segmento. A Ranger atual é a de quinta geração, lançada em 2023 no Brasil como modelo 2024. A próxima novidade da Ranger já foi anunciada: a híbrida plug-in, primeira versão eletrificada da picape.
O sucesso da Série F nos EUA – A linha de picapes norte-americana completou o 49º ano consecutivo como picape mais vendida na América do Norte – e 44 anos como veículo líder geral do mercado –, com mais de 800.000 unidades registradas no continente em 2025. Em todo o mundo, a Ford já vendeu mais de 41 milhões de unidades da Série F desde o lançamento em 1948. Se fossem enfileiradas para-choque a pára-choque, elas somariam mais de 241 mil km, o suficiente para dar mais de seis voltas ao redor da Terra.
BYD anuncia quarto modelo na Bahia – A fábrica da chinesa BYD em Camaçari, na Bahia, já produziu 18 mil veículos dos modelos Dolphin Mini, King e Song Pro em pouco mais de 2 meses. Agora, a marca anunciou que o SUV híbrido plug-in Song Plus será produzido no complexo baiano ainda em 2026. E vai manter, inicialmente, as mesmas configurações do modelo vendido hoje no mercado – que é importado da China.
Novo Mercedes-Benz Axor – O Mercedes-Benz Axor retornou ao mercado brasileiro, renovado, no meio do ano passado. E já superou as expectativas, com a meta inicial de 1.000 unidades para 2025. No geral, em duas décadas, foram mais de 100 mil vendidas no Brasil. O novo Axor, disponível nas versões 2038 4×2 e 2545 6×2, traz soluções para a realidade do transporte brasileiro. Entre os destaques estão as cabines leito de teto baixo ou alto, suspensão metálica de série e quinta-roda reforçada para aplicações que exigem até 68 toneladas de CMT, oferecendo assim mais disponibilidade e rentabilidade para operações com semirreboques de quatro eixos, por exemplo. No trem de força, o motor OM 460 BlueTec 6 de 13 litros, com potências de 380 e 450 cv, aliado à transmissão automatizada PowerShift de 12 velocidades. Recursos como freio motor Top Brake, controle de estabilidade e opção de Retarder reforçam a segurança, enquanto o volante multifuncional, partida por botão e banco pneumático com 11 ajustes elevam o padrão de conforto.
Fazer FZ25 2026 custa R$ 25 mil – A motocicleta Yamaha Fazer FZ25 Connected chegou à linha 2026 com poucas mudanças – como cores e grafismos. Mas manteve a faixa de preço na faixa dos R$ 25 mil. A moto tem painel 100% digital, com fundo escuro que melhora a visualização das informações e mostra também as rotações do motor de maneira mais envolvente e esportiva. A Fazer FZ25 conectividade Bluetooth da motocicleta com o smartphone por meio do aplicativo Yamaha Motorcycle Connect (Y-Connect).
Pelo app, o piloto acompanha o consumo de combustível médio, o histórico de viagens (com possibilidade de compartilhamento em redes sociais) e o cronograma de manutenção. O aplicativo também mostra a última localização de pareamento da motocicleta e um ranking ECO, que indica quão econômica e eficiente está a pilotagem comparada a de outros pilotos. O motor 250cc, atrelado ao câmbio de cinco marchas, tem 21,3cv e 2,1kgf de torque.
Honda Motos cresce 14% – A marca japonesa Honda Motos registrou em 2025 um crescimento de 14% nos emplacamentos, com mais de 1,4 milhão de motocicletas entre janeiro e dezembro. O volume supera o total de 2012, quando 1,3 milhão de unidades foram emplacadas. Este é o quarto ano consecutivo em que a Honda ultrapassa a marca de 1 milhão de motocicletas emplacadas. Não à toa, ela anunciou em outubro de 2025 um investimento de R$ 1,6 bilhão até 2029. O aporte permitirá ampliar a capacidade produtiva da fábrica de Manaus (AM) para 1,6 milhão de unidades por ano. O plano inclui ainda o lançamento de novos produtos, tanto modelos inéditos quanto atualizações de motocicletas consagradas, e melhorias nos processos industriais, aumentando a eficiência e a flexibilidade operacional.
Verão na estrada: por que os pneus merecem atenção – O início do ano marca um dos períodos de maior movimento nas rodovias brasileiras. Com as férias escolares, muitas famílias aproveitam janeiro para viajar, enfrentar trajetos mais longos e diferentes condições de estrada. Nesse cenário, itens como óleo, freios e documentação costumam entrar na lista de revisão dos motoristas, mas os pneus, único ponto de contato do veículo com o solo, muitas vezes acabam sendo deixados em segundo plano.
Para a Bridgestone, garantir que os pneus estejam em boas condições é um dos fatores essenciais para uma viagem mais segura durante o verão. O calor intenso e o aumento do uso do veículo em trajetos prolongados exigem atenção redobrada com esse componente. “Os pneus têm papel fundamental na segurança do veículo. São eles que garantem aderência, estabilidade e eficiência na frenagem. Antes de viajar, a checagem dos pneus deve ser prioridade”, afirma Roberto Ayala, gerente de Engenharia de Vendas da Bridgestone.
Antes de sair de casa – Um dos cuidados mais importantes antes de pegar a estrada é a pressão correta dos pneus, que deve ser feita sempre com os pneus frios, de preferência antes do início da viagem. Rodar com pressão inadequada pode causar desgaste irregular, reduzir a estabilidade do veículo e aumentar o consumo de combustível. “Quando o pneu está com pressão incorreta, ele tende a aquecer mais durante o uso. Isso acelera o desgaste e pode comprometer o desempenho do veículo em situações de frenagem ou curvas”, explica Ayala.
Sulcos abaixo do limite legal – A profundidade dos sulcos da banda de rodagem é um fator essencial para o desempenho e a segurança do pneu. Quando o desgaste atinge níveis avançados, a capacidade do pneu de manter contato eficiente com o solo é reduzida, impactando diretamente a estabilidade do veículo. “O limite legal de desgaste dos pneus é de 1,6 mm, mas quando os sulcos chegam próximos de 3 mm, o desempenho do pneu já começa a ser comprometido. Por isso, a substituição deve ser avaliada antes de atingir o limite legal”, alerta o especialista da Bridgestone. Esse desgaste pode ser identificado pelas marcações conhecidas como TWI (Tread Wear Indicator), ressaltos localizados nos sulcos que indicam o momento correto para a substituição do pneu.
Calor do asfalto acelera o desgaste – As altas temperaturas típicas do verão influenciam diretamente o comportamento dos pneus. O asfalto quente aumenta o atrito, eleva a temperatura interna do pneu e pode acelerar o desgaste da borracha, especialmente em viagens longas.
“O calor excessivo, aliado à pressão inadequada e ao veículo carregado, cria um cenário de maior exigência para o pneu. Por isso, manter a manutenção em dia é fundamental para evitar surpresas desagradáveis durante a viagem”, reforça Ayala.
Atenção aos sinais visuais – Além da calibragem e da verificação dos sulcos, uma inspeção visual simples pode ajudar a identificar problemas antes de sair de casa. Bolhas, cortes, rachaduras, rasgos ou desgaste irregular são sinais claros de que o pneu pode não estar apto para enfrentar longos trajetos.
“O desgaste irregular pode indicar problemas de alinhamento, balanceamento ou suspensão. Nesses casos, não basta apenas trocar o pneu; é importante investigar a causa para garantir segurança e evitar novos desgastes prematuros”, orienta o gerente da Bridgestone.
Renato Ferraz, ex-Correio Braziliense, tem especialidade em jornalismo automobilístico.
Um dos maiores autores da teledramaturgia brasileira, Manoel Carlos morreu neste sábado (10), aos 92 anos, no Rio de Janeiro. A informação foi confirmada por familiares. O autor tratava a Doença de Parkinson, que ao longo do último ano provocou agravamento de seu quadro motor e cognitivo. A causa da morte não foi informada. As informações são do portal Metrópoles.
Ele estava internado no Hospital Copa Star, em Copacabana, onde realizava tratamento da doença, diagnosticada em 2019. A morte do autor foi confirmada por meio da produtora de sua filha, a atriz Júlia Almeida, que divulgou uma nota lamentando a perda. “A família agradece as manifestações de carinho e solicita respeito e privacidade neste momento delicado”, diz o comunicado.
Além de Júlia, ele também era pai da roteirista de novelas Maria Carolina. O velório será fechado e restrito à família e amigos próximos.
Manoel Carlos é autor de alguns dos maiores sucessos da televisão brasileira. Conhecido como Maneco, ele marcou a teledramaturgia nacional ao criar uma galeria de protagonistas chamadas Helena, personagens que se tornaram sua assinatura e estiveram à frente de novelas desde “Baila Comigo” (1981) até “Em Família” (2014).
De passagem pelo município de Goiana, neste sábado (10), onde foi recepcionado pelo presidente da Câmara de Vereadores, Eduardo Batista, e por diversas lideranças políticas e amigos, o presidente estadual do Avante, Sebastião Oliveira, cravou que o partido sairá fortalecido das eleições de outubro, tanto em Pernambuco quanto no cenário nacional.
De acordo com Sebastião, que estava ao do lado deputado federal Waldemar Oliveira e do vereador do Recife, Alcides Teixeira Neto, a legenda mantém uma trajetória de crescimento, citando as eleições de 2022, quando esteve entre os 13 partidos que alcançaram a cláusula de barreira e consolidou sua relevância no Congresso Nacional.
Sebastião Oliveira destacou que, neste momento, a prioridade do Avante Pernambuco é a consolidação de chapas competitivas, para ampliar a representação do partido na Câmara dos Deputados e ocupar espaço na Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe). Ele citou Eduardo Batista como uma peça importante do Avante, que poderá ter seu nome lançado para disputar vaga numa da Casas. Durante o encontro, ainda foram debatidas pautas ligadas ao desenvolvimento de Goiana.
“O trabalho desenvolvido ao longo de 2025 foi extremamente positivo, com o cumprimento de todo o planejamento estratégico. Agora, entramos em uma fase de colher frutos de um projeto construído com responsabilidade. Estamos montando um time qualificado, priorizando competência e compromisso com Pernambuco”, afirmou.
Uma série de protestos tem sido registrados em diversos pontos do Irã e resistindo à forte opressão do governo ao longo das últimas duas semanas. Desencadeadas por conta da crise financeira que o país enfrenta, as manifestações resultaram até mesmo no bloqueio da rede de internet no país, o que não impediu que uma série de registros feitos por manifestantes fossem divulgados e circulassem nas redes sociais.
Segundo a ONG Human Rights Activist, ao menos 65 pessoas foram mortas e mais de 2.300 presas ao longo destas duas semanas de protestos, organizados em ao menos cem cidades de todas as 31 províncias do Irã. As informações são do jornal O Globo.
“Se o ímpeto desses protestos de rua em massa for mantido, a repressão se tornará muito mais difícil, senão insuficiente”, afirmou Ali Fathollah-Nejad, diretor do Centro para o Oriente Médio e a Ordem Global (CMEG) em Berlim.
🚨 🇮🇷 MASHHAD RISES: PROTESTS FLOOD THE STREETS OF IRAN DESPITE REGIME CRACKDOWN
New videos from Vakil Abad, Mashhad, in Eastern Iran show the massive protests that erupted earlier today despite the nationwide internet blackout and live-fire crackdowns.
Esses novos protestos, que chegaram ao 14º dia consecutivo neste sábado, foram desencadeados, principalmente, pelo agravamento da crise econômica e alimentados pela raiva popular contra o regime iraniano.
Na quinta-feira, o país mergulhou num apagão de internet — ordenado pelo governo como forma de repressão —, à medida que as manifestações se espalhavam pela maioria das cidades do país, incluindo a capital, Teerã.
🇮🇷 PROTESTERS BURN MOSQUE IN TEHRAN AS TENSIONS EXPLODE
Setting a mosque on fire in Iran is a massive deal and a straight-up challenge to the regime’s religious power.
Historicamente, as autoridades iranianas recorrem à violência para reprimir levantes. Em 2022, após a morte sob custódia de Mahsa Amini, detida por uso considerado inadequado do hijab, mais de 550 pessoas teriam sido mortas por forças de segurança, segundo organizações de direitos humanos. Desta vez, a resposta inicial pareceu mais contida, mas vídeos verificados mostram intensificação do uso da força desde o último sábado.
Os protestos eclodiram em 28 de dezembro, quando comerciantes de Teerã organizaram uma manifestação contra o aumento dos preços no país e o colapso do rial, o que desencadeou uma onda de ações semelhantes em outras cidades. Desde então, os atos deixaram dezenas de mortos, incluindo membros das forças de segurança.
A economia iraniana vem, de fato, sofrendo pressão constante há anos, em grande parte como resultado das sanções americanas e europeias relacionadas às suas ambições nucleares. Essa situação foi agravada pelas tensões regionais, incluindo uma guerra de 12 dias com Israel em junho do ano passado, que drenou ainda mais os recursos financeiros do Irã.
A forte desvalorização da moeda iraniana afetou duramente os negócios dependentes de importações, irritando os lojistas e pressionando os orçamentos familiares. A moeda perdeu aproximadamente metade do seu valor em relação ao dólar em 2025. Comerciantes e estudantes universitários realizaram dias de protestos, fechando os principais mercados e promovendo manifestações nos campus universitários. Em resposta, as autoridades praticamente paralisaram grande parte do país.
Os protestos têm se concentrado cada vez mais no próprio governo e no regime autoritário dos clérigos islâmicos do país. Nas redes sociais e em emissoras de televisão, manifestantes têm sido vistos entoando slogans como “Morte ao ditador”, em referência ao líder supremo do país, Ali Khamenei, e “Iranianos, levantem suas vozes, reivindiquem seus direitos”.