O jornalista Leo Dias relatou ter sido assaltado na Praia de Boa Viagem, Zona Sul do Recife nesta sexta-feira (27).
Em seus stories no Instagram, Leo falou que teve o relógio roubado. “Acabei de passar por um tremendo susto, eu fui assaltado agora na praia de Boa Viagem, levaram meu relógio”, desabafou o jornalista.
“Eu estava de vidro aberto. Sempre confiei aqui na cidade do Recife. Sempre disse que eu ficava despreocupado e quebrei a cara”, comentou.
De acordo com reportagem da TV Jornal, o relógio roubado é da marca Rolex e é avaliado em 220 mil reais. O jornalista anunciou, durante o programa O Povo na TV, o valor de R$5.000 para quem recuperar o item de valor.
“Já falei com delegado aqui de Boa Viagem, já falei com um amigo policial, eu queria pedir ajuda às autoridades, tanto o prefeito João Campos, como a governadora [Raquel Lyra], se vocês puderem me ajudar a recuperar meu relógio”, destacou no vídeo.
“Já falei com delegado aqui de Boa Viagem, já falei com um amigo policial, eu queria pedir ajuda às autoridades, tanto o prefeito João Campos, como a governadora (Raquel Lyra), se vocês puderem me ajudar a recuperar meu relógio”, destacou no vídeo.
Uma obra anunciada com grande repercussão pelo Governo de Pernambuco já se tornou alvo de críticas nas redes sociais e entre motoristas que trafegam pela região. A PE-630, que liga Trindade ao distrito de Barra de São Pedro, no Sertão do Araripe, começou a apresentar problemas menos de 30 dias após a conclusão da pavimentação – antes mesmo da inauguração oficial.
A rodovia recebeu um investimento de aproximadamente R$ 25 milhões para a pavimentação de apenas 14 quilômetros, mas imagens divulgadas na internet mostram canaletas se soltando, rachaduras no asfalto e sinais de desmoronamento, agravados após as chuvas registradas nos últimos dias.
Motoristas que utilizam o trecho relatam preocupação com a qualidade da obra. Além dos danos visíveis na pista, há temor de que o problema se agrave rapidamente, colocando em risco caminhões e veículos que circulam diariamente pela região.
“Esse é o retrato de um governo que faz obras às pressas, com objetivo eleitoral, sem planejamento e sem fiscalização. Nunca vi uma estrada se desmanchar antes mesmo de ser inaugurada”, afirmou o caminhoneiro Raimundo Neto, que passou recentemente pela rodovia.
A situação levanta dúvidas sobre a qualidade da execução e da fiscalização do investimento público. A PE-630 foi apresentada como uma importante obra de infraestrutura para melhorar o escoamento da produção e a mobilidade na região do Araripe.
No entanto, os problemas registrados poucos dias após a conclusão colocam em xeque a durabilidade da obra e reacendem o debate sobre obras públicas realizadas com pressa e sem controle técnico rigoroso.
Enquanto isso, moradores e motoristas aguardam uma posição oficial do Governo do Estado e do DER (Departamento de Estradas de Rodagem) sobre os defeitos apresentados na rodovia. A pergunta que fica é inevitável: se a estrada já apresenta falhas antes da inauguração, como estará daqui a alguns anos?
Em agenda oficial realizada no Recife, ontem, o prefeito de Toritama, Sérgio Colin (PP), formalizou o convite para o Festival do Jeans 2026 (FJT) aos deputados federais Eduardo da Fonte (PP) e Lula da Fonte (PP). O encontro reforça a parceria política e o apoio da bancada federal ao evento, que é o maior propulsor econômico da região. Através de suas redes sociais, os parlamentares celebraram o convite e enalteceram a relevância de Toritama no cenário nacional, destacando que o município é responsável pela produção de aproximadamente 20% de todo o jeans fabricado no Brasil.
O Festival do Jeans de 2026 está agendado para ocorrer entre os dias 23 e 25 de abril e já gera grandes expectativas no setor têxtil e no público geral. A gestão municipal projeta que esta será a maior edição da história do festival, consolidando a marca da Capital do Jeans com inovação e negócios. “Estamos preparando um evento sem precedentes, que vai mostrar ao Brasil a força do nosso trabalho e a qualidade do que produzimos em Toritama. O apoio dos deputados Eduardo e Lula da Fonte é fundamental para que possamos continuar elevando o patamar do nosso festival”, afirmou o prefeito Sérgio Colin.
O deputado estadual Romero Albuquerque (UB) protocolou, nesta semana, denúncias no Ministério Público de Pernambuco (MPPE) e no Tribunal de Contas do Estado (TCE-PE) pedindo investigação sobre pagamentos superiores a R$ 160 milhões realizados pelo Governo de Pernambuco à empresa Cetus Construtora, mesmo ela constando como empresa sancionada no Cadastro Nacional de Empresas Inidôneas e Suspensas (CEIS).
A denúncia tem como base reportagem publicada pelo portal Metrópoles e documentos reunidos pelo parlamentar que apontam possíveis irregularidades na contratação da empresa para serviços de manutenção predial em escolas da rede estadual de ensino.
De acordo com o material apresentado, a contratação ocorreu em junho de 2025, por meio de adesão a uma ata de registro de preços (“carona”), com valor inicial de R$ 148,2 milhões, posteriormente ampliado em 25%, elevando o contrato para cerca de R$ 185 milhões. Mesmo com menos de um ano de execução, os pagamentos já teriam ultrapassado R$ 160 milhões.
Segundo Romero Albuquerque, um dos pontos mais graves é que a empresa estava formalmente sancionada entre março de 2025 e março de 2026, período que coincide com a assinatura do contrato com o Governo do Estado.
“É inadmissível que recursos públicos destinados à manutenção de escolas sejam direcionados a uma empresa registrada como inidônea. Estamos falando de mais de R$ 160 milhões que precisam ser rigorosamente investigados”, afirmou o deputado.
A denúncia também levanta questionamentos sobre a vantajosidade da contratação, já que outra empresa habilitada na mesma ata apresentava preço inferior por unidade de serviço. Ainda segundo a documentação, existem indícios de medições duplicadas, serviços pagos sem comprovação de execução, reutilização de fotos em relatórios e suspeitas de superfaturamento em alguns itens.
Entre os exemplos apontados estão medições repetidas que teriam somado cerca de R$ 797 mil em apenas uma regional de ensino, além de boletins com valores elevados para serviços que, segundo relatos, não teriam sido executados nas unidades escolares.
Outro ponto destacado é que a contratação teria ocorrido sem análise prévia da Procuradoria Geral do Estado, etapa considerada essencial em contratos públicos de grande valor.
Para Romero Albuquerque, os fatos apontam para um cenário que exige investigação urgente pelos órgãos de controle. “Estamos falando de possíveis irregularidades graves envolvendo dinheiro da educação. Por isso acionamos o Ministério Público e o Tribunal de Contas do Estado para que todas essas informações sejam apuradas com rigor e transparência”, afirmou.
O parlamentar também defende que Controladoria-Geral da União e demais órgãos de fiscalização acompanhem o caso, especialmente porque parte dos recursos utilizados pode estar vinculada ao financiamento da educação básica. “Se houver qualquer irregularidade, os responsáveis precisam ser identificados e punidos. O dinheiro público precisa ser tratado com seriedade”, concluiu o deputado.
Os prefeitos presentes na Reunião da Associação Municipalista de Pernambuco (Amupe), hoje, aprovaram o teto de R$ 350 mil para o pagamento de cachês aos artistas contratados para festas públicas em 2026. O valor foi apresentado com base na pesquisa feita com a participação de 149 gestores e destes 143 concordaram com tabelamento dos preços. Contudo, não significa que será um valor máximo obrigatório, podendo ser mais elevado a depender da saúde financeiro do município.
Conforme o levantamento da Amupe, apenas 1% dos cachês pagos, no ano passado, foram superiores a R$ 600 mil. Enquanto a média geral ficou entre R$ 200 mil e R$ 250 mil. As informações são do blog do Dantas Barreto.
Presente no debate, o chefe do Ministério Público de Pernambuco (MPPE), procurador José Paulo Cavalcante Xavier, esclareceu que a intenção não é obrigar os prefeitos a pagarem o valor estabelecido. Explicou que se trata de uma orientação para proteger as finanças das cidades e até mesmo os prefeitos.
O MPPE apresentou sugestões para as gestões municipais se balizarem, principalmente, em relação às festas juninas deste ano. Uma delas é que seja feito reajuste nos gastos com base no IPCA, em relação aos de 2025. E que mesmo seja feito com os cachês para evitar que os pagamentos sejam inflacionados. E, evidentemente, justificar os custos a mais. Os prefeitos também aprovaram as sugestões.
Novo presidente da Amupe, Pedro Freitas ressaltou que não há intenção de tirar a autonomia das prefeituras, até porque há cidades de maior porte que têm condições de contratar artistas que cobram valores elevados. Além disso, há prefeituras que conseguem patrocinadores privados e esse valor não entra na conta do teto de R$ 350 mil.
*a imagem que ilustra a matéria é do Blog do Finfa.
A defesa do Jair Bolsonaro fez, hoje, um novo pedido ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), de concessão de prisão domiciliar para o ex-presidente. No pedido, os advogados solicitam que Moraes reconsidere decisão anterior que rejeitou a prisão domiciliar para o ex-presidente.
O novo pedido da defesa ocorre quatro dias depois de Bolsonaro ser internado em um hospital privado de Brasília para tratamento de pneumonia bacteriana decorrente de um episódio de broncoaspiração. Na última sexta-feira (13), o ex-presidente, que cumpre prisão na Papudinha por tentativa de golpe de Estado, passou mal e precisou ser levado ao hospital.
Conforme boletim médico divulgado nesta segunda-feira (16), o ex-presidente tem apresentado melhora clínica, resposta favorável ao tratamento com antibióticos e recuperação das funções renais. As informações são do portal G1.
Será lançado hoje, a partir das 18h, o livro “Ecos de uma Jornada”, biografia do ex-deputado federal, ex-senador, ex-ministro de Estado e ex-ministro do Tribunal de Contas da União José Jorge de Vasconcelos Lima. A obra foi organizada pelo jornalista Angelo Castello Branco e impressa pela Companhia Editora de Pernambuco. O evento acontece nos jardins da Academia Pernambucana de Letras, no Recife.
Após o lançamento na capital pernambucana, a obra também será apresentada em Brasília, no dia 24, no Salão Nobre do Tribunal de Contas da União, instituição da qual José Jorge foi ministro. Haverá ainda um terceiro lançamento na Associação Comercial de São Paulo, em data que será anunciada oportunamente.
“Ecos de uma Jornada” percorre a ampla trajetória de José Jorge de Vasconcelos Lima nas diferentes esferas do poder público, tanto no plano estadual quanto federal, onde ocupou praticamente todos os cargos relevantes da República. Em Pernambuco, atuou como secretário de Estado em três ocasiões, destacando-se pela capacidade administrativa e pelo compromisso com o desenvolvimento regional.
Reconhecido como um político de perfil técnico, pragmático e objetivo, José Jorge de Vasconcelos Lima construiu uma carreira marcada pelo compromisso com a administração pública e com o desenvolvimento do país. “Ecos de uma Jornada” apresenta esse percurso como um registro de sua contribuição ao Brasil e como inspiração para as futuras gerações dedicadas ao serviço público.
Empresário bem-sucedido em Sergipe, o senador Laércio Oliveira (PP-SE) é o entrevistado do podcast ‘Direto de Brasília’, em parceria com a Folha de Pernambuco, de hoje. Na pauta, sua atuação no Congresso em favor de políticas públicas de fortalecimento do setor industrial, a proposta de redução da jornada de trabalho em tramitação no Congresso, os escândalos do Banco Master e do INSS.
Também eleição presidencial e o rumo que a federação partidária União Progressista, que uniu PP-UB, tomará na eleição presidencial. Laércio é intransigente na defesa da iniciativa privada. Empresário de visão moderna, acredita na redução dos juros e em iniciativas que reduzam a produção, o chamado “Custo Brasil”.
O ‘Direto de Brasília’ vai ao ar das 18h às 19h, com transmissão pelo YouTube da Folha de Pernambuco e do meu blog, e também em cerca de 165 emissoras de rádio no Nordeste. Retransmitem ainda o programa a Gazeta News (Grupo Collor) em Alagoas; a Rede Mais Rádios, com 25 emissoras na Paraíba; a Mais-TV, sob o comando do jornalista Heron Cid; e ainda a Rede ANC, no Ceará, com mais de 50 emissoras, além TV LW, de Arcoverde.
Entram como parceiros na mídia institucional o Grupo Ferreira, de Santa Cruz do Capibaribe, a Autoviação Progresso, o Grupo Antonio Ferreira Souza, a Água Santa Joana, a Faculdade Vale do Pajeú e o grupo Grau Técnico.
O vereador do Recife Eduardo Moura (Novo) foi indiciado pela Polícia Civil sob acusação de injúria qualificada e difamação contra o também vereador Chico Kiko (PSB). O socialista prestou queixa, após Moura fazer gestos de “chifres”, na sessão ordinária do dia 10 de fevereiro da Câmara Municipal. Apesar de Eduardo ter assumido o erro e pedido desculpas, Chico não aceitou.
Além da denúncia na esfera policial, ele levou o caso à Comissão de Ética e Decoro Parlamentar. Está prevista reunião para amanhã, quando a relatora do processo, Natália de Menudo (PSB), apresentará seu parecer. As informações são do blog do Dantas Barreto.
Quanto ao inquérito da Polícia Civil, o delegado Mário de Oliveira Melo Júnior colocou que o ato de Eduardo Moura foi diante de outras pessoas e também foi disseminado nas redes sociais. A sessão da Câmara estava sendo transmitida ao vivo.
“Apesar de não citada diretamente, o gesto realizado acaba por imputar fato ofensivo à honra da querelante Maria José Da Silva, uma vez que se na cabeça do seu marido cabe ‘chifres’, é porque ela o traiu”, é o que consta no inquérito.
A defesa de Chico Kiko destacou que “os gestos feriram covardemente sua esposa de 65 anos que é mãe e avó, causando indignação”.
Eduardo Moura prestou depoimento, admitindo ter feito a “brincadeira”. Garantiu que a intenção não era ofender Chico Kiko e nem a esposa dele. O vereador disse “categoricamente que não houve dolo, intenção de caluniar ou injuriar”.
O caso ainda tomou outra dimensão, quando Moura também acusou Chico Kiko de ameaçá-lo de morte. O vereador do Novo disse que o socialista chegou próximo ao seu gabinete afirmando que iria consumar o fato, quando foi contido por outros parlamentares.
DEFESA
Ao g1, Eduardo Moura enviou nota informando que não recebeu qualquer comunicado da Polícia Civil de Pernambuco. “A suposta decisão é completamente diferente do que foi dito pelo delegado de Boa Viagem, que afirmou que os fatos não justificariam um procedimento feito pela delegacia”. Moura ainda disse ser “vítima de perseguição orquestrada pelo prefeito João Campos, na tentativa de manchar sua imagem e descredibilizar as denúncias feitas contra a gestão”.
O sol abriu hoje com mais luz e intensidade. Tão forte e belo como minha Nayla, que hoje celebra a vida, mais um aninho de mulher ao sol, feita ao sol e no sol da sua caliente Sertânia. Minha Nayla nasceu assim, fulgurando todo o pólen da flor do mandacaru, cheiro de marmeleiro, doce mel de engenho.
Eu sempre repito Vinicius de Moraes para ela: mulheres existem para serem amadas, não para serem entendidas. E como se ama uma mulher? Com graça e leveza, a leveza do resto de uma nuvem. Fiel ao princípio e o fim dos seus desejos. Dando o máximo amor que se possa dar.
Nayla nasceu magna para o encontro com o Magno da sua vida. Por isso é magnânima, gigante na beleza, guerreira nas adversidades, fortaleza como mãe, rocha como filha do sol. É meu porto seguro. Um presente divino que valorizo todos os dias ao nascer do sol, ao florescer a luz da lua.
Nossa história tem sido escrita com risos, beijos e sonhos. Desde o dia que a conheci seus sinais me confundem da cabeça aos pés, mas por dentro a devoro. Tenho fome da sua boca, da tua voz, do seu sorriso lindo, enfim.
Há homens secos, insensíveis, ríspidos, que não sabem pôr poesia e romantismo nos relacionamentos. Coitadinhos! Podem me chamar de cafona, mas sou ainda dos últimos românticos, daqueles que ainda mandam flores. Mulher amada é ar que se respira, é entrega, é desejo. Ilumina a alma, é sol do dia. Tudo numa mulher é bonito. Só os idiotas não pensam assim.
Todos os dias amanheço mais apaixonado ainda por minha Nayla, o amor da minha vida. Enxergo nela a flor do gênesis da mulher. Quando a contemplo, assim penso: Somos todos frutos de um ventre acolhedor e do querer de uma mulher. O doce querer, o amor incondicional de uma mulher, o amor indescritível de mãe.
A celebração da mulher deve ser feita com todas as letras, como figura de amor incondicional, força e beleza plural. Quando estava distante da sua amada, Rubem Alves, meu cronista preferido, do alto das montanhas de Minas escrevia cartas de amor.
Cartas de amor são escritas não para dar notícias, não para contar nada, mas para que mãos separadas se toquem ao tocarem a mesma folha de papel, escreveu ele. Que lindo! Rubem Alves nasceu, cresceu e morreu falando de amor, o sentimento mais profundo e importante da humanidade.
Sobre o encontro de almas gêmeas, escreveu: “A busca amorosa é a busca da pessoa que, se achada, irá completar a cena. Antes de te conhecer eu já te amava…. E então, inesperadamente, nos encontramos com rosto que já conhecíamos antes de o conhecer. E somos então possuídos pela certeza absoluta de haver encontrado o que procurávamos. A cena está completa. Estamos apaixonados”.
Para minha Nayla, que hoje faz um brinde ao lado da nossa família, sua mãe Ivete e suas duas amadas Marias – Beatriz e Heloisa – me despeço com o mesmo Rubem Alves: “Como a rosa que floresce porque floresce, eu te amo porque te amo”.
Três anos e dois meses após assumir o Ministério da Fazenda, Fernando Haddad deixará o governo Lula para concorrer ao governo de São Paulo pelo PT nas eleições deste ano, em outubro. As informações são do portal G1.
À frente da equipe econômica, Haddad teve como principais marcas da gestão a reforma tributária sobre o consumo – aprovada após três décadas de discussões no Congresso Nacional – e a criação do arcabouço fiscal, na tentativa de reorganizar e equilibrar as contas públicas.
Paralelamente, os principais indicadores da economia registraram melhora: o PIB cresceu acima do esperado, o desemprego recuou a níveis recordes e a renda avançou, em um cenário de juros elevados e inflação controlada.
Mas o ministro teve dificuldade para consolidar sua credibilidade. Inicialmente visto com receio pelo mercado financeiro, ele conquistou confiança, mas enfrentou resistências dentro do próprio governo que limitaram o alcance de sua agenda.
Medidas de corte de gastos foram neutralizadas por prioridades do presidente Lula, como a regra de reajuste real do salário mínimo. Assim, a estratégia de Haddad passou a se apoiar mais no aumento da arrecadação e de impostos do que na redução de despesas.
Mesmo com o aumento das receitas, o país não atingiu o objetivo de zerar o déficit público – quando os ganhos superam os gastos. Além disso, agentes do mercado não conseguem projetar um momento próximo em que o endividamento começará a cair.
Esse cenário enfraqueceu sua imagem e levou economistas e investidores a vê-lo, em determinados momentos, como uma voz isolada na condução do ajuste das contas públicas.
Não à toa, especialistas ouvidos pelo g1 afirmam que Haddad deixa o cargo com demonstrações de capacidade técnica e habilidade política, mas com atuação marcada pelas limitações impostas pelo Palácio do Planalto.
O ex-ministro da Fazenda e ex-presidente do Banco Central (BC) Henrique Meirelles resume a avaliação: para ele, a gestão de Haddad ficou aquém do que o país precisa no controle das contas públicas, mas teve papel importante para evitar uma deterioração maior da dívida.
“Comparado ao que era necessário e ao que ainda precisará ser feito a partir de 2027, a avaliação não é positiva. Por outro lado, considerando todas as pressões que sofreu, fez o melhor possível e conteve ao máximo o aumento de gastos”, afirma Meirelles.
Felipe Salto, economista-chefe da Warren Investimentos e ex-secretário da Fazenda do Estado de São Paulo, faz avaliação semelhante.
“Mesmo em um contexto muito adverso, Haddad conseguiu segurar as rédeas. Ele não alcançou a política fiscal ideal, mas também não deixou que o país caminhasse para a insolvência ou para um cenário mais arriscado”, analisa.
A tentativa de criação da federação entre União Brasil (UB) e Progressistas (PP), que recebeu o nome de União Progressista, nasceu com a ambição de formar uma das maiores forças partidárias do país. Com ampla bancada no Congresso e forte acesso ao fundo eleitoral, o bloco teria potencial para influenciar decisivamente as eleições de 2026.
No entanto, entre a formalidade jurídica e a realidade política existe um caminho cheio de obstáculos e Pernambuco pode se transformar em um dos principais nós dessa equação. Do ponto de vista institucional, o processo de registro da federação avançou.
O Ministério Público Eleitoral deu parecer favorável ao acordo entre as duas legendas, passo importante antes da análise definitiva do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Ainda assim, a palavra final cabe à Corte Eleitoral, responsável por homologar oficialmente a federação.
O problema é que a política raramente segue apenas a lógica jurídica. Nos estados, divergências regionais entre União Brasil e PP têm levantado dúvidas sobre a viabilidade política da união. Pernambuco é um exemplo emblemático dessa tensão.
No Estado, as duas siglas estão posicionadas em campos diferentes da disputa pelo poder estadual. Setores relevantes do União Brasil defendem apoio à governadora Raquel Lyra, enquanto o PP mantém interlocução ativa com o campo político liderado pelo prefeito do Recife, João Campos. A divergência é tamanha que lideranças estaduais do União Brasil chegaram a defender que a direção nacional reavalie o pedido de registro da federação.
No centro desse impasse está a corrida por uma das vagas ao Senado. Dois nomes despontam como protagonistas naturais dentro do universo das duas siglas: o deputado federal Eduardo da Fonte, principal liderança do PP em Pernambuco, e o ex-prefeito de Petrolina Miguel Coelho, figura ascendente do União Brasil.
A eventual federação colocaria os dois sob o mesmo guarda-chuva partidário, o que exigiria um difícil processo de definição interna sobre quem teria prioridade na disputa. Como a política raramente admite dois protagonistas para a mesma vaga, a tensão é inevitável.
Nos bastidores, começam a surgir sinais de rearranjos que poderiam redesenhar o tabuleiro estadual. Um dos rumores mais comentados é a possibilidade de Eduardo da Fonte integrar a chapa majoritária encabeçada por João Campos, ocupando a vaga ao Senado. As conversas entre o prefeito recifense e o parlamentar indicam que essa hipótese não é descartada.
Se esse movimento se consolidar, ele produziria um efeito dominó no campo adversário. Miguel Coelho, que mantém a pretensão de disputar o Senado, poderia buscar outro alinhamento político. Nesse cenário, cresce a especulação de que o ex-prefeito de Petrolina poderia migrar para o campo da governadora Raquel Lyra (PSD), reforçando o palanque governista na disputa estadual.
É justamente esse tipo de rearranjo que expõe o dilema da federação. Caso o TSE homologue a União Progressista, União Brasil e PP serão obrigados a atuar como uma única estrutura partidária nas eleições, o que tornaria muito mais difícil acomodar projetos políticos divergentes em Pernambuco. Se, por outro lado, a federação não sair do papel, cada partido manterá liberdade para seguir caminhos distintos, permitindo que Eduardo da Fonte e Miguel Coelho disputem o Senado em campos políticos opostos.
No fundo, o que está em jogo é mais do que uma decisão burocrática da Justiça Eleitoral. A homologação ou não da federação poderá reorganizar alianças, redefinir candidaturas e influenciar diretamente o desenho da disputa estadual em 2026.
Enquanto Brasília discute a arquitetura de uma superfederação partidária, Pernambuco mostra que a política continua sendo feita, sobretudo, no terreno das lideranças locais, das alianças regionais e das ambições eleitorais. E nesse tabuleiro, a disputa pelo Senado pode acabar sendo o fator decisivo para determinar se a União Progressista nascerá forte ou se ficará apenas no papel.
Rumo ao bolsonarismo – Apesar do presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, já ter dito algumas vezes que o anúncio oficial do escolhido para disputar a Presidência da República pela legenda está previsto para a primeira semana de abril, o partido estuda antecipar o nome do escolhido, que será o governador do Paraná, Ratinho Júnior, segundo o colunista Lauro Jardim, de O Globo. O PSD é comandado em Pernambuco pela governadora Raquel Lyra, que vem acenando para o bolsonarismo, na medida em que influenciou o ingresso do deputado Pastor Eurico, radical de direita e bolsonarista raiz, no PSDB. Isso sem falar no ex-ministro Gilson Machado, cabo de guerra de Bolsonaro, agora no Podemos, partido da base raquelzista.
Silvão no Senado – Sem espaço na chapa de João Campos na disputa para o Senado, o ministro dos Portos, Sílvio Filho, recebeu convite de Raquel, mas continua discutindo com João Campos uma alternativa para permanecer no seu palanque. Falam que o acordo passaria pelo presidente Lula: Silvinho permaneceria no Ministério, seu irmão Carlinhos seria candidato a deputado federal e o pai Silvio Costa assumiria o Senado, caso a senadora Teresa Leitão vire ministra na ampla reforma ministerial que virá em abril. Silvão, como é mais conhecido, é o primeiro suplente de Teresa.
Articulação conjunta – Os senadores petistas Teresa Leitão e Humberto Costa, este já com vaga garantida na chapa de João Campos para disputar a reeleição, têm sido peças importantes no xadrez da composição chapa da oposição a Raquel. Nesta fase, conversam quase diariamente com Lula em busca de fortalecer o projeto majoritário de João, de forma que não se dissipem aliados com níveis altos de insatisfação, a ponto de serem fisgados por Raquel, como o ministro Sílvio Filho e o ex-prefeito de Petrolina, Miguel Coelho.
Que horror! – O garoto de 14 anos suspeito de esfaquear três adolescentes em uma escola estadual de Barreiros, na Mata Sul, afirmou ao conselheiro tutelar da cidade, André Costa, que “estava com vontade de fazer (o ataque), porque não aguentava mais o bullying. “Ele era a fim dessa menina, de namorar com ela, mas chamavam ele de feio. Hoje ele não aguentou mais e já veio programado e preparado para fazer isso”, acrescentou Costa, que conversou com o garoto na delegacia, segundo reportagem no DP.
Sem bater continência pra Raquel – Ao antecipar seu apoio à reeleição do senador Humberto Costa (PT), o prefeito de Caruaru, Rodrigo Pinheiro (PSD), deu mais uma prova da sua independência na relação com a governadora Raquel Lyra, de quem era vice e a sucedeu quando ela resolveu disputar o Governo do Estado em 2022. Rodrigo já decidiu também seus deputados sem ouvir Raquel: Anderson Luiz, seu secretário de Governo, deputado estadual, e Fernando Monteiro, deputado federal. Prego batido, ponta virada. É Rodrigo quem decide.
CURTAS
MUDANÇA – As recentes pesquisas de intenção de voto apontando já um empate técnico na corrida presidencial entre o presidente Lula (PT) e o pré-candidato do PL, Flávio Bolsonaro, acenderam a luz amarela no gabinete de Lula e entre os aliados mais próximos. Na reação, já se fala numa ampla mudança no conceito da comunicação no enfrentamento ao filho do ex-presidente.
ERRO ELEMENTAR – A ideia de priorizar a divulgação de entregas do terceiro mandato é compreendida por ministros mais à esquerda e petistas como insuficiente. Para o grupo de insatisfeitos, a tática de evitar, por ora, ataques mais enfáticos a Flávio passou a ser considerada um erro.
SEM EFEITO – Um diagnóstico, porém, é comum entre aliados: ministros do Centrão, aliados de partidos da base e integrantes da cúpula do PT admitem que a aposta do ministro Sidônio Palmeira, da Comunicação Social, de focar apenas na divulgação de pautas positivas ainda não decolou. Uma delas, a ampliação da isenção do Imposto de Renda (IR), não se traduziu em números positivos na popularidade de Lula, fato que preocupa para a corrida eleitoral.
Perguntar não ofende: Quando acaba a novela da homologação da federação PP com o União Brasil?